Tenneco promoveu treinamento para 8 mil mecânicos em 2015

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Fabricante de autopeças com as marcas Monroe, Monroe Axios e Walker, a Tenneco treinou mais de 8 mil pessoas em 207 treinamentos e palestras técnicas promovidos em todo o País durante o ano de 2015. De acordo com a empresa, os treinamentos e palestras técnicas realizados nas lojas, oficinas e fábricas da Tenneco em Cotia/SP e Mogi Mirim/SP, abordaram tecnologia, aplicação correta de amortecedores e componentes da suspensão, além de diagnósticos.

Segundo a gerente de Marketing da Tenneco, Ecaterina Grigulevitch, por investir sempre em novas tecnologias e ter uma gama ampla de aplicações, a Tenneco tem a responsabilidade de levar informações para a formação e atualização constante desses profissionais.

“O mecânico é fundamental para o setor de autopeças e para o Grupo Tenneco. Muitas vezes é ele quem escolhe a marca do produto pelo proprietário do veículo, devido à confiança depositada nesses profissionais. Por isso nós investimos fortemente em programas de formação para este público”. A empresa também realiza campanhas nos Pontos de Venda, premiando os mecânicos pelo melhor desempenho.

As empresas participantes do Monroe Club recebem cursos técnicos, comercias, de liderança e gestão de pessoas. Para mais informações, a empresa disponibiliza o telefone 0800-166-004 e o site www.monroe.com.br

NGK alerta para a importância do check-up da vela de ignição

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A NGK, fabricante de autopeças, ressalta a importância da revisão dos principais componentes do sistema de ignição. Segundo Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK, o trânsito intenso durante os feriados, causado pelo excesso de veículos na pista, é considerado extremamente severo para as velas de ignição e pode representar risco de pane se o carro não passar por inspeções periódicas.

“Velas de ignição com desgaste excessivo ou com funcionamento irregular podem causar dificuldades na partida do veículo, falhas durante retomadas, alto consumo de combustível, irregularidades no funcionamento e aumento dos níveis de emissões de poluentes. A situação pode ser agravada pelo trânsito intenso e longo período com o carro ligado”, informa o especialista. Outra consequência é que podem reduzir a vida útil de cabos, bobinas, transformador, distribuidor e catalisador.

Além de preservar as peças do carro, a manutenção preventiva gera economia, pois o valor do reparo pode ser mais alto. Vale destacar que a análise da aparência da ponta do componente também ajuda a detectar possíveis problemas no motor, como excesso de combustível, infiltração de óleo e de fluido de arrefecimento na câmara de combustão e uso de combustível de má qualidade. “A simples aparência da vela diz muito sobre o estado do motor. Por isso, deve ser priorizada em qualquer revisão preventiva”, reforça Mori.

A NGK recomenda a revisão e inspeção do componente quando o motorista notar dificuldades na partida e falhas durante retomadas, a cada 10 mil km ou anualmente, aquilo que ocorrer primeiro.

TMD/Cobreq anuncia que encerra 2015 com alta no faturamento

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Apesar da recessão que o País enfrenta, a TMD Friction do Brasil, fabricante de pastilhas e lonas de freio com a marca Cobreq, deve fechar o ano fiscal de 2015 com crescimento de 6% em seu faturamento, de acordo com a previsão de Marcoabel S. Moreira, diretor-geral da empresa no Brasil. Embora a área de venda direta para as montadoras de veículos tenha amargado uma retração de mais de 25% nos volumes de vendas, diretamente impactados pela retração da economia e consequente queda nos volumes de vendas dos veículos zero quilômetro, o mercado de reposição cresceu 15%.

“O ano de 2015 mostrou-se positivo, onde, embora com dificuldade para atingir os valores orçados para este ano, a comparação com 2014 projeta um crescimento de aproximadamente 15%. Isto deve-se à maior manutenção dos veículos usados. Também tivemos bom desempenho nas exportações com a alta do Euro e do Dólar”, explica Marcoabel. Disse ainda que as maiores oportunidades de exportação ocorreram para países do Mercosul, Europa e África.

Para o diretor-geral da fabricante de autopeças, o aftermarket em 2016 também será de muitos desafios e, provavelmente, muito difícil no primeiro semestre: “Embora a perspectiva não seja positiva para o próximo ano, entendemos que novas oportunidades possam surgir no segundo semestre”, afirmou. Ele conta principalmente com os lançamentos programados para 2016, como, por exemplo, o novo material de atrito para pastilhas de freio, que, segundo a empresa, além de ser melhor que o atual em performance, também é ecologicamente correto pois está classificado como Eco4, enquanto o atual é Eco1. Outra novidade para o próximo ano será o lançamento da segunda marca da TMD no Brasil, com produtos de menor custo.

IQA certifica as 10 oficinas de manutenção da frota Viação Cometa

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O IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, entregou certificados de conformidade, para as 10 oficinas de manutenção da frota Viação Cometa, espalhadas pela região Sudeste, no escopo Centro de Reparação de Veículos Pesados. Baseada em normas ABNT, a certificação atesta a capacidade das oficinas de realizar reparos dentro de processos e procedimentos que garantam a qualidade dos serviços. Entre os itens avaliados estão processo de gestão, procedimentos de trabalho, ferramental, qualificação dos profissionais, instalações e controle sistêmico disponível (software).

Para Fernando Guimarães, diretor executivo da Viação Cometa, a certificação solidifica a trajetória de sucesso da empresa. “O processo contribuiu para fortalecer a responsabilidade que temos em zelar pela nossa frota e isso certamente nos coloca em posição de destaque nesse mercado competitivo em que atuamos”, avalia Guimarães. A solicitação partiu da Viação Cometa, que buscava um organismo certificador independente para avaliar o trabalho desenvolvido na manutenção dos ônibus de sua frota. “O IQA foi escolhido por ter expertise neste setor e possuir um corpo técnico especializado”, avalia Sérgio Fabiano, gerente de Serviços Automotivos do IQA.

