Tramontina PRO lista ferramentas para lidar com pneus e rodas

ferramentas Tramontina para pneus e rodas

Ferramentas incluem chave de impacto pneumática, jogo de soquetes, alicate para balanceamento e torquímetros, entre outros

 

Para ajudar os profissionais que lidam com a manutenção de rodas e pneus, a Tramontina PRO lista os produtos que disponibiliza em seu portfólio. O primeiro item é o alicate para balanceamento, usado para colocar, retirar e cortar pesos calibradores. Ele possui um mecanismo com mola na articulação que facilita o trabalho, produzido em aço cromo vanádio.

Outra ferramenta é a chave de impacto pneumática, que oferece maior torque e potência na hora de apertar e afrouxar porcas e parafusos. Produzida em aço liga especial de cromo, níquel e molibdênio, a peça também tem sistema de impacto com martelo Jumbo para maior torque.

A linha traz ainda o jogo de soquetes de impacto, produzidos para apertar e afrouxar parafusos sextavados em rodas de liga leve utilizando parafusadeiras pneumáticas.

De acordo com a empresa, seu perfil Hyper Drive, de cantos arredondados, otimiza o acoplamento do produto ao parafuso ou porca, reduzindo as tensões geradas no aperto e prolongando a sua vida útil. O jogo é forjado em aço cromo molibdênio e temperado, com acabamento fosfatizado além de trazer protetor plástico no corpo para evitar danos às rodas de liga durante a utilização.

ferramentas Tramontina para pneus e rodas

A Tramontina PRO também oferece chave catraca pneumática 1/2″, projetada para os trabalhos de aperto e desaperto de porcas e parafusos. A empresa ressalta que seu quadrado de encaixe de 1/2” garante resistência por ser produzido em aço liga especial de cromo, níquel e molibdênio.

Há ainda o Torquímetro Digital Tork D, com visor digital que permite a visualização do torque aplicado e indicador acústico e visível (LEDs) quando o torque é atingido; e o torquímetros de estalo, com cabeça forjada em aço cromo vanádio e tambor em tubo de aço estampado, que também emite sinal sonoro (estalo) quando o torque é atingido.

Estes torquímetros têm sistema de quick release (solta rápido), escalas de trabalho marcadas em N.m e Lbf-pé e estão disponíveis em seis modelos para apertos de 4 até 1.000 N.m. e com encaixes de 3/8″, 1/2″ e 3/4″.

Completa a linha as espátulas chatas produzidas em aço especial e temperadas, com acabamento cromado. Essa ferramenta é indicada para a remoção de pneus de rodas de automóveis e caminhões, podendo ser encontradas nos tamanhos 10″, 16″, 20″ e 24″.

DRiV fornece amortecedores Öhlins para novo Lamborghini

Ohlins amortecedor

Modelo exclusivo pensado para o uso em pistas traz um sistema de suspensão diferenciado com possibilidade de ajustes personalizados

 

A DRiV informa que fornece os amortecedores da marca Öhlins para o novo Lamborghini Essenza SCV12 Hyper Car, um esportivo que terá somente 40 unidades em produção – outros benefícios além da exclusividade são acesso a circuitos de corrida selecionados em todo o mundo, oficina personalizada e serviços dedicados perto da sede mundial da Lamborghini em Sant’Agata Bolognese, na Itália.

Seu coração é um motor V12 de 830 cv de potência. Para acompanhar tamanho desempenho, o sistema de suspensão é diferenciado, dotado do amortecedor TTX 36 Advance Trackday, bidirecional, com possibilidade de ajustes personalizados utilizando válvulas externas de controle de cargas.

“O SCV12 oferece a mais pura experiência de direção em pista já produzida pela Lamborghini. Portanto, foi com grande orgulho que soubemos que a tecnologia TTX 36 foi selecionada para todas as 40 unidades”, disse Henrik Johansson, diretor administrativo da Ӧhlins Racing.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Nova geração da picape adota mecânica mais moderna sem abandonar a facilidade na manutenção

 

Após 22 anos de mercado, a Fiat Strada finalmente teve a primeira mudança completa de geração em junho de 2020. A picape, que lidera o ranking de comerciais leves mais vendidos há 20 anos, manteve características que consagraram a antecessora junto a novos itens de tecnologia e segurança. As alterações parecem ter surtido efeito, já que a picape ultrapassou o Onix e foi o veículo mais vendido do Brasil em setembro último, com 11.873 unidades emplacadas.

A nova Strada adota a mesma nomenclatura de versões da Fiat Toro: Endurance, Freedom e Volcano, com opções de cabines simples (chamada de Plus) nas duas primeiras e cabine dupla nos três acabamentos. Os preços iniciais variam entre R$ 64.990 e R$ 82.290. A configuração aqui avaliada, Freedom cabine dupla, é tabelada a R$ 79.290. A Strada é feita na nova plataforma MPP, que mescla elementos de Mobi, Argo e Fiorino. Na comparação com a antiga versão Freedom cabine dupla, a nova geração está 36 mm mais comprida (4.474 mm ao todo), 68 mm mais larga (1.732 mm), 26 mm mais alta (1.606 mm) e 19 mm maior na distância entre eixos (2.737 mm).

O vão livre do solo varia de 208 mm a 214 mm, a depender de cada versão. Os ângulos de entrada e saída na Strada Freedom são de 24º e 27º, respectivamente. O espaço na caçamba cresceu, com 1.354 litros de capacidade na opção cabine Plus (aumento de 134 litros em relação à antiga geração) e 844 litros na cabine dupla (164 litros a mais). A capacidade total de carga (que inclui o volume transportado na caçamba e também o peso dos ocupantes) passou de 705 kg para 720 kg na cabine plus. Nos modelos de quatro portas, são 650 kg.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD
Antônio Augusto Aranda, o Guto, mecânico proprietário da oficina G.Pauto em São Paulo/SP

A tampa da caçamba (que suporta 400 kg de peso) ganhou sistema de amortecimento por mola, que diminuiu o esforço necessário para abertura e fechamento da peça em 60%. Outra mudança é o alojamento do estepe, que passou de dentro da caçamba para abaixo dela, do lado externo.

