Abílio Responde: Qual a posição do sensor de temperatura

POSIÇÃO DO SENSOR DE TEMPERATURA

Comprei uma carcaça de alumínio para a válvula termostática do meu New C3, porém o sensor de temperatura vem numa posição diferente e é roscado. Será que tem algum problema nessa posição do sensor e o fato de ser de rosca?

Odair Batista
Via YouTube O Mecâniconline

 

A fixação por rosca provavelmente não, mas a posição sim. O elemento medidor fica posicionado na melhor posição do fluxo de água para evitar falsas medições.

 


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: faleconosco@omecanico.com.br

VW Caminhões investe 2 bilhões no Brasil a partir deste ano

Empresa ampliará produção diária nas duas linhas de montagem em Resende/RJ

 

A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou um investimento R$ 2 bilhões no Brasil entre os anos de 2021 e 2025. A montadora explica que ela e seus parceiros no Consórcio Modular também já iniciaram a contratação de mais 550 colaboradores em Resende/RJ. E após a finalização da compra da Navistar pelo Grupo TRATON, esperada para junho de 2021, a VWCO buscará aumentar sinergias entre as empresas.

A empresa conta que ampliará a produção diária nas duas linhas de montagem em Resende, com ênfase na oferta dos caminhões extrapesados Constellation 33.460 6×4, Meteor 28.460 6×2 e Meteor 29.520 6×4. Totalmente desenvolvidos no Brasil, os modelos já iniciaram pré-venda. Além de extrapesados, a VWCO fabrica modelos leves, médios e pesados das linhas Delivery e Constellation, os cavalos mecânicos da marca MAN e os chassis de ônibus Volksbus.

Agora, em 2021, a VWCO celebrará também quatro décadas de operações desde o lançamento de seus primeiros produtos no Brasil, em março de 1981. A montadora, que iniciou operações em São Bernardo do Campo/SP, escolheu Resende, no Rio de Janeiro, para sua sede em 1995, investindo US$ 250 milhões na construção de uma nova fábrica, que foi inaugurada em 1996.

Ao longo dos últimos 25 anos, R$ 5,5 bilhões foram destinados ao crescimento da empresa em cinco ciclos consecutivos de investimentos, sendo quatro ciclos de R$ 1 bilhão cada, e o último de R$ 1,5 bilhão.

Fernando Calmon | Dúvidas e esperança para segurança viária em 2021

acidente

O que esperar do trânsito brasileiro, em 2021, considerando que a partir de abril próximo as mudanças no Código de Trânsito Brasileiro passam a vigorar? Afinal, a frota real circulante no País é de 47 milhões de veículos leves e pesados, mais 13 milhões de motos. Temos cerca de um milhão de quilômetros de estradas federais, estaduais e municipais, das quais apenas cerca de 20% pavimentadas. Algo surreal para um país que se diz “rodoviarista”.

Para isso conversei com J. Pedro Corrêa, um dos mais respeitados consultores em programas de trânsito. Ele montou um questionário e enviou a 19 pessoas de setores diferentes ligados ao tema para sentir suas expectativas sobre este ano.

Ao analisar as respostas concluiu que há razões para se acreditar em alguns progressos, como há também no sentido contrário. A economia deve crescer e vir acompanhada de aumento de tráfego tanto nos centros urbanos quanto nas rodovias, e isto provocará aumento de acidentes. Não vê razão, porém, para pessimismo.

“É correto esperar que em algumas cidades, principalmente capitais, ocorram melhorias. Elas poderão contar com o suporte de organizações internacionais como a Iniciativa Bloomberg, a WRI, a GRSP que já mostraram seu valor. Há, ainda, o Programa Vida no Trânsito, incentivado pelo Ministério da Saúde, que tem conseguido bons resultados em algumas capitais”, comenta.

Fernando CalmonO caso de Fortaleza provocou ótimas reações e serve bem como modelo de programa municipal que pode se adotar em outras cidades. Corrêa afirma que “a capital cearense deu uma lição: fora a consultoria internacional da Bloomberg, quase tudo foi feito por lá. Um esforço local, sem depender de Brasília, confirmando a ideia de que se a cidade mostrar interesse e determinação em fazer as coisas acontecerem, elas acontecem”.