Concluído em novembro, o processo de certificação das 10 oficinas levou oito meses. “O processo foi facilitado porque a Viação Cometa já possuía um rigoroso controle dos processos, mas foi longo, pois contemplou as suas diversas garagens, sendo oito no Estado de São Paulo e duas em Minas Gerais”, conta Sérgio Fabiano. Para o gerente de Serviços Automotivos do IQA, as certificações mostram a preocupação da Viação Cometa com a qualidade da manutenção dos ônibus e dos serviços prestados aos seus clientes. “A empresa segue rígidos padrões de manutenção e reparação, conforme as indicações do fabricante com manutenções preventivas”, afirma.

KS lança camisas de cilindro e kits de anel e pistão para leves e pesados

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A KS disponibiliza no mercado de reposição camisas de cilindro para linha Fiat (leve) e Scania, além de kit e pistão com anel para a Mercedes-Benz. Na Fiat, as camisas são para os motores 1.3L 8V Fire, nas versões gasolina e flex, dos modelos Fiorino, Palio Weekend, Uno, Siena e Strada, fabricados a partir de 2003, 2004 e 2005. Também abrange aplicação para a versão 16V gasolina dos modelos Siena a partir de 1998, Doblò de 2002 em diante, Fiorino e Palio Weekend após 2003, e Palio a partir de 2004.

Já o lançamento de camisas para a linha pesada se destina aos motores Scania DC 13.05, DC 13.06, DC 13.07 e DC 13.10 aplicados em modelos como o R 400, P 400, R 360, P 360, R 480, PB GT 13.9, Touring HD 12, R 440, PB GT 13.9, Touring HD 12 e G 440 produzidos em 2006, 2008 e 2010 em diante.

Para a Mercedes-Benz, os novos kits de pistão com anel são aplicáveis aos motores OM 924LA e OM 926LA, ambos Euro 5, dos modelos Atego 1419, 1719, 1726, 1729, 2426, 2430, Atron 1319, 1719, 2324, 2729, Axor 1933, 2523, 3131, ônibus chassi OF 1519, 1721, 1724, OH 1519, 1621, 0500, 1826m, 1826u e 1830r produzidos a partir de 2012.

Entrevista: “O mecânico possui papel fundamental no mercado automotivo”

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Diretor de Vendas e Marketing da ZF Services América do Sul, Luiz Fernando Teixeira fala sobre o mercado da reposição automotiva em um ano cheio de variáveis e, também, da importância e da atenção que o mecânico recebe de sua marca

 

Revista O Mecânico: Durante o ano, percebemos um misto de otimismo e pessimismo entre as fabricantes de autopeças com relação ao desempenho do setor. Algumas empresas estavam contentes, outras não. Na sua percepção, como esteve o aftermarket automotivo brasileiro neste ano de 2015? A crise econômica afetou os negócios na reposição?

 

Luiz Fernando Teixeira: No mercado de reposição, ainda temos poucos indicadores sobre os dados de consumo de autopeças. O indicador que utilizamos é o do Sindipeças que apresenta crescimento previsto entre 4% e 5%. Este número é baseado na venda dos fabricantes, o que não representa o consumo real pelos mecânicos, aplicadores, frotas e demais publicos do setor.
Outro ponto é a diferença de comportamento entre segmento de passageiros e comerciais (linha pesada). Nossa percepção é de que enquanto o mercado de passageiros teve aumento do consumo, entre ônibus e caminhões houve queda ao redor de 10%.

 

O Mecânico: Dentro desse contexto, como foi o ano para a área de aftermarket da ZF?

 

Teixeira: O ano de 2015 foi desafiador para o aftermarket da ZF. Tivemos que reestruturar nossa estratégia a fim de acompanhar as mudanças do cenário econômico e manter a mais alta qualidade presente nos produtos e serviços das marcas Sachs, Lemförder e ZF.
Comparativamente a 2014, houve melhora significativa no resultado, e é isso que a empresa espera de nós.

 

O Mecânico: Quais novidades, lançamentos ou ações a ZF implementou no aftermarket durante o ano?

 

Teixeira: Aumentamos a cobertura em todas as linhas de produtos e tivemos alguns lançamentos de produtos bastante significativos, como as embreagens Sachs do Volkswagen up!, Hyundai HB20, Ford Ka e Ka+, Fiat Etorq e Nissan Frontier.
Na linha pesada, como destaque tivemos o lançamento da embreagem 362 para Mercedes-Benz, Volkswagen 17280 e 17230 AMT, o volante dupla massa para Volkswagen, além da linha de amortecedores Sachs.
Em componentes de direção e suspensão Lemförder, podemos apontar como destaque as barras de reação 0500 R/U/M para Mercedes-Benz, barras de direção DAF e Mercedes-Benz Axor, além do pivô de suspensão para Ford Ranger, Fiat Palio e Chevrolet Meriva.
Reorganizamos também o time de vendas, promotores e técnicos visando aumentar o suporte aos distribuidores, lojistas e aplicadores, oferecendo os melhores serviços no mercado de reposição.

 

O Mecânico: Qual é a sua expectativa para o ano de 2016? Qual tendência você vê para o aftermarket: crescimento ou queda? Por quê?

 

Teixeira: A nossa expectativa é que o ano de 2016 seja muito parecido com o ano de 2015. A frota segue crescendo, o que significa que há mercado disponível a ser explorado. Estamos acompanhando todas as movimentações econômicas a fim de detectarmos as melhores oportunidades para atendermos as necessidades do mercado.

 

O Mecânico: Qual é a importância do mecânico e das oficinas independentes dentro da estratégia do aftermarket da ZF? Quais ações são voltadas a esse público?

