Copa Truck 2023 começa neste final de semana em Goiânia

Caminhões da Copa Truck
Copa Truck 2023 começa neste final de semana em Goiânia

 

A Copa Truck 2023 terá início no próximo fim de semana no Autódromo Internacional de Goiânia/GO, com as atividades na pista começando na sexta, dia 17 (fechado ao público), continuando no sábado com os treinos e classificação e a corrida no domingo, dia 19. A prova terá transmissão da Band em TV aberta e também do canal fechado Sportv. 

O Autódromo Internacional Ayrton Senna possui 3,83 Km de extensão e recebe a Copa Truck desde 2017. O recorde da pista na Copa Truck é do Wellington Cirino, com o tempo de 1:46:931, marcado em 2018. Em 2023, serão duas etapas no local. Além da corrida no próximo final de semana, o circuito receberá a última etapa da temporada no dia 19 de novembro. 

 

Copa Truck 2023 é a sétima temporada da categoria de caminhões

 

A Copa Truck teve sua primeira temporada disputada em 2017, após divergência das equipes e pilotos com a antiga categoria que participavam. Em 2023, a categoria chega a sua sétima temporada com novidades para o novo ano. Entre elas, a chegada de dois pilotos conhecidos do público: Bia Figueiredo e Caio Castro. 

Bia Figueiredo possui ampla carreira no automobilismo, tendo disputado a Fórmula Indy, quatro Indy 500 e Stock Car. Em 2023, fará sua estreia na Copa Truck pilotando o caminhão #111 da ASG Motorsport. Bia terá como um dos companheiros de equipe o piloto Caio Castro, famoso por sua atuação como ator em diversas produções, mas que tem se dedicado ao mundo das corridas nos últimos anos. Caio terá a missão de conduzir o caminhão #22 durante a temporada. 

O campeonato contará com nove etapas que acontecerão em sete finais de semanas, passando por cinco cidades pelo Brasil. Após Goiânia, a Copa Truck irá passar por São Paulo, Londrina, Cascavel e Tarumã. A temporada 2023 contará com duas rodadas duplas, com corridas no sábado e no domingo que acontecerão em Londrina e em Cascavel.

Para esse ano, a Revista O Mecânico fechou uma parceria com a Copa Truck para a cobertura de campeonato e outras ações a serem realizadas durante a temporada. 

 

 

Caminhões Copa Truck
Caminhões Copa Truck

 

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Serviço

 

1ª Etapa: Autódromo Internacional de Goiânia 

Extensão: 3,83 Km  

Data: 17/03 – Treinos  

18/03 – Treinos e Classificação   

19/03 – Corrida, às 11h10 

Transmissão: Band e Sportv 

Ingressos: Clique aqui

 

Caminhões Copa Truck
Caminhões Copa Truck

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Calendário Copa Truck

 

1ª Etapa – 19/03 – Goiânia/GO 

2ª Etapa – 30/04 – São Paulo/SP 

3ª Etapa – 03/06 – Londrina/PR 

4ª Etapa – 04/06 – Londrina/PR 

5ª Etapa – 01/07 – Cascavel/PR 

6ª Etapa – 02/07 – Cascavel/PR 

7ª Etapa – 06/08 – São Paulo/SP 

8ª Etapa – 15/10 – Tarumã/RS 

9ª Etapa – 19/11 – Goiânia/GO 

 

Pilotos para a temporada 2023

 

#1 – Wellington Cirino – Usual Racing – Iveco 

#3 – Ricardo Alvarez – PP Motorsport | Mercedes-Benz 

#4 – Felipe Giaffone – R9 Competições | Volkswagen 

#5 – Adalberto Jardim – AJ5 ECO Sports – Mercedes-Benz 

#7 – Debora Rodrigues – R9 Competições | Volkswagen 

#10 – Felipe Lapenna – Tiger Team | Mercedes-Benz 

#15 – Roberval Andrade – ASG Motorsport – Mercedes-Benz 

#17 – Thiago Rizzo – R9 Competições | Volkswagen 

#21 – Djalma Pivetta – Usual Racing | Iveco 

#22 – Caio Castro – ASG Motorsport – Mercedes-Benz 

#23 – Victor Franzoni – Tiger Team – Mercedes-Benz 

#25 – Jaidson Zini – ASG Motorsport – Mercedes-Benz 

#27 – Fábio Fogaça – FF Motorsport | Mercedes-Benz 

#26 – Raphael Abbate – ASG Motorsport | Mercedes-Benz 

#28 – Danilo Dirani – Usual Racing | Iveco 

#29 – Pedro Paulo Fernandes – PP Motorsport | Mercedes-Benz 

#33 – Rodrigo Taborda – Vanucci Racing | Volvo 

#43 – Glauco Barros – Tiger Team | Mercedes-Benz 

#45 – Daniel Kelemen – ASG Motorsport | Mercedes-Benz 

#55 – Paulo Salustiano – Odapel Racing/R9 | Volkswagen 

#57 – Felipe Tozzo – Dakar Motorsport | Iveco 

#69 – Evandro Camargo – Tiger Team | Mercedes-Benz 

#70 – Kleber Eletric – Eletric Truck | Scania 

#71 – Pe Jota – PJ Team | Mercedes-Benz 

#72 – Djalma Fogaça – FF Motorsport | Mercedes-Benz 

#73 – Leandro Totti – Vanucci Racing | Volvo 

#77 – André Marques – R9 Competições | Volkswagen 

#81 – José Augusto Dias – Odapel Racing/R9 | Volkswagen 

#83 – Regis Boessio – Boessio Competições | Volvo 

#88 – Beto Monteiro – R9 Competições | Volkswagen 

#99 – Luiz Lopes – ASG Motorsport | Mercedes-Benz 

#00 – Danilo Alamini – R9 Competições | Volkswagen 

#111 – Bia Figueiredo – ASG Motorsport | Mercedes-Benz 

 

Campeões da Copa Truck

 

