A Maxon Oil, marca de lubrificantes automotivos da Teclub, está presente desde 2013 no mercado, produz mensalmente mais de dois milhões de litros de óleo para os segmentos de veículos leves, pesados e motos. O diretor comercial administrativo, Edson Leandro dos Reis, e o diretor de operações, Marcos Luiz Gulin (ambos administram a empresa de forma conjunta) concederam entrevista exclusiva para a Revista O Mecânico para falar sobre seus produtos, as novas linhas de lubrificantes lançadas recentemente, o posicionamento da empresa no mercado para 2023 e o papel do mecânico dentro da estratégia da marca.
Revista O Mecânico: Como a Maxon Oil se posiciona no mercado atualmente?
Edson Leandro dos Reis: Nosso principal foco é a linha automotiva de lubrificantes. A Maxon Oil começou como uma alternativa de lubrificantes com custo mais acessível, mas hoje trazemos outros produtos com outras especialidades, outras chancelas e homologações superiores. Redesenhamos nossa linha em 2022 fazendo com que tivéssemos produtos específicos como uma linha mais acessível, outra com normas mais atuais e outra com o que temos de melhor dentro do mercado de lubrificantes atualmente.
Marcos Luiz Gulin: Nós somos um lubrificante de qualidade, todos nossos produtos saem daqui testados pelo menos três vezes. Temos um controle de qualidade na matéria prima, no envase e também após o produto ser embalado para garantir a qualidade daquilo que estamos entregando. Todos os nossos fornecedores de aditivos e óleos básicos são homologados, alguns até internacionais. Temos um dos laboratórios mais completos, podendo fazer diversos testes diferentes para os produtos.
O Mecânico: De qual forma os produtos estão sendo trabalhados para o consumidor final?
Edson Leandro dos Reis:Temos feito bons investimentos de marketing na marca Maxon Oil, principalmente no automobilismo em categorias como Stock Car, Porsche Cup e Copa Truck. Usamos esses patrocínios no automobilismo como uma forma de divulgar nosso produto, passando a mensagem de que se o produto é utilizado em um carro de corrida que utiliza os motores no limite, você pode utilizá-lo em seu carro. Criamos também uma área de inteligência de mercado para entender quais são as dores do mecânico para estar mais próximo deles e ser uma das primeiras opções de escolha.
Marcos Luiz Gulin: Estamos também com uma estratégia de pulverização da marca, colocamos nosso produto em todos os estados da federação. Todo o país é coberto por algum representante nosso. Temos também levado conhecimento para eles, para os clientes deles, indo até o aplicador que são os formadores de opinião. A Revista O Mecânico e o Congresso Brasileiro do Mecânico são formas de comunicação eficazes, pois atingem esse público.
O Mecânico: Para a empresa, qual o papel do mecânico nesse processo de levar o produto até o consumidor final?
Edson Leandro dos Reis: A importância é 100%, se não for por ele, não vendemos um litro de lubrificante. Quem compra não é o dono do carro, quem compra é quem vai fazer a manutenção, ele que vai dizer para o dono do veículo qual marca utilizar. O mecânico hoje é o nosso público alvo, não o dono do veículo. Claro que ele é muito importante, mas o público alvo e parceiro e principal vendedor é o mecânico.
Marcos Luiz Gulin: É na ponta, com os mecânicos que as coisas acontecem. Nós precisamos que essa informação chegue até o mecânico, nós precisamos que ele entenda do nosso produto e acima de tudo que ele confie na gente. Estamos investindo pesado em marketing nos últimos três anos, mas nesse ano vamos investir mais em treinamento voltado tanto para os vendedores, quanto para os mecânicos. Precisamos dessa troca de informações também para saber qual é a demanda do mercado.
O Mecânico: Falando em novos produtos, como a empresa tem trabalhado os últimos lançamentos e quais os planos para os próximos lançamentos?
Edson Leandro dos Reis: Tivemos 16 produtos lançados em 2022, estamos tentando trazer ao mercado a gama mais atualizada, as melhores especificações para os veículos mais atualizados. Estamos buscando viscosidades cada vez mais baixas para esses motores que estão cada vez menores. Temos bastantes novidades para o mercado nos próximos meses.
Marcos Luiz Gulin: Nós temos um portfólio completo e estamos alinhados com as novas tendências do mercado. Seja linha leve, linha pesada, linha industrial, transmissão ou motocicleta estamos buscando cada vez mais deixar o nosso portfólio mais forte.
O Mecânico: Quais os principais benefícios e desafios em administrar uma empresa conjuntamente? E os principais desafios?
Edson Leandro dos Reis: Nós temos dois diretores que se completam. Eu tenho uma pegada mais comercial e administrativa. O Marcos é mais operacional, de fábrica, é um cara que coloca a mão na massa.
