Eu posso colocar o filtro de combustível do Corsa 1.4 em um 1.0?
Tedesco Via YouTube OMecâniconline
O filtro de combustível original Chevrolet (código 93316245) pode ser aplicado em praticamente todos os modelos com motores 1.0 Flexpower, 1.4 EconoFlex e 1.8 Flexpower, incluindo os Corsa de 2003 a 2012 com as motorizações citadas. Caso seja utilizado filtro de outra marca, consulte a tabela de aplicação.
A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: faleconosco@omecanico.com.br
Se não for revisado regularmente, o sistema de ignição composto por velas, cabos e bobinas pode elevar o consumo e reduzir o desempenho
A Delphi Technologies alerta para os cuidados necessários com o sistema de ignição, especialmente para os motoristas que forem pegar a estrada nas férias. A chamada tríade de ignição, composta por velas, cabos e bobinas, precisa ser revisada, sendo responsável pela queima da mistura ar/combustível e pelo início da combustão do motor.
Entre os problemas que podem surgir se as peças estiverem desgastadas estão dificuldade para ligar o carro, desempenho reduzido, marcha lenta sem estabilidade e retomada mais difícil. “Outro alerta é que uma vela em mau estado pode aumentar o consumo de combustível, seja gasolina ou etanol, e fazer com que o motorista acabe gastando mais dinheiro por conta de não realizar uma revisão preventiva antes de viajar”, afirma Pedro Valencio, da Delphi Technologies.
Caso a vela esteja desgastada, além de reduzir a vida útil dos cabos e das bobinas, pode afetar também outros componentes como o catalisador.
“A Delphi orienta que os proprietários verifiquem a tríade de ignição a cada 10 mil quilômetros, ou ainda conforme a especificação da montadora no manual do veículo. Assim, é possível assegurar a maior durabilidade dos componentes como um todo e viajar sem preocupações. A inspeção mais simples pode ser visual, mas é sempre importante ressaltar que manutenções técnicas devem ser realizadas por mecânicos especializados para checar o funcionamento dos produtos”, completa.
Obrigatoriedade do uso de luvas na oficina não é único fator para o mecânico se preocupar: saúde é a principal questão
Entre os itens de segurança no trabalho mais importantes dentro das oficinas mecânicas está a luva. Alguns mecânicos ainda dizem que “usar luva é frescura” e que trabalham melhor com as mãos nuas, mas a resposta correta para essa afirmação é: não, luvas não são frescura e elas existem para proteger você de ferimentos e doenças causadas pela natureza do trabalho.
A luva se encaixa na família dos EPIs, ou seja, trata-se de um equipamento de proteção individual. Tanto os EPIs quanto os EPCs (equipamentos de proteção coletivos) estão dentro da Lei n.º 6.514/77 da CLT e são regulamentados pela Norma Regulamentadora nº6 (NR6), que determina quais equipamentos são EPIs e EPCs. Dentro dos padrões impostos pela Norma Regulamentadora, é necessário que as luvas, seja qual for o modelo, tenham o Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho e mostrem de forma clara o fabricante, lote e o certificado.
A prática da profissão de mecânico automotivo exige o uso de EPIs e um dos mais importantes é justamente a luva. O não uso de algum EPI pode levar a penalidades sérias. No caso da oficina, se a empresa não disponibilizar os EPIs necessários para o serviço, corre o risco de ter o negócio interditado. Já se for o funcionário quem se recusar a usar os EPIs cedidos, pode receber advertência ou até mesmo demissão por justa causa.
É perceptível que a cultura quanto uso de luvas está mudando no setor. Mas também é necessário que o mecânico esteja conscientizado que a falta do EPI em questão pode prejudicar diretamente a sua saúde. O consultor técnico da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo, comenta que “todo mundo sabe que a atividade de manutenção automotiva exige, além do conhecimento técnico, uma grande habilidade manual. Habilidade essa que o mecânico há muito tempo arrisca diariamente ao exercer a sua profissão. Afinal de contas, o trabalho em si e o ambiente da oficina são agressivos para as mãos pela presença de solventes, combustíveis e óleos”.
O QUE A FALTA DE LUVAS PODE OCASIONAR?
