Superaquecimento do motor em caminhões pode ser bomba d’água; veja o que fazer

Componente é responsável pela constante circulação do líquido de arrefecimento

O superaquecimento do motor é capaz de gerar grandes prejuízos para o caminhoneiro. Por isso, é necessário fazer uma manutenção preventiva com uma checagem periódica do radiador, mangueiras, reservatório, bomba d ‘água e válvula termostática. Com isso, é possível prolongar a vida útil do cavalo mecânico, evitando problemas de última hora. Mas um componente merece uma atenção redobrada como a bomba d’água.

A bomba d’água é responsável pela constante circulação do líquido de arrefecimento a fim de que o motor tenha sempre uma temperatura de trabalho dentro dos parâmetros estabelecidos pelo fabricante. Desta maneira, o líquido quente é transferido do bloco do motor para o radiador, realizando dessa forma o trabalho de arrefecimento. É importante que nas revisões sejam feitas avaliações na bomba d’água e que se troque o reparo ou mesmo a própria bomba quando houver sinais de desgaste nos rolamentos ou no selo.

Outro fator que indica a necessidade de manutenção é o surgimento de ruídos persistentes ou vazamento de líquido de arrefecimento pelas junções da bomba. Além disso, é fundamental fazer a troca do líquido do sistema de arrefecimento no período recomendado pela montadora do veículo, em média, a cada dois anos, e utilizar a proporção correta de água/aditivo.

Em relação aos veículos mais antigos, que não têm tensionador automático para a correia, deve-se seguir rigorosamente a indicação do fabricante do caminhão ou da correia para evitar sobrecarga no rolamento da bomba. Em cavalos mecânicos que utilizam hélice acoplada à bomba d’água, é preciso ter atenção com o balanceamento a fim de evitar danos aos rolamentos.

 

Os maiores indicadores de problemas são ruídos em decorrência do desgaste do rolamento ou o vazamento de líquido de arrefecimento. Geralmente, vazamento na bomba d’água ocorre devido ao desgaste natural do selo mecânico.

 

Relembre o primeiro episódio do Batalha do Mecânico 2023

Tudo começou dentro da Loja do Mecânico em uma prova emocionante

Relembre o primeiro episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

A Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023, que teve a pré-estreia durante o 6º Congresso Brasileiro do Mecânico – CBM 2023, foi ao ar no dia 23 de outubro, quando os dez participantes começaram a disputa pelo prêmio de R$ 20 mil e 82 itens da Loja do Mecânico.

A primeira prova, que aconteceu na Loja do Mecânico em Jundiaí, no interior de São Paulo, dividiu os mecânicos em duas equipes: azul e laranja. Os competidores tinham que encontrar as chaves corretas para fazer a aplicação do torque certo sem danificar os parafusos de cabeçote. Estavam na equipe azul Ricardo, Nilton, Norival, Julio e Douglas, já na Laranja estavam André, Eder, Fernando, Giovana e Leandro.

Relembre o primeiro episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

O time azul foi melhor mandando os competidores da equipe laranja, que tiverem menos atenção, para a prova de eliminação, que aconteceu no segundo episódio do Batalha do Mecânico 2023.

 

Motos: veja quatro dicas para trocar óleo do motor corretamente

Lubrificante é fundamental para conferir um bom funcionamento do propulsor

troca óleo em moto Motul

A troca de óleo do motor é fundamental para que uma motocicleta não fique parada na rua, uma vez que o lubrificante contribui para o bom funcionamento do propulsor, reduzindo atrito e desgaste das peças.

 

1 – Prazo para troca de óleo
A primeira atitude a ser tomada é identificar o intervalo de troca de óleo definido pelo fabricante da motocicleta, que está no manual da moto. Além disso, é importante considerar o limite de quilômetro rodado ou tempo de uso. Contudo, se a motocicleta trabalhar em regimes severos de uso, como trânsito urbano, alta carga e baixa refrigeração, a recomendação é reduzir pela metade o intervalo recomendado no manual da motocicleta.

 

2 – Escolha a especificação de óleo correta
Outro ponto que o motociclista deve ficar atento é escolher o lubrificante igual a recomendação do manual do proprietário. Portanto, seguir a mesma viscosidade, norma API equivalente ou mais exigente e norma JASO atualizada. 

 

3 – Aquecimento
Antes de trocar o óleo do motor é ideal aquecer a motocicleta por dois minutos. Com isso, garante a remoção de partículas, que ficarão suspensas no lubrificante. Ademais, faça a substituição do filtro de óleo, sempre que for trocar o óleo do motor.

 

4 – Limpeza
Geralmente, alguns mecânicos utilizam o funil para colocar o óleo no motor. Contudo, acabam não limpando o recipiente, o que leva sujeiras para dentro do propulsor. Portanto, faça a limpeza desse funil sempre que for utilizá-lo. Além disso, alguns fabricantes de óleo contam com embalagens que permitem um encaixe perfeito no propulsor, o que facilita a colocar o lubrificante dentro do motor, mas sempre veja se a região próxima à entrada de óleo está limpa para não gerar contaminação. 