A nova Strada traz duas opções de motores. Na versão Endurance, voltada ao trabalho e mercado frotista, o motor é o 1.4 EVO flex de 88/85 cv (E/G) de potência e 12,5/12,4 kgfm de torque. Já as variantes Freedom e Volcano trazem o 1.3 Firefly de Argo e Cronos, com 109/101 cv de potência e 14,2/13,7 kgfm de torque. Para ambas, a única opção de câmbio é o manual de cinco marchas – em 2021, a marca deverá lançar uma inédita caixa automática do tipo CVT para a picape.

Além do novo motor 1.3, a Strada também estreia itens de segurança e conforto indisponíveis no modelo anterior, como controles de estabilidade e tração, assistente de saída em rampa, direção com assistência elétrica (exceto com motor 1.4) e airbags laterais nas opções de cabine dupla.

Para avaliar de perto as condições de reparabilidade e manutenção do lançamento da Fiat, levamos a picape para a oficina G.Pauto, em São Paulo/SP, onde foi avaliada pelo mecânico Antônio Augusto Aranda, o Guto, proprietário da oficina.

MANUTENÇÃO DESCOMPLICADA

Ao abrir o capô, o primeiro destaque da nova Strada é o bom espaço no cofre do motor (1). O ângulo de abertura da peça também é generoso, o que sempre facilita a movimentação do mecânico no momento da manutenção.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

A caixa do filtro de ar é acessível. Para retirá-la, basta remover 5 parafusos com a chave Philips e as duas fixações laterais com chave L-10. A troca do filtro de ar (2) é recomendada para cada 10 mil quilômetros ou 12 meses. Em caso de uso severo, o período é reduzido a cada 5 mil quilômetros ou 6 meses.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

“É recomendável uma inspeção visual do elemento a cada 15 dias quando o veículo roda em locais muito poeirentos. O mesmo vale para o filtro de cabine”, orienta o professor de Engenharia Mecânica e consultor técnico da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo.

A remoção da caixa dá acesso aos bicos injetores, bobinas e velas (3) – para removê-las, é necessário o uso de chave 14 mm. A substituição das velas (com eletrodos compostos por liga de irídio) é recomendada pela Fiat para cada 40 mil quilômetros, independentemente do tempo de uso.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Os dois sensores de oxigênio (4), pré e pós-catalisador, estão bem localizados, assim como o próprio catalisador, na região entre o motor e o eletroventilador. O corpo de borboleta também é posicionado em local elevado, com fácil acesso.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Outros itens bem localizados são a  correia de acessórios, os coxins do motor e o alternador (5). Chamado pela marca de “Smart Charger”, este alternador otimiza a recarga da bateria em desacelerações com o melhor aproveitamento da energia cinética que seria desperdiçada.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Ao contrário das linhas Argo e Cronos, a nova Strada não possui a função start-stop em nenhuma das versões, apesar de os pedais de freio e embreagem trazerem potenciômetro integrado (o que pode indicar adoção do sistema em futura atualização da picape). A bateria (6) é comum, de 50 Ah.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

A vareta de verificação do nível de óleo do motor (7) é integrada à tampa e passa por dentro do motor, o que evita vazamentos e facilita a manutenção, de acordo com a Fiat. Este 1.3 Firefly utiliza corrente para o comando de válvulas (o 1.4 Fire Evo, da versão básica Endurance, mantém a correia “dentada”). A fabricante indica durabilidade acima dos 200 mil quilômetros para a corrente. “A corrente dá sintomas de quando está próxima do fim da vida útil. Geralmente, começa a raspar quando está com folga ou mesmo o variador começa a falhar”, explica o mecânico Guto.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

A correia de acessórios também possui fácil acesso, segundo Guto. A substituição é prevista a cada 60 mil quilômetros ou 48 meses, o que ocorrer primeiro. Em caso de uso severo, o intervalo é reduzido pela metade (a cada 30 mil quilômetros ou 24 meses).

Ainda no cofre do motor, uma seta na fixação superior dos amortecedores dianteiros (8) indica a posição do guia. “Isso orienta a posição correta de montagem”, afirma Aranda.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

A substituição das lâmpadas dos faróis também é simples, com espaço suficiente para as mãos (9). Nesta versão e na básica Endurance, a picape traz luzes de rodagem diurna (DRL) halógenas. Desta forma, assim que o carro é ligado, a iluminação diurna é ativada por padrão. Porém, o sistema com lâmpadas comuns não substitui o uso do farol baixo em estradas, ao contrário da DRL em LED (presente na versão Volcano).

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

A marca recomenda o uso de fluido de arrefecimento homologado (Petronas Coolant Up), que não vem diluído – para isso, deve-se obedecer a proporção de 50% de fluido e 50% de água desmineralizada. A capacidade de abastecimento do sistema (10) é de 5 litros. A substituição do líquido é recomendada pela marca para cada 10 anos ou 240 mil quilômetros.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Ponto negativo da Strada (e compartilhado por outros modelos da marca) é a ausência de uma simples etiqueta na porta do motorista ou na portinhola do tanque de combustível com a indicação de pressão recomendada para calibragem dos pneus frios. A informação aparece única e exclusivamente no manual do proprietário, nem sempre consultado pelos motoristas. Nesta versão Freedom, a recomendação é de 32 psi nos cinco pneus (incluindo o estepe) em condições normais de uso – com carga máxima, deve-se calibrar os dois do eixo traseiro com 44 psi.