2017 – Felipe Giaffone – RM Competições | Volkswagen 

2018 – Roberval Andrade – Dakar Corinthians Motorsports | Scania 

2019 – Beto Monteiro – RM Motors | Volkswagen 

2020 – Beto Monteiro – R9 Competições | Volkswagen 

2021 – André Marques – AM Motorsport | Mercedes-Benz 

2022 – Wellington Cirino – ASG Motorsport | Mercedes-Benz 

 

Texto: Daniel Palermo
Fotos Duda Bairros e Vanderley Soares/Copa truck

 

Cummins Meritor recebe selo ambiental nas embalagens das peças de reposição

Cummins recebe selo ambiental nas embalagens das peças - Foto: divulgação/Cummins
Cummins recebe selo ambiental nas embalagens das peças de reposição – Foto: divulgação/Cummins Meritor

Iniciativa faz parte da estratégia de sustentabilidade da Cummins, chamada de “Destino ao zero” 

 

A Cummins Meritor recebeu uma certificação ambiental que estará presente nas embalagens das peças de reposição da marca a partir do mês de abril. O selo Eureciclo garante que a empresa utilize práticas sustentáveis, investindo no desenvolvimento de uma cadeia de reciclagem por meio da compensação ambiental nas suas embalagens. 

A iniciativa integra o programa “Destino ao Zero”, que prevê a adoção de tecnologias mais limpas nas peças e motores fabricados pela a empresa, visando a redução dos impactos de gases do efeito estufa na atmosfera. Segundo a Cummins Meritor, com a nova certificação, o objetivo é reforçar o posicionamento sustentável da marca e estimular o setor da reciclagem no Brasil.  

O selo Eureciclo certifica a logística reversa das embalagens através de uma plataforma de rastreamento. Os dados disponibilizados comprovam a compensação e garante que empresas certificadas mandem recursos para o desenvolvimento da cadeia. Com essas ações, estabelece-se uma solução para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a meta de 22% de logística reversa das embalagens da empresa. 

Ônibus movido a GNV inicia testes no Paraná

Ônibus movido a GNV inicia testes no Paraná - Foto: divulgação/Scania
Ônibus movido a GNV inicia testes no Paraná – Foto: divulgação/Scania

 

A Scania e a Compagas iniciaram os testes com um ônibus movido a GNV na região metropolitana de Curitiba/PR. Os testes terão duração de 30 dias e têm como objetivo a implementação de um projeto de mobilidade urbana sustentável por meio do uso do gás natural, realizado de forma conjunta pela Compagas, AMEP, Scania e o governo estadual.  

Detalhes do ônibus movido a GNV 

O Scania K280 4×2 que está sendo utilizado nos testes possui 280 cv, motor Ciclo Otto e pode circular abastecido com gás, biometano ou uma mistura dos dois. O veículo foi equipado com oito cilindros de gás natural que foram instalados na lateral dianteira, gerando uma autonomia de 300 km.  

Caso haja necessidade de adicionar autonomia ao veículo, é possível instalar mais cilindros que podem ser alocados entre as longarinas do chassi abaixo do assoalho, ou sobre o teto do veículo.  

No quesito segurança, os cilindros possuem três válvulas (vazão, pressão e temperatura) que liberam o gás em casos de anomalia. Os cilindros são fabricados a partir de ogivas de mísseis, conferindo mais robustez. Em caso de incêndio ou colisão, o gás é liberado na atmosfera sem oferecer riscos de explosões.  

 

Foto: divulgação/Scania
Foto: divulgação/Scania

Benefícios do uso do ônibus movido a GNV 

O uso do gás natural permite uma redução significativa de poluentes lançados na atmosfera. Quando comparado com o diesel, a redução na emissão de CO2 pode chegar até 20%. A redução de óxidos de nitrogênio (NOx) é de quase 90% e o de materiais particulados pode chegar até 85%.  

 O CEO da Compagas, Rafael Lamastra Jr, falou sobre os benefícios do GNV na frota de transporte coletivo. “O gás natural é reconhecido como uma energia mais limpa e colabora diretamente para a transição energética com melhor competitividade. Já os veículos de transporte coletivo a gás são uma realidade nas principais cidades do mundo e nós precisamos aplicar essa tecnologia em nosso Estado, realizando a substituição de ônibus por modelos capazes de contribuir com o meio ambiente, a saúde da população e com a economia”, diz o executivo. 

 

Nakata destaca cursos gratuitos em parceria com o Curso do Mecânico

Nakata destaca cursos gratuitos em parceria com o Curso do Mecânico - Foto: divulgação/Nakata
Nakata destaca cursos gratuitos em parceria com o Curso do Mecânico – Foto: divulgação/Nakata

 

A Nakata, em parceria com o Curso do Mecânico, destacou quatro cursos destinados a mecânicos e vendedores, que são oferecidos de forma gratuita em sua plataforma de EAD por meio de videoaulas.Os assuntos tratados são amortecedores, suspensão linha leve, direção linha leve e consultor de vendas.  

Segundo a gerente de Marketing da Nakata, Sabrina Carbone, os cursos têm como objetivo manter os profissionais da área sempre atualizados. “A Nakata investe constantemente em capacitação técnica para os profissionais do setor de reparação de veículos, bem como da área de vendas, sempre com o objetivo de garantir que estejam atualizados sobre as novidades em produtos, dicas de manutenção e aplicação”, comenta Sabrina. 

 

Cursos gratuitos oferecidos pela Nakata em parceria com o Curso do Mecânico

O curso de suspensão linha leve é composto por oito vídeos onde são apresentados um pouco da história da suspensão, conceito, tipos, componentes, diagnóstico e manutenção do sistema, além de contar com passo a passo com procedimentos para a troca dos amortecedores, pivôs e bandeja no Fiat Palio Fire. 

