
A Mercedes-Benz Trucks terá um motivo muito especial e marcante para incrementar ainda mais a sua participação no 66º Salão Internacional de Veículos Comerciais, o IAA 2016, que será realizado, entre 22 e 29 de setembro, em Hannover, na Alemanha. Foi neste evento, o maior do mundo no segmento, que, há 20 anos, foi lançada a primeira geração do caminhão pesado Actros, o top de linha da marca. Desde então, foram vendidos mais de um milhão de unidades do Actros da Mercedes-Benz, consolidando-o como o caminhão pesado para longo percurso por excelência na Europa.
Para registrar esse momento histórico, a Mercedes-Benz apresentará no IAA 2016 uma série comemorativa do Actros com edição limitada de 200 unidades. Este caminhão especial de aniversário conta com sistemas de segurança inovadores e mais aprimoramentos em eficiência quanto ao consumo de combustível.

Com uma produção limitada de 200 unidades, o modelo básico da edição comemorativa do Actros é um cavalo mecânico 4×2 com cabina GigaSpace e BigSpace. Esta versão estará disponível em todas as faixas de potência. Encomendas deste caminhão muito especial poderão ser feitas a partir de setembro, sendo que a produção está programada para novembro.

Equipamentos e conforto
Esse modelo especial do Actros também apresenta uma alta gama de equipamentos de segurança, como o Active Brake Assist 3, os sistemas de assistência para controle de proximidade (Proximity Control Assist), proteção lateral (Sideguard Assist), orientação de faixa de rolagem (Lane Assistant), assistente de atenção (Attention Assist), airbag para o motorista e retarder. O Actros também é equipado de série com o sistema preditivo do piloto automático (Predictive Powertrain Control – PPC).
O acabamento externo do modelo especial comemorativo combina elementos externos como paralamas cromados e detalhes de revestimento em aço inoxidável no spoiler dianteiro. Outros aspectos chamativos deste Actros envolvem aplicações cromadas com o monograma do aniversário nos alojamentos dos espelhos externos, faróis bi-xenon com contorno escuro e defletores para as janelas laterais.
As tampas das porcas das rodas em aço inoxidável, com a estrela da Mercedes, estão presentes em todas as rodas do eixo dianteiro e do eixo traseiro. Além disso, os aros das calotas também são de aço inoxidável. Os espelhos, a grade do radiador e as peças neles fixadas são pintados na cor da carroçaria, de acordo com a solicitação do cliente. Os painéis laterais aerodinâmicos e as entradas de ar, se encomendados, também são de aço inoxidável.

No interior da cabina, chamam a atenção emblemas de entrada iluminados, que apresentam o monograma do aniversário. Um diferencial é o novo sistema de iluminação que compreende 138 LEDs em uma estrutura de vidro acrílico para o teto solar deslizante e basculante – a cor dos LEDs pode ser escolhida ao toque de um botão, de acordo com o desejo do motorista a cada momento. Ainda há toques especiais nos tapetes aveludados do assoalho e o revestimento dos assentos dos bancos.
A série especial também traz ar-condicionado automático, geladeira, sistema de som, tela grande no painel, buzina a ar e bandeja porta-objetos no suporte do painel. O caminhão traz até mesmo o conjunto esportivo e de “fitness”, que permite que o condutor se exercite, fortaleça e cuide das partes de seu corpo que ficam sujeitas a maiores esforços na profissão de motorista. O conjunto foi projetado e desenvolvido especificamente para uso na cabina do caminhão. É formado por uma barra de madeira forte para prender faixas elásticas por meio de ganchos.
Fras-le integra comitê da ISO para atualização das normas de testes de material de atrito

A engenharia da Fras-le, juntamente com as engenharias das maiores montadoras de veículos comerciais, fabricantes de sistemas de freio e materiais de atrito do mundo, participa do comitê internacional organizado pela ISO (International Organization Standardization) para revisão das normas ISO 26865 e 26866.
A ISO 26865 (Road vehicles — Brake lining friction materials — Standard performance test procedure for commercial vehicles with air brakes) estabelece procedimento de teste de eficiência de frenagem, enquanto a ISO 26866 (Road vehicles — Brake lining friction materials — Standard wear test procedure for commercial vehicles with air brakes) define rotinas para os ensaios de durabilidade de pastilhas/lonas e discos/tambores de freio.
O objetivo principal da ISO, com a proposta de revisão das normas, é atualizar os referidos procedimentos de teste de frenagem em dinamômetros de inércia, otimizando o processo de desenvolvimento de materiais de atrito e adequando-se ao acelerado avanço tecnológico dos veículos lançados nos últimos anos.
A Fras-le, que integra o comitê desde a sua formação em novembro de 2015, contribui com a sua experiência e histórico em testes de dinamômetro e se beneficia com as trocas de conhecimento entre os participantes. As inovações desenvolvidas e compartilhadas no comitê são aplicadas nos produtos comercializados pela empresa, que priorizam a eficiência de frenagem e a durabilidade, garantindo segurança aos passageiros.
Fronius apresenta carregador portátil de bateria automotiva

Especialista em desenvolver carregadores de energia, a Fronius trouxe para o Brasil o carregador Acctiva Easy, indicado pela fabricante para veículos (oficina, sala de exposição, veículos usados), motocicletas, carros antigos e importados, máquinas agrícolas, trailers, aviões esportivos, barcos, carrinhos de golfe e máquinas de cortar grama.
O equipamento de carga e teste tem a função de controlar eletronicamente a carga da bateria através de um microprocessador, monitorando todas as funções do aparelho. Com ele é possível testar a capacidade de arranque da bateria, o estado de carga e a função do alternador, afirma a fabricante.
O Acctiva Easy carrega as baterias automaticamente e suavemente, descreve a Fronius. Após completar a carga, o carregador substitui para a carga de manutenção, evitando a autodescarga. O carregador de bateria pode ficar permanentemente conectado à bateria com consumo mínimo de energia, afirma a Fronius. O aparelho também tem a função de verificar a capacidade do alternador. Através do visor, é possível verificar se a tensão gerada está dentro ou fora da faixa permitida.

O aparelho é indicado para carregamento ou manutenção de carga em baterias convencionais chumbo-ácido, cálcio/prata-chumbo ou baterias seladas (AGM, MF), bem como baterias chumbo-gel isentas de manutenção; indica o estado de carga da bateria através de gráfico de barras no visor e permite o carregamento de baterias profundamente descarregadas. Trata-se de um modelo pequeno com eletrônica de potência com comutação primária, possui um cabo especial. A bateria pode ser carregada no acendedor de cigarros e é baseado na Active Inverter Technology.
Abílio em: Missão a volta da Autopar
Autopar 2016 é sucesso de público, gera novos negócios e leva informação técnica ao mecânico
Com público acima de 47 mil pessoas, feira se consolida como uma das maiores do segmento de reparação em nosso país.
Texto: Fernando Naccari
Fotos: Fernando Naccari
O Estado do Paraná recepcionou entre os dias 8 e 11 de junho a 8ª edição da AUTOPAR – FEIRA DE FORNECEDORES DA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA que aconteceu no Expotrade em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Como uma grande festa, mais de 500 expositores, segundo a organização, foram surpreendidos pelo grande público presente, superando às expectativas mais otimistas. Para os visitantes, este número de empresas parecia até maior, devido à grande variedade e qualidade disponível.
Embora não tenha sido divulgado oficialmente, a feira atingiu público superior a 47 mil visitantes durante os quatro dias de evento, vindos de todos os cantos do país, não somente da região sul. Entre eles, haviam profissionais dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Acre, Amazonas e Belo Horizonte.
Diante de um difícil cenário econômico que o país vivencia, comprovou-se que o mercado de reposição automotivo trafega em direção contrária à crise, pois, com a assombrosa queda na venda de veículos zero quilômetro nestes últimos meses, o aftermarket avança com os clientes optando por reparar seu veículo ao invés de trocá-lo por um novo. Com isto, algumas empresas presentes no evento informaram crescimento superior a 20% nas vendas no mesmo período quando comparado ao ano passado.
Visitantes Especiais
Na Autopar, o mecânico foi bombardeado com informações técnicas, brindes, catálogos, novidades em peças e equipamentos, cursos, carros antigos e muita mulher bonita. Dessa maneira, a feira sagrou-se como um grande encontro para profissionais, mostrando a preocupação que a indústria tem em se aproximar do mecânico e fechar bons negócios.
Nosso estande recebeu uma visita ilustre durante a feira, ou melhor, dezenas delas. As promotoras de vendas Danielle Amarante e Nara da Silva Rodrigues da Distribuidora Automotiva de Porto Alegre/RS promoveram a visita de pessoas muito especiais.
Danielle comentou estar em sua primeira Autopar, já Nara contou um pouco mais de sua história com a feira e como foi a organização para esta visita em 2016: “É a segunda vez que trouxemos mulheres ligadas ao setor de reparação para a feira. Na primeira, em 2008, nós trouxemos 53 mulheres para cá. Daquele primeiro evento, estão com a gente quatro delas. Agora, a iniciativa partiu do nosso novo diretor Luiz Ottoni. Como ele está iniciando na empresa, fez uma relação de coisas que aconteceram no passado e que foram boas. Entre elas, retomou a presença de todas elas na Autopar”.
Ao todo, foram 51 mulheres clientes da Distribuidora SAMA convidadas a viajar mais de 8 horas de ônibus para visitar e conhecer a Autopar e as empresas envolvidas: “Entre elas, tem muita gente do interior do estado (RS) que, se não fosse em uma oportunidade dessas, não teria a chance de participar de uma feira dessa importância. Todas estavam muito ansiosas para estar aqui e a experiência foi muito positiva”, revelou Danielle.
Junto a elas, Karen Luciane da Silva, cliente da SAMA de Porto Algre, veio como convidada para conhecer toda a estrutura que a Autopar tem a oferecer. “Eu estou adorando. É uma feira muito grande e uma ótima oportunidade de conhecer novas empresas e buscar novos negócios”, comentou.

ALFATEST
A empresa do segmento de diagnóstico automotivo apresentou como destaque em seu estande na Autopar o Scanner Kaptor V3. Divulgando treinamentos e demonstrando os produtos, a empresa recebeu massiva visitação do público. “A feira superou nossas expectativas. Nosso cliente é o mecânico, da oficina mecânica e a feira nos aproxima muito deles”, comentou Raffaele Ventiere Neto, gerente comercial da Alfatest. Rafaele acrescentou ainda que o mercado de reposição está aquecido, trazendo mais vendas para a empresa neste ano.

