Magneti Marelli lança linha de mangueiras automotivas

mangueiras automotivas Marelli Cofap

Família de mangueiras automotivas é composta por 77 códigos, com novas adições ainda no primeiro trimestre deste ano

 

A Marelli Cofap Aftermarket apresenta uma nova família de produtos: sua linha de mangueiras automotivas composta por 77 códigos e destinada ao mercado de reposição. Os produtos têm aplicação em veículos de montadoras como Iveco, Mercedes-Benz, Scania e Volvo, entre outras, comercializados com a marca Magneti Marelli.

A empresa reforça que ainda no primeiro trimestre deste ano a linha receberá novos códigos. As mangueiras são produzidas com silicone e destinam-se a turbocompressores e coletores de admissão do motor.

No caso das mangueiras aplicadas entre o turbo e o intercooler, elas são responsáveis por conduzir o ar comprimido e aquecido pela turbina até o intercooler. Já as mangueiras que conectam o intercooler ao coletor de admissão têm como função levar o ar resfriado para o coletor de admissão do motor.

A Magneti Marelli explica que o componente deve ser substituído quando apresentar vazamento, seja por furos ou rachaduras, ou se ocorrer o rompimento da mangueira do intercooler devido à elevada pressão do ar comprimido.

Petronas lança lubrificante para veículos pesados

Lubrificante PETRONAS Urania 1000 E para veículos pesados

Destinado a veículos pesados e comerciais leves movidos a diesel, o lubrificante Petronas Urania 1000 E promete prolongar a vida útil do motor 

 

A Petronas Lubrificantes Brasil lança um lubrificante para o segmento de veículos pesados e comerciais leves movidos a diesel. Trata-se do Urania 1000 E, segundo a empresa, uma versão mais econômica na linha Urania.

Prometendo entregar qualidade similar às demais versões, o produto se diferencia por trazer em sua formulação a tecnologia StrongTech. De acordo com a Petronas, isso oferece melhor desempenho e aumenta a vida útil do motor ao garantir uma camada de proteção robusta e proteção contra a formação de depósitos. A novidade estará disponível nas lojas a partir deste mês de março.

A linha Urania é desenvolvida especialmente para o segmento de caminhões, carretas e veículos comerciais leves movidos a diesel. A tecnologia StrongTech foi criada pensando em manter a viscosidade e proteger o motor contra desgaste, oxidação e formação de borras.

Grabber GT Plus é novo pneu para SUVs e crossovers

General Tire Grabber GT Plus

Com sete opções de medidas dos aros 16 a 18, o Grabber GT Plus oferece tecnologias que visam atender a demanda por robustez

 

A General Tire lança o pneu Grabber GT Plus, desenvolvido para uso urbano e destinado a SUVs e crossovers. De acordo com a empresa, ele entrega robustez, durabilidade, alta quilometragem e bom desempenho tanto em piso seco quanto molhado. Produzido em Camaçari, na Bahia, o Grabber GT Plus está disponível em sete opções de medidas, do aro 16 ao 18.

Em sua estrutura, o Grabber GT Plus traz correias de aço de alta resistência reforçadas por duas capas de nylon enroladas em espiral, o que melhora a resistência à perfuração. Além disso, utiliza um novo composto de sílica e conta com desenho otimizado da banda de rodagem.

General Tire Grabber GT Plus

Entre as tecnologias presentes no pneu está a DuraGen, que ajuda a proteger de danos causados por pedras e objetos pontiagudos; flange rib, um ressalto na lateral do pneu; o Monitor de Substituição do Pneu (RTM), indicando visualmente a hora da troca; e o Indicador Visual de Alinhamento (VAI), composto por pequenas lamelas localizadas nos ombros dos pneus e que mostram se houver desgaste irregular.

Por fim, traz o wet wear indicator (WWI) da Continental, que sinaliza quando os sulcos chegam a 3 mm, indicando que sua performance no molhado não é mais a ideal.

“Embora voltado para o segmento urbano, o Grabber GT Plus inova ao integrar tecnologias conhecidas no off-road que tornaram a marca General Tire uma referência mundial neste segmento. Com ele, ampliamos a nossa oferta de produtos no mercado brasileiro em um nicho que respondeu por 42,9% dos emplacamentos de veículos no país em 2021”, afirma Celso Pereira, supervisor comercial de desenvolvimento de produto da Continental Pneus.