Livre-docente em Dermatologia da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), Paulo Ricardo Criado explica quais são os problemas acarretados pela resistência do profissional à luva. Segundo o acadêmico, manusear produtos derivados de combustíveis fósseis com as mãos sem proteção já é motivo para preocupação. “Qualquer produto com características de pH ácido ou alcalino, ação detergente ou abrasiva, no início causa um eczema (inflamação), e consequentemente irritação que gera vermelhidão, descamação e cortes dolorosos nas mãos e dedos, mas conforme as semanas ou meses se passam com a exposição a esses agentes o caso pode piorar muito”, destaca Criado.
Paulo ainda cita que na indústria automobilística são usados os chamados óleos de corte, materiais que são irritativos para a pele e podem também com tempo causar dermatites (eczemas) alérgicas nas mãos. Com a persistência da alergia e a reexposição ao produto, o eczema pode se alastrar na pele e aos poucos se tornar uma dermatite generalizada.
Além do uso de luvas, o especialista indica um cuidado redobrado para os mecânicos quando o assunto for higiene pessoal. São necessários banhos diários para retirar todos os resíduos do corpo, que às vezes são voláteis com o calor. Produtos usados no trabalho evaporam e se depositam na pele não coberta pela roupa como no rosto, pescoço, braços, área do decote da camisa etc.
Como todo mecânico sabe, a manutenção preventiva é menos custosa que a corretiva. Ao menor sinal de problema, consulte um dermatologista ou alergista para saber a que possa estar alérgico (se estiver) e em quais produtos esta substância no dia a dia pode ser encontrada.
ALTERNATIVAS
Quando se fala de problemas ocasionados pela falta de luvas, além das reações na pele, o mecânico vive em seu dia a dia o risco de acidentes como queimaduras, cortes, ralados e prensagens. E dependendo da gravidade, pode até ocorrer perda parcial ou total da capacidade sensitiva ou motora.
Mesmo com tantos pontos “pró-lu-va”, há muito tempo o item é motivo de escárnio. “Alguns profissionais alegam que uso de luvas é perigoso porque quando se trabalha com motores em movimento pode acontecer da luva prender numa correia ou algo até pior”, comenta Landulfo. Mas o professor grifa: apesar de ser uma situação que acontece no dia a dia do mecânico, mexer em motores em movimento é algo severamente contraindicado por especialistas em segurança do trabalho.
O antigo receio do uso da luva também se baseava na própria falta de tecnologia do tecido. As luvas indicadas para os mecânicos eram grossas, porque protegiam sobretudo contra calor. O grande problema era que, por um lado, a luva trazia segurança, mas tirava a sensibilidade ao toque do profissional. Para muitos, esse “tato” é indispensável na hora de realizar um serviço.
Hoje, existem modelos mais finos e com tecnologias avançadas que tentam preservar justamente o tato do mecânico na hora da manutenção, sem deixar de lado a segurança. Um exemplo de produtos assim são as luvas de nylon, feitas especialmente para evitar raspagens na pele. Há também no mercado luvas com fios de grafeno, material mais fino que um fio de cabelo, muito leve e resistente, trazendo assim a tão requisitada sensibilidade às mãos dos mecânicos.
Há também as chamadas de “luvas químicas”, cremes para as mãos que protegem contra derivados de petróleo, colas, tintas, vernizes, bases, cimentos, detergentes, solventes etc. Além da proteção, uma vantagem desse material é a facilidade para tirar os resíduos da mão após o final da manutenção, pois, é só lavar com água e sabão que óleos e graxas saem, sem a necessidade do uso de buchas abrasivas às mãos.
Lembre-se: proteger suas mãos significa cuidar de sua mais valiosa ferramenta de trabalho.
É preciso trocar a bomba de água quando for trocar a correia dentada?
Nivaldo Jr. Via YouTube OMecâniconline
Quando a bomba d’água é movida pela correia de sincronismo do motor, sim, é recomendável substituir os dois componentes em conjunto. São dois os motivos principais. Um é o acesso à bomba que, nesse tipo de sistema, requer mão de obra bem maior para se chegar até ela. O outro motivo é que a correia de sincronismo nova tem tensionamento mais forte e assentamento diferente de trabalho se comparada à anterior, o que vai afetar o funcionamento da bomba d’água que já estava “acostumada” à carga de acionamento dos componentes velhos. Se estiver muito desgastada, a bomba pode gerar resistência de acionamento à correia de sincronismo nova, diminuindo consideravelmente a sua vida útil ou até levando a seu rompimento. E ao se trocar a correia dentada, não se esqueça de trocar o seu respectivo tensor.
