Magneti Marelli tem novas palhetas para veículos pesados

Palheta Magneti Marelli

Linha de palhetas Estrada é ampliada com produtos destinados veículos pesados como caminhões, ônibus e vans, disponíveis em cinco tamanhos

 

A Marelli Cofap Aftermarket lança mais cinco códigos de palhetas limpadoras de para-brisas para veículos pesados, destinados ao mercado de reposição. A linha já atendia veículos de passeio e parcialmente a linha pesada, com 29 códigos.

As novidades se destinam exclusivamente a caminhões, ônibus e vans, com a família de palhetas Estrada. Segundo a empresa, a linha atende 95% da frota pesada circulante no Brasil. São palhetas metálicas, disponíveis nos tamanhos 22, 24, 26, 28 e 32 polegadas, comercializadas sob a marca Magneti Marelli.

Confira os novos códigos e suas aplicações:

  • PMMHD22 – Agrale 1600D/ Mercedes-Benz 200T Turbo Diesel/ Marcopolo MBB O-355 – O-364/ Marcopolo Strada Buscar – Nielso 310 / 330 / 350 / 380I/ veco Daily Fiat Ducato – Combinado – MaxiCargo;
  • PMMHD24 – Agrale 13000/ Agrale 600/ Mercedes-Benz 1114 / 709 / 710/ 912/ 914/ Scania Série P/ Volkswagen 11T/ Marcopolo Paradiso/ Mercedes-Benz O 364/ Iveco Daily;

  • PMMHD26 – Ford Cargo (todos)/ Volvo FM 10 – FM 12/ Scania Serie 5 (P/ G / R)/ Mercedes-Benz Atego/ Iveco Stralis/ Renault Master;

  • PMMHD28 – Mercedes-Benz Vito/ Caio Alpha/ Caio Apache/ Marcopolo Double Deck e Low Driver/ Marcopolo Ideale 770 GVI / GVII/ Mercedes-Benz Actros/ Volvo FH;

  • PMMHD32 –Nielson/ Caio Alpha Intercity/ Caio Millenium/ Comil Campione/ Marcopolo Andare/ Marcopolo Paradiso G7/ Mascarello Roma 370;

 

A recomendação da Marelli Cofap é verificar as palhetas a cada seis meses, devendo ser substituídas sempre que houver riscos ou faixas no para-brisa, ou quando o vidro apresentar aspecto externo embaçado. Vale lembrar que as palhetas são itens obrigatórios, devendo estar em perfeitas condições. Se estiverem ineficientes ou inoperantes é considerado infração grave, como determina o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com pena de multa, além de o veículo poder ser recolhido.

Uso do lubrificante correto ajuda a reduzir gastos

Troca Inteligente óleo a granel Mobil

Mobil relata caso real e lista os benefícios do uso consciente do lubrificante, especialmente em frotas, que envolvem muitos veículos

 

A Mobil explica que o uso correto do lubrificante influencia diretamente nos custos do veículo, sendo ainda mais relevante quando se trata de gerenciamento de frotas, ou seja, de vários veículos. Por isso, a empresa oferece consultoria especializada e relata casos reais estudados por sua equipe.

“Realizamos um estudo em uma empresa de transporte de passageiros do Espírito Santo, que conta com mais de 700 ônibus em sua frota. Lá, a troca de óleo era feita a cada 65.000 km. O time de especialistas recomendou que a empresa continuasse a usar os lubrificantes Mobil Delvac Power MX 15W-40 em seus motores para atingir 80.000 km em toda a frota”, conta Thiago Correia, Engenheiro Técnico da Marca Mobil.

Ele diz que foram realizadas análises minuciosas do óleo, permitindo demonstrar que era seguro fazer essa extensão e que traria benefícios. “Os resultados, em um ano, foram desde a redução do consumo até a maior disponibilidade da Frota” completa.

Com isso, a estimativa foram cerca de 344 horas a menos de exposição e interação homem-máquina, além de redução no impacto ambiental com uso racional do lubrificante e diminuição do volume de óleo destinado ao descarte. A Mobil relata que foram quase 5 mil litros de óleo a menos por ano, gerando mais de 300 horas de disponibilidade, o equivalente a um veículo durante 30 dias a mais por ano de circulação da frota.