 

Mecânico Pro foi determinante para o título da Giovana no Batalha do Mecânico: entenda

Ferramenta online permite ao mecânico fazer pesquisas e, também, consultar um técnico por meio um chat humanizado

Mecânico Pro foi determinante para o título da Giovana no Batalha do Mecânico: entenda
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

“Segundo os parâmetros oferecidos pelo Mecânico Pro, o problema é a falta de pressão na bomba de combustível, que deveria gerar entre 90 e 120 bar, mas está gerando apenas 20 bar, por causa da mistura pobre. Por isso, o exato problema é na bomba de alta pressão”, disse Giovana na semifinal da Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023. Com essa resposta, a competidora foi para a final graças a ferramenta Mecânico Pro, que é online e permite ao mecânico fazer pesquisas e, também, consultar um técnico por meio de um chat humanizado. Entenda como funciona.

Mecânico Pro foi determinante para o título da Giovana no Batalha do Mecânico: entenda
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Para quem não está familiarizado, o Mecânico Pro é uma plataforma que permite o contato direto com informações técnicas de fonte segura. Portanto, o mecânico consegue ter o diagnóstico assistido pela equipe técnica do Centro de Treinamento Automotivo da Bosch, tanto da linha leve quanto da linha pesada. Também há uma biblioteca digital disponível 24 horas por dia, sem limites de acessos ou downloads para auxiliar o mecânico.

Toda a plataforma tem formatos especialmente desenhados para facilitar diagnósticos e as reparações de forma eficiente, com todos os conteúdos gerados por uma fonte segura. Diferente do ChatGPT, o suporte técnico é humanizado, que permite ao mecânico ter um diagnóstico assertivo, uma vez que há um técnico com capacidade e treinamento para ajudar o mecânico a encontrar o problema no veículo.

Mecânico Pro foi determinante para o título da Giovana no Batalha do Mecânico: entenda
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Ademais, o Mecânico Pro é uma iniciativa da Revista O Mecânico, que possui mais de 30 anos de experiência na produção de conteúdo técnicos, voltada à mecânicos e oficinas independentes. A ferramenta ainda tem como objetivo em comum apoiar o desenvolvimento do setor de serviços automotivos e especialmente das oficinas independentes.

Mecânico Pro foi determinante para o título da Giovana no Batalha do Mecânico: entenda
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Na Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023, os mecânicos puderam conhecer de perto o Mecânico Pro, quando chegaram no Top 4. A ferramenta também foi determinante na semifinal, em que Giovana achou a falha com maestria com auxílio da plataforma e, por fim, na grande final do programa, em que ela soube fazer as perguntas corretas para o técnico, que enviou as respostas assertivas, que foram utilizadas por ela na prova, o que a ajudou ser campeã do Batalha do Mecânico 2023. Além disso, todos os dez participantes da segunda temporada do Batalha do Mecânico 2023 passam a ser embaixadores do Mecânico Pro.

Parte Final: Como funcionam os veículos híbridos?

Série de reportagem desmistificando os híbridos chega ao fim com os PHEV, que são a última etapa antes da eletrificação total de um veículo

Como funcionam os veículos híbridos? Parte Final
Foto: Bosch/Divulgação

por Felipe Salomão   fotos Divulgação

Nas duas primeiras partes dessa série de reportagem sobre veículos híbridos, a Revista O Mecânico mostrou os sistemas 48V e os Strong Hybrid. Pois bem, chegou hora de falar sobre os Plug-in Hybrid Electric Vehicle – PHEV, em bom português: Veículo Elétrico Híbrido Plug-in. Inclusive, já foram emplacados mais de 20 mil modelos dessa categoria no Brasil, de acordo com a Associação Brasileiro do Veículos Elétricos – ABVE.

Um dos fatores que pode explicar os bons números dos PHEVs no mercado nacional está ligado a versatilidade de transitar entre os motores a combustão e, também, elétricos facilmente, o que confere um baixo consumo de combustível, em relação aos outros veículos híbridos, mas também, possibilita ter mais potência e autonomia.

Como funcionam os PHEV?
Em um veículo PHEV é possível fazer uma recarga na bateria pela tomada. Logo após fazer isso, o modelo terá carga suficiente para condução no modo 100% elétrico desde o início do funcionamento. Por sua vez, o motor a combustão não é acionado instantaneamente para recarga da bateria quando o veículo é ligado. Por precisar de mais energia, esses modelos contam com bateria otimizada de lítio com maior capacidade de armazenar energia, o que deixa o protagonismo da bateria em outro patamar no que se refere aos outros tipos de veículos híbridos, como explica Leonardo Z. Pereira, Instrutor Técnico da Bosch.

“A bateria nessa categoria de veículo tem um protagonismo muito diferente aos sistemas HEV e pode ser semelhante às baterias de veículos totalmente elétricos. Esse maior protagonismo se dá devido a aplicação de uma bateria de alta tensão que possui capacidade de energia maior em relação ao sistema convencional. A semelhança ao BEV (100% elétrico) se dá devido a possibilidade de o PHEV utilizar por mais tempo o modo de condução EV”, disse o Instrutor Técnico da Bosch.