Marcos Luiz Gulin:Eu acho que nós temos uma forma de trabalhar que é uma complementaridade de características. Ao mesmo tempo que temos perfis bem diferentes, nós trabalhamos complementando um ao outro. O Edson tem uma visão focada para estratégia, mercado, tendências, política e economia. Já eu sou voltado para a operação da empresa, logística, produção, qualidade e manutenção. Nós nunca fazemos nada sozinho, nós nos consultamos o tempo todo.
Edson Leandro dos Reis:Como pós e contras há um leve engessamento nas tomadas de decisões porque elas precisam ser em conjunto, não mais isoladas. Quando se toma uma decisão sozinho, ela é mais rápida.
Marcos Luiz Gulin: Eu não me interesso pelos defeitos do Edson, eu me interesso pelas qualidades, são com elas que eu aprendo e evoluo. É assim que nós fazemos: somando.
Magneti Marelli anuncia novos faróis para o mercado de reposição – Foto: divulgação/Magneti Marelli
A Magneti Marelli expande seu catálogo de faróis para o mercado de reposição ao anunciar a linha para o modelo Fiat Strada a partir de 2020. Os códigos são IMM0322262 (lado esquerdo) e IMM0321261 (lado direito).
Além dos faróis para a nova Strada, a Magneti Marelli lançou também novos itens para os Fiat Uno Way e Sporting, com os códigos IMM0322272 (lado esquerdo) e IMM0321271 (lado direito), ambos com corretor de carga. Esses faróis substituem os códigos IMM0322192 e IMM0321191, que não possuíam o corretor de carga, cuja função é permitir a regulagem vertical do farol, manualmente, conforme indicações do manual do proprietário do veículo.
Composta por mais de 250 códigos, a linha de iluminação automotiva da marca atende a diversas aplicações para veículos da linha leve. Em seu portifólio há lâmpadas homologadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Manutenção dos faróis
O desempenho dos faróis, e das lanternas, depende de alguns cuidados de manutenção que, se não forem executados, podem comprometer a segurança nas vias públicas e pesar no bolso. Conforme o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), circular com faróis desregulados, defeito no sistema de iluminação, sinalização ou com lâmpadas queimadas é considerado infração de trânsito e o motorista pode ser multado e penalizado com pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
A regulagem periódica do alinhamento do facho luminoso é necessária para garantir a incidência adequada de luz no trajeto, proporcionando boa visibilidade e evitando o ofuscamento para os motoristas que transitam no sentido contrário. Faróis desregulados ou com lentes opacas precisam ser regulados ou substituídos em oficinas especializadas. Embora não haja necessidade de regulagem, também é importante dar atenção à manutenção das lanternas.
Texaco lança novo óleo Havoline 5W-40 API SP. Foto: Divulgação/Texaco
A ICONIC, empresa gestora da marca Texaco no Brasil, lança no mercado brasileiro o óleo de motor Havoline Full Synthetic 5W-40 API SP, lubrificante sintético desenvolvido para motores de quatro tempos com turbocompressor e injeção direta, além de abastecimento flex, a gasolina, etanol ou GNV.
Segundo a fabricante, o lubrificante atende a todos os veículos que requerem óleo com viscosidade 5W-40 e é especialmente desenvolvido para atender às demandas brasileiras em crescimento. Segue todas os elevados parâmetros determinados pela especificação API, desenvolvida pelo American Petroleum Institute.e pode ser utilizado em motores onde são recomendados níveis de desempenho API anteriores (SN, SM, SL e SJ). O produto excede as mais atuais e exigentes especificações da indústria automotiva.
Ainda de acordo com a Texaco, o óleo proporciona proteção superior contra o desgaste do motor e pré-ignição em baixas velocidades, formação de borras e depósitos, menor espessamento do óleo por oxidação e ampla limpeza dos pistões, além de economia de combustível e longos períodos de troca.
“O Havoline Full Synthetic 5W-40 API SP é o mais novo lubrificante da Texaco. Com este lançamento para veículos leves, reforçamos a liderança tecnológica da marca no mercado brasileiro. Ainda apresentamos a melhor relação custo-benefício ao consumidor com um produto que supera as expectativas das principais especificações internacionais”, analisa o diretor de marketing da ICONIC, Paulo Gomes.
Autopeças Bosch ampliam presença no site Mercado Livre. Foto: Divulgação/Bosch
Os consumidores das autopeças Bosch agora contam com uma loja oficial no Mercado Livre ainda mais completa, a Bosch Autos. Desde 2020, a empresa atua fortemente na plataforma com suas principais linhas de produtos. Em 2022, a empresa registrou um crescimento de 46% na venda de seus produtos no marketplace quando comparado a 2021.
