Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículo

Indicações mostram para o motorista possíveis falhas e danos no carro

O feridão da virada do ano já é semana que vem. Por isso, é preciso ficar atento com as luzes de alerta no painel de instrumentos, que identificam possíveis falhas e danos no veículo. Veja o que cada alerta quer dizer.

 

Pedro Valêncio, técnico de suporte ao cliente do time de Aftermarket da Delphi, as luzes do painel são classificadas pelas cores amarela, vermelha, verde e azul. As amarelas indicam um problema de gravidade moderada. “Neste caso, é possível rodar com o veículo por um tempo, mas é recomendado levá-lo à oficina para análise.” Por sua vez, as vermelhas indicam problemas graves.  “Quando isso acontecer, é preciso levá-lo urgentemente à oficina para verificação do defeito”, afirma Valêncio. Já as luzes verdes e azuis indicam que algum dispositivo está ligado. Por exemplo, faróis, piscas, piloto automático ou luz de neblina.

 

Principais luzes 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículo

Luz do freio: indica que o freio de mão está acionado, uma vez que pode ter falhas no sistema. A luz é vermelha porque existem riscos de o freio não funcionar adequadamente.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz de temperatura do motor: acende quando há aumento da temperatura do motor e, eventualmente, sinais de problema no sistema de resfriamento. Nesta situação, primeiro, pare o veículo o mais breve possível e espere o motor esfriar. Em seguida, verifique o nível do fluido de arrefecimento, observe quaisquer vazamentos sob o motor e se o ventilador do radiador está funcionando corretamente. Havendo necessidade, procure o mais rapidamente possível uma oficina mecânica, para verificar e reparar eventuais falhas ao sistema

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do óleo: avisa sobre falha no sistema de lubrificação, ocasionada pelo baixo nível de óleo ou falta de pressão. “Se o motor trabalhar muito tempo com deficiência de lubrificação, teremos desgaste acentuado das peças móveis e aumento da temperatura, que pode fundi-lo”, alerta Valêncio


Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz de carga da bateria:
é exibida na ocorrência de problemas na bateria do carro. “Também pode indicar inconvenientes no sistema elétrico e falta de carregamento de energia pelo alternador. Caso permaneça acesa, poderá dificultar a próxima partida do motor”, informa o técnico da Delphi.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz dos airbags: mostra que o sistema de segurança passivo do airbag poderá apresentar falhas em caso de acidente. “É muito importante ficar atento neste ponto. Se a luz acender, deve-se procurar uma oficina.”

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz de reserva do tanque de combustível: ela indica que o tanque de combustível está na reserva e que o veículo tem apenas alguns quilômetros de autonomia.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz da injeção eletrônica: é um alerta sobre algum defeito no motor. “Não é possível especificar em qual componente apenas pela luz, mas o veículo pode apresentar falhas no funcionamento, alto consumo de combustível e elevação dos níveis de emissão”, avalia Valêncio. O técnico também explica que caso a luz acenda após o abastecimento, a central eletrônica pode não ter reconhecido o novo combustível, ou ele tem baixa qualidade. “Se a luz permanecer acesa mesmo após o abastecimento em um posto de combustível de confiança, é importante buscar o auxílio de uma oficina para análise corretiva do sistema.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do ABS: desde 2014, símbolo obrigatório em veículos novos vendidos no Brasil. O sistema é responsável por evitar o travamento das rodas em uma frenagem de emergência. É importante ficar atento se o ABS apresenta alguma irregularidade, que poderá ocasionar falhas na frenagem.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do EPS: trata-se de um sistema de direção com assistência elétrica, permitindo maior maciez ao movimentar o volante.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do ESC: Valêncio explica que o ESC, também conhecido como ESP, é o controle de estabilidade que utiliza os dados de alguns sensores, como o de velocidade de cada roda e o de posição do volante para manter o veículo em sua trajetória, fazendo a distribuição da frenagem em cada roda. O sistema pode ser desativado por meio de um botão no painel. Uma luz indicará que ele está desligado. Entretanto, o técnico recomenda esta ação apenas quando o motorista estiver em um terreno de baixa aderência, como areia, cascalho ou terra, para facilitar a movimentação inicial do veículo.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do imobilizador: representa uma falha de comunicação entre a chave de ignição eletrônica e a antena instalada no miolo da chave. A antena informa para a central se a chave é a correta. Os desenhos deste símbolo podem ser de uma chave apenas, de um carro com uma chave ou um cadeado. “Caso esteja acesa, pode dificultar a partida. O correto é procurar um chaveiro ou eletricista para verificar o defeito”, sinaliza Valêncio.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoIndicador de aquecimento de combustível: surge no painel quando o sistema de partida a frio está ativo e aquecendo o combustível. O tempo que a figura permanece ligada pode variar de acordo com a condição da bateria e a temperatura do ar e da água.

