Com a parceria, os produtos Monroe e Monroe Axios seguem à venda nas 44 lojas da DellaVia Pneus
A DellaVia Pneus renovou sua participação no Monroe Club, o programa de relacionamento da Monroe, reforçando a parceria entre as marcas. Com isso, os produtos Monroe e Monroe Axios continuarão sendo oferecidos em todas as 44 lojas da rede, situadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
“Esta é uma parceria de longa data e duplamente estratégica para nós. Primeiramente, por ter a DellaVia Pneus mais uma vez como integrante ao Monroe Club, nosso programa de relacionamento, criado há mais de 20 anos, que disponibiliza diversas capacitações e outras iniciativas. Em segundo lugar, por proporcionar ao consumidor um atendimento diferenciado, com uma equipe de profissionais altamente qualificados e treinados para esclarecer todas as informações dos produtos Monroe e Monroe Axios, assegurando eficácia aos serviços prestados”, afirma Juliano Caretta, Supervisor de Treinamento Técnico da Monroe.
Como participar do Monroe Club
A Monroe informa que, os lojistas que desejarem se tornar parceiros do Monroe Club, devem entrar em contato pelo telefone 08000-166-004 ou pelo e-mail atmogi@driv.com para obter mais detalhes. O pagamento da taxa é anual e dá direito a diversos benefícios do programa de relacionamento.
Modelos que entram e saem do mercado este ano é um cenário em constante mudança, conforme se cruzam fontes e informações. Como já expliquei, as novas exigências para emissões evaporativas dentro do programa Proconve PL 7 inviabilizam o investimento em modelos mais antigos. Entretanto, há outras condicionantes a exemplo da dinâmica de oferta de produtos e razões industriais para abrir espaço a versões mais evoluídas.
A Honda para de produzir Fit e Civic ao longo do próximo ano. Mas enquanto este sai de cena na esteira de dificuldades para os sedãs, aquele será substituído pelo City hatch, mas não em 2021. Primero vem o novo City sedã, no final do próximo semestre, com objetivo também de atrair os fãs do Civic. O novo HR-V terá produção iniciada no primeiro trimestre do próximo ano na fábrica de Itirapina (SP). WR-V continuará em linha e deverá mudar em 2023.
Hyundai ix35, versão defasada do Tucson, será descontinuado em 2022.
Outros que resistirão no mercado no próximo ano são os Onix Joy e Joy Plus. A nova picape intermediária só chega em 2023, produzida na fábrica de São Caetano do Sul (SP).
Fiat continuará a produzir em Betim (MG) o furgão Fiorino e este receberá atualização em 2022. A oferta dos chamados CDV (sigla em inglês para Furgões Derivados de Carros) está restrita hoje ao modelo italiano e ao Peugeot Partner.
Agora em setembro a picape média Peugeot Landtrek começa a ser vendida na Argentina e há chance de lançamento no Brasil até o fim deste ano ou começo de 2022.
II Década Mundial de Ações de Segurança no Trânsito
Maio Amarelo é uma tradição que se consolida ano a ano em prol de reduzir acidentes e mortes no trânsito. A nova iniciativa da ONU lança um desafio a se repetir em cada país: entre 2021 e 2030 diminuir em 50% aqueles índices. Segundo o consultor em programas de segurança no trânsito, J. Pedro Correa, as ações sugeridas desta segunda década ainda estão em nível de rascunho. Ele destaca três entre vários tópicos: coordenação, estatísticas e transparência.
“Qual é a instituição brasileira com lastro suficiente, boa estrutura e capacidade de levar adiante esta grande missão? De pronto, o único nome que consigo imaginar é o do Denatran. Afinal, trata-se do líder do Sistema Nacional de Trânsito, faz parte do Ministério da Infraestrutura, mas dispõe de equipe reduzida e possivelmente não tenha previsto o orçamento adequado para a década”, afirma.
O Instituto Mobih, fundado em São Paulo em 2017, lembra que o movimento nas grandes cidades caiu em todo o mundo em razão da pandemia da covid-19. Porém, neste Maio Amarelo o instituto e o Lots Group alertam: preservar vidas é o único movimento que não pode parar. O grupo brasileiro Tecnowise também apoia a iniciativa.
ALTA RODA
DESORGANIZAÇÃO do mercado em 2021 com a paralisação de fábricas no Brasil de forma não homogênea, atingindo mais alguns modelos do que outros, vem levando a uma clara distorção. Um exemplo é o crescimento acelerado da participação de SUVs nas estatísticas. Isso não se sustenta. Embora estes modelos estejam em ascensão, só quando a produção se normalizar será possível fazer análises mais precisas. Possivelmente só em 2022.