Ele também vê crescimento da mobilidade ativa, notadamente o uso de bicicletas que mostrou bom desempenho durante a pandemia e promete continuar. “Algumas cidades expandiram suas malhas cicloviárias. Já a caminhabilidade, embora em debate público, não teve o mesmo resultado obtido pelas bikes. São vários os subtemas, de soluções complexas, incluindo construção e recuperação de calçadas.”

As motos continuam a preocupar. “Fatalidades não param de crescer. O programa Motofretista Seguro, do Detran-São Paulo, parece ser a resposta mais efetiva para o problema. Regularização da CNH, capacitação e formação, facilidade na compra de itens de segurança (e da própria moto) e acesso a linhas especiais de crédito junto ao Banco do Povo Paulista foram boas respostas.”

Há ainda uma incógnita para 2021. O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, criado pelo Denatran em 2018, até agora não decolou de vez. Corrêa mostra cautela. “Se executado com êxito, nossa agência-líder assumiria a efetiva coordenação das ações preconizadas pela ONU/OMS para a 2ª Década Mundial de Trânsito. Na 1ª Década, alcançamos 30% de uma meta de 50% de redução do número de mortes, algo até aceitável. Sinto a equipe do Denatran bem motivada, mas é preciso muito mais que isto – sem recursos adequados, não há como realizar bons programas.”

Ele aponta também uma conquista de grande importância possível para 2021. A continuação do Programa Brasileiro de Avaliação Viária, comandado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e desenvolvido por uma organização internacional, com objetivo de recuperar a malha rodoviária federal brasileira.

“O exame de 65.000 km de rede pavimentada e a classificação por estrelas começarão em breve. O Laboratório de Transportes e Logísticas da Universidade Federal de Santa Catarina atua como Centro de Excelência do iRAP no Brasil, desde 2015. O iRAP (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estradas) é uma organização não governamental com atuação em mais de 100 países. Classificação por estrelas e recuperação das rodovias federais é fato do maior significado para a segurança viária brasileira”.

Corrêa é um entusiasta do programa sueco Visão Zero (para mortes no trânsito). “O Governo Federal pode dar uma contribuição extraordinária, se usar adequadamente o convênio de cooperação assinado com a embaixada da Suécia. Os conceitos, desde os anos 1990, são aplicados por dezenas de outros países. Especialistas suecos poderiam desenvolver um modelo de treinamento gerencial para técnicos brasileiros na área de gestão de programas. Este é um dos principais problemas nacionais. Importante, em 2021, seria adaptar os conceitos, respeitando características e valores nossos.”

O consultor termina, afirmando: “Dá para entender porque meus entrevistados mostram dúvidas e esperanças em relação à circulação viária em 2021. São como nuvens densas cobrindo o país nesta área: podem anunciar as chuvas que faltaram este ano em várias regiões, mas que podem, ao mesmo tempo, aumentar os problemas que já tínhamos. O tempo dirá.”

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www.fernandocalmon.com.br

Cinco ferramentas de gestão para a oficina

De atendimento imediato com técnicos especializados até operação focada na gestão financeira, separamos algumas ferramentas para te ajudar a manter tudo em ordem na oficina

 

Gerir uma oficina pode ser mais trabalhoso do que de fato reparar os veículos. Para o negócio prosperar, é necessário organização e empenho em manter todos os setores da empresa nos trilhos. E é por isso que separamos cinco plataformas que podem ajudar o mecânico-proprietário com os processos do dia a dia e tornar a oficina uma empresa mais eficiente.