A loja oficial Bosch Autos é voltada tanto para os reparadores quanto para os consumidores finais, oferecendo um amplo portfólio de produtos para veículos de passeio, como palhetas, pastilhas de freio, as linhas completas de injeção eletrônica (bicos, sondas, bombas e sensores) e de ignição (cabos, velas e bobinas), além da linha de elétrica. Para garantir a originalidade e qualidade dos itens disponíveis na loja oficinal da Bosch no Mercado Livre, todos os vendedores são verificados pela empresa.
A iniciativa de disponibilizar sites de vendas de produtos Bosch em marketplaces nasceu em 2018, na Argentina, e, devido a boa aceitação do mercado, a empresa também ampliou as atividades para Brasil e Chile.
Excelite lançará linha de iluminação na Automec 2023. Foto: site Excelite
Fornecedora original de lâmpadas, a marca coreana Excelite apresentará sua linha completa para veículos leves, pesados e motos na Automec 2023. Os visitantes da feira poderão conhecer de perto os lançamentos da nova linha da empresa e tecnologias que a Excelite tem investido em sua produção, com o objetivo de fornecer cada vez mais soluções e inovações para seus clientes.
A Excelite é fornecedora para as marcas Hyundai, Kia e Ssangyong, além da linha General Motors. Recentemente, expandiu sua parceria para a BMW, Chrysler, Daimler, Ford, Honda, Mitsubishi, Porsche, Renault, Rivian, Subaru, Toyota e Volkswagen.
Os produtos Excelite são fabricados pela DH Lighting, fundada em 1994 na Coréia do Sul. Hoje, a marca é reconhecida pela tecnologia em lâmpadas halógenas e é exportada para mais de 40 países, incluindo o Brasil.
Raio X Hyundai HB20 1.0: avaliamos as condições de reparabilidade do Hyundai HB20 Platinum Plus 1.0 TGDI, que traz visual renovado e motor 1.0 turboalimentado de 120 cv com injeção direta
O Hyundai HB20 1.0 TGDI teve seu design renovado para a linha 2023. O exterior traz linhas mais retas, diferente do aspecto mais arredondado do modelo anterior apresentado em 2019. Confira o Raio X Hyundai HB20 1.0
O Hyundai HB20 hatch tem variantes com motor Kappa 1.0 de aspiração natural e câmbio manual de 5 marchas e com o motor Kappa 1.0 TGDI. Este último possui turbo e injeção direta de combustível e é capaz de gerar 120 cv de potência a 6.000 rpm e 17,5 kgfm de torque a 1.500 rpm. Nas versões TGDI, o câmbio é automático de 6 marchas.
As dimensões do modelo apenas se diferenciam do anterior no comprimento do veículo. O hatch compacto possui 4.015 mm – 75 mm maior do que o antecessor (3.940 mm). Largura (1.720 mm), altura (1.470 mm) e a distância entre-eixos (2.530 mm) mantiveram o valor do antecessor.
Edson Roberto de Ávila, proprietário da Mingau Automobilística, em Suzano/SP
A versão Platinum Plus, analisada pela Revista O Mecânico, parte do preço de R$ 117.090, e que pode chegar até R$ 118.690, dependendo da configuração de cor escolhida para o veículo.
Nesta versão, o hatch possui sistemas que auxiliam o condutor por meio de sensores e câmeras instaladas. Eles são responsáveis pela medição de parâmetros para o funcionamento de sistemas como frenagem autônoma (FCA), identificando automóveis e presenças à frente do veículo; assistente de permanência e centralização em faixa (LKA e LFA); assistente de tráfego cruzado traseiro (RCCA), sistema que detecta veículos que se aproximam em ponto cego quando o condutor está com a marcha ré engatada.
Para avaliar as condições de manutenção do Hyundai HB20 Platinum Plus 1.0 TGDI, convidamos o mecânico Edson Roberto de Ávila, o Mingau, proprietário da Mingau Automobilística em Suzano/SP.
Por baixo do capô do Hyundai HB20 1.0 TGDI
Para analisar com mais detalhes a parte superior do motor, é necessário remover a capa protetora. Um detalhe importe é a manta acústica existente nessa capa (1)para ajudar no controle de ruídos gerados pelo motor. Por se tratar de um veículo com injeção direta de combustível, ele possui bomba de alta pressão (2) e (3) com manta acústica para abafar especificamente seu ruído. “Vai ser um componente de desgaste prematuro, mas isso não é nem por manuseio, mas por questão de utilização”, explica Mingau.
As bobinas de ignição possuem fácil acesso e não causam qualquer tipo de dificuldade para o mecânico realizar uma inspeção ou intervenção do componente (4). A substituição das velas de ignição é feita a cada 60 mil km. Sobre a utilização do veículo em condições severas, a Hyundai orienta que o período para troca do componente deve ser reduzido, mas não há quantificação dessa redução.