MODELO de alto valor agregado, o Land Rover Range Rover Evoque voltará a ser produzido na fábrica do Grupo JLR, em Itatiaia (RJ), no último trimestre deste ano, ao lado do Discovery Sport. O Evoque esteve em produção no Brasil entre 2016 e 2019. Apesar de baixo conteúdo local, a desvalorização do real assegura agora competividade à marca inglesa na montagem local. Os dois SUVs oferecem motores turbo flex.
RENAULTSTEPWAY responde hoje por 20% das vendas do Sandero, embora a marca francesa o tenha posicionado como modelo independente. A versão automática, com câmbio CVT de seis marchas, tira algum fôlego do modelo, mais sentido na estrada com carga total. O vão livre do solo reduziu-se de 18,5 para 14,5 cm em razão do câmbio, porém o visual não se alterou em relação ao câmbio manual, embora exija mais cuidados ao passar por lombadas ou valetas. Bancos estão mais confortáveis. Direção eletro-hidráulica é mais pesada que uma puramente elétrica.
PRIMEIRO carro 100% elétrico da Volvo, o XC40 Recharge chega em setembro por R$ 389.950 (preço de hoje a corrigir no lançamento). Os dois motores, um em cada eixo, totalizam 408 cv e 67,3 kgfm. Bateria de 75 kWh permite alcance de até 418 km, segundo a fabricante. No entanto, em velocidades mais altas em estrada dificilmente essa distância será alcançada. Carregador de parede e instalação estão incluídos no preço acima apenas para primeiras 300 unidades vendidas.
BASF acaba de desenvolver tecnologia de tintas que evitam bloqueios ou mau funcionamento dos sensores lidar. Estes são fundamentais para os autônomos ao medir com grande exatidão a distância entre veículos.
Acompanhando a evolução dos motores a combustão dentro de exigências cada vez mais restritas em emissão de poluentes, os lubrificantes também recebem mais tecnologia a cada dia que passa. Em entrevista exclusiva, Roberta Maia, gerente responsável pela marca Mobil, fala dos canais de atualização sobre as novidades da marca em óleos de motor não só para proprietário do veículo como também para o profissional de manutenção automotiva de incluindo o treinamento em parceria com a plataforma Curso do Mecânico.
REVISTA O MECÂNICO:Como está composto o portfólio da marca de lubrificantes Mobil para o segmento de automóveis? Trata-se apenas de óleos de motor?
ROBERTA MAIA:A marca de lubrificantes Mobil possui as linhas Mobil 1 e Mobil Super, que têm um portfólio completo e exclusivo para automóveis, desde óleos lubrificantes para motor até fluidos de arrefecimento, transmissão e graxas. Os óleos lubrificantes de motor atendem, praticamente, toda a frota brasileira de automóveis, dos nacionais aos importados. Possuímos produtos específicos para a grande maioria dos modelos de veículos com motor a gasolina, diesel, etanol e flex.
Em nosso portfólio também temos óleos específicos para diferentes modelos de transmissão, como manual, automática e CVT. Além das graxas e fluidos especiais, que abrange os produtos para arrefecimento, anticongelante, anticorrosivo, fluido de freios e para sistemas hidráulicos. Em nosso site, temos um espaço exclusivo para as linhas de lubrificantes para carros Mobil 1 e Mobil Super, com informações, especificações, indicações, benefícios e aprovações de cada um dos produtos.
O MECÂNICO:Desde sempre, é essencial ao motor que o seu lubrificante seja de qualidade. Mas em motores com as novas tecnologias para reduzir poluentes e consumo de combustível (principalmente o chamado “downsizing”), é praticamente obrigatório abastecê-lo apenas com o óleo específico desenvolvido para ele. Quais canais a marca de lubrificantes Mobil disponibiliza para quem quiser saber mais sobre o assunto e saber que óleo ele deve comprar?
ROBERTA: Com certeza, é de extrema importância o uso do óleo lubrificante correto e indicado no manual do veículo, não somente pela economia de combustível e redução da emissão de poluentes, mas também porque o uso do produto adequado que proporcionará uma maior durabilidade aos componentes do veículo, aumento da vida útil e reduzindo as manutenções, o que gera maior segurança aos motoristas e passageiros.
