Euro 6 e Proconve P8: O futuro chegou na Mecânica Diesel

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Euro 6 e Proconve P8: O futuro chegou na Mecânica Diesel – Foto: divulgação/Volvo

Euro 6 e Proconve P8: Novos parâmetros para emissões de gases pelos motores entraram em vigor em janeiro de 2023 e impactam diretamente a tecnologia que chega às ruas

 

Com o advento dos moto­res a combustão no século XIX, a sociedade passou a lidar não só com os benefícios, mas também com problemas que não existiam até então. A indústria automotiva, que se estabeleceu logo após, precisou lidar com o crescente índice de gases nocivos emitidos ao meio ambiente através da queima de combustíveis como gasolina e diesel. O problema era iminente: com os altos índices de emissões desses gases, o futuro para o meio ambiente não era nada promissor.

Desde os anos 1970, os governos e entidades da indústria precisaram adotar medidas para que veículos automotores emitissem cada vez menos gases nocivos à atmosfera. Por parte do poder público a solução encontrada foi simples: leis e resoluções foram criadas com o intuito de obrigar os fabricantes de veículos e motores a desenvolverem tecnologias que fossem menos poluentes ao longo da vida útil do veículo. Em 1988, surgiu na Europa o Euro 0, um conjunto de regras que estabelecia limites máximos de emissões de partículas oriundas do processo de combustão nos motores.

Com o passar dos anos, as normas foram evoluindo e ficando cada vez mais exigentes. Após a introdução do Euro 0, o programa progrediu até chegar a fase Euro 6, em vigor atualmente na Europa.

No Brasil, essa legislação recebeu o nome de Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) instituída dois anos antes, em 1986, pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). A partir de janeiro de 2023, entrou em vigor no país o Pro­conve P8, equivalente ao Euro 6 prati­cado na Europa desde 2013, e que substituiu a fase anterior, denominada Proconve P7. Segundo a confederação nacional do transporte (CNT), atualmente, 22,8% do dióxido de carbono (CO2) emitido no Brasil vem do segmento do transporte. Desses, 89,9% é oriundo do modal rodoviário.

O alinhamento da norma brasileira com a que é praticada na Europa e em outros países, possibilita ao mercado brasileiro acesso às mesmas tecnologias presentes nos veículos que são desenvolvidos e comercializados em localidades com a legislação mais avançada. Entre outras vantagens trazidas com a fase P8, está o consumo de combustível, que é menor em motores alinhados com a legislação atual.

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Foto: divulgação/Scania
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Foto: Iveco

 

PRINCIPAIS DIFERENÇAS DO EURO 5 (PROCONVE P7) PARA O EURO 6 (PROCONVE P8)

Segundo as regras para o Proconve P8, os motores precisam reduzir em 80% a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) em relação à fase anterior, caindo de
2 g/kwh para 0,4 g/kwh. Para os níveis de hidrocarbonetos (HC), a redução precisará ser de 71,7%, passando de 0,46 g/kwh para 0,13 g/kwh. O Material Particulado (MP) deverá ter uma redução de 50%, saindo de 0,02 e indo para 0,01. Já o Monóxido de Carbono (CO) se manterá no mesmo patamar de 1,5 g/kwh.

Para reduzir essas emissões, os motores precisarão ser equipados com Sistema Redutor Catalítico (SCR) ou Recirculação de Gases de Exaustão (EGR), podendo até mesmo combinar os dois métodos para alcançar os níveis exigidos pela legislação. O SCR funciona com o Arla 32, um líquido  agente redutor à base de ureia que ajuda a transformar o NO2 em materiais menos nocivos. Já o EGR coleta parte dos gases do escape para passar novamente pelo processo de combustão dentro do motor.

Comparando com o Proconve P7, as mudanças nos motores não serão tão visíveis, já que na fase P8, há um aprimoramento de soluções empregadas na P7.

 

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Fonte: Confederação Nacional do Transporte

 

Sistema de Recirculação de Gases de Escape (EGR)

O sistema de Recirculação de Gases de Escape, EGR, atua como um dispositivo de controle do volume de emissão de gases oriundos da combustão. A válvula permite que parte dos gases do escape em vez de serem expelidos ao meio-ambiente, sejam reintroduzidos para dentro da câmara de combustão.
Lá, vão se misturar aos gases novos recém admitidos para continuar o processo de combustão. Diferente do sistema SCR, o EGR não requer reagentes químicos para concluir o processo.