A tampa para enchimento do óleo de motor (5) e a vareta para verificação do nível de óleo (6) estão próximas às bobinas. O óleo de motor homologado pela fabricante é o Óleo Genuíno Hyundai SAE 5W-30 API SL/ACEA A5 ou superior.
Porém, a Hyundai indica a preferência de uso para os óleos lubrificantes de viscosidade SAE 0W-30 com classificação API SP/ILSAC GF-6 ou superior. Segundo a fabricante, o fluido com essas características ajuda o motor a consumir menos combustível.
O prazo recomendado para a substituição do óleo de motor é a cada 10 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. Caso o veículo sofra uso severo, os períodos para substituição devem ser reduzidos pela metade. Assim, as trocas devem ocorrer a cada 5 mil km ou 6 meses.
Um componente sensível à lubrificação é o turbocompressor (7). Ele está localizado na parte de trás do motor e o mecânico consegue acessá-lo com facilidade. Ao lado, é possível ver e acessar a sonda lambda pré-catalisador (8).
O reservatório do liquido de arrefecimento (9) está ao lado direito do veículo e possui boa acessibilidade. O eletroventilador do radiador possui um módulo PWM (10) para pilotagem da velocidade de funcionamento do componente a partir da informação do módulo.
A Hyundai recomenda fazer a primeira troca do fluido de arrefecimento do motor com 100 mil km ou 60 meses. A partir disso, a substituição deve ocorrer a cada 40 mil km ou 24 meses, o que ocorrer primeiro. O fluido homologado é o Líquido de Arrefecimento Genuíno Hyundai (pronto para uso).
O coxim do motor tem acesso livre e fica localizado do mesmo lado em que é possível visualizar a correia de acessórios (11) e o seu tensionador (12). No caso de alguma intervenção no sistema, há mais espaço de trabalho nos componentes pela parte de baixo (13). A Hyundai orienta em seu manual que seja realizada a inspeção da correia de acessórios, polia tensora, polia-guia e polia do alternador a cada 30 mil km. A substituição é realizada caso seja constatada a necessidade de acordo com o diagnóstico obtido.
Localizado perto das bobinas de ignição, está o sensor de fase (14). Possui fácil visualização e acessibilidade ao mecânico no momento de uma inspeção.
O corpo de borboletas (TBI) está bem à frente no cofre do motor (15). Sem complicações para o mecânico.
As válvulas de serviço das linhas de alta pressão (16) e baixa pressão (17) do sistema de ar-condicionado estão bem localizadas. Apesar da válvula de serviço da linha de baixa pressão estar atrás do motor, o acesso é fácil.
O turbocompressor possui controle eletrônico (18). Embora o escape fique virado para a parede-corta-fogo, não há problema de acesso ao profissional que estiver trabalhando no veículo.
Mingau cita sobre grande parte dos conectores estarem aparentes e bem localizados. Ele faz uma observação importante. “Existem conectores que para você desacoplar do componente, possuem travas. Então você tem que puxar a trava e depois apertar o conector, para que ele possa ser removido. Muitos esquecem disso e acabam quebrando o conector”, explica o profissional.
O filtro de ar do motor está ao lado esquerdo do veículo. “Para executar uma avaliação ou até a substituição, é possível observar que não existe parafusos fixados na tampa. São travas elásticas. Você abre a trava, desacopla e tira a tampa”, informa Mingau sobre a abertura da tampa do filtro de ar (19).
Os períodos para troca do filtro de ar são recomendados pela fabricante a cada 40 mil km ou 48 meses, o que ocorrer primeiro. Caso o perfil de utilização do veículo seja de uso severo, a Hyundai informa em seu manual do proprietário do veículo para que a substituição do elemento filtrante seja realizada com maior frequência, mas sem informar a quilometragem ou tempo necessário.
O reservatório de abastecimento do fluido de freio possui em sua tampa a recomendação entre o DOT3 ou DOT4 (20). Porém, assim como no Hyundai Creta 1.0 TGDI 2023 (analisado anteriormente na edição 342 da Revista O Mecânico), consta no manual do veículo a recomendação apenas do fluido DOT4.
A Hyundai não determina um período para substituição do fluido de freio, apenas a inspeção a cada 10 mil km ou 12 meses. Porém, a substituição deve ocorrer dependendo do diagnóstico apresentado com o fluido durante a inspeção.
Mingau deu uma dica aos mecânicos para efetuar a troca do fluido de freio. “O reservatório é um composto plástico e a contaminação muitas vezes fica interna, principalmente nas paredes do reservatório. Esse reservatório tem que passar por uma descontaminação. Com ele instalado no local, você não consegue efetuar esse processo. Há a necessidade de removê-lo”, informa.