ZF Aftermarket prevê crescimento de 12% em 2022

Centro de distribuição ZF

Com as marcas ZF, LEMFÖRDER, SACHS, TRW e WABCO, grupo teve alta de 26% na reposição em 2021 e espera crescer de novo neste ano

 

A ZF Aftermarket anuncia um de seus melhores momentos na área de reposição de peças no Brasil, com média de mil novos produtos lançados no mercado por ano. Eles chegam com as marcas ZF, LEMFÖRDER, SACHS, TRW e WABCO, permitindo crescimento de mais de 26% no mercado de reposição em 2021. E segundo Reynaldo Contreira, novo Head da ZF Aftermarket na América do Sul, a previsão para 2022 é crescer cerca de 12%.

“Com a integração [com a WABCO], a ZF se tornou o maior fornecedor para veículos comerciais da indústria em todo o mundo, com impactos diretos no mercado de reposição do Brasil e América do Sul”, completa o executivo. Essa nova divisão gerou um incremento no portfólio de produtos, com cerca de 20 linhas voltadas para a área de reposição de veículos comerciais.

A empresa afirma que, globalmente, a divisão da ZF Aftermarket representou 7% dos negócios do Grupo no ano passado. No Brasil, o destaque foi a alta nas vendas de veículos de passeio, o que impulsionou também as vendas de peças.

“Soubemos aproveitar essa oportunidade com um dos mais completos portfólios de produtos do setor no País, que possui cerca de 20 mil produtos em linha nas áreas de freios, suspensão, direção, amortecedores e transmissões. Com maior volume de vendas de veículos usados, houve maior necessidade da manutenção preventiva e corretiva. Lançamos ainda cerca de 1.400 novos produtos no mercado durante o ano de 2021 para suprir a demanda da frota”, diz Contreira.

Entre os mais recentes lançamentos no segmento de veículos leves, a ZF Aftermarket destaca as novas caixas de direção e seus componentes, além de direções elétricas para modelos como Fiat Nova Strada, Jeep Compass e Renegade. Para 2022, a empresa promete novidades na linha de rolamentos de roda.

Já no segmento de pesados, os principais lançamentos são ConActs para veículos Volkswagen, DAF e Mercedes-Benz; Servo-freios para o Volkswagen Delivery; complementos para as linhas de transmissões, embreagens e suspensão Lemförder; e o compressor de ar WABCO para o Volkswagen Meteor.

Abílio Responde: Aditivo no combustível em carro flex é ruim?

É verdade que adicionar aditivo no combustível de carro flex prejudica o motor?

Pedro Andrade
Via YouTube

 

Depende do que se está utilizando como aditivo. Uma gasolina ou etanol aditivados ou gasolina premium já contêm aditivos sufi cientes. Não é preciso adicionar mais nada. Já o uso de outros aditivos renomados, em gasolina comum, se corretamente utilizados, no máximo, pode não compensar financeiramente.

 


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: redacao@omecanico.com.br

Continental terá pneus feitos de garrafas PET recicladas

Continental pneu de garrafas PET recicladas

Segundo a empresa, um conjunto de pneus de um carro de passeio padrão utiliza o material de cerca de 40 garrafas PET recicladas

 

A Continental anuncia os primeiros pneus feito com fios de poliéster reciclados, obtidos a partir de garrafas plásticas PET usadas, tecnologia batizada de ContiRe.Tex. De acordo com a empresa, esse novo material oferece alto desempenho e  substitui o poliéster convencional na carcaça.

O material será usado em cinco dimensões dos pneus PremiumContact 6, EcoContact 6 e AllSeasonContact. Todos serão produzidos na fábrica da Continental em Lousada, em Portugal, sendo que essa tecnologia será gradativamente implementada em outros mercados. Eles serão identificados com um logotipo aplicado na lateral “Contém Material Reciclado”.

A empresa explica que um conjunto de pneus de carro de passeio padrão utiliza o material de cerca de 40 garrafas PET recicladas. Essa tecnologia foi revelada pela marca pela primeira vez em 2021, utilizando fios de poliéster obtidos a partir de garrafas PET usadas sem quaisquer etapas químicas intermediárias e não recicladas de qualquer outra forma. Após a trituração mecânica, o PET é granulado para finalmente gerar os fios de poliéster.

