Magneti Marelli lança nova geração de ECUs para motores a gasolina, flex e GNV

A Marelli anunciou uma nova linha de Unidades de Controle do Motor (ECU) com injeção indireta de combustível (PFI) voltadas para veículos movidos a gasolina, combustíveis flex (etanol, metanol e combustíveis sintéticos) e GNV. A nova geração foi desenvolvida para melhorar eficiência energética, desempenho e atender às atuais normas de emissões.

As ECUs serão destinadas aos mercados brasileiro, indiano e da região EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Cada versão foi projetada, validada e produzida localmente, estratégia que busca reduzir custos e acelerar a implementação pelas montadoras.

Segundo a empresa, o novo portfólio aproveita mais de 20 anos de experiência em tecnologias flex fuel e bicombustível, incluindo soluções patenteadas para controle de combustão.

Arquitetura preparada para diferentes powertrains

As novas ECUs foram projetadas com hardware e software adaptáveis para controlar motores a gasolina, flex ou GNV. A plataforma permite calibração e homologação específicas para cada montadora.

Entre os recursos do sistema estão:

  • Arquitetura aberta, com possibilidade de integração de softwares de terceiros
  • Atualizações remotas de firmware (FOTA)
  • Suporte a diferentes estratégias de controle de combustão e emissões

Microcontrolador automotivo de alta capacidade

A nova linha utiliza o microcontrolador AURIX TC3x, da Infineon Technologies, voltado para aplicações automotivas críticas.

O componente permite processamento multitarefa de alta velocidade e maior confiabilidade, além de recursos avançados de segurança.

A solução também segue o padrão ISO 26262 de segurança funcional, com arquitetura capaz de atingir níveis ASIL B/C.

Controle de injeção e emissões

As ECUs contam com diversos canais de entrada e saída para controle de atuadores e sistemas do motor, incluindo:

  • até oito controladores de injetores de gasolina
  • até quatro controladores para injetores de GNV

O sistema também incorpora algoritmos avançados de combustão e estratégias de controle de emissões para atender às normas ambientais.

Para diagnóstico e monitoramento, a plataforma utiliza sensores de oxigênio de ampla faixa UEGO e suporte ao padrão OBD‑II, permitindo análise precisa da relação ar-combustível e detecção de falhas.

Veja como funciona o scanner Kaptor da Alfatest e seus diferenciais

Scanner automotivo utiliza banco de dados e quilometragem média de outros veículos para identificar falhas comuns

A Alfatest promoveu um treinamento técnico na unidade da Loja do Mecânico, em Interlagos (SP), com foco na apresentação dos scanners da marca e na capacitação de vendedores da rede. Durante a atividade, foram demonstradas as funcionalidades da linha Kaptor, com destaque para recursos de diagnóstico eletrônico, leitura de parâmetros por cores e ferramentas baseadas em banco de dados para análise de falhas de acordo com a quilometragem do veículo.

Treinamento apresenta funcionamento do scanner Kaptor

O treinamento ministrado por Patrícia Brito e Janaína Barbosa em diversas lojas da rede tem como objetivo mostrar aos profissionais das lojas como utilizar os scanners da Alfatest disponíveis para venda nas lojas. A demonstração abordou desde o acesso ao sistema de diagnóstico até a interpretação dos dados apresentados pelo equipamento.  Entre os modelos apresentados estão as versões V5X, V6S e equipamentos voltados para veículos leves, motocicletas e também para linha diesel, que inclui caminhões e ônibus.

Durante a apresentação, a representante da empresa explicou como funciona a navegação dentro do equipamento para acessar o diagnóstico de veículos da linha pesada.

Segundo Janaína Barbosa, da Alfatest, o sistema foi desenvolvido para facilitar a operação dentro da oficina. “A tela é completamente intuitiva. O usuário acessa a linha do veículo, seleciona a montadora, o padrão de emissão e o modelo. Em poucos passos já é possível iniciar o diagnóstico”, afirma.

No exemplo apresentado durante o treinamento, foi realizado o acesso ao sistema de um caminhão da linha Mercedes-Benz, demonstrando o processo até a execução da leitura dos parâmetros do veículo.