Em nosso site contém uma página com uma introdução sobre as novas tecnologias e regulamentações que atendem esses motores atuais, a ILSAC GF-6 e API SP, bem como os benefícios e vantagens de utilizar o produto adequado. Além dessa página, também temos uma ferramenta “Encontre o óleo ideal”, que possibilita encontrar o óleo adequado para o veículo, e indicamos o ponto de venda mais próximo para o consumidor, na área “Onde comprar”.
Em abril, lançamos o primeiro módulo do nosso curso online e gratuito feito em parceria com a Revista O Mecânico, em que abordamos, de forma mais detalhada, os óleos lubrificantes, as mudanças dos motores, órgãos classificadores de óleos lubrificantes, leis e regulamentações ambientais, algumas dicas de manutenção, motivos para se utilizar o produto correto e como orientar os clientes.
O MECÂNICO:Como a marca de lubrificantes Mobil está levando informação para o mecânico não só aprender sobre lubrificantes, mas, também, saber como orientar corretamente seu cliente quanto ao uso do óleo de motor adequado para o veículo?
ROBERTA:Realizamos treinamentos periódicos com o time de distribuidores e equipe de vendas, que compreendem todo o tema de portfólio, sendo explorado os benefícios, indicações, aprovações e diferenciais de cada um dos produtos, para que possam explicar aos mecânicos, da melhor forma, e orientá-los de como as informações devem ser passadas a seus clientes.
Temos uma plataforma exclusiva para revendas e mecânicos, o Clube Mobil, onde disponibilizamos todas as novidades da marca, informações sobre os produtos, como catálogos, são disponibilizados treinamentos e Lives, que além de abordar o portfólio também apresenta temas relacionados a mecânica e manutenção do carro e a importância da utilização dos produtos corretos e de qualidade.
E, agora, com o projeto recente do curso a distância, temos o objetivo de contribuir ainda mais com o desenvolvimento dos mecânicos e auxiliá-los a identificar qual a melhor forma de oferecer seus serviços e produtos aos clientes.
Outro canal importante é a nossa página no Facebook, Mobil no Brasil, na qual publicamos diversos conteúdos como dicas, informações e instruções com assuntos variados, desde produtos e serviços, dicas de mecânica até mesmo como organizar melhor o ambiente de trabalho, que serve tanto para os mecânicos como para o proprietário do veículo.
O MECÂNICO:Por favor, descreva com mais detalhes o curso de lubrificantes da marca de lubrificantes Mobil em parceria com a Revista O Mecânico na plataforma Curso do Mecânico. Sobre o que trata e a que público se destina?
ROBERTA:O curso oferece videoaulas gratuitas, com certificação, que têm a finalidade de contribuir com o desenvolvimento profissional dos mecânicos. Entretanto, o curso, não é exclusivo para esse público, destina-se a quem se interessar pelo assunto, como: estudantes de mecânica automotiva, profissionais do setor de manutenção automotiva; proprietários de oficina e centros automotivos; profissionais de autopeças, entre outros.
Para definição de quais temas seriam abordados no curso, fizemos uma pesquisa com os mecânicos para entender melhor os assuntos que eles mais se interessam e gostariam de aprender, a partir disso elaboramos o curso que, nesse ano, compreenderá 4 módulos com diferentes conteúdos relacionados a mecânica automobilística.
O 1º módulo inicia contando um pouco sobre a transformação da indústria, a normatização e órgãos reguladores dos óleos lubrificantes para motor, as novas regulamentações e legislações ambientais (PROCONVE), característica e tendências dos novos motores, em que é explicado sobre o downsizing, características, testes, diferenciais e benefícios da norma ILSAC GF-6, motivos de utilizar o óleo correto, como orientar o cliente, além da indicação de alguns modelos de carros que possuem essa nova estrutura de motor e são indicados óleos lubrificantes com as novas classificações e aprovações API SP e ILSAC GF-6.
O Módulo 2, que está previsto para ser lançado em julho deste ano, será sobre os motores a diesel. O conteúdo apresentará explicações sobre as diferenças entre motores à gasolina e a diesel, e seu funcionamento, os benefícios desse modelo, quais são os principais carros com esse tipo de motor, as principais normas e aprovações, e produtos indicados. Já os temas dos módulos 3 e 4 serão divulgados em breve.
O MECÂNICO:Na sua opinião, o mecânico tem influência sobre a decisão de compra do proprietário nos produtos e peças que adquire para o seu veículo? Por quê?