  1. MecânicoPro: Ao assinar a plataforma, o mecânico consegue atendimento imediato com técnicos especialista da indústria por meio de chat e até videochamada, otimizando assim o tempo gasto em cada serviço. No MecânicoPro, também é possível encontrar informações automotivas organizadas por marca e modelo dos veículos que chegam no pátio da oficina. Há dicas, vídeos, procedimentos de trabalho, esquemas elétricos e padrões de sinais e medições disponíveis para consulta e aperfeiçoamento profissional. A assinatura custa R$ 169,00/mês.
  2. Oficina integrada: A plataforma controla desde a entrada do veículo na oficina até a saída. Entre suas funcionalidades, estão: controle de estoque de peças, ordens de serviços com alertas aos funcionários, gestão financeira, NFe e controle de fluxo de caixa, cálculo de comissões por setores, integração com o site da oficina onde o cliente pode acompanhar a ordem de serviço. Os planos de assinatura variam entre R$ 59,90/mês até R$ 229,00/mês.
  3. Google Meu Negócio: Mostrar transparência e credibilidade no meio online também é uma forma de gerir bem uma oficina. O Google Meu Negócio ajuda nisso, já que é a plataforma de edição das informações de empresa que aparecem no Google, tanto na pesquisa quanto no Maps. A empresa orienta os empreendedores sempre manter o Google Meu Negócio completo, já que isso influencia diretamente no desempenho do nome da oficina: “As empresas que incluem imagens nos perfis recebem 42% mais solicitações de rota no Google Maps e 35% mais cliques para acessar o site do que as que não adicionam”, informa. O serviço é gratuito.
  4. On Motor: A plataforma possibilita organizar cada detalhe financeiro da oficina. É possível também manter um histórico de todas as vendas realizadas e saber quais são as peças mais vendidas. A solução mostra em tempo real o status de todas as ordens de serviço ativas na oficina e mantem contato direto com o cliente via WhatsApp e SMS. A ferramenta possui seis planos, sendo o mais básico gratuito e o completo R$ 230,00/mês.
  5. Workmotor: A ferramenta é um sistema de gestão de autopeças que atende oficinas mecânicas. A empresa explica que fornece o serviço explica que o intuito da solução é agilizar processos diários da área financeira como contas a pagar, contas a receber e fluxo de caixa, análise de resultados e organização de dados, ordens de serviços, solicitações de orçamentos e cadastro de clientes. Há um plano básico gratuito, porém os planos com mais funcionalidades parte dos R$ 90/mês.

Abílio Responde: Qual óleo de motor usar no Cobalt que era táxi?

ÓLEO DO COBALT

Gostaria de saber qual o óleo de motor devo usar, já que o carro era táxi e já rodou mais de 200 mil km.

Eduardo Alves da Costa
Via site O Mecânico

Em qualquer quilometragem, salvo reparos não previstos, o óleo do motor é o mesmo indicado pela GM no manual do proprietário: viscosidade SAE 5W30 (motores 1.4 e 1.8 Econo.Flex) e 0W20 (motores 1.4 e 1.8 ECO SPE/4) Dexos 1 ou equivalente de qualidade API-SN, ILSAC GF5 ou superior. No caso de uso severo, como é o de táxi, o que muda não é o lubrificante, mas sim o período de troca. Ao invés de 10 mil km ou 12 meses, corta-se pela metade: 5 mil km ou 6 meses.

 


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Heliar firma parceria com a Renault para venda de baterias

bateria Heliar

 

Com a parceria, as cerca de 300 concessionárias da Renault no Brasil oferecerão as baterias da marca Heliar

A Heliar anuncia uma parceria com o grupo Renault para oferecer seus produtos nas cerca de 300 concessionárias do grupo. Vale lembrar que os veículos Renault produzidos no Brasil já saem de fábrica com baterias Heliar.

“A bateria é um dos itens avaliados nas revisões realizadas pelos técnicos da Renault e, no caso de necessidade de troca, poderá ser encontrada diretamente em todas as concessionárias do País”, afirma Arnaud Mourebrun, diretor de Pós-venda na Renault do Brasil.

De acordo com o gerente nacional de Vendas Heliar, Hugo Mundim, essa parceria será muito importante para expandir os pontos de venda das baterias da Heliar. “Como temos Máster Franqueados em todo o Brasil, conseguiremos oferecer agilidade nas vendas diretamente para as concessionárias e expandir a parceria de sucesso que já temos com a montadora”, diz.