 

Teixeira: O mecânico é o nosso principal consumidor e por esta razão tem toda a nossa atenção. Dentre os serviços disponíveis estão o atendimento técnico via call center, equipe de campo composta por 15 técnicos e 8 promotores técnicos comerciais espalhados pelo Brasil, além de capacitação técnica e o exclusivo “Parceria Premium”, que premia os proprietários de oficinas que instalam os produtos das marcas Sachs e Lemförder, através de pontos que podem ser trocados por prêmios exclusivos.

 

O Mecânico: No dia 20 de dezembro, comemora-se o Dia do Mecânico. Você gostaria de deixar um recado para os profissionais da manutenção automotiva?

 

Teixeira: O mecânico possui papel fundamental no mercado automotivo. Ele é o profissional especializado responsável pela manutenção preventiva e reparação dos veículos, assegurando o bom funcionamento do automóvel e consequentemente contribuindo para a segurança nas ruas e estradas. Portanto é indispensável que esteja sempre atualizado e utilize produtos de confiança e qualidade.

Suspensão: Substituição dos amortecedores da Livina

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Confira a troca dos amortecedores dianteiro e traseiro em uma Nissan Livina SL 1.6, ano 2010, que ainda possuía os componentes originais de fábrica

 

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Isabelly Otaviano

 

Após 102 mil quilômetros de bons serviços prestados, os amortecedores desta Nissan Livina SL 1.6 começaram dar sinais de fadiga. A carroceria começou a inclinar mais nas curvas e a oscilação nas freadas aumentou. Ao fazer a inspeção visual, ficou claro que os amortecedores deveriam ser trocados. “A principal função do amortecedor é frear o movimento de oscilação da mola”, explica Eduardo Guimarães, supervisor de treinamento da Affinia Automotiva, empresa responsável pela marca de amortecedores Nakata. Ele detalha que o amortecedor no fim de sua vida útil compromete a estabilidade tanto em reta quanto em curvas, além de sobrecarregar os demais componentes da suspensão.

 

A revisão preventiva do amortecedor e das molas deve acontecer a cada 10 mil km, afirma o especialista. A condição da mola deve ser observada criteriosamente. “Antigamente se dizia que a mola deveria ser trocada a cada duas trocas do amortecedor, mas isso mudou. Na verdade, a situação da mola deve ser avaliada cuidadosamente toda vez que se fizer necessário a troca do amortecedor, principalmente após os 100 mil km”, conta o supervisor de treinamento da Nakata.

 

Juntamente com o amortecedor e a mola devem ser trocados todos os componentes que acompanham o kit de reparo: batente, coifa e coxim, cada um com sua função no sistema de suspensão. “O amortecedor é importante, mas não trabalha sozinho”, declara Eduardo.

 

Além do kit de reparo, as demais peças da suspensão influenciam e são influenciadas pelo trabalho do amortecedor, por isso devem ser examinadas no momento do reparo. Supondo que esteja ocorrendo ruídos na suspensão, apenas a troca do amortecedor não resolve o problema. “Pelo contrário, como o amortecedor novo tem mais carga, o ruído pode até aumentar. Por isso, a suspensão inteira deve ser observada e a peça defeituosa deve ser substituída”, afirma o especialista.

 

A seguir, mostramos o procedimento de diagnóstico da suspensão dianteira e traseira, além da substituição de amortecedores e molas, na Nissan Livina SL 1.6 2010. O reparo foi feito por José Carlos Mozardo, assistente técnico da Affinia, com o auxílio de Eduardo Guimarães.

 

Amortecedor dianteiro

 

1) Para o mecânico, o procedimento começa no momento da compra da peça correta. Observe a etiqueta da embalagem para verificar a aplicação. Compare o código com o catálogo da fabricante. Os amortecedores dianteiros possuem lado por causa do suporte da bieleta, que deve apontar para as rodas traseiras. Cuidado para não confundir com os suportes do chicote do ABS (em ambos os lados) e do flexível de freio.

 

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Diagnóstico da suspensão

 

2) Com o veículo no elevador a meia altura, faça o movimento de esterço para dentro e para fora repetidas vezes em cada roda para sentir se há folgas nos componentes da suspensão, tais como buchas de suspensão, terminais axiais e terminais de direção.

 

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3) Utilizando uma ferramenta apropriada, observe se as buchas da bandeja de suspensão e da barra estabilizadora estão em bom estado. Não devem apresentar cortes nem trincas, que são sinais de fadiga do material.

 

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4) Aproveite que o carro está no ar para observar se existe ruído ou interferências de peças do undercar (como protetor de cárter, proteções plásticas do para-choque, coxins do sistema de escapamento e no próprio escapamento) na suspensão. Observe também coxins de motor e câmbio, além da fixação do tanque de combustível. Em determinadas situações, problemas nessas regiões podem produzir ruídos que erroneamente são atribuídos ao sistema de suspensão.

 

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Desmontagem

 

5) O painel do limpador de para-brisa (popularmente chamado de “churrasqueira”) deve ser removido a fim de liberar acesso aos parafusos da fixação superior das torres de suspensão dianteiras. Para tal, comece retirando os próprios limpadores.

 

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6) Utilize uma chave de fenda para remover a capa de proteção da porca de fixação dos limpadores. Para soltar a porca, utilize chave-estrela 14 mm.

 

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7) Em seguida, remova as guarnições de borracha nas laterais do painel, seguindo as instruções de montagem que constam dentro da embalagem do amortecedor.

 

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8) Com uma chave de fenda, remova as cinco presilhas de fixação inferiores do painel (8a). Na sequência já será possível retirar o painel com as mãos (8b).

 

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8a

 

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9) Após a remoção da roda, inicie a soltura do amortecedor ao remover o chicote do sensor do ABS dos suportes na base da peça.

 

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10) Em seguida, remova o flexível de freio utilizando uma chave de fenda para empurrar a presilha de fixação de seu suporte.

 

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11) Depois siga para a fixação do terminal superior da bieleta da barra estabilizadora. Tenha o cuidado de posicionar uma chave de boca na fenda entre o suporte e o pino esférico para evitar que o componente gire em falso, o que vai danificá-lo.