ROBERTA: Os dados das últimas pesquisas que realizamos nos mostram que 62% dos consumidores buscam informações e recomendações com profissionais antes de realizar qualquer tipo de manutenção no seu veículo. O mecânico é um público chave e de altíssima importância dentro desse processo. Ele é o profissional que tem contato com a categoria de lubrificantes diariamente e possui todo o conhecimento e experiência com manutenção automotiva.
Já os proprietários de veículos, considerados consumidores finais, possuem baixa relação com a categoria, e por isso, escolhem confiar em seu mecânico, pedindo orientações aos profissionais que possuem expertise e grande conhecimento no assunto. Para saber mais sobre toda a nossa linha, clique aqui.
São quatro novos códigos de semi-eixos da Cofap, atendendo os modelos Fiat Freemont e Kia Sorento
A Marelli Cofap Aftermarket lança quatro novos códigos de semi-eixos, sob a marca Cofap. Os componentes atendem os veículos Fiat Freemont 2.4 2011/2016 (códigos SEC03015 no lado esquerdo e SEC03014 no lado direito) e Kia Sorento 3.5 2010/2015 (SEC33003 no lado esquerdo e SEC33002 no lado direito).
Segundo a empresa, a linha de semi-eixos da Cofap atende 91% da frota circulante, oferecendo ao todo 119 códigos. Os semi-eixos são utilizados em veículos com tração dianteira, compondo o sistema de transmissão dos automóveis.
Esse componente atua em conjunto com as juntas homocinéticas, sendo responsável por conectar o câmbio ao cubo roda. A empresa reforça que problemas como ruídos e vibrações excessivas podem indicar danos no sistema de transmissão e pedem uma revisão completa do conjunto.
As novidades integram os planos de lançar mais de 1.500 códigos de produtos no aftermarket nacional em 2021, sendo 880 com a marca Cofap e 360 com a marca Magneti Marelli.
Zen celebra aniversário de 61 anos comemorando ainda o crescimento de 7% em 2020 em relação ao ano anterior
A Zen S.A. completa 61 anos de atuação, celebrando com outro marco positivo: crescimento de 7% em 2020 quando comparado ao ano anterior. Sediada em Brusque/SC, atualmente, a empresa possui sete linhas de produtos, somando mais de 2.000 itens em seu portfólio.
Além disso, a Zen foi pioneira na exportação de autopeças, há 45 anos, fornecendo produtos para todos os continentes. Seu volume de exportação hoje supera 50% do faturamento, com envios para mais de 60 países.
A Zen é destaque pela fabricação de produtos de alta durabilidade, atendendo clientes tanto do mercado original quanto de reposição. Sob a cultura Lean, adota processos produtivos enxutos, eficientes e organizados em um sistema próprio, chamado de Sistema de Manufatura ZEN (SMZ). O SMZ tem como referência as melhores práticas da indústria e já conquistou reconhecimento internacional com o Prêmio Global Kaizen Lean.
Outro destaque foi o marco de 10 anos de empresa de seu CEO e presidente, Gilberto Heinzellmann. “Ao olhar para trás, tenho muito orgulho de poder fazer parte nestes 61 anos. A pequena oficina fundada em 1960 pelos irmãos Hylário (in memoriam) e Nelson Zen hoje é uma das marcas mais queridas por reparadores brasileiros e respeitada por sistemistas ao redor do mundo. De cada quatro carros novos produzidos na América do Sul, três saem de fábrica com produto ZEN”, afirma Heinzelmann.
A dificuldade na gestão dos custos atinge muitos empresários do ramo de prestação de serviços, incluindo os mecânicos gestores de oficina. Mas como você deve os calcular?
Na primeira parte deste artigo (ed. 324, abril/2021), vimos que são os compradores que definem o preço de um determinado bem ou serviço. Preços esses que, num regime de concorrência perfeita¹, podem variar devido a diversos fatores e que podem ser deslocados para cima ou para baixo (dentro de uma determinada faixa do mercado) em função do valor agregado² que é incrementado sobre o produto ou serviço. E que por essa razão, é preciso escolher muito bem a “fatia” do mercado que se deseja atender. Isso já está bem claro.
Também se encontra bastante evidente que, como afirma o professor Eron Paluski (2020), devido ao mercado globalizado, que influencia praticamente a maioria das decisões sobre compras, mesmo aquelas relativas exclusivamente ao mercado interno, assim como, as recorrentes diminuições do poder aquisitivo da população (exceto para uma estreita camada privilegiada), os consumidores estão exigindo preços cada vez menores.
