Empresa conta com aplicativo para autenticar originalidade de seus produtos
Foto: SKF/Divulgação
Contra falsificação, a SKF, que tem mais de 100 anos de Brasil, anunciou André Rodrigues, gerente Comercial Industrial, e Sidnei Garcia, especialista em Distribuição Industrial, como os novos líderes da área de Brand Protection da empresa no país. Com isso, ambos irão trabalhar em conjunto a Gabriela Matzumura, gerente de Proteção da Marca na América Latina, que fica situada no Peru, tendo como um dos principais objetivos fortalecer as ações contra falsificações de produtos da companhia.
“Construir e manter a integridade da marca é um pilar importante para a companhia porque envolve tanto sua reputação como também receitas. Não se trata apenas de investir em ações criativas, mas de se defender contra aqueles que querem lucrar às custas do esforço de outros profissionais. Estamos empenhados em evitar fraudes e coibir a ação de pessoas mal-intencionadas que utilizam a força da marca SKF para vender produtos falsificados que não possuem nossos padrões de qualidade”, afirma Gabriela.
Foto: SKF/Divulgação
Segundo André Rodrigues, essa nova área surge para ser a defesa da propriedade intelectual da SKF. “Os infratores não adulteram apenas o rolamento, mas também burlam direitos de design, patentes, imagem comercial e marca de cor, o que gera uma enorme perda de receita, além de denegrir nossa imagem, reputação e mesmo os valores da empresa”, ressalta.
Além disso, a SKF informou que conta com o aplicativo SKF Authenticate, tanto na versão Android como para iOS, em que o cliente pode obter instruções claras de como fotografar o produto e enviar uma solicitação de autenticação para a equipe da empresa, em um processo simples e rápido. “Especialistas dedicados da SKF irão analisar as informações, verificar se o produto é autêntico ou falsificado e retornarão ao cliente em 24 horas com a informação sobre a procedência do item”, destaca André.
Equipamento é essencial para a visibilidade do motorista em condições climáticas adversas
Geralmente, os motoristas esquecem de fazer a revisão das palhetas ou acabam deixando a substituição desse importante equipamento em segundo plano, o que é errado, uma vez que é um componente fundamental para a visibilidade do motorista em condições climáticas adversas, como as fortes chuvas de verão.
Palheta evidenciando formação de faixas e riscos
Além disso, um grande vilão das palhetas é a constante exposição ao sol, como explica o gerente de Marketing e Novos Produtos da Tecfil, Plínio Fazol. “É fundamental realizar uma manutenção regular dessas palhetas. Sinais de desgaste, como trepidação, ruídos estranhos durante a operação e faixas de água deixadas no para-brisa, devem ser observados. Se algum desses sinais aparecer, é hora de substituir as palhetas”, alerta.
Apesar do intervalo de substituição das palhetas possa variar conforme o clima e as condições de uso, é recomendado trocá-las no prazo entre seis meses e um ano. “Adiar a substituição pode levar a uma visão prejudicada em situações de chuva”, observa Fazol.
Ademais, na hora de fazer a troca, o motorista deve escolher as palhetas com o tamanho correto para o veículo. “Na hora de comprar palhetas de reposição, é preciso escolher produtos de qualidade de fabricantes confiáveis. Palhetas de baixa qualidade podem não funcionar de forma eficaz e se desgastar mais rapidamente, comprometendo a segurança do motorista”, alerta Fazol.
Giovana e Leandro superam Julio em provas emocionantes
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação
O sexto episódio da Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 foi marcado por muita emoção. Giovana, Leandro e Julio disputaram vagas na final, sendo avaliados em todos os quesitos, uma vez que tiveram que efetuar a substituição dos filtros de óleo, de ar e de cabine. O carro dessa prova foi um Volkswagen Nivus. Leandro fez em menor tempo e foi direto para final, já Giovana e Julio se enfrentaram na prova eliminatória.
EPISÓDIO 6 – Agora é cada um por si! | TEMP 02 | BATALHA DO MECÂNICO
Na eliminatória, Giovana e Julio se enfrentaram na prova, que era identificar a bomba de alta pressão defeituosa instalada no SUV e justificar com parâmetros o problema encontrado no veículo usando a plataforma Mecânico Pro, que foi melhor utilizada por Giovana, passando para final.
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação
O sétimo episódio marca o começo da Grande Final da Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023. Giovana, desta vez mais calma, enfrentou Leandro, que pela primeira vez dentro da competição ficou nervoso.
Pré-assentamento começa com o mecânico, que precisa realizar pelo menos 30 frenagens
Foto: Jurid/Divulgação
O feridão do ano novo está chegando, mas antes disso, é preciso deixar os freios do veículo em dia antes de pegar a estrada. Por isso, a Jurid, fabricante de componentes de freios por meio das marcas Jurid e Ferodo, informa: “O processo que começa na oficina com frenagens suaves e segue pelos próximos 300 quilômetros rodados pelo condutor que deve frear suavemente nesse período, garante o assentamento das pastilhas. Em uma viagem, o freio é exigido em situações adversas, como subida e descida de serra, sendo necessário fazer frenagens bruscas”, explica Luciano Costa, gerente geral da Jurid.