Como funcionam os veículos híbridos? Parte Final
Foto: Stellantis/Divulgação

Apesar dessas diferenças, os modelos PHEVs têm sistema de regeneração da bateria idênticos com as outras tecnologias vistas anteriormente, que pode ou não ser controlado por meio de botões ou apenas pelos pedais de acelerador e freio. Relativamente, as baterias dos PHEVs são parecidas com os veículos 100% elétricos, mas é importante ressaltar que existem diferentes tipos de composições de baterias de alta tensão, mesmo dentro da bateria de lítio há diversos tipos, o que interfere na capacidade de densidade de energia e densidade de potência. “Olha, em um veículo PHEV pode conter a mesma tecnologia de uma bateria utilizada em um BEV, porém normalmente em dimensões menores, capacidade de energia menor e modos de controle térmico mais simples”, diz Pereira.

Fluxo de energia dos PHEVs
O fluxo de energia nos PHEVs tem a energia em corrente contínua (DC) disponibilizada da bateria de alta tensão para o módulo de potência, que alimenta a máquina elétrica em corrente alternada (AC) em três fases. Ademais, a recuperação de energia é realizada de forma inversa através do modo de operação chamado de frenagem regenerativa. Por fim, o motor de combustão também pode realizar um processo de recarga do motor elétrico. Claro, isso se o projeto do carro for constituído com essa característica.

Como funcionam os veículos híbridos? Parte Final
Foto: Bosch/Divulgação

“Outro fluxo de energia disponível nesses veículos PHEV é a recarga em corrente AC ou DC, através de uma fonte externa de energia, que posteriormente é convertida ou direcionada para a bateria de alta tensão utilizando um carregador (on board ou off board charger)”, ressaltou Leonardo Pereira.

Motores
Por ter o motor elétrico é natural que algumas pessoas pensem que a máquina elétrica é mais relevante do que a térmica. “O que fica evidente é a possibilidade de a máquina elétrica prover condições suficientes para o modo de condução totalmente elétrica, sendo assim em alguns veículos o motor de combustão se mantém desligado”, constata Leonardo. Com isso, o conjunto térmico é ativado, quando a carga da bateria está baixa ou quando o veículo precisa aumentar a velocidade.

Como funcionam os veículos híbridos? 
Parte Final

Manutenção dos PHEVs
No que se diz respeito a manutenção do motor elétrico, é simples, pois fica apenas nas conexões elétricas e de módulos de potência. Já o propulsor térmico tem uma manutenção convencional, que pode ser de baixo nível de complexidade a depender do veículo. Contudo, antes de fazer o reparo é preciso conferir se realmente o conjunto motriz está desligado e não apenas com a função start-stop ativa. Também é necessário fazer a desativação do sistema HV, ter ferramental isolado e utilizar Equipamento de Proteção Individual – EPI para realizar a manutenção da máquina elétrica.

Como funcionam os veículos híbridos? Parte Final
Foto: Arquivo O Mecânico

“A manutenção em parte de alta tensão automotiva envolve aspectos de proteção coletiva e individual. Tudo deve ser pensado pelo responsável da atividade, desde isolamento de área, análise de risco e utilização de equipamento de proteção individual cedido pela empresa. Em caso de trabalhos mais avançados são necessários ambientes com controle térmico para desenvolver um trabalho, além de equipamentos específicos e ferramentais isolados. Seguir a orientação técnica do fabricante é fundamental para garantir a segurança e operação correta do sistema do veículo”, esclarece Leonardo Pereira.

Vantagens dos veículos PHEVs
A maior vantagem desses veículos é ter uma bateria, que permite rodar mais tempo no modo elétrico, além da economia de combustível e maior autonomia. “Outra vantagem é a possibilidade de recarga externa da bateria, sendo possível a aplicação de bateria de maior densidade de energia (melhor tecnologia) isso resulta em um modo de condução EV por mais tempo”, constata Leonardo Pereira.

Como funcionam os veículos híbridos? Parte Final
Foto: Stellantis/Divulgação

Relembre as outras tecnologias eletrificadas
Para você, leitor, que não pôde acompanhar as outras tecnologias presentes nas outras partes desta reportagem. Essa edição final traz um pequeno resumo dos outros sistemas. Para começar, essa série falou dos veículos híbridos leves, que tecnicamente são chamados de MHEV, mas na linguagem popular também são conhecidos como sistema 48V. Esses veículos eletrificados combinam um motor de combustão interna, que pode ser abastecido a diesel ou gasolina, com uma máquina elétrica. Deste modo, o propulsor elétrico pode atuar na partida do conjunto motriz a combustão, ser um assistente do motor térmico na recuperação de energia e na função start-stop. Portanto, cumpre o objetivo de reduzir as emissões de poluentes e aumentar a eficiência energética do carro.

Como funcionam os veículos híbridos? Parte Final
Foto: Stellantis/divulgação

Já a segunda parte desta série sobre os veículos híbridos trouxe a luz os Strong Hybrid, que são aqueles modelos que têm uma estrutura mista com motor elétrico e, também, com propulsor a combustão. Com isso, os dois propulsores podem trabalhar em simultâneo ou individualmente. Além disso, essa tecnologia não conta com motor de partida e alternador convencional, pois foram substituídos por uma máquina elétrica também responsável por fazer essa função.