Pois bem, assumindo que a maioria das oficinas não atende pelo critério da conveniência/comodidade do professor Ricardo Hilmann², é preciso ter certeza de que os preços praticados (principalmente o da “hora” de mão de obra) garantem não só a saúde financeira da empresa como, também, o justo e merecido lucro do “Guerreiro das Oficinas”.
Tal verificação deve ser feita através da apuração do custo operacional da empresa. Mas como se faz isso? Bem, não existe uma “receita mágica” que valha para todas as empresas, ou mesmo, oficinas mecânicas. E a razão é bem simples: cada uma tem as suas características e prioridades próprias.
Existem no mercado muitos aplicativos que realizam cálculos do custo total de produção (custeio). Todos eles excelentes, pois fazem uso dos conceitos da Contabilidade de Custos, que são universais.
O valor do custo total deve contemplar e prever todos os gastos³ envolvidos na operação da empresa. Ou seja: custos³ (diretos e indiretos, fixos e variáveis)³, despesas³ (treinamento, seguros e manutenção, por exemplo), investimentos³ (tais como aquisição e/ou reposição de equipamentos, veículos, melhorias no prédio) e até mesmo reservas financeiras (para qualquer ocorrência inesperada) e não apenas a mão de obra dos produtivos.
Um exemplo típico é o custo do tempo de ocupação de um “box” (prevendo aqueles clientes que “esquecem” os seus carros na oficina). O que geralmente diferencia um aplicativo do outro é o método de custeio que ele utiliza.
De acordo com o professor Eron Paluski (2020), os métodos de custeio utilizados são:
A) ABSORÇÃO:garante que o produto ou serviço absorva uma parcela dos custos diretos e indiretos relacionados a produção.
1. Determina o custo unitário do produto/serviço.
2. Compreende custos fixos, variáveis, diretos e indiretos.
3. Necessita de critérios para rateios de custos indiretos, quando há mais de um serviço prestado.
4. É o critério aceito pela contabilidade do Brasil: derivado dos princípios fundamentais da Contabilidade.
B) CUSTEIO VARIÁVEL:também conhecido como método do custeio direto é simples e objetivo.
1. Não considera os custos fixos
2. Os custos variáveis são identificados e valorados de acordo com o volume de produção.
C) CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADE (ABC):Aplicado nas diferentes atividades do negócio. Considerado o mais rigoroso e complexo.
1. Aloca diretamente os custos numa determinada atividade, quando são identificados como tal.
2. Os custos são identificados na ocorrência das atividades por meio de direcionadores.
3. Rateia custos que não podem ser alocados diretamente na atividade.
Mas é preciso tomar cuidado para não classificar erroneamente um gasto³ ao inseri-lo no aplicativo. Esse tipo de engano pode falsear o cálculo do custo total. Além disso, é preciso saber utilizar corretamente o aplicativo, pois, enganos na inserção dos dados também podem provocar custos totais e consequentemente preços de venda incorretos.
No que diz respeito ao cálculo do preço de venda da hora de serviço, assim como ocorre com o custo, existem diferentes métodos para a sua obtenção.
Um dos métodos mais conhecidos e utilizados é o do mark-up. Segundo o professor Eron Paluski (2020), trata-se de um método que se baseia nos custos envolvidos em cada produto produzido.
No caso específico das oficinas: os diversos serviços de reparação que se encontram dentro do escopo da empresa e venda das respectivas peças de reposição. O objetivo é encontrar um valor final que contemple não só todos os custos e despesas envolvidas, mas também o lucro desejado.
Nesse ponto, é importante enfatizar que o mark-up não é a margem de lucro, mas sim uma estimativa que deve ser considerada como a mais vantajosa para a empresa.
Numericamente o mark-up é um índice decimal, maior do que 1, pelo qual se multiplica o custo base obtido (CB) (soma de todos os custos e despesas). A sua obtenção se dá pela seguinte fórmula:Onde : DV = Percentual das despesas fixas DF = Percentual das despesas variáveis LP = Percentual do lucro pretendido
Nesse ponto é preciso pontuar que outras fontes, como o dicionário financeiro (2021), utilizam na fórmula os custos ao invés das despesas. E aqui também é preciso tomar cuidado com a classificação dos gastos³. Como as confusões entre os conceitos de custos e despesas costumam provocar muitos erros de cálculo e consequentemente conclusões equivocadas, o professor Eron Paluski (2020) elaborou um esquema bastante didático que apresenta as principais definições (abaixo):
Fonte dos dados: PALUSKI, Eron. Custos de Mão de Obra. Curitiba. Contentus, 2020 (p32)
No entanto, é preciso deixar uma coisa bem clara: esses aplicativos servem para gerar o valor da hora de serviço a ser utilizada nos orçamentos. A precificação das atividades (elaboração de orçamento) é uma outra conversa, que será tratada em outra ocasião.