APLIC RESOLIT
Atuando na produção de componentes mecânicos para veículos, a Aplic Resolit apresentou sua linha completa de produtos em seu estande na Autopar. “O movimento foi muito bom. Atendemos muitos dos nossos clientes e até alguns podem vir a ser”, disse Marcos Aurélio Antônio Peres, Diretor Comercial da empresa. Falando em economia, apesar da crise econômica, Peres revelou que a Aplic cresceu 20% em faturamento em relação ao último ano.

AUTIMPEX
Com 20 anos de tradição produzindo peças para motores, a Autimpex apresentou seu novo catálogo de linha de volantes de motor. “Conseguimos encontrar nossos clientes atuais e prospecções. Depois dessa oportunidade que tivemos, percebemos que esta é uma feira que não podemos deixar de vir, pois é essencial para nossa estratégia de marketing”, disse Eduardo Fabris, Diretor Comercial da Autimpex. Segundo Eduardo, a crise econômica afetou diretamente nas vendas da empresa, mas com o aumento nas exportações, o faturamento acabou fechando sem quedas em relação ao último ano.

BORFLEX
Com seu portfólio completo de produtos exposto, a Borflex aproveitou a Autopar para realizar o lançamento de 20 novos itens. “A Autopar é um evento que sempre estivemos disponíveis para participar. O público superou nossas expectativas, visitando nosso estande, tirando dúvidas e até gerando novos negócios para a empresa”, explicou José do Carmo de Oliveira Alves, Supervisor Nacional de Vendas da Borflex. Segundo Alves, o faturamento da empresa tem melhorado com a crise: “Costumamos dizer que é na crise que nós crescemos, buscando novos caminhos e alternativas para superar a crise. Com isso, a Borflex está em plena ascensão”.

BOSCH
A multinacional Bosch compareceu na Autopar destacando o lançamento da recicladora de ar-condicionado para a linha pesada e do scanner automotivo sob a marca OTC. “É uma região importante do país e a oportunidade de estar próximo do mecânico é extremamente válida e importante para nós”, explicou Rodrigo Iglesias, Gerente de Vendas e Trade Marketing da empresa. “É cedo planejarmos o próximo ano com a crise instalada, mas esperamos crescimento em relação a este”.

CABOVEL
Fábrica de cabos flexíveis de comandos originais para as principais montadoras, apresentou em seu estande sua linha de produtos originais em linha leve e pesada. “Esta feira é de manutenção e confirmação da marca no mercado de reposição e nos surpreendeu positivamente com um público técnico, seleto e de grande visitação”, disse Nasser Barbosa, Gerente de Venda reposição da marca. “Com relação ao ano passado, nos primeiros cinco meses, tivemos aumento de 5% de faturamento”, acrescentou Barbosa.

CAR-TECH
Especializada em fornecer equipamentos para autocenters, a Car-Tech apresentou sua nova linha de desmontadoras de pneus e alinhadoras de direção com dois anos de garantia. “Para nós, a visitação foi inferior ao que ocorreu a dois anos atrás, mas marcar presença na feira é algo de grande importância para nós”, comentou Alexandre Cargnelutti, diretor comercial. Cargnelutti ainda acrescentou que a crise afetou as vendas da empresa, mas o saldo final conseguiu ser compensado: “Com os lançamentos que fizemos nos últimos tempos, acabamos compensando a queda em vendas e fechamos o faturamento positivamente”.

CEQUENT
A Cequent esteve na Autopar com sua linha completa de produtos. Dentre eles engates, protetores de cárter e cárter de motor. “A visitação do público surpreendeu e gerou novos negócios para a nós”, disse Roberto de Almeida, Gerente Comercial da Cequent. Para driblar a economia difícil do país, Almeida comentou que sente o mercado mais sensível aos veículos novos, mas na reposição, seus itens tiveram aumento nas vendas.

CHIPTRONIC
Com destaque para o ECU Repair e um simulador que permite que o reparador veja como cada componente da central eletrônica funciona. Segundo Valter Teles, Gerente de Vendas da empresa, embora o país esteja passando por um momento difícil, a Chiptronic encara a sequência de alguns anos com crescimento anual: “este ano houve uma queda, atingindo valores próximos a 20% de aumento no faturamento”. Para Valter, a visitação na feira atendeu as expectativas da Chiptronic, permitindo contato direto com seus clientes e prospectando alguns novos: “Este contato é vital para nós continuarmos com a expansão”.

COBREQ
A fabricante de materiais de atrito apresentou em seu estande seus principais lançamentos para a linha de embreagem e cabos de comando do segmento de motos. “Ficamos surpreendidos com o público, principalmente pela presença de profissionais do Brasil inteiro. Atendi cliente meu aqui que é de Manaus”, explicou Luiz Carlos Fadiga, Supervisor de vendas nacional. Sobre a economia, o mercado OEM está em queda, o de exportação em ascensão e, na reposição interna, há um crescimento significativo em relação ao último ano: “isto explica o nosso crescimento em faturamento”, finalizou Fadiga.

DAYCO
A Dayco levou para seu estande na Autopar todos os seus produtos, incluindo os da marca Nytron, dando destaque aos lançamentos de kits de bomba d’água. Para a empresa, a feira atingiu às expectativas e gerou perspectivas de novos negócios, além de permitir contato direto com o mecânico, seu público alvo. Sobre o cenário econômico, Luiz Gustavo Zappa, Gerente de Vendas da Dayco, informou que: “ambas as marcas vêm crescendo e os números finais estão bons. Para o próximo ano, a expectativa é de continuar crescendo com uma curva semelhante ao comparativo entre 2015 e 2016”.

DS
Com 45 anos de fundação, a empresa trouxe para a Autopar seus novos lançamentos em sensores de nível de combustível e refis do sensor do pedal do acelerador. “A Autopar é uma feira muito importante para a empresa para estreitar sua relação com o mecânico e entender melhor sua”, disse Higor Matos, Supervisor de Marketing da DS. Com a crise econômica assolando o país, a DS vem mantendo os números: “estamos com o resultado igual ao do ano passado, mas com expectativa de melhora para o próximo ano”, acrescentou Higor.

ELRING
A Elring apresentou seu portfólio completo de produtos, além de lançamentos na linha de selantes Dyrko e juntas dos motores do VW up! e Ford Sigma. De acordo com Percy Alvarez, Gerente de Aftermarket da Elring, a feira superou as expectativas. “Com público maior e mais especializado do que a empresa esperava, proporcionando grande troca entre as partes. Economicamente, a Elring enfrenta dificuldades com suas vendas para as montadoras, mas apresenta crescimento no mercado de reposição, deixando seu saldo final positivo em relação ao último ano.

EMASTER
A Emaster esteve com seu estande sempre bastante movimentado na Autopar, apresentando os lançamentos com inovações em elevação “Pórtico e Midrise”. “A feira permitiu intenso contato com o público e gerou novas oportunidades para negócios”, explicou Flavio Fornasier, gerente de marketing. “A crise automobilística permitiu a criação de novas oficinas e a expansão de antigas, apresentando aquecimento nas vendas para a Emaster”, acrescentou Dione Fornasier, Gerente Comercial da empresa.

FLORIO
Com toda a sua linha de produtos exposta, a empresa especializada em tampas e reservatórios do sistema de arrefecimento apresentou ainda alguns lançamentos exclusivos. “Recebmos a visita de diversos distribuidores da região e de mecânicos que se demonstraram curiosos em saber mais sobre os produtos da marca”, disse Ricardo Duarte, Gerente Comercial. Com intuito de fugir da crise, a Florio fez grandes investimentos nos últimos três. “Devido a isso, passamos por ela com evolução em relação aos anos anteriores”.

FREMAX
Com destaque especial para o “kit Fremax”, o estande da empresa era um dos mais movimentados do evento. Segundo Adriana Samulewski, Coordenadora Comercial da empresa, a visitação do público superou as expectativas da empresa e a fórmula de participarem com estande compartilhado com outras empresas foi um sucesso: “é uma fórmula que deu certo e será repetida em novas oportunidades”, explicou. Sobre o mercado, Samulewski comentou que a Fremax vive um cenário de crescimento de faturamento e a expectativa é otimista para o ano de 2017.

GATES
O estande da marca apresentou sua linha completa de produtos, além de novos lançamentos de kits de distribuição. De acordo com Sidney Aguilar, Diretor de Aftermarket da Gates, o público aproveitou para tirar dúvidas técnicas no estande da empresa e alguns distribuidores aproveitaram para fechar novos negócios. “Uma feira tão grande e importante como a Autopar é essencial para nos aproximar do nosso público”, comentou Aguilar. Aguilar acrescentou ainda que, mesmo com a crise econômica, o mercado de reposição não está sendo afetado: “tanto que a empresa está apresentando um crescimento em torno de 30% quando comparado ao mesmo período no ano passado”.

GM
A GM, em parceria com a concessionária Metrosul, montou seu estande na Autopar para divulgar seu novo canal de vendas de autopeças. Segundo Luiz Frank Acosta, Gerente Comercial de Peças, o público mostrou interesse neste novo canal, e a Autopar demonstrou-se um excelente canal de comunicação com o mecânico: “atendemos muitos clientes interessados e, divulgá-lo na Autopar faz parte da nossa estratégia de consolidação”. Ainda segundo Acosta, com a queda nas vendas de veículos novos devido à crise, a GM estará investindo ainda mais no aftermarket para se recuperar financeiramente: “este será um mercado que precisaremos e vamos explorar”.

KS
Mostrando seus principais itens das linhas leve e pesada, a KS participou da feira exibindo também alguns componentes da marca Pierburg, pertencente ao mesmo grupo. Entre outros, a empresa levou bombas de óleo e seus mais novos itens de pistões, anéis, camisas, bronzinas e kits. “Historicamente, a gente conhece e participa dessa feira. A gente preza muito o público, que é bastante profissional. É um público que conhece os produtos e que quer discutir negócio”, comentou Claus Von Heydebreck, diretor geral da Divisão Motorservice, durante a feira.

MOBENSANI
A Mobensani aproveitou a feira paranaense para expor novidades e lançamentos para a linha leve, além de seu catálogo atualizado, com 2.500 itens. De acordo com José Andrade Santana Junior, gerente comercial, a empresa celebra o crescimento de 19% em 2015, investindo em maquinários e remando contra a crise. “Eu acho que a feira até superou a nossa expectativa. Os dois primeiros dias foram muito movimentados, muito bons mesmo. Nos surpreendeu pelo lado positivo”, disse Junior.

