Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Saiba quais são os parâmetros de avaliação das válvulas injetoras de combustível no motor Volkswagen 1.0 EA211 3-cilindros de injeção direta; diagnóstico tem etapas no veículo e em bancada

 

Do momento em que o primeiro carro com injeção eletrônica fabricado no Brasil foi lançado (Volkswagen Gol GTi, em 1989) até que o último carro carburado no mercado nacional saísse de linha, passaram-se menos de dez anos. Carros “injetados” eram mais potentes e econômicos, mas isso não era o motivo pelo qual esse sistema virou padrão. O objetivo principal da injeção eletrônica era reduzir a emissão de poluentes ao controlar a mistura ar/combustível nos diferentes regimes de funcionamento do motor. Maior desempenho e menor consumo eram “efeitos colaterais” muito bem-vindos.

De lá para cá, as metas de emissão avançaram, tornando-se ainda mais rígidas, levando os motores a combustão ao limite da eficiência energética. A injeção eletrônica, sozinha, não garante mais que os veículos atinjam os níveis estabelecidos pelos órgãos de controle. Aqui no Brasil, uma nova fase do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) entra em vigor em 2022: a L7, para veículos leves, que levará fabricantes a tirarem de linha alguns motores e modelos que possuem injeção eletrônica, mas que não conseguem atender aos novos padrões.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Entre as soluções de engenharia desenvolvidas para diminuir ainda mais as emissões, motores de ciclo Otto para automóveis de passeio “emprestaram” dos motores a diesel e aeronáuticos o conceito da injeção direta de combustível, o que resultou em um sistema que permite maior controle da quantidade utilizada na mistura. Vale lembrar que a concepção básica da injeção direta (ou estratificada) com bomba mecânica já existia em alguns modelos ciclo Otto a gasolina desde os anos 1950, porém, sem qualquer semelhança com o gerenciamento eletrônico ou a eficiência que conhecemos hoje.

SAIBA MAIS: INJEÇÃO – APRESENTAÇÃO DA INJEÇÃO DIRETA DO VOLKSWAGEN UP! TSI

 

CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA NO MOTOR VOLKSWAGEN 1.0 TSI

Na injeção eletrônica convencional (ou indireta), a mistura ar/combustível começa a ser formada fora da câmara de combustão: o injetor fica posicionado atrás da(s) válvula(s) de admissão e pulveriza o combustível enquanto o ar é admitido no cilindro (1).

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Já a injeção direta permite que o combustível seja inserido, como o nome prevê, diretamente na câmara de combustão na quantidade exata, de acordo com o regime do motor, já perto do fim do tempo de compressão (2). Esse controle mais rígido permite que a mistura formada seja a mais próxima da ideal, o que resulta em menor produção de poluentes na combustão.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

No caso dos motores Volkswagen TSI, a injeção direta vem sempre acompanhada de um turbocompressor e um pacote de soluções de engenharia avançado, acompanhado de um gerenciamento eletrônico que pilota até mesmo o sistema de arrefecimento para manter o motor com a melhor condição de temperatura para aquele determinado regime de trabalho, o que também contribui para otimizar a combustão e mitigar emissões.

O gerenciamento eletrônico na alimentação de combustível do up! TSI controla a dosagem de combustível desde a bomba de baixa pressão, que possui um módulo só para ela, chamado DECOS (“Demand Control System”, ou “sistema de controle de demanda”). Sua pressão máxima é de 7 bar.

O circuito segue até a bomba de alta pressão (3). Este componente é mecânico, acionado por um came no eixo comando das válvulas de admissão. Mas existe uma válvula dosadora que controla efetivamente a quantidade de combustível que será de fato pressurizada para a linha de alta pressão.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Da bomba de alta, o combustível já sob pressão é enviado por uma tubulação rígida até a flauta (“rail”). A linha de alta é monitorada pelo sensor de pressão na própria flauta e sua leitura varia numa escala entre 50 e 220 bar (4).

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Fixadas à flauta, estão as válvulas injetoras (ou bicos injetores) (5). Como esses componentes têm que trabalhar com as extremidades dentro da câmara de combustão, suportando ondas de choque e altas temperaturas, e armazenando combustível a alta pressão, sua construção é totalmente diferente de um injetor convencional. Logo, o processo de diagnóstico também deve observar parâmetros de teste completamente diferentes.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

 

DIAGNÓSTICO ELÉTRICO DOS INJETORES NO UP! TSI

Utilizando um VW up! TSI 2018 como base de testes, o instrutor técnico do Centro de Treinamento Automotivo da Bosch em Campinas/SP, Leonardo Pereira, demonstrou como fazer o diagnóstico do sinal elétrico dos injetores nesse motor, explicando como medir o sinal de tensão, o sinal de corrente e a resistência.

Para capturar o sinal do injetor, é necessário um osciloscópio de dois canais com uma pinça amperimétrica e a ponta de prova de um canal do osciloscópio no pino de sinal de ativação correspondente. No up! TSI, estes pinos estão todos no conector A do módulo (injetor 1 é o pino 31, injetor 2 é o pino 18 e o injetor 3, pino 48). O especialista da Bosch comenta que, especificamente no up!, a unidade de comando da injeção (código MED 17.5,21) fica posicionada entre o parachoque e a caixa de roda dianteira-esquerda. Para a reportagem, ela foi deslocada para fora a título de melhor visualização (6).

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Importante: o teste deve ser feito com o motor aquecido. Aguarde a ventoinha ligar e desligar pelo menos duas vezes antes de fazer a leitura do gráfico. Mantenha a marcha lenta.

Leonardo utilizou como referência os dados publicados na plataforma Mecânico Pro (mecanicopro.com.br). “Conforme você vai estudando, já dá para ter uma ideia de como é o padrão desse sinal. Mas não é possível decorar todos os valores necessários para se analisar os sinais elétricos. Por isso, o mecânico sempre deve possuir uma literatura técnica de apoio para fazer esse teste e ter referências e dados comparativos”, recomenda o instrutor técnico.

Para saber como interpretar o sinal de tensão, existem três pontos a serem analisados. O primeiro é a tensão de disparo (7), cujo pico é de 65,8 V. “Ao contrário do sistema convencional indireto, essa tensão de disparo não é utilizada como uma tensão de indução após a abertura, mas sim utilizada para a abertura do injetor”, explica Leonardo. “Esse primeiro disparo ocorre com uma tensão elevada para a ‘agulha’ se movimentar, o que é chamado também de pré-magnetização do elemento”, descreve. O tempo de abertura do injetor dura 0,3 ms.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI
Eixo X: duração/tempo (5 ms) – Eixo Y: amplitude de sinal de tensão (escala de 100 V)

Depois, há uma queda a um valor próximo da tensão de bateria (12 V), chamada de pick up, ou fase de aperto (8). É a fase em que o injetor continua magnetizado, mas a ‘agulha’ do injetor começou a se movimentar. “Ou seja, primeiro foi gasto uma alta energia só para começar a deslocar o injetor para depois ele se movimentar com uma energia menor. É como empurrar um carro parado: você tem que fazer muita força para ele sair do lugar, mas assim que ele sai da inércia, sua energia gasta para continuar o movimento é muito menor”, compara o especialista da Bosch.