Diagnóstico com identificação por cores

Um dos recursos destacados durante o treinamento foi o sistema de interpretação de parâmetros por cores. A funcionalidade permite identificar rapidamente a situação de cada item analisado pelo scanner.
De acordo com Janaína, o objetivo é facilitar a leitura das informações e direcionar o trabalho dentro da oficina. “Quando o equipamento faz a leitura dos parâmetros, ele apresenta os resultados por cores. O verde indica que o parâmetro está dentro da faixa. O vermelho mostra que está fora do limite. Já o amarelo ou laranja indicam valores próximos do limite”, explica.

Com essa organização visual, o profissional pode concentrar a análise nos itens que apresentam irregularidade, reduzindo o tempo de verificação. “Tudo que está em verde não exige atenção naquele momento.

Assim, o mecânico pode ir direto ao ponto e focar nos parâmetros que realmente precisam de análise”, completa.

Ferramentas com inteligência de dados

Outro recurso apresentado durante o treinamento foi o Smart Assist, sistema que utiliza inteligência artificial para analisar parâmetros do veículo e comparar os resultados com um banco de dados.
O equipamento executa testes, coleta informações do veículo e cruza os dados com registros já armazenados no sistema. Esse processo permite identificar padrões de falha e direcionar o diagnóstico com base em ocorrências registradas anteriormente.

Histórico de diagnóstico por quilometragem

O scanner também conta com a ferramenta Smart Tracker, que registra o histórico de diagnóstico do veículo a partir da quilometragem. Segundo Janaína, o sistema permite acompanhar informações acumuladas ao longo do uso do veículo e identificar possíveis alterações no odômetro. “O Smart Tracker faz a leitura do VIN e registra o histórico de diagnósticos com base na quilometragem. Assim é possível acompanhar o histórico do veículo e verificar se houve alteração no odômetro”, explica Barbosa.

O banco de dados também permite identificar padrões de falha associados à quilometragem de determinados modelos. “Com base no histórico, o sistema pode indicar que determinado modelo costuma apresentar uma falha em uma faixa de quilometragem específica. Isso ajuda o mecânico a antecipar a análise e orientar o cliente”, afirma Barbosa.

Inteligência Artificial na oficina: promessa, marketing ou realidade prática?

artigo & fotos por Cleyton Andre  

 inteligência artificial virou um dos termos mais utilizados quando o assunto é tecnologia automotiva. Fabricantes de scanners, plataformas técnicas e softwares de gestão utilizam expressões como “diagnóstico inteligente”, “sistema que aprende” e “IA aplicada à oficina”. Mas quando o técnico está diante do veículo, com falha real, cliente esperando e tempo contra, surge a pergunta: Essa inteligência artificial já está realmente fazendo diagnóstico por nós? em parte sim, mas ainda longe do que o marketing sugere. 

Hoje ouvimos com frequência promessas de diagnóstico automatizado, equipamentos que indicam peças defeituosas e sistemas que aprendem com defeitos. Isso cria a sensação de que a máquina pensa como um técnico experiente, porém a prática mostra outra realidade. O que realmente temos hoje, é que grande parte das soluções atuais funciona como organização de bancos de dados, histórico de falha recorrentes, sugestões de testes estatísticos e auxílio na interpretação de DTCs. Não é diagnóstico autônomo, mas inteligência de dados aplicada à informação técnica. A IA consulta histórico, quem diagnóstica continua sendo o técnico. 

E por que a IA ainda não substitui o diagnóstico humano?

Falhas intermitentes não seguem padrão fixo, defeitos elétricos exigem análise de sinal, leitura de código não aponta causa raiz e estratégias de funcionamento precisam de interpretação técnica. A máquina cruza dados; o técnico interpreta o comportamento. Um exemplo na prática de um diagnóstico realizado na Elevance Automotive, em uma Audi Q3 2017 motor EA211 1.4 (CZDA), onde o veículo possuía luz de anomalia acesa no sistema de injeção eletrônica e pelo menos 7 (sete) códigos de falhas e perda de aceleração. 