MOTRIO
Relançada em 2016, a Motrio, marca da Renault para peças no mercado de reposição, esteve na Autopar pela primeira vez. Focando o mercado multimarcas, o principal lançamento reservado para o evento foi a linha de lubrificantes Motrix, com cinco produtos, sendo três deles especificações técnicas novas. “A ideia é fazer a marca Motrio ser escolhida tanto pelo reparador quanto pelo consumidor final”, afirmou Patricia Cunha Tesolin, analista de Marketing Renault e Motrio. “A ideia é também que o consumidor entenda que Motrio não é só para carros Renault. Estamos aqui para atender a uma gama multimarcas”, explicou Patrícia.

MOTUL
Fabricante de lubrificantes automotivos, a Motul levou a linha completa de seus produtos para a feira. O objetivo da marca na Autopar foi fidelizar seus clientes e atingir possíveis novos compradores. “A feira está bombando”, declarou Sonia Milan, do Marketing da Motul, durante a feira. “A outra Autopar que a gente participou há dois anos não tinha tanto público quanto esta”. Sonia avalia que todo o segmento está sentindo os efeitos da queda do mercado automotivo, mas que isso é um comportamento padrão. “Todos os negócios sofreram alguma alteração. Mas estamos nos mantendo”, completou.

NAPRO
Empresa que completa 30 anos em 2016, a Napro participou da Autopar exibindo seus equipamentos para oficinas, tais como analisador de gases, opacímetro para medição da fumaça em veículos a diesel e scanners automotivos tanto para leves quanto para pesados. Entre os lançamentos, a marca divulgou a atualização de software de seus aparelhos. “O mercado tem tido um crescimento não muito alto, mas que vai seguindo gradativamente”, considerou Elaine Cristina Souza, assistência de vendas da Napro.

NGK
Tradicional especialista em peças para o sistema de ignição, a NGK apresentou na Autopar o reforço de seu portfólio de bobinas de ignição, além da linha de velas aquecedoras para motores diesel. O destaque, porém, ficou com o lançamento das velas especiais G-Power, que ganharão uma linha de produção na fábrica da empresa em Mogi das Cruzes/SP.
“É o melhor custo-benefício em relação a performance”, declarou o chefe de Marketing da NGK do Brasil, Marcos Mosso, explicando que as velas G-Power possuem desempenho próximo da linha Iridium, porém com custo mais baixo.

RADIBRÁS
Há seis anos no mercado, a Radibrás é uma empresa nova que usou a Autopar para divulgar sua linha de produtos. O estande da empresa exibia os aditivos para sistemas de arrefecimento, aditivos de combustível e linha em aerossol. A empresa ainda fabrica fluido de freio, produtos para limpeza de bicos e de cárter, entre outros, tanto para leves quanto para pesados. “Está sendo importante a feira para divulgação aqui na Região Sul, não só no Paraná. A gente fez contato também com o pessoal de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”, comentou Augusto Camargo, diretor da Radibrás.

RADNAQ
Fabricante de aditivos, fluidos e aerossóis para reparos e embelezamento automotivo, a Radnaq levou três grandes lançamentos para a feira paranaense. “Com crise e tudo nós tivemos crescimento ano passado e este ano também”, declarou Márcio Roberto Vannuccini, gerente comercial da Radnaq, estimando que, entre janeiro e maio, as vendas da empresa tenham aumentado em 10%. “O segmento de reposição, que é o nosso foco hoje, ainda tem uma saída boa dos nossos produtos”, contou Márcio.

RAJA
Importadora de autopeças, a Raja lançou na Autopar amortecedores para Kia Cerato, Hyundai Sonata, Land Rover, BMW, Mercedes-Benz, entre outros lançamentos, que também incluíram filtros automotivos. “Graças a Deus, nosso mercado está aquecido”, comemorou o sócio proprietário da Raja Autopeças, João Paulo de Souza, calculando que suas vendas tenham aumentado entre 5% e 7%. “Tem vários produtos que estavam com muita pouca venda, mas que aumentaram agora. Isso porque os clientes não estão trocando de carro, estão trocando as peças”, revelou João Paulo.

RANALLE
Pela primeira vez com estande próprio na Autopar, a Ranalle levou para a feira sua linha completa de polias e tensionadores para correias. As novidades ficaram por conta dos kits de distribuição. “O público tem até superado nossas expectativas”, disse Letícia Ranalle Eleutério, analista de marketing da empresa, durante o evento. “Nosso estande tem tido bastante movimento, não só de clientes aqui do Sul, com também de São Paulo e outros estados. Um movimento bem surpreendente para a gente”, completou Letícia.

REDE ÂNCORA
Com estande transformado em loja-conceito, a Rede Âncora exibiu na Autopar três linhas de produtos de suas marcas próprias, Car+ e Truck+, com ênfase em 6 produtos para sistemas de arrefecimento, incluindo aditivo e água desmineralizada. “Não existe crise neste mercado de reposição da linha automotiva”, enfatizou Sandro Vivian, diretor de marketing e industrial da rede associativista de lojas. “Neste ano, estamos crescendo na ordem de 14%, só para você ter uma ideia. A crise até atingiu um pouco o segmento pesado, mas a gente está batendo recordes de faturamento”, declarou.

R&M
Apostando em produtos que antes só se encontrava em concessionárias, a fabricante de capas plásticas de correias de motor R&M foi à Autopar com seus principais lançamentos de 2015, marcando presença em um de seus principais mercados. “A R&M vem numa tendência de crescimento. Nós temos conseguido manter nosso faturamento. Não podemos reclamar”, afirmou Flávia Gonzaga, gerente comercial da R&M. “Estamos com grande perspectiva de melhora para esse semestre. E acreditamos que 2017 será sucesso pra R&M”, crava Flávia.

SAMPEL
Especialista em metal-borracha, a Sampel mostrou na Autopar os frutos de sua recém-conquistada autossuficiência na produção de peças em alumínio, com diversos lançamentos, incluindo a linha de bandejas. Para o gerente comercial da empresa, Alírio de Almeida Júnior, o evento atingiu todas as expectativas. “Essa feira foi muito importante para a gente. Gostamos bastante, pudemos estar próximos aos clientes, recebemos muitos clientes, muitas negociações, foi muito importante”, garantiu Alírio, acrescentando que a reposição automotiva vive um bom momento. “Apenas de algumas variações, o mercado tem crescido, inclusive”.

SCHAEFFLER
Grupo detentor das marcas LuK, INA, FAG e Ruville, a Schaeffler exibiu para os mecânicos dois destaques. Um deles, os kits de reparo “Gear Box” Ruville, que reúnem os produtos e peças necessárias para o reparo de determinados câmbios. O outro, a tecnologia de dupla embreagem na transmissão (presente no Brasil nas transmissões Ford Powershift), sobre a qual a empresa irá fazer treinamentos a partir do segundo semestre em São Paulo/SP, em parceria com o SENAI. “A reposição está carregando o piano. Estamos crescendo no aftermarket em relação ao ano passado”, declarou Rubens Campos, vice-presidente sênior para o aftermarket automotivo na América do Sul.

TARANTO
A Taranto aproveitou a feira paranaense para mostrar toda a sua linha de produtos, que engloba juntas, retentores, parafusos e embreagem. O lançamento reservado para o eventofoi a linha de tucho hidráulico de válvulas, com o qual a marca passa a trabalhar na reposição. “Tivemos um pouco de queda, nada significativo. Estamos nos mantendo com os mesmos números do ano passado”, revela a cordenadora de Marketing da empresa, Débora Prezotto. “Acreditamos que 2017 seja bem melhor do que esse ano”, pondera. Durante a Autopar, Débora, fisou que o movimento no estande esteve além do esperado. “Vem clientes do Brasil inteiro visitar a gente. Ouvimos dizer que a feira seria fraca, mas está justamente o contrário. Está sendo ótimo para a gente”.

TECFIL
A Tecfil levou para o seu estande na Autopar todos os seus lançamentos do 1º semestre de 2016, além de atrações interativas para os visitantes. Ricardo Araújo, assistente de Marketing da fabricante de filtros, comenta que a edição de 2016 da feira superou em público a anterior. “Notamos que o público está vindo mais forte. Também recebemos muitos clientes e fornecedores do Sul do País. Está bem positiva, a feira”. Ricardo também considerou positivo o balanço até agora do ano de 2016 para o aftermarket automotivo. “A gente tem mantido a previsão que tinha feito no ano passado com relação a este ano”.

TSA
Especializada na fabricação de sensores de combustível, a TSA esteve na Autopar com os lançamentos e amostras de produtos que costumam trazer para as feiras e eventos que participam. “A gente enxerga esta como a segunda melhor feira do Brasil”, afirma Lucas de Castro, supervisor de vendas da TSA, sobre a feira paranaense. Para ele, um dos benefícios da feira é a aproximação com os mecânicos. “Os aplicadores são a referência para a aceitação do nosso produto no mercado, se é um produto fácil de aplicar, se é um produto de qualidade, e o resultado é bem positivo”.

URBA e BROSOL
Guardando seus principais lançamentos na manga para o segundo semestre, a Urba e Brosol esteve na Autopar reforçando as parcerias com os distribuidores. “Estamos voltando a ter credibilidade no mercado, com políticas sérias. Esse é um momento de consolidação para nós”, afirma Claudio Vicente Coppia, diretor Comercial de Reposição, Exportação e Montadora. Segundo Claudio, nos três meses que antecederam a feira, as vendas da empresa no varejo aumentaram entre 15 e 17%. “Nesse momento em que a venda de carro novo caiu, o cliente quer arrumar o seu carro para ficar mais um tempinho. Então, as manutenções estão sendo feitas e a venda está sendo feita na ponta”, constata.

VALCLEI
Especializada em peças para sistemas de arrefecimento, a Valclei anunciou na Autopar 33 lançamentos para o segundo semestre. Uma das novidades é a carcaça da válvula termostática 615 AL para motores Peugeot Citroën, que já vem totalmente modificada, com a junta de silicone acoplada na carcaça. “A feira já surpreendeu desde o primeiro dia, onde nós conseguimos ativar e encontrar vários clientes”, contou Rodrigo Manzini, gerente comercial da Valclei, comentando que varejistas estão segurando os estoques e comprando apenas o necessário. “Notamos que as oficinas estão cheias, mas de veículos guinchados, quebrados. Não são veículos que farão a preventiva, mas sim a manutenção corretiva”.