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Partes que integram a tecnologia Euro6/ Proconve P8; Fonte: Elaboração de imagem pelo engenheiro mecânico Ramón García González, com adaptações da CNT

Redução Seletiva Catalítica (SCR)

A Redução Seletiva Catalítica é composta por um conjunto que contém o catalisador de oxidação de diesel (DOC), bico injetor, tanque para o Arla 32 e filtro de particulados de diesel (DPF). Dentro do sistema de escape por onde passam os gases provenientes da combustão, o sistema libera através do bico injetor o Arla 32 que ao entrar em contato com os gases, juntamente com a alta temperatura do sistema de escape, transforma a uréia encontrada em sua composição sendo transformada em amônia. Ao se misturar com os gases do escapamento, essa mistura é levada até o catalisador, onde reage com óxidos de nitrogênio, sendo transformado em nitrogênio e vapor d’água.

Catalisador de oxidação de diesel (DOC):

Os Docs têm três funções principais:

  • Oxidar a gás carbônico o monóxido de carbono gerado na combustão do combustível;
  • Oxidar a gás carbônico e água os hidrocarbonetos gerados da combustão incompleta do combustível, além dos absorvidos no material particulado emitido pelo motor;
  • Transformar o óxido nitroso em óxido nítrico para ajudar a combustão do material particulado no cDPF.

cDPF:

É utilizado no escapamento dos veículos para reter e queimar o CO2 gerado pelo motor. Em algumas ocasiões, as partículas reagem com o NO2 gerados no DOC, produzindo CO2 e N2, regenerando o filtro para novas filtrações.

Arla 32:

Agente Redutor Líquido de NO2 responsável por transformar os poluentes em nitrogênio.

 

Cuidados Básicos:

A Umicore alerta para os cuidados necessários com o SCR, que já é conhecido no mercado desde 2012, quando começou a ser adotado em função do Euro 5-Proconve P7. Segundo a empresa fabricante de catalisadores automotivos, para que o SCR faça a conversão de gases nocivos em vapores inofensivos à saúde, é preciso ter amônia (NH3) formada a partir do Arla 32. Por isso, a qualidade do Arla 32 é essencial para assegurar o funcionamento correto do sistema – lembre-se também que o reagente tem data de validade, que deve ser respeitada.

“Usar ARLA 32 de origem duvidosa pode levar a problemas na formação adequada de amônia. Um exemplo é que pode ocorrer cristalização, entupindo a face do catalisador, o que gera um alto custo de manutenção e contribui para o aumento da poluição ambiental”, explica o gerente de Aplicação de Produto da Umicore, Miguel Zoca.

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Partes que integram a tecnologia Euro6/ Proconve P8; Fonte: UMICORE

 

Outro ponto de atenção é o uso de emuladores. “Funcionando como um inibidor do sistema Arla 32, o emulador é um dispositivo que manda um sinal para a central eletrônica como se o veículo estive abastecido de Arla 32, burlando o sistema, pois não aciona o OBD para indicar que o reagente está em falta, o que compromete o funcionamento do controle de emissões”, afirma Miguel.

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Foto: Mercedes

Por fim, a qualidade do combustível também é fundamental, sempre utilizando o diesel S-10. A Umicore esclarece que o uso de um combustível que não esteja especificado no manual do veículo prejudicará o catalisador, aumentando a concentração de enxofre e levando à falha no componente, mesmo em modelos novos.

Zoca conclui: “como é um sistema que possui bico injetor, sensores de pressão e sensor de NOx, é interessante verificar todas essas conexões, além do filtro de ar, de óleo, de combustível, e separador de água. Manter as inspeções do veículo em dia é um benefício não só para o meio ambiente, mas também para o bolso do motorista, pois quanto mais tempo sem avaliação para possíveis reparos, maior o custo”.

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Foto: DAF

texto Daniel Palermo

Empresa economiza 540 mil reais com frota de veículos elétricos

Imagem: divulgação/Zara-NeoCharge
Imagem: divulgação/Zara-NeoCharge

 

Uma empresa de São Paulo/SP especialista em entregas de refeições em obras na cidade anunciou a economia de R$ 540 mil reais por ano ao substituir os veículos tradicionais por uma frota de veículos elétricos. Segundo a Zara Alimentação, os custos operacionais saíram da faixa dos R$ 100 mil reais por mês para R$ 55 mil reais graças aos veículos elétricos e a estações próprias de recarga.  