Abílio Responde: Viscosidade do trava-rosca

Viscosidade do trava-rosca

Queria um trava-rosca de torque alto. Vi que há modelos com torque alto, mas que se diferenciam pela viscosidade. O que implica ou influencia um produto ter alta ou baixa viscosidade?

Diego Velardi
Via YouTube OMecâniconline

Geralmente, a viscosidade está associada aos aditivos presentes, não necessariamente à resistência ao torque. Escolha o produto de acordo com a utilização, seguindo o catálogo do fabricante.

 


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Cobreq lista cuidados com o freio ao descer a serra

Estrada e descida de serra

Se você for pegar a estrada, confira alguns cuidados para ajudar a preservar o sistema de freio durante a descida da serra

 

Neste período de verão, em que os brasileiros devem viajar para a praia, a Cobreq lista quatro cuidados que os motoristas devem ter com o freio ao descer a serra. Vale reforçar que é importante também fazer a manutenção preventiva antes de pegar a estrada.

O coordenador de assistência técnica da TMD Friction do Brasil, Raulincom Borges da Silva, explica que alguns cuidados básicos ajudam a preservar o sistema e garantir a sua eficiência nessas condições.

Desça com o carro engrenado

A primeira dica é dirigir com a marcha engrenada, o que garante estabilidade e oferece mais eficiência na frenagem. Além disso, a atitude preserva o freio, que não precisará ser acionado o tempo todo durante a descida.

Utilize o freio motor

Caso o motorista utilize demais o freio, isso poderá ocasionar um grande aumento na temperatura do sistema. Por isso, o ideal é usar o freio motor. A redução na velocidade com a redução das marchas permite evitar que haja uma sobrecarga, preservando todos os equipamentos.

Câmbio manual e automático

Nos carros com câmbio manual, o indicado é descer a serra usando a mesma marcha que seria utilizada na subida. Contudo, no caso dos carros com câmbio automático, o sistema já faz a redução sozinho.

Cuidado com a neblina e a chuva

Na serra, é comum encontrar neblina e chuva. Nessas condições, a recomendação é reduzir a velocidade do veículo e manter uma distância segura do carro à frente.

Tecnologia permite abastecer caminhões com hidrogênio líquido

Mercedes-Benz caminhão GenH2 Truck

Sistema em desenvolvimento pela Daimler será testado com clientes em 2023 e oferecerá benefícios com o abastecimento com hidrogênio líquido

 

A Daimler Truck AG e a Linde, empresa global de gases industriais e engenharia, estão desenvolvendo uma nova tecnologia para o abastecimento de hidrogênio líquido em caminhões com propulsão por células de combustível. O objetivo é criar um sistema que permita o abastecimento com maior densidade, maior autonomia, mais rápido e com maior eficiência energética.

Segundo as empresas, esse novo processo usará níveis de pressão mais altos do que a do ambiente e controle de temperatura especial, evitando os chamados efeitos de fervura e “retorno do gás” – quando o gás do tanque do veículo retorna ao posto de abastecimento. Com isso, não será mais necessária uma complexa comunicação de dados entre o posto de gasolina e o caminhão durante o reabastecimento.

A previsão é realizar em 2023 o primeiro reabastecimento de um veículo protótipo em um posto piloto na Alemanha. Os testes com clientes terão início com o GenH2 Truck, um caminhão-conceito movido a célula de combustível que estreou em setembro do ano passado. Já a produção em série deve começar na segunda metade desta década. A empresa espera que o uso de hidrogênio líquido em vez do gasoso ofereça desempenho similar ao de caminhões equivalentes convencionais movidos a diesel.

Outra vantagem do hidrogênio líquido (LH2) é que ele exigirá tanques muito menores e, devido à menor pressão, também significativamente mais leves.

Raio X: Honda WR-V EXL

Derivado do Fit, SUV de entrada da marca adota novos itens de segurança na linha 2021

 

O Honda WR-V surgiu no início de 2017 para ocupar a lacuna entre Fit e HR-V na gama da fabricante de origem japonesa. Após pouco mais de 3 anos e meio de mercado, a linha 2021 do SUV de entrada da marca recebeu novidades no visual e no pacote de equipamentos de segurança e comodidade.