Entre os benefícios estão o fato de os fios de poliéster feitos de PET absorverem as forças da pressão interna do pneu, permanecendo estáveis mesmo sob altas cargas e temperaturas. Essa medida está em acordo com a meta da Continental de adotar intensamente materiais alternativos para a sua produção, até que em 2050 a empresa pretende empregar apenas materiais sustentáveis na produção de seus pneus.

YPF Brasil lança lubrificante Elaion Auro

YPF Brasil lubrificantes Elaion Auro

Linhas Elaion e Elaion Auro adicionam 14 produtos ao portfólio da empresa, incluindo lubrificantes destinados a veículos híbridos

 

A YPF Brasil apresenta a nova linha de óleos lubrificantes Elaion e Elaion Auro, destinados a veículos leves, totalizando 14 novos produtos. “Os motores passam por uma constante evolução, seja pela busca de medidas mais sustentáveis, como para desenvolver uma melhor performance com aumento de potência. A engenharia das montadoras trabalha para alinhar isso, e cabe a nós pensar em um óleo lubrificante que acompanhe este movimento”, diz Pablo Luchetta, CEO da YPF no Brasil.

O Elaion Auro chega para atender a demanda dos motores híbridos, com características como entregar performance com baixo consumo de combustível, proteção contra desgaste e na formação de depósitos a altas temperaturas, controle de vernizes e auxílio para tratamento de gases. São sete opções, sendo que os lubrificantes DPF 530, D1 530 e D1 020 trazem destacado no rótulo sua aplicação destinada a motorizações híbridas. A completa é composta por:

  • Elaion Auro DPF 530
  • Elaion Auro Plus 540
  • Elaion Auro FE 530
  • Elaion Auro FE 520
  • Elaion Auro D1 530
  • Elaion Auro D1 020
  • Elaion Auro D2 530

“A linha Elaion Auro possui produtos específicos, produtos homologados, aptos para corresponder a alta exigência dos motores híbridos. O Elaion Auro vem com o selo Tec, que corresponde a constante evolução e melhoria contínua, conceito que guiará a YPF Brasil nos próximos anos”, completa o executivo. Além disso, os produtos Auro D1 se enquadram no nível API SP, que oferece proteção contra pré-ignição a baixa rotação (LSPI).

Já a linha Elaion foi desenvolvida para os veículos leves, com versões sintéticas, semi-sintéticas e minerais. Segundo a empresa, essas produtos têm um pacote especial de aditivos que contribuem para a preservação do motor mesmo em condições severas de uso. Entre os benefícios listados pela YPF estão redução da fricção, maior proteção contra corrosão, auxílio à limpeza do motor e evitar a formação de espumas.

Verifique o histórico do óleo ao comprar carro usado

troca do óleo lubrificante Motul

Uso do óleo lubrificante incorreto pode gerar problemas a médio e longo prazo, exigindo uma avaliação especializada

 

Ao comprar um carro usado, além da carroceria, é fundamental checar o estado de manutenção da parte mecânica. E isso envolve o histórico de troca do óleo lubrificante. A Motul lembra que a parte mecânica pode esconder manutenções caras no motor e na transmissão, por isso a recomendação de consultar um mecânico de confiança para complementar a avaliação antes de fechar negócio.

“O óleo é como o sangue em nosso corpo: é parte vital do motor e um dos maiores responsáveis pela sua vida útil. Utilizar lubrificantes que atendam às especificações da montadora é uma parcela essencial para manutenção da vida útil projetada do veículo e quase sempre uma garantia a mais de que o motor estará em boas condições mecânicas”, diz Rafael Recio, gerente técnico da Motul Brasil.

troca do óleo lubrificante Motul

Caso o lubrificante usado esteja fora das especificações, os danos podem não ser instantâneos, mas aparecerem no médio e longo prazos. “O ideal é sempre consultar o manual do proprietário para checar as especificações corretas, assim como o intervalo e o plano de manutenção adequado. A manutenção preventiva sempre será mais barata e mais rápida que a corretiva”, completa.

É importante checar a tampa de abastecimento de óleo, por exemplo, o que pode indicar alguns problemas. “Podem ser observados vazamentos, presença excessiva de borra ou verniz e mistura de água no óleo, o que pode ser indicativo de uma junta rompida, além de ruídos incomuns de funcionamento, parâmetros incorretos ou códigos de falha armazenados na ECU via scanner, bem como correias, polias e seus rolamentos e suportes, condições da bateria, entre outros pontos”, afirma Recio.