Custos com combustível e manutenção diminuíram drasticamente com os veículos elétricos

Além dos altos custos dos combustíveis, a manutenção dos veículos também causava dor de cabeça ao sócio-diretor da empresa, Bruno Purri. “Os veículos movidos a combustão quebravam demais e viviam na oficina”, destaca o diretor. A solução, segundo Bruno, foi encontrada nos veículos elétricos, já que além da economia gerada pela não utilização dos combustíveis tradicionais, os veículos elétricos podem exigir menos manutenção do que os tradicionais a combustão.  

Atualmente, a empresa gasta cerca de R$ 55 mil reais por mês com o aluguel de dez veículos elétricos e com o valor das recargas elétricas que utilizam no dia a dia. Segundo a Zara Alimentação, o próximo passo será a adoção de motos elétricas à frota para facilitar o deslocamento dos coordenadores entre os pontos atendidos pela empresa.  

 

Investimento em sistema de recarga próprio

 

Outro importante investimento foi realizado pela Zara Alimentação, em parceria com a NeoCharge, empresa especialista em energia solar fotovoltaica, na aquisição dce três unidades do Smart Wallbox NC4000S, que podem entregar até 22 kW cada um.  

Os carregadores ficam fixados na parede e contam com a função Smart, fornecendo informações constantes sobre as sessões de recarga, além de permitir o acesso e monitoramento remoto. O carregador pode também ser integrado com aplicativos de gerenciamento compatíveis com o protocolo OCPP. 

Nakata oferece avaliação gratuita de amortecedores em Itu/SP

Nakata oferece avaliação gratuita de amortecedores em Itu/SP - Foto: divulgação/Nakata
Nakata oferece avaliação gratuita de amortecedores em Itu/SP – Foto: divulgação/Nakata

Ação ocorrerá entre os dias 31 de março e 1º de abril no Centro Automotivo Bono Pneus

A Nakata irá oferecer avaliações gratuitas de amortecedores entre os dias 31 de março e 1º de abril, na cidade de Itu/SP, através do programa Auto Stop Nakata. A análise irá checar o estado dos amortecedores através de testes no conjunto de componentes por meio de simulações automáticas de diferentes tipos de solos.  

Item de segurança diretamente ligado a estabilidade do veículo, o amortecedor tem a função de absorver os impactos dos pneus com o solo, tornando-se essencial para as frenagens, dirigibilidade e estabilidade do carro.  

Data e local das avaliações

Dia 31/03 das 09h às 17h e dia 01/04, das 8h ao meio-dia. 

Local: Centro Automotivo Bono Pneus 

Endereço: Avenida Doutor Ermelino Maffei, 539 – Itu/SP 

 

Cofap lança coxins para o Fiat Pulse na reposição

Cofap lança coxins para o Fiat Pulse na reposição - Foto: divulgação/Cofap
Cofap lança coxins para o Fiat Pulse na reposição – Foto: divulgação/Cofap

Novas peças chegam para atender a reposição da linha Fiat Pulse 

 

A Marelli Cofap Aftermarket lançou oito novos códigos de metal borracha para atender o mercado de reposição do Fiat Pulse. Produzida em parceria com a Getoflex, empresa da Vibracoustic South America para o mercado de reposição, as novas peças foram desenvolvidas e homologadas seguindo o padrão de equipamento original apresentado no portfólio da marca. 

Confira os novos códigos que chegam ao mercado:  
 

  • (CXC03086G) Coxim do motor Fiat Pulse 1.3 (lado direito) automático e manual (2021/…) 
  • (CXC03087G) Coxim do motor Fiat Pulse 1.0 (lado direito) automático (2021/…) 
  • (CXC03088G) Coxim da transmissão Fiat Pulse 1.3 (lado esquerdo) manual (2021/…) 
  • (CXC03089G) Coxim da transmissão Fiat Pulse 1.3 (lado esquerdo) automático (2021/…) 
  • (CXC03090G) Coxim da transmissão Fiat Pulse 1.0 (lado esquerdo) automático (2021/…) 
  • (CXC03091G) Restritor de torque Fiat Pulse 1.3 manual (2021/…) 
  • (CXC03092G) Restritor de torque Fiat Pulse 1.3 automático (2021/…) 
  • (CXC03093G) Restritor de torque Fiat Pulse 1.0 automático (2021/…) 