Mulheres mecânicas driblam o preconceito nas oficinas

especial Dia da Mulher O Mecânico

Com profissionalismo e dedicação, mulheres mecânicas conquistam cada vez mais espaço no chão das oficinas independentes no Brasil

 

Mesmo representando a maioria da população brasileira (com 51,1% do total de habitantes em 2021, segundo o IBGE), as mulheres ainda enfrentam resistência para ocupar determinados espaços e profissões. Uma delas é a de mecânica de automóveis, ofício ainda predominantemente masculino. Mesmo com esse cenário, muitas mulheres mecânicas encaram de frente o preconceito para mostrar que a barreira do gênero é coisa do passado.

Um dos combustíveis para trabalhar na área, a paixão pelo automóvel, é algo que está no sangue da mecânica Thais Roland, de São Caetano do Sul/SP. “Me interesso por carros desde criança. Sempre achei muito legais, especialmente quando meu pai, meu avô ou meus tios mexiam neles na garagem. Mas sempre foi uma curiosidade não estimulada. Ninguém me afastava, mas também não explicava o que estava acontecendo”, conta.

O dia a dia dentro da oficina na infância também foi determinante para o futuro da mecânica Simone Soares, da oficina F&F Motors & Transmissions, em Joaçaba/SC. “Minha paixão vem do berço, pois posso dizer que nasci em uma oficina mecânica, já que meu pai e minha mãe são mecânicos”, revela a catarinense, que, antes de estudar Engenharia Mecânica, quase se formou em Direito. “Trabalhei em escritório de advocacia e gabinete de juiz, mas um sentimento no fundo do coração me dizia que ali não era meu lugar”, relata.

A história de Simone é semelhante à de Rieli Freire, da oficina R Motors, em São Paulo/SP. “Meu pai é mecânico desde os 15 anos de idade e eu cresci dentro da oficina. Eu o ajudava no escritório e em pequenas tarefas, mas nunca tinha pensado nisso como uma profissão para mim”, diz. Enquanto fazia cursinho pré-vestibular para cursar Letras, Rieli passou a se interessar pelos serviços de manutenção em si. “Pedi ao meu pai para me ensinar na oficina. Ele disse que, para mexer nos carros, eu teria que estudar também, pois ser mecânica é uma profissão séria”, explica.

Após trabalhar no ramo de vendas, a mecânica Mariela Dias, da Mobius Serviços Automotivos, em São Paulo/SP, mergulhou no universo da manutenção de forma curiosa. “Eu e meu marido compramos um Citroën Xantia, mas o carro começou a dar muito problema na suspensão hidráulica e ninguém conseguia arrumar. Começamos a estudar e a fazer serviços para amigos, antes de abrir a oficina. E conseguimos, enfim, consertar o Citroën”, comenta Dias, que hoje é especializada em veículos de marcas francesas e importados.

especial Dia da Mulher O Mecânico
Mariela Dias

 

Capacitação e espaço no mercado

Apesar dos valiosos ensinamentos no dia a dia de uma oficina mecânica, a busca por capacitação é essencial para qualquer profissional da manutenção, independentemente do gênero. Thaís, que atuou no ramo da Computação por quase 15 anos, formou-se técnica em Manutenção Automotiva pelo Senai-SP. “Fiz o curso achando que queria um hobby para desestressar do meu antigo emprego, com a ideia de aprender mecânica, comprar um carro velho e mexer nele nas horas vagas. Aí, me encontrei, me apaixonei e nunca mais voltei para o escritório”, revela.

Após trabalhar em diferentes oficinas, com veículos modernos e antigos, a mecânica de São Caetano do Sul criou o blog “Coisa de Meninos Nada” para passar seus conhecimentos ao público. “Também ministro workshops e palestras com o intuito de desmistificar o carro e ajudar as pessoas a cuidarem bem dos seus possantes sem apertos”.

A gaúcha Giovana Toso, da oficina Garagem Filmes, em Esteio/RS, já possuía graduação em Processos Gerenciais e pós-graduação em Logística e Comércio Exterior quando decidiu tornar-se mecânica. Após quase 10 anos em empresas de autopeças, decidiu estudar Mecânica Automotiva na escola UniAlcance. “Quando fiz o curso, eu era a única menina da turma. No geral, os meninos me recebiam bem, mas tinham um certo zelo quando eu executava tarefas que exigiam força”, diz. Para ela, as mulheres têm exatamente a mesma capacidade de um homem no mundo da mecânica.