VP
Fabricante de autopeças plásticas e eletroeletrônicias, a VP apresentou na feira sua linha de flanges com conector, além do lançamento de vários sensores paras veículos novos. Na visão do gerente de Desenvolvimento de Mercado da empresa, Eduardo Bastos, o aftermarket também tem caído por uma “reação em cadeia” da crise, mas afirma que a VP cresceu 8% em média durante este ano. “A gente está fomentando o mercado de outra forma, e o nosso planejamento está funcionando”, explica Eduardo.
Projeto Atualizar O Mecânico
Além das visitas ilustres, mais uma vez, o maior destaque da feira foi o estande da Revista O Mecânico. Além de ser o maior de toda a Autopar, destacou-se pela grande visitação do público e adesão às palestras do Projeto Atualizar.
As palestras gratuitas traziam temas diversos que envolviam válvula termostática e sistema de arrefecimento (Borgwarner); diagnóstico veicular e utilização dos KTS Bosch (Bosch); sistemas de filtragem (Hengst); eixos e transmissão (Max Gear), lubrificantes (Motrio); amortecedores (Nakata) e tecnologia em filtros (Tecfil).
O mecânico Reinaldo da Silva, da Mega Auto Peças de Wenceslau Braz/PR assistiu a uma das palestras e comentou sobre a oportunidade que o Atualizar proporciona ao profissionais: “O reparador é muito carente de informação técnica e este ciclo de palestras nos ajuda muito a nos aproximar das indústrias e aprender sobre os componentes. Este é um trabalho muito importante e que todos precisamos sempre”.
Junto ao estande da Revista, estava o Mercado do Mecânico, onde podia-se comprar produtos na loja online, além de pronta entrega de aparelhos de diagnóstico KTS Bosch. Tudo isso apoiado pela equipe de vendas da loja que estava disponível para esclarecimento de dúvidas técnicas e auxiliar os mecânicos no processo de compra dos itens.
BorgWarner
Preventiva no sistema de arrefecimento
Fabricante de autopeças para diversos sistemas veiculares, a BorgWarner expôs seus produtos no Projeto Atualizar O Mecânico. Entretanto, o foco foi auxiliar os mecânicos a lidar com a crescente demanda por manutenção corretiva dos componentes que fazem parte do circuito de arrefecimento. A oportunidade das palestras foi utilizada para conscientizar os mecânicos da importância da manutenção preventiva do sistema.
Tendo em vista a velocidade de veículos lançados no mercado, uma das maiores necessidades dos mecânicos, na visão do setor de aftermarket da empresa, são dicas para facilitar a troca de peças e atualização constante de conhecimento técnico. Outros itens citados são os materiais de apoios, como catálogos e ferramenta de testes.
Quem comandou as palestras foi o promotor técnico Heribaldo Souza, que apresentou detalhes importantes na hora de fazer a manutenção, em especial, na válvula termostática. “Nossos técnicos compartilharam experiências importantes sobre a melhor forma de identificar possíveis problemas no sistema”, afirmou.
Para chefe de vendas Aftermarket da BorgWarner, Emerson Brasil, o profissional que participa das palestras do Projeto Atualizar se torna mais competitivo no mercado, adquire conhecimento técnico e torna sua oficina mais ágil e com o mais importante, que é a qualidade no serviço para o cliente. “Acredito muito na capacitação técnica de nossos mecânicos, prova disso é o sucesso que temos em nossas palestras e feiras onde disseminamos conhecimento”, declarou.
BOSCH
Injeção, diagnóstico e ar-condicionado
A Bosch separou suas palestras em três módulos para levar o máximo de informação sobre seus produtos aos mecânicos presentes às palestras do Atualizar. Nos quatro dias de evento, as palestras começavam com o módulo referente às ferramentas da marca OTC, depois seguiam para dois módulos diferentes: na quarta e na quinta-feira, sobre injeção para gasolina e diesel; na sexta e no sábado, diagnóstico automotivo para gasolina e diesel. Em todos os dias, o terceiro e último módulo era sobre sistema de ar condicionado automotivo
O módulo sobre as ferramentas da marca OTC falou dos serviços a serem prestados quando o veículo chega na oficina (vistoria “capo fechado” e “capo aberto”). Foram mencionados o uso do testador de bateria, do testador de umidade de fluido de freios e do medidor de pastilha de freio, além de acessórios indispensáveis, como luva e lanterna. “Abordamos alguns aspectos na recepção do cliente na oficina com testes e diagnósticos rápidos que podem gerar valor percebido e confiabilidade do cliente bem como agregar faturamento em peças e serviços para oficina”, explicou o palestrante Diego Cavalli, consultor de Vendas da OTC.