Como funcionam os sistemas de assistência à condução?

assistência à condução

Sistemas avançados de assistência à condução (ADAS) já são imprescindíveis na segurança ativa do veículo e também proporcionam redução no consumo de combustível, menor emissão de poluentes e mais conforto para os ocupantes

 

Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito de assistência de condução e veículos autônomos, basicamente porque existem ofertas no mercado por parte de praticamente todas as montadoras, com diferentes níveis de assistência de condução e até intenções de homologação de veículos 100% autônomos.

Vamos a entender um pouco com relação às classificações de níveis de assistência de condução, para partir de uma base de entendimento em comum. Observe a figura 1: ela mostra a classificação SAE dos níveis de assistência de condução, mostrando claramente como já é possível encontrar no mercado veículos com elevados níveis de assistência. Da mesma forma, existe uma projeção a qual indica que a automação total estará disponível no mercado como uma opção de compra a partir do ano 2025. Claro que estas previsões sempre devem ser tomadas com cautela, já que elas podem sofrer alterações dos prazos de forma significativa por diferentes fatores os quais a indústria não controla. Mas, uma coisa está clara: trata-se de uma tendência mundial, a qual nossas oficinas automotivas não poderão ignorar.

A indústria automotiva “batizou” as tecnologias de assistência de condução com a sigla ADAS (“Advanced Driver Assistance System” ou “Sistema Avançado de Assistência ao Motorista”).

Os sistemas ADAS foram desenvolvidos para alcançar alguns objetivos importantes. Em primeiro lugar e sem sombra de dúvidas, a prioridade é oferecer um sistema de segurança “conceitualmente perfeito”, já que ele propõe eliminar qualquer erro de condução humana, assim como, mitigar todos os riscos de acidentes no entorno pelo qual o veículo transita.

Mas, adicionalmente ao objetivo da segurança, os sistemas ADAS proporcionam ganhos significativos para a economia de combustível, emissão de gases poluentes e conforto para os ocupantes do veículo. Por este motivo, não é descabido pensar em um futuro não tão distante no qual surjam regulamentações governamentais as quais determinem que algum nível de assistência de condução passe a ser obrigatório para o lançamento de novos veículos – afinal, estamos falando de segurança e preservação do meio ambiente.

CARATERÍSTICAS DE FUNCIONAMENTO

Os sistemas de assistência à condução podem ter uma intervenção semiautônoma ou totalmente autônoma, controlando por exemplo, aceleração, freio, direção ou os sistemas que têm intervenção no comportamento do veículo. Também, por estarem conectados à rede de bordo do veículo, podem emitir sinais diversos de advertência ao condutor antes ou durante as situações críticas por meio de interfaces homem-máquina.

A maioria dos sistemas modernos de assistência ao condutor são concebidos mantendo ainda as responsabilidades das decisões por conta do condutor do veículo; lembrando também que, a qualquer momento, o motorista pode anular grande parte das assistências, passando a controlar o veículo conforme sua preferência.

Este tema – a responsabilidade sobre o controle do veículo – é motivo de muitas controvérsias entre os fabricantes e as autoridades porque, independentemente do avanço tecnológico que o ADAS traz, há aspectos legais que ainda não foram totalmente resolvidos.

PRINCIPAIS TECNOLOGIAS E COMPONENTES DOS SISTEMAS ADAS

A figura 2 mostra as diferentes tecnologias utilizadas pelos fabricantes de veículos. Conforme a configuração do veículo, o fabricante pode instalar mais de uma destas tecnologias e, conforme o nível de assistência de condução, existem veículos equipando todos os sistemas em um mesmo modelo.

Isto acontece porque cada uma destas tecnologias cumpre um papel dentro do objetivo de controlar o entorno do veículo. Vamos então analisar as características individuais das tecnologias descritas na figura 2:

Radar de longo alcance: Conta com alcance de até 200 metros e resolução de 77 GHz (Giga-Hertz). Os radares de longo alcance são instalados na parte frontal do veículo, e mediante esta tecnologia é possível incorporar sistemas como o ACC-plus, o qual permite ajustar a condução conforme as indicações da estrada, assim como controlar objetos estáticos e em movimento. A figura 3 mostra o formato de um radar de longo alcance utilizado em sistemas ACC (Active Cruise Control).