 

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12) Agora solte os parafusos de fixação do amortecedor na manga de eixo. Utilize novamente uma chave de apoio para segurar a contraporca. Remova apenas as contraporcas. Mantenha os parafusos para removê-los mais tarde.

 

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13) Desça o carro para, enfim, fazer a soltura da fixação superior da torre de suspensão dianteira. São três parafusos de fixação que devem ser removidos com chave L 13 mm.

 

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Obs: No caso do amortecedor dianteiro-direito, para ter acesso à fixação da suspensão ainda é necessário soltar a fixação da válvula de purga do cânister e afastar os conduítes que ficam na mesma região.

 

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14) Remova os parafusos da manga de eixo para, assim, conseguir retirar o amortecedor (14a).

 

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14b

 

Desmontagem da torre na bancada

 

15) Solte o torque da porca de fixação do coxim superior, mas cuidado para não remover a porca antes de encolher a mola. Utilize encolhedor de mola apropriado, posicionando as garras uma oposta à outra, pegando o máximo de elos.

 

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16) Com a mola encolhida, é possível soltar o restante da porca do coxim superior sem risco de acidente. Remova o coxim, a mola e demais agregados em seguida.

 

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Montagem

 

17) Antes de instalar o amortecedor novo, faça o escorvamento (também chamado de equalização ou sangria) do componente. Essa operação é imprescindível para que o amortecedor trabalhe desde o início com a carga ideal. Com o componente em pé, movimente a haste para baixo até o final do curso e puxe levemente para cima, também até seu limite. Repita esse movimento até perceber que o ar seja eliminado do circuito e a carga fique uniforme durante todo o movimento da haste.

 

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Obs: Após esse passo, mantenha o amortecedor na vertical. Se você deitá-lo, será necessário escorvar o amortecedor novamente.

 

18) Monte as peças do kit de reparo no amortecedor novo. No caso da Livina, o amortecedor dianteiro possui um batente integrado à coifa de proteção.

 

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19) Encolha a nova mola para posicioná-la no amortecedor. Observe o ponto exato de encosto da mola.

 

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Obs: Se for o caso de reaproveitar a mola, examine a peça para ter certeza de que não há sinal de fadiga ou descascamento. Se houver marcas que denunciem que os elos estão batendo uns nos outros, significa que o componente está enfraquecido e sua substituição é obrigatória.

 

20) Posicione o novo coxim e a porca de fixação superior. Solte a mola posicionando-a no ponto correto de encosto no prato do amortecedor.

 

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21) O aperto final da porca precisa ser feito utilizando uma chave estrela na porca e uma chave allen na ponta da haste do amortecedor, para evitar que a haste gire e danifique suas válvulas internas. A haste tem rosca M12 x 1,5mm e o torque da porca é de 50 a 60 Nm.

 

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21

 

22) Ao montar a torre de volta no veículo, observe a posição correta do coxim superior. Ele é assimétrico, portanto, tem apenas uma posição de montagem. Aponte os parafusos de fixação superiores antes de montá-lo na manga de eixo (22a).

 

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22

 

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22a

 

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22b

 

Obs: Observe que os furos de fixação do coxim superior são oblongos, o que permite o ajuste da cambagem da roda (22b).

 

23) Posicione os parafusos de fixação do amortecedor na manga de eixo.

 

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23

 

24) Faça a fixação do terminal superior da bieleta, do flexível de freio e do chicote do ABS em seus respectivos suportes no amortecedor, tal qual o inverso do procedimento de desmontagem.

 

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25) Dê o aperto final dos parafusos da manga de eixo. O aperto final dos parafusos de fixação superiores deve ser feito com as rodas no chão. Siga a recomendação do torque indicado pela fabricante do veículo.

 

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25

 

Amortecedor traseiro

 

1) Ao remover a roda traseira-esquerda, José Carlos identificou que o amortecedor estava estourado, com vazamento de fluido hidráulico, devido à alta quilometragem da peça no veículo.

 

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2) Para remover o amortecedor, inicialmente, solte o parafuso da fixação inferior do componente com chave 16 mm.

 

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3) Posicione um macaco hidráulico ou cavalete para sustentar o eixo traseiro antes da soltura do amortecedor.

 

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4) Desça o carro e solte o parafuso de fixação superior do amortecedor (4b). O acesso fica dentro do porta-malas, protegido por uma capa plástica (4a).

 

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4a

 

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4b

 

5) O amortecedor deve sair logo em seguida. Para remover as molas, é necessário soltar os amortecedores dos dois lados.

 

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6) Existem vários fatores que podem levar ao vazamento, como carga lateral por desalinhamento, que leva ao esforço irregular da haste do amortecedor contra o selo, provocando o vazamento. Outro motivo é a contaminação de agentes externos (terra, areia, sujeira) ou alguma pancada mais severa, capaz de danificar a peça.

 

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7) No momento da desmontagem dos componentes do amortecedor, perceba que o amortecedor original possui um anel-trava metálico na haste e um espaçador para apoiar a arruela. Não é preciso utilizar nem o anel-trava nem o espaçador no amortecedor fornecido pela Nakata para a Nissan Livina na reposição, porque este já possui em sua haste um ressalto para apoiar a arruela, o que substitui a presença das duas peças (vide instrução de montagem que acompanha a peça nova).

 

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8) Na montagem do amortecedor traseiro novo, faça o escorvamento tal qual executado no amortecedores dianteiros.

 

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9) Troque os elementos do kit de reparo: coifa, batente, apoio do batente e os dois coxins superiores. Importante: esses coxins possuem lado de montagem. Seus respectivos degraus precisam ficar voltados para carroceria: o coxim inferior deve ter seu degrau voltado para cima e o superior deve ter esse degrau voltado para baixo.

 

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10) A montagem segue a sequência inversa da desmontagem. Esse aperto final deve ser feito com as rodas no chão. Siga a recomendação de torque indicado pela fabricante do veículo.