A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: faleconosco@omecanico.com.br
Modo de condução impacta diretamente no desgaste das pastilhas de freio; saiba identificar que é hora de substituir a peça
Essenciais para o sistema de frenagem, as pastilhas de freio sofrem desgaste dependendo da forma como o condutor dirige. A Cofap alerta, por exemplo, que utilizar o recurso da “banguela” em veículos com câmbio manual, segurando o carro somente no freio, acelera o desgaste das pastilhas.
Já nos modelos com câmbio automático que não possuem trocas manuais ou nos carros com câmbio CVT, esse desgaste é mais acentuado, uma vez que não há o recurso de freio motor.
Para ajudar os motoristas, os técnicos da empresa recomendam procurar um mecânico ao notarem desvios na trajetória ao acionar o pedal do freio ou sintomas de ineficiência na frenagem. Se ainda restar dúvidas se está na hora de trocar as pastilhas, fique atento a um sinal: o ruído característico, provocado pelo contato do sensor de desgaste mecânico contra a superfície do disco de freio.
Novo diretor de Pós-Vendas da Renault do Brasil, o executivo Arnaud Mourebrun está há 21 anos na fabricante. Em 2012, assumiu a gerência na Supply Chain América e, dois anos depois, a área Comercial atendendo a região de São Paulo e interior. “Atuando na diretoria comercial, tive uma visão completa do negócio passando como gerente por áreas como Regional de Vendas, Polo Cliente (área responsável pelo SAC, Assistência Técnica e Garantia) e Distribuição de Peças e Acessórios para região América”, relata.
Arnaud assumiu a direção de Pós-Vendas em outubro de 2020. Nesta entrevista, ele conta como a Renault está otimista com a reposição de autopeças mesmo em período de pandemia, e o papel que o mecânico exerce na estratégia da marca no mercado de reposição.
“Ainda temos muitas oportunidades de crescimento do business, reforçando cada vez mais a estratégia da marca perante o mercado de reparação independente e garantindo a cadeia de distribuição de peças Renault e Motrio”, afirma.
REVISTA O MECÂNICO: A maior parte da frota circulante da Renault no Brasil é relativamente mais “jovem” quando comparada a de outras marcas, uma vez que está no país como fabricante há pouco mais de 20 anos, mas seu market share praticamente dobrou entre 2010 e 2020. Como essa característica impacta na estratégia de pós-vendas da marca?
ARNAUD MOUREBRUN:A frota da Renault, se comparada com o período de 20 anos, que é como a GM ou Ford avaliam, é relativamente menor. Se compararmos com o “top 4”, a nossa frota tem em circulação a metade da frota que eles possuem. Mas o que visualizamos é a nossa crescente em vendas de veículos novos nos últimos 3 anos, que acaba impactando positivamente na frota circulante nos próximos anos. Desta forma, precisamos garantir um serviço de pós-venda robusto para clientes que estão no período de garantia, assim como habilitar que os mecânicos independentes possam também fazer a reparação correta dos veículos com peças originais e com capacitação técnica para o máximo de qualidade.
O MECÂNICO: Quantas concessionárias a Renault mantém no Brasil com área de serviços? E como está a retenção dos modelos Renault nas concessionárias antes e após o fim da garantia?
MOUREBRUN: Atualmente a Renault conta com mais de 260 concessionárias em todo Brasil com atendimento de Pós-Vendas e Serviços. A nossa retenção hoje nos três primeiros anos, segundo os indicadores da GIPA, é maior que a média nacional. Ava-liando o mesmo período de 3 anos, nossa retenção fica em torno de 55%.
A empresa quer se posicionar como porto seguro do mecânico independente quando se fala em conteúdos vindos direto da Renault
O MECÂNICO:Qual é o papel do mecânico independente dentro da estratégia do pós-vendas da Renault para atender a frota da marca?