Superação: relembre a trajetória da Giovana no Batalha do Mecânico 2023

Primeira mulher campeã passou por dificuldades dentro do reality antes de conquistar o título

Superação: relembra a trajetória da Giovana no Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

A Giovana Toso venceu ontem, no Dia do Mecânico, a Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023. Embora tenha ido muito bem na prova final, a competidora passou por dificuldades dentro do programa para conquistar um prêmio de R$ 20 mil e um Kit Oficina com 82 itens da Loja do Mecânico. Relembre a trajetória da campeã.

EPISÓDIO 8 – A grande final | TEMP 02 | BATALHA DO MECÂNICO

A trajetória da primeira mulher campeã do Batalha do Mecânico 2023 começou na equipe Laranja, que tinha André, Eder, Fernando e Leandro, que foi o seu oponente na final. A prova aconteceu dentro da Loja do Mecânico, em que os participantes tinham que encontrar a chave correta para fazer a aplicação do torque certo sem danificar os parafusos de cabeçote.

Superação: relembra a trajetória da Giovana no Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Por utilizarem ferramentas incorretas e fora de medida, a equipe laranja perdeu a primeira prova, fazendo os cinco integrantes disputarem uma eliminatória. A prova individual, em que os competidores tinham que solucionar um problema no semieixo do Chevrolet Onix, sendo necessário fazer a remoção e a instalação de um novo componente. Para isso, eles tiveram que achar as ferramentas corretas para fazer esse procedimento. Giovana conseguiu ir bem e passou para próxima etapa, deixando para trás o competidor Fernando, que foi o primeiro eliminado do programa.

Superação: relembra a trajetória da Giovana no Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

No terceiro episódio, Giovana fez a prova de lubrificantes com Julio, que infelizmente, ficou em último lugar com apenas quatro acertos. Na prova eliminatória, que foi patrocinada pela KYB, Giovana teve que fazer a troca do amortecedor em um Toyota Corolla Cross junto com Julio. Os dois superaram Eder e Ricardo e, também, ganharam uma maleta de ferramentas e macacões da KYB.

No quarto episódio do Batalha do Mecânico, Giovana superou Norival, mas como estava em dupla com Nilton, ela não conseguiu ir direto para próxima fase. Por isso, foram para a prova de eliminação, em que eles tinham que trocar os rolamentos traseiros de um Hyundai HB20 em apenas 30 minutos. Giovana e Nilton superaram Norival e Douglas e, com isso, receberam um Kit da Authomix, que patrocinou a prova de eliminação.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

No Top 4, que foi o quinto episódio, Giovana e Nilton novamente formaram uma dupla para prova, em que o desafio era encaixar o conector do chicote do sensor da bobina do primeiro cilindro do motor e o segundo era encontrar o aterramento das bobinas do primeiro e segundo cilindros, que foram acobertados pelo corpo técnico do programa. O carro dessa vez era um Volvo XC40. Novamente, Giovana foi para prova de eliminação, mas desta vez contra Nilton.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

A campeã do Batalha do Mecânico conseguiu identificar o defeito no comando de admissão e, também, fez com que o veículo funcionasse corretamente. Para isso, ela utilizou a ferramenta Mecânico Pro e mandou Nilton para casa, indo para semifinal contra Julio e Leandro.

Na semifinal, os três batalhadores foram avaliados em todos os quesitos, uma vez que tiveram que efetuar a substituição dos filtros de óleo, de ar e de cabine. O carro dessa prova foi um Volkswagen Nivus. Leandro fez em menor tempo e foi direto para final, já Giovana e Julio se enfrentaram na prova eliminatória, que era identificar a bomba de alta pressão defeituosa instalada no SUV e justificar com parâmetros o problema encontrado no veículo usando a plataforma Mecânico Pro, que foi melhor utilizada por Giovana, passando para final.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Na grande final Leandro começou a prova um pouco nervoso e levou uma hora para solucionar dois dos três defeitos do carro, sendo o primeiro o Conector do Motor de Partida e o segundo Relé da Bomba de Combustível. Com mais calma, mesmo com a tensão da final, Giovana fez o diagnóstico correto, corrigiu todos os problemas e fez o motor funcionar sem falhas em apenas 50 minutos de prova. Desta maneira, ela se tornou a primeira mulher a vencer o reality show Batalha do Mecânico. Além disso, Giovana ganhou da Delphi um treinamento sobre o ciclo Otto no novo Centro de Treinamento da Delphi em Piracicaba, no interior de São Paulo.

Calmon | Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

É certo que a China continua como o maior mercado de carros 100% elétricos do mundo graças aos subsídios explícitos e implícitos, além das imposições por parte do governo ditatorial. Em alguns dos grandes conglomerados urbanos chineses só se pode obter uma licença ou placas para circular se for elétrico e, eventualmente, híbrido plugável.

No continente europeu os países também oferecem bônus atraentes para quem decide adquirir um VEB (Veículo Elétrico a Bateria). As vendas vinham subindo rapidamente, mas nos últimos meses o ritmo arrefeceu.

No Reino Unido, os 24.359 VEB comercializados em novembro último representaram uma queda de 17,1% em relação ao registrado um ano antes. A participação de mercado caiu de 20,6% em 2022 para 15,6% no mês passado, de acordo com números da SMMT (sigla em inglês para Associação de Fabricantes e Concessionárias de Veículos). Algumas projeções apontam para uma recuperação em 2024, mas não há realmente certeza.