 

Para fins de análise, os códigos e suas descrições foram inseridos em uma ferramenta baseada em inteligência artificial, solicitando a elaboração de uma linha de raciocínio de diagnóstico. A resposta apresentou informações coerentes e compatíveis com a lógica técnica, indicando caminhos plausíveis de verificação. 

Entretanto, neste caso específico, havia uma falha típica deste motor que não possuía relação direta com cada código individualmente. Alguns apontavam, por exemplo, P2564 – Circuito baixo do sensor de posição de controle de carga do turbocompressor (wastegate). Porém, a causa raiz não estava necessariamente neste componente. 

O defeito era provocado pelo sensor de temperatura do motor que, por capilaridade, permitia a migração do líquido de arrefecimento pelo interior do chicote elétrico. Esse fluído alcançava diversos componentes do sistema, provocando oxidação e múltiplas falhas eletrônicas. Ou seja, as peças indicadas pelos códigos não eram a causa raiz do problema. 

Ainda assim, os DTCs foram fundamentais para orientar a investigação. Esse caso prático evidencia uma limitação importante das ferramentas baseadas em dados: elas auxiliam na direção do diagnóstico, mas não substituem a interpretação técnica. A experiência do profissional, aliada ao contato direto com o veículo e à compreensão do funcionamento do sistema, continua sendo determinante para a identificação. Sendo assim, a inteligência artificial deve ser compreendida como apoio ao raciocínio do técnico – e não como substituta do diagnóstico humano. 

Contudo, até onde a tecnologia realmente ajuda?

Reduz tempo de consulta técnica, auxilia profissionais menos experientes, aponta falhas recorrentes e organiza informação. Ela aumenta produtividade, mas não substitui conhecimento técnico. 

O risco de depender demais desse recurso, seguindo apenas roteiro, empobrece o profissional e gera trocas desnecessárias. A ferramenta deve apoiar o raciocínio, mas nunca substituí-lo. A oficina do futuro será formada por técnicos capacitados usando ferramentas inteligentes. 

Bridgestone apresenta novos pneus para carros, SUVs e caminhões no Brasil

Pneu Turanza 6

A Bridgestone anunciou seus principais lançamentos para o mercado brasileiro em 2026 nas categorias de veículos de passeio, SUVs/picapes e transporte rodoviário de cargas. As novidades incluem os pneus Turanza 6, Dueler A/T Ascent I e R289, todos equipados com a tecnologia ENLITEN, focada em maior eficiência energética, durabilidade e desempenho.

Os novos modelos ampliam a produção nacional com essa tecnologia, que já está presente em pneus da linha de carga produzidos no país, como o R249S e R167E.

Segundo a fabricante, os lançamentos acompanham a expansão de segmentos estratégicos no Brasil, como SUVs, picapes e o transporte rodoviário de cargas.

Turanza 6: foco em segurança e eficiência

O Turanza 6 chega ao segmento premium de pneus para aros 17 ou maiores, voltado a sedãs médios, SUVs e veículos eletrificados.

Entre os avanços em relação ao modelo anterior estão:

  • 18% mais aderência em piso molhado
  • 14% maior quilometragem
  • 9% melhor eficiência energética
  • Nota A no Inmetro em aderência no molhado

Disponível em 14 medidas, o pneu cobre cerca de 70% do segmento premium de aros 17+, atendendo modelos como Corolla, Civic, HR-V e Kicks.

Produzido no Brasil com tecnologia ENLITEN, o Turanza 6 também apresenta menor resistência ao rolamento, contribuindo para eficiência energética e menor consumo.

Dueler A/T Ascent I: novo all-terrain para SUVs e picapes

Dueler A/T Ascent I

Com o crescimento da frota de SUVs e picapes, a marca lança o Dueler A/T Ascent I, um pneu all-terrain premium desenvolvido para uso misto, combinando estrada e off-road.