MOUREBRUN:Não podemos falar sobre pós-vendas no Brasil sem mencionar o mercado de reposição independente, que é responsável por 70% dessa fatia. Ao definirmos uma estratégia a longo prazo no Brasil, é fundamental considerar o papel do mecânico independente, que está alinhado com a nossa missão como Pós-Vendas: atender os clientes Renault independentemente de onde eles queiram realizar os seus serviços. Desta forma, temos o mecânico independente como um dos nossos pilares principais da estratégia. Atualmente, sabemos que a penetração de serviço nas oficinas mecânicas independentes é maior do que da nossa rede de concessionárias e, portanto, é essencial o estabelecimento de estratégias de apoio ao mecânico e zelo por esse canal, para garantir que nossos clientes sejam bem atendidos independentemente de onde eles realizem seus serviços.
O MECÂNICO: Quais ações a Renault destina aos mecânicos independentes?
MOUREBRUN: O mercado de reposição independente é essencial e a Renault sabe da importância quando tratamos do Pós–Venda. Por isso, desde 2017 estamos estruturando a nossa estratégia para atuar com consistência e foco para esse mercado. Atualmente, o mecânico independente já tem sua própria cadeia de fornecimento, exceto peças cativas onde há um vínculo maior com a montadora. Em 2019, lançamos uma estratégia de comunicação com o mecânico, a campanha chamada “Estamos Juntos”, com o objetivo principal de estreitar e reforçar a parceria que a Renault deseja manter com esse canal. Por meio dessa forte chamada, englobamos diversas iniciativas para apoiá-los com know-how técnico, produtos e ofertas imperdíveis para sua oficina. Atrelado a tudo isso, fizemos o lançamento do site Mecânico Renault (mecânico.renault.com.br), nosso portal de relacionamento com esse canal, onde nossos parceiros conseguem acessar o catálogo de peças da Renault e assim, obtém o supor-te necessário na correta manutenção dos veículos. Além disso, os mecânicos cadastrados possuem acesso à linha completa de produtos Motrio e Renault com preços competitivos, conteúdos exclusivos, dicas e vídeos, e inclusive uma parceria com especialista e influenciador digital para explicar procedimentos de manutenção com a chancela da Renault. Esses são os principais esforços que estamos desenvolvendo para o mecânico independente, trazendo treinamento e subsídio de informação técnica para ele. A empresa quer se posicionar como porto seguro do mecânico independente, quando se fala em conteúdos vindos direto da Renault.
O MECÂNICO:A linha Motrio está há pouco mais de 3 anos no mercado brasileiro. Atualmente, quais são as gamas de peças da marca que mais se destacam em aceitação?
MOUREBRUN: A linha Motrio já está no Brasil desde 2011. Tivemos ao longo dessa jornada algumas adaptações de produtos, revisão do posicionamento da marca no país e nestes últimos 3 anos estamos intensificando cada vez mais a divulgação desse produto de alta qualidade e preços competitivos juntos. Atualmente nosso portfólio conta com mais de 200 produtos, divididos nas seguintes categorias: bateria, bomba d’água, disco de freio, filtro de combustível, filtro de cabine, filtro de ar do motor, fluido de freio, líquido de arrefecimento, palhetas, pastilhas de freios e velas de ignição. Em 2021 teremos ainda mais novidades, com o aumento da gama de produtos e oportunidades e ofertas exclusivas ao mecânico diretamente no nosso site Mecânico Renault.
(…) apesar de um cenário atípico com a pandemia, conseguimos ainda obter resultados positivos, dando todo o apoio aos nossos parceiros de negócios: os mecânicos independentes (…)
O MECÂNICO:Como a Renault está vendo o mercado de reposição de autopeças no Brasil neste cenário de 2020?
MOUREBRUN:Cada crise que o mercado e o País passam mostra o quanto resistente é o mercado de pós-venda no Brasil. Alguns estudos que acompanhamos apontam que o faturamento de peças nas oficinas independentes serão superiores ao ano de 2019, ou seja, mesmo com toda a crise da pandemia da Covid-19, o mercado de reparação independente aponta crescimento versus o ano anterior. Estamos bem otimistas, acreditando e investindo no mercado continuamente.
O MECÂNICO:De que forma a pandemia afetou o trabalho de pós-vendas da Renault?