A picape traz o sistema de alerta de baixa pressão dos pneus do tipo indireto, que funciona por meio de sensores de velocidade de roda do sistema ABS/ESC. A cada parada para calibrar, o motorista deve confirmar a ação por meio de um comando no computador de bordo. O filtro de cabine (11) fica alojado na região próxima aos pés do passageiro frontal, perto da parede corta-fogo, em um local de acesso não tão simples. “É exatamente o mesmo alojamento do filtro de ar-condicionado do Mobi”, conta Guto. A troca do componente é indicada para cada 10 mil quilômetros ou 12 meses. Para remover a tampa de proteção, basta soltar 2 parafusos com uma chave philips.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

“De forma geral, os destaques desse carro são a facilidade e simplicidade na hora da manutenção. O mecânico não terá surpresas”, ressalta Guto após examinar o cofre do motor e a cabine.

ANÁLISE POR BAIXO

Com o carro no elevador, Guto analisa o undercar e confirma o que desconfiava ao verificar o eletroventilador por cima. “Para removê-lo, só tirando o para-choque antes”, orienta. O filtro de óleo (12) é posicionado em local de fácil acesso e fica protegido entre o cárter de aço estampado (13) e o suporte do compressor do ar-condicionado (14), integrado ao sub-bloco.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

O óleo recomendado é sintético, de baixa viscosidade (SAE 0W20, API SN). O intervalo de trocas de óleo e filtro é a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses, sendo reduzido pela metade em uso severo. Para abastecimento de cárter e filtro, são necessários 3,4 litros. O motor de arranque também possui fácil acesso, segundo o mecânico.

A caixa de câmbio manual (15) deve ter o nível verificado nas revisões de 40 mil quilômetros (ou 4 anos meses) e 80 mil quilômetros (ou 8 anos). A substituição é prevista aos 120 mil quilômetros, sendo necessários 2 litros do óleo sintético homologado (SAE 75W, API GL 4). O sistema de acionamento hidráulico da embreagem deve ter o fluido (DOT 4) substituído a cada 24 meses ou 40 mil quilômetros.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

O filtro de combustível (16) fica na região central do undercar, envolto por uma proteção de metal. Para removê-la, basta tirar dois parafusos com uma chave L-10. A troca do componente é prevista no manual para cada 20 mil quilômetros ou 24 meses – em caso de uso severo, o intervalo cai pela metade.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

A Strada mantém o arranjo de suspensões da antecessora, do tipo McPherson (17) na dianteira (com novas molas, amortecedores e barra estabilizadora) e por eixo rígido com molas semielípticas (18), na traseira. Apesar disso, calibração e geometria (valores dos ângulos de alinhamento) são novos.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

“Bandejas (19), buchas, terminais e braços axiais são componentes muito semelhantes aos do Mobi”, revela Guto. No eixo traseiro, Guto também ressalta a facilidade de manutenção do conjunto.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

“A troca das buchas de fixação dianteira e traseira (20) das molas semielípticas é fácil. A substituição dos batentes (21) também não tem segredos”, explica.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Os freios utilizam discos ventilados (22) no eixo dianteiro e tambor (23), no traseiro. A verificação das pastilhas dianteiras deve ser feita a cada revisão e, caso a espessura útil seja inferior a 5 mm, devem ser substituídas. Já as lonas traseiras devem ser checadas a cada 40 mil quilômetros e, se necessário, trocadas – em uso severo, o intervalo cai para cada 20 mil quilômetros. O fluido de freio (DOT 4) tem recomendação de troca a cada 24 meses ou 40 mil quilômetros.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

A manutenção da bomba de combustível, segundo Guto, exige que o tanque de combustível seja baixado. “Não há acesso pela parte debaixo do banco traseiro”, explica. Por lá, há apenas um compartimento onde ficam macaco e demais ferramentas obrigatórias de emergência (24).

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Após a análise dos principais pontos de manutenção, o mecânico Guto avalia que nova picape manteve a boa reparabilidade da antecessora. “A manutenção da Strada não tem dificuldade. Os componentes da picape não exigem nenhuma ferramenta especial para trabalhar. Com isso, os mecânicos não vão encontrar nada com que eles já não estejam acostumados a ver na oficina”, opina Antônio Augusto.

Raio X: Fiat Strada Freedom CD

Texto e fotos Gustavo de Sá

Elétrico VW ID.3 usa lonas de freio da TMD Friction

TMD Friction

Freios a tambor são mais adequados para o modelo totalmente elétrico, contribuindo para o meio ambiente

 

O veículo 100% elétrico Volkswagen ID.3 foi desenvolvido para ser mais leve, compacto e ecológico, dotado de freios a tambor que contribuem positivamente para a proteção e sustentabilidade ambiental. Para o modelo, a TMD Friction fornece as lonas de freio.

De acordo com a empresa, os freios a tambor têm um sistema em grande parte fechado, o que reduz consideravelmente a poeira de freio que escapa diretamente para a atmosfera. Outro ponto positivo quanto à sustentabilidade é que os produtos de atrito de freio fornecidos atendem às mais recentes normas ambientais em termos de teor de cobre.

Ainda que os freios a disco possam ser mais potentes, os freios a tambor combinados com o acionamento elétrico, que usa recuperação para uma grande proporção de desempenho de frenagem, significa performance equivalente em um veículo elétrico. Além disso, os freios a tambor também servem como freio de estacionamento, sendo a solução ideal para o eixo traseiro do ID.3.

“As lonas de freio da TMD geralmente não superaquecem com manobras individuais de frenagem, isso é mais provável acontecer em uma frenagem sustentada, como durante a condução do veículo em uma descida, ou em uma frenagem repetitiva”, diz Vincenzo Di Caro, gerente sênior do Programa de Veículos da TMD Friction. “Mas o suporte adicional de recuperação em veículos elétricos reduz consideravelmente as cargas térmicas geradas por esse tipo de frenagem.”