Nos módulos de injeção e diagnóstico automotivo, os palestrantes explanavam acerca do uso de ferramentas como scanners KTS, analisador de motor, analisador de compressão de motor, boroscópio (câmera automotiva de inspeção) e inspeção da pressão do óleo. “Abordei a correta estratégia de diagnose para injeção eletrônica, abordagem com cliente e conclusão do técnico de acordo com a reclamação e condução do diagnóstico”, contou o palestrante Cesar Carvalhais, consultor técnico da Bosch.
Já o palestrante André Ramos, engenheiro eletricista, apresentou características técnicas de cada modelo dos scanners Bosch, como também os diferenciais frente aos outros scanners encontrados no mercado.
No módulo final, sobre ar-condicionado, o palestrante Marcos Santos, engenheiro de assistência técnica, falou sobre as diferenças entre as recicladoras ACS 651 e ACS 751. “Os modelos de recicladoras Bosch foram apresentados, como também as recomendações e pré-requisitos para utilização das máquinas”, disse Marcos.
HENGST
Módulos de gerenciamento de filtragem
No Atualizar, a Hengst expôs seus módulos de filtragem e diversos tipos de filtros disponíveis no mercado. Além das palestras, a empresa colocou à disposição sua equipe técnica para interagir com os mecânicos, tirando dúvidas e orientando para a instalação correta dos componentes. “Por mais que as empresas trabalhem fortemente no intuito de levar informações ao campo, esse projeto (Atualizar) permite que o contato entre fábricas e mecânicos seja de uma forma mais direta e satisfatória”, afirmou o supervisor de vendas IAM da Hengst, João Bernardo Leal Ayroso.
Quem conduziu as palestras foi o consultor técnico da Hengst, Matheus Maia Michelon. Ele iniciou sua fala com uma breve apresentação da Hengst e seguiu por alguns dos potenciais clientes da marca no mundo. Depois, abriu a parte técnica da palestra, onde mostrou aos mecânicos participantes desde o desenvolvimento dos filtros até o modo exato com que devem ser aplicados.
“No desenvolvimento, explicamos a importância da mídia filtrante e qual seu impacto na aplicação errada, assim como, demais características presentes. Um filtro aplicado errado, uma tampa sem torque, um anel de vedação reutilizado, podem proporcionar grandes estragos para o sistema de filtração”, declara Matheus.
O palestrante aproveitou a ocasião para apontar quais práticas comuns os mecânicos devem evitar no dia a dia da oficina. “É muito importante o mecânico entender o perfeito funcionamento do sistema de gerenciamento de fluídos, desde o desenvolvimento do filtro até a perfeita vedação em que o sistema trabalha, onde, dessa maneira, se torna possível a lubrificação completa sem perda de pressões”, afirmou.
MAX GEAR
Falhas comuns e dicas de manutenção
A Max Gear levou ao Projeto Atualizar a palestra “Falhas comuns e dicas de montagem do eixo traseiro”. O consultor técnico Roberto de Campos Arazera apresentou aos mecânicos participantes o portfólio Max Gear de aplicações em veículos brasileiros no eixo diferencial. Também esteve orientando os reparadores com dicas baseadas em sua experiência de anos trabalhando junto a oficinas.
De acordo com Roberto, a palestra se desenvolveu via apresentação de Powerpoint com muitos exemplos para detecção do que de fato ocorreu com o veículo para danificar os componentes. “Na parte de dicas, apresentamos recursos que, na falta de ferramentas adequadas podem ser usados e assim, solucionar-se o problema”, conta o técnico da Max Gear.
Para a Max Gear, fabricante de sistemas de transmissão, atualmente, a maior necessidade dos mecânicos continua sendo a mesma há muito tempo: informação de qualidade. E foi isso que ela procurou levar às suas palestras na Autopar. Fora do evento, a empresa faz um trabalho de campo com dois consultores técnicos, catálogos diferenciados, manuais de falhas no sistema do eixo diferencial entre outros materiais didáticos.
Roberto afirma que quem participa das palestras do Projeto Atualizar O Mecânico se torna mais competitivo no mercado. “Em primeiro lugar porque se o profissional da reparação está buscando participar deste tipo de Projeto, já se nota que é um profissional diferenciado. Em segundo lugar, reciclar-se com informações e dicas de profissionais de grande bagagem proporciona ao dia a dia a capacidade de superar os diversos desafios presentes na rotina das oficinas mecânicas”, declarou.
MOTRIO (Renault do Brasil)
Lubrificantes Motrix e suas aplicações
A Renault do Brasil aproveitou o projeto Atualizar para divulgar sua marca Motrio para o mercado da reparação independente. O foco das palestras foi a nova linha de lubrificantes da empresa, da marca Motrix, com apresentação de dicas de aplicação a cada tipo de motor e cada momento de vida do veículo.
Nos dois primeiros dias da feira, 8 e 9/06, a palestra foi conduzida pelo engenheiro Guilherme Alves Gomes Torres, assessor da Motrio para o mercado de lubrificantes. Já nos dias 10 e 11, quem conduziu a fala foi o engenheiro de assistência técnica Marcio Mamoru Kameda.
O tema acompanha as novas tecnologias em motores bem como a introdução de novas exigências ambientais. Segundo o chefe de produto da Motrio, Pablo Lopez, “o mercado de lubrificantes passa por um desenvolvimento tecnológico crescente e envolve uma grande complexidade de relações”. Por isso, a palestra da marca no Atualizar foi estruturada com o objetivo de apresentar para os participantes desde os conceitos básicos até as mais recentes tecnologias de aditivos e óleos básicos criadas para o uso automotivo.
A fala dos engenheiros Guilherme e Marcio explicou para os participantes as características e tipos de óleos lubrificantes automotivos, viscosidade e multiviscosidade e tipos de bases (minerais e sintéticos). Em seguida, enumeraram os tipos de aditivos utilizados na formulação dos lubrificantes automotivos.
Também detalharam as diferenças entre lubrificantes e lubrificação para motores de combustão interna ciclo Otto e ciclo Diesel, além de classificações de serviço, especificações de desempenho, períodos de troca e problemas de formação de borra. Por fim, os palestrantes apresentaram a linha de lubrificantes Motrix.
NAKATA
Suspensão e arrefecimento
A Nakata apresentou palestras diferentes durante os quatro dias do Projeto Atualizar na Autopar: duas delas sobre suspensão (uma específica sobre amortecedores) e uma sobre arrefecimento. O objetivo da marca foi transmitir dicas de instalação e tirar dúvidas dos mecânicos presentes. Um dos palestrantes foi o assistente técnico sênior Aelson Rios, que explicou a importância de cada sistema, sendo que ambas geram muitos serviços nas oficinas.
“O sistema de suspensão que está atrelado à segurança e conforto do veículo, portanto, a inspeção correta de seus componentes e o reparo adequado possibilitam o reestabelecimento das características originais do veículo”, detalhou Aelson. “Já o sistema de arrefecimento, responsável pelo controle da temperatura do motor, é extremamente importante para sua a vida útil. A manutenção preventiva evita danos que podem levar ao travamento do motor”, disse.
Segundo o palestrante, as apresentações tiveram ênfase na manutenção preventiva e corretiva quando necessário, expondo aos mecânicos participantes, de maneira ilustrada, as melhores práticas para a correta manutenção dos sistemas de arrefecimento e suspensão. “É importante a interação do público para que seja possível sanar dúvidas sobre os temas”, observou. Além de Aelson, também participou do Atualizar o técnico José Tavares que, no sábado, ministrou a palestra da marca sobre amortecedores.
Gerente de marketing da Nakata, Sabrina Carbone comenta que o Projeto Atualizar permite o contato direto com o reparador interessado em informações sobre produtos e aplicações. “Além de aproximar a marca do aplicador, é uma oportunidade para sanar dúvidas de aplicação, distribuir material técnico e, de alguma forma, poder contribuir com o dia a dia do mecânico na oficina que é tão cheio de peculiaridades devido à diversificação da frota circulante. Nós, fabricantes, queremos levar informação e suporte para que eles possam desenvolver e aprimorar os serviços ao consumidor”, declarou.
TECFIL
Filtros e sistemas de filtragem
A palestra da Tecfil foi ministrada pelo gerente do Departamento de Assistência Técnica da empresa, Roberto Rualonga, apresentando sobre as novidades que a marca traz para o ramo de filtração, sobre o grupo Sofape, dono da Tecfil, e passa ainda pela produção de peças, seus laboratórios e certificações de qualidade que a empresa possui.
A seguir, Rualonga exemplifica sobre alguns modelos que saem de fábrica com filtros da Tecfil, demonstrando a qualidade da marca e a confiança da indústria nos produtos fornecidos pela Tecfil.
O restante da palestra consiste em Rualonga demonstrar quais os tipos de filtros que equipam os veículos e suas principais funções. O especialista ainda explica sobre a tecnologia presente na construção dos elementos filtrantes do filtro de ar-condicionado (também conhecido como anti-pólen ou de cabine), filtro de óleo lubrificante do motor, filtro de combustível (Gasolina/Etanol/GNV e Diesel) e filtro de ar do motor.
De acordo com Rualonga, os mecânicos que estiveram presentes na feira tinham como principal dúvida o correto período para a troca de cada filtro: “É importante explicar que a troca no momento correto estipulado pela montadora preserva os componentes do motor e permite que seu desempenho e durabilidade sejam sempre os melhores”. Além disso, explica que o período de troca pode variar de acordo com o ambiente em que o veículo é utilizado, como os filtros de ar e óleo, por exemplo.
Raio X – Jeep Renegade 1.8 Flex
Versão Sport do SUV tem conjunto de fácil manutenção, mas peca no desempenho
Texto: Fernando Naccari
Fotos: Isabelly Otaviano
A Jeep sempre teve apelo para veículos fora-de-estrada, robustos e com alma americana (motores de alta potência, torque e, consequentemente, consumo). Após a marca ter sido agrupada à Fiat, quando a montadora italiana adquiriu a Chrysler em meados de 2014, sua estratégia de mercado mudou um pouco, mas podemos afirmar que foi um tiro certeiro.
Antes voltada à um seleto público, a agora FCA (Fiat Chrysler Automobile) lançou o Jeep Renegade para ingressar em um nicho de mercado que até então era pouco disputado em nosso país, o de pequenos SUVs abaixo de 100 mil reais, disputando mercado diretamente com a EcoSport, que reinava sozinha.
Desempenho
Avaliamos a versão Sport do Renegade, modelo com maior apelo urbano e com a expectativa de ser o que mais tenha vendas entre as demais versões. Equipado com o motor 1.8 16V Flex, nomeado como Evo E.torQ, possui tração dianteira e transmissão manual de seis marchas.
Com este conjunto, o robusto SUV passa segurança aos ocupantes, mas pouca disposição. Com a alma italiana do recalibrado E.torQ de 132 cv, falta força para o motor, que demora para subir de giro. Isso, na prática, deixa o Renegade lento no trânsito urbano, principalmente em subidas íngremes e ultrapassagens. Em contrapartida, tem um consumo competitivo: 7,9 km/l com etanol no tanque em ciclo urbano.
Já o conforto interno é elogiável. O acabamento é de primeira linha e faz os ocupantes sentirem-se em um veículo de segmento superior.
Visual único
Deixando o desempenho um pouco de lado, o que mais marca o Jeep é seu estilo agressivo. Assim como em outros modelos da marca, o Renegade traz a inconfundível grade com sete aberturas. Junto a ela, ostenta-se os grandes faróis circulares e o para-choques parrudo com as setas e faróis de neblina acoplados.
No caso da versão avaliada, a Sport, o Renegade apresenta um diferencial: ser 6 cm mais baixo que nas versões com motor diesel. Assim, justifica-se seu uso essencialmente urbano ou, no máximo, para estradas de terra de pouco apelo off-road.
Lateralmente, o Renegade preserva o visual de “jipe quadradão” que é símbolo da marca, mas traz recursos de design que valorizam e encorpam o modelo. As rodas de 16 polegadas calçadas pelos pneus de uso misto 215/65 R16 valorizam o aspecto “Jeep”, mas as saias laterais, os apliques plásticos na caixa de rodas, barras de teto e molduras em tonalidade preta reforçam o aspecto esportivo.