MOUREBRUN:Como todas as montadoras no Brasil, tivemos diversos impactos com a pandemia, mas sempre mantivemos o direcionamento estratégico para reduzir ao máximo os impactos dividindo em alguns momentos essas atuações. Na primeira fase com reclusão e quarentena, apoiamos a nossa rede de concessionários com um pacote de sustentação, garantimos aos nossos clientes o isolamento social postergando prazos de revisão e garantias, mantivemos a transparência em todas as comunicações e fomos extremamente cautelosos disponibilizando guia de atendimento seguro, seguindo todos os mais rigorosos protocolos das nossas fábricas, para garantir a saúde e segurança de todos, de acordo com a OMS. Esses mesmos conteúdos foram adaptados e distribuímos para os mecânicos, através do nosso site, para os nossos clientes e para nossa rede de concessionárias. Além disso garantimos a sustentabilidade do business para manutenção da logística de peças, evitando a falta de abastecimento na rede e clientes sem atendimento, seja na nossa rede de concessionários ou nas oficinas independentes. Quando identificamos que o fluxo estava voltando a normalidade, e que aos poucos a situação do Covid-19 estava com mais flexibilização de acordo com as indicações governamentais, começamos as ações de recuperação. Na campanha “Se é Renault, pode confiar”, voltada para o cliente final, divulgamos que seguimos todos os protocolos de atendimento preconizados pela OMS, transmitindo mais confiança para que pudessem retornar para a rede. Na campanha “Estamos Juntos” para os mecânicos, geramos uma série de conteúdos exclusivos para apoio nesse momento tão atípico que estamos vivendo, ressaltamos as principais informações:
– Como fazer o atendimento seguro aos clientes que frequentam a oficina independente;
– Como se prevenir em relação ao Covid-19, com vídeo exclusivo do nosso influenciador digital explicando o passo-a-passo;
– Como ele poderia retomar o business, atrair mais clientes e trazer ofertas aos clientes;
– Como estar presente no ambiente digital – com nossa expertise em publicidade, geramos um guia prático de como estar presente nas redes sociais: Instagram, Facebook, Waze e plataforma Google – disponível no site Mecânico Renault. Disponibilizamos um grande pacote de ofertas de peças com preços extremamente competitivos para que pudesse ter mais competitividade nessa retomada.
Com todas essas iniciativas, apesar de um cenário atípico com a pandemia, conseguimos ainda obter resultados positivos, dando todo o apoio aos nossos parceiros de negócios: os mecânicos independentes, deixando claro que “Estamos Juntos”.
Na fábrica localizada no interior de São Paulo eram produzidos Classe C e GLA, com a produção nacional sendo destinada a outras unidades
A Mercedes-Benz anuncia mudanças no Brasil: a empresa irá encerrar a produção de automóveis em sua fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo. Entre os motivos estão a atual situação do mercado brasileiro. No local, eram feitos o Classe C e a GLA, cuja produção será direcionada para outras fábricas em todo o mundo.
A empresa informou que ainda busca alternativas para os 370 funcionários da unidade, incluindo a possibilidade de um programa de demissão voluntária.
“A situação econômica no Brasil tem sido difícil por muitos anos e se agravou devido à pandemia da Covid-19, causando uma queda significativa nas vendas de automóveis premium. Ao longo do nosso processo de transformação, continuamos a reestruturar a nossa rede de produção global. Aumentar nossa eficiência, otimizando a nossa capacidade de utilização é um facilitador importante. Por isso, decidimos encerrar a produção de automóveis premium no Brasil. Nosso primeiro objetivo agora é encontrar uma solução sustentável para os colaboradores dessa unidade, que contribuíram de forma decisiva para o sucesso da Mercedes-Benz no Brasil com seu comprometimento e expertise nos últimos anos”, disse Jörg Burzer, Membro do Board da Mercedes-Benz AG, Produção e Cadeia de Suprimentos.
Seguirão em operação as unidades em São Bernardo do Campo/SP (Caminhões e Chassis de Ônibus) e Juiz de Fora/MG (Cabinas de Caminhões).