Componente importante que gerencia toda a frenagem é o ABS (21). Sua visualização não é fácil e o acesso ao módulo do sistema só é possível pela parte de baixo, após levantar o veículo (22).
Mingau explica que, para fazer a substituição completa do fluido, incluindo o que fica na unidade do ABS, o procedimento é remover o reservatório, efetuar a descontaminação, conectar o equipamento de diagnóstico ao veículo, fazer a solicitação de acionamento dos solenoides internos da unidade hidráulica e utilizar uma bomba elétrica para efetuar a substituição do fluido de freio no sistema.
“Quando feito isso, efetua-se a remoção do fluido velho. Esse fluido novo vai passar pelas entradas e saídas dos solenoides do ABS, efetuando a remoção com eficiência do fluido velho”, comenta o profissional.
Mingau alerta sobre uma das consequências de não se efetuar a remoção do fluido velho do ABS. “Dependendo do tempo que ficar na unidade do ABS, por conta de o sistema não entrar em operação constantemente, esse fluido velho vai começar a corroer os alojamentos. É nessa hora que o condutor vai começar a sentir que o pedal começa a baixar. O problema pode ser a unidade hidráulica do sistema de ABS onde agora existe corrosão, ocasionando uma vazão de fluido”.
Os freios do HB20 são compostos pelo conjunto de pinça de freio, pastilhas e disco ventilado para o eixo dianteiro (23). Na manutenção dos freios, tenha atenção com o sensor do ABS (24). “É interessante desacoplar o sensor por conta dos movimentos”, orienta Mingau. O sensor gera um sinal PWM e qualquer movimento mais brusco na hora de efetuar a manutenção no sistema de frenagem pode danificar o chicote desse componente. Isso causa interferência na comunicação, assim, a unidade de comando do veículo receberá um sinal de defeito do sensor do ABS, que pode estar integro.
Já os freios para o eixo traseiro são a tambor (25). “O sistema de leitura da velocidade tem o sensor acoplado juntamente com o rolamento”, comenta Mingau sobre o sensor de rotação no eixo traseiro (26).
A bateria utilizada no HB20 é do tipo AGM, capaz de suportar o sistema stop-start do veículo (27). A bateria possui boa localização. Vale lembrar que, se houver necessidade de uma substituição, deve-se respeitar as especificações de capacidade de 60Ah e CCA de 640A. Caso seja instalada uma bateria inferior, componentes do sistema terão mau funcionamento ou até mesmo serão danificados.
A caixa de fusíveis e relés está ao lado da bateria (28). Há uma indicação em uma das bordas da caixa de que o sistema possui um fusível de 150A (29). Outra indicação está na parte de dentro da tampa, que possui a pinça para manipulação dos fusíveis e relés existentes. Há um símbolo de livro (30) informando a necessidade de olhar o manual do veículo para obter os dados do circuito.
Undercar
Por baixo do veículo é possível ver o aftercooler entre as frestas do para-choque dianteiro do HB20 (31). A admissão de ar para o trocador de calor da climatização está logo ao lado esquerdo do veículo (32).
O compressor da climatização (ar-condicionado) fica localizado no lado direito do veículo (33). O mecânico irá notar que há espaço para efetuar a manutenção no componente.
O cárter de óleo do motor possui o bujão de dreno virado para a frente do veículo (34). O orifício está logo ao lado do filtro de óleo, que possui substituição preconizada a cada 10 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. Em condições de uso severo do veículo, o período de troca do filtro deve ser reduzido pela metade, acompanhando a mesma recomendação sobre a substituição do óleo.
O sistema de transmissão do novo HB20 possui câmbio AT6, automático epicicloidal de 6 marchas (35). “É uma transmissão realmente robusta”, comenta o profissional ao ver o câmbio. Sobre os períodos de troca do fluido de câmbio, a Hyundai informa que não há nenhuma previsão em caso de utilização normal do veículo. Mas, caso o perfil de condução seja severo, a fabricante informa que o fluido deve ser substituído a cada 100 mil km, sem indicação de tempo. O fluido recomendado para o câmbio automático é o Óleo Genuíno Hyundai ATF SP-IV.
Mingau concorda que praticamente todo tipo de utilização urbana de um veículo leve é considerada como uso severo. Então, a recomendação é levar em conta a possibilidade da substituição do fluido de transmissão no período mencionado. O consultor técnico da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo, avalia que a troca do fluido de câmbio automático em veículos leves como o HB20 deve ser feita em um período ainda mais reduzido: a cada 40 mil km.
No eixo dianteiro do HB20, há o sistema de suspensão McPherson. O pivô é prensado diretamente na bandeja de suspensão, sem outras fixações (36).