Agora que o injetor se movimentou, é só manter ele aberto para fazer a injeção. É a fase de manutenção ou retenção do injetor (9), que varia de acordo com a demanda e o regime do motor. “Esse período é o que vai dosar de fato o tempo de injeção do veículo e que vai variar de acordo com a aceleração”, aponta Leonardo.

Como estamos falando de um veículo flex, o tempo de injeção em marcha lenta pode variar de acordo com o combustível, o que levará a uma leve alteração no gráfico. “Os perfis de valores de tensão e corrente elétrica praticamente se manterão, mas o valor de tempo de injeção, esse sim, pode ser alterado”, explica Leonardo. No caso do gráfico apresentado nesta reportagem, o combustível utilizado é o etanol.

Os gráficos lidos devem estar de acordo com a literatura técnica e se semelhantes aos demais injetores do motor. Mas o sinal de tensão estar OK não quer dizer que o de corrente também esteja.

Para avaliar o sinal de corrente (10), sobreponha os sinais, assim, é possível saber se há alguma distorção. Perceba que no exemplo desta reportagem, o pico de consumo de corrente (11,2 A) coincidiu exatamente com a fase de chamada da abertura do injetor. Na sequência, a corrente cai e acompanha as fases do gráfico de tensão, sem desvios. Novamente, reconhecer uma anomalia no gráfico só é possível comparando o perfil do sinal e os valores com uma literatura técnica à mão.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI
Eixo X: duração/tempo (5 ms) – Eixo Y: escala de 200 V / 20 A

Por fim, um terceiro teste que pode ser feito é o de resistência entre os pinos 1 e 2 do conector do injetor. Neste caso do VW up! TSI, o valor é de 1,6 Ω. A condição de teste é com circuito desenergizado, desconectado do injetor, a uma temperatura ambiente de 20°C. Fora desses parâmetros, a resistência pode se alterar.

Consultada, a Volkswagen ressalta que, se houver necessidade da limpeza do injetor por algum motivo, a resistência das válvulas de injeção direta é diferente dos injetores multiponto convencionais – ou seja, o equipamento deve estar preparado para suportar essa diferença, senão, pode ser danificado.

SAIBA MAIS: CURSO DO MECÂNICO/MECÂNICOPRO – DIAGNÓSTICO DE SISTEMA DE INJEÇÃO DIRETA

 

DIAGNÓSTICO DE BANCADA (EQUIPAMENTO DE BAIXA PRESSÃO)

Não custa lembrar a quem é profissional de manutenção automotiva que trabalhar com injeção direta requer treinamento e ferramental. A linha de alta pressão de combustível no Volkswagen up! TSI (e em outros modelos com o mesmo motor 1.0 3-cilindros turbinado da linha EA211) pode chegar a até 350 bar em caso de anomalia em funcionamento – o que pode ser perigoso na oficina.

Mesmo em repouso, com o motor desligado, a pressão residual na flauta pode chegar a 120 bar. “Desligar uma conexão metálica pressurizada com o motor quente é um risco na oficina”, alerta o instrutor técnico da Bosch. Por isso, antes de qualquer intervenção mecânica no sistema, faça a despressurização do sistema de alimentação de combustível via scanner e não dê contato na chave novamente.

Para remover o injetor de seu encaixe no cabeçote do veículo, caso ele não saia manualmente, existem ferramentas específicas que encaixam no componente e fazem sua remoção sem provocar danos ao motor ou ao injetor (11). Nunca utilize recursos improvisados ou o prejuízo pode ser alto.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Até mesmo a troca da vedação requer ferramentas específicas (12). Em caso de remoção do injetor, o anel de vedação de teflon em sua extremidade deve ser substituído obrigatoriamente (13). Leonardo Pereira adverte que usar uma chave de fenda ou alicate para trocar a vedação, provavelmente, vai danificar o anel e isso causará problemas de compressão. “Não só a substituição errada, mas também a falta da substituição desse anel também causará problemas de vedação e, consequentemente, baixa compressão no cilindro”, ressalta o instrutor da Bosch.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Outro item a ser observado é a trava-mola do injetor (14) a qual, dependendo do modelo, também pode ter troca obrigatória preconizada na manutenção.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Ao levar os injetores para a bancada de testes, são dois os aspectos principais. O primeiro deles é a formação do leque de injeção. “A projeção de injeção é fundamental em injeção direta”, afirma Leonardo. O segundo, a vazão (débito) em simulações de funcionamento. O equipamento utilizado pelo instrutor técnico da Bosch nesta reportagem não trabalha com as mesmas pressões do sistema de injeção direta (máximo de 10 bar), mas consegue demonstrar problemas em injetores deste tipo. Existem equipamentos e referências para fazer medições mais finas não só da vazão, como do volume de combustível injetado, análise em alta pressão, entre outros, mas a proposta desta reportagem é ser uma introdução ao tema que cada vez mais está presente nas oficinas brasileiras.

Primeiro, a projeção do leque de combustível, cujo formato é fundamental para obter uma queima perfeita dentro da câmara de combustão. Ao observar a formação direcionado à “parede” da bancada, a olho nu, os três injetores pareciam estar com o mesmo comportamento (15). Mas ao repetir o teste, observando a formação do leque com os injetores virados de lado, o primeiro injetor não tinha projeção de combustível na região central como os demais (16).

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

“A falha apresentada é bastante crítica porque realmente está inibindo a saída do combustível”, explica Leonardo, observando que essa falha poderia ser menos perceptível e igualmente causar problemas. Por isso, o teste de vazão e volume 17 é um passo obrigatório no diagnóstico. “No veículo, o tempo da modulação, os percentuais e a largura de pulso sofrem alterações dinâmicas de acordo com a rotação do motor. Por isso, testar o injetor em uma simulação de rotação constante talvez não seja suficiente para pegar a falha. É necessário simular os pulsos em várias rotações”, afirma o instrutor.

A anomalia verificada na projeção ficou bem clara no teste de vazão, no qual o equipamento simulou o acionamento dos três injetores em diversas rotações – desde 800 a 5.000 rpm. Após o último ciclo, as provetas denunciavam que a vazão do primeiro injetor estava bem menor, pelo menos 15% abaixo dos outros dois injetores (17). “No carro, isso significaria uma falha de mistura extremamente pobre”, apontou.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

SAIBA MAIS: MOTOR – DETALHES MECÂNICOS DO MOTOR VW 1.0 TSI EA211

 

FALTA DE MANUTENÇÃO NO VEÍCULO CAUSA FALHAS EM INJETORES DE INJEÇÃO DIRETA

Não são raros os vídeos publicados na internet mostrando casos de motores de injeção direta, sejam flex ou apenas a gasolina, sofrendo com carbonização nas válvulas, cabeçote e câmara de combustão. Outros vídeos alegam que o etanol por si só é quem ataca os injetores e provoca falhas de funcionamento. Tanto a Bosch como a própria Volkswagen afirmam que um dos motivos mais comuns para essas anomalias não é um tipo de combustível determinado, mas sim a utilização de combustível adulterado.

A fabricante de automóveis explica que, como o motor trabalha com entrega de torque máximo logo aos 1.500 rpm, o uso de gasolina e/ou etanol de má qualidade pode provocar a carbonização da câmara de combustão. “Com a falta de qualidade do combustível, motores que trabalham em baixa rotação estão suscetíveis à carbonização”, afirmou o instrutor de pós-vendas da Academia Volkswagen, Cristiano Norberto Saraiva, em entrevista à Revista O Mecânico em 2018.