Os principais destaques incluem:

  • 40% mais durabilidade em relação ao modelo anterior
  • Melhor desempenho de frenagem em piso molhado
  • Equilíbrio entre capacidade off-road e conforto no asfalto

O modelo será oferecido em 16 medidas (aro 16 a 19) e cobre 97% do segmento de SUVs e picapes premium, sendo compatível com veículos como Hilux, SW4, Toro, Song Plus, L200 e S10.

R289: pneu rodoviário para caminhões e ônibus

Pneu R289

Para o segmento de transporte de carga, a Bridgestone lança o R289, desenvolvido para operações rodoviárias pavimentadas de curta, média e longa distância.

O pneu é indicado para eixos direcionais, livres e de tração moderada em caminhões e ônibus rodoviários.

Entre os destaques:

  • Até 5% mais quilometragem em comparação ao antecessor
  • Novo desenho de banda de rodagem e compostos atualizados
  • Tecnologia Cooling Fin, que reduz a temperatura de operação e prolonga a vida útil da carcaça

O modelo também foi projetado para alta recapabilidade, com garantia de até três recapagens Bandag, fator importante para reduzir o custo por quilômetro (CPK) em operações de frota.

O R289 chega inicialmente na medida 295/80R22.5, com ampliação de medidas prevista nos próximos anos.

Fortbras leva marca Jaicar ao uniforme do Goiás nas finais do Goianão 2026

Ação coloca a marca no uniforme do clube nas duas partidas decisivas do Campeonato Goiano e reforça estratégia regional da holding

A Fortbras, controladora da Jaicar Autopeças, ampliou sua presença regional ao apoiar uma ação de visibilidade nas finais do Campeonato Goiano de Futebol 2026. A iniciativa coloca a marca na barra frontal do uniforme do Goiás Esporte Clube nos dois confrontos decisivos contra o Atlético Clube Goianiense.

A ativação foi estruturada pela Wolff Sports e integra a estratégia da Fortbras de ampliar a presença de suas marcas em mercados regionais. Com mais de três décadas de atuação e rede de 16 lojas distribuídas por 12 cidades de Goiás e Tocantins, a Jaicar Autopeças utiliza o campeonato estadual como plataforma de aproximação com consumidores e profissionais do setor automotivo.

A presença no uniforme do Goiás Esporte Clube ocorre em um dos momentos de maior audiência do futebol regional, ampliando a exposição da marca e reforçando sua associação com atributos relacionados ao desempenho e à confiança.

Como destaca Marina Sampaio, “A Jaicar vive um momento de forte aceleração em 2026, e a parceria com o Goiás chega para ampliar nossa presença e proximidade com o público da região. Assim como o futebol, o nosso negócio também é movido por paixão, performance e confiança.”

Para a holding, a iniciativa também reforça o alinhamento entre suas marcas e os mercados em que atua, utilizando ações de comunicação em regiões onde o varejo automotivo possui papel relevante na economia.

Segundo Fábio Wolff, “As finais dos estaduais têm uma capacidade enorme de mobilização e audiência, especialmente em mercados regionais fortes como Goiás. Nosso objetivo foi estruturar uma entrega que gerasse visibilidade relevante para a marca e ao mesmo tempo agregasse valor comercial ao clube em um momento decisivo da temporada.”

A primeira partida da final foi realizada no dia 8 de março, com mando do Atlético Clube Goianiense, enquanto o confronto decisivo ocorre no dia 15 de março, com mando do Goiás Esporte Clube. O campeão estadual será definido pelo placar agregado das duas partidas, com disputa por pênaltis em caso de empate.

A ação também coincide com um novo movimento de expansão da Jaicar Autopeças. Em 2026, a empresa inicia sua atuação no segmento de motopeças, ampliando o portfólio e mantendo o foco em entregas rápidas para mecânicos e proprietários de veículos, com prazos que podem chegar a até 45 minutos.

Produção de motos no Brasil registra maior nível em 15 anos

O mercado de motocicletas no Brasil começou 2026 em ritmo forte. A produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou o melhor resultado dos últimos 15 anos no primeiro bimestre, impulsionada pela demanda crescente por motos no país.

Dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas) mostram que 348.732 unidades saíram das linhas de montagem entre janeiro e fevereiro, volume 1,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Segundo o presidente da entidade, Marcos Bento, o resultado confirma a consistência do setor.