Além disso, o pré-assentamento começa com o mecânico, que precisa realizar pelo menos 30 frenagens suaves de 50 km/h ou menos com intervalos entre as frenagens para o resfriamento. Vale apontar que o motorista deve usar os freios moderadamente nos primeiros 300 km. “Assim, o processo é concluído da forma correta para aumentar a área de contato entre o disco e a pastilha, criando uma camada de transferência”, explica Costa.
Esse procedimento trabalhoso evita que ocorra a vitrificação de pastilhas, causando danos na superfície da peça que se torna lisa, reflexiva e dura ao ponto de parecer ter sido polida. Esses problemas também podem acontecer quando há esforço excessivo da pastilha por um longo tempo passando por superaquecimento.
Vale ressaltar que a durabilidade do sistema de freios pode variar, pois está, principalmente, ligada às condições de uso do veículo. Portanto, o proprietário deve sempre ficar atento ao desempenho dos componentes. Também durante a manutenção preventiva é fundamental se os discos de freio estão com a espessura dentro do limite especificado, se o cubo de roda, sapatas, pinça e pino deslizante estão em boas condições.
Giovana elimina Nilton com auxílio do Mecânico Pro
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação
O quinto episódio da Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 marcou o Top 4 com Giovana, Nilton, Julio e Leandro. Assim como nos episódios anteriores Giovana e Nilton formaram uma dupla na primeira prova, em que o desafio era encaixar o conector do chicote do sensor da bobina do primeiro cilindro do motor e o segundo era encontrar o aterramento das bobinas do primeiro e segundo cilindros, que foram acobertados pelo corpo técnico do programa. Contudo, não foram bem e perderam para Julio e Leandro, que foram diretamente para semifinal.
EPISÓDIO 5 – Chegamos ao top 4 | TEMP 02 | BATALHA DO MECÂNICO
Já na prova de eliminação Giovana soube utilizar melhor a plataforma Mecânico Pro e conseguiu identificar o defeito no comando de admissão e, também, fez com que o veículo funcionasse corretamente. Já Nilton não foi tão bem e voltou para casa.
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação
O sexto episódio marcou a semifinal do Batalha do Mecânico 2023. Julio, Leandro e Giovana disputaram uma vaga na final com muita emoção.
Confira as condições de reparabilidade do sedã japonês; veja detalhes da suspensão e a motorização HR16DE da Nissan
texto & fotos Vitor Lima
O Nissan Versa 2024, que chegou ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2023, já teve 7.062 unidades vendidas, segundo a Fenabrave. O sedã japonês, que é vendido por R$ 129.590, na versão Exclusive, avaliada pela Revista O Mecânico, traz novos elementos visuais, mas vem equipado com uma motorização já conhecida dos mecânicos, uma vez que todas as configurações são equipadas com motor 1.6 litros (HR16DE) capaz de gerar 113 cv de potência a 5600 rpm e torque de 15,3 kgfm a 4000 rpm. Em conjunto está o câmbio CVT com seis marchas simuladas (Jatco X-Tronic). Entre os modos de utilização, o modelo conta com o modo Sport, que confere uma resposta mais ágil do motor, quando o condutor aciona o pedal do acelerador.
Visualmente, a versão Exclusive, que foi avaliada, se diferencia das demais pelas rodas de liga leve de 17 polegadas diamantadas, aerofólio traseiro, antena estilo barbatana de tubarão e faróis em LED. O pacote de segurança da configuração conta com Alerta de Colisão Frontal (FCW), Assistente Inteligente de Frenagem (FEB), Alerta de Atenção do Motorista (DDA), Detector de Objetos em Movimento (MOD), Partida em Rampa (HSA), Monitoramento de Ponto Cego (BSW) e Visão 360° (AMV). Por dentro, o sedã traz central multimídia de 8 polegadas com conexão com Android Auto e Apple CarPlay e acabamento em dois tons mesclados entre tecido e couro.
Para analisar os aspectos de manutenção no Nissan Versa Exclusive 2024, convidamos os mecânicos Camilo Matos e Matheus de Moura Matos, proprietários da oficina Garagem 85, localizada em Guarulhos/SP.
Por baixo do capô
Ao abrir o capô, Mateus explicou um pouco sobre a questão do espaço encontrado no Nissan Versa. “O espaço lembra muito a manutenção dos modelos anteriores. A parte frontal é tranquila para fazer as verificações e manutenções periódicas”.
Exemplificando a facilidade de acesso de alguns componentes desse propulsor, é possível ver que o motor de partida (1), pode ser manuseado sem a necessidade de levantar o veículo no elevador. “Você consegue ter o acesso facilitado, carros japoneses têm o costume de manter boa disposição do chicote elétrico, isso facilita muito na manutenção”, comenta Matheus.
