Simples e confiável de manutenção? Veja o Raio X do Volkswagen Polo Track

Mecânica conhecida e fama de robustez são atributos que favorecem as vendas do modelo

Versão mais vendida do VW Polo, a Track apela para o consumidor mais racional, que busca o melhor custo-benefício entre equipamentos e preço. Como sucessor do Gol, o Polo Track surgiu com a difícil missão de manter a fama de robustez mecânica conhecida de seu antecessor, que fez história no país.

E a estratégia da Volkswagen vem dando certo pois o Polo é o carro mais vendido do Brasil. Como há muitos clientes que compram o Polo para o seu dia a dia e também locadoras que oferecem esse carro aos seus clientes é certo que sua manutenção irá logo para o mecânico em oficinas independentes.

Confira o Raio X da manutenção do Volkswagen Polo Track

A construção sobre a plataforma MQB-A0 garante evoluções como menor peso e maior resistência na suspensão, chassi e motor quando comparado ao veículo que ele substitui. Na parte de equipamentos, estão presentes itens como ar-condicionado, direção elétrica, quatro airbags, rádio com opcional de multimidia, entre outros.

O motor que equipa o VW Polo Track é o conhecido 1.0 MPI da família EA211, aspirado com injeção indireta, que desenvolve 84 cv quando abastecido com etanol e 77 cv com gasolina, ambos disponíveis a 6.450 rpm. Lançado inicialmente no Fox no ano de 2012, esse propulsor se provou robusto e com manutenção acessível.

Carro de passeio mais vendido em dezembro de 2024 com 13.470 unidades, a versão Track correspondeu por 42,95% das vendas do modelo no ano de 2023. Atualmente listado no site da marca por R$ 92.990, é a porta de entrada dos veículos da Volkswagen, com o objetivo de continuar o legado do Gol.

Veja o que fazer quando a bateria do carro descarregar

Carros parados por muito tempo acabam perdendo a energia armazenada

Quando o veículo fica parado por mais tempo do que o habitual, é comum que a bateria de 12V possa descarregar, o que exige cuidado e atenção. Listamos algumas orientações importantes para evitar transtornos e garantir que o veículo volte a funcionar com segurança.

Em casos que é necessário a substituição da bateria, utilize um modelo compatível com as especificações do veículo.

Porém, se a bateria descarregada ainda estiver dentro de sua vida útil, pode-se tentar a partida auxiliar (conhecida como “chupeta), caso o motor não funcione em função da carga baixa do componente.

Para efetuar o procedimento de partida auxiliar, aqui vão algumas dicas:
-Certifique-se de que a bateria fornecedora está em boas condições de saúde e carga suficiente para arrancar o outro veículo (acima de 70%). A bateria deve estar lacrada e livre de corrosões.
-Verifique se a capacidade da bateria (“C20”) fornecedora é igual ou superior à da bateria descarregada, informação que pode ser encontrada na parte superior da caixa da bateria.
-Use cabos específicos para essa operação, com espessura adequada e garras de “boca de jacaré”.
-Conecte os cabos respeitando os polos positivo e negativo de ambas as baterias, garantindo o correto contato com os pontos metálicos do veículo e do terminal dos cabos.
-Após ligar o motor, mantenha os cabos conectados por até dois minutos antes de removê-los.

Pode utilizar a energia da rede elétrica?

Não, em hipótese alguma deve-se realizar a conexão dos cabos entre a rede de energia elétrica e a bateria de 12V do veículo na tentativa de realizar uma partida auxiliar. Esse procedimento pode ocasionar em curto-circuito, explosão da caixa elétrica e até mesmo um princípio de incêndio.

Essas condições ocorrem pelo fato dos níveis de tensão do veículo e da rede elétrica serem incompatíveis.

O famoso “tranco no motor” para que o motor do veículo funcione é outra prática não recomendada. As engrenagens do câmbio podem ser comprometidas, prejudicando o seu funcionamento e diminuindo a vida útil do conjunto.

Saiba como detectar problemas no tambor de freio

Verificações periódicas são necessárias para conferir se há deformações, vazamentos ou excesso de resíduo

O sistema de freio a tambor é popularmente utilizado nos freios traseiros do veículos. Na maioria deles o freio é a disco na frente e a tambor atrás mas há carros com quatro discos. Por se tratar de um componente ligado a segurança, é importante saber detectar os sinais de que o freio a tambor possa estar comprometido. Ruídos durante o acionamento do freio podem indicar que há deformidades, desgaste ou até mesmo excesso de resíduo no freio a tambor.