Por outro lado na Alemanha, maior mercado do continente, a VW foi a primeira a sentir uma diminuição de procura por modelos elétricos. Análises iniciais atribuíram a queda a uma inadequação dos produtos.

No entanto, a Audi anunciou agora que irá adiar o lançamento de novos elétricos em resposta à diminuição do interesse dos compradores devido aos preços elevados em relação aos carros com motor de combustão interna (MCI). Em declaração ao site Automotive News Europe, o executivo-chefe da marca alemã, Gernot Dölner, admitiu que pretende reduzir a produção para evitar pátios cheios.

Já a BMW negou peremptoriamente que deixaria de investir em MCI. O presidente da empresa, Oliver Zipse, falou da sua aversão à proibição destes motores por parte União Europeia, em 2035. Alegou que isso colocaria os fabricantes de automóveis europeus numa guerra de preços com os produtos chineses.

Os novos registros de veículos elétricos ainda crescem a um bom ritmo nos EUA, mas limitados ao mercado de marcas de luxo. Porém, segundo dados da consultoria Experian, nos segmentos de altas vendas não conseguem avançar sobre modelos a gasolina e híbridos.

Uma surpresa, agora, veio do polêmico Elon Musk, o homem mais rico do planeta, dono da Tesla e de outros grandes negócios inclusive aeroespaciais. Ele afirmou que os alertas sobre mudanças climáticas são exagerados em curto prazo, embora repetisse que se considerava um ambientalista. Segundo o sul-africano naturalizado americano e canadense, maior produtor de carros elétricos do mundo, “petróleo e gás não podem ser demonizados”.

Difícil é saber exatamente o que ele considera “curto prazo”.

Ranger Raptor tem proposta marcantemente superior

A superespecialização chegou às picapes e a Ranger Raptor é o melhor exemplo. Importada da Tailândia, ocupa um nicho muito específico de mercado, inclusive por seu preço para bem poucos: R$ 446.800.

Em um primeiro contato no campo de provas da Ford, em Tatuí (SP), logo se destacou pela aceleração vigorosa e o ronco que ecoa do motor. Estabilidade muito boa, apesar dos pneus de perfil alto (285/70R17 A/T General Grabber) indicados para uso fora de estrada. Há molas helicoidais na traseira, além de maiores bitolas e cursos das suspensões dianteira e traseira. Os amortecedores são ativos da marca Fox.

Motor é um V-6, 3-L, gasolina, biturbo, 397 cv e 59,5 kgf·m. O câmbio automático epicíclico de 10 marchas ganhou desenvolvimento específico para a linha Raptor. Desempenho declarado de 0 a 100 km/h em 5,8 s, bem além de qualquer picape. Velocidade máxima é limitada eletronicamente em 180 km/h. O modo esportivo é selecionável no console.

Nos trechos fora de estrada demonstrou aptidão acima da média, em baixa e alta velocidade. Além do controle de tração bem calibrado, há cinco modos de terreno: escorregadio, lama, areia, pedregulho e baja. Neste último, para alto desempenho, o controle de estabilidade é desabilitado e aceita entrada de curvas no modo pêndulo típicas de ralis. O botão “R” no volante (modo Raptor) permite personalização para cada um dos itens separadamente: amortecedores, direção e escapamento.

Capacidade de vau (transpor alagados) é de até 850 mm, 50 mm a mais do que as outras versões da Ranger. Ângulos: de entrada, 32°; de saída, 27° e central, 24°. A facilidade com que as suspensões absorverem saltos reais é impressionante, com ótimo trabalho dos amortecedores ativos.

Tudo isso sem esquecer do bom comportamento em ambiente urbano e rodoviário, simuláveis também no campo de provas.

Melhorou segurança ativa da Hilux SRX Plus

Apesar de manter uma posição confortável na liderança entre picapes médias tradicionais – aquelas com carroceria sobre chassi de longarinas, também conhecido como chassi tipo escada – a Hilux apresentava algumas deficiências quando submetida a exigências rigorosas. Embora sem tanta repercussão no Brasil não se deu tão bem quando testada no exterior, no famoso Teste do Alce, em que chegou a retirar rodas do chão quando provocada a fazer desvio brusco de trajetória. Modelos de outras marcas passaram sem problemas.

As mudanças incluem alargamento das bitolas em 155 mm na traseira e 140 mm na dianteira com novo posicionamento de amortecedores e molas na dianteira; amortecedores traseiros externos ao chassi; barra antirrolagem também no eixo traseiro; aumento do vão livre em 20 mm o que melhorou ângulos de ataque e saída; freios a disco ventilado no eixo traseiro.

Esteticamente a SRX Plus ganhou extensões maiores de para-lamas (em razão do aumento das bitolas) e uma barra entre caçamba e cabine com formato aerodinâmico para diminuir ruído. Motorização Diesel não mudou (2,8 L, 16 V, 204 cv, 50,9 kgf·m), nem o câmbio automático de seis marchas e o bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro.

Pacote ADAS (sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista) inclui, entre outros, alertas de mudança de faixa e de pré-colisão, assistentes de partida em subida e de descida e controle de cruzeiro adaptativo.

Em um primeiro contato com a picape destaques para menos ruído a bordo e suspensões ligeiramente melhores em termos de conforto de marcha. Preço: R$ 334.890.