O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), criado em 1981, ainda não decidiu se dará prazo suplementar para a indústria desenvolver, testar e colocar à venda veículos com novas exigências de emissões regulamentadas. O tema é complexo porque a pandemia do Covid-19 tem atrasado os cronogramas por razões óbvias. Os prazos originais são para 2022 (L7, veículos leves) e 2023 (P8, pesados).
Anfavea confirma que pediu adiamento, mas sem sugerir por quanto tempo. China, México e Japão concordaram em postergar por até 11 meses o início de produção. No entanto, existe muita desinformação sobre como outros países enfrentaram o problema, além de no Brasil os combustíveis – gasolina, etanol e diesel – terem especificações diferentes.
Dessa vez a entidade dos fabricantes tornou público o debate por transmissão ao vivo na internet, em 15 de dezembro. E respondeu a várias questões. Os países europeus, por exemplo, agora focam nas emissões de CO2 pois os fabricantes já cumpriram as normas sobre gases controlados. No Brasil, o etanol ajuda quanto ao CO2 nos motores de ciclo Otto, além do HVO e o biodiesel, nos de ciclo Diesel.
Algumas afirmações denotam desconhecimento. “A exigência do P8 para 2023 apresenta uma folga de um ano para eventuais atrasos.” Na realidade as regulamentações para veículos com projetos novos têm um prazo e os demais veículos em produção outro, em geral um ano depois. Vários países em desenvolvimento permitem a convivência por mais tempo pela diferença de preço final do produto ao consumidor decorrente das novas regulamentações.
Inspeção veicular e renovação de frotas continuam esquecidas no Brasil. O nível de poluição cairia bastante.
RAM 1500 REBEL REÚNE REFINO E DESEMPENHO
Estratégia correta da FCA ao importar picapes. Oferece dois modelos grandes Ram: 2500 (motor diesel) e agora a 1500 Rebel (gasolina). Dólar alto e imposto (35%) para importar dos EUA elevaram o preço para nada menos que R$ 400.000. A série inicial de 100 unidades, vendidas em 18 horas para entrega em abril, acrescenta mais R$ 20.000 de equipamentos extras entre eles tampa da caçamba com dois modos de abertura (bipartida e/ou inteiriça) e as caixas extras nas laterais da caçamba, espaço antes sem aproveitamento.
Materiais de acabamento de primeira linha e cinco adultos viajam com conforto (assoalho traseiro plano). Sua altura dificulta o acesso, porém estribos são acessórios Mopar. Inclui vários itens de segurança, entre eles frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e câmera para o retrovisor interno. Tela multimídia vertical de 12 pol.,teto solar panorâmico e áudio Harman Kardon são típicos de modelos de luxo.
Destaque para motor V-8 a gasolina: 5,7 litros, 400 cv e 56,7 kgfm. Em algumas voltas no autódromo da Fazenda Capuava fiquei impressionado com o desempenho (0 a 100 km/h em 6,4 s). A direção rápida e precisa tem grau de assistência exato. Mesmo com pneus de uso misto e curvas de raio bem pequeno a picape de 2,61 toneladas e 5,93 m de comprimento pode ser guiada sem sustos. Porém, em ruas e estradas o motorista deve tomar cuidado com as dimensões.
BRONCO VAI ACIRRAR DISPUTA COM OS JEEP
Se os SUV da FCA dominam o mercado, com os Jeep Wrangler e Compass, a concorrência será bem mais dura em 2021. A Ford vai importar o Bronco Sport (estrutura monobloco), fabricado no México (livre dos 35% de imposto de importação) cujas primeiras entregas nos EUA serão no início de 2021.
Os Bronco de duas e quatro portas, considerados SUV-raiz com carroceria sobre chassi, estão previstos para chegar aos mercados da América do Norte no segundo trimestre do próximo ano. Estes dois modelos, produzidos nos EUA e sujeitos ao imposto de 35%, oferecerão até sete modos de condução fora de estrada e configurações diversas como teto e portas removíveis. Os preços básicos, liberados nos EUA, são em torno de 10% maiores que o Bronco Sport.
Versões que virão para a América do Sul ainda não foram anunciadas pela Ford, nem datas de lançamento.
ALTA RODA
BALANÇO de fim de ano da VW mostrou Pablo Di Si, presidente para a América do Sul, confiante na recuperação das vendas em 2021. Confirmou que pode anunciar novo ciclo de investimentos. Deixou a entender que a produção de uma picape intermediária está no radar. Não disse onde seria fabricada. Aqui já comentei a escolha da Argentina, pois arquitetura é a mesma do SUV Taos.