A frenagem consiste no contato entre as lonas e o tambor de freio, assim, as dimensões internas devem estar de acordo com as especificações indicadas pelo fabricante.

Caso uma das rodas não efetue a frenagem ao acionar o sistema, é um indicativo de desgaste excessivo ou até desalinhamento dos componentes internos.

Manutenção

Durante a manutenção verifique as condições das lonas. Elas não podem ter graxa, fluido de freio ou desgaste. Caso alguma dessas condições seja apresentada, há necessidade da substituição do componente.

Para o tambor de freio, analise as medidas limite de desgaste e se há irregularidades na superfície de contato. Se o componente apresentar uma das condições acima, realize a substituição para não desgastar prematuramente as sapatas novas.

Já o cilindro de freio deve ser analisado quanto a vazamento ou travamento dos êmbolos.

Linha de pastilhas Ceramaxx da Fras-le amplia cobertura para outros modelos

São 61 novas aplicações para modelos de diferentes montadoras

A Fras-le anuncia a ampliação da sua linha de pastilhas Ceramaxx para o mercado de reposição. São ao todo 61 novas aplicações para modelos de 20 montadoras.

Com as novidades, a fabricante expande a sua cobertura ao atender as marcas Audi, BMW, Cao Chery, Chevrolet, Chery Ford, Fiat, Ford, Hyundai, Jaguar, Kia, Land Rover, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Porsche, Renault, Subaru, Toyota, Volkswagen e Volvo.

Para a Chevrolet, a Fras-le apresenta novas aplicações para os modelos Onix, Onix Plus, Montana e Tracker. Enquanto para a Audi, os lançamentos atendem os modelos A3, A4, A5, A7 e Q7.

Fazem parte ainda do pacote de novidades, as aplicações para a Ford Ranger, Fiat Strada, Argo, Pulse, Cronos e Fastback e Renault Duster, Captur e Zoe. Aos modelos Mercedes-Benz, a fabricante apresenta novos itens para os modelos C-CLASS, C-63 AMG, C-CLASS E-63, ML-63 AMG, GL 350, GL 500, E-63 AMG, GL63, GLE63 e GLS63.

Ainda na linha de veículos premium, a Fras-le completa o portfólio das pastilhas Ceramaxx com 11 novas aplicações para modelos BMW, quatro para Land Rover Jaguar e cinco para carros da Volvo.

Quanto dura uma embreagem? Veja os sinais de falha durante o uso

Saber a causa da falha do componente pode dar dicas de como corrigir problemas futuros

Uma das peças que mais sofre esforços no automóvel é a embreagem, visto que ela é responsável por transferir o torque gerado pelo motor para a caixa de câmbio, ficando sujeita a forças axiais, radiais e altas temperaturas. Em condições normais, a depender do estilo de condução do motorista, das condições de trânsito e outros fatores, a embreagem pode durar de 50 a 150 mil km. Porém, esse componente pode sofrer diversos tipos de falhas prematuras como as elencadas a seguir, e saber identificar cada uma delas pode ajudar a conservar o conjunto.

Embreagem vitrificada: após uma elevação de temperatura muito acima do seu limite, a embreagem apresenta um aspecto vitrificado, normalmente ocasionado quando o pedal permanece pressionado no ponto de arranque por muito tempo, como no caso de segurar o carro em subidas sem o pedal de freio. Essa falha pode ser detectada pelos sintomas de escorregamento excessivo da embreagem, principalmente em alta carga com baixas rotações do motor. Para evitar esse superaquecimento, é recomendado evitar manter o pedal de embreagem pressionado depois do arranque do carro.

Embreagem com o material de fricção quebrado: o material de fricção da embreagem apresenta descontinuidades causadas principalmente por trocas de marchas incorretas ou muito agressivas, chegando a causar a quebra de partes do componente. Os sintomas principais são o barulho proveniente da embreagem, escorregamento excessivo e dificuldade de trocas de marchas. Para evitar esse problema, é recomendado efetuar as trocas de marchas de maneira suave.

Embreagem com o material de fricção descamado: ocasionado principalmente por erro na instalação e ajuste da pré-carga na embreagem, esse problema pode ser detectado quando há uma vibração excessiva, barulhos e escorregamento do componente. Para evitar, é necessário seguir o procedimento de instalação recomendado pela fabricante da embreagem.