Após realizar os cursos de auxiliar de Mecânica e técnico em Manutenção Automotiva pelo Senai-SP, Rieli Freire atualmente realiza tecnólogo em Sistemas Automotivos pela mesma instituição de ensino. Ela, que abriu a R Motors em sociedade com o pai, Ricardo Carvalho, diz que o apoio entre mulheres é fundamental para barrar o preconceito. “Se ser mulher mecânica hoje já é difícil e, há 10 ou 20 anos, deveria ser mais. Ainda escuto comentários, piadinhas e sofro preconceito [na oficina]. Mas as mulheres estão se conhecendo pela internet e criando uma comunidade muito forte. A rede social nos aproxima muito”, relata.

especial Dia da Mulher O Mecânico
Rieli Freire

Rieli diz ter aprendido a encarar o machismo com o passar do tempo. “O começo foi duro pois, além de mulher, eu era muito jovem. As pessoas tinham preconceito pelo meu gênero e pela minha idade. Para derrubar isso, sempre fui mostrando o meu profissionalismo. Já tive situações de cliente não querer que eu mexesse no carro. Isso me abalava muito no começo, mas, hoje, não mais. A gente tem que enfrentar isso, mostrar que estudamos para fazer o que fazemos”, desabafa.

Estudante de Engenharia Mecânica no Instituto Federal Catarinense (IFC), Simone Soares diz que as mulheres mecânicas devem buscar seu espaço no mercado de trabalho. “Nossa sociedade ainda nos remete ao machismo e ao preconceito. Em cidades pequenas, como a minha, isso fica evidente. Mesmo com a enorme falta de profissionais no mercado, não há mulheres trabalhando com a mão na graxa nas oficinas. O mercado de trabalho continua com muita resistência em contratar e treinar mulheres mecânicas”, opina.

No dia a dia da oficina, Giovana Toso dribla situações difíceis com seu profissionalismo. “O preconceito às vezes vem de clientes homens e, infelizmente, de clientes mulheres. Respondo com o meu trabalho e com meu conhecimento técnico que não estou brincando. Não sou mecânica por falta de opção. Faço isso porque gosto”, ressalta Giovana.

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Giovana Toso

“A mulher vem conquistando seu espaço na porrada há muito tempo. O legal que eu sinto é que estamos mais unidas e nos ajudando mais, e isso é lindo. Vejo grupos de mulheres se formando para trocar informações e experiências. Eu, particularmente, gosto muito de ser uma super incentivadora. Deixo claro que os perrengues vão acontecer, mas que são transponíveis”, complementa Thaís Roland.

Além da paixão pelo ofício de mecânica, as mulheres entrevistadas para esta reportagem têm um hábito em comum: a leitura assídua das edições da Revista O Mecânico. “Continuo me informando sempre e conto com as informações valiosas que a Revista O Mecânico manda pra mim todo mês”, conta Thaís, que também já participou do Congresso Brasileiro do Mecânico e Semana do Mecânico, eventos organizados pela Revista.

“Eu leio a Revista O Mecânico desde pequena e é uma honra participar desta história. É importante essa iniciativa de mostrar que temos mulheres no setor”, afirma Rieli.

Giovana também conta com a publicação da Infini Mídia para o desenvolvimento profissional. “A Revista O Mecânico é uma ótima ferramenta, pois aborda temas muito técnicos e específicos. Cada carro tem sua particularidade e a revista traz isso a cada edição”, revela a mecânica gaúcha.

Para as leitoras da Revista O Mecânico que desejarem seguir o caminho da manutenção automotiva, Simone Soares dá um conselho. “No início nada é fácil, e vencer o preconceito é uma luta diária. Mostre a você mesma que é capaz de trabalhar com o que ama. Estude! Buscar conhecimento abre portas. Conquiste seu espaço com garra e força, pois nosso lugar é onde queremos estar”, conclui.

 

Texto: Gustavo de Sá
Fotos: Arquivo pessoal

O Mecânico Ao Vivo sobre Diagnóstico Embreagem Linha Pesada

ao vivo LUK

Transmissão começa às 19h, no YouTube, abordando os componentes da embreagem na linha pesada, dicas de instalação e diagnóstico de falhas

 

Na próxima terça-feira, dia 15 de março, teremos mais uma edição de O Mecânico Ao Vivo, dessa vez recebendo a equipe da LUK para falar sobre Diagnóstico Embreagem Linha Pesada. A transmissão começa às 19 horas no canal do YouTube da Revista O Mecânico. E não há custos.

Receberemos em nosso estúdio Sergio Listoff e Ricardo Melo, Assistentes Técnicos da LUK, para abordar os componentes da embreagem, princípios de funcionamento, tipos de Sistema de Embreagem, dicas de instalação e diagnóstico de falhas.

Para acompanhar, basta acessar o canal no horário da transmissão. E você ainda pode tirar as suas dúvidas ao vivo, enviando as perguntas para nossos convidados no chat.