Novo scanner promete reduzir o tempo de avaliação

scanner TÜV Rheinland

Scanner possui tecnologia para avaliar danos causados por chuva de granizo, gerando um relatório completo em poucos minutos

 

Chega ao mercado brasileiro um novo scanner para diagnóstico automotivo da TÜV Rheinland. Chamado Adomea, o scanner possui 10 metros de comprimento, 6 metros de largura e 4 metros de altura.

De acordo com a empresa, o produto conta com tecnologia de Inteligência Artificial, permitindo a avaliação de danos causados por chuva de granizo e gerando de um relatório personalizado, processo que leva cerca de dez minutos. O tempo para medição é de 2 a 3 minutos, enquanto o tempo de avaliação varia entre 5 e 7 minutos.

“O Adomea será uma tecnologia única no Brasil, e que fornece a avaliação rápida e precisa de amassados e danos no veículo, gerando um relatório completo em poucos minutos”, diz Stela Kos, gerente de Mobility na TÜV Rheinland.

O scanner possui câmeras que executam uma análise da superfície do veículo combinando três medição: imagem colorida, curvatura da superfície e refletividade. Com isso, é capaz de fornecer dados como profundidade e diâmetro de todos os amassados na lataria do veículo.

A empresa destaca que essa análise traz inúmeras vantagens em relação à inspeção visual padrão que, além de exigir mais tempo, é suscetível ao erro humano, como a não identificação de pequenos danos.

No futuro, o produto também deverá estar apto a incluir os custos de reparo e diminuição dos valores, com interface com sistemas de orçamentos, como o Audatex. As versões mais recentes terão um hardware que já possui a tecnologia necessária para desenvolvimentos futuros, portanto, nenhuma expansão ou retrofit será necessária.

Fernando Calmon | Renovação de produtos de volta ao cenário

Fábrica VW em São José dos Pinhais

Graças à facilidade das conexões de alta velocidade o evento Automotive Business Experience 2020 conseguiu, durante os cinco dias úteis da semana passada, explorar alternativas atuais e futuras da cadeia automobilística em palestras abertas e fechadas. Digitalização, conectividade, carros autônomos e compartilhamento estiveram entre os temas mais em evidência. Além, é claro, do que pode ocorrer no cenário de pós-pandemia.

Para o presidente da VW América do Sul e Caribe, Pablo Di Si, a prioridade é a saúde das pessoas e lidar com os problemas de fluxo de caixa da companhia agora mais equacionados. “Mas temos de olhar os negócios à frente, nos próximos cinco a oito anos, porque haverá muitas mudanças. Então já começamos reuniões internas para retomar os projetos de novos produtos, sejam a combustão, híbridos ou elétricos. De fato, estamos resgatando a agenda do bem e depois submeteremos os planos à matriz”, revelou. O que se depreende de suas palavras é a possibilidade de atrasos, porém o objetivo de renovação de produtos continua firme.

Antonio Filosa, presidente da FCA, destacou que “o carro é um dos atores dos serviços de mobilidade e os mercados assim vêm requerendo. O ecossistema que estamos construindo em parceria com a TIM e o chip de voz e dados no multimídia UConnect permitirá muitas interações com parceiros em benefício do motorista. Até seguros mais em conta”.

Fernando CalmonA pandemia acabou por acelerar processos de digitalização. Um exemplo explicitado por Rodnei de Souza, diretor do Itaú Unibanco: “Antes a aprovação de financiamentos por meios exclusivamente digitais representava 30% e saltou para 85% das transações em poucos meses. Nossa previsão era que isso acontecesse em dois a três anos.”

Para Akzel Kriger, presidente da BMW, “o mundo digital é uma grande oportunidade, porém pelo menos nos próximos 10 a 15 anos as concessionárias continuarão na logística de entregas, serviços e atendimento aos clientes”.

Letícia Costa, da consultoria Prada, chamou atenção para o fato de que tendências de mobilidade elétrica não podem ser replicadas em todos os mercados da mesma forma. “Europa vai ser de um jeito pela alta densidade das populações. EUA, Ásia e Brasil com grandes distâncias a percorrer terão implantação mais lenta”, afirmou.

 

NOVO ESTILO E MAIS POTÊNCIA NA HILUX 2021

 

A picape média da Toyota, em sua reestilização de meia-vida da atual oitava geração de 2015, seguiu o caminho de grade dianteira avantajada pintada de preto com moldura para realçar as linhas, além de novos faróis (duplo LED na versão de topo SRX). Rodas e para-choques dianteiro e traseiro são novos. Lanternas traseiras de LED só na SRX.

Interior recebeu nova central multimídia de oito pol., projetando Android Auto e Apple CarPlay para navegação em tela grande, o que concorrentes já disponibilizavam. Nas versões mais caras oferece sistema de som JBL com nove alto-falantes. Além de sistema de  ventilação para os bancos dianteiros, o computador de bordo traz a posição das rodas dianteiras em três ângulos.

O motor diesel de 2,8 litros ganhou 15% de potência (agora, 204 cv) e 11% em torque (para 50,9 kgfm). Nas versões mais baratas, de câmbio manual, o torque não aumentou por questão de capacidade da caixa. O motor flex de 163 cv (etanol) continua disponível por oferecer preço mais em conta.

Pacote de segurança da versão mais cara é bastante completo: sete airbags, além de sistemas de pré-colisão frontal, alerta de mudança de faixa com condução assistida e controle de cruzeiro adaptativo. Suspensões ganharam um pouco mais de conforto e robustez. Hilux lidera o mercado de picapes médias tradicionais com carroceria sobre chassi.

Preços vão de R$ 145.390,00 a R$ 241.990.