O especialista da VW ressaltou à época que esse tipo de motor trabalha com mistura extremamente pobre, com o mínimo combustível injetado possível para maximizar a eficiência. “A dica é utilizar sempre o melhor combustível possível”, aconselhou. Lembre-se que estamos falando de um motor cuja tecnologia é projetada para funcionar em condições ideais para atingir os níveis de desempenho e emissões desejados em projeto.

Outra fonte de carbonização e depósitos é o uso de óleo lubrificante fora da especificação determinada pela Volkswagen. Em qualquer motor, o óleo forma um filme de lubrificação nas paredes internas dos cilindros e, em mínima parte prevista em projeto, também é queimado na combustão. Por isso, quando é utilizado lubrificante que não está de acordo com a norma 508 88 determinada pela VW para este motor 1.0 TSI, ele pode colaborar para a formação de depósitos na região.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

Especificamente na válvula injetora, a carbonização pode deteriorar sua extremidade, que trabalha permanentemente na câmara de combustão. O acúmulo dos depósitos na ponta do injetor afeta não só os orifícios (cujos formato, dimensão e direcionamento são fundamentais para a formação correta do leque de combustível), mas também danifica a esfera responsável por abrir e fechar a passagem do combustível, o que leva a problemas de funcionamento do componente como perda de estanqueidade.

A situação pode se agravar ainda mais se o desgaste interno do motor estiver avançado por falta de manutenção adequada – ou seja, além do uso de óleo incorreto, pode haver a própria falta da troca do óleo, a não troca dos filtros, entre outros. “Um filtro de combustível que não foi trocado no tempo certo vai soltar sujeiras que vão chegar ao injetor e podem fazer com que o componente fique aberto, e assim causar o gotejamento”, comenta Leonardo Pereira.

Como os sintomas dos problemas provocados por esses fatores são progressivos, nem sempre é possível identificá-los a tempo apenas observando o comportamento do veículo. Quando há a percepção de que existe algo errado, geralmente, o motor já demanda uma intervenção maior por parte do mecânico para fazer a devida correção, se esta for possível.

Diagnóstico básico dos injetores no Volkswagen Up! TSI

“Carbonização na ponta do injetor ou sujeira interna são problemas comuns e que vão chegar sempre à sua oficina”, aponta o instrutor técnico da Bosch. “O carro chega falhando, ou com baixa potência, ou acusando o famoso código P0300 que indica falha de combustão em algum cilindro. Às vezes você perde um tempão com bobina, ignição, cabeçote, taxa de compressão, vazão de cilindro e o problema está no injetor com débito irregular ou seja, a menos do que aquilo que é o valor teórico”.

Como se trata de um componente de altíssima precisão e sem reparo interno previsto, danos como esses inutilizam a peça e obrigam a trocar o injetor por um novo. Uma vez que o valor de compra de uma peça nova é substancial, o mecânico deve recomendar ao proprietário de um automóvel com injeção direta ficar muito atento com a manutenção preventiva do veículo. Os conceitos de cuidado com o veículo devem acompanhar de perto a evolução das tecnologias, senão, as manutenções corretivas se tornarão cada vez mais constantes, profundas e custosas.

 

Mais informações:
Bosch: boschtreinamentoautomotivo.com.br
MecânicoPro: mecanicopro.com.br

 

Texto & fotos: Fernando Lalli

Evento: Cobertura completa da Semana do Mecânico

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Ao longo de seis dias, fabricantes, mecânicos e profissionais ligados ao setor de manutenção automotiva discutiram sobre gestão de oficina, relacionamento com cliente, planejamento e questões técnicas que ainda geram dúvida no mercado; evento também trouxe entretenimento e prêmios aos mecânicos

 

Em linha com o seu propósito de trazer informação e fomentar melhores práticas para os profissionais de manutenção automotiva, a Revista O Mecânico realizou, entre os dias 29 de novembro e 4 de dezembro, a Semana do Mecânico, com entrevistas, palestras e debates sobre temas necessários – e, em alguns casos, polêmicos – do setor, como a relação com o cliente, importância do diagnóstico e até sobre procedimentos técnicos comuns do dia a dia que ainda geram muitas dúvidas entre os profissionais do meio.

O evento foi transmitido ao vivo e gratuitamente pelo canal O Mecâniconline no YouTube. Durante os seis dias de evento, as lives tiveram mais de 25 mil visualizações. Elas ficaram permanentemente no ar e, para assisti-las, basta clicar aqui.

O evento foi feito para justamente reunir profissionais de manutenção automotiva, especialistas das fabricantes de peças e de outras áreas do segmento para indicar os melhores caminhos para o crescimento deste mercado. Ao todo, foram 38 convidados para os cinco debates, três entrevistas e duas palestras que compuseram a parte técnica do evento Desses, 18 atuam como mecânicos.

De segunda a sexta-feira, ao final das entrevistas, palestras e debates, o Quiz do Mecânico, trazendo prêmios para quem foi rápido e certeiro nas respostas sobre o mundo automotivo e técnicas de reparação. No sábado, aconteceu o grande Jogo do Mecânico, com 30 perguntas comentadas por especialistas da indústria e prêmios para os cinco primeiros colocados.

E para encerrar o evento, a dupla sertaneja João Neto & Frederico fez um show especial no palco da Semana do Mecânico para os mecânicos de todo o Brasil: um verdadeiro presente para uma classe que trabalhou duro nesta pandemia.

A apresentação do evento da jornalista convidada Milene Rios como mestre de cerimônia, ao lado do editor da Revista O Mecânico, Fernando Lalli, e do repórter Gustavo de Sá. A Semana do Mecânico também contou com o apoio das empresas ACDelco, Cofap (Marelli), Curso do Mecânico, Delphi Technologies, Ford, Hengst, Hipper Freios, KYB do Brasil, Loja do Mecânico, Lubrax, Mahle, MecânicoPro, Mobil, MTE-Thomson, Nakata, Schaeffler, SKF, Tecfil, Texaco Lubrificantes e Volkswagen.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Segunda-feira (29/11)
Mecânico vs. Cliente: quem tem razão?

O primeiro dia começou com uma entrevista com o jornalista Renato Bellote do canal “Garagem do Bellote”, especializado em veículos clássicos. Ele festejou sua participação na Semana do Mecânico. “Fiquei lisonjeado com o convite. O Mecânico é uma referência não só para quem trabalha no ramo, mas também para entusiastas. É um conteúdo que traz interesse para profissionais e até para quem gosta de fazer pequenas manutenções como hobby no final de semana”, diz Belotte, que é dono de um Fusca 1983 e, apesar de apaixonado por mecânica, conta que deixa os trabalhos mais complexos com os profissionais. “Troco um filtro de ar, vejo se tudo está em dia, mas nada muito complicado”, diz ele.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Em seguida, o debate reuniu representantes de sistemistas e profissionais de manutenção automotiva em torno da pergunta: o que fazer quando um cliente pede que o trabalho seja feito pela metade, excluindo procedimentos muitas vezes importantes? Vale seguir o que o cliente está pedindo para agradá-lo e se adequar à condição financeira dele, mesmo que aquele procedimento incompleto coloque a vida dele e da sua família em risco? A discussão envolve responsabilidade jurídica e ética profissional.