Não quer perder? Ative o lembrete no vídeo! E se você ainda não é inscrito no canal, não deixe de fazer sua inscrição e ativar o sininho para ser avisado sempre que tivermos vídeo novo.

Abílio Responde: Folha de jornal para ver folga dos mancais?

MEDIÇÃO DE FOLGA

Olá, tenho uma Parati quadrada com motor AP 1.8 que montei o motor recentemente e na hora da montagem, usei uma folha de jornal para ver folga dos mancais. Estou na troca da minha terceira cebolinha de óleo, elas sempre quebram prematuramente e agora o retentor do virabrequim está úmido de óleo. Acredito que possa ter muita vazão de óleo no motor, mas como analisar isso?

Maurício, Santo André, SP
Via e-mail

 

A folha de jornal não substitui o relógio comparador e o manual de especificações. As folgas originais precisam ser respeitadas, para garantir um bom funcionamento e longevidade ao motor. Aparentemente a pressão do óleo está excessiva. Isso pode se dar devido a utilização de lubrificante de viscosidade maior do que a recomendada. É melhor levar o seu veículo a um profissional especializado.


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: redacao@omecanico.com.br

Vox inaugura centro de distribuição em Guarulhos

Centro de distribuição da Vox

Com lançamentos anunciados para 2022, Vox ressalta que o novo centro de distribuição permitirá agilizar o atendimento aos clientes

 

A Vox inaugurou um novo centro de distribuição exclusivo, com maior capacidade de armazenamento, localizado em Guarulhos (SP). A empresa ressalta que esta unidade é resultado do crescimento da companhia, contribuindo com a eficiência logística ao ampliar a capacidade de estoque, além de agilizar o atendimento aos clientes.

Atualmente, a Vox conta com cerca de 1.000 produtos em seu portfólio, destinados aos principais segmentos automotivos no mercado de reposição. Esse catálogo oferece cobertura de mais de 90% na linha leve e mais de 70% na linha pesada.

“Os ganhos gerados com a nova área elevarão a qualidade dos serviços prestados aos nossos clientes, contribuindo para nos aproximarmos ainda mais deles. A Vox tem mais de 20 anos de mercado, e este é mais um passo que confirma o nosso crescimento tanto no mercado brasileiro quanto latino-americano”, afirma Wagner Vieira, diretor comercial da Vox.

filtros automotivos Vox

Com mais novidades anunciadas para este ano, a Vox relembra que, entre 2020 e 2021, lançou mais de 200 itens, ampliando seu volume de vendas. “A Vox é uma marca top 5 em preferência pelos mecânicos de acordo com a pesquisa realizada pela Revista O Mecânico em parceria com o Ipec, e amplamente reconhecida pelo mercado por conjugar uma excelente performance, custos muito competitivos e uma qualidade equiparada aos melhores produtos”, completa.

Cummins anuncia plataforma unificada de motores

logo Cummins

Unificação de peças com o uso dessa plataforma poderá ser aplicada em motores movidos a diesel, gás natural e hidrogênio

 

A Cummins anuncia uma nova plataforma de motores unificada, otimizada para o uso de diferentes tipos de combustíveis de baixo carbono visando contribuir para acelerar a descarbonização. Com isso, será possível compartilhar blocos de motores e alguns dos principais componentes utilizando uma mesma arquitetura. Ou seja, permitirá criar diferentes versões a partir de um mesmo motor base.

A empresa explica que, sob a junta do cabeçote de cada motor, haverá componentes muito semelhantes. Contudo, acima, haverá componentes diferentes para cada tipo de combustível. Essa novidade será aplicada nos motores das séries B, L e X da empresa, disponíveis para diesel, gás natural e hidrogênio.

Além da vantagem produtiva para as fabricantes de veículos, essa uniformização das peças irá gerar benefícios também para os usuários finais, do diagnóstico aos intervalos de manutenção. Assim, será mais fácil para os OEMs integrarem uma variedade de tipos de combustível no mesmo chassi do caminhão, com redução de custos para treinar técnicos e reequipar os locais de serviço.

“Esta é uma nova maneira de projetar e desenvolver sistemas de propulsão de combustão interna de baixa emissão que atendam às necessidades específicas da indústria de transporte, aproveitando a vantagem de ter uma arquitetura de produto comum e área de cobertura sempre que possível. Esta abordagem de tecnologia exclusiva permitirá que os usuários finais escolhem perfeitamente o trem de força certo para sua aplicação com o menor impacto de CO2”, diz Jonathon White, vice-presidente de Engenharia de Negócios de Motores.