PRÊMIO UOL Carros 2020 apontou Strada como destaque do ano, VW entre os fabricantes e Kia em pós-venda. Nos outros segmentos: 208, Onix Plus, Civic, Nivus, Tiggo 8, XC40, 911 Turbo S, e-tron, Defender e Sprinter.
Qual bomba d’água devo instalar no motor E.Torq? Confira dicas de manutenção e cimo identificar a peça correta para cada situação.
Nos veículos Fiat com motor E.torQ dotados de direção hidráulica (Palio, Novo Palio, Punto, Idea, Strada, Doblò, Siena e Grand Siena), a bomba d’água forma um módulo de eixo único com a bomba de assistência da direção, fazendo com que ambos os componentes sejam movidos pela mesma polia, tocada pela correia de acessórios.
Porém, a Fiat/FCA teve dois fornecedores diferentes desse módulo “geminado” para a linha de montagem (Vetore e Melling) e isso afeta diretamente a escolha da peça na hora do reparo.
“Existem dois códigos da bomba d’água do motor E.torQ na reposição. É obrigatório desmontar o módulo do veículo para saber qual delas está instalada”, afirma o engenheiro de Assistência Técnica da Urba Brosol, Orlando Fernandes.
Ele explica que, embora os dois conjuntos sejam praticamente idênticos por fora, existem diferenças construtivas que impedem o intercâmbio dos componentes de um sistema para outro.
O modelo Vetore possui bomba d’água movida por eixo chavetado (ou arrastado), apoiado em um rolamento interno (código original Fiat 55243968, código Urba UB0774). No modelo Melling, o eixo da bomba hidráulica da direção é passante e rosqueado por dentro do eixo do rotor da bomba d’água, apoiado apenas pelo selo de vedação, sem rolamento (bomba d’água original Fiat 55240487, Urba UB0775). A cor da polia de acionamento pode mudar da original para a peça de reposição, mas as dimensões são as mesmas em qualquer versão.
Segundo o especialista, não existe regra de ano, modelo ou versão de cilindrada para saber previamente que peça pertence a qual veículo. Ambos os conjuntos servem para qualquer Fiat com motor E.torQ, seja 1.6 ou 1.8, e direção hidráulica.
“É possível desmontar apenas a bomba d’água para observá-la, mas é ainda mais trabalhoso”, complementa, apontando que o diagnóstico também depende da observação da bomba da direção.
Já em veículos com motor E.torQ e direção com assistência elétrica (EVO e EVO VIS), não há a bomba hidráulica – a bomba d’água, por sua vez, está localizada na mesma região, movida pela correia de acessórios.
Para mostrar as diferenças entre as duas aplicações, Orlando Fernandes desmontou dois módulos diferentes para apontar as características construtivas de cada um. O procedimento foi feito apenas a título de demonstração. No caso da desmontagem dos módulos na oficina, será necessário o uso de morsa e torquímetro de baixa (de 5 a 20 Nm) para a aplicação dos torques preconizados pela fabricante do veículo.
BOMBAS NA BANCADA
Obs: para simplificar definiremos as bombas como “com rolamento” (Vetore) e “sem rolamento” (Melling).
1) Para remover a tampa da bomba d’água, no caso de ambos os módulos, solte os parafusos de fixação com chave-soquete T25 sempre em ordem cruzada. A tampa é a mesma para os dois conjuntos e, também, para os veículos com motor E.torQ e direção eletroassistida.
2) Ao remover a tampa da bomba d’água, já é possível saber qual é a bomba que está instalada. A bomba d’água sem rolamento possui uma porca na ponta do eixo no rotor: o sextavado serve para, justamente, fixar os eixos das bombas do módulo na desmontagem ou montagem (2a). Já a bomba com rolamento não possui o sextavado, uma vez que os eixos são apenas encaixados entre si (2b).
3) Para desmontar a bomba d’água, em ambos os módulos, solte os três parafusos de fixação de seu corpo com chave-soquete hexalobular T40. Na bomba d’água com rolamento, isso já será suficiente para separá-la da bomba da direção. Na montagem: o torque desses parafusos é de 15 Nm.