Na traseira, as lanternas trazem conjunto óptico em “X”, lembrando os antigos tanques de gasolina que os veículos carregavam.
Por dentro, as referências são inúmeras. Os alto-falantes possuem, em relevo, o desenho da grade e faróis do veículo. Na moldura do sistema de som há a referência “Since 1941”, em referência à data de fundação da Jeep. No para-brisas, no lado do passageiro, há o desenho do lendário Jeep CJ. No vidro traseiro, próximo à conexão do limpador, há o desenho do que se parece um alpinista no fim de uma escalada. Já, ao abrir a tampa que protege o bocal de abastecimento do combustível, há o desenho de uma pequena aranha com a inscrição “Ciao Baby!”.
Fechando com chave de ouro estão o ar-condicionado manual, computador de bordo, apoio de braço deslizante central, luzes de leitura individuais, diversos porta-copos, piloto automático, lanterna no porta-malas e ótimo teto solar panorâmico com persiana elétrica.
Na hora do reparo
| MOTOR |
| • Motor 1.8 16V Evo Etor.Q; |
| • Tuchos hidráulicos; |
| • Comando de válvulas simples no cabeçote; |
| • Distribuição: corrente de comando; |
| • Variação do comando: somente na admissão; |
| • Diâmetro: 80,5 mm; |
| • Curso: 85,8 mm; |
| • Taxa de compressão: 12,5:1 |
| • Potência: 130/132 cv (G/A) a 5.250 rpm; |
| • Potência específica: 75,56 cv/litro; |
| • Peso/potência: 10,55 kg/cv; |
| • Torque: 18,6/19,1 kgfm (G/A) a 3.750 rpm; |
| • Torque específico: 10,93 kgfm/litro; |
| • Peso/torque: 72,93 kg/kgfm; |
A substituição do óleo e do filtro lubrificante deverá ocorrer a cada 12.000 km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro (exceto em uso severo);
O filtro de ar do motor também deve respeitar o mesmo período.
As correias de acessórios devem ser verificadas a cada 24.000 km e substituídas a cada três anos.
Recomenda-se a verificação do sistema de ventilação do cárter (Blow-By) a cada 20.000 km.
| ALIMENTAÇÃO, INJEÇÃO E IGNIÇÃO |
| • Injeção multiponto fixada na parte superior traseira do cofre do motor, na parede “corta-fogo”. |
| • Recomenda-se substituição das velas de ignição a cada 60.000 km, ou cinco anos. |
| • O filtro de combustível deve ser substituído a cada 12.000 km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. |
O filtro de combustível é externo ao tanque e tem acesso simples para substituição.
A sonda lambda pós-catalizador fica na parte inferior do veículo, também protegida pelo protetor de cárter.
A sonda pré-catalizador fica logo abaixo da válvula de serviço do ar-condicionado, na parte traseira do motor.
A borboleta de aceleração é bem posicionada e com fácil acesso às mãos. Em caso de manutenção/diagnóstico, não é necessário desmontar outros componentes.
O modelo ainda utiliza tanque auxiliar e bico suplementar para partida a frio.
As bobinas de ignição são individuais e são posicionadas na parte superior do cabeçote. Para removê-las, há um parafuso de fixação para cada, apenas.
| TRANSMISSÃO |
| • A transmissão é de seis velocidades, manual. |
| • Embreagem monodisco a seco. |
| O coxim inferior do câmbio é robusto e tem boa fixação. |
| AR-CONDICIONADO |
| • Substituir o filtro anti-pólen a cada 20.000 km. |
| As válvulas de serviço do ar-condicionado são posicionadas uma junto à parede corta-fogo, e outra na região frontal do veículo. |
| FREIOS |
| • Freios à disco, sendo os da dianteira, ventilados e, os da traseira, sólidos. |
| • O fluido de freio deve ser trocado a cada 36.000 km ou três anos. |
| • As pastilhas de freio devem ser verificadas a cada 20.000 km e trocadas caso a espessura útil seja menor que 5 mm. |
| • Verificar o sistema de freio de estacionamento elétrico a cada 40.000 km. |
| A central de gerenciamento do sistema ABS fica posicionada na parte traseira do cofre do motor, junto à “corta-fogo”. O acesso a este módulo é bastante restrito. |
| DIREÇÃO |
| • Direção assistida eletricamente. |
| • Diâmetro de giro de 10,84 m |
| SUSPENSÃO |
| • Dianteira: Suspensão tipo McPherson com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidais. |
| • Traseira: Suspensão tipo McPherson com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidais. |
| • Pneus dianteiros e traseiros: 215/65 R16. |
| O espaço para trabalhar é amplo. Os braços da suspensão multilink aparentam robustez e conexões seguras, tanto na dianteira quanto na traseira. Dificilmente um reparo na região dará trabalho. |
| CARROCERIA |
| • Ângulo de entrada de 20,4º. |
| • Ângulo central de 21,3º. |
| • Ângulo de saída de 29,4º. |
| • Vão livre do solo de 177 mm. |
| • Área frontal de 2,55 m². |
| • Área frontal corrigida de 0,867 m². |
| • Coeficiente aerodinâmico (Cx): 0,34. |
Artigo – Reaproveitar filtros no reparo de caminhões: o barato que sai caro
Texto: Fernando Landulfo
Fotos: Arquivo
Diz o ditado que o pior cego é aquele que não quer ver. E só não enxerga quem não quer que estamos passando por uma das mais complicadas crises da história do pais. A quantidade de empresas fechando as portas, ou reduzindo a sua capacidade produtiva, é assustadora.
Todos os dias, centenas, se não milhares, engrossam as filas dos desempregados. Já os autônomos precisam batalhar muito para conseguir manter os clientes que têm. Uma situação que obriga, quase todo mundo, a apertar o cinto e racionar os gastos. E como nunca se sabe o dia de amanhã, as despesas que não são essenciais devem ser cortadas.
E é claro que entre pagar as compras do supermercado e caprichar na manutenção do veículo, a primeira vence de lavada. Nas oficinas, a ordem é quase sempre: “fazer o mínimo indispensável”.
O problema é que esse raciocínio, principalmente nos veículos pesados, que muitas vezes são a fonte de sustento de uma família, apesar de ser vantajoso a curto prazo, se levado ao extremo, pode trazer seríssimas consequências a médio e longo prazo. Ora, esse tipo de veículo é caro e para se pagar e prover sustento ao seu proprietário, precisa “rodar” por anos a fio, com um custo compatível com os preços praticados no mercado. Ou seja, quanto mais tempo o “bruto” rodar com boa saúde, melhor.
Os filtros são um exemplo clássico de “economia porca” que acaba em desastre.
Por mais que pareça o contrário, os filtros de um veículo pesado são muito baratos em comparação com os gastos com manutenção corretiva que a negligência com os mesmos pode trazer.
Por exemplo, os filtros de ar de elemento de papel. Quando estão sujos (primário e secundário), devem ser substituídos por novos e nunca soprados com ar comprimido. Essa prática aumenta o tamanho dos poros do papel, que passa a permitir a passagem de grãos de poeira que antes não passavam. Essa economia leva a um desgaste prematuro do motor (ou do turbo), que terá que ser reformado milhares de quilômetros antes do final da sua vida útil de projeto. Ou seja: prejuízo!
O filtro de óleo do motor é outra vítima da “economia porca”. Não dá para entender por que um proprietário de um veículo que custa centenas de milhares de reais se recusa a trocar o filtro de óleo a cada troca de troca de lubrificante do motor. Óleo novo, filtro novo! Por que misturar lubrificante velho, sujo e contaminado com o novinho? Por que fazer esse lubrificante novo e caro passar por um filtro cujo interior está contaminado e parcialmente obstruído? Não dá para entender. Colocar a vida útil de um motor que vale dezenas de milhares de reais em risco, para economizar algumas dezenas de reais com um filtro…
E os filtros de combustível? “Ah, deixa para a próxima”. Depois reclama da conta do “bombista”…
E a lista não para por aí: filtro da transmissão automática, da direção hidráulica e até mesmo da cabine (ar-condicionado). Filtros de cabine mofados e contaminados podem provocar crises alérgicas, ou mesmo, doenças respiratórias que incapacitam o temporariamente o motorista. E quem vai trabalhar por ele?
O mais grave é que foi criada uma cultura, não se sabe baseada no quê, que incentiva essas práticas “medonhas”, deixando os Guerreiros das Oficinas de cabelos em pé.
Mas o que o mecânico pode fazer?
Ora, o seu trabalho como consultor: aconselhar. Mas também se precaver de futuras reclamações. Mas no final das contas, o dono do veículo é quem decide.
O mecânico sabe muito bem que quem estabelece o momento da troca dos filtros é a montadora do veículo. Sabe que o que é descartável deve ser descartado e não reaproveitado. Nos longos treinamentos pelos quais passou, aprendeu que os filtros são a linha de defesa dos sistemas contra a “sujeira do mundo” que ataca e destrói os sistemas do veículo. E que a manutenção preventiva é o “melhor remédio”.
Ele também sabe que esse tipo de economia não vela a nada. Trata-se de uma atitude imediatista com graves consequências futuras.
Qualidade em Série: Reparo preciso em caixas de transmissão
Oficinas especializadas em serviços de câmbio, seja manual ou automático, devem dar exemplo em treinamento, organização e limpeza; certificação do IQA avalia principais pontos nos quais essas oficinas precisam se destacar
Texto: Fernando Lalli
Fotos: Arquivo
Por muito tempo, quase todo carro leve nacional tinha o mesmo tipo de sistema de transmissão: caixa manual de quatro ou cinco marchas. Veículos automáticos eram poucos: importados ou nacionais de luxo, com raras unidades circulando pelas ruas. Agora que o mercado brasileiro acompanha mais de perto as gamas americana e europeia, não só o câmbio automático “puro” se popularizou como outras tecnologias (automatizados, CVT, dupla embreagem) chegaram para ficar.
Poucas linhas de veículos, hoje, não oferecem opções diferenciadas de transmissão. Inclusive entre os veículos pesados, câmbios automáticos e automatizados estão crescendo em vendas a cada ano. A tendência a longo prazo é que o câmbio manual não seja mais tão dominante no mercado. “Em 2014, 16% dos veículos vendidos no Brasil tinham câmbio automático, automatizado ou CVT”, observa Sérgio Ricardo Fabiano, gerente de serviços do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva). O brasileiro se acostumou a dirigir sem precisar mudar de marcha – e as oficinas mecânicas já encaram essa realidade.
Percepção de qualidade
O reparo da transmissão, seja automática ou manual, precisa seguir um processo adequado, cujo resultado depende diretamente da estrutura do local onde o serviço é feito. Consertar caixas de câmbio requer espaço, ferramentas e treinamentos específicos. Por isso, a pedido do próprio mercado, o IQA criou a certificação de oficinas com foco especial em reparo de transmissão. Essa certificação avalia mais de 130 itens, dando ênfase aos processos específicos em busca da qualidade e da precisão no reparo de um sistema tão complexo.
Os pontos principais que a oficina especializada em transmissão deve focar são organização, limpeza, aparência estética e reputação. Esses quatro pontos, somados, criam a percepção de valor agregado ao cliente que justificará o custo do serviço.
“A reputação consiste no modo como a oficina mostra a qualidade do seu serviço. Se a oficina desenvolver um serviço de qualidade, o cliente vai perceber e a oficina vai se destacar. Em oficinas de transmissão automática, esse é um ponto-base, afinal, o custo da mão de obra é maior”, declara Sérgio Ricardo Fabiano. “Uma oficina que pretenda começar a reparar transmissões tem que focar e se preparar para isso, para que se tenha um resultado positivo para o negócio”, observa.
Veja a seguir alguns pontos comentados que são avaliados pela certificação para oficinas de transmissão e que podem servir como dicas para o seu trabalho na oficina.
Gestão
O proprietário da oficina especializada em transmissão precisa ter ciência do trabalho que ele vai desenvolver, com metas definidas a curto, médio e longo prazo. “O carro que entra nesse tipo de oficina vai ficar mais tempo, porque vai mexer numa peça que tem reparo mais demorado”, afirma Sérgio. A oficina precisa manter uma equipe coesa, bem treinada e com equipamentos suficientes para desenvolver seu trabalho da melhor forma. A implementação de ferramentas da qualidade, como o processo 5S (organização e limpeza), vão dar informações ao proprietário sobre o seu negócio.
Layout e instalações