Renault anuncia produção de plataforma e motor 1.0 turbo no Brasil

fábrica Renault

Nova plataforma CMF-B, da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, será empregada em um SUV, com base e motor 1.0 turbo feitos no Paraná

 

O Renault Group divulgou hoje (7) um comunicado anunciando a produção em solo nacional de uma nova plataforma CMF-B, da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, e um novo motor 1.0 turbo. A produção será no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná.

A empresa também revelou que essa plataforma CMF-B permitirá a chegada de novos produtos no futuro, sem determinar prazos, além de poder ser empregada em modelos eletrificados. Por enquanto, é certo que será utilizada um novo SUV. “A decisão de localizar a moderna plataforma CMF-B no Brasil visa oferecer na América Latina o mesmo nível de conteúdo e qualidade que oferecemos mundialmente”, afirma José Vicente De Los Mozos, EVP Industrial Renault Group.

Esses novos anúncios fazem parte do ciclo de investimentos de R$ 1,1 bilhão, que teve início há um ano, e já resultou em lançamentos como Captur e Duster equipados com o motor TCe 1.3 turbo flex, Kwid 2023 e Master 2023. Já é certa também a chegada ainda neste ano do Kwid E-TECH Electric, versão totalmente elétrica do compacto. Assim, segundo a fabricante, “a conclusão desse ciclo de investimento acontecerá no primeiro semestre deste ano com mais um lançamento”.

“A chegada da moderna plataforma CMF-B, juntamente com um novo motor 1.0 turbo dão continuidade à nossa estratégia de reforçar nossa presença em segmentos mais altos do mercado, coerente com o plano estratégico Renaulution”, completa Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil.

O Renaulution é um plano mundial, ou seja, com aplicação não apenas no Brasil, e que prevê a mudança de posicionamento do Renault Group de volumes para valor. Daí a fase Renovation, que prevê novos produtos nos mercados em que a fabricante atua.

Problema elétrico no arrefecimento: como analisar?

arrefecimento

Troquei todos os componentes do sistema de arrefecimento, mas o veículo ainda apresenta problemas de temperatura, o que devo fazer?

 

O arrefecimento a água, que é o mais comum atualmente, baseia-se na troca de calor entre o motor e o ambiente externo através da circulação do líquido entre as galerias do bloco, do cabeçote e do radiador. A função do sistema não é meramente “resfriar o motor”, mas sim, mantê-lo na temperatura correta de trabalho. Quando algo dá errado nesse circuito, o calor não é trocado da forma correta e problemas graves podem acontecer, até mesmo a perda do motor.

A composição do líquido de arrefecimento é fundamental para seu funcionamento correto. A mistura costuma ser composta por uma parte de água desmineralizada e outra parte de aditivo (alguns aditivos já são vendidos na proporção correta). As porcentagens estão descritas no manual do veículo. São comuns os casos de mecânicos que encontram o sistema de arrefecimento abastecido apenas com água comum ou com a mistura incorreta de aditivo. Isso pode levar à corrosão de todo o sistema com o tempo.

Mas, mesmo quando o sistema de arrefecimento passa por manutenções periódicas corretamente, pode haver algum tipo de problema. Como o caso de uma SpaceFox que chegou à redação da Revista O Mecânico. Segundo o leitor, ela esquenta e liga a ventoinha quando quer, isso quando liga. Foi trocada a bomba d’água 3 vezes, válvula termostática, sensor, carcaça e até o radiador. Não tem vazamento, foi feito o cabeçote e ainda esquenta. O condutor precisa desligar o veículo quando ele esquenta e esperar esfriar para andar novamente. O que o mecânico deve fazer diante deste caso?

Aparentemente, há um problema elétrico. Ou a unidade de comando não está recebendo o sinal correto de temperatura para disparar o comando do eletroventilador. Ou esse comando não chega ao eletroventilador. É preciso fazer algumas verificações:

a) O sistema de arrefecimento foi corretamente sangrado? Bolhas de ar no sistema provocam leituras falsas no sensor de temperatura;

b) É possível fazer o acionamento do eletroventilador pelo scanner? Se isso não ocorrer, verifique:

– Se o sinal de comando chega ao relê de acionamento do eletroventilador,

– Se o relê recebe positivo e negativo do sistema elétrico do veículo,

– O funcionamento do relé,

– Mau contato no conector do eletroventilador,

– Mau contato no conector do relé,

– Fio partidos no chicote entre a unidade de comando e o relé e entre o relé e o eletroventilador;

c) O scanner acusa eletroventilador ligado em alguma ocasião (temperatura em que deveria estar acionada)? Se sim, faça as verificações do item b;

d) O scanner mostra temperaturas coerentes? Se não, e o sistema não tem bolhas de ar, teste o sensor de temperatura e o seu chicote.

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