 

Responda se puder: Relembre o quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023

Norival e Douglas foram eliminados por Giovana e Nilton

Responda se puder: Relembre o quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

O quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023 trouxe diversas perguntas sobre o dia a dia de uma oficina mecânica. Passaram direto para a próxima fase Julio e Leandro, enquanto Giovana, Nilton, Douglas e Norival foram para a prova de eliminação preparada pela Authomix.

Na eliminação Giovana e Nilton mantiveram a dupla e conseguiram ir melhor na prova de troca dos rolamentos traseiros de um Hyundai HB20. Desta forma, Douglas e Norival foram para casa mais cedo. Além disso, Giovana e Nilton receberam um Kit da Authomix, que patrocinou a prova de eliminação.

Responda se puder: Relembre o quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Julio, Giovana, Leandro e Nilton foram para o Top 4. No quinto episódio eles tiveram ajuda do Mecânico Pro para fazer a manutenção do veículo.

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

A importância da regulagem de válvulas vai muito além de um possível incomodo provocado pelo barulho metálico caraterístico de um motor com um trem de válvulas desregulado

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

artigo por Diego Riquero Tournier   fotos Arquivo Bosch

Para começar podemos ressaltar que um motor com válvulas desreguladas pode ser considerado dentro desta condição essencialmente por duas alternativas:

  1. a) Motor com folga de válvulas
    acima do especificado.
  2. b) Motor com folga de válvulas
    abaixo do especificado.

Mas, antes de entrar no específico da regulagem de válvulas, vamos lembrar o porquê da necessidade da regulagem das folgas de válvula de um motor? Seja este, com sistema de regulagem manual ou automático (tuchos hidráulicos).

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

E a resposta para este ponto, está relacionada com a necessidade de compensar os diferentes coeficientes de dilatação dos diversos materiais e suas respectivas ligas de materiais presentes no conjunto dinâmico conhecido como trem de válvulas.

Neste sentido, a figura 1 mostra o comportamento térmico típico de uma válvula de motor durante o funcionamento normal do mesmo; a escala de cores que vai desde o azul (mais frio), até o vermelho (mais quente), permite identificar as temperaturas normais de funcionamento que vão desde os 100°C até os 550°C dependendo da região específica da válvula.

Claramente, a região mais quente da válvula será sempre aquela que está em contato direto ou mais próxima da câmara de combustão, ou seja, em contato com temperaturas instantâneas superiores aos 1.500°C.

Como é possível imaginar, não são muitos os materiais que contam com a capacidade de suportar este tipo de ambiente independentemente da sua liga; por este motivo, as válvulas  ao estar em contato direto com a região mais quente do motor, além da sua função especifica de regular a entrada e saia dos gases da câmara de combustão mantendo a mesma sempre de forma hermética durante o curso da compressão, também acumularão a importante responsabilidade de dissipar as altas temperaturas presentes na câmara de combustão através da transferência térmica que os matérias das válvulas (admissão e escapamento), proporcionam mediante o contato metálico entre as sedes das válvulas incertas no cabeçote do motor e as próprias válvulas.

Dentro de todo este cenário de altíssimas temperaturas, existe um fenômeno caraterístico dos materiais conhecido como dilatação térmica, mediante o qual dimensões de comprimento, área ou volume dos materiais são alteradas.

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

E como todos os componentes metálicos que conformam o trem de válvulas se encontrarão sometidos a esta condição, em alguma medida os mesmos estarão sujeitos a mudanças dimensionais, aumentando seu tamanho em contato com temperaturas quentes (dilatação), e diminuindo seu tamanho quando sometidos a temperaturas mais frias (contração).

Na figura 2 estão representados os principais pontos que são afetados pelo fenômeno da dilatação e contração térmica em uma válvula de motor, mas, longe de tratar-se de uma situação especifica no conjunto de válvulas, devemos recordar que este fenômeno está presente em todos os materiais e componentes que conformam um motor de combustão interna.