Os presentes concordaram que a missão do mecânico é oferecer o melhor serviço e que, como profissional, não deve ceder às reclamações dos clientes, caso não concordem com o procedimento tecnicamente correto. “Quem está nessa profissão maravilhosa não pode entender só da parte técnica. Tem que mostrar seus valores para o cliente e fazê-lo entender que a vida é o mais importante”, destacou Aline Alves de Freitas, da oficina Giroflex de Uberlândia/ MG. Segundo a mecânica, debates como os realizados na Semana do Mecânico são fundamentais para o mercado.

Além da mecânica, o debate também contou com a presença de Diego Riquero Tournier, Chefe de Serviços Automotivos para América Latina na Robert Bosch. “Esse foi um evento muito bem organizado e trouxe um debate muito rico sobre a postura da empresa, do empresário, aspectos éticos, legais e da nossa missão como segmento de mercado, mostrando opiniões diferentes e soluções diferentes. Não tem uma só solução, há caminhos”, afirmou.

Domingos Felice, Consultor Técnico da Hipper Freios, destacou a importância de os mecânicos serem valorizados. “Quem tem que dar a diretriz somos nós, os técnicos de reparação. O cliente delega essa função para o profissional, que tem que fazer o máximo para buscar a satisfação do cliente. Esse debate que a Revista está propondo é importante para mostrar os diferentes pontos de vista sobre esses temas”, declara.

Para Edson Roberto de Ávila, o “Mingau”, da Mingau Automobilística, os mecânicos precisam entender a responsabilidade que está por trás do trabalho e agir de acordo. “Francamente, os erros foram nossos. No Brasil, há bastante profissionais que saíram debaixo do veículo para se tornarem empresários. Eu sou um exemplo disso, e nós conseguimos perceber e entender o grande erro que a gente vinha cometendo por conta do comportamento dos clientes. Mas essas dificuldades geram oportunidades de evoluir. Tenho certeza absoluta que a Semana do Mecânico virou a chave para vários profissionais que têm que aprender que, antes de exigir o respeito da indústria e dos donos dos veículos, precisam se respeitar e sair da mediocridade, não no sentido de ofensa, mas de serem profissionais medianos. Mas estamos todos aprendendo e o recado da semana foi passado de uma forma maravilhosa a todos que estiveram presentes”, comentou.

Guilherme Romanholi, proprietário da oficina Tonimek, também considera importante que o profissional entenda o seu lugar como especialista. “Os clientes, em geral, são leigos. Então é essencial esse trabalho de conscientização que a Revista está proporcionando, para que os profissionais de manutenção não aceitem determinadas condições trazidas pelos clientes.

Quando um carro está na oficina, ele é nossa responsabilidade, então muitas vezes temos que convencer o cliente do caminho correto. Esse é um evento importante também para quem é cliente, para tirar de vez aquela ideia de que o mecânico ‘engana’ e mostrar que a gente sempre preza pelo correto”, esclarece.

Para Jairo Carnelos, da Retífica Projeto, o ponto forte foi o compartilhamento de ideias. “É muito bacana esse tipo de evento porque expõe diversos pontos de vista e muitas vezes o problema que uma oficina mecânica tem, outra já descobriu a solução para o sucesso. Para quem está acompanhando é um incentivo para reavaliar processos, saber onde está errando e acertando, sempre com o objetivo de melhorar”, conta.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Terça-feira (30/11)
Limpar bicos injetores é necessário?

O segundo dia do evento começou abordando aspectos de gestão das oficinas mecânicas, uma barreira para muitas empresas do setor. Para falar sobre o tema, o convidado foi o Consultor de Negócios do Sebrae em São Paulo, Silvano França. Ele falou sobre conceitos importantes para os amigos mecânicos, como preço, produtividade e valor, esse último — segundo ele — um dos principais, pois é definido como a “qualidade que se obtém a partir do preço que foi pago”, isto é: quando se tem uma proposta de valor, o foco deve está no bom serviço prestado e não no quanto foi cobrado por ele.

“São três variáveis que impactam de forma significativa o negócio de manutenção automotiva: preço, valor e produtividade. Muitas vezes, o gestor é obrigado a rever o seu preço e entrar nessa ‘guerra de preços’ e é importante sabermos que ninguém ganha com isso: nem o gestor, nem o cliente ou o mercado. A variável ‘valor’, por sua vez, muitas vezes é confundida com preço. E a variável produtividade, na prática, é para observarmos indicadores dentro da empresa. Muitos falam da dificuldade de contratar mão-de-obra, mas muitas vezes por falta de direcionamento do setor do negócio, que está preocupado com vários assuntos que necessitam da sua dedicação e, nesse momento, algo em gestão da equipe e do negócio fica a desejar”, comentou ele, ao introduzir o assunto. A palestra trouxe também dicas práticas de como elaborar indicadores de desempenho para o negócio, para entender de forma assertiva se ele está no caminho certo.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

O debate de terça trouxe uma questão técnica: limpeza de bico injetor, fazer ou não? Todos os participantes concordaram em um ponto fundamental: um bom diagnóstico é essencial. Renato Borbon, Instrutor Técnico Automotivo para América Latina na Robert Bosch, destaca a importância dessa fase do serviço. “É preciso ter um diagnóstico assertivo e rápido. Muitas vezes, o mecânico terá que defender a troca de uma peça. Muitos componentes hoje em dia não têm conceito de reparo e não é possível avaliar seu desgaste por meio de análise visual. Tem que passar por um equipamento para testar. No caso dos bicos, por exemplo, só verificando parâmetros como pressão de vazão e estanqueidade que será possível comprovar se é possível submeter a peça a algum processo de reparo ou se será necessário trocar. São processos que fazem parte da rampa de aprendizagem dos amigos mecânicos, auxiliados pelos fabricantes e por eventos importantes como este”, explicou.

Técnico de Suporte ao Cliente da Delphi, Fernando Marcelino também deixou clara a importância dessa aproximação entre sistemistas e mecânicos. “Costumo dizer que o conhecimento é a melhor ferramenta de uma oficina. Esse tipo de encontro é importante para disseminar informações e quanto mais os mecânicos puderem absorver, mais assertivos eles serão na hora de fazer um diagnóstico. Além disso, a Semana do Mecânico traz uma oportunidade única, de colocar o sistemista cara a cara com o mecânico para tirar dúvidas e contribuir com a formação desses profissionais”, afirmou.

Essa é a mesma opinião de Luciano Jaccoud, da oficina Allvento de Curitiba/PR. “Muito legal participar, o evento traz uma oportunidade de trazer conhecimento para toda a classe mecânica, que precisa. Se não fosse por vocês, teríamos poucas fontes de informação técnica. Falei durante a transmissão de como é importante tanto montadoras quanto sistemistas tentarem mudar esse cenário de compartilhamento de informação técnica. Em outros mercados existem materiais técnicos que são distribuídos abertamente e ninguém faz procedimentos da maneira incorreta ou, se faz, é porque preferiu não seguir o jeito certo. Aqui no Brasil acho que tem um certo protecionismo com concessionárias e, se não fossem vocês, a gente teria ainda menos acesso a isso. Acho que vocês (Revista O Mecânico) têm essa força, de encabeçar essa democratização ao acesso a informações e procedimentos técnicos”, apontou.