O especialista explica que um fator que influencia diretamente nos resultados é o planejamento do layout, que deve levar em consideração um número determinado de boxes tanto para veículos que vão ocupar o espaço por mais tempo quanto para serviços mais rápidos. “Isso interfere diretamente no faturamento, porque, se a oficina não tem boxes livres, não consegue receber mais veículos para reparar”, afirma Sérgio. “Esse layout tem que ser bem pensado, porque a oficina de transmissão é diferente de uma oficina que faz trabalhos rápidos, onde se tem uma rotatividade maior”, comenta.
O proprietário da oficina tem que pensar em reservar um espaço para abrigar o veículo no qual está sendo trabalhado de forma a preservá-lo corretamente enquanto sua transmissão é consertada, como um pátio coberto. Outra característica especial desejável para o layout desse tipo de oficina é ter faixas bem delimitadas que evite o trânsito de clientes que não estejam acompanhados pelo profissional responsável por seu atendimento. Como o trabalho envolve desmontar peças pesadas, pode haver um acidente sério com um cliente mais desatento que esteja andando pela oficina.
Organização da oficina
Para se mexer com transmissões automáticas, as bancadas de trabalho têm que ser extremamente limpas. Além disso, as caixas de câmbio precisam obrigatoriamente ser limpas externamente antes da desmontagem para que o procedimento seja feito com segurança. “Qualquer sujeira ou poeira pode interferir no funcionamento do sistema hidráulico interno após a montagem e danificar o componente”, adverte Sérgio.
O ideal é que também exista nas oficinas de câmbios automáticos uma área fechada específica voltada para a desmontagem e montagem de peças de precisão como o corpo de válvulas, moduladores e Conversor de Torque, e que disponha de ferramentas especiais.
Ferramentas e equipamentos
Além das ferramentas básicas e de suporte para a desmontagem (macacos específicos para transmissão, por exemplo), existem muitos instrumentos específicos para testes de componentes e de desmontagem das peças internas. Assim como em outros modelos de oficina, ferramentas de medição devidamente calibradas (torquímetro, paquímetro e micrômetro) são primordiais para o trabalho na transmissão.
A oficina também considerar a aquisição de scanners voltados para análise das transmissões. Nem sempre os scanners mais generalistas possuem todas as funções (ou opções de veículos) que o reparo de determinados câmbios necessita. Algumas montadoras ou sistemistas possuem aparelhos específicos para seus sistemas, como no caso da Magneti Marelli, que fornece uma linha de scanners para a análise do sistema Free Choice, que equipa a maioria das transmissões automatizadas no Brasil. Cabe a cada oficina pesquisar as opções disponíveis no mercado conforme as características de sua carteira de clientes.
Para garantir a exatidão do reparo, o plano de manutenção e calibração das ferramentas precisa ser seguido à risca, assim como, a atualização do software dos equipamentos de análise.
Estoque de peças
Recomenda-se que o estoque de peças seja bem controlado, com peças em número suficiente: nem mais nem menos. A maioria das peças para transmissão automática, principalmente, são importadas – de alto custo e mais difíceis de encontrar. Por isso, ter um fornecedor com estoque que garanta a “pronta entrega” acelera o atendimento e diminui o problema de o veículo ficar muito tempo na oficina.
Por outro lado, sem um controle rígido sobre esse estoque, corre-se o risco de acumular peças não utilizadas. Afinal, o estoque representa um investimento em dinheiro. O controle rigoroso do estoque e o inventario semestral, de preferência através de um sistema de gestão, diminui perdas. Pode acontecer de ser comprada alguma peça a mais, que já havia no estoque, sem necessidade.
O ponto de atenção é quanto ao local de armazenagem, que deve ser limpo e sem umidade. Geralmente são peças mais delicadas, que sofrerão corrosão ou outros tipos de dano se não forem corretamente acondicionadas. Peças como o’rings, por exemplo, sofrem com a dilatação pela temperatura e a umidade. “O estoque de peças é um ponto que a gente observa na auditoria com mais rigor”, avisa o gerente de serviços do IQA.
Segurança
Existem EPIs específicos para esse tipo de reparo. Como esse tipo de sistema trabalha com óleo em alta pressão, todos os mecânicos precisam utilizar luva e óculos. “Mexer com óleo pode trazer problemas à pele do operador, por isso, utilizar luva é importante”, observa Sérgio.
Capacitação técnica e treinamento
Toda oficina no Estado de São Paulo, de qualquer escopo, é obrigada a ter um gestor responsável técnico, conforme a Lei Alvarenga (nº 15.297) de regulamentação das oficinas mecânicas. Nos demais Estados, não há determinação por lei, mas é desejável que uma pessoa que tenha conhecimento maior ocupe essa função.
Estabelecimentos especializados em câmbio devem trabalhar constantemente para atualizarem a melhor ferramenta de seus funcionários: o conhecimento. A oficina deve dispor dos manuais de reparo para os diferentes veículos e sistemas. Como vários desses manuais são em inglês, o reparador carece de ter pelo menos uma habilidade de leitura da língua inglesa e conhecer os termos técnicos das peças e ferramentas para interpretar corretamente esses manuais.
O mecânico de transmissão tem que ser um profissional diferenciado. “A oficina tem que investir muito em treinamento constante. O mecânico sempre tem que estar participando de feiras, eventos e congressos”, comenta Sérgio, dando ênfase à importância de utilizar a internet como aliada na oficina para resolver problemas e conseguir informações adicionais. “O treinamento também é um foco específico na auditoria”, complementa o gerente de serviços do IQA.
| Sérgio indica instituições que oferecem treinamentos na área: |
| APTTA (Associação de Profissionais Técnicos em Transmissão Automática) |
| SENAI-SP |
| SENAI (Outras unidades) |
Controle do processo e garantia
O registro da passagem do veículo pela oficina precisa ser rigoroso, desde o check-list de entrada e saída do veículo, diagnóstico, orçamento, enfim, toda a informação sobre o que foi feito, quando foi feito e como foi feito. Isso tudo para evitar problemas de comunicação e relacionamento com o cliente.
“O reparo na transmissão é uma manutenção cara e algum problema posterior com aquele veículo, que não esteja relacionado com esse reparo, pode causar reclamação do cliente”. Por isso, tem que haver um registro completo para a oficina se resguardar da responsabilidade caso o suposto problema não tenha relação, direta ou indireta, com o serviço executado. A aplicação da garantia é consequência direta do correto controle dos processos.
Meio Ambiente
A oficina tem a responsabilidade em dar atenção especial ao descarte dos contaminantes, com destaque para o óleo de transmissão, e das peças inservíveis. Assim como nos outros modelos de certificação, a caixa separadora água-óleo é mandatória.
Normas
Os processos de reparo são regidos por normas NBR, assim como, são base para a própria certificação do IQA. Para os sistemas de transmissão, as normas são a NBR 15.760-1 (para transmissão mecânica) e a NBR 15.760-2 (automática). As oficinas devem adquirir e seguir essas normas. Algumas normas para o setor automotivo estão disponíveis gratuitamente no site de ABNT em parceria com o Sebrae, dentro das Coleções Setoriais Gratuitas. Para baixá-las, basta o reparador se cadastrar no site e acessar o link “Reparo de Veículos”. O endereço do site é https://www.abntcatalogo.com.br/sebrae/
Para mais detalhes sobre os modelos de certificação de oficinas do IQA, entre em contato pelo telefone (11) 5091-4545 ou acesse www.iqa.org.br.
Troca do módulo do tanque de combustível do Celta
Veja o processo de substituição do módulo do tanque de combustível, incluindo a substituição do sensor de nível, em um Chevrolet Celta 2010 com motor 1.0
Texto: Fernando Lalli
Fotos: Isabelly Otaviano
Combustível é um dos assuntos que mais interessam aos proprietários de veículos em tempos de crise: os preços altos nos postos se refletem no bolso e, às vezes, um problema bobo pode levar a mais gastos desnecessários. E por “problema bobo” entenda até mesmo a falta de calibragem correta dos pneus: pneus murchos aumentam a resistência ao movimento (rolagem) e o motorista têm que acelerar mais do que o normal para o carro desenvolver velocidade.
Se o seu cliente chega à oficina reclamando que seu carro está “bebendo muito”, o primeiro passo é avaliar o modo como ele utiliza o veículo. Se o trajeto diário do veículo inclui carga máxima constante, trajeto com trânsito muito pesado ou diferenças grandes de relevo, é normal que o consumo esteja fora do padrão previsto pela fabricante.
Também, o modo de dirigir tem grande influência no resultado final. Acelerar fundo nas arrancadas e/ou esticar as marchas a todo momento, evidentemente, será menos econômico do que moderar o regime de rotação. Igualmente, utilizar gasolina e etanol de má qualidade vai piorar o consumo, e pode ter consequências ainda mais graves às peças internas do motor, incluindo o circuito de alimentação de combustível.
Segundo o professor da faculdade de engenharia mecânica da FMU, Fernando Landulfo, diversos fatores mecânicos influenciam no consumo de combustível: calibragem dos pneus, estado do filtro de ar, condição de velas e cabos, problemas envolvendo sensores e atuadores do sistema de alimentação, compressão do motor e entradas falsas de ar. Landulfo recomenda que, para calcular o consumo real, seja usada a conhecida metodologia do tanque cheio: encha o tanque, faça um percurso determinado e complete novamente o nível. Divida a quantidade de quilômetros rodados pelo volume admitido e, assim, terá um resultado mais próximo do real.
No tanque, estão elementos muito importantes do sistema de alimentação além do reservatório em si. O módulo do tanque tem a função de garantir o fornecimento de combustível para o sistema, permitindo seu funcionamento básico. No caso do Chevrolet Celta 1.0 2010 utilizado nesta reportagem, ali estão conectadas as mangueiras de envio e retorno de combustível, o sensor de nível e o pré-filtro de combustível. O módulo abriga também a bomba de combustível. A peça não possui previsão de vida útil, mas, bem como todo o sistema, depende do uso de combustível de boa procedência para se manter em boas condições.
Mostramos a seguir o passo a passo de substituição do módulo, incluindo a desmontagem do sensor de nível. O procedimento ficou a cargo de Flávio Camilo, da assistência técnica da VP, fabricante do componente para o mercado de reposição automotiva. Flávio contou com a supervisão de Júlio César Bojczuk Fermino, coordenador técnico da VP.
Procedimento
1. Para evitar o retrabalho, antes de aplicar qualquer peça no veículo, tenha certeza de que se trata de um componente de qualidade, com procedência comprovada e certificado de garantia. A peça produzida pela VP é vendida em embalagem selada e traz o termo de garantia com os detalhes necessários.
2. Com o banco traseiro já retirado, remova a tampa (também chamada de guarda-pó) que fica sobre as conexões do módulo.
3. Comece a remoção do módulo soltando o conector elétrico do chicote.
4. Em seguida, solte a conexão das mangueiras de envio (4a) e retorno (4b) de combustível. Essa conexão é feita por engate rápido, mas, as travas podem eventualmente permanecer no cano do módulo. Preste atenção para não perder essas peças, porque, como fazem parte da mangueira, elas não vêm com o módulo novo.
5. Utilizando uma ferramenta especial, desrosqueie a porca plástica de fixação do módulo.
6. Retire o conjunto completo. Tome cuidado para não derramar combustível nos carpetes do habitáculo do veículo. Utilize uma bandeja ou um aparato adequado para apoiar o módulo e conter o combustível. Não utilize estopa em momento algum do processo.
7. Se julgar mais seguro, remova o sensor de nível com a ajuda de uma chave de fenda. Primeiro, solte o conector elétrico do sensor e, depois, o próprio sensor. Tome cuidado para não derrubar peça ou ferramenta dentro do tanque.
8. Retire também a guarnição que faz a vedação da flange do módulo no bocal do tanque.