O curso de Direção de Linha Leve possui cinco aulas com duração máxima de 12 minutos cada, tratando de temas como a história do sistema de direção, conceitos, tipos, componentes e cuidados ao fazer o diagnóstico. 

Já o curso de consultor de vendas possui nove aulas e abrange temas como introdução ao sistema de suspensão e direção – pivô e terminal de direção, terminal axial, caixa de direção, bieleta e mola helicoidal, além de kit do amortecedor, bandejas, buchas de bandeja e vendas. 

Ao concluir as avaliações dos cursos, o aluno pode obter o certificado de conclusão. 

Como identificar sinais de problema na bandeja de suspensão?

Como identificar sinais de problema na bandeja da suspensão? - Foto: divulgação/Nakata
Como identificar sinais de problema na bandeja da suspensão? – Foto: divulgação/Nakata

Ruídos ao trafegar em ruas esburacadas pode ser sinal de desgaste da bandeja de suspensão

 

A bandeja de suspensão é uma peça que está diretamente ligada ao conforto, estabilidade e segurança de um veículo. Segundo a Nakata, ela é fundamental para o bom desempenho do carro ao suportar as forças laterais nas curvas, garantir apenas o movimento vertical das rodas, manter o alinhamento e limitar o movimento das rodas nos arranques e frenagens. 

O gerente de Serviços e Engenharia da Nakata, Jefferson Credidio, falou sobre a importância da bandeja de suspensão nos veículos. “A peça é fundamental para o bom desempenho do veículo, pois além de ligar as rodas ao chassi, suporta as forças laterais nas curvas, garante que as rodas se movimentem apenas verticalmente, mantém o alinhamento e limita movimento das rodas nos arranques e frenagens”, comenta Jefferson. 

Porém, para garantir seu bom funcionamento, é essencial que ela esteja em boas condições. Ao perceber ruídos ao trafegar por vias esburacadas, pode ser um indício de que a bandeja tenha algum problema como trincas, ou buchas e pivôs desgastados. O recomendado nesses casos é rebocar o carro até uma oficina mecânica de confiança para efetuar o diagnóstico e a substituição das peças.  

 

Vale a pena ter uma oficina premium independente? | Raio X: Porsche Macan

 

Embora seja o modelo de entrada da tradicional fabricante de Stuttgart, o Porsche Macan é um SUV médio com todas as características de esportividade e requinte da marca. Baseado na plataforma do Audi Q5, o Macan tem motor 2.0 turbo a gasolina de 4 cilindros em linha, 265 cv de potência a 5.000 rpm e 40 kgfm de torque a 1.800 rpm. Na transmissão, o câmbio é o PDK de dupla embreagem e 7 marchas, e a tração é integral. Mesmo em um país como o Brasil, existe mercado para o reparo independente de marcas premium como a Porsche. E o Macan, como é o modelo mais vendido, certamente vai precisar de especialistas fora da rede oficial. Mas como é a primeira análise de reparabilidade de um veículo como esse? Mais ainda: compensa ao mecânico investir nesse nicho premium? É o que conversamos com o professor de engenharia da FMU e consultor técnico da REVISTA O MECÂNICO, Fernando Landulfo, durante a análise do Macan em nosso estúdio-oficina.

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Primeiro caminhão de corrida híbrido do mundo estreia na Copa Truck 2023

Primeiro caminhão de corrida híbrido do mundo estreia na Copa Truck 2023 - Foto: divulgação/Volkswagen
Primeiro caminhão de corrida híbrido do mundo estreia na Copa Truck 2023 – Foto: divulgação/Volkswagen

 

 

O primeiro caminhão de corrida híbrido do mundo fará sua estreia em corridas no neste domingo, dia 19, pela Copa Truck no autódromo de Goiânia. O modelo que será utilizado será o VW Meteor Mission Zero, fruto de uma parceria entre a Volkswagen Caminhões e Ônibus, CBMM, Ciser, Giaffone Eletric e R9 Competições, e será comandado pelo experiente piloto Felipe Giaffone.  

Primeiro caminhão de corrida híbrido combina motor a diesel e outro elétrico

 

Visando o processo de descarbonização, o novo caminhão possui um conjunto de trem de força híbrido, composto por um motor a diesel e outro elétrico. O veículo irá utilizar de forma sincronizada ambos os motores em conjunto com um sistema de regeneração de energia durante as frenagens para recarregar as baterias. 

O diretor de Marketing da Volkswagen Caminhões, Luciano Cafure, falou sobre o novo caminhão. “A Volkswagen Caminhões e Ônibus demonstra, mais uma vez, seu pioneirismo no desenvolvimento de novas tecnologias, apoiando tecnicamente essa iniciativa que busca o avanço da categoria Copa Truck rumo à neutralização das emissões de carbono dos veículos, promovendo uma competição mais sustentável”, explica Luciano. 

 

Copa Truck servirá como laboratório

 

A Copa Truck servirá como laboratório para novas tecnologias que serão exploradas e precisam ser testadas em condições extremas, tendo como foco a eficiência energética, segurança, otimização de peso e neutralização das emissões de carbono.  

 O gerente de Marketing da Ciser, Jackson Dal Comuni, citou que acredita que essa é uma boa oportunidade de elevar o nível de competição da categoria a outro patamar. “Acreditamos que essa é a oportunidade para levar a competição a um novo patamar de desempenho e sustentabilidade, sendo um importante passo para a indústria automotiva”, destaca Jackson. 

Quem também está animado com a iniciativa é o piloto da R9 Competições, Felipe Giaffone. “Estou muito feliz em participar deste projeto tão inovador e inspirador ao lado de parceiros incríveis”, afirma o piloto. 