Ricardo Martinez, da oficina JM Auto Centro de Brasília/DF, elogiou a oportunidade de trocar informações e experiências necessárias para o mercado. “Esse tipo de debate é muito importante para o setor, pois leva informação para todo tipo de empresa, das pequenas às maiores. Muitos não têm acesso a esse tipo de conteúdo, que ajuda os mecânicos a tirarem dúvidas e a aprender processos de reparo da forma correta, realizando também diagnósticos mais precisos. Foi uma grande troca de experiências, com a participação de pessoas gabaritadas do mercado, além de um professor e sistemistas. Essa é uma grande iniciativa e fiquei honrado de poder participar”, afirmou.

Cássio Yassaka, da oficina Cássio Serviços Automotivos em São Paulo/ SP, também enfatizou o alcance que tem esse tipo de debate, quando realizado em um evento com transmissão ao vivo, como foi a Semana do Mecânico. “Esse tipo de evento é fundamental porque atinge todo o território nacional, desde empresas de pequeno porte a sistemistas, com realidades tão diferentes. Economicamente e tecnicamente falando. Debater é bom porque abre o leque de visão, é uma interação que faz com que você cresça profissionalmente. A internet veio para isso, para proporcionar esse relacionamento independentemente da distância. Quem consegue utilizar essas ferramentas, como a Revista, que criou esses debates, fazem a diferença e mostram que estão na vanguarda do mercado”, analisou.

Para o professor Fernando Landulfo, consultor da Revista O Mecânico e Revista CARRO, “são eventos como esse que abrilhantam ainda mais a classe dos mecânicos, que permitem que o mecânico siga se atualizando. Um evento fantástico, como todos que já foram feitos pela Revista”. Segundo ele, o que fica de lição são duas palavras: “diagnóstico e verdade, porque quem diz a verdade não precisa ter medo de falar”, pontuou.

Produtor de conteúdo do canal “Macchina”, Tiago Kfouri festejou a oportunidade de trocar ideias e usar essa experiência para criar conteúdos relevantes para os seus vídeos. “É importantíssimo reunir o mercado de manutenção em torno de alguns temas que às vezes são polêmicos, mas sem dúvida necessários. Como produtor de conteúdo eu sempre penso em como posso contribuir para levar esse conhecimento e esse tipo de evento ajuda a me alimentar com ideias. Saio daqui com muitas ideias de pauta”, afirmou.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Quarta-feira (01/12)
Qual aditivo de arrefecimento usar?

Qual é o futuro da indústria automobilística? Com a agenda sustentável cada vez mais em evidência, os carros elétricos vêm ganhando cada vez mais relevância. Reitor e presidente do Conselho do Centro Universitário FEI, o Professor Doutor Gustavo Donato falou sobre as potencialidades do Brasil — até pelas suas vantagens naturais — de se tornar uma liderança mundial entre as economias de baixo carbono.

“A gente é um país que tem um dos maiores potenciais em termos de matriz energética. Quando falamos de emissão de CO2, tem um indicador que coloca nosso país em terceiro lugar. Temos vantagens competitivas em matrizes limpas, como eólica, solar e até de obtenção de eletricidade por meio das marés e ou de biomassa, que gera o gás metano, com baixíssima pegada de carbono. Quando a gente vem para a mobilidade, ainda dependemos do etanol e da gasolina nessa transição para os híbridos e elétricos. Mas já temos algumas soluções sustentáveis, como o uso do metano gerado em biodigestores dos aterros sanitários para abastecer caminhões de lixo”, explicou ele.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Para o debate do dia, profissionais do setor se debruçaram sobre o uso e a escolha correta do aditivo do sistema de arrefecimento. Segundo o mecânico Ricardo Chiarato, da DR Auto Mecânica em São Paulo/SP, esse é um tema ainda “tabu” no mercado por conta de maus hábitos dos motoristas. “Pessoal ainda tem um pensamento antigo, principalmente aqueles que não colocam aditivo. Deixam o sistema enferrujado e, quando é feita a limpeza, utilizando o aditivo e água desmineralizada, o carro começa a apresentar alguns defeitos. Aí culpam o aditivo, mas não lembram que estava tudo enferrujado e que o produto passou limpando. Os vazamentos apareceriam de qualquer forma, o produto só adiantou o processo. Tenho muitos clientes que falam que, depois da limpeza e de começar a usar aditivo, começaram a ter dor de cabeça com vazamentos. Mas você vai ver e antes ele só utilizava água de torneira, cheia de cloro, ou aditivo sem a proporção correta”, conta.

Ao longo do debate, um detalhe curioso que surgiu diz respeito às cores dos produtos. Segundo os técnicos, é normal — principalmente entre clientes mais leigos — questionar se o fluido de determinada cor é mais eficaz do que o de outra. Porém, fica a dica: isso não é verdade! Outra questão levantada foi sobre a origem do fluido de arrefecimento. Uma queixa comum entre profisisonais é que o cliente muitas vezes compra um produto pela internet que nem sempre tem procedência confiável.

Presente no evento, Thiago Correia, Consultor Técnico da Mobil, abordou o tema durante o bate-papo. “Com certeza existem muitas marcas duvidosas no mercado e acontece de o cliente já chegar com um produto na oficina, pedindo para o mecânico utilizar. Lidar com essas questões do dia a dia é sempre muito delicado, mas um dos aprendizados que os mecânicos estão tendo com o evento é que eles são a autoridade e têm que ter a liberdade de buscar informação sobre o que o automóvel precisa, qual é o produto adequado e as marcas com as quais ele quer trabalhar e confia”, destaca Thiago.

Delton Stabelini, Consultor Técnico de negócios da Texaco Lubrificantes, também reforçou a importância do aprendizado que a Semana do Mecânico trouxe para o mercado. “Este é um assunto muito importante, que a Revista está promovendo de uma maneira fantástica. Por mais que nós, fabricantes, façamos treinamentos e divulgação dos produtos e especificações, a abrangência que vocês alcançam aqui é muito grande”, destacou.

Para Norival Silva, da oficina Garage 545 em Belo Horizonte/MG, o evento foi “muito importante para o mercado de manutenção, em especial para as oficinas independentes. Momentos que foram únicos e propiciaram que administradores de oficina pudessem interagir com fabricantes, facilitando o relacionamento e trazendo conhecimento para ambos os lados, esclarecendo como tem funcionado a reparação pelo Brasil afora. Essa iniciativa, bem administrada e conduzida, fortalece e valoriza o profissional, tornando-o parte reconhecida desse mercado”, avaliou.

Segundo Sandro dos Santos, da oficina Doctor American Car, “é preciso ter mais e mais debates como esses, com técnicos, proprietários de oficinas e as pessoas que estão por trás das fábricas. É um canal direto. Temos várias dores e eles podem levar isso para dentro das fábricas e atender o mercado de manutenção, que hoje corresponde a uma grande fatia do setor automobilístico. Muitas dúvidas foram tiradas, tanto dos profissionais que participaram dos painéis quanto das pessoas que estavam online. Algumas dúvidas eu tinha há anos. Só tenho a agradecer e parabenizar esse formato e dizer: não parem. Precisamos de mais conteúdos, debates e que o setor se envolva cada vez mais”, afirmou.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Quinta-feira (02/12)
Ajuste de câmber: qual a maneira correta

A Semana do Mecânico recebeu na entrevista pré-debate o piloto da Stock Car e ex-Fórmula 1, Rubens Barrichello, acompanhado do seu mecânico-chefe na categoria de turismo nacional, Rodrigo Ferrugem. A dupla contou histórias, bastidores e falou sobre a importância de uma relação próxima entre piloto e mecânico. “O acerto do carro é uma coisa muito particular e o Ferrugem sabe o que eu demando do carro”, comentou o piloto. Ferrugem, por sua vez, elogiou a capacidade de Rubinho de “interpretar” o carro durante a pilotagem. “Ele já vem falando no rádio que o carro está ‘assim’ ou ‘assado’ e se você for onde ele falou, é batata que vai encontrar o problema ou a solução”, afirmou.