Seguindo as indicações da figura 2, é possível deduzir que uma das medidas mais afetadas pela dilatação térmica seja o diâmetro da cabeça da Válvula (D), justamente por ser uma das partes em contato direto com região mais quente da câmara de combustão; mas, não será muito distante o efeito de dilatação térmica ao qual estarão sujeitas as sedes das válvulas (S), incertas no cabeçote do motor, assim como, o próprio pescoço da válvula (I).

Mas há outra parte da válvula a qual estará sujeita a uma modificação da sua dimensão, principalmente por tratar-se de uma caraterística resultante da sua forma mais alongada; estamos falando da haste da válvula (1).

A haste da válvula sometida aos efeitos de uma dilatação térmica, passará a contar com um dimensional mais alongado, aumentando a altura total de abertura da válvula; esta mudança na altura da haste da válvula, afetará a medida do curso da válvula (H), modificando a distância que separa a válvula totalmente aberta com relação à sede da válvula no cabeçote. Ou seja, estamos falando do curso total da válvula, ou quantos milímetros abre a válvula.

Esta condição da abertura máxima da válvula, tem impactos em duas condições extremante importantes do funcionamento do motor; por um lado a abertura efetiva das válvulas, a qual determinará a condição real de enchimento dos cilindros (eficiência volumétrica), e por outro lado, a mencionada condição de transferência térmica a qual afetará de forma decisiva a condição de dissipação das altas temperaturas presentes na câmara de combustão.

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

E este fenômeno da mudança da condição de dissipação térmica, se explica de forma simples através da mudança do tempo efetivo no qual a válvula permanece em contato com sua respectiva sede; isto é, se a válvula “abre muito” (curso muito longo), contará como menos tempo para ficar em contato metálico com a sede de válvulas e consequentemente contará com menos tempo para fazer a troca térmica.

Esta condição, determina a necessidade especifica de cada motor para estabelecer um tempo mínimo no qual a válvula permanecerá fechada (em contato metálico com a sede de válvulas), com tudo o que isso envolve em termos de variáveis dinâmicas do funcionamento do motor, as quais vão desde a capacidade de permitir um maior fluxo de gases nas diferentes condições de carga e RPM do motor (condição que melhora com uma maior abertura de válvulas), até a necessidade manter um controle térmico do conjunto (condição que melhora com um menor tempo de apertura de válvulas); estabelecendo-se de esta forma, a necessidade de um equilíbrio entre estas duas condições para cada projeto de motor.

Dessa forma, um dos fatores funcionais mais importantes para garantir a permanência deste equilíbrio dinâmico projetado pelo fabricante do motor, no sentido do respeito dos parâmetros e tolerâncias, estará determinado pela regulagem de válvulas.

Em poucas palavras podemos dizer que, a regulagem de válvulas e responsável por garantir a melhor condição de fluxos de gases (eficiência volumétrica), dentro de um rango de temperatura operacionalmente seguro, evitando danos mecânicos por estresse térmico em válvulas, cabeçote, pistões e outros componentes do motor.

Na figura 3 é possível identificar as diferencias construtivas e funcionais dos dois sistemas, mas comuns de regulagem de válvulas aplicado pela indústria automotiva; a direita da imagem é possível ver um esquema do sistema de regulagem mecânica, o qual está baseado na intervenção direta (física), em determinados elementos do conjunto, para a realização do ajuste da folga de válvulas conforme as especificações e períodos de manutenção estabelecidos pelo fabricante.; para este fim, existe um regulador mecânico (4), o qual determina a distância (folga de contato), entre o balancim (3), e a válvula do motor.

Conforme o sistema possui mais componentes mecânicos no trem de válvulas, como pode ser o caso de um sistema OHV (Overhead Valves), com árvore de comando no bloco (5), tuchos de válvula mecânicos (1), varetas de válvula (2), balancim (3); maior será a incidência do efeito da dilatação térmica de todos esses componentes, e portanto, maior será a necessidade de ajustes periódicos na regulagem de válvulas.

Por outro lado, o desenho do lado esquerdo da figura 3, mostra os principais componentes de um sistema de regulagem automático de válvulas, baseado na incorporação de um componente hidráulico (Tucho hidráulico), o qual conta com a função de realizar um ajuste dinâmico a partir da geração de um efeito de amortecimento gerado pelo ingresso de óleo proveniente do circuito de lubrificação forçada do motor, chegando ao tucho hidráulico pelo orifício de entrada (1), sendo regulado no ingresso na câmara interna do tucho pela válvula (3), permitindo a saída controlada através de um orifício calibrado (2), controlando desta forma, a folga de contato entre o came (4) e o balancim.