 

Texto: Daniel Palermo

Raio X Fiat Cronos CVT 2023: como é a manutenção básica

Raio X Fiat Cronos CVT 2023 - Foto de abertura-raio x - ed.346
Raio X Fiat Cronos CVT 2023

Raio X Fiat Cronos CVT 2023: confira as condições de manutenção do sedã compacto da Fiat, com motor 1.3 de aspiração natural e câmbio CVT

texto & fotos Vitor Lima

O Fiat Cronos, sedã compacto fabricado na Argentina, manteve as linhas exteriores da versão Drive S-Design 2022 em comparação com a nova top de linha, Precision 2023. Porém, no quesito mecânica, houve atualização na transmissão do veículo. A exemplo do SUV Pulse, agora há o Fiat Cronos CVT com o motor Firefly 1.3 4-cilindros e câmbio CVT de 7 marchas pré-programadas.

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Foto 02-raio x - ed.346Edualbert Ribeiro. proprietário da oficina Ridha Manutenção Automotiva em São Bernardo do Campo/SP

Para os modelos de 2022 de mesma motorização, só havia opção da caixa de transmissão manual C513 de 5 marchas. O Fiat Cronos CVT 2023 consegue desenvolver 107 cv e 97 cv de potência, abastecido com Etanol e Gasolina, respectivamente, apontando números relativamente semelhantes ao modelo de 2022 de mesma motorização com 109 cv e 101 cv (E/G) a 6.250 rpm e 6.000 rpm respectivamente.

O torque máximo obtido do Fiat Cronos CVT 2023 é de 13,7 kgfm e 13,2 kgfm (E/G) a 4.000 rpm. O modelo do ano anterior fornece o torque de 14,2 kgfm e 13,7 kgfm (E/G) a 3.500 rpm. Os valores dimensionais do veículo são os mesmos do modelo de 2022.

Em relação ao interior do novo Fiat Cronos CVT, o painel possui uma central multimídia de 7 polegadas com sistema Uconnect. Para dar partida no motor, há o sistema Keyless Entry N’Go,
necessitando apenas da presença da chave dentro da cabine do sedã para liberar a partida do motor por meio do botão localizado atras do volante, no lado direito.

Para auxiliar o condutor em partidas com aclive, a Fiat adotou o sistema Hill Holder, que mantem o veículo parado em ladeiras sem a necessidade do motorista segurar o pedal dos freios, ou até acionar o freio de estacionamento. Controle de tração e estabilidade e câmera de ré com linhas dinâmicas também estão disponíveis no modelo.

Para analisar as condições de manutenção do Fiat Cronos CVT na versão Precision, que parte do valor de R$ 106.790, a Revista O Mecânico convidou o mecânico e proprietário da Ridha Manutenção Automotiva, localizada em São Bernardo do Campo/SP, Edualbert Ribeiro.

Abrindo o capô do Fiat Cronos CVT

O profissional falou sobre o espaço encontrado para manutenção logo com a abertura do capô (1). “Tem acesso fácil a parte do motor, vela, alternador, parte de sonda, arrefecimento, muito fácil”, comenta Edualbert.

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O coxim lateral do motor que ajuda na sustentação do motor, fica localizado logo abaixo da tubulação de climatização (2). “Você vai ver que a flexibilidade é muito fácil para soltar a parte do coxim do motor, não tem dificuldade nenhuma, bem simples”, informa o profissional.

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Para acessar as válvulas de serviço da climatização, não há nenhuma dificuldade, fazendo com que as inspeções ou intervenções necessárias sejam facilitadas (3) e (4). A substituição do filtro de cabine deve ocorrer a cada 10 mil km, conforme recomendação do manual do Fiat Cronos CVT.

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A bomba de vácuo (5) fica próxima a fixação superior da torre do amortecedor dianteiro do lado direito do Fiat Cronos CVT. “A bomba de vácuo é para melhorar a eficiência na parte da frenagem do veículo”, informa o profissional. Devido ao coletor de admissão trabalhar com pouca depressão, possuindo pressão positiva, é necessário a bomba de vácuo auxiliar para criar a depressão necessária para o servo-freio.

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O alternador (6), a correia de acessórios (7) e o tensionador (8) não possuem dificuldades de acesso por parte do mecânico. “A facilidade é grande. Tanto o tensionador para realizar a substituição, quanto a manutenção é bem simples”, comenta Edualbet. A Fiat recomenda em seu manual a substituição da correia de acessórios a cada 60 mil km ou 48 meses e que seja realizado a inspeção do componente a cada 20 mil km.

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O motor 1.3 Firefly que está presente nesta versão do Fiat Cronos não utiliza correia dentada, o sincronismo é feito por corrente. Edualbert lembra ao mecânico sobre a utilização do óleo de motor. “Tem que estar sempre atento na parte de lubrificação, a parte da substituição do óleo, utilizando sempre óleo correto”, comenta o mecânico.

Referente ao fluido lubrificante que deve ser utilizado para este motor, a Fiat utiliza o lubrificante homologado Mopar Maxpro Syntetic 0W-20 com classificação de serviço API SP/GF-6. Para o uso de outro óleo que não seja homologado, há necessidade de que o lubrificante seja totalmente sintético e possua viscosidade SAE 0W-20 com classificação API SN/ ILSAC GF-5 e que atenda a norma Fiat 9.55535.

A Fiat recomenda no plano de manutenção do veículo que seja realizada a substituição do óleo do motor a cada 10 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. Em caso de utilização severa, os períodos devem ser reduzidos pela metade.

Edualbert informa possíveis riscos de não utilizar os lubrificantes recomendados pela fabricante. “Pode danificar o motor e a própria corrente do motor”, comenta e acrescenta. “Pode ocasionar muita borra, entupimento de bomba de óleo, danificar o variador entupindo as telas. Isso vai danificar a parte do motor. Então, como ele tem no manual recomendado o óleo 0W-20, vamos utilizar o óleo 0W-20 para não ter piores consequências”, conclui o mecânico.

A tampa para enchimento de óleo do motor e a vareta de verificação do nível de óleo são um único componente (9). O consumo de óleo máximo admitido no manual é de 400 ml a cada 1 mil km. A verificação do nível de óleo deve ocorrer a cada 3 mil km.

