Molas também precisam de manutenção: veja sinais de desgaste

Importantes para conforto e estabilidade, as molas não costumam receber atenção na hora da revisão

Cofap molas helicoidais

Item fundamental para a estabilidade do automóvel, segurança e conforto dos ocupantes, as molas são responsáveis por absorver, armazenar e liberar energia proveniente de impactos. Por isso, para o correto trabalho da suspensão, é necessário que esses componentes estejam em boas condições. Assim, a Revista O Mecânico traz uma série de situações que podem indicar falhas nas molas.

Um dos principais indícios que as molas estão com problemas é a alteração na altura de rodagem do veículo. Para verificar, é necessário manter o carro em uma superfície plana e checar se há diferença de altura entre as rodas de cada eixo. Outro ponto de verificação é se existem problemas na dinâmica do veículo, como balanço excessivo da carroceria, inclinação acentuada em curvas ou transferência exagerada de peso, especialmente com o carro carregado.

Visualmente, é preciso ficar atento a marcas nos elos da mola, que indicam que houve compressão excessiva e fadiga da mola. Além disso, marcas nos batentes de alojamento das molas podem indicar também um contato não projetado. Sinais de ferrugem e corrosão, se estiverem em estado avançado, revelam o fim da vida útil do componente.

O motorista também pode notar indicativos de alteração, como uma redução no conforto do veículo, aumento de ocorrências de fim de curso da suspensão, além de barulhos provenientes de todo o conjunto. Pneus com desgaste excessivo também podem sinalizar molas fora da especificação.

Assim, é importante que o mecânico fique atento na hora de avaliar o estado da suspensão, visto que muitas vezes as molas têm sua substituição negligenciada. Tendo um papel fundamental no bom funcionamento do conjunto, a recomendação é a troca corretiva quando houver sinais de desgaste ou de maneira preventiva a cada duas trocas de amortecedores, posto que uma mola fora da especificação pode diminuir a vida útil dos demais componentes.

Por que retificar o volante ao trocar a embreagem?

Saiba a importância de evitar o uso de lixas para polir o volante do motor em casos de vitrificação e quando é necessário realizar a retífica do componente

texto Vitor Lima    fotos  Dreamstime.com

Durante a manutenção de veículos, algumas peças podem não apresentar trincas ou empenamento, mas ainda assim necessitam de retífica para recuperar a condição de brunimento. Esse é o caso do volante do motor, que tem contato direto com a embreagem e exige uma rugosidade específica para garantir o atrito adequado com o material de desgaste do disco.

A retífica é um processo amplamente utilizado no setor automotivo, tanto em fábricas quanto em oficinas, com o objetivo de melhorar o acabamento e a precisão das peças, sejam elas cilíndricas ou planas. Em muitos casos, não se trata de alterar a geometria da peça, mas de garantir um brunimento ou acabamento milimétrico adequado para o funcionamento do componente.

 

O cuidado necessário ao retificar o volante do motor

Para realizar a retífica do volante, é essencial utilizar ferramentas apropriadas. O uso de lixas comuns ou de ferro pode comprometer o desempenho da peça e não atingir o resultado esperado.

Muitos mecânicos, ao tentarem corrigir a vitrificação – uma camada de brilho causada pelo desgaste do disco de embreagem antigo – utilizam lixas manualmente, acreditando que isso evitará que o disco novo patine. Apesar da intenção estar correta, lixar o volante com materiais inadequados, como lixas de alto grau de abrasividade, pode gerar desgaste desigual na área de contato, prejudicando o funcionamento do sistema. A solução correta para a vitrificação é a retífica, que uniformiza a superfície com a precisão necessária.

Inspeção cuidadosa

Sempre que a embreagem for substituída, o mecânico deve avaliar as condições do volante. É importante verificar se há desgaste excessivo, trincas ou outras irregularidades. Além disso, é fundamental inspecionar os guias e seus alojamentos na caixa seca, utilizando as ferramentas corretas. Se forem identificados problemas no volante, a sua substituição deve ser considerada.

Ao seguir essas recomendações, garante-se maior durabilidade do sistema e o funcionamento eficiente da embreagem.