Contaminação de óleo na embreagem: ocorre principalmente devido ao vazamento de óleo proveniente do retentor traseiro do virabrequim, fazendo com que a embreagem seja contaminada e apresente problemas como trepidação no pedal, escorregamento excessivo e desgaste prematuro. A troca do retentor traseiro do virabrequim, quando há vazamento, previne essa situação.

Embora seja feita para aguentar os diversos esforços na transmissão de torque do motor, os fatores principais para uma vida útil prolongada da embreagem são seu uso adequado por parte do motorista e a substituição correta pelo mecânico, para que problemas de desgaste precoce possam ser evitados. Para auxiliar no procedimento de troca, a Revista O Mecânico disponibiliza diversos guias de reposição do componente de modelos como Chevrolet Onix, Citroën C3, Nissan March, Ford Ka e outros.

Seis cilindros com 460 cv e mais de 56 kgfm: veja como é a manutenção do BMW M2 no Raio X

É possível rodar com o esportivo no dia a dia e ainda aproveitar as pistas, mas há algumas peculiaridades em relação a modelos comuns

Um legitimo esportivo, o BMW M2 é equipado com o motor S58 biturbo, além do câmbio automático de 8 marchas ZF-8HP, com trocas rápidas. Além disso, a suspensão possui um ajuste voltado para esportividade, com um comportamento dinâmico acertado para altas velocidades. Essa é a formula do já tradicional BMW M2 que passou pelos estúdios da revista O Mecânico para um Raio-X.

Veja o Raio X completo da manutenção do BMW M2

Maior e mais estável que a geração passada, o M2 passou a contar com a mesma mecânica dos BMW M3 e M4, além do mesmo chassi do M4, o que ampliou o espaço interno, mas aumentou o peso comparado com a geração passada, de 1570 kg para 1725 kg.

Na linha 2025, o BMW M2 ganhou um incremento de 20 cv e 5 kgfm, entregando agora cerca de 480 cv e 61 kgfm, o que melhorou o desempenho das acelerações. Ao optar pela versão Track, são adicionados os bancos em formato de concha, freios com pinças vermelhas e teto em carbono. Nessa matéria em vídeo no nosso canal destacamos a análise completa do BMW M2 que inspira outros carros da marca e outros esportivos de tração europeia no mundo.

SEG Automotive lança regulador de voltagem F00M.485.206 para Ford e Cummins

Produto atende aos Cargo, F-4000, F-350 e motores ISB 4.5, , ISBE 4.5, ISB 6.7, ISBE 6.7, e Série B

A SEG Automotive lança o regulador de voltagem F00M.485.206, que atende aos modelos da Ford e Cummins. O produto assegura que os alternadores de frota operem com máxima eficiência, além de oferecer estabilidade e durabilidade nos sistemas elétricos dos veículos.

De acordo com a SEG Automotive, o regulador de voltagem F00M.485.206 é compatível com alternadores de vários modelos de caminhões e veículos comerciais, como os Ford Cargo, Ford F-4000, Ford F-350, entre outros.

O produto também atende aos motores ISB 4.5, ISBE 4.5, ISB 6.7, ISBE 6.7, e Série B, 4 BTAA e 6CT (versões a diesel).

 

Diagnóstico de falhas: problemas comuns no motor 1.0 do Renault Clio

O diagnóstico e reparos são simples, mas os sintomas podem preocupar os donos do modelo

Nas versões com motor 1.0, o Renault Clio apresenta um equilíbrio entre economia e um desempenho suficiente para a cidade, além de confiabilidade mecânica. Entretanto, como o modelo já apresenta alguns anos no mercado, surgem problemas devido ao desgaste natural do conjunto, de forma que apresentamos os principais sintomas e as suas possíveis correções.

No Brasil, o Clio foi comercializado de 1998 até 2016, apresentando uma série de variações do motor 1.0, das quais: D7D (1996-2004), só gasolina com 8V e 58 cv a 5400 rpm, D4D (2000-2008), só gasolina com 16V e 74 cv a 6000 rpm, D4D-HIFLEX (2006-2012), flex com 16V e 77 cv a 6000 rpm e D4D-HIPOWER (2012-2016), flex com 16V e 80 cv a 6000 rpm. Devido principalmente ao maior tempo de uso, as falhas abordadas abaixo acontecem especialmente nas versões D7D, D4D e D4D-HIFLEX.