Aramco assina carta de intenções para sociedade com Geely e Renault

Sede da Aramco localizada em Houston - Foto: Aramco
Sede da Aramco localizada em Houston – Foto: Aramco

Nova empresa fabricará motores a combustão e híbridos com distribuição em mais de 130 países 

 

A Aramco assinou uma carta de intenções para se tornar acionista minoritário de uma nova empresa de tecnologia de motores que será criada entre a Geely e o Renault Group. Com o investimento, a empresa pretende apoiar o desenvolvimento de soluções de combustíveis sintéticos e tecnologias a hidrogênio de nova geração que serão desenvolvidos pela nova empresa.  

A empresa formada através da parceria entre Geely e Renault deverá ser um fornecedor global independente de motores a combustão interna e híbridos. Segundo expectativas das marcas, mais de cinco milhões de motores a combustão interna, híbridos e híbridos plug-in, além de transmissões, deverão ser produzidos anualmente e distribuídos para mais de 130 países.  

Para o CEO do Renault Group, Luca de Meo, a parceria com a Aramco eleva o patamar da nova empresa a ser criada. “Esta parceria com a Aramco vai elevar nossa empresa conjunta de motores com o Geely Group a outro patamar, permitindo abrir vantagem na corrida pela tecnologia de motores a combustão interna de baixíssimas emissões”, afirma o executivo.  

O CEO do Geely Hold Group, daniel Li, também celebrou a chegada da Aramco na sociedade. “Damos as boas-vidas à chegada da Aramco para, juntos, criarmos uma empresa líder global em motores sustentáveis. O investimento proposto pela Aramco representa o reconhecimento de líderes globais da indústria no futuro potencial de negócios da Powertrain e uma visão para combustíveis pioneiros de baixo carbono e livres de carbono, como metanol e hidrogênio”, diz Daniel. 

Quem também comentou a iniciativa foi o vice-presidente executivo de Downstream na Aranco, Mohammed Y. Al Qahatani. “Nossa parceria pretendida com a Geely e a Renault deve servir de apoio ao desenvolvimento de motores em toda a indústria automotiva e está alinhada como nossos esforços mais amplos em todas nossas operações globais”. 

Calmon | Em 20 anos, 40 milhões de motores flex no Brasil

Calmon | Em 20 anos, 40 milhões de motores flex no Brasil
Calmon | Em 20 anos, 40 milhões de motores flex no Brasil

 

Os números são impressionantes. Desde 23 março de 2003 até agora, quando completará 20 anos de produção, foram 40 milhões de automóveis e comerciais leves fabricados e comercializados no País. Naquele dia a VW apresentou o Gol Power 1.6 Total Flex, primeiro modelo brasileiro comercializado com um motor capaz de utilizar gasolina e etanol hidratado em qualquer proporção.

Isso foi possível com o advento da injeção eletrônica e o esforço combinado entre o fabricante e dois fornecedores: Bosch e Marelli. Dez anos antes a Bosch havia começado experiências com um Omega 2-litros de sua própria frota de testes. A fornecedora italiana acabou tendo a primazia no Total Flex, apesar de ser uma empresa controlada na época pela Fiat. Necessário frisar que a ideia de um motor flexível em combustível nasceu nos EUA, em 1996.

Nestes 20 anos o motor flex no Brasil avançou bastante. Os pequenos reservatórios de gasolina para partida a frio foram substituídos por válvulas injetoras de etanol pré-aquecidas e mais recentemente com o advento dos motores de injeção direta a partida com etanol em dias frios é imediata sem nenhum outro auxílio. Com os motores turbo cada fabricante pôde escolher valores de potência e torque diferentes para etanol e gasolina com muito mais facilidade. Hoje 83% dos veículos novos vendidos têm motores flex. O restante se divide entre gasolina, diesel e híbridos.

Agora há uma motivação ambiental ainda maior. Abastecer o tanque 100% com o combustível obtido da cana-de-açúcar significa no ciclo da produção no campo até o escapamento a emissão de apenas 37 g de CO2/km. Na Europa com o atual perfil de geração de energia para recarregar a bateria, um carro elétrico de mesmo porte emite 54 g de CO2/km.