SAÚDE FINANCEIRA DA OFICINA DEPENDE DE VANTAGEM ESTRATÉGICA
Pois bem, se o preço de venda, obtido e praticado, está dentro da faixa aceita por aquela fatia escolhida da população, a oficina está cheia, os clientes satisfeitos e indicando, os fornecedores, funcionários e tributos pagos em dia, e o mecânico consegue auferir excelente ganhos pessoais, temos uma alta probabilidade de tudo estar OK. Ou seja, a “saúde financeira” da empresa vai bem.
Agora, se preço de venda está abaixo ou no limite inferior da faixa aceita pelo mercado, a oficina está cheia, os clientes, satisfeitos e indicando, mas é preciso fazer muita “ginástica” para pagar os fornecedores e os funcionários, tributos atrasados e o mecânico consegue auferir ganhos pessoais inferiores àqueles pretendidos ou, mesmo, necessários, há alta probabilidade de que a “saúde financeira” da empresa não vai bem.
Nessa situação, o mark-up até pode ser revisto. Porém, juntamente com uma revisão dos custos, é necessário uma auditoria nas contas e a introdução de um novo valor agregado (beneficio ao cliente) para compensar um aumento do preço.
Mas, se preço de venda está acima ou no limite superior da faixa aceita pelo mercado, oficina com menos ocupação que a esperada, clientes insatisfeitos com os preços praticados em função dos benefícios oferecidos, sem indicação (fama de “careiro”), é preciso fazer alguma “ginástica” para pagar as contas em função da queda do movimento, e o mecânico consegue auferir ganhos pessoais inferiores àqueles pretendidos, ou mesmo, necessários: aqui também temos uma alta probabilidade de que a “saúde financeira” da empresa não vai muito bem.
Nessa situação os custos precisam ser urgentemente revistos, pois o problema pode não estar somente no mark-up (que também deve ser revisto). Também é preciso auditar as contas, e rever os valores agregados (benefícios oferecidos ao cliente). A empresa precisa se enquadrar na fatia do mercado em que escolheu trabalhar ou se preparar para mudar de público.
O estabelecimento de uma vantagem competitiva dentro do mercado atual, nas palavras do professor Eron Paluski (2020), é mais do que uma simples forma de aumentar o lucro da empresa. É uma questão de sobrevivência.
E a união de uma gestão estratégica (um acompanhamento contínuo e assertivo das contas (custos), que evita as tão indesejadas perdas, sendo apoiada na disciplina (não basta cobrar direito e/ou ganhar muito, é preciso gerenciar bem o dinheiro que se ganha), com uma correta identificação e redução dos custos, que trará essa vantagem tão necessária.
Por sinal, essa mesma luz da gestão de empresas enquadra o controle dinâmicos dos custos como um dos Fatores Críticos de Sucesso (FCS): uma metodologia que busca identificar as variáveis que, se analisadas e monitoradas, levam a empresa a um bom posicionamento dentro do ambiente competitivo.
No entanto, para se fazer a tão pretendida redução de custos, é preciso conhecer muito bem o processo produtivo, assim como os seus clientes e fornecedores.
Em tempo, relaciona os custos mais relevantes a serem reduzidos: água, energia elétrica, telefone, internet, impressões e dividas, tarifas bancárias, estoques e negociação com fornecedores. Sendo que controle e avaliação de estoques e a determinação do Custo da Mercadoria Vendida (CMV), merecem uma atenção especial.
No entanto, é preciso ter cuidado ao se utilizar essas recomendações, pois há uma linha que separa a redução racional de custos da avareza. Com exceção das dívidas bancárias, o objetivo é evitar o desperdício e não cortar insumos necessários a boa operacionalização da empresa.
CHAME O SEU CONTADOR PARA COLOCAR A “CASA” EM ORDEM
Se a sua oficina ainda não tem um controle apurado dos custos, isso é razão para preocupação, mas não para desespero, muito menos vergonha. A dificuldade na gestão dos custos atinge muitos empresários do ramo de prestação de serviços. E as razões que lema a essas dificuldades são as mais variadas.
O problema é que qualquer atividade empresarial desenvolvida sem que haja um controle dos custos pode facilmente se deparar com situações desconfortáveis, que podem evoluir para a dificuldade e, em seguida, se nada for feito, a falência.