As mudanças incluem faróis em LED com projetor, nova moldura para os faróis de neblina, grade redesenhada, moldura da placa na cor da carroceria e lanternas em LED. O para-choque traseiro tem novo desenho e está 67 mm mais comprido, a fim de proteger melhor a tampa traseira de pequenos impactos. Ao todo, o comprimento total passou a 4.068 mm.

Maurício Marcelino, proprietário da oficina Auto Mecânica Louricar, na Zona Sul de São Paulo/SP.

Uma das principais novidades desta renovação está na adoção de controles de estabilidade e tração como itens de série para o modelo – anteriormente, não estavam disponíveis nem como opcionais. O WR-V passa a contar também com assistente de saída em rampas e sinalização de frenagem de emergência, que aciona o pisca-alerta três vezes em desacelerações bruscas. Outros equipamentos inéditos são sistema de ajuste elétrico de altura dos faróis e alerta de perda de pressão dos pneus.

O motor segue o mesmo 1.5 16V flex de 116/115 cv de potência e 15,3/15,2 kgfm de torque (E/G), sempre acoplado ao câmbio automático do tipo CVT com simulação de 7 marchas. Novidade é a chegada de borboletas no volante para as trocas manuais. O consumo declarado no padrão do Inmetro é de 8,1 km/l na cidade e 8,8 km/l, na estrada, com etanol. Com gasolina, na ordem, as médias são de 11,7 km/l e 12,4 km/l.

A linha 2021 do WR-V é vendida nas versões LX (R$ 83.400), EX (R$ 90.300) e EXL (R$ 94.700). Para detalhar as condições de manutenção e reparabilidade da configuração topo de linha do WR-V 2021, contamos com o auxílio do mecânico Maurício Marcelino, proprietário da oficina Auto Mecânica Louricar, na Zona Sul de São Paulo/SP.

BOM ESPAÇO

Ao abrir o capô, Maurício destaca o bom espaço para o mecânico trabalhar. “A frente mais avançada e alta em relação ao Fit acabou melhorando o acesso aos componentes”, conta. Um dos exemplos é o acesso às velas e bobinas (1), onde não é preciso remover a grelha plástica abaixo dos limpadores de para-brisa (popularmente conhecida como “churrasqueira”).

Ao contrário da dupla Fit e City, que utiliza o mesmo motor 1.5 flex, o WR-V conta com velas de ignição convencionais, com a ponta do eletrodo feita de níquel (2a) – no monovolume e no sedã, são de irídio. O intervalo de substituição é a cada 40 mil quilômetros no SUV, onde as velas originais NGK têm código FR6F-11DK (2b). Para efeito de comparação, as peças de Fit/City têm substituição prevista a cada 60 mil quilômetros, com o código DIFR6D11D. Enquanto cada vela convencional tem o preço sugerido no site oficial da Honda de R$ 41,77, a unidade da vela de irídio é vendida por R$ 129,31.

Consultada pela reportagem sobre a mudança na especificação da vela entre os projetos, a Honda do Brasil explica que houve maior liberdade na escolha dos componentes do WR-V por ser um modelo desenvolvido localmente. “Neste processo, a vela de níquel, amplamente utilizada no mercado local, se mostrou a melhor opção. Como a calibração do WR-V é exclusiva, não é recomendável usar velas de irídio nele, assim como não se deve usar níquel no Fit e City. Cada projeto teve sua calibração projetada levando em conta as peculiaridades do seu sistema de combustão”, detalha a Engenharia da fabricante, em nota.

Na opinião de Marcelino, a bateria (de 47 Ah) poderia trazer o sistema de engate–rápido no polo negativo (3), já comum em outros carros. “Esse dispositivo dispensa o uso de chave”, explica. Aspecto negativo ressaltado por Maurício é a ausência de pintura no cofre do motor e na face interna do capô. “Não é um acabamento esperado para um carro nessa faixa de preço”, opina o mecânico.