Mesmo que os europeus consigam diminuir a emissão de CO2 em sua matriz de geração de eletricidade até 2035, quando exigirá que todos os carros novos à venda sejam elétricos, no Brasil bastaria um híbrido flex comum com bateria pequena e barata abastecido aqui com etanol para superá-los: lá, 35 g de CO2/km; aqui, 29 g de CO2/km. Um automóvel 100% a gasolina emite em torno de 135 g de CO2/km. No Brasil, um pouco menos, porque a gasolina contém 27% de etanol anidro.

Entretanto, continuam os desafios para o aumentar a produção de etanol aqui. Porém, o País reúne quatro condições inigualáveis: extensão territorial, terras cultiváveis, sol e água. Assim, pode esperar o preço dos elétricos cair até se tornarem competitivos, sem precisar impor metas.

Para o consultor Ricardo Abreu “o programa já em vigor, RenovaBio, é a forma de incentivar o aumento da produção de biocombustíveis por meio do mecanismo de créditos de carbono e a busca de padrões mais exigentes de redução das emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia. A produção de etanol de cana de segunda geração e também a partir do milho tende a aumentar a oferta, diminuindo a sazonalidade e equilibrando o mercado”.

 

Em fevereiro vendas reagem, mas mercado continua fraco

Apesar do mês de Carnaval, desastres causados pelas fortes chuvas no litoral de São Paulo e em outras localidades, houve ritmo ligeiramente melhor do que o esperado. A média diária de vendas em fevereiro (7.200 unidades) foi melhor que a de janeiro (6.500 unidades). Nos dois primeiros meses deste ano foram emplacados 272,2 mil veículos leves e pesados: 5,2% a mais que o primeiro bimestre de 2022.

No ano passado a indústria sofria pesadas perdas de produção pela escassez mundial de semicondutores em consequência da epidemia. Em 2023, previa-se uma melhora, porém a crise ainda atingiu algumas fábricas no mês passado. O cenário para os próximos meses permanece incerto. Os fabricantes se queixam de taxas altas nos juros de financiamento e dificuldades de aprovação de cadastros em razão do aumento da inadimplência.

Entretanto há outro sinal, desta vez de fraqueza. A produção no primeiro bimestre foi apenas 0,8% maior e mesmo assim o estoque total nas fábricas e concessionárias continuou aumentando: de 39 para 40 dias. Assim, existem unidades para pronta entrega para quase todos os modelos. A Fenabrave informou que o mercado de usados ainda mostra sustentação e crescimento de 5% sobre 2022.

Márcio Leite, presidente da Anfavea, espera em junho próximo a conclusão de estudos para a segunda fase do Rota 2030. “Esta sinalização é essencial para indústria planejar nova rodada de investimentos no País”, sinalizou.

 

ALTA RODA

NÃO É de hoje o interesse da BYD em produzir no Brasil, limitado no momento à montagem de ônibus elétricos em Campinas (SP). O atalho natural da marca chinesa voltou-se à fábrica da Ford em Camaçari (BA), fechada em 2021. Mas há um fato relevante: a companhia americana não fechou o negócio, embora possa fazê-lo em breve. O presidente da República vai à China no fim do mês e talvez isso aconteça. A posição oficial: “Com objetivo de esclarecer informações equivocadamente divulgadas por vários veículos de comunicação, dando como concluída a venda das instalações na Bahia, a Ford comunica que continua ativamente em processo de negociação com potencial comprador e, portanto, a venda não foi concluída. Informações futuras sobre este tema serão comunicadas, a depender do progresso das negociações.” A outra parte também se manifestou: “Em sequência ao protocolo de intenções assinado com o Governo da Bahia, a BYD vem desenvolvendo diversos estudos junto a autoridades daquele estado, considerando inclusive potenciais unidades que possam abrigar uma planta na região. Porém, tudo ainda depende de avaliações e negociações para a conclusão do processo final. Assim que isso ocorrer, a BYD emitirá um comunicado oficial com todas as informações”.