Mas então como fazer esse tão importante controle dinâmico dos custos? A resposta de acordo com o professor Eron Paluski (2020), se encontra na utilização de métodos de Contabilidade de Custos. Você pode dizer: “mas isso é trabalho de Contador, não de Mecânico!” Exatamente!
O contador da oficina precisa ser mais do que a pessoa que simplesmente preenche os livros contábeis e fiscais, gera a folha de pagamento e apura os tributos a pagar.
Dependendo da sua especialização, ele tem competência para orientar tecnicamente o “Guerreiro das Oficinas”, quando este exerce o seu papel de administrador e/ou empresário, naquilo que precisa ser feito, para se estabelecer e manter um controle de custos.
Basta que ele seja instruído a fundo sobre o processo produtivo da oficina. Então, se você ainda não possui esse controle na sua oficina, o que você está esperando para chamar o seu contador?
Artigo por Fernando Landulfo
¹Ocorre quando existem muitos compradores e vendedores de um mesmo produto ou serviço. Ou seja, nenhum deles, individualmente, tem o poder de interferir no preço. Os valores são determinados pela “Indústria”. E a apuração desses preços é feita pelas entidades de classe (federações, sindicatos patronais, conselhos profissionais, etc.). ² Definido na primeira parte deste artigo: O Preço. ³ Gasto: compra de produto ou serviço que gera desembolso (pagamento); Custo: gasto relativo a um bem ou serviço utilizado no processo produtivo; Investimento: gasto ativado em função da vida útil ou de benefícios atribuídos a períodos futuros; Despesa: bem ou serviço utilizado na obtenção de receitas (gastos relativos a administração, vendas (comissões), financiamentos; Custo Fixo: aquele que incorre independente do volume produzido (aluguel, salários); Custo variável: aquele que incorre de acordo com o volume produzido (matéria prima, energia elétrica); Custo direto: aquele que pode ser diretamente associado ao produto; Custo indireto: aquele que não esta associado diretamente ao produto e cuja alocação tem que ser feita de forma estimada ou arbitrária) (MARTINS, 2018).
BIBLIOGRAFIA: Mark-up in Dicionario Financeiro. Disponivel em: <https://www.dicionariofinanceiro.com/markup/>. Acesso em 04/05/2021 MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos -11ª Ed. São Paulo. Atlas, 2018. PALUSKI, Eron. Custos de Mão de Obra. Curitiba. Contentus, 2020.
Nakata lista os sinais de que está na hora de trocar as juntas homocinéticas e os principais vilões, incluindo o modo de condução do motorista
As juntas homocinéticas, responsáveis pela transmissão da força gerada pelo motor para as rodas, podem sofrer desgaste prematuro devido a alguns fatores que envolvem a forma como o motorista conduz o veículo e o tipo de solo que trafega. Mas você sabia que a condução estão entre os vilões das as juntas homocinéticas?
A Nakata explica que, por exemplo, arrancadas e freadas desnecessárias, passagem por depressões e lombadas em velocidade incompatível e, principalmente, o desalinhamento das rodas podem comprometem a vida útil da peça, sendo grandes vilões para as juntas homocinéticas.
Outro fatos importante é rodar em pisos esburacados, conforme alerta Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata. Ele lembra que é importante fazer a revisão preventiva do componente para avaliar como está o seu estado, pois se houver uma quebra inesperada o veículo para de tracionar.
Alguns dos principais indícios de desgaste das juntas homocinéticas são: ruídos durante a realização de manobras, como barulho metálico e estalos, ruptura da coifa e excesso de torque na porca de fixação no cubo. “Quando a coifa se rompe, a lubrificação fica prejudicada devido à entrada de contaminantes”, afirma Silva. Abraçadeiras também podem apresentar problemas, como afrouxamento, e permitir a entrada de resíduos.
A Nakata possui um amplo portfólio de juntas homocinéticas, além de kits de reparo que compreendem coifa, abraçadeiras, anéis de vedação e graxa. A coifa é resistente produzida com NBR, enquanto as abraçadeiras são fabricadas em aço carbono, o que permite segurança contra vazamentos.
Já os anéis garantem vedação entre a coifa e a junta homocinética e a graxa é específica à base de bissulfeto de molibdênio e com embalagem que possibilita maior aproveitamento do produto durante a utilização.