4) Na bomba d’água sem rolamento, será necessário separar o eixo do rotor do eixo da bomba da direção. Segure o eixo do rotor pelo sextavado com chave 10 mm e solte o aperto pelo parafuso de fixação da polia com chave hexalobular T50. Prenda a bomba em uma morsa, se necessário, para fazer este procedimento. Se o módulo esteve em uso e houver suspeita de vazamento na bomba d’água, tome cuidado: o eixo pode conter oxidação, o que trava a rosca e, na tentativa de remoção, pode até causar o rompimento do eixo. Na montagem: o torque do eixo da bomba sem rolamento, aplicado pela porca do rotor, é de 8 a 10 Nm.
5) O especialista da Urba Brosol afirma que “toda bomba d’água vaza”, mas não da maneira que você possa estar imaginando. “Uma pequena quantidade de líquido de arrefecimento atravessa as faces do selo, em forma de vapor, condensa-se e sai pelos orifícios comumente chamados de drenos. Todas as bombas têm isso. O líquido pode entrar em contato com o eixo ou com a rosca e, eventualmente, oxidar e travar a rosca”, aponta Orlando. Os drenos são bem diferentes nas duas bombas. Na bomba sem rolamento, a umidade da região do eixo sai por dois respiros que se comunicam com duas galerias, cada uma com um dreno (5a). Já a bomba com rolamento possui dois furos para direcionar a umidade a galerias semelhantes (5b).
6) Ao comparar os encaixes, é possível ver as principais diferenças entre cada conjunto. Perceba que o eixo que sai da bomba hidráulica no módulo da bomba sem rolamento é mais longo e possui o fuso em sua extremidade (6a). Já no conjunto com rolamento, o eixo é mais curto e, observando a bomba d’água, percebe-se o encaixe da chaveta (6b).
CÓDIGOS DA BOMBA D’ÁGUA PARA MOTOR FIAT E.TORQ:
(6a) Modelo Vetore
Código Fiat: 55243968 Código Urba: UB0774
(6b) Modelo Melling
Código Fiat: 55240487 Código Urba: UB0775
DETALHES DE MONTAGEM
(A) Ao parafusar de volta a tampa da bomba d’água, certifique-se de que o o’ring de vedação é novo e o aperto seja feito de forma cruzada. Lembre-se que a tampa é de alumínio: um aperto “forçado”, sem o assentamento correto, pode fazê-la trincar.
(B) Após instalar o módulo no veículo, verifique tanto o nível do óleo da direção hidráulica (cerca de 680 ml, dependendo do veículo; óleo Tutela Car GI/A ou similar tipo Dexron II) quanto o do líquido do sistema de arrefecimento (5,4 a 5,8 litros, dependendo do modelo) após a montagem. O abastecimento deve ser feito sempre com o fluido adequado indicado pela fabricante do veículo (50% aditivo base orgânica+ 50% de água desmineralizada) ou similar, para que não haja problemas com a formação de oxidação, depósitos ou corrosão. “Lembre-se que alumínio corrói, e corrói bastante”, observa Orlando, da Urba Brosol.
Novo bico injetor destinado à reposição tem aplicação em caminhões das marcas Scania, MAN e DAF
A Marelli Cofap Aftermarket adiciona mais um integrante à sua linha de sistemas de alimentação para motores diesel: o bico injetor do sistema dosador de Arla. Destinada ao mercado de reposição, a novidade permite adquirir apenas o injetor, sem a necessidade de substituir toda a unidade dosadora, gerando economia na manutenção dos veículos.
O código 501030ARLA tem aplicação nos caminhões Scania (séries P, G, R e T 2012), MAN (TGX 2012) e DAF (CF85 e XF105 2012).
Presente no sistema SCR (sigla em português para Redução Catalítica Seletiva), o Arla 32 é um agente químico que provoca uma reação dentro do catalisador, fazendo com que os gases nocivos (NOx) sejam transformados em água e nitrogênio.
A empresa alerta que deve ser empregado somente Arla 32 atestado pelo Inmetro, com risco de haver comprometimento do controle de emissões e afetando o desempenho do motor com maior consumo e desgaste de seus componentes.
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