ARGO TREKKING com motor de 1,3 L e câmbio automático CVT de sete marchas pode não oferecer um desempenho marcante, porém suficiente no trânsito urbano e só razoável em estradas. A potência (107 cv) é 9% maior do que quando utiliza gasolina e isso se sente claramente. Boa posição de guiar, embora só ofereça regulagem do volante em altura (do desagradável tipo “queda-livre”). Assistência elétrica da direção e o acerto de suspensões (vão livre do solo 20 mm maior) destacam-se. O Trekking, automático mais barato do mercado, oferece apenas dois airbags. Porta-malas de 300 L é mediano no seu segmento. Aceita espelhamento (com fio) para Android Auto e Apple CarPlay, mas a tela de 7 pol. é pequena.

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Entidades se manifestam sobre possível aumento do teor de biodiesel no diesel

Diesel renovável

 

Nove associações que atuam no segmento automotivo publicaram uma nota conjunta criticando campanhas realizadas por empresas que fazem parte da indústria do biodiesel, que, segundo a nota, “tem chamado a atenção dos meios de comunicação com notas agressivas e distorcidas” para defenderem o aumento do biodiesel no diesel. 

“Utilizando-se da urgência na atenção ao meio ambiente e à adoção de práticas sustentáveis – preocupação real de toda a sociedade –, esses agentes econômicos buscam acobertar seus reais interesses: garantir uma reserva de mercado contra a concorrência de biocombustíveis mais modernos”, diz um dos trechos da nota. 

Para as associações, o tema que era uma proposta de economia solidária e de incentivo ao uso de energia limpa e fonte de renda para o agricultor familiar e de baixa renda, transformou-se em um negócio rentável apenas para os grandes produtores. 

Assinam a nota a Confederação Nacional do Transporte (CNT), Federação nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sindicato nacional dos Transportadores Revendedores Retalhistas (TRR), Federação Nacional do COmércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustiveis), Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística) e a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). 

 

Associações apontam problemas no biodiesel produzido no Brasil 

 

Na mesma nota, as entidades apontaram alguns dos problemas do biodiesel produzido atualmente no Brasil. Segundo as associações, por ser produzido a base de éster, o biodiesel favorece a criação de borra com alto teor poluidor. Segundo a nota, esse sedimento danifica peças automotivas, bombas de abastecimento, geradores de hospitais, máquinas agrícolas e motores estacionários. 

Outro dano que pode ser ocasionado, segundo a nota, é o congelamento e contaminação do insumo, já que o biodiesel cristaliza em baixas temperaturas em motores quando as situações climáticas envolvem variação de temperatura e de umidade.  

A nota critica ainda a falta de evolução no debate sobre o diesel verde (HVO). “Quem produz o biodiesel não quer o HVO. A verdade é que os atuais produtores de biodiesel não querem perder o lucro fácil e rápido do biodiesel de base éster, nem investir na modernização do processo industrial para produzir diesel verde”, diz outro trecho da nota.  

 

Confira na íntegra o texto da nota

 

Nas últimas semanas, buscando pressionar membros do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a indústria do biodiesel no Brasil tem chamado a atenção dos meios de comunicação com notas agressivas e distorcidas.

Utilizando-se da urgência na atenção ao meio ambiente e à adoção de práticas sustentáveis – preocupação real de toda a sociedade –, esses agentes econômicos buscam acobertar seus reais interesses: garantir uma reserva de mercado contra a concorrência de biocombustíveis mais modernos.

O que era, inicialmente, uma proposta de economia solidária e de incentivo ao uso de energia limpa, além de fonte de renda para a agricultura familiar e para o agricultor de baixa renda – com o plantio de palma e mamona para produção de biodiesel –, transformou-se em um negócio rentável apenas para os grandes produtores.

O biodiesel produzido hoje no Brasil é o de base éster. A característica química desse biodiesel gera problemas como o de criação de borra, com alto teor poluidor. Na prática, esse sedimento danifica peças automotivas, bombas de abastecimento, geradores de hospitais, máquinas agrícolas e motores estacionários. Outro dano ocasionado pela borra é o congelamento e contaminação do insumo. O biodiesel cristaliza em baixas temperaturas em motores quando as situações climáticas envolvem variação de temperatura e umidade.