Com base neste sistema hidráulico de regulagem, a folga de válvulas é controlada de forma dinâmica absorvendo as mudanças dimensionais dos componentes do trem de válvulas, produto dos efeitos da
dilatação térmica.

Para o caso dos sistemas de regulagem hidráulicos, fatores como pressão do sistema de lubrificação, limpeza dos componentes (já que os orifícios dos tuchos hidráulicos são muito pequenos), assim como, a correta aplicação da especificação do óleo do motor estabelecida pelo fabricante, são elementos de extrema importância para o correto funcionamento do sistema.

Manutenção da suspensão: saiba como evitar dores de cabeça

Sistema é responsável pela estabilidade e, também, boa dirigibilidade do veículo

A suspensão é responsável por absorver as irregularidades do tipo de piso que o veículo trafega, proporcionando segurança e conforto aos ocupantes do carro durante a viagem. Esse sistema também é responsável pela estabilidade e, também, boa dirigibilidade do automóvel. Por isso, é fundamental manter a manutenção preventiva desse equipamento em dia.

 

Dito isso, é necessário levar o veículo em uma oficina com profissionais capacitados para verificar os amortecedores, molas, entre outros itens do sistema de suspensão. Com isso, o mecânico irá detectar vazamentos ou danos nas hastes e borrachas dos componentes da suspensão.

 

Caso o amortecedor tenha vazamento, será necessário realizar a substituição deste componente e, também, das molas, uma vez que ambos trabalham de forma conjunta e se um estiver mais desgastado que o outro irá acelerar o processo de desgaste do componente mais novo.

 

Outra dica importante para observar possíveis sinais de desgaste do sistema da suspensão é pressionar uma das pontas do carro para baixo. Caso o veículo balance por mais de duas vezes será necessário fazer a manutenção, pois o comportamento normal do amortecedor é estabilizar o carro de imediato.

Pneu furou? Veja o que fazer nessa situação

Vazamento de ar causado por objeto perfurocortante geralmente ocorre de forma gradual  

Pneu furou? Veja o que fazer nessa situação

Pneu furado é sinal de transtorno e dor de cabeça, ainda mais nessa época de festas, em que quase todos os estabelecimentos estão fechados. Geralmente, o vazamento de ar causado por objeto perfurocortante ocorre de forma gradual e, em alguns casos, o motorista só percebe que o pneu está comprometido de um dia para o outro.

 

Contudo, em caso de perda da pressão de ar repentina, o motorista pode enfrentar dificuldade para manter a direção do carro, uma vez que haverá trepidação de toda carroceria do veículo. Portanto, a primeira atitude é reduzir a velocidade e manter o controle seguro da direção, para logo em seguida estacionar em um local seguro. Feito isso, sinalize corretamente a área onde o automóvel está parado e, se necessário, solicite ajuda para realizar a troca do pneu pelo estepe.

 

Além disso, antes de arrumar o pneu furado é importante conferir a profundidade de sulco da rodagem igual ou menor que 1,6 mm. Também é necessário verificar o tamanho do dano causado por rodagem e a degradação do pneu, os danos no ombro, lateral ou talão, se o reparo feito está de acordo com a norma e, por fim, a separação entre camadas de borracha e cintas na região da banda de rodagem.

 

Em relação aos pneus Run Flat e Extended Mobility Tire, é fundamental levar para um técnico capacitado para examinar e avaliar as condições do pneu, pois somente depois dessa análise será possível determinar se o pneu atende a todos os critérios para ser reparado.

 

Acabou a brincadeira: Relembre o terceiro episódio do Batalha do Mecânico 2023

Giovana e Julio superaram Ricardo e Eder na prova de eliminação patrocinada pela KYB

Acabou a brincadeira: Relembre o terceiro episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

O terceiro episódio da Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 testou o conhecimento dos participantes na prova de lubrificantes. Nilton e Douglas passaram em primeiro lugar com seis pontos. Logo atrás ficaram Norival e Leandro com cinco acertos. Com isso, Ricardo, Eder, Giovana e Julio foram para a prova de eliminação patrocinada pela KYB.

Na prova eliminatória, que foi patrocinada pela KYB, Giovana teve que fazer a troca do amortecedor em um Toyota Corolla Cross junto com Julio. Os dois superaram Eder e Ricardo e, também, ganharam uma maleta de ferramentas e macacões da KYB.