O sistema ACC (figura 4), na sua versão mais moderna (ACC-plus), incorpora funcionalidades de assistência de condução muito avançadas. O sistema é capaz de reconhecer a presença de outros veículos (posicionamento e distância), assim como, as marcações da estrada (faixas e placas). Com estas informações, os softwares instalados no sistema de navegação realizam os cálculos em tempo real, identificando mudanças de direção do veículo, velocidade e distância dos veículos mais próximos (dentro da rota de trajetória e adjacentes), realizando desta forma intervenções na aceleração, freio e correções na trajetória de direção.

assistência à condução

Câmera de Visão Noturna: Conta com um alcance de aproximadamente 150 metros, e o seu funcionamento está baseado em tecnologias infravermelho. Trata-se da mesma tecnologia de origem militar para a identificação de objetos fixos e móveis em condições de baixa luminosidade. O sistema apresenta um visor no painel do motorista, facilitando a identificação de objetos os quais não seriam facilmente visíveis em condições normais, mesmo utilizando todos os dispositivos de iluminação do veículo, como mostra a figura 5.

assistência à condução

Sensores de Ultrassom: Este tipo de sensores de ampla aplicação automotiva conta com alcance médio de aproximadamente 4 metros. Sua principal característica é a capacidade de abraçar um amplo raio de cobertura, transformando sua aplicação em uma opção relativamente barata e de uma grande versatilidade. Essa tecnologia é utilizada de forma extensiva nos sistemas de assistência de estacionamento, inclusive nos sistemas que realizam o estacionamento do veículo de forma autônoma (figura 6).

Câmeras de vídeo: As câmeras de vídeo contam com um alcance de até 80 metros e têm como principal característica a capacidade de reconhecer objetos, pessoas e sinais de trânsito, assim como outras diversas condições de funcionamento, as quais possibilitam interagir com softwares de inteligência artificial para auxiliar a todos os sistemas de navegação (figura 7).

Outras aplicações de câmeras de vídeo para a detecção de objetos em movimento são conhecidas com a sigla MOD (“Moving Object Detection” ou “Detecção de Objeto em Movimento”), criando uma verdadeira área de proteção com uma vista envolvente (“Surround View”), a qual é apresentada em um monitor para o motorista com diferentes tipos de sinais e instruções, adaptando-se sempre aos diferentes cenários externos. A figura 8 mostra um exemplo da distribuição de câmeras em um veículo para esta finalidade.

 

MANUTENÇÃO E CALIBRAÇÃO EM SISTEMAS DE ASSISTÊNCIA DE CONDUÇÃO

Como muitos já devem ter percebido, os sistemas de assistência de condução cumprem um papel de extrema importância na segurança ativa de um veículo e seus ocupantes. Desta forma, a incorporação deles por parte da indústria automotiva está muito distante de ser uma simples mudança para incrementar conforto ou conectividade para os usuários: passou a ser uma tecnologia que literalmente salva vidas.

Todos estes pontos levam ao entendimento de que estamos diante de sistemas críticos, com tolerâncias e procedimentos de manutenção muito estritos.

Neste sentido, os sistemas que seguem as mencionadas caraterísticas contam com softwares que realizam medições, constantes e em tempo real, para determinar se o sistema se encontra em condições operativas de segurança (autodiagnóstico), avaliando desta forma os parâmetros enviados pelas câmeras, sensores e radares.

Pelo descrito anteriormente, se existem sistemas e componentes de medição (os quais estão medindo distancias, velocidades, identificando objetos etc.), estes componentes devem ser considerados como instrumentos de medição, e todo instrumento de medição deve ser sempre calibrado. Caso contrário, não daria para confiar nos dados que ele mede e envia para as centrais eletrônicas.

assistência à condução

É justamente isso o que faz o software que controla o ADAS: comparar permanentemente os valores, para ver se há consistência nos dados recebidos, para poder considerá-los como verdadeiros.

Por este motivo – e voltando ao ponto das manutenções –, o ponto crítico destes sistemas para as intervenções em oficinas automotivas, é a calibração dos componentes do ADAS.

Cada fabricante define os procedimentos de calibração para cada um dos seus componentes. Existem procedimentos de calibração estática, procedimentos de calibração dinâmica (os quais se fazem com o veículo rodando um ciclo pré-estabelecido) e procedimentos mistos.