 

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Obs: Ao fazer qualquer reparo na suspensão, confira o alinhamento das rodas ao final do procedimento. No caso da Livina, esse é um aspecto ainda mais importante porque o veículo permite o ajuste de cambagem nas rodas dianteiras – cujo ajuste se perde no momento da remoção do amortecedor.

 

Mais informações: Affinia Automotiva – 0800 707 8022

Especial Dia do Mecânico: Buscando a luz para enfrentar a crise

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Situação econômica do Brasil se reflete na queda do valor médio dos serviços e oficinas independentes lutam para vender qualidade a seus clientes

 

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Fernando Lalli / arquivo

 

Para quem viveu no Brasil dos anos 1980 até o início dos anos 1990, falar em crise não é novidade. Quem tem 35 anos ou mais viveu sua juventude na transição entre a ditadura militar e a democracia. Aqueles eram dias de economia turbulenta, inflação astronômica e dinheiro que de uma hora para outra mudava de valor e até de nome: lembra do cruzeiro que virou cruzeiro novo, depois virou cruzado, depois cruzado novo…? Pois é. A crise política e econômica de 2015 fez muita gente lembrar desses lamentáveis momentos que ninguém gostaria viver de novo.

 

Por mais que alguns defeitos ainda persistam, o cenário do País, hoje, felizmente, é diferente daquela época. Assim, certos dados devem ser analisados com cuidado. Em nosso setor, existe a crise das montadoras de automóveis, com queda brusca de mais de 20% na venda de veículos novos em 2015 se comparado ao ano passado. Ao mesmo tempo, fabricantes de autopeças com foco na reposição declaram que estão mantendo o nível de vendas, ou mesmo crescendo, na contramão do pessimismo generalizado. Mas o quanto desse bom ritmo da reposição está realmente se refletindo nas oficinas mecânicas independentes?

 

Dados do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) revelam que, estatisticamente, o ano foi positivo quanto ao número de serviços executados pelas oficinas. Entre janeiro e setembro de 2015, o crescimento foi de 11,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. “Isso tem influência da queda nas vendas de veículos novos e aquecimento do mercado de seminovos”, afirma Antonio Fiola, presidente dos Sindirepas paulista e Nacional.

 

Mas, ao mesmo tempo em que o número de serviços aumentou, o valor médio do reparo feito pelo cliente diminuiu. “O consumidor se mostrou mais contido com relação a gastos em manutenção”, explica Fiola. Este, sim, é um reflexo direto da crise. Apesar de o consumidor ter preferido consertar seu carro antigo do que comprar um carro novo, ele está fazendo apenas os reparos mais básicos em seu veículo. Resumindo: enquanto o carro não quebra, o consumidor não manda trocar nada. E este é o principal problema que as oficinas mecânicas independentes estão enfrentando.

 

Queda no faturamento

Thiago José da Silva, mecânico e sócio proprietário da oficina JOAL Escap em Campinas/SP, relata que houve, sim, queda no volume de clientes e serviços em sua oficina. “Caiu um pouco o movimento e, de forma bastante destacada, caiu o ticket médio por venda. A manutenção preventiva está ficando em segundo plano. O cliente está consumindo só o básico essencial”, conta Thiago.

 

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Thiago José da Silva, da JOAL Escap: “mais cedo ou mais tarde, o cliente vai fazer a manutenção que ele retardou”

 

Em São Caetano do Sul/SP, Djair Agonilha, mecânico na oficina Fiauto, afirma que o movimento diminuiu não só na sua oficina como também entre os seus concorrentes. “Este ano aqui foi fraco, principalmente nos últimos três meses. Até mesmo para os outros colegas e o pessoal de autopeças, todos estão reclamando”, lamenta Djair. Ele diz que clientes de grande porte da oficina chegam a comprar peças no mercado paralelo para reduzir o custo final do reparo. “Eu me preocupo muito com qualidade e… ‘Tá’ complicado”, suspira. “A gente deixa claro para o cliente que traz a peça que a garantia é dele, mas a situação está assim”.

 

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Djair Agonilha, da Fiauto: “este ano foi fraco principalmente  nos últimos três meses. Outros colegas também estão reclamando”

 

Ex-professor do SENAI, Djair afirma que o agendamento dos serviços na oficina, por vezes, nem é mais necessário devido à queda do ritmo de trabalho. Além disso, seus clientes o procuram para fazer só a manutenção necessária – ou nem isso, como conta o mecânico: “um cliente conhecido nosso só trouxe o carro para mexer no freio quando a placa da pastilha pegou no disco. E mesmo assim ele ainda rodou com o carro durante uns dois dias”.

 

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Oficinas estão cheias, mas clientes buscam principalmente serviços rápidos e essenciais

 

Barganha em detrimento da qualidade

Mesmo oficinas cujo movimento é fomentado por clientes passantes estão com dificuldades em manter o nível de faturamento. O mecânico José Jarbas Ferreira, da Auto Mecatrônica Pompéia em São Paulo/SP, conta que a maioria dos fregueses já traz a peça consigo porque privilegia o preço. “Eu explico para o cliente: se você quiser comprar uma peça recondicionada, eu coloco, só que eu não me responsabilizo por nada. Agora, se eu comprar a peça, eu vou comprar um produto de primeira”, afirmou José.

 

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José Jarbas ferreira, da Auto Mecatrônica Pompéia: “não podemos deixar a qualidade do serviço cair”

 

O alto giro de veículos que a oficina paulistana atende em finais de semana não significa faturamento maior. “Chega de tudo. Freio, arrefecimento, motor de partida, alternador, lâmpadas, faróis, tudo mesmo. Mas a conversa de todos eles é a mesma: ‘eu preciso do carro’, ‘não posso parar’, ‘não tenho dinheiro’. Ficam barganhando, mesmo. Pessoal não está se incomodando com qualidade, é verdade”, lastima José. “Mas nós não podemos deixar a qualidade do serviço cair”.