O sistema de exaustão pode ser visto com grande facilidade por baixo do veículo. É possível acompanhar toda a linha de tubulação e componentes (37). “Existe um defletor de calor onde há o segundo catalisador. Isso serve para que o calor do sistema não invada o habitáculo do veículo e traga uma sensação desagradável aos ocupantes”, comenta o profissional (38).
Um detalhe importante que é observado por baixo do veículo é uma proteção plástica que possui longa extensão, indo da dianteira até a traseira do veículo (39). “Toda a parte de tubulação, tanto do sistema de frenagem, o próprio sistema de alimentação de combustível como de recirculação de gás, ele passa todo por aqui”, comenta Mingau.
Na parte traseira está localizado o tanque de combustível (40) e logo à frente é posicionado o filtro de combustível (41). “Aqui nós temos um protetor plástico, então temos que ter prudência no momento de soltar o filtro e não quebrar o suporte”, alerta Mingau para que os mecânicos tenham cuidado no momento de alguma intervenção com o componente.
Mingau comenta a localização do reservatório de armazenamento de gases, o filtro cânister (42). “Ele está na parte traseira e um pouco acima do reservatório de combustível. O acesso é bem tranquilo, caso houver a necessidade de efetuar uma manutenção”, opina.
A suspensão traseira é composta por um eixo de torção com molas helicoidais (43). Os amortecedores traseiros possuem menos complicação para manutenção do que outros veículos. A fixação inferior do amortecedor é no final do próprio eixo de suspensão (44) e a fixação superior pode ser acessada pela caixa de roda, sem a necessidade de abertura do porta-malas do veículo (45).
Ao fim, Mingau declarou suas impressões quanto à reparabilidade do Hyundai HB20 analisado. “A questão da reparabilidade é tranquila e isso vai trazer benefícios tanto ao proprietário como também a vocês, profissionais”.
Preço e condições de crédito seguram as vendas de carros
Está difícil de projetar o que vai acontecer até o final do ano com o mercado de veículos leves. Um dos pontos relevantes foi a rápida subida de preços, reflexo da combinação de fatores como inflação e consequente salto dos juros de financiamento para até perto de 30% ao ano, custos de componentes, escassez de chips, problemas logísticos e também novas exigências sobre emissões, consumo de combustível e itens de segurança passiva e ativa.
Segundo a consultoria Jato Dynamics, nos últimos cinco anos o preço médio saltou 85% e hoje se situa em R$ 135.000. A média ponderada deve ficar abaixo disso já que os modelos mais baratos ainda têm peso relevante. Se o critério for o de número de salários-mínimos (SM) para adquirir um carro, o aperto aumentou de 28 SM para 50 SM no mesmo intervalo.
Este fenômeno, no entanto, é mundial. Estudo do DAT (sigla para Curador dos Carros Alemães), citado pelo site AUTOentusiastas, aponta que os preços subiram lá quase 60% em 10 anos em um país de economia muito forte e baixíssima taxa de inflação.
Outra pesquisa de maior abrangência (18 países e 17.000 entrevistados) do banco BNP Parisbas, denominada Barômetro Automobilístico 2023, registrou a queixa generalizada de 70% dos compradores: sacrifícios financeiros elevados para comprar, abastecer e manter um veículo. A tendência é de uma elitização de quem pode adquirir ou financiar um automóvel.
Voltando ao Brasil, a educadora financeira Aline Soaper destaca: “O consumidor deve analisar suas finanças pessoais e colocar na ponta do lápis se pode ou não comprar um carro novo ou usado, ou se o aluguel é uma melhor opção”.
Devo apontar, porém, que apesar da badalação da assinatura mensal, uma forma de aluguel mais abrangente por incluir todas as despesas com impostos e manutenção, é uma operação bastante cara. Exige que se tenha certeza de renda alta e duradoura para ao final do contrato firmar outro. Em geral atende quem precisa investir em um negócio próprio e costuma comprar um carro à vista. Assim, desmobiliza o capital para obter um ganho que pague a assinatura e ainda deixe um bom dinheiro no bolso.
Incertezas políticas e jurídicas são outras variáveis que vêm afetando o mercado automobilístico. Quanto a isso nada a fazer, além de esperar e observar os acontecimentos.
Novo Sentra avança, mas o Corolla vai continuar firme
Sedãs médio-compactos já tiveram dias de glória. Corolla, dono do pedaço, conquistou 75% de participação contra apenas 15% do Cruze e presença tímida de Civic, Jetta e Arrizo 6. O segmento encolheu em razão do avanço dos SUVs. Estes vendem três vezes mais que os racionais sedãs. Neste cenário é muito bom o relançamento do Sentra em sua oitava geração. Vindo do México e isento de imposto de importação conta com estilo moderno bem superior aos modelos anteriores, em especial desenho do teto e lanternas traseiras por R$ 148.490 e R$ 171.590.