 

ALTA RODA

 

JAGUAR F-TYPE 2021, além de retoques na carroceria, recebeu novos faróis e lanternas pixel LED superestreitos que melhoram o seu visual. No interior o novo quadro de instrumentos digital de 12,3 pol. customizável pode posicionar o conta-giros bem no centro. Motor V-6 (380 cv) é oferecido apenas sob encomenda. Avaliei no Circuito Panamericano (Pirelli, Elias Fausto – SP) a versão de quatro cilindros (300 cv). Ótima posição de guiar, som do escapamento mais alto no modo Performance, melhor resposta na troca das oito marchas do câmbio automático, além do interior aconchegante e com materiais nobres de acabamento. R$ 404.166 (cupê) a R$ 570.537 (conversível).

CLASSIC CAR CELEBRATION (CCC), evento de alto nível de carros antigos, em Itatiba, realizado pela primeira vez reuniu quase 200 veículos impecáveis, vindos de várias cidades. Vencedor do concurso foi um Daimler De Ville 1939, marca inglesa com carroceria Gurney & Nutting. Motor 8-cilindros em linha. Raro por ser um sedanca (sedã-cabriolet) de 2 portas. Estas são revestidas de palha trançada. O CCC será bienal.

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www.fernandocalmon.com.br

Monroe apresenta tecnologias de suspensão ativa e semiativa

amortecedor Monroe

Sistemas de suspensão inteligente ainda equipam apenas os carros premium, mas oferecem mais conforto e estabilidade; conheça os tipos

 

Em uma transmissão ao vivo realizada hoje (19) pela Monroe, a empresa apresentou as tecnologias de amortecedor que oferece no mercado, principalmente no europeu. Embora o sistema de suspensão passiva seja o mais comum, a empresa conta com uma ampla variedade de opções de suspensão ativa, para os mais variados segmentos.

Na suspensão ativa, a movimentação vertical das rodas é determinada por sensores que coletam dados da via e do veículo e indicam os movimentos a serem feitos pela suspensão. Dessa forma, os movimentos não dependem unicamente das condições da via, sendo ajustados automaticamente para reduzir o balanço da carroceria e aumentar o conforto.

“A suspensão controlada eletronicamente oferece maior alcance de performance, com amortecimento mais suave, e melhor desempenho de rodagem, com amortecimento mais firme”, afirma Narciso Ichano, Gerente de Engenharia da DRiV. Confira a seguir as principais características das tecnologias oferecidas pela Monroe em todo o mundo.

Dual Mode

O Dual Mode traz forças de amortecimento pré-definidas, com duas ou mais curvas de amortecimento fixas que podem ser ajustadas independentemente. Essa tecnologia atende veículos dos segmentos B e C, além de alguns SUVs.

Ele usa uma válvula inteligente dentro do amortecedor que abre e fecha para fornecer um amortecimento mais firme. Uma vantagem é a maior sensação de segurança em ambientes esportivos ou estradas.

CVSAe/i

O sistema CVSAe/i (Continuously Variable Semi-Active Suspension) é uma suspensão semiativa. O CVSAe possui uma válvula externa que ajusta continuamente o amortecimento em tempo real ao identificar as condições da estrada e de condução. Uma particularidade é a válvula de controle única para extensão e compressão.

Esse sistema exige, além dos amortecedores, sensores e uma unidade de controle (ECU) com software específico para extrair o máximo proveito dessa tecnologia. Ela está disponível para amortecedores dianteiros e traseiros, permitindo uma maior variação entre os níveis de conforto mínimo e máximo. Já no CVSAi há uma válvula hidráulica ativa em um pistão interno.

Há mais de 10 anos no mercado, essa tecnologia está presente, por exemplo, em BMW Série 1, Série 3 e X3, VW Golf, T-Roc e Passat, além de vários outros modelos Mercedes-Benz, Skoda, Seat, Renault, Nissan, Mitsubishi e Audi. Contudo, a empresa não soube informar quais versões nacionais empregam o sistema aqui no Brasil.

CVSA2 e CVSA2/Kinetic

O CVSA2 também é um sistema semiativo que controla as compressões e extensões de forma independente por meio de duas válvulas hidráulicas no amortecedor. As vantagens incluem maior flexibilização entre os níveis mínimo e máximo de amortecimento, além de maior controle e estabilidade.

A tecnologia foi desenvolvida inicialmente para carros esportivos de alta performance, mas foi adaptado para o uso em outros segmentos, como os SUVs.

Já o CVSA2/Kinetic se diferencia por ter menor consumo de energia. Ele dispensa as barras estabilizadoras, reduzindo o peso do veículo ao mesmo tempo em que entrega desempenho superior, com melhor nível de conforto e estabilidade. Seu ajuste direcionado para dirigibilidade e tração é ideal para aplicações em SUVs e modelos fora de estrada ou carros esportivos.

A configuração típica é composta por suspensão dianteira e traseira, sensor de deslocamento, acelerômetro, ECU, chicote elétrico e molas pneumáticas traseiras. A tecnologia está presente, por exemplo, no Mercedes-Benz Classe G, no McLaren 720S, no Infiniti QX80 e no Land Rover Range Rover.

Acocar

A última tecnologia disponível é a Acocar, um sistema totalmente ativo que permite controle do movimento da carroceria e das rodas. Sua configuração inclui bomba hidráulica, ECU e atuador de roda. Aliás, com o atuador de alumínio, possui baixo peso, contribuindo para a diminuição do consumo de combustível.

Segundo a Monroe, o Acocar está sendo preparado para produção, mas já está em demonstração no Land Rover Range Rover. Para o futuro, a empresa anuncia novos tipos de sensores, incluindo câmeras para detecção de obstáculos e do tráfego.

Tecnologias passivas

A Monroe oferece ainda cinco tipos de tecnologias para o sistema de suspensão passiva, mais comum nos veículos em geral. Há opções convencionais, modulares e struts, monotubo ou bitubo. As opções disponíveis são:

MTV &MTV CL – MultiTune Valve: uma válvula para amortecedores de mono e bitubo, com aplicação para diversos modelos de automóvel, alto desempenho de ruído e resposta direta para o bom manuseio do veículo.