“O desempenho do primeiro bimestre reforça o bom momento vivido pela indústria de motocicletas. O setor mantém um ritmo consistente de produção, alinhado ao planejamento das fabricantes e impulsionado pela demanda do mercado”, afirmou.

Carnaval reduziu ritmo de produção em fevereiro

Mesmo com o resultado positivo no acumulado do ano, fevereiro apresentou uma leve queda na comparação anual. No mês foram produzidas 164.104 motocicletas, número 7,1% menor que o registrado em fevereiro de 2025 e 11,1% inferior ao volume de janeiro.

De acordo com a Abraciclo, a retração já era esperada. O feriado de Carnaval reduziu o número de dias úteis nas fábricas, impactando o ritmo de produção.

Motos street lideram fabricação

Entre as categorias, as motocicletas street seguem dominando o mercado nacional. No primeiro bimestre foram 180.488 unidades, o equivalente a 51,8% da produção total.

Na sequência aparecem as trail, com 19,4%, e as motonetas, que representam 13,3% do volume fabricado.

Baixa cilindrada concentra a maior parte da produção

Os modelos de baixa cilindrada continuam sendo o principal motor da indústria de duas rodas no Brasil. No primeiro bimestre foram 270.919 motocicletas, o que corresponde a 77,7% da produção nacional.

As motos de média cilindrada responderam por 19,5% do total, enquanto as de alta cilindrada representaram 2,8%.

Mesmo com participação menor, o segmento premium apresentou forte crescimento. A produção de motocicletas de alta cilindrada aumentou 22%, chegando a 9.725 unidades no período.

Segundo a Abraciclo, esse avanço está ligado à chegada de novos modelos e à ampliação da oferta nesse segmento.

Emplacamentos também atingem recorde

No varejo, o desempenho também foi histórico. Entre janeiro e fevereiro foram emplacadas 350.110 motocicletas no Brasil, alta de 13,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado representa o maior volume de vendas já registrado para um primeiro bimestre no país.

Somente em fevereiro foram 171.548 motos licenciadas, número 10% superior ao do mesmo mês do ano passado.

Na comparação com janeiro houve recuo de 3,9%, novamente influenciado pelo menor número de dias úteis.

A média diária de vendas chegou a 9.530 motocicletas, indicando a forte procura por esse tipo de veículo no mercado brasileiro.

MAHLE lança novas camisas de cilindro para motores Scania; veja códigos

Componentes com colarinho em sobremedida foram desenvolvidos para recuperar blocos de motores com desgaste no alojamento da camisa

A MAHLE anunciou o lançamento de novas camisas de cilindro para motores da Scania voltadas ao mercado de reposição. Os componentes chegam com colarinho em sobremedida de 0,50 mm e 1,00 mm e foram desenvolvidos para atender motores que apresentam desgaste no alojamento da camisa original.

Com a novidade, a MAHLE amplia sua cobertura no segmento de reposição, oferecendo alternativa para processos de retífica e reconstrução de motores de linha pesada. As novas camisas foram projetadas para garantir encaixe em blocos que já não mantêm o ajuste adequado com a camisa convencional, condição comum em motores com alto tempo de operação.

A camisa de cilindro exerce papel central no funcionamento do motor. Instalada no interior do bloco, a peça fornece a superfície de trabalho para o deslocamento do pistão, contribui para a dissipação de calor por meio do contato com o líquido de arrefecimento e auxilia na vedação do sistema com o apoio dos anéis de vedação. Outro ponto é a possibilidade de substituição do componente sem necessidade de usinagem completa do bloco.

Essas características influenciam diretamente na durabilidade e no funcionamento do motor, sobretudo em aplicações de transporte de carga e outros usos de linha pesada.Segundo Cleberson Dias, as condições de trabalho da peça exigem resistência a fatores como temperatura, pressão e atrito. Com o tempo, o alojamento da camisa pode sofrer deformações ou folgas que comprometem o encaixe da peça original.
“Essa solução robusta permite recuperar o motor por meio da usinagem do bloco, restabelecendo o encaixe adequado da camisa e o funcionamento correto do conjunto”, afirma.