Acabou a brincadeira: Relembre o terceiro episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Desta forma, continuaram na Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 Julio, Giovana, Nilton, Douglas, Norival e Leandro, que tiveram que trocar rolamentos no quinto episódio para continuar no maior reality show de mecânica do Brasil.

 

Calorão: veja como cuidar do veículo em dias quentes

Motor trabalha muito perto dos limites de especificações durante um calor intenso 

Calorão: veja como cuidar do veículo em dias quentes

Por conta do El Niño, o verão terá dias mais quentes com ondas de calor extremas atingindo o Brasil. Por isso, é fundamental cuidar do veículo nessa época do ano, uma vez que o motor trabalha muito perto dos limites de especificações, que é de 50ºC. Veja o que fazer para manter o carro em dia no calorão do verão 2024.

O líquido de arrefecimento tem a função de controlar a temperatura do motor, não o deixando aquecer, além de proteger contra a corrosão. Portanto, é fundamental verificar o nível do líquido regularmente, que está dentro do reservatório, geralmente, posicionado na parte superior do propulsor, nele há indicações de nível máximo e mínimo para preenchimento do fluido. 

Ademais, não abasteça o reservatório com água da torneira e sem a adição do fluido de arrefecimento, pois irá danificar a bomba d’água do carro, ocasionando vazamentos e, consequentemente, aquecendo as partes internas do bloco do motor, devido a perda do fluido de arrefecimento. Em vista disso, é fundamental seguir a recomendação do manual do veículo sempre utilizando o fluido de arrefecimento na proporção correta. 

Outro ponto para ter atenção é com as mangueiras ressecadas e, também, afrouxamento das presilhas de fixação. Sem um fluido de arrefecimento adequado, esses componentes não conseguiram fazer o controle adequado de temperaturas internas do motor, além de causar vazamentos e prejudicar o bom funcionamento do conjunto motriz. 

A famosa válvula termostática, que tem função de controlar o fluxo do líquido de arrefecimento através do motor, geralmente falha em uma posição fechada, não permitindo que o líquido de arrefecimento flua de forma correta pelo propulsor, o que gera um aumento de temperatura interna do conjunto motriz, causando deficiência no sistema de refrigeração.

Em relação ao filtro de ar, é fundamental que não esteja em péssima qualidade, pois esse componente sujo pode reduzir a eficiência do motor. Portanto, é importante verificar esse componente e trocá-lo sempre que estiver sujo ou danificado.

Assim como o líquido de arrefecimento é importante para refrigeração do motor, o óleo do motor também é fundamental para deixar o conjunto funcionando em plena forma. Caso isso não aconteça, o lubrificante terá menor viscosidade, prejudicando sua eficácia.

O calor intenso também afeta a pressão dos pneus. Por esse motivo, é indicado verificar a pressão dos pneus pela manhã, quando o clima estiver mais ameno, uma vez que pneus com pressão inadequada podem superaquecer, acelerando o processo de desgaste e colocando a segurança dos passageiros e motorista em risco. 

Embora o atrito dos freios gere calor e aumento de temperatura neste sistema somado ao calor extremo, podem causar vitrificação das pastilhas e perda parcial da função do sistema de frenagem. Também é fundamental a estanqueidade do sistema para que não haja vazamento do fluido de freio.          

Por fim, fique atento com o ressecamento de borrachas em situações comuns a veículos que sofrem muita exposição ao sol, pois a durabilidade dessas peças pode ser reduzida, como do limpador de para-brisa.

Saiba como evitar problemas nos semieixos e transmissão do veículo

Componentes são fundamentais para o bom funcionamento do carro

juntas homocinéticas Celta

Para que o desempenho do veículo não seja prejudicado é preciso manter em dia os semieixos, tanto os homocinéticos quanto os rígidos, que são integrantes do sistema de transmissão. Por isso, é necessário entender sobre esse conjunto para evitar problemas no futuro.

Os semieixos homocinéticos utilizados em vans, veículos leves e, também, em carros com tração dianteira, ligam o diferencial às rodas, transmitindo a rotação e o torque oferecido pela transmissão, assim como permitem o esterçamento, atuando com as juntas homocinéticas.