 

 

8CBM já tem empresas confirmadas para o evento

8º Congresso Brasileiro do Mecânico será no dia 25 de outubro

A oitava edição do Congresso Brasileiro do Mecânico, que já está confirmada para o dia 25 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo, já conta com mais de 27 empresas confirmadas para a área de estandes. Veja quais são;

 

Empresas Confirmadas

ACDelco
Allen
Amortex
Authomix
AutoZone
bproauto
Castrol
Consórcio Loja do Mecânico
Continental
Curso do Mecânico
Dayco
Delphi
Duralast
Elring
Ford Motorcraft
Indisa
KSPG
KYB
Lubrax
Loja do Mecânico
Maxon Oil
Mecânico Pro
Menil
Mopar
NGK
Ranalle
Serraf
Schaeffler
SKF
Sustainera
TotalEnergies
Urba
Valvoline
Wega

Tudo sobre o 8CBM

Sucesso nas edições passadas, os Boxes Técnicos Práticos também estarão no 8CBM. Diferente dos Box Técnicos, que apenas apresentam conteúdo didático sobre um tema relevante da mecânica, esses boxes possibilitam um relacionamento ainda mais próximo com um especialista, que demonstrará na prática procedimentos técnicos comuns no dia a dia de uma oficina mecânica.

Os mecânicos também poderão transitar pela Área de Estantes e ver as novidades das principais empresas do segmento automotivo brasileiro, que estarão por lá em outubro de 2025. Quem for ao 8CBM também poderá pilotar na Área de Test Drive veículos eletrificados, assim como aconteceu nas últimas edições.

Ademais, o mecânico que busca conhecimento com informações técnicas com notoriedade poderá acompanhar no Auditório de Palestras trocas de ideias entre mecânicos, executivos de grandes empresas do setor e acadêmicos sobre os principais temas do cotidiano da profissão e das oficinas mecânicas.

Portanto, o mecânico que quiser ir à 8ª edição do Congresso Brasileiro do Mecânico 2024 já tem que ficar ligado nas próximas edições desta publicação e, também, no site e redes sociais da Revista O Mecânico.

 

Exclusivo: conheça a nova bomba d’água SKF para linha Volkswagen

Componente conta com aprimoramentos em relação a sua geração anterior

A SKF possui em seu catálogo a bomba d’água de código de produto VKPC 4998 e código de barras 7316579628761 para aplicação nos veículos Volkswagen Gol, Fox, Golf, Saveiro, Crossfox, Kombi, Polo e Spacefox equipados com motor EA111 nas versões 1.0 e 1.6, a partir do ano de 2008.

O design da bomba d’água da SKF foi atualizado recentemente, prometendo uma melhoria no fluxo de fluído de arrefecimento e maior resistência à corrosão quando comparado com a sua geração anterior, dado que o novo componente apresenta rotor em aço inoxidável e carcaça aberta, servindo como item de substituição da peça original.

Como é um dos principais componentes do sistema de arrefecimento do veículo, manter a bomba d’agua em ordem é de extrema importância para evitar um superaquecimento do motor. Assim, o mecânico deve usar peças de qualidade e seguir os procedimentos recomendados pelas fabricantes na hora dos reparos.

A Revista O Mecânico está preparando uma matéria exclusiva com todos os procedimentos e passo a passo para a troca da bomba d’água em um motor EA111. Acompanhe nos nossos canais a matéria técnica que será publicada na revista impressa, aqui no site e também nas nossas redes sociais.

Gestão de Oficinas: passo a passo para aumentar a produtividade e satisfação do cliente

Atendimento é importante, mas gestão administrativa deve estar no radar dos mecânicos como boa prática para o dia a dia 

texto Marcos Camargo Jr.   fotos Arquivo O Mecânico / Freepik.com

O segmento das oficinas mecânicas é um dos grandes “motores” do setor automotivo. Existem cerca de 100 mil oficinas no país, a grande maioria de pequeno porte, que empregam cerca de 750 mil profissionais e movimentam R$ 130 bilhões por ano, segundo dados mais recentes do Sindipeças.

Todavia, fazer a gestão da oficina é um desafio para muitos profissionais que em geral gerenciam o dia a dia, atendem os clientes, negociam com fornecedores e com os próprios clientes e fazem a gestão administrativa dos seus negócios. Mas como tornar uma oficina mais produtiva? Como melhorar os processos de atendimento? A Revista O Mecânico ouviu profissionais de todos os perfis e destaca dicas fundamentais para melhorar a gestão das oficinas neste começo de ano.

 

Quatro pilares para a oficina funcionar bem

Tornar uma oficina mais eficiente e produtiva está centrado em três pilares: o atendimento e a qualificação profissional, a gestão administrativa e a produtividade. E engana-se que melhorar esses pontos é algo somente para oficinas médias ou grandes. A consultora Amanda Medeiros, experiente no tema de treinamento e gestão de oficina, resume bem as boas práticas; “Desde o primeiro contato com o cliente até o gerenciamento do estoque de peças, cada aspecto tem papel fundamental na manutenção da organização e na excelência do serviço”, destaca.