Uma das histórias da dupla foi a respeito de ajuste de cambagem. A equipe de mecânicos do Ferrugem estava trabalhando no acerto do carro que seria pilotado por Rubens, que ainda não era piloto da Stock, e um parafuso ficou preso. Segundo ele, o jeito era usar um martelo, mas estavam um pouco desconfortáveis por estarem na presença de um piloto que “veio da F1”. Porém, com a simpatia de sempre, o Rubinho tranquilizou a equipe e falou que “lá também resolviam essas coisas com o martelo”.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

A história combinou com a temática do debate que veio na sequência: ajuste de câmber: fazer ou não? Há maneira correta? Mais uma vez surgiu a questão de o cliente impor, por (falta de) condições financeiras, um serviço que não é tecnicamente recomendado. Porém, ficou claro no bate-papo que, mais importante que a correção, é entender qual componente está causando o desvio.

Quando não é possível estabelecer qual componente está desviando os ângulos de roda, resta como diagnóstico a deformação do próprio monobloco do veículo, parte que é deficiente de informações para os profissionais de manutenção. Segundo Alexandre Cosme Parise, Coordenador Técnico da KYB, quando as trocas de outros componentes não trouxerem a correção necessária e não há outra alternativa, existe a possibilidade de desviar o amortecedor até o limite máximo de 2,5 graus. “Acredito e apoio a iniciativa da Semana do Mecânico, de trazer temas que são pertinentes ao dia a dia dos mecânicos, que participam e tiram dúvidas. Parabenizo pelo trabalho e espero estar junto nos próximos”, afirmou Parise.

Embora o assunto seja polêmico, o debate ficou marcado pelo alto nível, com todos os profissionais trazendo argumentos importantes a partir da realidade do dia a dia nas suas oficinas. Para Maurício Marcelino, da Auto Mecânica Louricar, a Semana do Mecânico foi uma oportunidade de os mecânicos agregarem mais conhecimento e mostrar a realidade de cada profissional. “Queria agradecer muito a Revista O Mecânico, que procura sempre ajudar o mecânico por meio de eventos fantásticos. Acredito que participei de quase todos de alguma forma. A Revista sempre procura trazer a realidade do que acontece no mercado. Essas palestras com fabricantes, fornecedores, mecânicos trazem novas visões, além de ouvir e respeitar a opinião de cada um. Só tenho a agradecer à equipe por estar ajudando a nossa classe”, afirmou.

Rodrigo Marinho, da Gade Automotive, também agradeceu pelo “evento fora de série, que tem muito a agregar na evolução do mercado de manutenção. Não teve uma pessoa que tenha participado, independente do tempo que está na profissão, que saiu sem ter algum aprendizado. Foram temas importantes e, apesar de esse ser um setor grande, carecemos muito de informações e atualização. Por isso, só tenho a agradecer por oportunidades como essa”, pontuou.

Mecânica e autora do blog e canal “Coisa de Meninos Nada”, Thais Roland destacou os ganhos que a realização da Semana do Mecânico trouxe para as três pontas envolvidas: mecânicos, fabricantes e acadêmicos do setor. “Mais uma vez a Revista mandou super bem no evento. A realização de debates como esses é sempre importante. O setor só tem a ganhar. Quem é mecânico ganha com informação, a indústria ganha se aproximando da gente e identificando pontos que podem ser melhorados na comunicação com os mecânicos. E a área acadêmica também ganha, entendendo esses pontos falhos entre os setores para criar cursos e materiais didáticos que aproximem essas áreas. Então é importantíssimo esse tipo de comunicação e debate

para estreitar relacionamento entre todo mundo e fazer o setor crescer ainda mais”, afirmou a influenciadora.

O debate contou também com as participações de Diego Tournier, Chefe de Serviços Automotivos para América Latina na Robert Bosch; e Fernando Landulfo, consultor da Revista O Mecânico e Revista Carro.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

Sexta-feira (03/12)
Aceitar peças do consumidor: sim ou não?

Quantos aspectos psicológicos envolvem a administração de um negócio? Para falar sobre temas como antifragilidade — nossa capacidade de nos fortalecer em momentos de crise — e a importância de um planejamento estruturado na busca pelo sucesso, a Semana do Mecânico recebeu o personal trainer de fitness intelectual Luciano Pires. “Uma ideia só tem valor quando é compartilhada e um evento como este faz isso. Até algum tempo atrás, existia uma cultura no mercado de que se você tinha uma informação, tinha que manter para você, pois era um ‘diferencial competitivo’. Isso fez com que a gente demorasse muito para evoluir as ideias. Quando você compartilha, além de continuar com a ideia, ainda pode ter outra pessoa dando insights. Essa evolução que a gente viu acontecendo no mundo veio de pessoas que compartilharam ideias, que quando são somadas se transformam em um produto muito melhor que o original. O papel de um evento como esse é justamente compartilhar e quem entendeu essa função e dedica tempo de vida para ficar em frente à tela ouvindo o que outros profissionais têm a dizer são pessoas que vão receber informações e ideias que outros não terão acesso e, assim, se colocarão um passo à frente”, afirmou.

Cobertura completa da Semana do Mecânico

O último debate também abordou um tema corriqueiro do mercado: quando o cliente traz uma peça, o amigo mecânico deve aceitar? Como lidar de uma forma diplomática com o risco de não saber a procedência daquele componente, inclusive talvez acarretando consequências jurídicas?

Para responder à questão, profissionais da indústria e de oficinas se debruçaram sobre o tema. Odair Júnior, Consultor Técnico Comercial da Tecfil, apresentou uma visão dos dois lados: como fabricante e como cliente que já teve problemas por ter levado a peça para o mecânico. “Do ponto de vista do fabricante, a gente dá autonomia para nossos distribuidores fazerem a imediata substituição caso a peça apresente algum problema. Porém, eu pessoalmente caí em uma cilada uma vez. Levei um componente para que o mecânico fizesse o reparo e depois tive que arcar com uma segunda mão de obra para substituir. Nessa segunda oportunidade eu optei por comprar a peça diretamente com ele, que me garantiu a peça e a mão de obra”, contou.

Mas como saber quem é o responsável por garantir a peça ou o serviço? Está na lei! Para trazer essa visão importante, de como a legislação regula o setor de reparação, o debate contou com a presença Alessandra Milano, advogada especializada em assessoria empresarial, responsabilidade civil e direito do consumidor, que mostrou para os presentes os melhores caminhos para lidar com as situações dentro da lei.