RV+ Rebound Valve: uma válvula de baixo custo para amortecedores bitubo, com forças de amortecimento de baixa compressão para maior conforto.

BOCS+ BlowOff CoilSpring: uma válvula degressiva para melhor direção e resposta de massa suspensa. Permite realizar ajuste de vazão para uma abertura suave, melhorando o desempenho do NVH.

MTBO – MonoTubeBlow Off: a válvula possui ajuste independente de extensão e compressão em todas as velocidades. Além disso, o ajuste aberto das arruelas bleeds oferecem maior conforto.

RC1/2 – Add-onvalvefor – RideComfort: o desempenho de amortecimento é sensível à frequência. Também promove mais conforto e controle da carroceria, e o ruído de rolagem é reduzido.

Como foram as palestras no 4º Congresso Brasileiro do Mecânico

4º Congresso Brasileiro do Mecânico

Foram oito palestras na arena principal, além de 22 palestras técnicas com as empresas participantes; confira a repercussão do primeiro evento 100% online do segmento

 

Os preparativos para o 4º Congresso Brasileiro do Mecânico começaram há alguns meses, inclusive para a produção de todas as palestras. Na arena principal, que aconteceu ao vivo, foram escolhidos temas nos quais são de interesse no dia a dia do mecânico, sempre buscando a informação com importantes profissionais e empresas do segmento. Antes da execução do evento foi feita uma breve pesquisa a respeito de quais temas os profissionais automotivos mais gostariam de ver e foi exatamente isso que levamos nas palestras.

ARENA PRINCIPAL

4º Congresso Brasileiro do MecânicoComo precificar seu trabalho

O Analista de Negócios e Gestor de Projetos do Sebrae-SP, Reginaldo de Andrade Santos, apresentou o tema de forma direta para o mecânico, dando ênfase ao marketing digital que é necessário para que o trabalho do profissional seja reconhecido. “Eu gostei bastante pela praticidade, e apesar de não ter interação presencial, o online tem muita eficiência pela capacidade de alcance. A locomoção não se torna uma barreira. Tenho percebido que essa é uma nova realidade e que muitos treinamentos serão online”, disse Reginaldo
sobre o Congresso. Ele ainda completou que “muita gente achava que o online tirava a interatividade entre o palestrante e o participante, mas com o 4º CBM foi possível provar que isso não ocorre, pelo contrário, não é necessário restringir a interação ao tempo da palestra, pois as perguntas podem ser respondidas futuramente e diretamente à pessoa”.

 

4º Congresso Brasileiro do MecânicoDiagnóstico de falhas em injetores de injeção direta

Em nome do MecânicoPro, Renato Borbon, instrutor técnico Automotivo para América Latina, e Leonardo Pereira, consultor técnico, ambos da Bosch, falaram sobre injeção direta, que cada vez mais está presente na frota nacional. Sobre a experiência no evento, Leonardo destaca que “o que eu achei mais legal foi mostrar os testes ao vivo. A possibilidade de ter várias câmeras ao mesmo tempo consegue fazer com que os procedimentos sejam vistos com muito mais detalhes”. Já Renato destacou a eficiência do modelo
online: “Eu acho muito importante o alcance. Dependendo do assunto, tem uma carência grande em algumas cidades do país. E por isso, o online é mais cômodo por proporcionar acesso a qualquer um em qualquer lugar do mundo. Isso é fundamental”.

 

4º Congresso Brasileiro do MecânicoACC e Sistemas de Auxílio à Condução

Adilson Biazotti, gerente de Suporte ao Produto da Volkswagen, e Cecilia Bianchi, gerente de Operações de Campo Pós-Vendas da VW, palestraram sobre controle de cruzeiro adaptativo e outros sistemas de auxílio à condução que estão presentes no Nivus, lançamento da marca. Adilson destacou a importância de eventos voltados ao mecânico “Foi muito bacana. Não deixa de ser uma alternativa
muito boa para se levar o conhecimento técnico”. Cecilia também falou sobre a democratização que a internet traz: “A tecnologia
nos une, com ela você tem muito mais oportunidades de passar a informação. É muito importante para a Volkswagen estar com o mecânico sempre. E por isso, queremos cada vez mais investir em todos os tipos de canais, inclusive o online, para escutar e falar com o mecânico”.

 

4º Congresso Brasileiro do MecânicoCommon Rail

Abordado também no Congresso Brasileiro do Mecânico de 2018, o tema foi discutido dessa vez por Diego Riquero Tournier, Chefe de Serviços Automotivos para América Latina na Robert Bosch, que apresentou diversos aspectos do sistema de injeção direta de combustível diesel. Sobre o Congresso, Diego destacou a conveniência do modelo digital: “É algo novo pra mim, as vezes sinto saudade
da plateia, porém a internet oferece mais recursos”. Já sobre a apresentação, ele comentou sobre a vantagem do online
“É gratificante, mas assusta um pouco, pois são muitas realidades diferentes durante a mesma palestra. Mas sem dúvida
é um ganho claro quanto à disseminação em massa de conteúdo técnico”.

 

4º Congresso Brasileiro do MecânicoMotor Puretech 1.2

O Gerente de Desenvolvimento de Produto do Groupe PSA, Paulo Silva Pereira, falou do motor dos modelos Peugeot 208 e Citroën C3. Foi a primeira vez que o especialista participou de um evento do tamanho do 4º CBM. “A infraestrutura do estúdio é muito boa e claramente nos ajudou a levar o conteúdo técnico da melhor forma possível”, destaca. Sobre a possibilidade de falar com qualquer
mecânico do Brasil, Paulo conta que “às vezes o mecânico acha que nunca terá a possibilidade de ter um contato com a
montadora, mas por meio do 4º CBM isso foi possível”. Assim que a palestra acabou, o técnico respondeu, por meio da plataforma do evento, todas as dúvidas dos participantes.