Dificuldade de partida: o veículo tem dificuldade em dar a partida, com alguns dos componentes responsáveis pela falha sendo o sensor de temperatura do sistema de injeção, que pode corrigir erroneamente a quantidade de combustível para a partida, o funcionamento do sistema de injeção auxiliar, que deve ser ativado em temperaturas inferiores a 24° C e pode dificultar o arranque do motor, e a regulagem de válvulas, cujas folgas devem estar dentro do especificado pela fabricante.

Marcha lenta irregular: o veículo dá a partida, mas a marcha lenta oscila de forma inconsistente. Os principais causadores são o sensor MAP, que pode estar com defeito ou mal contato, e o corpo de borboleta, que pode ter sujeira excessiva, não mantendo o fluxo de ar constante.

Queda na potência: durante acelerações, o propulsor apresenta falhas e não possui um comportamento linear. O componente que pode ser a causa dessa anomalia é a bomba de combustível, que em condições normais tem uma pressão nominal de 3,5 bar com 0,5 bar para mais ou para menos de tolerância.

Além desses problemas específicos, é sempre bom ficar atento ao desgaste e período de troca das velas de ignição, filtro de ar e filtro de combustível, visto que esses componentes podem ser responsáveis por diversas falhas no funcionamento do motor.

Complexo da Renault no Paraná chega a 4 milhões de veículos produzidos

Unidade tem 5 mil colaboradores diretos e se prepara para fazer novo SUV

O Complexo Ayrton Senna (CAS) da Renault inaugurado em 1998 produz as linhas Kwid, Stelpway, Kardian,, Duster, Duster Oroch e Master e em janeiro de 2025 o alcançou a marca de quatro milhões de veículos produzidos. A fábrica é a segunda do grupo em volume de produção (o primeiro é a Argentina onde a Renault começou a montar veículos em 1960 e nacionalizou a produção em 1967).

Atualmente a fábrica conta com 5.000 colaboradores diretos e tem no complexo a produção de veículos e também de motores. Durante o último ano, a marca francesa emplacou no Brasil 139.214 veículos, crescimento de 10,3% 51.925 unidades exportadas.

“O ano de 2024 fica marcado na história da Renault do Brasil pelo sucesso do Kardian, que está conquistando o mercado brasileiro, a admiração dos nossos clientes e já recebeu diversos reconhecimentos da imprensa especializada, além de ser um sucesso de exportação. Tudo isso é motivo de muito orgulho para os 5.000 colaboradores da Renault do Brasil”, afirma Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil.

Além dos bons números de produção e venda do Kardian a Renault já planeja outros produtos feitos sobre a plataforma RGMP (Renault Group Modular Platform) como um SUV médio que deve estrear no final desse ano e também a picape Niagara prevista para 2026. Só o Kardian teve mais de 20 mil unidades vendidas em 2024. No segmento de utilitários a Master consolidou a liderança no segmento de furgões e emplacou 11.080 unidades.

Guia de aperto do cabeçote do VW Jetta 2.5

Buscando facilitar a vida do mecânico na oficina, a Revista O Mecânico traz o guia de aperto do cabeçote do motor 2.5 da família EA827 que equipa o Jetta MK5, procedimento necessário quando é feita a substituição de sua junta de vedação, por exemplo.

Lançado em 2006 já como modelo 2007, o VW Jetta 2.5 é equipado com um propulsor de cinco cilindros em linha que desenvolve 150 cv até o final de 2007 e 170 cv até o final de sua produção. Esse motor é conhecido por sua robustez, mas devido ao tempo que o modelo está no mercado pode ser necessária alguma intervenção mais aprofundada em sua mecânica.

Para o procedimento de aperto, a sequência é seguindo os parafusos nas posições de 1 a 12, em quatro etapas, de 10 Nm, depois 40 Nm, seguido de 90° e mais 90°. Para os parafusos na posição 13, a sequência é de 8 Nm mais 90°. Para soltar, a sequência é realizada dos parafusos 12 ao 1, para minimizar a possibilidade de empenamento.

É importante lembrar que é preciso substituir todos os parafusos após remover o cabeçote, visto que eles sofrem deformação plástica depois de ter o torque aplicado, de forma que não podem ser reutilizados.

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