Negócio de família

Ícaro Simões, proprietário da oficina Casalub em São Paulo gerencia seu próprio negócio ao lado da esposa Carolina Simões há mais de 10 anos. Recentemente a oficina mudou de endereço e foi ampliada. “O grande segredo ao meu ver está em conseguir separar as tarefas. Eu cuido da qualidade do serviço junto aos mecânicos e atendo os clientes enquanto a Carolina faz a gestão de todo o negócio. Pós-venda, atendimento pelo Whatsapp e presencial, compra de peças e a gestão administrativa que é falar com o contador, contas a pagar e receber e assim nos dividimos e ganhamos produtividade”, destaca.

O que é Gestão de Oficina Mecânica?

A gestão de oficina envolve o gerenciamento de ativos, processos, pessoas e estratégias para alcançar os objetivos de negócios. Uma boa gestão define metas claras, organiza os processos e ajusta as estratégias conforme as mudanças do mercado, visando a redução de custos e aumento da produtividade. Em geral, especialistas afirmam que a maior dificuldade está em gerenciar o processo da oficina e a gestão de forma separada.

O mais comum é que o mecânico confunda as duas atividades e isso resulta em perda de tempo e de produtividade alerta Amanda Medeiros que já esteve presente no Congresso do Mecânico onde tratou justamente desse tema. O ideal é que a gestão seja feita por outro profissional que não esteja no dia a dia da oficina. Carolina Simões da Casalub comenta: “meu foco está em atender o cliente e entender o que ele precisa, porém cabe ao Ícaro ou a um dos mecânicos o diagnóstico. Eu não me envolvo no dia a dia, mas ou suporte para tudo que eles precisam como a peça entregue no prazo, os horários da oficina e emissão de uma nota por exemplo. A parte técnica é feita pelos mecânicos e fazemos uma dupla checagem, mas as atividades são feitas de forma separada”, explica.

Outro ponto muito importante e que muitos clientes deixam passar é o tema da gestão administrativa. Vai além de um controle de contas a pagar e receber. Além disso, fazer um balanço com previsão de receitas e despesas, controle de custos e também a parte tributária são muito importantes. “Eu tenho uma oficina pequena e atendo muitos clientes em domicílio, mas a parte tributária e o contador são importantes. Emissão de notas, pois atendo muitas empresas, a tributação correta, são uma preocupação que todo mecânico deve ter. Toda minha gestão é terceirizada e eu foco no trabalho, mas todo mecânico precisa contar com um suporte para a questão das contas”, lembra André Seiti Firmino, mecânico há mais de 30 anos em São Paulo.

 

A Função do Gestor na oficina

O gestor de uma oficina mecânica tem a responsabilidade de alinhar todos os departamentos para alcançar resultados nas empresas. No caso da oficina, se possível, quem é responsável pela gestão é o profissional que irá alinhar as metas e objetivos (seja de clientes atendidos ou metas de agilidade na redução de custos). Se a oficina for grande o gestor também deverá cuidar da equipe: horários, metas, remuneração entre outros.

Amanda Medeiros lembra que o gestor deve estar atento para a redução de custos e falhas, garantindo otimização de processos, melhorar a produtividade da equipe e manter um ambiente de organização positiva.

Atendimento em oficina é fundamental

Além da boa gestão, clientes e mecânicos devem aprimorar dia a dia o atendimento. Mais do que a cortesia e a atenção, para fugir do lugar comum, o profissional do atendimento sabe que precisa atender o cliente atento ao pré-diagnóstico. “Atendimento é cartão de visita, mas indo além disso é preciso entender quais são os problemas que o cliente relata no atendimento. O cliente precisa ser acolhido, mas ao mesmo tempo ele espera o entendimento do problema e a agilidade na solução. Por isso tirar o máximo de dúvidas do cliente ajudará na solução e na satisfação”, explica Carlos China, técnico da Oficina Veleiros em São Paulo e, também, colaborador da Revista O Mecânico.

Carolina Simões da Casalub destaca suas “boas práticas” de atendimento. “Eu gosto de recepcionar o cliente, sinto que ele se sente mais confiante, anoto todas as queixas que ele faz sobre os veículos e passo para os mecânicos. Ainda temos muito para organizar e planejar, afinal viemos para um espaço muito maior e já sentimos que a demanda aumentou. Isso certamente vai demandar mais do atendimento”, pontua.