Com a mesma soja e demais biomassas que se faz o biodiesel de base éster é possível fazer o diesel verde (HVO) – este, sim, sustentável e funcional. Mas as discussões sobre o incentivo à produção e uso de diesel verde não evoluem também por questões econômicas e políticas. Quem produz o biodiesel não quer o HVO. A verdade é que os atuais produtores de biodiesel não querem perder o lucro fácil e rápido do biodiesel de base éster, nem investir na modernização do processo industrial para produzir diesel verde.

Os responsáveis pela produção de biodiesel buscam empurrar essa realidade para debaixo do tapete.

O tema do uso do biodiesel e a sua atual forma de produção no Brasil precisam ser revisitados. Isso implica a promoção de estudos para identificar os impactos em toda a cadeia produtiva do Brasil, dos motores dos ônibus e caminhões, passando pelo distribuidor e pelo revendedor do diesel, até o transportador.

A indústria automotiva tem sofrido consequências com as avaliações de padrão de qualidade: perda da eficiência de motores, aumento do consumo de diesel e, consequentemente, mais poluição.

Donos de postos de combustíveis, além de problemas que enfrentam nas bombas, encaram a ira de motoristas que abastecem com a mistura de biodiesel e voltam para reclamar de pane em seus veículos, como se o combustível estivesse adulterado.

O transportador – que move este país –, por sua vez, tem se deparado com problemas mecânicos relacionados ao descompasso entre o teor do biodiesel e as limitações das tecnologias veiculares e peças automotivas. Além de gastar mais com um combustível que não é ambientalmente sustentável, ainda fica por vezes parado na estrada, perdendo tempo e aumentando seu prejuízo.  

Esses prejuízos se dão em virtude do desgaste prematuro de peças veiculares; da descompensação ambiental das emissões de poluentes; e da onerosa participação do biodiesel no preço final do diesel comercializado.

Não há mais tempo para ‘achismos’ (qual é a mistura ambientalmente mais viável, afinal?). Nem é momento, diante de tantas dificuldades já enfrentadas, de o país se curvar aos interesses econômicos de um setor que, sob o falso pretexto socioambiental, só quer lucrar mais. 

O Brasil deve olhar para a experiência mundial. A mistura para o consumidor final, para os motores funcionarem a contento, garantindo a redução de emissões, é de 7% na Comunidade Europeia; 5% no Japão e Argentina; de 1% a 5% no Canadá; e de 5% nos Estados Unidos, usualmente. E esses países estão na linha de frente das preocupações climáticas. Aqui, já se pratica um percentual de 10%.

Ouvir todos os setores que possam contribuir com o entendimento técnico do que representa a adição do biodiesel ao diesel nas atuais configurações é dever do Governo e do Legislativo brasileiros, porque isso afetará toda a sociedade. É o que todos esperamos.

CNT – Confederação Nacional do Transporte

Brasilcom – Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis 

Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores

Abicom – Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis

SindTRR – Sindicato Nacional dos Transportadores Revendedores Retalhistas (TRR) 

Fecombustiveis – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

NTC & Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística 

Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores

Saiba quais são os pontos de inspeção para vela de ignição em motos

Saiba quais são os pontos de inspeção para vela de ignição em motos - Foto: divulgação/NGK
Saiba quais são os pontos de inspeção para vela de ignição em motos – Foto: divulgação/NGK

 

A NGK, empresa especialista em componentes para sistemas de ignição, destacou os principais pontos a serem analisados na inspeção da vela de ignição para motos. Segundo a marca, através de uma análise visual é possível verificar se a vela está funcionando corretamente ou não. 

O consultor de Assistência Técnica da NGK, Hiromori Mori, falou sobre os pontos que podem ser identificados na inspeção da vela. “Durante a manutenção, o profissional tem a oportunidade de examinar a vela antiga identificando outros problemas no motor, como a presença de mistura rica, excesso de combustível, uso de combustível de má qualidade ou infiltração de água na câmara de combustão proveniente do sistema de arrefecimento”. 

 
 Principais pontos da inspeção 

 

  • Aparência da ponta da vela: a coloração escura sugere uma mistura rica, ou seja, excesso de combustível ou queima de óleo lubrificante; 
  • Excesso de folga entre eletrodos: indica desgaste das velas ou tentativas de ajuste da folga.; 
  • Arredondamento dos eletrodos da vela: Aponta desgaste dos eletrodos da vela que dificulta o centelhamento, o que provoca falhas e danos a outros componentes.  