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*A todos os leitores(as) feliz Natal e um ano de 2024 turbinado. É tempo de dar uma parada e volto ao volante na segunda semana de janeiro.

Campeã! Giovana vence o Batalha do Mecânico 2023

Mecânica leva para casa um prêmio de R$ 20 mil e um Kit Oficina com 82 itens da Loja do Mecânico

Campeã! Giovana vence o Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

A Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 chega ao fim com Giovana Toso campeã. Além de levar para casa um prêmio de R$ 20 mil e um Kit Oficina com 82 itens da Loja do Mecânico, ela se torna a primeira mulher a vencer o maior reality show entre mecânicos do Brasil. Veja como foi a prova final.

Na Grande Final, que foi patrocinada pela Delphi Technologies e teve o jurado especial Pedro Valêncio, Coordenador Técnico da Delphi, Giovana e Leandro tiveram que encontrar três defeitos em um Hyundai HB20 em apenas 1 hora. Elaborada pelos jurados Fernando Landulfo, Guilherme Tonimek e Mingau, a prova tinha como objetivo fazer o diagnóstico correto, a correção dos erros e ligar o motor sem falhas.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Após um sorteio, Leandro começou a prova um pouco nervoso e levou uma hora para solucionar dois dos três defeitos do carro, sendo o primeiro o Conector do Motor de Partida e o segundo Relé da Bomba de Combustível. Com mais calma, mesmo com a tensão da final, Giovana fez o diagnóstico correto, corrigiu todos os problemas e fez o motor funcionar sem falhas em apenas 50 minutos de prova. Desta maneira, ela se tornou a primeira mulher a vencer o reality show Batalha do Mecânico. Além disso, Giovana ganhou da Delphi um treinamento sobre o ciclo Otto no novo Centro de Treinamento da Delphi em Piracicaba, no interior de São Paulo.

Campeã! Giovana vence o Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Ao final da prova, Giovana agradeceu com emoção os seus familiares. “Eu quero agradecer muito meus pais, minha irmã, minha afilhada, meu cunhado e minha tia. Sem eles eu jamais chegaria aqui e nem seria uma mecânica, pois no começo foi muito difícil principalmente pela questão financeira. E tudo isso é por eles! É para eles”, disse com felicidade no rosto e lágrimas nos olhos.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Apesar de ir muito bem na prova final, a trajetória da campeã foi de superação com um início um pouco desesperador. “No começo era desesperador, mas depois as provas se transformaram em oportunidades para eu mostrar a minha capacidade de trabalhar sob pressão. Por isso, eu comecei a ver as provas dessa forma para ficar mais tranquila dentro do Batalha”.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Com sorriso no rosto Giovana disse que o Batalha do Mecânico é uma confirmação do seu bom trabalho ao longo dos anos. “Olha, não sei se a ficha caiu, mas eu estou muito feliz, pois esse título é a confirmação do meu bom trabalho desde quando eu comecei. Eu enfrentei muitas dificuldades, sofrendo preconceito e assédio. Eu até pensei em desistir lá fora e, também, aqui. Mas Deus me deu força para seguir. E com esses percalços eu aprendi a não desistir”. Ainda emocionada Giovana deu um recado para todas as mulheres mecânicas desse país e, também, para as jovens que querem seguir na profissão. “Não é fácil para nós mulheres. Mas nós mulheres vamos ocupar esse espaço. Eu estou aqui para confirmar que nós temos capacidade e conhecimento, por mais que tenham pessoas que acham que não”.

Campeã! Giovana vence o Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Mesmo em segundo lugar, Leandro, que ao longo do reality passou bem por todas as provas, saiu feliz por ter feito uma grande amiga. “Bom, o que passa na minha cabeça é que eu cheguei até o final e eu estou muito feliz em ser o segundo. Vocês não imaginam a felicidade que eu estou, pois a minha amiga ganhou. Para Giovana? Prazer em te conhecer você merece muito. Isso é só o começo”, com palavras de quem também é campeão, Leandro ainda ressaltou os outros colegas da competição. “Para todos os outros competidores fica a nossa amizade e, que sim, todos vocês são competentes, mas apenas um tem que ganhar”.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Leandro também explicou o motivo de não ter ido tão bem na prova final e deu um recado sobre o futuro. “Na prova eu me enrosquei em alguns defeitos que eu nunca tinha enfrentado na vida. Na minha oficina, por exemplo, eu estudaria esses problemas um pouco melhor, mas aqui na correria e tensão da final, eu fiquei nervoso. Eu tenho muito que aprender e estudar. Daqui para frente eu não sei, mas o Batalha do Mecânico me deixou diferente”, disse com orgulho nos olhos.

Batalha do Mecânico: Giovana e Leandro disputam a grande final do reality
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Terceira Temporada!
Bom, amigo mecânico, a Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 terminou com muita emoção e com uma campeã com muitos méritos. Claro, a Revista O Mecânico, que é a realizadora do maior reality show entre mecânicos do Brasil, já prepara a Terceira Temporada para 2024. Mas calma, ainda estamos planejando os próximos passos. Portanto, amigos mecânicos fiquem atentos às nossas redes sociais, canal no YouTube, revista e site.