Por sua vez, os semieixos rígidos são utilizados em picapes, caminhões, ônibus e em veículos com tração traseira, não permitindo o esterçamento das rodas. Ainda no segmento de pesados e extrapesados, esses componentes podem ser flutuantes e em caminhonetes semiflutuantes. Ademais, as inspeções periódicas nas coifas e abraçadeiras devem evitar gastos desnecessários, uma vez que comprometidas, elas danificam as juntas homocinéticas. Desta forma, a manutenção preventiva pode impedir a quebra ou travamento do semieixo, o que prejudica o sistema por completo, causando uma parada inesperada do veículo.

Também para não prejudicar os semieixos, os veículos pesados devem seguir as recomendações de peso máximo, o que evita sobrecarga, trancos e choques das rodas, que podem quebrar esse componente.

Além disso, os semieixos rígidos não costumam mostrar sinais de quando vão causar problemas. Portanto, é importante realizar uma inspeção periódica. Já os homocinéticos podem fazer um ruído intermitente durante o esterçamento do veículo e, também, graxa no chão próxima às juntas pode indicar coifas danificadas, ao passo que vibração no sistema de transmissão do carro deve ser um outro indicativo de problemas nos semieixos. Dito isso, a recomendação é sempre seguir as especificações sobre o limite máximo de carga, evitar trancos e choques nas rodas.

Primeiros eliminados: Relembre o segundo episódio do Batalha do Mecânico 2023

Fernando e Andre não foram bem na primeira prova de eliminação e deixaram o reality show

Primeiros eliminados: Relembre o segundo episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

André, Eder, Fernando, Giovana e Leandro foram para a prova de eliminação no segundo episódio do Batalha do Mecânico 2023 dentro da Loja do Mecânico. Os participantes tiveram que achar em apenas 3 minutos 12 ferramentas demarcadas para executar um procedimento um problema no semieixo do Chevrolet Onix, sendo necessário fazer a remoção e a instalação de um novo componente. Para isso, eles tiveram que encontrar as ferramentas corretas para fazer essa manutenção, sendo que cada uma delas tinha uma pontuação específica.

Fernando, que estava bem nervoso na prova, pegou apenas duas ferramentas, deixando outras dez na prateleira da loja, fazendo poucos pontos. Já Andre pegou dez ferramentas, sendo que quatro estavam erradas, o que contribuiu para a eliminação do participante.

Primeiros eliminados: Relembre o segundo episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Foram para o terceiro episódio Eder, Leandro, Giovana, Ricardo, Nilton, Norival, Julio e Douglas. Depois da disputa na Loja do Mecânico, os participantes se enfrentaram em mais provas emocionantes no Batalha do Mecânico 2023.

 

Veículo parado? Saiba quais cuidados com a ignição antes de viajar

Ligar o carro por alguns minutos não é o suficiente e pode causar problemas nas velas de ignição

Velas de ignição NGK

Com a prática do home office muitas pessoas deixam o veículo parado na garagem por um longo período, o que pode causar problemas no sistema de ignição do veículo, ainda mais nas férias de verão, época propícia para viajar de carro. Portanto, antes de pegar a estrada rumo à praia ou ao campo, o motorista deve ter atenção redobrada com as velas, cabos e bobina. Além disso, ligar o veículo por alguns minutos não é o suficiente e pode causar problemas nesses componentes.

 

“Os veículos carburados apresentam ainda outro problema, que é o uso do afogador. Isso pode levar à carbonização de velas, no caso de veículos a gasolina, e ao encharcamento, naqueles movidos a etanol”, destaca Hiromori Mori, consultor da Assistência Técnica da Niterra do Brasil. Ademais, colocar o motor para funcionar sem que faça força, pode provocar a carbonização das velas.

 

“O ideal é fazer com que todos os fluidos do veículo circulem e atinjam a temperatura ideal de trabalho, entre eles o óleo de motor, transmissão, fluido de arrefecimento, entre outros. É comum que, principalmente, a bateria, apresente falhas, quando não está em perfeito estado. Sistema de ignição e, principalmente, velas em bom estado facilitam a partida e diminuem o estresse sobre a bateria no momento da partida”, completa Hiromori.

 

Por isso, é fundamental tirar o veículo da garagem e realizar uma volta rápida com o carro, deixando a rotação do motor constante, próxima de 3 mil rpm, por 10 a 15 minutos. “Ao fazer isso, quinzenalmente, evita-se uma série de problemas. Já em cidades onde há uma forte restrição ao deslocamento, não é possível colocar o veículo em funcionamento”, diz Mori.

 

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