“Acho fundamental não esquecermos que a oficina é uma empresa, que tem que cuidar da parte técnica, mas também da parte administrativa e gestão jurídica. Tudo isso se complementa e de tudo isso vem o sucesso da empresa. O trabalho que vocês estão realizando aqui é incrível, levando informação de qualidade para todos os cantos deste país, em um setor que é muito carente de informação. Principalmente quando falamos de gestão jurídica. Temos que parar com isso de ‘jeitinho’ e lembrar que quando falamos de lei não tem opção: ela é uma só, não dá para escolher se vai fazer de determinada maneira ou não. Tem que fazer do jeito correto porque as sanções que vêm são prejuízos muito grandes. Uma medida judicial ou uma fiscalização que encontre a oficina de alguma forma inadequada pode trazer um prejuízo grande. Pode até fechar as portas, então tem que tomar cuidado”, destacou a advogada.

Participante do debate, Fernando Romão, da Veyron, destacou a importância de o setor se unir para lidar com essas questões. “É fundamental esse tipo de bate papo, acrescenta muito. Muitas vezes o profissional fica com medo de compartilhar ideias, achando que vão roubar o conhecimento dele. Mas é importante, para que a gente possa crescer como um grupo unido. Em todas as áreas a gente vê que existe isso e é muito importante essa troca, além do amparo jurídico trazido pela advogada, que esclareceu muitas dúvidas”, explicou.

Mesma opinião tem Christian Souza, da AConcept Car Service. “Com esse tipo de conversa, a gente cresce. Eu vim da indústria antes de abrir oficina e sempre falava que as grandes questões da empresa a gente não resolvia nas reuniões, mas no cafezinho, onde tinha mais liberdade para falar, de ter insights e expor as nossas ideias para uma pessoa que às vezes a gente não tinha acesso em uma reunião formal. O bate papo da Revista trouxe esse clima, em que a gente pôde expor nossas ideias em um clima descontraído. Com o evento, muitos tiveram a oportunidade de aproveitar para utilizar várias dicas e maneiras de trabalhar para melhorar seus próprios processos”, afirmou.

Também participou do debate de sexta-feira Diego Tournier, Chefe de Serviços Automotivos para América Latina na Robert Bosch. Embora estivesse escalado para participar, o mecânico Osmídio Pereira Neto de Macapá/AP não teve como estar presente ao debate, mas acompanhou à distância. “Foi um presente de final de ano. Sem comentários, sensacional. Cada ano que passa, está melhor. Nos ensinou muito, trouxe conhecimentos técnicos e administrativos e debates com alto padrão de conhecimento automotivo”, destacou.

 

Veja a playlist completa com tudo o que rolou nos seis dias de transmissão da Semana do Mecânico em nosso canal no YouTube

 

 

Texto: Flávio Faria
Fotos: Alexandre Villela & Lucas Porto

Eaton lança solução para otimizar espaço nos tanques de combustível

Eaton

Componente combina duas válvulas, otimizando o espaço físico nos tanques de combustível, com produção nacional

 

Após anunciar recentemente a linha de válvulas do sistema ORVR com produção nacional, a Eaton expande seu portfólio com a Compact Combo Valve, um combo compacto de válvulas que otimiza o espaço nos tanques de combustível.

De acordo com a empresa, essa solução compacta permite o recebimento de um maior volume de combustível, reduzindo ainda mais a emissão de poluentes quando comparada às soluções convencionais separadamente.

A produção acontecerá na fábrica de Valinhos/SP, atendendo veículos nacionais que devem seguir a legislação Proconve ORVR, que diminui o limite de emissões evaporativas. Pelo que determina a resolução 492 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), a partir de 2023, 20% dos veículos de cada montadora vendidos no Brasil deverão atender à exigência, passando para 60% em 2024 e 100% em 2025.

O gerente de Estratégia de Produto da Eaton, Marcio Seleghin, explica que os tanques de combustível já são equipados com as válvulas GVV, que evitam o vazamento do combustível em caso de capotamento do veículo. Com a chegada do sistema ORVR, os tanques passam a necessitar da FLVV, que controla a emissão de vapores e o nível de abastecimento. É aí que entra a nova solução da Eaton, que combina essas duas válvulas, otimizando o espaço físico do tanque.

“A Compact Combo Valve chega para agregar o Sistema de Recuperação de Gases, afinal são duas válvulas no mesmo corpo que, além de ocupar área e volume menores – o que é muito significativo considerando o tamanho dos tanques no Brasil – ainda entregam vantagens em relação à permeabilidade, pois o espaço de soldagem é menor, diminuindo ainda mais a probabilidade de passagem de vapor”, diz Seleghin.

Petronas lança fluidos de veículos elétricos

Petronas Iona

Nova gama de fluidos da Petronas voltada para veículos elétricos faz parte dos planos de desenvolver tecnologias para a e-mobilidade

 

A Petronas Lubricants International Sdn. Bhd. (PLI) anuncia o lançamento da nova geração do Petronas Iona para Veículos Elétricos (VE), um avanço em direção às tecnologias e tendências mais recentes do mundo da mobilidade elétrica.

“Acreditamos que a e-mobilidade está se expandindo em ritmo acelerado. Com este rápido crescimento, soluções inovadoras são essenciais para alavancar o movimento em direção à e-mobilidade para um futuro mais sustentável”, disse o CEO do Grupo da PLI, Giuseppe D’Arrigo.

A linha Petronas Iona foi lançada pela primeira vez em 2019, visando acelerar o caminho para um futuro sem carbono, otimizando a eficiência energética, a segurança e o desempenho de veículos elétricos.

Em sua segunda geração, a linha foi projetada para dar resposta a diversas exigências dos sistemas de acionamento elétrico e dos eixos, incluindo o controle de atrito e desgaste, bem como o gerenciamento térmico para gestão de temperatura, a fim de maximizar o desempenho, eficiência energética e confiabilidade de veículos elétricos de alto desempenho.

BorgWarner atinge 500 mil motores de partida feitos em Brusque

BorgWarner motores de partida

Marco histórico foi alcançado com os motores de partida 29MT para aplicações diesel de 3.8 a 7.2 litros, produzidos na fábrica de Santa Catarina

 

A BorgWarner alcançou a marca histórica de produção de 500 mil motores de partida do modelo 29MT para o segmento de pesados em sua fábrica de Brusque, em Santa Catarina. De acordo com a empresa, sua produção para caminhões, ônibus e aplicações agrícolas e industriais teve início em 2013, abastecendo o mercado original brasileiro, aftermarket local e ainda de exportação.

“Estamos muito felizes em alcançar essa marca, que reflete a importância da nossa linha de produção para o setor. Com alto padrão de qualidade, confiança e tecnologia desenvolvemos produtos que atendem às expectativas dos nossos clientes. É um reconhecimento importante para o nosso trabalho diário e para todos da nossa unidade”, afirma Daniel Silva, Diretor da BorgWarner PDS no Brasil.

A empresa reforça que seus motores de partida atendem aos mais minuciosos padrões de qualidade das principais montadoras de caminhões, ônibus e aplicações fora de estrada. Eles são projetados para dar partida em veículos pesados que atuam em condições extremas de exigência, possuem alto nível de confiabilidade, excelência em desempenho e durabilidade.

Abílio Responde: Os cuidados com carro muito tempo parado

Meu carro faz 3 anos que está parado na minha garagem. O ar-condicionado pode acabar o gás? E pode danificar o motor também?