Campeã! Giovana vence o Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Sobre o Batalha do Mecânico
O Batalha do Mecânico é um reality show feito pela Revista O Mecânico, que teve a primeira temporada em 2019. Após um pequeno hiato, o programa retornou com força total em 2023. Nesta edição, 10 mecânicos enfrentaram uma rotina de competição, que testaram a capacidade profissional de cada um para além dos limites do cotidiano das oficinas. Na Batalha, além das habilidades e conhecimento técnico de cada mecânico, foram testadas as aptidões de interação, pensamento lógico e raciocínio rápido, pois as etapas exigiram dos participantes soluções, em que a memória, a capacidade de trabalhar em equipe e as habilidades profissionais fossem aplicadas constantemente em busca do melhor resultado.

Campeã! Giovana vence o Batalha do Mecânico 2023
Toda a equipe de produção que fez acontecer o Batalha do Mecânico 2023 – Foto: Revista O Mecânico

 

O maior reality show entre mecânicos do Brasil é exibido no canal do YouTube da Revista O Mecânico em oito episódios, sendo que o último vai ao ar hoje (20/12), no Dia do Mecânico, às 19h, que até o momento teve 1.133.650 visualizações no YouTube. Vale lembrar que a pré-estreia da Segunda Temporada do Batalha do Mecânico foi durante o 6º Congresso Brasileiro do Mecânico – CBM 2023, que aconteceu em 21 de outubro deste ano, sendo a estreia no YouTube no dia 23 do mesmo mês.

 

Impactos ambientais e sociais são os maiores desafios para o futuro, aponta SKF

Empresa já promove ações para implementar tecnologias, produtos e processos sustentáveis para os próximos anos no Brasil e no mundo

por Felipe Salomão

Impactos ambientais e sociais são os maiores desafios para o futuro, aponta SKF
Fábrica da SKF em Cajamar – Foto: SKF/divulgação

Presente no Brasil desde janeiro de 1915, a SKF projeta um futuro totalmente oposto do passado, quando chegou por aqui, uma vez que já promove ações para implementar tecnologias, produtos e processos sustentáveis, de modo a criar soluções inteligentes e limpas. Segundo a companhia: “Sabemos que uma coisa é importante se for bom para o planeta e um amanhã melhor. Por isso, estamos preocupados com os impactos ambientais e sociais do que fazemos. Este é o nosso desafio”.

Os personagens que deram essa opinião foram Michel Vences, Diretor Comercial Aftermarket da América Latina, e Maurício Ribeiro, Gerente Comercial Aftermarket do Brasil, que recentemente assumiram cargos de liderança comercial para o aftermarket da empresa no país.

Impactos ambientais e sociais são os maiores desafios para o futuro, aponta SKF
Michel Vences – Foto: SKF

Os executivos também afirmaram para a Revista O Mecânico que o futuro do aftermarket brasileiro também é próspero. “O futuro é muito promissor. Para nós o aftermarket automotivo representa mais de 20% de nosso negócio. O envelhecimento da frota somadas às condições de tráfego, possibilitam perspectivas de crescimento das vendas bem interessantes. Além disso, as regiões e estados brasileiros possuem uma dinâmica e uma força própria. Isto faz com que cada região precise ser trabalhada de uma forma bem específica, trazendo oportunidades únicas”, disseram Vences e Ribeiro.

Nas próximas páginas, os executivos falam sobre como eles enxergam o futuro do aftermarket nacional e quais são os próximos passos da SKF no Brasil.

O Mecânico: Como a SKF enxerga a cadeia de negócios no mercado de aftermarket automotivo brasileiro?
Vences e Ribeiro: Um dos principais diferenciais da SKF no mercado de reposição é a capacidade da nossa Rede de Distribuidores Autorizados que contribuem para a presença da nossa marca em âmbito nacional. Atuar em um país de dimensões continentais como o Brasil é um verdadeiro desafio e entendemos que o sucesso do negócio está diretamente ligado a uma rede de parceiros que confiam e acreditam na força da nossa marca na ponta. Por isso, é primordial contar com parceiros conectados e alinhados à nossa estratégia de crescimento para juntos sermos cada vez mais bem-sucedidos no mercado.

O Mecânico: Com mais de 26 anos de experiência na SKF, como o Michel Vences enxerga o mercado de aftermarket nacional?
Michel Vences: O Brasil é muito importante para a SKF; primeiro, pelo poder da marca, líder em rolamentos e diversos outros produtos. Atuamos num país de dimensões continentais com uma grande frota circulante nacional. Vislumbramos oportunidades interessantes para melhorar o serviço do reparador com transferência de conhecimento e para o consumidor final oferecemos cada vez mais melhores produtos. Enxergamos que há diferenças culturais pela extensão territorial, mas há muitas oportunidades.

Impactos ambientais e sociais são os maiores desafios para o futuro, aponta SKF
Mauricio Ribeiro – Foto: SKF/Divulgação

O Mecânico: Com mais de 20 anos de experiência em liderança de vendas, como o Maurício Ribeiro enxerga o aftermarket automotivo brasileiro?
Maurício Ribeiro: O aftermarket automotivo brasileiro é bastante consolidado. O brasileiro é criativo em sua essência e essa característica cultural é o que nos diferencia para tornar o mercado cada vez mais dinâmico e competitivo. Vivenciamos um momento de constantes transformações no mercado, pois enquanto os fabricantes buscam inovações em seus produtos, a cadeia de negócios contribui para o melhor nível de serviço na ponta, seja via Distribuidor, Varejista ou Oficina, cada um com o seu diferencial. Essa união de forças garante produtos e serviços de excelência, pois quando trabalhamos em sintonia, os processos fluem melhor. Logo, o sucesso do mercado aliado ao nível de satisfação do cliente final é resultado do trabalho conjunto de todos os elos da cadeia de negócios.