O diferencial das novas camisas está no colarinho com sobremedida, desenvolvido para restabelecer o ajuste entre o componente e o bloco do motor. Os produtos chegam ao mercado nos códigos C9720 e C9113, disponíveis nas versões de 0,50 mm e 1,00 mm, ampliando as possibilidades de aplicação em serviços de manutenção e reconstrução de motores.

Cummins inicia testes no Brasil do novo eixo tandem MT17XHE produzido em Osasco

A Cummins Brasil começou os testes em campo do novo eixo tandem MT17XHE, primeiro modelo da plataforma produzido no país. Fabricado na planta de Osasco (SP), o componente segue agora para validação em operação real com uma montadora parceira, etapa fundamental para a consolidação da nova geração de eixos tandem para caminhões 6×4 rodoviários sem redução no cubo.

Apresentado globalmente em outubro de 2025, o MT17XHE foi desenvolvido ao longo de sete anos e já é produzido na Europa desde 2020. A versão fabricada no Brasil corresponde à segunda geração do projeto, com atualizações tecnológicas alinhadas aos padrões globais da companhia.

Segundo Rafael Souza, diretor de Produto e PMO da Divisão de Eixos da Cummins, o início dos testes marca um avanço importante na implantação da nova plataforma no país. “Produzir a primeira unidade no Brasil e iniciar a validação em campo demonstra a maturidade do projeto e a capacidade da engenharia local em absorver tecnologias globais”, afirma.

Produção nacional será gradual

O processo de nacionalização do MT17XHE ocorrerá de forma progressiva. Nesta fase inicial, a usinagem das carcaças e a montagem do conjunto são feitas no Brasil, enquanto os diferenciais ainda são importados.

O planejamento da empresa prevê que, até 2030, o eixo alcance um alto nível de conteúdo local, reforçando a importância da operação brasileira dentro da cadeia global da Cummins.

Mais eficiência e capacidade para transporte pesado

O MT17XHE foi desenvolvido para aplicações rodoviárias de transporte pesado e longa distância, com foco em eficiência energética, durabilidade e maior capacidade.

Entre os principais avanços técnicos estão:

  • Novo conjunto coroa e pinhão, com parâmetros de corte otimizados para reduzir perdas por atrito
  • Reposicionamento do pinhão (offset redesenhado), que melhora o alinhamento entre transmissão e eixo
  • Rolamentos de alta eficiência
  • Novo sistema de lubrificação interna, que melhora o fluxo de óleo e reduz resistência ao movimento

O modelo também prevê a aplicação de um sistema que permite transformar temporariamente um caminhão 6×4 em 4×2, reduzindo o consumo de combustível por meio de um conjunto de engrenagens entre eixos.

Até 20% mais eficiente

Comparado aos eixos atualmente utilizados nesse segmento, como MT150 e MT160, o novo MT17XHE oferece ganho de cerca de 20% em eficiência e capacidade de carga.

O eixo suporta até 91 toneladas de Peso Bruto Total Combinado (PBTC), nível que antes exigia soluções com redução nos cubos de roda.

Maxxi Training Academy promove aula gratuita sobre comunicação; veja como participar

Capacitação online será em 18 de março e apresenta técnicas de comunicação para mecânicos, consultores e gestores de oficinas

 


O Maxxi Training Academy, área de capacitação da DPaschoal, realiza no dia 18 de março, das 19h às 21h, uma aula online gratuita sobre comunicação com clientes no setor automotivo. A atividade será conduzida pela especialista Isabella Saes e aborda estratégias de comunicação empática voltadas ao relacionamento e à fidelização de clientes em oficinas e concessionárias.

Em um cenário de concorrência no setor automotivo, o relacionamento com o cliente passou a ter papel central no atendimento em oficinas e concessionárias. Além do conhecimento técnico, profissionais do segmento precisam lidar com clientes que chegam ao estabelecimento com dúvidas sobre serviços, insegurança em relação ao diagnóstico e preocupação com custos.