Os kits instalados combinam peças da linha Paccar Parts e a mão de obra, com preços promocionais até 31 de agosto
A Paccar Parts passa a oferecer combos de kits instalados, combinando o valor das peças e da mão de obra. Inicialmente, serão comercializados oito kits instalados, com preços promocionais até 31 de agosto.
Esses kits têm aplicação nos caminhões DAF XF105 e DAF CF85, sendo que as combinações disponíveis são:
Número 1 – Kits de Correias 7PK e 9PK
Número 2 – Kits de Correia e Tensionador 9PK
Número 3 – Kits de Correia e Tensionador 7PK
Número 4 – Kit de Regulagem de Válvulas e Junta
Número 5 – Kit de Filtros Adblue e EAS
Número 6 – Kit Líquido de Arrefecimento e Filtro
Número 7 – Kit Bomba, Filtro e Líquido de Arrefecimento
Número 8 – Kit de Mangueiras
“Com esta iniciativa, agregamos mais valor às oficinas, bem como aos clientes DAF, que são atendidos de forma mais assertiva para a manutenção dos caminhões, que já ultrapassaram o período de garantia. Inovamos continuamente para trazer sempre mais facilidades aos clientes”, diz Carlos Tavares, Diretor da Paccar Parts.
Fábrica da Eaton em Mogi Mirim/SP recebe reconhecimento pelo quinto ano consecutivo, enquanto a unidade de Valinhos/SP está no terceiro prêmio
A Eaton anuncia que suas fábricas localizadas em Valinhos/SP e Mogi Mirim/SP receberam o reconhecimento de Planta Modelo 2020, conquistando destaque global dentre as 45 unidades automotivas que a multinacional tem em todo o mundo. A outra fábrica – do total de apenas três selecionadas – fica em Pyungtek, na Coreia do Sul.
A premiação é anual e avalia critérios como segurança, qualidade, entrega e práticas de melhoria contínua. “A melhoria contínua é integrada a todas as funções da unidade de Valinhos e está no nosso DNA. As equipes sabem como usar ferramentas para avançar e têm feito isso de maneira consistente ano após ano, apesar dos vários desafios que lidamos com o momento atual e da complexidade do mix de produtos que fabricamos”, diz Gustavo Orrú, diretor industrial da unidade da Eaton de Valinhos.
No caso de Valinhos, este foi o terceiro reconhecimento, enquanto a fábrica de Mogi Mirim recebe a premiação pelo quinto ano consecutivo, destacando-se pelas novas tecnologias da Indústria 4.0.
“A busca pela excelência é a base do nosso Sistema de Liderança. Estamos sempre buscando formas de melhorar continuamente nossos processos internos. O prêmio é a conquista de um time que tem esta mentalidade e atua como mais um motivador para continuarmos nesta jornada”, afirma Ricardo Monzani, diretor industrial da unidade da Eaton em Mogi Mirim.
A unidade também conquistou o inédito prêmio global da Eaton de melhor projeto de Melhoria Contínua integrando ferramentas do lean manufacturing com tecnologias da Indústria 4.0.
Suspensão Inteligente CVSAe da DriV se adapta continuamente por meio de quatro amortecedores controlados eletronicamente
A DRiV fornecerá a suspensão inteligente CVSAe para o BMW iX3, primeiro SUV totalmente elétrico da fabricante alemã. O produto, fabricado em Ermua, na Espanha, será oferecido como opcional no SUV. A tecnologia de suspensão inteligente é capaz detectar e se adaptar continuamente ao ambiente utilizando quatro amortecedores controlados eletronicamente.
Segundo a empresa, o CVSAe se mostrou muito eficaz em EVs (veículos elétricos) devido ao peso adicionado de suas baterias de íon-lítio, que podem aumentar a força inercial e outras cargas dinâmicas em diversas situações de direção.
Esses amortecedores aplicam automaticamente maior força de amortecimento nas situações de condução para reduzir a inclinação da carroceria, enquanto mantêm um excelente conforto durante a condução para o motorista.
“O CVSAe oferece uma experiência de condução verdadeiramente premium. É muito atraente para os compradores de veículos de última geração e, particularmente, para aqueles que compram a nova geração de EVs”, disse Henrik Johansson, vice-presidente e gerente geral de Tecnologias Avançadas de Suspensão (AST) da DRiV. “Tenho certeza de que muitos compradores do iX3 escolherão fazer o upgrade para nossa suspensão assim que tiverem a oportunidade de experimentar seus benefícios durante um test drive.”
O BMW iX3 será lançado na Europa e na China ainda este ano e integra o plano de oferecer 13 novos EVs nos próximos dois anos.
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