“A visualização do nível do reservatório do líquido de arrefecimento (4) não é tão acessível. Mas é um sistema que não costuma apresentar problemas na linha japonesa”, revela o mecânico. A substituição do fluido de arrefecimento é recomendada pela Honda apenas a cada 200 mil km. O produto homologado pela marca é o anticongelante Honda tipo 2, que vem pronto para aplicação (já diluído em água desmineralizada na proporção 50/50). A capacidade total do reservatório é de 4,54 litros.

“A dificuldade de observação do nível do líquido de arrefecimento pode prejudicar uma ação preventiva, no caso de um pequeno vazamento, que drena lentamente o reservatório. Ponto negativo para a marca, na minha opinião”, conta o professor de Engenharia Mecânica e consultor técnico da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo.

Para ter acesso ao servo-freio e cilindro-mestre, basta remover a caixa do filtro de ar (5) – este com troca prevista para cada 20 mil quilômetros ou 24 meses. O fluido de freio (DOT 3 ou DOT 4) deve ser substituído a cada 36 meses, independentemente da quilometragem. O corpo de borboleta (6) também tem bom acesso, segundo Marcelino, assim como os dois sensores de oxigênio. Já para realizar a troca do radiador, é necessária a remoção do para-choque. O mecânico destaca ainda a boa localização da central do sistema ABS, que nesta renovação do WR-V ganhou a adição dos controles de estabilidade e tração, além do assistente de saída em rampas – o conjunto é chamado pela Honda de VSA.

O sistema de sincronismo do 1.5 flex da Honda é feito por meio de corrente, projetada para ter a mesma vida útil do motor. A correia de acessórios possui acesso fácil para a substituição, de acordo com o mecânico. A inspeção visual da correia e do tensionador é recomendada pela Honda para cada 20 mil quilômetros. Segundo a fabricante, não há prazo fixo estipulado para a troca destes componentes. “O período varia muito de acordo com a condição de uso. Se o veículo for usado de forma suave, a correia e o tensionador vão durar por um tempo maior. Esse conceito se aplica à maioria dos itens de desgaste, como pneu, pastilha/disco e embreagem”, explica a Honda, em nota. Outros componentes com boa localização são o compressor do ar-condicionado e o alternador (7).

A captação de ar é bem alta no WR-V, uma solução bem pensada na visão do mecânico. “Isso reduz o risco de aspiração de água para o motor em caso de transposição de enchente, o que pode levar a um calço hidráulico. Lembro que nos Fit de primeira geração a captação era logo abaixo do para-lama”, afirma Marcelino.

Outro aspecto ressaltado pelo mecânico é a facilidade de acesso aos soquetes para a substituição de lâmpadas dos faróis (8), que trocaram o conjunto monoparábola com luzes halógenas do WR-V anterior por bloco elíptico com luzes em LED. Na traseira, as lanternas são divididas em duas peças. Para trocar as luzes do prolongamento na tampa (lanternas e luz de ré), basta remover uma tampa plástica com a chave phillips. Já na peça principal, é preciso remover os dois parafusos de fixação e retirar o conjunto da lanterna para fora da carroceria.

A troca do filtro de ar-condicionado (9), também conhecido como filtro anti-pólen, é simples como em outros modelos da Honda. Para ter acesso ao componente, basta apertar as laterais do porta-luvas aberto para destravar as linguetas e baixá-lo. A caixa do filtro fica logo atrás do porta-luvas, envolta por uma tampa presa por duas presilhas. O filtro de cabine deve ser encaixado com a posição da seta indicadora de direção do fluxo de ar apontando para baixo. A substituição é indicada pela Honda a cada 20 mil quilômetros ou em intervalo menor caso detecte-se que o componente esteja saturado.

ALERTA DE PRESSÃO DOS PNEUS

Novidade da linha 2021 do WR-V é o sistema de advertência de baixa pressão dos pneus. O princípio de funcionamento no Honda é o sistema indireto, onde o cálculo é feito pelo sensor de velocidade de roda do sistema ABS. O recurso monitora e compara o ângulo de rolagem e os valores rotacionais de cada roda e pneu para determinar se um (ou mais) pneu está com baixa pressão.