 

O diálogo com o cliente parece estar cada vez mais difícil. O consumidor final tende cada vez mais a confundir manutenção preventiva com “empurroterapia”, seja por desconfiança ou desinformação. “Se você tenta vender a manutenção preventiva, insistindo, mas de forma justa, o cliente pode ficar até ofendido e acaba mesmo saindo da oficina”, declarou Thiago da JOAL Escap. Ele explica que, para contornar a situação, a oficina de Campinas iniciou a estratégia de apresentar aos clientes dois orçamentos diferentes: um com os reparos corretivos necessários no veículo e outro incluindo os reparos preventivos. “Mostramos quais peças ele vai precisar trocar futuramente. Explicamos a situação e o cliente escolhe qual dos dois orçamentos vai fazer. Deixamos o cliente bem à vontade para decidir e, assim, não ficamos sem o serviço”, releva o mecânico.

 

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Antônio Geraldo Pereira da Silva, da oficina Câmbio Automático: “você tem que levantar sua porta e correr atrás”

 

Saindo da zona de conforto

O mecânico acha conserto para tudo, mas a situação econômica das oficinas independentes tem conserto? Sérgio Ricardo Fabiano, gerente de Serviços do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), opina que mecânicos e proprietários devem fazer ações de fidelização a fim de estimular a clientela a frequentar o estabelecimento. “Em tempos de crise, as oficinas têm que diversificar, atender a outras atividades e ampliar os seus serviços”, propõe Sérgio. “É lógico que o cliente vai gastar menos e fazer só o necessário, mas a oficina tem que ter um contato maior com o cliente, ter um controle da manutenção preventiva do carro dele e oferecer seus serviços, oferecer peças em promoção”, enumera.

 

Ainda que a crise venha a permanecer por bastante tempo, Thiago da JOAL Escap acredita que a situação das oficinas vai melhorar a curto ou médio prazo, e confirma que já vê sinal de melhora no fim do túnel. “Mais cedo ou mais tarde, o cliente vai ter que a fazer a manutenção que ele retardou. Aliás, isso já está acontecendo”, declara o mecânico, dizendo o caso de um veículo que voltou à oficina para reparar corretivamente os itens que antes estavam no orçamento preventivo. “Se o cliente protelar demais, aí já está pondo em risco a sua segurança”, alerta.

 

Há muitos fatores que podem vir a favor dos mecânicos em 2016. Para começar, o mercado de reposição independente é responsável pela manutenção de 80% da frota brasileira de veículos, que é estimada em mais de 41 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Percebendo a curva de vendas de veículos entre os anos de 2010 e 2013, a quantidade de carros que chegará em breve às oficinas independentes é imensa. Tudo isso irá movimentar o mercado, queira a crise ou não. “Estudo da Roland Berger prevê crescimento do setor da ordem de 4,8% nos próximos anos, justamente por causa da frota em circulação que demanda serviço nas oficinas”, explica o presidente do Sindirepa, Antônio Fiola. “O reparador precisa estar preparado para a atender a demanda diversificada”.

 

Quem faz coro a Fiola é o mecânico Antônio Geraldo Pereira dos Santos, que hoje trabalha na oficina Câmbio Automático Auto Mecânica em São Paulo/SP. Para ele, a receita para vencer a crise é esquecer o noticiário e focar no trabalho. “Você tem que levantar sua porta e correr atrás. Eu mexo com mecânica, eu tenho que estar atualizado. Se chegar um carro novo aqui, eu tenho que estar pronto para atender o cliente. Se eu não conheço esse carro, eu estou mal informado, então não vou conseguir sair do lugar mesmo”, sorri. Antônio, que já mexeu com todo tipo de veículo, desde máquina agrícola na fazenda até carro importado, sabe das coisas. “Quem vem desinformado, não ganha dinheiro. Primeiro, tem que preparar o terreno para depois plantar. Senão, não cresce nada, não é mesmo? Não dá para ficar parado”, finaliza o mecânico, do alto de seus 40 anos de profissão e ciente que ainda tem muita estrada pela frente.

Acessórios: Instalação do amplificador Taramps TL-1800 no Honda Fit 2009

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Confira em detalhes a montagem do módulo de três canais no sistema de som original do monovolume

 

Texto: Flávio Faria
Fotos: Isabelly Otaviano

 

Equipar um sistema de som original pode ser uma grande dor de cabeça sem os equipamentos e o preparo certo. Pensando neste tipo de cliente, que não tem a ambição de criar um sistema de som a partir do zero, mas gostaria de um conjunto com mais potência e qualidade, a Taramps Eletronics criou a linha “TL” de amplificadores, que além de funcionar com cabos RCA para sistemas de som aftermarket, ainda pode ser conectada ao sistema original por meio de fios, o que dispensa o uso de conversores para RCA. O aparelho conta também com A.R.T (Automatic Remote Taramps), que atua na ligação automática do amplificador em unidades originais, que não contam com fio remoto. Com ela não há necessidade de pegar o sinal de pós-chave, pois o produto aciona o sinal de antena elétrica pelos canais de entrada, ou seja, apenas quando há volume no rádio (e corrente para os fios de entrada do amplificador) que ele passa a funcionar.
O modelo TL-1800, que acompanhamos a instalação, é de classe “D”, de “Digital”, e oferece grande potência com dimensões compactas. A potência máxima é de 170W RMS divididos em dois canais estéreo e 360W RMS na saída mono, totalizando 530W RMS para o conjunto. Neste sistema, serão alimentados os quatro falantes nos dois canais estéreo e será puxado um fio para o porta-malas, que receberá um subwoofer.

 

Instalação dos cabos de alimentação

 

Roberto Calegaretti Jr., consultor técnico da Taramps Eletronics, faz algumas recomendações antes da instalação, como se atentar ao lacre de segurança da fábrica e se o amplificador está embalado no seu plástico original, que mostra que o equipamento está intacto.