 

4º Congresso Brasileiro do MecânicoCaixa Automática / Transmissão

A Nissan falou sobre o tema por meio do Gerente de Engenharia da empresa, Ricardo Abe. Ele abordou o mercado de transmissão como um todo e especialmente trouxe em sua palestra sua experiência em câmbio CVT. O Gerente destacou a facilidade que o digital traz
em alguns aspectos: “Foi uma experiência boa, bem conduzida e fácil, até mesmo as perguntas foram bem tranquilas. A meu ver o pessoal gostou e entendeu bem o tema”. Sobre o formato online do 4º Congresso Brasileiro do Mecânico, Abe destacou que foi bem
interessante. “Um dos principais atributos é esse de participar de onde for. Para mim, isso é uma forma otimizada de levar conhecimento. Sinto que esse método tende a se expandir cada vez mais, até mesmo pós-pandemia”.

 

4º Congresso Brasileiro do MecânicoNovo Motor GM 1.0 Turbo Flex – Onix/Tracker

O Engenheiro-Chefe Assistente na GM mérica do Sul, Fabio Soares, falou sobre o propulsor 3-cilindros da nova linha Onix e Onix Plus em sua versão turbinada. Segundo Fabio, o evento o surpreendeu principalmente por conta da infraestrutura: “Todo o direcionamento
da equipe ajudou a dar mais liberdade na hora de falar com as câmeras”. Quando mencionado os benefícios do formato online em contraposição ao presencial, o especialista citou que “o online abre uma possibilidade de pessoas que não conseguiriam se locomover até o evento poderem participar, mandando perguntas e interagindo. O online facilita muito mais a participação de todos em comparação a um evento presencial”, finaliza.

 

4º Congresso Brasileiro do MecânicoPAINEL FINAL: “Por que a injeção eletrônica ainda é um mito entre os mecânicos?”

O painel final trouxe o debate entre quatro especialistas sobre os mitos que ainda rondam o diagnóstico e a manutenção de injeção eletrônica nas oficinas brasileiras, com a participação de Diego Riquero Tournier (Bosch), Fernando Marcelino (Delphi), Luiz Napoleão
(Marelli Cofap) e Fernando Landulfo (professor de Engenharia da FMU e consultor técnico da Revista O Mecânico).

Cada um expôs sua experiência sobre o assunto e o posicionamento das empresas quanto ao acesso às informações do sistema. Sobre o evento, Diego Riquero Tournier destacou a importância do online: “O digital é mais confortável e prático, o que ajuda o acesso de muito mais pessoas em todo o país”.

Fernando Marcelino Pereira comentou que foi o seu primeiro evento online e que gostou bastante. “É divertido, porque você não sabe exatamente como a sua informação vai ser interpretada, por isso é necessário que o conteúdo da palestra online seja muito mais refinado”, disse.

Luiz Napoleão destacou que eventos e plataformas online facilitaram muito o trabalho dos técnicos na pandemia: “A gente que trabalha na rua visitando mecânicos para ensinar a aplicação correta do produto sabe que, por mais que tentemos correr contra o tempo, tem dia que não dá para atender todo mundo. Mas, com uma plataforma online, como foi o Congresso, isso ajuda demais”, finaliza. Fernando Landulfo enfatizou como o Congresso Brasileiro do Mecânico oferece uma experiência  extremamente positiva.

Já sobre a interação do mecânico com as empresas presentes no evento, Landulfo diz que “o guerreiro da oficina não encontra problema nenhum no online, pois, o online e o presencial se diferenciam no quesito contato entre o conteúdo técnico e o profissional automotivo”.

PALESTRAS DOS EXPOSITORES

Continental: O Técnico da Continental, José Roberto, falou sobre a empresa, informações sobre produtos, com ênfase no kit que inclui
bomba d’agua, correia e o tensor. Ferramentas, testes ao vivo e informações técnicas sobre sistema de sincronismo também foram
apresentadas durante a palestra da empresa.

 

Continental/VDO: Uma das marcas do grupo Continental, a VDO levou seu consultor técnico, Werner Heinrichs, para falar especificamente a respeito do diagnóstico do corpo de borboleta. Werner detalhou as peculiaridades do sistema na qual a empresa é fabricante original em modelos Volkswagen e Renault.

 

Dayco: Davi Cruz, Supervisor de Departamento Técnico e Nelson Morales, consultor técnico, falaram sobre correias elásticas e toda manutenção do item. Os profissionais abordaram as diferenças da correia elástica e a correia convencional, que por exemplo
para a primeira não há a necessidade de tensor na hora da aplicação.

 

Delphi: Fernando Marcelino, Técnico de Suporte ao Cliente, que também participou da Arena, fez uma palestra sob a chancela da Delphi falando sobre o diagnóstico do sistema de ignição do Hyundai HB20 com ênfase na questão de potência e consumo.

 

Fras-le: O Consultor de Vendas das Autopeças do grupo Randon, Ricardo Crespo, deu dicas sobre a troca e manutenção de componentes do sistema de freio automotivo. Ele também realizou testes em um Ford Ka ano modelo 2010/2011 que tinha reclamações de chiado e baixa eficiência do freio.

 

Gates: Fabio Murta, Gerente de Marketing da Gates, Luciano Santana da Assistência Técnica e Duylio Costa da Engenharia de Aplicação falaram sobre a bomba d’agua da marca, evolução dos sistemas de sincronismo e acessórios, e ressaltaram a importância da
manutenção preventiva.

 

Gauss: Norberto Donizeti dos Santos, Coordenador de Divulgação Técnica, palestrou sobre os reguladores de voltagem e sua história, principalmente a atual geração do componente que conversa com a central de injeção, além de explicar o protocolo LIN.