Desta forma, não há sensores individuais integrados à válvula de cada pneu (como ocorre no sistema direto), o que diminui o custo de manutenção. Desvantagem deste sistema indireto é a necessidade de configurar o alerta a cada parada para recalibrar (por meio de um botão no painel) e a ausência de indicação exata de pressão em cada pneu.

De acordo com a Honda, após a correta aferição da pressão dos pneus e “reset” do botão no painel (10), a calibração do sistema é completada após cerca de 30 minutos de condução a velocidades entre 40 km/h e 100 km/h. No WR-V, quando o motorista configura a nova pressão, a luz-espia do sistema (amarela, com sinal de exclamação dentro de um pneu) pisca duas vezes. Em caso de pneu com baixa pressão durante a rodagem, a mesma luz acende e permanece desta forma até a verificação pelo motorista. Caso seja necessária a reposição do pneu, o torque de aperto recomendado das porcas das rodas é de 108 nm.

UDERCAR

O WR-V traz proteção plástica em substituição ao protetor de cárter de aço. Sem o componente, é possível ter fácil acesso ao filtro de óleo (11). A troca do óleo (e filtro) do motor deve ser feita a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses – em caso de uso severo, o intervalo é reduzido pela metade. O fluido utilizado deve ter especificação SAE 0W-20 API SM ou superior. Incluída a troca do filtro, são necessários 3,6 litros ao todo.

O motor de partida também tem bom acesso para manutenção, assim como o coxim inferior do motor (12). A caixa de câmbio e o trocador de calor da caixa também estão bem localizados, “com boa distância em relação ao eletroventilador”, observa o mecânico. A troca do fluido da caixa CVT deve ser feita a cada 40 mil quilômetros ou 36 meses. O fluido homologado possui especificação Honda HCF-2 e, para a troca, são necessários 3,4 litros.

A suspensão dianteira, do tipo McPherson (13), não traz surpresas, com os elementos já conhecidos pelos mecânicos. Com maior altura do solo em relação ao Fit, o WR-V traz barra estabilizadora mais espessa, amortece-dores com batente hidráulico e buchas específicas. Vantagem da maior altura é o acesso facilitado (14) à manutenção de itens da suspensão. “Nos antigos Fit, para fazer a troca das buchas da barra estabilizadora, era necessário baixar todo o quadro de suspensão. Agora, o mecânico tem acesso para soltar os parafusos. Ficou muito bom”, observa Marcelino.

A troca dos amortecedores dianteiros exige a remoção dos limpadores de para–brisa e da “churrasqueira”, já que a fixação superior destas peças fica abaixo dela. “Com o passar do tempo, as presilhas plásticas acabam ressecando e dificultando a remoção e encaixe dessas peças”, conta Marcelino. Na traseira, o WR-V traz eixo de torção derivado do utilizado no HR-V, de acordo com a Honda. O sistema de freios (com discos ventilados na dianteira e tambor, na traseira) não teve alterações.

Como em outros carros que compartilham plataforma com o Fit (City e HR-V), o tanque de combustível do WR-V é localizado na parte central do undercar, abaixo dos bancos dianteiros. A solução foi adotada para permitir várias formas de rebatimento do banco traseiro. “Para fazer a manutenção da bomba de combustível, é preciso desmontar o console central, na região da alavanca de câmbio”, explica.

O filtro de combustível (15) tem acesso simples, na região próxima ao tanque. A troca é recomendada para cada 10 mil quilômetros ou 12 meses. O cânister (16), por sua vez, fica alojado próximo ao compartimento do estepe.

Após conhecer o WR-V 2021, o veredicto de Maurício Marcelino é positivo. “Gostei muito do espaço para trabalhar, tanto no cofre do motor, quanto na parte de suspensão. A Honda parece ter pensado nos mecânicos”, elogia.

Questionado se o WR-V necessita de alguma ferramenta especial para a manutenção, o mecânico ressalta a importância do scanner. “Para reparar os carros atuais, o mecânico precisa de uma boa ferramenta de diagnóstico. Este carro tem muitos equipamentos eletrônicos. Com um scanner de boa qualidade, o mecânico consegue fazer um bom reparo”, explica.

texto: Gustavo de Sá
fotos: Lucas Porto

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