 

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1) Avalie o melhor lugar para posicionar o amplificador. Ele deve ser arejado e fora do alcance dos pés dos ocupantes.

 

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2) O caminho dos fios da parte interna do carro para a bateria pode ser pelo para-lama, que dá acesso à coifa de porta do carro, por onde podem seguir junto à fiação original.

 

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Obs: Instale a alimentação diretamente na bateria.

 

3) Meça o quanto será necessário para a fiação alcançar os polos da bateria. Para que visualmente a ligação fique no padrão original, utilize um conduite.

 

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4) Antes de ligar o positivo e negativo, é importante identificar os polos. Caso não haja a identificação de fábrica, utilize um multímetro para encontrar a tensão de voltagem.

 

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5) Solde um porta-fusível no cabo positivo e instale terminais do tipo olhal 10 mm em ambos os fios para fixação no parafuso (5a).

 

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5a

 

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5b

Obs: Faça a ligação com os polos, mas sem conectar o fusível, para que não tenha condução elétrica no fio durante a instalação e risco de curto-circuito (5b).

 

6) Passe a fiação por trás da dobradiça da porta do motorista para não ter risco de danificar os fios, destaque a coifa por onde passa a fiação original e passe o fio, utilizando um acesso na parte inferior do painel.

 

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7) Encaminhe a fiação para o lado do passageiro, com o cuidado de prendê-la com cinta plástica para não fique solta e caia no pé dos ocupantes após a instalação. O indicado é passar o chicote por dentro do painel, em regiões que estejam livres, procurando evitar o contato com componentes que possam se movimentar e romper o chicote, tais como os pedais de acionamento da embreagem, freios, acelerador ou até mesmo a coluna da direção.

 

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Desmontagem do som original

 

Para instalação no som original, será necessário retirar totalmente o painel. Se necessário, utilize uma espátula de nylon para não ter risco de danificar o acabamento.

 

8) Para acessar os parafusos de fixação do som, primeiro abra o porta-luvas inferior e desmonte-o, pressionando de fora para dentro, com o objetivo de desencaixá-lo do batente.

 

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9) Abra o porta-luvas superior e retire dois parafusos Philips que fixam a tampa para alcançar a ferragem interna de sustentação do som. Remova os dois parafusos de sustentação e, após, solte a trava superior do lado direito para desprender a unidade.

 

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10) Retire o acabamento plástico para acesso aos parafusos do lado esquerdo (10a).

 

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10a

Obs: Verifique se não há nenhum botão de iluminação ou farol de milha, para não quebrar o chicote (10b).

 

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10b

11) Desmonte a parte inferior do painel para acesso ao último parafuso (10mm), que precisa ser removido para a liberação da parte traseira do rádio.

 

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12) Retire a unidade de som e desplugue os conectores na traseira.

 

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Obs: É recomendado, antes de desmontar o som, perguntar ao proprietário se ele tem o code do aparelho. Caso ele não tenha, faça a instalação com a unidade conectada, senão ele não poderá ser reiniciado depois de desplugado.

 

13) Identifique quais são os cabos conectados aos alto-falantes de cada porta, puxando a coifa e separando os fios. Os dos alto-falantes estarão enrolados. Para identificar a polaridade dos fios, utilize uma pilha 12V para ouvir um estalo no falante correspondente.

 

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14) Por ser um amplificador de três canais, será preciso ligar em paralelo os alto-falantes dianteiros e traseiros de cada porta, unindo os positivos aos negativos. Com isso, as quatro saídas se tornarão duas.

 

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Obs: Desencape as ligações de cada canal. Com o auxílio de uma pilha de 12V, encoste as extremidades dos fios nos polos da pilha para poder ouvir o ruído emitido e identificar cada alto-falante (14a).

 

 

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14a

Vale lembrar que as ligações dos alto-falantes possuem polaridade. Quando é feito o teste da pilha, os falantes “pulsam” e emitem um ruído característico. Se a ligação for feita de forma correta, ou seja, com a polaridade ideal, o alto-falante “pulsará” para fora do seu alojamento. Se a ligação for feita invertida, ele “pulsará” para dentro, mudando a característica do ruído emitido, se que assemelhará a um “eco”. Isso serve como dica para se fazer a ligação dos fios de forma correta, ou seja, positivo do alto-falante traseiro com o positivo do dianteiro e negativo com negativo, juntando, assim, os canais lado esquerdo e direito de forma adequada. É importante que a ligação em paralelo dos canais seja feita nos fios de saída para os alto-falantes e nunca nos fios de entrada para o aparelho de som, pois poderá causa a queima do aparelho.

 

15) Prepare um chicote com quatro fios, dois mais finos e dois mais grossos, por conta da diferença de potência emitida pelo som original (25W a 30 W) e saída no amplificador (pode chegar até 200W).

 

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16) Posicione o chicote de modo que não atrapalhe o encaixe do som na estrutura metálica e evite que os fios possam ser “mastigados” pela carcaça do som, o que pode gerar um curto e vir a queimar o amplificador. Procure seguir o mesmo caminho dos chicotes originais do veículo.

 

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17) Conecte a entrada e a saída e enrole uma espuma nos fios para evitar ruídos depois de montado. Em seguida, remonte a unidade.

 

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Posicionamento do amplificador

 

18) Procure capas plásticas por onde possa passar o chicote (cabos de alimentação e dos alto-falantes). Desmonte a soleira lateral do passageiro para poder levantar o carpete e encontrar o ponto adequado por onde será passado o chicote até o amplificador que se encontra debaixo do banco.

 

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19) Conecte os chicotes de entrada (fios mais finos) no amplificador, tomando cuidado para ligar os lados correspondentes de cada porta ao demarcado na peça (L e R), além da polaridade (azul é positivo e cinza, negativo) e encaixe-os na entrada do amplificador.