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Os sensores de oxigênio do motor podem ser acessados sem a necessidade de remoção de outros componentes. Tanto a sonda pré catalisador (10), quanto a sonda pós (11) estão bem localizadas e com livre acesso.

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O sensor de fase (12) também possui livre acesso para uma possível inspeção ou intervenção com o componente.

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Duas das quatro bobinas de ignição (13) podem ser vistas e acessadas sem a necessidade de remoção de outros componentes. Porém, para ter acesso as duas bobinas restantes, há necessidade de retirar a caixa do filtro de ar (14) que fica acima do motor.

 

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As bobinas de ignição do motor devem ser substituídas a cada 40 mil km, independentemente do tempo. Os períodos indicados para troca do filtro de ar do motor são a cada 30 mil km ou 36 meses, o que ocorrer primeiro. Em caso de uso severo do Fiat Cronos CVT, a fabricante recomenda que o período para substituição do filtro de ar do motor seja reduzido para 10 mil km ou 12 meses. Vale ressaltar que a inspeção periódica do elemento filtrante de ar do motor deva ser efetuada com maior frequência.

Para acessar a fixação superior dos amortecedores dianteiros (15) não há necessidade da retirada de nenhuma proteção plástica que possa cobrir a fixação do componente.

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Iniciando a análise com o sistema de arrefecimento do motor, temos o vaso de expansão que está localizado na parte dianteira do lado esquerdo do veículo (16). O líquido de arrefecimento utilizado e homologado é o Mopar Coolant OAT 50, este que é pronto para uso. Conforme o plano de manutenção do Fiat Cronos CVT, o fluido deve ser substituído a cada 240 mil km ou 120 meses (10 anos).

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A cúpula da válvula termostática (17) está a vista e não há muita dificuldade de acesso para efetuar-se um diagnóstico no componente.

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Ainda sobre o sistema de arrefecimento do motor, o eletro ventilador do radiador (18) está bem visível atrás do para-choque e possui um bom espaço para trabalho do mecânico, assim como o conector elétrico (19) que é visto ao levantar o veículo. “A ventoinha possui acessibilidade bem simples, até a parte de teste dos conectores que estão lá embaixo, o acesso é bem fácil”, comenta Edualbert.

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A bateria 12V do Fiat Cronos CVT é do tipo EFB de 60Ah e CCA de 475A (20). Essa bateria apesar de ser EFB não possui o sistema “Stop-Start” disponível para essa versão analisada do Fiat Cronos.

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O reservatório do fluido de freio possui a indicação em sua tampa de utilização do fluido DOT4 (21). A substituição do fluido de freio deve ocorrer a cada 40 mil km ou 24 meses, o que ocorrer primeiro.

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Ao lado da torre do amortecedor dianteiro esquerdo do Fiat Cronos CVT, está o módulo do ABS (22).

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No que diz respeito à parte elétrica, uma das caixas de fusíveis fica localizada no cofre do motor (23). “Temos aqui uma parte, e a outra fica lá dentro, no compartimento do painel”, informa o mecânico sobre a existência de outra caixa de fusíveis que fica dentro da cabine do Fiat Cronos CVT. O acesso ao grupo ótico no caso de uma possível intervenção foi comentando pelo profissional (24). “Tem alguns veículos que vem uma capa, tem dificuldade por ter que desmontar. Mas, esse é bem simples, tem um compartimento de borracha, só retirar e a substituição das lâmpadas é bem fácil, tanto de um lado como do outro”, informa Edualbert.

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O sistema de circulação de vapores provenientes do combustível, que são filtrados e encaminhados para o sistema de admissão, pode ser reconhecido pela mangueira de coloração azul (25).

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O corpo de borboleta (26) fica localizado abaixo da caixa do filtro de ar, mas a sua visualização e acesso podem ser feitos pela lateral da caixa, próximos do reservatório do fluido de freio. “O corpo de borboleta tem acessibilidade bem simples para um diagnóstico tanto no conector, como uma manutenção preventiva”, comenta o mecânico.

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Por baixo do Fiat Cronos CVT

Após levantar o Fiat Cronos CVT no elevador, foi analisado o que o mecânico irá encontrar por de baixo do Fiat Cronos. O compressor do ar-condicionado está bem a vista e com amplo espaço para manutenção (27). Nota-se que a visualização da correia de acessórios também é visível e facilmente acessível.

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Próxima a polia do virabrequim é possível visualizar a bomba d’agua (28) do motor. “Ela funciona pelo sincronismo da corrente. Então sempre tem que estar atento na parte do óleo, porque o sincronismo faz a movimentação da bomba d’agua”, alerta Edualbert sobre os cuidados com o óleo do motor.

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“O filtro de óleo tem remoção bem simples. A remoção do cárter também não é complicada”, informa o mecânico sobre a acessibilidade do filtro de óleo do motor (29) e o cárter do óleo. Este que possui o seu bujão de dreno (30) voltado para parte de trás do Fiat Cronos CVT.

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Em alguns veículos o acesso ao motor de partida (31) se torna complicado, mas no caso do Fiat Cronos CVT, o mecânico não encontrará nenhuma dificuldade.

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Partindo para a transmissão automática, o Cronos possui um câmbio CVT no qual a sua caixa possui trocador de calor e o bujão para dreno do fluido está voltado para baixo (32). De acordo com o manual de manutenção para este veículo, a Fiat informa que não há necessidade da substituição do fluido.

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O mecânico deu sua opinião sobre essa recomendação de não substituir o óleo do câmbio CVT. “Nós recomendamos, como mecânicos, sempre realizar uma manutenção preventiva. Em média com 40 mil km é recomendado substituir. Isso é para uma prevenção, não é uma obrigação, para preservar a durabilidade do câmbio”, comenta o profissional.