Uma gestão eficiente de oficina mecânica é fundamental para o sucesso e crescimento sustentável. Mesmo que o objetivo do empreendedor não seja crescer e ir para um espaço maior ou contratar mais profissionais a boa gestão passa por um processo desde o atendimento, a execução, os fornecedores, a parte administrativa e o planejamento são fundamentais para o sucesso. A implementação das melhores práticas de gestão pode resultar em redução de custos, aumento de produtividade, qualidade no atendimento e, principalmente, satisfação dos clientes. Essa satisfação do cliente levará ao reconhecimento do espaço e dos profissionais.

Ronaldo Lipari assume cargo de Diretor Geral de Vendas da Phinia América do Sul

Executivo tem mais de 30 de experiência e está há 24 anos na organização

 

A Phinia anunciou Ronaldo Lipari como Diretor Geral de Vendas para Aftermarket da América do Sul. O executivo é formado em engenharia mecânica pela Universidade Paulista (UNIP) e com MBA em vendas e marketing pela FGV, além de ter mais de 30 anos de experiência e está há 24 anos na organização.

“Assumir o cargo de Diretor Geral de Vendas na Phinia é uma grande responsabilidade, mas também uma oportunidade empolgante de contribuir para o crescimento da empresa. Meu foco estará em fortalecer nossas estratégias comerciais, superar os desafios do mercado e aproveitar as oportunidades para inovação e expansão. Estou confiante de que, com o trabalho em equipe e o alinhamento com nossos objetivos, alcançaremos resultados sólidos e sustentáveis. É um momento desafiador, mas também cheio de possibilidades, e espero fazer a diferença nessa nova fase”, declara Ronaldo Lipari.

Antes de assumir o novo cargo, Lipari atuava como gerente de vendas da Delco Remy para os mercados de reposição e OEM no Brasil. Com as novas atribuições, será responsável por executar as estratégias comerciais e fortalecer a presença das marcas Delphi e Delco no mercado sul-americano.

Mobil anuncia novas especificações API SQ e ILSAC GF-7 para linha de lubrificante

Tecnologia estará presente nos produtos da marca e disponíveis a partir de abril

A Mobil anunciou a atualização de seu portfólio de lubrificantes com as novas especificações API SQ e ILSAC GF-7. Os novos produtos são destinados a veículos com motorização híbrida e à combustão interna.

Os lubrificantes com as novas especificações estarão disponíveis a partir de abril deste ano, e têm como objetivo apoiar a indústria automotiva para reduzir as emissões e atender aos padrões da Environmental Protection Agency (EPA – “Agência de Proteção Ambiental USA”, em tradução livre). 

De acordo com a Mobil, os novos produtos promovem aumento na economia de combustível, melhoram a proteção contra o degaste promovido pela pré-ignição de baixa velocidade (LSPI), fornecem proteção LSPI do lubrificante após seu intervalo de troca padrão, permitem o controle de depósito nos pistões e contribuem para maior proteção da corrente de distribuição e para a manutenção de suas medidas.

Além disso, os lubrificantes atendem a demandas operacionais exclusivas das necessidades híbridas, como desgaste do trem de válvulas em baixa temperatura, proteção contra corrosão e redução de cinzas sulfatadas.

Integram a linha Mobil Super com tecnologia API SQ e ILSAC GF-7, lubrificantes sintéticos com as viscosidades 0W-20 e 5W-30.

Raio X do Ford Mustang GT Performance: análise completa

Trilha sonora e motor V8 são dois dos principais atrativos do modelo, além do acerto esportivo da suspensão

Último representante da tríade dos muscle cars modernos, o Ford Mustang GT Performance é o único que permanece do grupo que era composto também por Chevrolet Camaro e Dodge Challenger, usando a fórmula que o consagrou desde sua primeira geração.

Confira o Raio X do Mustang em sua versão GT Performance

O motor que equipa o Mustang é o V8 da família Coyote, de aspiração atmosférica, entregando 488 cv de potência a 7.250 rpm e 57,5 kgfm de torque a 5.000 rpm. Esse propulsor recebeu uma série de aprimoramentos desde seu lançamento em 2007, mas a simplicidade de manutenção permaneceu.

Dinamicamente, a suspensão adaptativa propicia conforto para os ocupantes no modo normal e um controle preciso em curvas nos modos esportivo e pista. Funcionalidade presente apenas no Mustang, o freio de mão eletrônico com formato de alavanca convencional possibilita o modo Drift Brake, para escorregamentos controlados.