Mário Gomes Araujo
Via YouTube O Mecâniconline

 

A princípio os sistemas de ar-condicionado são estanques. No entanto, sabe-se das ocorrências micro vazamentos, que num período de 3 a 5 anos podem descarregar parcial ou totalmente um sistema de ar-condicionado. Quanto a essa descarga prejudicar o motor: mito. No entanto, motores que ficam muito tempo parados necessitam de procedimentos especiais para serem ligados novamente. Entre outros: troca de lubrificante, troca de líquido de arrefecimento e teste de estanqueidade do sistema de arrefecimento, assim como, uma inspeção cuidadosa do sistema elétrico e combustível novo (se houver combustível velho na linha de alimentação e no tanque, é necessário esgotá-lo por completo).

 


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: redacao@omecanico.com.br

Marelli Cofap lança sensores de nível de combustível

sensores de nível de combustível

São nove códigos de sensores de nível de combustível para veículos de marcas como Fiat, GM, Hyundai e VW; veja todas as aplicações

 

A Marelli Cofap Aftermarket lança nove códigos de sensores de nível de combustível Magneti Marelli, atendendo veículos das marcas Audi, Fiat, Ford, GM, Hyundai, JAC, Kia, Renault e Volkswagen.

De acordo com a empresa, seus sensores de nível oferecem encapsulamento blindado, o que protege o resistor de oxidação, oferecendo maior precisão de leitura e durabilidade do produto. O portfólio de sensores de nível de combustível da marca atende mais de 90% da frota nacional de veículos. Confira os novos códigos e aplicações:

  • SNMM23224 – Audi A3 1.4, 16v, flex, de 2015 a 2018; VW Golf 1.4 TSI, 16v, flex, de 2015 a 2019; VW Jetta 1.4 TS, 16v, flex a partir de 2019
  • SNMM23221 – Chevrolet Montana 1.4, 8v, flex, de 2016 a 2020
  • SNMM23210 – Fiat Strada 1.4, 8v, flex, a partir de 2013; 1.6, 16v, flex, a partir de 2013 e 1.8 E-TorQ, 16v, flex, a partir de 2013
  • SNMM23242 – Fiat Doblò 1.8, 8v, de 2004 a 2006; 1.6, 16v, de 2002 a 2003; e 1.3 Fire, 16v, de 2002 a 2006
  • SNMM23245 – Ford F-250 3.9, 8v, diesel de 1998 a 2011;  4.2 V6, 12v, diesel, de 1998 a 2011; e Ford F-350 3.9, diesel, de 2004 a 2011
  • SNMM23209 – Hyundai Creta 1.6, 16v, flex, a partir de 2017
  • SNMM23213 – JAC J5 1.5, 16v, flex, a partir de 2014
  • SNMM23211 – Kia Picanto 1.0, 12v, flex, a partir de 2011
  • SNMM23208 – Renault Kwid 1.0, 12v, flex a partir de 2017

A empresa reforça que um sensor de nível avariado pode induzir o motorista a erro de avaliação do nível de combustível devido à indicação incorreta no painel do veículo, o que pode levar à pane seca. Aliás, pane seca pode resultar em multa conforme determina o artigo 180 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Isso é infração média, com punição de quatro pontos na CNH.

Esse componente é ainda mais imprescindível nos veículos flex, pois a informação da variação do nível de combustível do tanque é um dos alertas ao sistema para que ocorra a adaptação ao combustível abastecido. Por isso, a dica é ficar atento a oscilações bruscas no ponteiro ou se ele não reconhecer o abastecimento do veículo, que podem ser indícios de problemas.

A Magneti Marelli oferece mais de 30 linhas e famílias de produtos para a reposição, voltados para os sistemas de ignição, eletroeletrônico, iluminação, térmico e ar-condicionado, mecânico, alimentação diesel, freios, itens de consumo e químicos. Os componentes atendem veículos da linha leve, pesada e duas rodas.

ZF anuncia projeto para ônibus exclusivamente a eletricidade

ZF ônibus a eletricidade

Com prazo de três anos, projeto visa alcançar capacidade de produção de células de combustível para ônibus, que será movido exclusivamente a eletricidade

 

A ZF participa de um projeto de tecnologia de célula de combustível batizado de “HyFleet”, que visa desenhar e testar um ônibus movido exclusivamente a eletricidade. O cronograma prevê rodar o projeto por três anos.

“O amplo portfólio de tecnologia da ZF e o conhecimento da linha de transmissões eletrificadas, bem como os sistemas associados, já estão facilitando a transição dos fabricantes de veículos para a e-mobilidade. No futuro, a célula de combustível terá um papel importante na mobilidade elétrica de veículos comerciais pesados devido ao seu alcance e tempos de reabastecimento rápidos”, disse Wilhelm Rehm, Membro do Board Mundial da ZF.

O objetivo desse estudo é verificar a viabilidade e tornar mais fácil no futuro projetar de forma otimizada a célula de combustível para veículos comerciais. Isso inclui o dimensionamento da bateria e da célula de combustível, além do conceito de refrigeração do sistema e os picos de carga a serem considerados na operação.

Grupo Schaeffler comemora 75 anos

Schaeffler linha pesada

Schaeffler celebra o aniversário de 75 anos de sua fundação, estando atualmente presente em mais de 50 países 

 

A Schaeffler comemora seu 75º aniversário, atualmente composta por três empresas originalmente independentes: LuK, INA e FAG. O grupo hoje emprega mais de 83.900 funcionários em cerca de 200 localidades, em mais de 50 países.

Entre os marcos nessa trajetória estão a chegada ao portfólio do rolamento de agulhas guiado por gaiola, em 1950, além da embreagem com mola diafragma e o volante de massa dupla, em 1965, após os irmãos Schaeffler decidirem investir na LuK Lamellen und Kupplungsbau GmbH em Bühl (Baden). Vale lembrar que, desde 1999, a LuK é uma entidade de propriedade integral da Schaeffler.

A história segue até 2001, quando a Schaeffler adquiriu a FAG Kugelfischer Georg Schäfer AG em Schweinfurt, tornando a Schaeffler a segunda maior fabricante mundial de rolamentos.

Schaeffler 75 anos“O espírito pioneiro da Schaeffler sempre foi crucial para o sucesso da empresa. Mesmo em suas fases desafiadoras, a empresa tem demonstrado um alto nível de resiliência e uma vontade constante de ver mudanças profundas como uma oportunidade. Como acionistas, estamos cientes de que este sucesso, ao longo de várias décadas, é impulsionado principalmente por nossos funcionários comprometidos em todo o mundo, bem como por nossos clientes e fornecedores”, afirma Georg F. W. Schaeffler, Acionista Familiar e Presidente do Conselho Fiscal da Schaeffler AG.

Abílio Responde: Como resolver a pré-ignição dos motores com gasolina?

Como resolver as batidas de pino ou pré-ignição dos motores abastecidos com gasolina? Pois, quando abastecido com etanol não chega a fazer tanto barulho.

Ricardo
Via e-mail

 

Sintoma típico de motores de taxa de compressão elevada. Se o motor for apenas a gasolina e o sistema de gerenciamento eletrônico do motor não está conseguindo eliminar, por meio do atraso da ignição, tentar abastecer com gasolina Premium. Se o motor for de tecnologia flex, utilize gasolina premium ou misturas de etanol com gasolina comum. No entanto, essas misturas tendem a fazer o consumo aumentar.

 


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: redacao@omecanico.com.br

css.php