A base para as calibrações estáticas parte geralmente de medições de ajuste e posicionamento mecânico de componentes. Por exemplo: o alinhamento mecânico dos 3 eixos de um radar de longo alcance. Mas, também dentro deste tipo de calibrações, passa a ser necessária a utilização de equipamentos de medição e softwares para seguir as rotinas pré-estabelecidas nas unidades de controle eletrônico (ECU).

Existem câmeras instaladas no para-brisas do veículo, radares que podem estar atrás da grade frontal ou dentro do para-choque, e da mesma forma, sensores espalhados por diversos setores do veículo.

Na figura 9, é possível ver a montagem de um veículo para a realização de uma calibração de um sistema ADAS, neste caso aplicado para um veículo do grupo VW.

No caso deste exemplo (figura 9), existe uma coordenação entre os eixos de um alinhador 3D, que garante que o veículo se encontra dentro dos parâmetros de alinhamento (fator de extrema importância para garantir que ele consiga trafegar em linha reta). Além do alinhamento do veículo com relação aos eixos, são confirmados os dados de calibração de câmera e radar utilizando pontos de distância e posicionamento conhecidos (“targets”), para que o software possa reconhecer os mesmos. Neste momento, seguindo as instruções e caso seja necessário, podem ser efetuados ajustes mecânicos e/ou testes de calibração dinâmica na estrada.

A necessidade de intervenção em sistemas ADAS não é tão frequente como muitas vezes ouvimos por aí. Estou me referindo a comentários no sentido de que basta um carro encostar no para-choques no supermercado para descalibrar todo o sistema: isso realmente não procede. Se fosse um sistema tão frágil assim, ele seria um grande problema para os donos dos carros e, consequentemente, para as montadoras.

As necessidades de calibração do sistema ADAS estarão sempre relacionadas às intervenções no sistema. Por exemplo: diante da troca de elementos de suspensão que afetem o alinhamento ou altura do veículo, acidentes de maior porte nos quais tenham acontecido deformações da estrutura de suporte de algum dos componentes, assim como, diante da necessidade da troca do para- -brisas, caso tenha que ser desmontada, a câmera que vai colada no vidro.

Por este motivo, e como sempre falamos, quando estamos diante da necessidade de fazer intervenções em novas tecnologias, o mais importante é contar com informações, suporte técnico e conhecimentos para executar os serviços.

Mais do que nunca, estamos entrando em um momento de grandes mudanças dentro do setor de serviços automotivos, oportunidade a qual, sem sombra de dúvidas, devemos aproveitar para nos apegar muito mais à cultura dos procedimentos técnicos.

Artigo por Diego Riquero Tournier




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Abílio Responde: Troca também o cilindro-mestre?

Quando tem o vazamento do fluido para dentro do servo-freio, precisa trocar também o servo-freio ou só o cilindro mestre?

gilvanilson SM
Via YouTube

 

A literatura técnica das montadoras e sistemistas recomenda a troca do servo freio devido À contaminação da membrana e de outros componentes internos com o fluido que é agressivo: como o componente não é passível de desmontagem sem equipamento adequado (fábrica), fica muito difícil fazer uma descontaminação 100% garantida. Logo, recomenda-se a troca.


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: redacao@omecanico.com.br

Magneti Marelli lança sensores de desgaste de pastilhas

sensores desgaste pastilhas

São 59 códigos de sensores de desgaste de pastilhas de freio, com aplicação em diversos modelos da BMW

 

A marca Magneti Marelli amplia seu portfólio de sensores de desgaste de pastilhas de freio, totalizando 59 novos códigos com aplicação em diversos modelos BMW.

A empresa reforça que os sensores de desgaste são responsáveis por alertar sobre o estado das pastilhas, estando localizado entre o material de atrito e a plaqueta. Quando o sensor entra em contato com o disco de freios, significa que ele atingiu o nível crítico de desgaste, acendendo a luz de alerta no painel para indicar que é hora da substituição.

É importante também fazer uma revisão no próprio sensor, já que ele está montado em local exposto a intempéries, impurezas, umidade, vibrações e até mesmo risco de choque com objetos na via.

Sob a marca Cofap, são comercializadas também pastilhas de freio para 95% da frota circulante. A peça deve ser revisada periodicamente e a empresa alerta que em carros com câmbio automático ou CVT ocorre o desgaste mais acentuado das pastilhas. Um sinal de que pode estar na hora da troca é o ruído característico, provocado pelo contato do sensor de desgaste mecânico contra a superfície do disco de freio.

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