O Mecânico: Michel Vences, como o senhor pretende conduzir a estratégia de crescimento da SKF no Brasil?
Michel Vences: Qualidade é um atributo fortemente ligado à SKF e manteremos as boas práticas que ajudaram a conquistar este prestígio da marca. Nosso foco será manter o ritmo de crescimento no desenvolvimento de novas linhas de produtos. Além de garantir o alto padrão de excelência dos produtos, estamos comprometidos em facilitar a vida de quem realiza a aplicação das nossas soluções, compartilhando conhecimento.

O Mecânico: Maurício, o senhor tem duas décadas de experiência em liderança de vendas, quais iniciativas irá tomar para reforçar o posicionamento da SKF no mercado brasileiro?
Maurício Ribeiro: Estamos trabalhando em quatro áreas principais: produto, promoção, serviço e marca. Primeiro, a melhora da oferta dos produtos e serviços oferecidos ao mercado. Segundo, o engajamento no estímulo da promoção de nossos produtos no varejo. Terceiro, foco em nossa rede de oficinas autorizadas SKF Center. Finalmente, posicionamento da marca no mercado por meio de uma proposta robusta de valor. Visamos com isto reforçar a oferta de nossos produtos e serviços ao mercado por meio de nossa rede de distribuidores e revendedores em todo território nacional.

O Mecânico: Vences, o senhor foi responsável pelo Kit Center na França, o que é considerado um sucesso, o que o senhor pretende trazer dessa experiência para esse novo cargo no Brasil?
Michel Vences: Na minha carreira dentro da SKF tive a oportunidade de trabalhar em uma série de atividades que envolveram qualidade, compras e, finalmente, o aftermarket. Aprendi princípios e valores e um deles é o altíssimo padrão de qualidade de nossos produtos somados a nossa agilidade e capacidade de atendimento, mesmo nas condições mais adversas. São princípios que aprendi na França e que os aplico em todas as minhas atividades. No Brasil, temos um time excelente que envolve logística, qualidade, fábrica e vendas, que já vivencia esses princípios e estamos buscando aprimorar cada dia mais.

O Mecânico: Maurício, como o senhor pretende alavancar os negócios da SKF nesse novo cargo?
Maurício Ribeiro: Temos cinco pilares. Produtos, pessoas, canais de venda, proposta de valor e política comercial. Em primeiro lugar, continuaremos com a expansão de produtos. Em segundo lugar, inteligência: estamos cruzando dados e tendo uma variedade de insights que nos permitirão ser cada vez mais assertivos em nossas iniciativas de lançamentos, promoção, marketing e venda. Em terceiro lugar, nossa equipe. Temos um time de pessoas com diferentes experiências, muito boas no que fazem. É um time do qual nos orgulhamos porque tem se demonstrado à altura da confiança nele depositada. Quarto, nossa proposta de valor envolve a marca SKF, com produtos, canais de venda e serviços, como treinamentos e atendimento de suporte. Mas, o importante: uma política comercial séria para cumprir com os mais altos requisitos globais de livre comércio e práticas de mercado justas. Buscaremos, assim, alavancar negócios que sejam bons para todos os nossos parceiros de canal, incluindo distribuidores, revendedores, implementadores e usuário final.

Profissionais preferem ser chamados de mecânicos, diz pesquisa

Estudo entrevistou mais de 1 mil mecânicos de todo o Brasil e foi realizado em parceria com instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC)

Como o mecânico encara a chegada da eletrificação?

Sim, o mundo ainda está gourmetizado, mesmo que algumas pessoas não gostem. Para quem não sabe, esse movimento começou na gastronomia e furou a bolha chegando em diversos segmentos. Contudo, os profissionais mecânicos ainda resistem a gourmetização, uma vez que preferem ser chamados de mecânicos e não por nomes gourmet.

 

Para comprovar esse debate, a Pesquisa O Mecânico 2023, que foi realizada com o instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC). Neste ano, foram entrevistados 1.071 mecânicos de todos os estados mais o Distrito Federal entre 6 de julho e 30 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, a um nível de confiança de 95%. A pesquisa também foi baseada conforme a distribuição da frota nacional.

Profissionais preferem ser chamados de mecânicos, diz pesquisa

Dito isso, assim como no ano passado, a Pesquisa O Mecânico 2023 perguntou aos profissionais qual nomenclatura eles preferem quando se referem à profissão em si. Em 2023, 45% dos entrevistados preferem ser chamados de “mecânicos”. Embora no limite da margem de erro, esta porcentagem supera o recorde de 40% da edição de 2021 da Pesquisa, o que mostra mais uma vez que o mecânico tem orgulho de ser chamado assim. Outros 22% responderam “reparador” e para 33%, “tanto faz”.

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