 
 
 Vela desgastada pode causar danos ao sistema 

Segundo Hiromori, os danos causados pelas velas desgastadas podem chegar até o catalisador, causando a deterioração da peça.  “Utilizar velas desgastadas pode gerar danos ao sistema de ignição, o que acarretará em deteriorações ao catalisador, para as motocicletas que possuem o componente, devido ao combustível que não foi queimado”, disse o especialista. 

 Alguns dos sinais de que a vela pode estar com problema são a dificuldade na partida, marcha lenta irregular, falhas na aceleração, aumento do consumo de combustível e também dos níveis de emissões.  

Fras-le renova parceria com a Copa Truck para 2023

Fras-le renova parceria com a Copa Truck para 2023 - Foto: Rafa Catelan/Divulgação Fras-le
Fras-le renova parceria com a Copa Truck para 2023 – Foto: Rafa Catelan/Divulgação Fras-le

Fabricante brasileira será a fornecedora oficial de pastilhas de freio para a categoria 

 

Fras-le anunciou a renovação da parceria com a Copa Truck para a temporada 2023. Com o acordo, a empresa brasileira será pelo terceiro ano consecutivo a fornecedora oficial de pastilhas de freios para a categoria. Com início no dia 19 de março, em Goiânia/GO, o campeonato terá nove etapas disputadas até o mês de novembro.  

O diretor de negócios da linha comercial da Fras-le, Eduardo Manenti Vargas, comemorou a renovação da parceria entre as empresas. “Estamos muito felizes em renovar nossa parceria com a Copa Truck por mais uma temporada. A Fras-le sempre se destacou pela sua qualidade e tecnologia avançada para veículos comerciais, e estamos orgulhosos de poder levar as pastilhas de freio para a maior categoria de caminhões do planeta”, declara Eduardo. 

Para a empresa, a presença na Copa Truck é uma oportunidade para demonstrar a qualidade de seus produtos para os clientes e também ajudar a promover corridas cada vez mais emocionantes ao público que acompanha a categoria nos autódromos e também pela TV.  

“Encarar desafios para promover a mobilidade está no DNA da Fras-le: está em todo processo, nos projetos, nos desenvolvimentos, nos testes, na fabricação e nas aplicações. É o que nos move. E a Copa Truck exige o máximo em termos de desempenho e segurança dos freios”, afirma Eduardo que completa: “estamos sempre em busca de inovações que possam trazer ainda mais benefícios aos competidores e garantir que a competição seja cada vez mais emocionante. Com a Copa Truck, a Fras-le se sente em casa”. 

Quem também comemorou o acordo foi o CEO da Mais Brasil, Carlos Col, que comanda a empresa organizadora da Copa Truck. “A chegada da Fras-le em 2021 trouxe muito à Copa Truck. Ela incrementou a competitividade da categoria, aumentou a segurança de pilotos e equipes e estabeleceu uma importância no trabalho de excelência em freios que até então não era vista, destaca Carlos.  

Magneti Marelli lança bomba de óleo para o HB20

Magneti Marelli lança bomba de óleo para o HB20 - Foto: divulgação/Magneti Marelli
Magneti Marelli lança bomba de óleo para o HB20 – Foto: divulgação/Magneti Marelli

Novo código chega para atender a reposição do Hyundai HB20 1.6 

 

A Magnetti Marelli lançou bomba de óleo para atender a reposição do Hyundai HB20 1.6. O novo código, BMMOP10001, passa a integrar o portfólio da marca que conta com outros 60 itens, cobrindo cerca de 60% da frota circulante no Brasil.  

 A bomba de óleo é responsável pelo fluxo de óleo no motor, lubrificando e auxiliando na refrigeração dos componentes internos que sofrem atrito, como os anéis de pistões, comando de válvula, virabrequim, bronzinas e camisas. A Magneti Marelli destaca também a importância da manutenção da bomba de óleo que precisa estar em perfeitas condições para garantir a lubrificação dos componentes móveis do motor.  

 Apesar de não existir uma quilometragem definida para efetuar a manutenção, o recomendado pela empresa é trocar a peça sempre que os componentes internos do motor passarem por reparos ou substituição. Segundo a marca, alguns dos sinais de que é necessário fazer uma revisão na peça são o acendimento da luz do óleo no painel do veículo e ruídos vindos do motor.  

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