Nesse contexto, a forma como o cliente é recebido e orientado pode influenciar diretamente sua decisão de retornar ao estabelecimento ou procurar outro prestador de serviço. A comunicação, portanto, passa a ser parte do processo de atendimento e da construção da relação de confiança com o consumidor.

A aula online “Atendimento a clientes com comunicação empática” apresenta conceitos e práticas que podem ser aplicados no dia a dia das oficinas. O conteúdo inclui técnicas de comunicação voltadas para melhorar a escuta, reduzir conflitos, ampliar a confiança do cliente e contribuir para avaliações positivas do atendimento.

O encontro é direcionado a mecânicos, consultores de serviço, gestores de oficina e profissionais do setor automotivo interessados em aprimorar o relacionamento com clientes e estruturar um atendimento mais claro e organizado.

“Entendemos que, para muitos clientes, e especialmente para as mulheres, a experiência em oficinas pode gerar dúvidas e até desconforto. Nosso setor está em constante evolução para mudar essa realidade. Em alusão ao Dia da Mulher, destacamos a importância de um atendimento que ouve, explica com clareza e trata a todos com respeito e transparência. Ao garantir que as mulheres, e todos os clientes, se sintam seguros e bem-informados, construímos a confiança que transforma a experiência no universo automotivo”, afirma Sergio Davico.

A capacitação busca apresentar ferramentas práticas para profissionais que desejam aprimorar o atendimento ao cliente, reduzir objeções durante o serviço e fortalecer o relacionamento com o consumidor ao longo do tempo. “Acreditamos que a excelência no atendimento é um dos pilares para o sucesso no setor automotivo. A comunicação empática não só resolve problemas, mas pode também construir pontes, fidelizar clientes e garantir que as oficinas parceiras se destaquem no mercado. Esta capacitação gratuita é um convite para que as oficinas elevem o padrão de suas interações”, afirma Sergio Davico.

Raio X: Wrangler Rubicon tem mecânica robusta com motor 2.0 turbo e arquitetura voltada ao off-road

Análise técnica mostra conjunto com motor longitudinal, tração 4×4 com reduzida e soluções que facilitam diagnóstico e manutenção

O Jeep Wrangler Rubicon passou pelo Raio X em um novo vídeo da Revista O Mecânico, com avaliação da arquitetura mecânica, acessos para manutenção e soluções de engenharia voltadas ao uso fora de estrada. O modelo utiliza motor 2.0 turbo de 272 cv, associado a transmissão automática de oito marchas e sistema de tração integral com caixa de transferência.

Segundo o consultor técnico da Revista O Mecânico, Cleyton André, o modelo reúne mecânica moderna com soluções tradicionais típicas dos utilitários off-road. “Eles conseguiram unir tecnologia com características de um Jeep raiz. O carro tem motor 2.0 turbo com injeção direta e 272 cavalos, mas mantém elementos estruturais voltados ao uso em trilhas, como eixo rígido e sistema 4×4 com reduzida”, explicou.

O motor está instalado na posição longitudinal, o que melhora o acesso a componentes em comparação com aplicações transversais do mesmo propulsor. O conjunto também traz bateria AGM para veículos com start-stop, turbo com válvula wastegate eletrônica e sistema de arrefecimento com reservatório dedicado para o turbocompressor. “Nesse caso, o motor longitudinal ajuda no acesso tanto na admissão quanto no escapamento, onde está o turbocompressor. Isso facilita intervenções em comparação com versões transversais”, afirmou Cleyton.

Na parte inferior, o modelo mantém soluções típicas de veículos off-road, como suspensão com eixo rígido, amortecedores monotubo e transmissão com caixa de transferência ligada aos diferenciais dianteiro e traseiro por eixos cardã. Para o especialista, a construção privilegia resistência e funcionalidade, sem impedir intervenções mecânicas. “Apesar de parecer apertado por cima, por baixo o acesso é bom. No dia a dia de oficina, a manutenção não tende a ser complicada, com exceção de alguns serviços de suspensão, que exigem mais trabalho”, concluiu.

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