Ainda sobre a troca do fluido de câmbio, Edualbert explicou as consequências que podem ocorrer no caso de não se efetuar a substituição do fluido. “O atrito cria um resíduo, uma sujeira que começa a danificar os solenoides e outras partes internas do câmbio. Então, para não ocasionar esse dano o certo é sempre fazer uma manutenção preventiva”, informa o mecânico e acrescenta. “Uma preventiva é bem melhor que uma corretiva”, conclui o profissional.

Em manual, a Fiat não informa a especificação do fluido utilizado no Fiat Cronos CVT. Apenas há indicação do fluido para as caixas de marchas manuais. Em caso de uma substituição do fluido, lembre-se de trocar o filtro em conjunto.

Componentes como semieixo (33) e a bandeja de suspensão (34) mantiveram seu acesso simples. “Bem simples a manutenção e a substituição também”, comenta Edualbert.

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As bieletas (35) possuem a fixação inferior na barra estabilizadora e a sua fixação superior no amortecedor.

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No Fiat Cronos CVT, o amortecedor pode ser substituído sem a necessidade de acesso a fixação superior por dentro do porta-malas. A fixação superior pode ser acessada pela parte de externa do veículo (36).

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O conector do sensor do ABS para as rodas do eixo dianteiro está posicionado na parte superior da manga de eixo (37). O acesso também é simples nos sensores do eixo traseiro (38). Para este veículo, o freio de estacionamento é mecânico e possui acionamento manual.

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O sistema de direção do Fiat Cronos CVT possui caixa mecânica (39) e conta com assistência elétrica. A caixa mecânica é facilmente vista e com boa acessibilidade ao mecânico.

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Outro sistema do Fiat Cronos CVT que não possui dificuldade de identificação e intervenção com seus componentes é o sistema de exaustão. Após a sonda-lambda pós catalisador, há um pequeno caminho de tubulação contendo uma malha (40) que faz conexão com o tubo intermediário que contém o primeiro silencioso do veículo (41). O segundo silencioso está após o eixo de suspensão traseiro (42).

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Raio X Fiat Cronos CVT 2023 - Fig41-raio x - ed.346

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O tanque de combustível possui capacidade para abastecimento de 48 litros e fica localizado a frente do eixo traseiro. É possível acessar a mangueira de abastecimento do tanque de combustível sem nenhuma dificuldade, caso seja necessária alguma intervenção com o componente (43).

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O filtro de combustível está localizado a frente do tanque ao lado direito (44). “Fácil acesso de troca. A substituição dele é bem simples”, destaca o mecânico. A substituição do filtro de combustível deve ser efetuada a cada 20 mil km, conforme recomendado no manual do veículo.

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É possível verificar a tubulação para o sistema de recirculação de gases (45), próximo ao amortecedor no eixo traseiro.

Raio X Fiat Cronos CVT 2023 - Fig45-raio x - ed.346

Após analisar as condições de manutenção do Fiat Cronos Precision 2023, Edualbert aprovou os aspectos de reparabilidade do Fiat Cronos CVT. “Fácil manutenção, os mecânicos vão adorar pela manutenção bem simples”, comenta.

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Confira os vídeos com o Raio X Fiat Cronos CVT 2023.

 

Entrevista: Cinco perguntas para a Fremax

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Sergio Montagnoli

 

A Fras-le concluiu a aquisição da Nakata em meados de 2020, em uma operação que girou em torno dos R$ 457 milhões de reais. Com a aquisição, assumiu o controle da empresa tanto em São Paulo, quanto em Minas Gerais, e agregou ao seu quadro de funcionários mais de 400 colaboradores que atuavam na Nakata. Sergio Montagnoli, diretor de Vendas e Marketing, assumiu também a mesma função na Fremax e Controil. Em entrevista exclusiva à Revista O Mecânico, Sergio pontuou os resultados de 2022 da Fremax, falou sobre as expectativas da empresa para 2023 e compartilhou sua visão acerca do futuro para o aftermarket brasileiro.

REVISTA O MECÂNICO: Como foi o ano de 2022 para a Fremax?

SERGIO MONTAGNOLI: Foi um ano muito positivo para a Fremax e para todo o grupo Fras-le, do qual a Fremax faz parte. Um ano de crescimento da receita e com muitos lançamentos para oferecer maior disponibilidade de itens à frota circulante de veículos, que segue em evolução. A marca Fremax teve este ano o lançamento de um novo conceito de comunicação com o slogan “Fremax. O máximo em movimento” que traduz a excelência de execução e todas as inovações que a destacam no mercado com os seus mais de 2.400 itens, cobertura para 65 mil aplicações por modelos de veículos para mais de 50 montadoras ao redor do mundo. Marca presente em todos os continentes, com centros de distribuição no Brasil, Argentina, Colômbia e Holanda. As inovações estão presentes em várias áreas: indústria, gestão e engenhara, validadas pela nossa participação nas montadoras e retratadas em nossos produtos, entre elas, a mais recente, a tecnologia chamada Safety Check que consiste em um indicador que permite verificar o nível de desgaste para detectar a hora certa de efetuar a substituição da peça. Mas também tem Stop and go que é um acabamento da superfície do disco de freio com ranhuras concêntricas que proporciona melhor e mais rápido assentamento das pastilhas e a liga metálica Carbon Plus, responsável por melhorar a dissipação do calor durante a frenagem, gerando mais eficiência. Já a tecnologia Painted Disc é a pintura de preto do cubo do disco e do tambor, presente em todo o portfólio, que suporta temperaturas de 600ºC, garantindo a proteção contra a corrosão, preservando a estética do produto e do veículo. Há ainda o Ready to go que consiste em uma camada de óleo protetivo que dispensa a limpeza do disco ou tambor antes da aplicação, além de não contaminar as pastilhas e as sapatas, economizando tempo na manutenção do sistema de freio, todas visando facilitar o dia a dia do mecânico e a melhor performance de frenagem para o proprietário do veículo.

Comentário 01 - Entrevista - Ed.346

O MECÂNICO: Quais as expectativas para 2023?