 

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20) Parafuse os chicotes de saída (fios mais grossos) na outra lateral do amplificador, identificando os lados das portas (L e R) e as polaridades dos fios. Em seguida, conecte os cabos de alimentação positivo e negativo nas conexões correspondentes no amplificador.

 

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21) Envolva os chicotes com espuma, para eliminar ruídos após a montagem.

 

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22) Cole um velcro macho na parte inferior do amplificador, tomando cuidado para não aplicar sobre as etiquetas de fábrica, para poder fixar o aparelho sobre o carpete do assoalho do veículo.

 

Obs: Antes de fazer o acabamento no amplificador e fixá-lo, conecte o fusível na ligação positiva da bateria e teste o som para verificar se a instalação foi feita corretamente.

 

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23) Ajuste as definições de bass bost e low pass filter no amplificador antes de fixá-lo. Para finalizar, posicione a peça sob o banco.

 

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Artigo – Em tempos de crise, o mais sábio sobrevive

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Por: Fernando Landulfo
Fotos: arquivo

 

Os tempos mudaram. E pelo jeito, para pior. Pois é, as perspectivas econômicas não são nada boas. Os analistas econômicos prevêem uma longa recessão, com inflação e taxas de juros altas, aumento do desemprego, poder de compra da população cada vez menor e aumento de impostos (como se já não bastasse o que se paga). Sim, a situação não é nada promissora para todas as atividades econômicas. É hora de fechar as torneiras dos gastos e apertar o cinto.

 

A indústria automobilística amarga uma das piores crises já vistas. Poucos são aqueles que têm “caixa” para um carro novo a vista. Menos ainda são aqueles que se arriscam a entrar num financiamento. Isso sem falar daqueles que estão devolvendo os carros comprados as financeiras porque perderam o emprego e não podem mais pagar.

 

Existe um lado positivo, pelo menos para o Guerreiro das Oficinas: se não dá para trocar de carro, o negócio é consertar o que se tem. Sim, por incrível que pareça, quando o mercado de automóveis novos esfria, o da reparação tende a aquecer. No entanto, somente com muita sabedoria é possível manter o negócio sadio. E quando se fala em sabedoria é em todos os sentidos e não apenas no filosófico.

 

Conhecimento técnico

O automóvel evoluiu. E numa velocidade incrível. Nos últimos 20 anos, a enorme quantidade de tecnologia de ponta que foi embarcada transformou o automóvel em uma máquina muito complexa e cheia de melindres. Aquilo que se aprendia apenas dentro da oficina não é mais suficiente para permitir a realização de diagnósticos em sistemas de controle que se aproximam da inteligência artificial. A simples operação do equipamento de diagnóstico exige a leitura de páginas e páginas de manuais, de tantos que são os recursos disponíveis. E muito deles em inglês.

 

Sim, o mecânico teve que voltar ao banco da escola. Aprender a respeito de eletrônica digital, redes de comunicação e até mesmo programação. Pois é, a injeção eletrônica do saudoso Gol GTi é um brinquedo de criança perto dos sistemas atuais. E quem não tem conhecimento é melhor nem pôr as mãos no veículo, pois, um erro pode destruir uma unidade de controle que custa os “olhos da cara”.

 

A situação é tão séria que profissionais mais jovens estão se preparando em cursos de engenharia e tecnologia na área. Até cursos de pós-graduação já estão sendo ministrados. Isso sem falar nos inúmeros cursos de atualização que fabricantes e montadoras disponibilizam ao mercado. Vale a pena investir tanto tempo e dinheiro em escola? É claro que sim! Mas, e o retorno? Ora, basta perguntar ao dono de um veículo importado e de alto preço se ele se sente mais confortável sabendo que seu mecânico é formado, pós-graduado e atualizado. E está disposto a pagar mais por isso. Porém, a contrapartida tem que ser dada por parte do profissional, na forma de competência.

 

Mas é só no banco da escola que se aprende? É claro que não! A experiência de trabalho continua valendo, e muito! Afinal de contas existem “macetes” que escola nenhuma ensina. Só o trabalho no chão da oficina proporciona determinadas habilidades, imprescindíveis ao bom desempenho da profissão. Entretanto, essa não é a única fonte de conhecimento técnico. A pesquisa também é uma arma poderosa. A internet praticamente trouxe o mundo para dentro de casa: livros, catálogos e vídeos. Poucos são os assuntos que não são abordados. Bibliotecas técnicas, como a do Sindirepa-SP, também são ricas fontes de informação.

 

Lembre-se: conhecimento nunca é demais.

 

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Conhecimento administrativo

Seja em tempos de crise ou não, administrar um negócio é coisa séria. É preciso saber comprar, vender, pagar, assim como administrar pessoal e seus conflitos. Isso sem falar no jogo de cintura na hora de tratar reclamações e negociações. Impostos, sim, os benditos impostos. Quais são e quando devem ser pagos. Não se pode ser refém do contador. Direitos trabalhistas e do consumidor. Legislação ambiental. Tudo isso evita uma enorme despesa com processos e advogados. Por essa razão que o mecânico também foi aprender administração. Entidades como o SEBRAE e o SENAI costumam ministrar cursos sobre administração de oficinas.

 

Procedimentos

 

Se uma norma técnica existe sobre determinado procedimento, por que não a utilizar? Ela pode garantir que numa possível ação judicial o mecânico seja responsabilizado por inventar procedimentos.

 

Limpeza e organização também são importantíssimos. Nos dias de hoje mecânico sujo e bagunçado não pode existir. Instituir um programa 5S não é difícil e é muito vantajoso. Os benefícios são enormes e o cliente nota a diferença. Ah, e não se esqueça que a aparência do mecânico é o retrato da sua empresa. Afinal de contas: bolinho de graxa é coisa do passado.

 

Investir em melhorias em sua oficina e em si mesmo é a melhor maneira de enfrentar a crise de peito aberto e sobreviver no mercado. As oportunidades estão aí para quem quiser e puder aproveitar.

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