Atualmente custando R$ 529.000 no site da Ford, o muscle car é equipado com câmbio automático de dez marchas, mas teve a confirmação da versão com manual de seis velocidades, acentuando ainda mais o foco na esportividade e experiência de condução como argumentos de venda no mercado de esportivos.

Guia completo de aperto do cabeçote do Chevrolet Corsa e seus motores 1.0, 1.4, 1.6 e 1.8

Disponível em diferentes versões, usar a especificação de torque correta na hora da manutenção garante qualidade no serviço

O Chevrolet Corsa foi um dos carros mais vendidos no mercado brasileiro durante sua produção. Lançado aqui em 1994, ao longo de sua vida e duas gerações houve uma série de motorizações, desde 1.0 a gasolina até 1.8 flex. Pensando nisso, a Revista O Mecânico traz um guia completo de aperto do cabeçote para os diferentes motores que equiparam o modelo.

Motor 1.0 a gasolina: começando com 50 cv a 5.800 rpm de 1994 a 1996 e passando para 60 cv a 6.000 rpm de 1996 a 2002, foi o principal motor empregado na primeira geração do Corsa. A sequência de aperto do cabeçote é feita em três etapas, dos parafusos nas posições de 1 a 10, sendo a primeira de 25 Nm, depois 180° e mais 10°.

Motor 1.0 a etanol: com mais potência do que o motor a gasolina e possibilidade de utilizar o combustível derivado da cana, as versões 1.0 movidas a álcool apresentavam potência de 64 cv a 6.200 rpm de 2002 até 2005. A ordem de aperto do cabeçote é realizada dos parafusos nas posições de 1 a 10 em três etapas, a primeira de 25 Nm, depois 180° e mais 10°.

Motor 1.6 a gasolina: maior motor disponível na primeira geração do Corsa, ele foi disponibilizado com cabeçote de 8 válvulas ou 16 válvulas, tendo 92 cv a 5.600 rpm ou 102 cv a 6.000 rpm, respectivamente. O padrão de aperto do cabeçote é executado dos parafusos nas posições de 1 a 10 em quatro etapas, de 25 Nm, depois 60°, mais 60° e, por fim, mais 60°.

Motor 1.4 Econo.Flex: em sua variação flex, o motor 1.4 apresentava um rendimento de até 105 cv a 6.000 rpm, sendo muito escolhido em sua segunda geração por quem buscava um desempenho maior que na versão 1.0 e um consumo de combustível menor do que na versão 1.8. O procedimento de aperto do cabeçote segue a sequência dos parafusos nas posições de 1 a 10 em três etapas, a primeira de 25 Nm, depois 180° e mais 10°.

Motor 1.8 flex: a opção mais potente disponibilizada no Corsa de segunda geração, esse propulsor flex começou entregando 109 cv a 5.400 rpm até 2006 e depois passou a contar com 114 cv a 5.400 rpm. A sequência de aperto do cabeçote é feita dos parafusos nas posições de 1 a 10 em quatro etapas, 25 Nm, depois 90°, mais 90° e para finalizar, uma etapa de 10°.

Usufruindo de um baixo índice de problemas, as diversas motorizações do Chevrolet Corsa ajudaram o modelo a conquistar os brasileiros. Com a idade, porém, intervenções mais profundas na mecânica são inevitáveis, de tal forma que para garantir um serviço de qualidade é importante que o mecânico verifique o código dos motores e siga os procedimentos recomendados pela fabricante para a correta manutenção do veículo.

Qual a importância das buchas para a suspensão do veículo?

Componente ajuda na absorção dos impactos do sistema de suspensão

Integrante do sistema de suspensão, as buchas são desenvolvidos em borracha ou poliuretano com intuito de auxiliar na absorção das vibrações e impactos. Como um pré-tensionador, as buchas absorvem parte dos impactos e transferem para outras peças do conjunto como bandejas, pivôs, eixos e outros componentes.

Ruídos podem indicar que as buchas de suspensão estão com problemas, assim como o desgaste irregular dos pneus pode estar diretamente ligado a buchas trincadas ou com folga. Nestes casos há necessidade da substituição do componente para evitar o comprometimento de outras peças do sistema.

Além das buchas, é importante verificar outros componentes como a bandeja de suspensão, manga de eixo e os outros periféricos. Analise se há folgas e sinais de desgaste. Trocas de itens da suspensão devem ser seguidas de procedimentos de alinhamento da direção e balanceamento da direção. Assim a suspensão irá trabalhar da forma prevista pelo fabricante para oferecer segurança ao motorista.

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