SERGIO MONTAGNOLI: Como nosso negócio se concentra no mercado de reposição, seja ele no Brasil ou no exterior, as expectativas são de crescimento sustentado atendendo a demanda gerada pela frota circulante e sua necessária manutenção. Também como pontos positivos temos o atual preço dos veículos novos e disponibilidade limitada que impulsiona o aftermarket na linha leve, bem como a safra recorde prevista, que favorecerá a linha comercial/pesada. Como contraponto, a ver como se comportam os custos das commodities e matérias-primas diante de algumas incertezas internacionais, pois elas têm forte impacto na formação dos preços dos produtos. E fica ainda no radar eventuais reflexos da pandemia na Ásia, que pode vir afetar a oferta de produtos no primeiro semestre. Já vimos isso acontecer em 2022, após o feriado do ano novo chinês.

O MECÂNICO: O que a Fremax espera para o mercado de reposição de autopeças nesse momento pós-pandemia?

SERGIO MONTAGNOLI: Além do crescimento, o aftermarket, embora tenha dinâmicas próprias, deverá ser mais permeável à agilidade, economia e conforto no uso de plataformas digitais, cada vez melhores desenvolvidas e adaptadas ao segmento tanto para compra de peças, como serviços. Acreditamos também em maior disposição para cooperação entre as empresas da cadeia de distribuição, atuando de forma cada vez mais integrada e complementar, com iniciativas que adicionem e resultem em melhor rentabilidade para os negócios e mais satisfação para seus clientes. É com esta perspectiva que direcionamos nossos esforços que se somam à contínua oferta de portfólio de produtos e em uma logística ágil, capilar e economicamente sustentável.

O MECÂNICO: O mercado automotivo caminha para uma descarbonização gradual com o objetivo de zerar a emissão de gases até 2040. Como a Fremax está se preparando para esse momento?

SERGIO MONTAGNOLI: Ações visando a sustentabilidade ambiental, social e econômica sempre foram prioridade para as empresas do grupo Fras-le. O grupo vem aprimorando suas iniciativas envolvendo ESG, investiu R$ 6,4 milhões em 2021 em gestão ambiental e assumiu compromissos públicos, entre eles, reduzir 40% da emissão de gases de efeito estufa até 2030, zerar a disposição de resíduos em aterro industrial e reutilizar 100% do efluente tratado até 2025. A Fremax, com manufatura sedada em Joinville/SC, conquistou sua posição de destaque por ter feito de sua fundição, não só uma de nossas maiores competências, mas um modelo socioambiental sustentável. Com bons exemplos, tais como, reciclagem de 100% da areia utilizada no processo produtivo, suas embalagens totalmente produzidas a partir de materiais reciclados e o reaproveitamento como matéria-prima de produção dos discos e tambores usados coletados em nosso programa de grande sucesso de logística reversa.

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O MECÂNICO: Qual a importância do mecânico nesse processo de descarbonização?

SERGIO MONTAGNOLI: O mecânico é fundamental porque é ele quem decide o que e como fazer o serviço de reparação. Em cada uma das etapas do processo de atendimento, tem um importante papel em suas decisões, começando por conscientizar sua equipe para troca somente das peças com maior risco em sua vida útil, na escolha das marcas que são também comprometidas com a melhora do meio ambiente e, por fim, descartando, apropriadamente, os resíduos, embalagens e peças usadas. Daí a crescente necessidade de parceiros de negócio que ofereçam suporte a fim de se manterem atualizados, não só na área técnica, como agora também nas questões voltadas ao meio ambiente. Contribuir para um planeta melhor é algo que será cada vez mais demandado pela sociedade e valorizado pelo cliente.

por Daniel Palermo

Euro 6 e Proconve P8: O futuro chegou na Mecânica Diesel

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Euro 6 e Proconve P8: O futuro chegou na Mecânica Diesel – Foto: divulgação/Volvo

Euro 6 e Proconve P8: Novos parâmetros para emissões de gases pelos motores entraram em vigor em janeiro de 2023 e impactam diretamente a tecnologia que chega às ruas

 

Com o advento dos moto­res a combustão no século XIX, a sociedade passou a lidar não só com os benefícios, mas também com problemas que não existiam até então. A indústria automotiva, que se estabeleceu logo após, precisou lidar com o crescente índice de gases nocivos emitidos ao meio ambiente através da queima de combustíveis como gasolina e diesel. O problema era iminente: com os altos índices de emissões desses gases, o futuro para o meio ambiente não era nada promissor.

Desde os anos 1970, os governos e entidades da indústria precisaram adotar medidas para que veículos automotores emitissem cada vez menos gases nocivos à atmosfera. Por parte do poder público a solução encontrada foi simples: leis e resoluções foram criadas com o intuito de obrigar os fabricantes de veículos e motores a desenvolverem tecnologias que fossem menos poluentes ao longo da vida útil do veículo. Em 1988, surgiu na Europa o Euro 0, um conjunto de regras que estabelecia limites máximos de emissões de partículas oriundas do processo de combustão nos motores.

Com o passar dos anos, as normas foram evoluindo e ficando cada vez mais exigentes. Após a introdução do Euro 0, o programa progrediu até chegar a fase Euro 6, em vigor atualmente na Europa.

No Brasil, essa legislação recebeu o nome de Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) instituída dois anos antes, em 1986, pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). A partir de janeiro de 2023, entrou em vigor no país o Pro­conve P8, equivalente ao Euro 6 prati­cado na Europa desde 2013, e que substituiu a fase anterior, denominada Proconve P7. Segundo a confederação nacional do transporte (CNT), atualmente, 22,8% do dióxido de carbono (CO2) emitido no Brasil vem do segmento do transporte. Desses, 89,9% é oriundo do modal rodoviário.

O alinhamento da norma brasileira com a que é praticada na Europa e em outros países, possibilita ao mercado brasileiro acesso às mesmas tecnologias presentes nos veículos que são desenvolvidos e comercializados em localidades com a legislação mais avançada. Entre outras vantagens trazidas com a fase P8, está o consumo de combustível, que é menor em motores alinhados com a legislação atual.