 

Groupe PSA: As tecnologias embarcadas da câmera de vídeo multifunções do novo Citröen C4 Cactus foi o assunto abordado por Levi Condutta, instrutor Técnico. Sistemas de frenagem automática, alerta de colisão, alerta de atenção ao condutor, indicador
de descanso recomendado e alerta de saída de faixa foram dissecados durante a palestra.

 

Hengst: A equipe da Hengst falou a respeito do sistema de filtragem de ar, óleo e combustível. A empresa comentou sobre a tecnologia  usada nos produtos e realizou um procedimento ao vivo em um veículo da linha pesada.

 

KYB: Alexandre Parise, Coordenador Técnico da KYB, deu dicas técnicas sobre a montagem dos amortecedores da marca e citou algumas soluções especificas para alguns veículos. Outro tema abordado pelo especialista foi como evitar o desgaste
do componente.

 

Mahle: Caique Barbosa, Engenheiro de Assistência Técnica da Mahle, falou sobre o sistema de ar-condicionado e como realizar o conserto de forma correta, além de abordar equipamentos para manutenção automotiva.

 

Nakata: José Roberto, Técnico da Nakata, explicou como orientar o cliente sobre a importância da substituição do amortecedor, onde mostrou um pouco os diferenciais dos componentes da marca e a história da empresa.

 

NGK: Hiromori Mori, Consultor de Assistência Técnica, abordou o sensor de oxigênio linear da NTK, mostrando alguns testes em um T-Cross 250 TSI. Também falou sobre a história da empresa, incluindo a marca NTK.

 

Sabó: O consultor técnico da empresa, Francisco Barreiro, falou sobre juntas, retentores, metal borracha, bieletas, coifas de homocinéticas e outros componentes presentes no motor. Barreiro também explicou detalhes sobre a aplicação de cada produto.

 

Schaeffler: Attilio Pericles Gioielli Junior deu dicas para os sistemas de distribuição (circuito primário) e FEAD (circuito acessório), componentes do trem de válvulas e bomba d’água, além de explicar um pouco a respeito da empresa detentora das
marcas: INA, LuK e FAG.

 

SKF: Helber Tadeu Calheiros Antonio, Engenheiro de Aplicação da SKF falou sobre as ferramentas Mityvac para troca de fluido de freio em leves, motos e sangria do atuador da Ranger. Helber ainda realizou alguns procedimentos durante sua palestra.

 

Takao: Maurício Ferrareis deu dicas sobre o que você precisa saber a respeito dos motores de 3 cilindros, que equipa veículos de várias
montadoras, como por exemplo o propulsor EA211 da Volkswagen. O palestrante ainda explicou rapidamente sobre downsizing.

 

Tecfil: Odair Junior, consultor técnico da empresa, explicou sobre a aplicação de filtros no novo SUV da Volkswagen, o T-Cross. Ele ainda realizou a troca dos componentes durante sua palestra e explicou os diferenciais da marca.

 

Texaco: Pedro Elias Sachet, consultor técnico da marca, explicou a evolução dos motores, inclusive as noções básicas de seu funcionamento e deu detalhes de como ocorre a lubrificação internamente.

 

Total: A empresa apresentou seu novo projeto de lubrificantes e a especificação de cada produto. Denise Novaes, Coordenadora de Produto da Total, ainda mostrou toda a gama de itens para veículos da linha leve.

 

Urba Brosol: A Urba Brosol fez sua palestra com a seguinte questão: “Motor E.torQ da Fiat, qual a correta bomba d’água?” E para respondê-la, a empresa deixou a palestra nas mãos do Orlando Fernandes, engenheiro responsável pela Assistência Técnica.

 

Volkswagen: A fabricante de automóveis levou seus instrutores Técnicos, Lucas Policarpo e Cristiano Norberto, para apresentar os procedimentos de diagnóstico em transmissão DSG. Particularidades, especificações e mecatrônica do componente foram abordados
durante a palestra.

https://youtu.be/z932P4EZkmc

Abílio Responde: Tuchos descarregando

Tuchos do Gol AT 1999 estão descarregando mesmo após o motor tendo sido retificado e revisado. Qual procedimento tomar?

Thiago Marques
Via site O Mecânico

Qual lubrificante está sendo usado? O recomendado pela Volkswagen para esse motor é o que atende à norma VW 501 01. Esses motores não toleram muito outros lubrificantes devido à estabilidade da viscosidade exigida no projeto. O lubrificante recomendado tem viscosidade adequada e estável suficientes para manter os tuchos carregados – supondo que o trabalho de reforma tenha sido feito seguindo rigorosamente as especificações da Volkswagen.

 


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: faleconosco@omecanico.com.br

Eaton lança graxa para rolamentos e juntas automotivas

graxa Eaton Lith Blue

Produto destinado ao mercado de reposição atende veículos de passeio, utilitários, vans, caminhões e ônibus

 

A Eaton lança graxa de rolamento e juntas automotivas Lith Blue, atendendo todo o mercado de reposição brasileiro. Com textura pastosa de alto rendimento, o produto é destinado a veículos de passeio, utilitários, vans, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e equipamentos industriais.

Segundo a empresa, o produto pode ser aplicado em ambientes úmidos ou sujeitos a contaminação por água ou vapor, disponível em embalagens de 1kg e 20kg.

“Durante o ano, a Eaton apresentou ao mercado de reposição diversos lançamentos estratégicos para solidificar sua presença e atuação no segmento automotivo. O Eaton Lith Blue é mais um produto que chega ao mercado com o padrão de qualidade Eaton, garantindo segurança, confiabilidade, sustentabilidade e melhorando a vida útil dos produtos, com uma significativa relação custo-benefício”, diz Felipe Bolognesi, responsável pela inteligência de mercado de Aftermarket da Eaton.

Vale lembrar que a graxa de rolamento é um lubrificante que evita superaquecimento, mau funcionamento dos componentes, maior desgaste das peças e quebra de peças envolvidas e periféricas.

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