Suas dimensões mudaram quase nada: 2.707 mm de entre-eixos e 4.646 mm de comprimento. A largura (1.816 mm) é 36 mm maior que o Corolla e apenas 9 mm a mais que o Cruze. Porta-malas de 466 litros tem praticamente o mesmo volume do Corolla. Oferece na versão mais cara teto solar elétrico ausente no modelo da Toyota. Uma diferença a favor do Nissan é o conforto dos bancos dianteiros com a tecnologia Zero Gravity agora estendida também para o banco traseiro.
Houve evolução no acabamento interno. Ganhou 11 porta-objetos e um console central de 7,7 litros. O quadro de instrumentos tem velocímetro e conta-giros analógicos, enquanto a central multimídia de 8 pol. oferece boa resolução. Pormenor destoante é o freio de estacionamento com pedal, uma solução datada. Carregamento por indução do celular só instalado na concessionária e preço à parte. O novo Sentra vem com seis airbags e um robusto sistema de assistência eletrônica ao motorista.
Mecanicamente o carro evoluiu com uma suspensão traseira multibraço. O motor do ciclo Atkinson de 2 litros, somente a gasolina, entrega 151 cv/20 kgf.m e a caixa de câmbio CVT tem oito marchas. Aí o Corolla ganha de novo com um motor flex de 177 cv (E)/169 cv (G) e 21,4 kgf.m para os dois combustíveis, além da CVT de 10 marchas. Tanque de combustível do Corolla é de 50 litros (três a mais) e também ganha no consumo de gasolina: 11,9 km/l (cidade); 14,2 km/l (estrada). Em desempenho o Sentra até perde por pouco no 0 a 100 km/h: 9,4 s, apenas 0,2 s a mais que o rival, embora a massa de ambos seja coincidentemente igual (1.405 kg).
Apesar da nítida e convincente evolução holística do sedã da Nissan, mais provável que conquiste alguns pontos de participação de mercado sobre o Cruze, mas incomodar o Corolla não será possível.
ALTA RODA
Virada de chave total marca o novo C3, um hatch mais parecido com um SUV do que outros que como tal se autointitulam, porém a Citroën optou pelo termo “atitude SUV”. Pura estratégia da Stellantis para diferenciá-lo dos Fiat. Avaliei a versão de 1 litro (câmbio manual) e de 1,6 litro (automático). A primeira utiliza o motor Fiat tricilindro de 71 cv (G)/75 cv (E) que entrega desempenho razoável graças a uma massa de apenas 1.037 kg. A largura da carroceria (1.733 mm) é ponto positivo e a posição ao volante também, além do porta-malas de 315 L. Só não agrada o quadro de instrumentos de pobreza franciscana. Versão com motor mais forte lança mão da antiga, mas confiável unidade de origem PSA: 113 cv (G)/120 cv (E). Bem agradável de dirigir em conjunto com o câmbio 6-marchas e um surpreendente vão livre de 180 mm. Espaço interno superior aos concorrentes, mas conta com apenas dois airbags. Preços: R$ 72.990 e R$ 97.790.
Novo Mercedes-Benz GLC Coupé apresentado na Europa inclui um pseudo-híbrido (alternoarranque de 48 V) e um híbrido plugável como opções. Uma novidade é o interessante sistema para indicar o alcance elétrico levando em consideração fatores externos como temperatura ambiente, uso de aquecimento da cabine no inverno e refrigeração no verão, além do modo como o motorista dirige. Isso permite saber em que condições o alcance varia e se afasta dos números homologados em laboratório. Esse dispositivo ainda não está instalado nos modelos 100% elétricos, mas deverá ser. Finalmente a transparência de informações chegou.
Ipiranga tem novo lubrificante para veículos pesados – Foto: divulgação/Ipiranga
O Ipiranga Brutus Sintético 10W-40 é o novo lubrificante para veículos pesados que amplia a linha da Ipiranga Lubrificantes. O lubrificante totalmente sintético atende a norma Volkswagen Caminhões por meio da especificação MAN M 3277, servindo aos requerimentos dos motores MAN D08 e D26.
O novo membro da linha Brutus possui versatilidade de uso em veículos que utilizem óleo diesel S10 ou S500. É recomendado para motores quatros tempos de caminhões movidos a diesel aspirados ou turboalimentados, inclusive aqueles com sistema de pós-tratamento do tipo SCR e EGR/DOC, além de modelos mais antigos com uso rodoviário ou off-road.