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Foto: divulgação/Scania
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Foto: Iveco

 

PRINCIPAIS DIFERENÇAS DO EURO 5 (PROCONVE P7) PARA O EURO 6 (PROCONVE P8)

Segundo as regras para o Proconve P8, os motores precisam reduzir em 80% a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) em relação à fase anterior, caindo de
2 g/kwh para 0,4 g/kwh. Para os níveis de hidrocarbonetos (HC), a redução precisará ser de 71,7%, passando de 0,46 g/kwh para 0,13 g/kwh. O Material Particulado (MP) deverá ter uma redução de 50%, saindo de 0,02 e indo para 0,01. Já o Monóxido de Carbono (CO) se manterá no mesmo patamar de 1,5 g/kwh.

Para reduzir essas emissões, os motores precisarão ser equipados com Sistema Redutor Catalítico (SCR) ou Recirculação de Gases de Exaustão (EGR), podendo até mesmo combinar os dois métodos para alcançar os níveis exigidos pela legislação. O SCR funciona com o Arla 32, um líquido  agente redutor à base de ureia que ajuda a transformar o NO2 em materiais menos nocivos. Já o EGR coleta parte dos gases do escape para passar novamente pelo processo de combustão dentro do motor.

Comparando com o Proconve P7, as mudanças nos motores não serão tão visíveis, já que na fase P8, há um aprimoramento de soluções empregadas na P7.

 

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Fonte: Confederação Nacional do Transporte

 

Sistema de Recirculação de Gases de Escape (EGR)

O sistema de Recirculação de Gases de Escape, EGR, atua como um dispositivo de controle do volume de emissão de gases oriundos da combustão. A válvula permite que parte dos gases do escape em vez de serem expelidos ao meio-ambiente, sejam reintroduzidos para dentro da câmara de combustão.
Lá, vão se misturar aos gases novos recém admitidos para continuar o processo de combustão. Diferente do sistema SCR, o EGR não requer reagentes químicos para concluir o processo.

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Partes que integram a tecnologia Euro6/ Proconve P8; Fonte: Elaboração de imagem pelo engenheiro mecânico Ramón García González, com adaptações da CNT

Redução Seletiva Catalítica (SCR)

A Redução Seletiva Catalítica é composta por um conjunto que contém o catalisador de oxidação de diesel (DOC), bico injetor, tanque para o Arla 32 e filtro de particulados de diesel (DPF). Dentro do sistema de escape por onde passam os gases provenientes da combustão, o sistema libera através do bico injetor o Arla 32 que ao entrar em contato com os gases, juntamente com a alta temperatura do sistema de escape, transforma a uréia encontrada em sua composição sendo transformada em amônia. Ao se misturar com os gases do escapamento, essa mistura é levada até o catalisador, onde reage com óxidos de nitrogênio, sendo transformado em nitrogênio e vapor d’água.

Catalisador de oxidação de diesel (DOC):

Os Docs têm três funções principais:

  • Oxidar a gás carbônico o monóxido de carbono gerado na combustão do combustível;
  • Oxidar a gás carbônico e água os hidrocarbonetos gerados da combustão incompleta do combustível, além dos absorvidos no material particulado emitido pelo motor;
  • Transformar o óxido nitroso em óxido nítrico para ajudar a combustão do material particulado no cDPF.

cDPF:

É utilizado no escapamento dos veículos para reter e queimar o CO2 gerado pelo motor. Em algumas ocasiões, as partículas reagem com o NO2 gerados no DOC, produzindo CO2 e N2, regenerando o filtro para novas filtrações.

Arla 32:

Agente Redutor Líquido de NO2 responsável por transformar os poluentes em nitrogênio.

 

Cuidados Básicos:

A Umicore alerta para os cuidados necessários com o SCR, que já é conhecido no mercado desde 2012, quando começou a ser adotado em função do Euro 5-Proconve P7. Segundo a empresa fabricante de catalisadores automotivos, para que o SCR faça a conversão de gases nocivos em vapores inofensivos à saúde, é preciso ter amônia (NH3) formada a partir do Arla 32. Por isso, a qualidade do Arla 32 é essencial para assegurar o funcionamento correto do sistema – lembre-se também que o reagente tem data de validade, que deve ser respeitada.

“Usar ARLA 32 de origem duvidosa pode levar a problemas na formação adequada de amônia. Um exemplo é que pode ocorrer cristalização, entupindo a face do catalisador, o que gera um alto custo de manutenção e contribui para o aumento da poluição ambiental”, explica o gerente de Aplicação de Produto da Umicore, Miguel Zoca.

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Partes que integram a tecnologia Euro6/ Proconve P8; Fonte: UMICORE

 

Outro ponto de atenção é o uso de emuladores. “Funcionando como um inibidor do sistema Arla 32, o emulador é um dispositivo que manda um sinal para a central eletrônica como se o veículo estive abastecido de Arla 32, burlando o sistema, pois não aciona o OBD para indicar que o reagente está em falta, o que compromete o funcionamento do controle de emissões”, afirma Miguel.

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Foto: Mercedes

Por fim, a qualidade do combustível também é fundamental, sempre utilizando o diesel S-10. A Umicore esclarece que o uso de um combustível que não esteja especificado no manual do veículo prejudicará o catalisador, aumentando a concentração de enxofre e levando à falha no componente, mesmo em modelos novos.

Zoca conclui: “como é um sistema que possui bico injetor, sensores de pressão e sensor de NOx, é interessante verificar todas essas conexões, além do filtro de ar, de óleo, de combustível, e separador de água. Manter as inspeções do veículo em dia é um benefício não só para o meio ambiente, mas também para o bolso do motorista, pois quanto mais tempo sem avaliação para possíveis reparos, maior o custo”.

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Foto: DAF

texto Daniel Palermo

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