9. O módulo é vendido na reposição tanto em partes quanto em um conjunto completo. No módulo completo da VP, o sensor de nível vem desmontado. Para instalar a peça, observe o local e a posição correta de instalação. Encaixe a peça até ouvir o clique da trava (9a). Não se esqueça de ligar o conector elétrico – que, por sua vez, não possui lado de encaixe (9b).
10. Nesse módulo completo, a guarnição vem montada com a flange. Antes de instalar o módulo novo, é necessário soltar a guarnição e montá-la primeiro no bocal do tanque.
11. Na instalação do módulo no bocal tanque, basta observar a posição correta da flange em relação às mangueiras e conector do chicote. Estando na posição correta, rosqueie de volta a porca plástica com a ferramenta especial.
12. No momento de religar as mangueiras, observe para não inverter a de entrada com a de saída.
13. Por fim, basta religar o conector e colocar o guarda-pó para evitar a entrada de sujeira na região.
Freios: Troca dos materiais de atrito e regulagem dos freios do Aircross
Confira o passo a passo sobre como trocar discos e pastilhas dianteiras, além de regular as lonas traseiras para diminuir o curso de pedal, do monovolume da Citroën
Texto: Flávio Faria
Fotos: Isabelly Otaviano
Que a correta manutenção do sistema de freios é um dos aspectos mais importantes do veículo o amigo mecânico já sabe, afinal, o mau funcionamento ou perda de capacidade de frenagem do automóvel influenciam diretamente a segurança dos ocupantes. Por isso, a revisão preventiva e atenciosa é mais do que necessária nesta parte. No caso deste Citroën Aircross ano-modelo 2010/2011, com 75 mil quilômetros rodados, o sistema tem discos na dianteira e tambores na traseira. O acionamento conta com sistema eletrônico antitravamento (ABS), que traz mais segurança para o motorista e deve ser ponto de atenção na manutenção. Ao se retirar o disco, constatou-se que estava com 24 mm de espessura, o mínimo recomendado pela montadora (no Citroën Aircross, a variação é entre 24 mm e 26 mm), mostrando que já está no momento da troca.
Com a troca do disco, também é necessária a troca das pastilhas e do fluido de freio, que em maneira nenhuma pode ser apenas completado, isso porque suas propriedades químicas podem estar alteradas ou haver contaminação com água ou impurezas, implicando em perda de eficiência. Além disso, com esta manutenção é importante também realizar a regulagem dos freios traseiros, uma vez que eles são responsáveis por até 30% da frenagem e seu mau funcionamento sobrecarrega o sistema dianteiro, acarretando em desgaste prematuro dos novos discos e pastilhas. A regulagem ainda aproxima as lonas do tambor, diminuindo o curso do pedal, tornando o comportamento do sistema mais eficiente.
Neste passo a passo contamos com o auxílio do promotor técnico da Cobreq, Admilson Luiz de Castro, e Henrique Antônio Modolo, técnico comercial da Fremax. Antes de começar o procedimento, lembre-se sempre de utilizar luvas. Segurança em primeiro lugar!
Desmontagem do sistema
1. Inicie retirando a roda que terá os componentes trocados, lembrando-se sempre de desparafusar em cruz.
2. Utilizando uma chave de boca, abra o sangrador do sistema de freio, para que a pressão sobre as pinças diminua. Para evitar o derramamento de fluido, utilize uma garrafa com uma mangueira para cobrir o parafuso durante o desaperto. Com menos pressão no sistema, faça o recuo do êmbolo utilizando um sargento.
3. Para fazer o recuo do êmbolo, a ferramenta correta é o sargento, mas pode ser utilizada também uma chave de fenda. Entretanto, mais importante do que a ferramenta: o processo de retorno deve ser feito de forma gradual, lentamente e com cuidado. Isso para não danificar uma gaxeta quadrada, localizada dentro do êmbolo, que faz o retorno da pinça quando se alivia a pressão sobre o freio. Cuidado para não danificar esta peça, o que ocasionará problemas de acionamento no sistema.
Importante: Abrir o sangrador do sistema é essencial especialmente em carros equipados com sistema ABS, pois evita que o fluido sujo retorne para as válvulas do sistema antitravamento. As impurezas contidas no fluido, caso se alojem nas válvulas, impedem o funcionamento correto do ABS (a luz do ABS se acenderá no painel) e danificam outros componentes, como por exemplo os cilindros de roda, cilindro-mestre e componentes do sistema de embreagens servo-assistidas, como atuadores hidráulicos, por exemplo.
4. Utilize uma chave estrela 13 mm, para soltar os dois parafusos de suporte da pinça, que darão acesso às pastilhas. Após desparafusar, retire a pinça.
5. Não deixe a pinça pendurada pelo flexível, o que pode acarretar que pode acarretar danos na estrutura do componente. Estes danos podem provocar vazamentos de fluido e mal funcionamento dos freios. Procure um local dentro da própria caixa de roda onde seja possível apoiar a pinça com o auxílio de um arame, como a mola da suspensão, por exemplo. Aproveite para verificar o estado do flexível, se tem cortes ou deformações que possam ser ameaças ao sistema no futuro.
6. Retire as pastilhas do lado interno e externo. Aproveite para verificar o estado da coifa do êmbolo, responsável por evitar a entrada de sujeira e que deve ser substituída caso apresente algum desgaste.
7. O sistema de freio Bosch, que equipa o Citroën Aircross, conta com chapas na região de encaixe das pastilhas para auxiliar no seu deslizamento. É necessário tirar essas chapas e limpar cuidadosamente o local. Também é importante fazer a limpeza e lubrificação dos pinos-guias. Aproveite para verificar se eles apresentam marca de corrosão ou empenamento.
8. Uilize uma chave Torx (T55) para soltar os dois parafusos. Antes da remontagem, o cavalete deve ser limpo com um pano que não solte fibras. Caso estejam em bom estado, os pinos-guias podem ser reutilizados (8a). Apenas lubrifique-os com graxa de sabão de lítio para poder reinstalar.
Troca do disco
O disco que será aplicado no modelo Citroën Aircross será da Fremax. Um detalhe importante é que a peça não precisa ser lavada antes da instalação. Por utilizar um líquido protetor à base de água, após a primeira utilização no automóvel o produto se evaporará sem causar qualquer dano à pastilha.
9. Para retirar o disco antigo, utilize uma chave Torx T30 para soltar o guia. Neste momento, o disco deve estar solto. Caso esteja emperrado por ferrugem ou pela deformação natural ao esquentar e esfriar durante o uso, bata com cuidado com um martelo de plástico para retirar a peça (9a).
10. Com o disco retirado, é importante limpar com cuidado o cubo com uma lixa fina ou uma palha de aço antes de passar o relógio comparador. Isso porque a tolerância de empenamento da peça é pequena, de 5 centésimos de milímetro (0,05 mm), e a sujeira pode influenciar. Caso esteja com empenamento acima da tolerância, é preciso substituir o cubo. Neste caso, a limpeza previne que não haja problema na acomodação do disco, o que pode trazer problemas futuros, como trepidação no volante.
Importante: faça a limpeza com cuidado, pois, utilizar uma lixa grossa com excesso de força pode deformar o cubo e danificar uma peça boa.
11. Após retirado, verifique a espessura do disco utilizando um micrômetro apropriado. No caso deste Citroën Aircross, o disco estava com 24 mm, espessura mínima recomendada pela montadora, indicando que já estava no momento ideal para troca.
Importante: a retífica do disco deve ser considerada apenas para peças que estejam dentro da medida. Além disso, uma retifica malfeita pode empenar o disco e provocar trepidações na frenagem.
12. Utilize um relógio comparador para verificar a tolerância do cubo, principalmente após as batidas com o macete para retirada do disco. Fixe a base do relógio na haste do amortecedor e faça a medição mais distante possível do centro do cubo, que é onde dará a maior variação. A variação total deve ser de até 0,05 mm. No caso deste modelo, encontramos entre 0,015 e 0,02 mm, atestando que o cubo está em boas condições.
13. Faça a montagem do disco novo, se atentando para o correto posicionamento dos parafusos centralizadores. Após a montagem, utilize novamente o relógio comparador para aferir a tolerância. Assim como no cubo, são admitidos até 5 centésimos de milímetro (0,05 mm). Lembre-se, também neste caso, de fazer a medição o mais longe do centro do disco quanto possível, que é a parte onde pode ser verificada a maior alteração.
Montagem do cavalete
14. Antes da montagem, é importante que o cavalete tenha sido lavado com cuidado, com especial atenção para o alojamento das pastilhas. Também lubrifique com graxa os pinos-guias. Neste caso, também é recomendada a graxa de sabão de lítio, que tem ponto de gota a 190°C e não dissolve em água. Isso é importante para que a pinça possa retornar completamente com o alívio no pedal, evitando que a pastilha fique encostada no disco, o que pode ocasionar queima do disco e até vitrificação da pastilha, que passará a ter menos atrito e, consequentemente, menos capacidade de frenagem.
15. Após a montagem do cavalete, é preciso lubrificar o apoio da pastilha, região por onde ela desliza para alcançar o disco. Devido ao calor nesta região, é importante que o lubrificante tenha ponto de gota acima de 190°C e que não seja solúvel em água. Os especialistas recomendam utilizar Bissulfeto de Molibdênio ou sabão de lítio. Pode ser, ainda, utilizada uma lubrificação com os dois compostos. Não é preciso utilizar muita graxa. A lubrificação deve ser apenas o ideal para envolver as partes móveis. Passe também na área da pastilha que ficará em contato com o apoio (15a e 15b).
16. Após a lubrificação, aplique as novas pastilhas na parte interna e externa. Antes de reinstalar a pinça, lubrifique também a região. Remonte a peça no cavalete com cuidado e volte a prender os parafusos (16a).
Regulagem do freio traseiro
17. Comece a desmontagem retirando a tampa que protege a porca do cubo. Com uma chave de boca 36 mm, desaperte a porca do cubo e retire-a utilizando a mão. Com isso, o tambor já poderá ser retirado (17a).
Obs.: Na montagem, o torque de aperto da porca do cubo de roda é de 180 a 200 Nm.
18. Depois de retirado o tambor, faça a limpeza completa do sistema com água e sabão utilizando um pincel e um balde. Após a limpeza, verifique se os componentes do sistema estão apresentando desgaste, como o cilindro de roda (18a). Se houver umidade, é preciso trocá-lo. Não utilize solventes ou derivados de petróleo para a limpeza dos sistemas de freio.
Dica: Em carros com sistema ABS, como o Citroën Aircross, limpe com cuidado o sensor do freio. Desta forma, o sistema fará uma melhor leitura.
19. Verifique a necessidade de troca do conjunto do tambor. Faça a medição interna para confirmar se o tambor está abaixo do diâmetro máximo, que é de 230,00 mm. Caso seja necessário, a troca é simples, pois a própria Fremax oferece o conjunto de tambor já pronto para troca. É só retirar o antigo e aplicar o novo.
20. Caso o tambor esteja dentro da medida, proceda apenas com a regulagem das lonas. A regulagem será feita no patim, para que ele fique o mais próximo possível do tambor. Alivie a mola da trava da catraca e faça a regulagem com uma chave de fenda. Após, monte novamente a lona, se certificando para que a mola esteja bem encaixada para que não trabalhe torta e possa quebrar, fazendo com que o freio perca a sua função. Para ter certeza de que a regulagem está ideal, é preciso ouvir o som do atrito da lona com o tambor (20a). Desta forma, quando ocorrer o acionamento do freio, o curso de pedal será curto, oferecendo a potência de frenagem esperada.
Importante: A limpeza e a regulagem devem ser feitas dos dois lados do freio traseiro. Caso um dos cilindros de roda mostre umidade, é preciso trocar os dois, pois como os dois freios trabalham juntos, quando um está com problema, o outro com certeza também estará no final da vida útil.
Faça a sangria do sistema de freios seguindo a ordem recomendada para veículos equipados com ABS, completando o nível do fluido de freio ao final do procedimento.
Se necessário, faça a regulagem do freio de estacionamento. Antes da entrega para o cliente, rode com o veículo e teste o funcionamento do sistema de freios.



























































