“Este é um dos principais lançamentos da Ipiranga Lubrificantes para a frota de pesados em 2023. Analisamos as tendências do mercado e estamos trazendo um produto com a qualidade Ipiranga, que os consumidores já conhecem com um ótimo custo-benefício para atender uma frota importante do mercado brasileiro. O Ipiranga Brutus Sintético 10W-40 poderá ser encontrado em diversos pontos de venda do país em 20L, 200L, 1000L e granel”, comenta o diretor de marketing da ICONIC, Paulo Gomes. A ICONIC é gestora da marca Ipiranga Lubrificantes.
Nakata lança pastilhas de freio para motos – Foto: Fabio Ramos
A Nakata amplia o portfólio para motocicletas com o lançamento da linha de pastilhas de freio. São 34 jogos que atendem as várias marcas do mercado, como BMW, Dafra, Honda, Suzuki e Yamaha. Entre os modelos atendidos da Honda estão: CG 125, CG 150, CG 160, CB 250 Twister, CB 300, XRE 300, Lead 110, Elite 125, CB 500, CB 600F Hornet, entre outros.
Para a Yamaha, a linha contempla pastilhas de freio para os modelos: YBR 125D, X City 250, X Max 250, YS 250 Fazer, XTZ 125, YBR 125 e 150 Factor, YS 150 Fazer, MT 03 660, NEO 125, entre outros. Há pastilhas componentes para linha da Suzuki: GSX-R 1000, GS 500, GSF 1200 Bandit, Intruder 125, entre outras.
Os itens oferecidos para linha de motos da Dafra contemplam: Next 250, Laser 150 e Citycom 300. O portfólio da Nakata para motos conta com amortecedores convencionais, amortecedores monoshock, kit de transmissão coroa, pinhão, corrente e tubo interno da bengala.
Para acessar o catálogo on-line e conferir os produtos da Nakata, basta acessar o site clicando no link.
Lumileds lança linha de faróis auxiliares Philips em LED – Foto: divulgação/Philips
A Lumileds lança a linha de faróis auxiliares Philips Ultinon Drive 2000L em LED. São quatro modelos diferentes, sendo três opções em barras de LED (formato horizontal), Ultinon Drive 2001L 6” (16,3 cm), Ultinon Drive 2002L 10” (26,6 cm) e Ultinon Drive 2003L 20” (50,8 cm) e a versão redonda Ultinon Drive UD2001R 7‘’.
Segundo a fabricante, a nova gama, conhecida como farol de longo alcance, foi desenvolvida para aumentar a visibilidade do motorista em grandes distâncias, deve usada em estradas e/ou ruas sem iluminação, no período noturno, e não pode ser acionada quando houver fluxo de outros veículos à frente ou no sentido contrário.
Os produtos que compõem a nova linha também trazem, além do modo de “luz de posição”, diferentes potências, de 30W (2.000 lm), 40W (3.200 lm) e 80W (5.300 lm), no caso das barras de LED. O modelo de maior potência, Ultinon Drive 2002L 10” (26,6 cm), traz capacidade de iluminação de até 400 metros. Já o modelo Ultinon Drive UD2001R 7‘’ (redondo) oferece 105W e 4200 lm, podendo iluminar até 390 metros.
Vale destacar que a nova linha Philips Ultinon Drive 2000L traz luz branca de até 6.000 Kelvin e design robusto para ser utilizado em ambientes extremos. Em seu desenvolvimento, foi possível adicionar um dissipador térmico de alto rendimento. A lente é de policarbonato com suportes de aço inoxidáveis. A linha possui certificações IP67 e IK07, garantindo resistência de entrada de água e poeira e impactos, respectivamente.
Outra certificação, a ECE (e-mark), permite que a nova linha da Philips possa ser instalada como sistema de iluminação auxiliar para o uso em vias públicas no País. Neste caso, o proprietário do veículo deve regularizar esta modificação juntamente com o órgão de trânsito para que o novo Certificado de Segurança Veicular (CSV) conste no CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Segundo a fabricante, a utilização desses novos produtos em LED é permitido no fora de estrada, sem qualquer restrição.
A instalação dos faróis auxiliares deve ser feita sempre na frente do veículo e em pares, dois ou quatro para qualquer aplicação. Já para veículos da categoria N3 (caminhões com mais de 12 ton), podem ser instalados 2 extras, totalizando até 6 unidades). Outro ponto de atenção é a ligação elétrica, que deve obedecer a algumas regras, tais como: acionamento simultâneo dos faróis auxiliares da Philips com o farol alto do veículo, assim como o desligamento automático para evitar ofuscamento.
A tensão elétrica da nova gama Philips Ultinon Drive 2000L varia entre 9V e 30V, permitindo compatibilidade com carros, ônibus, caminhões, tratores, entre outros.
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