Camilo Matos complementou com sua opinião sobre a disposição dos componentes com o sedã. “Nós percebemos que não houve praticamente mudanças em relação aos modelos anteriores, o que é bom. Pois, se funciona bem, por serem carros confiáveis, deve ter sido um dos motivos de manter a motorização”.
O acesso ao alternador (2), ou até a retirada do coxim lateral do motor (3) tornam-se uma tarefa simples para o mecânico com o Nissan Versa.
A correia de acessórios (4) possui boa visualização e acesso para verificação/substituição do componente. De acordo com a Nissan, a inspeção da correia deve ocorrer a cada 40 mil km ou 24 meses. Já a sua substituição deve ocorrer no período de 80 mil km ou 48 meses, o que ocorrer primeiro. “Tanto com o veículo no solo, quanto por baixo, retirando uma capa de proteção, fica simples para fazer uma substituição ou uma simples inspeção”, Informa Camilo.
Partindo para o arrefecimento do motor, o reservatório do líquido de arrefecimento fica localizado ao lado direito do veículo (5), sem dificuldade ao mecânico. O acesso facilitado foi comentado por Matheus. “A parte boa do componente estar visível, além da facilidade de manutenção é a parte da inspeção. É fácil verificar nível, e caso precise retirar para efetuar a limpeza, as duas mangueiras de conexão com o reservatório são simples e há necessidade apenas de retirar um parafuso para remover o reservatório”.
O fluido utilizado é o Líquido de arrefecimento Genuíno Nissan pronto para uso, caso não encontre, poderá ser utilizado aditivos equivalentes na proporção 65% água desmineralizada e 35% aditivo. A primeira substituição é realizada com 80 mil km ou 8 anos, o que ocorrer primeiro. Após, o período para troca deve ser no intervalo de 80 mil km ou 4 anos. A capacidade do sistema, já contando com o reservatório é de 7,2 litros.
As válvulas de serviço do ar-condicionado estão de fácil acesso ao mecânico, tanto a linha de alta pressão (6), quanto a linha de baixa (7). O fluído refrigerante (gás) utilizado é o HFC-134a (R-134a) e o lubrificante do sistema do ar-condicionado é do tipo DH-PR (PAG) genuíno Nissan. Matheus chama atenção para um ponto no qual o mecânico precisa estar atento. “Em uma futura substituição do coxim do motor, o mecânico precisa tomar muito cuidado porque a tubulação da linha de baixa é rígida e possui uma mangueira de conexão. Na linha de alta existe um sensor no meio da tubulação, que se for deslocado, pode acabar encostando na carroceria. No momento da substituição do coxim, é melhor o mecânico retirar o reservatório do líquido de arrefecimento, e realizar o manuseio com cuidado, caso consiga movimentar o motor isso pode ajudar na manutenção”.
Sobre o óleo lubrificante de motor, Camilo informa que pelo fato da Nissan manter o mesmo projeto de motorização, não há alterações, o que facilita para o mecânico que já mexeu com este motor anteriormente, tanto na parte de troca de óleo (8), verificação de nível (9) e filtro de ar do motor. “Já que seguiram a instalação do mesmo motor, basicamente é bem tranquilo a troca de óleo do motor, a verificação do nível e a reposição do filtro de ar do motor”.
O filtro de ar do motor (10) deve ser limpo a cada 5 mil km sem a utilização de ar comprimido, e substituído a cada 2 anos, conforme indicado no manual do proprietário do veículo. “Ele ficou em um bom espaço, desta maneira, não sofre interferência no momento da remoção.
Nós recomendamos que, ao realizar a manutenção e não é algo que ocorrerá nos primeiros anos do veículo, mas por costume retire a braçadeira do mangote para efetuar a remoção da tampa. Nós temos visto que nos modelos mais antigos esses mangotes sofrem com o ressecamento, ocasionando em rachaduras na parte da articulação”, comenta Matheus e alerta o mecânico sobre a abraçadeira de metal na linha de admissão de ar (11).
Já o acesso ao corpo de borboleta não é facilitado (12). “Ele está na parte de trás do motor e como a proteção inferior que vem do para-brisa, a churrasqueira, cobre um pouco, não é muito simples do mecânico apenas retirar o mangote e verificar se há excesso de sujeira, carbonização. Neste caso, é mais fácil realizar a verificação via scanner”, informa Matheus.
Matheus comentou sobre o acesso as bobinas de ignição (13). “Só uma bobina consegue sair com o coletor instalado. Para efetuar a substituição das bobinas com vela de ignição é necessário remover o coletor. Porém, isso não é um serviço fora do comum, são 3 parafusos que prendem o coletor”. No manual do veículo, há duas recomendações de velas de ignição que podem ser utilizadas, as velas de platina dupla ou irídio devem ser substituídas a cada 100 mil km. Para as velas de ignição de platina simples, o prazo de troca é de 70 mil km. Porém, vale lembrar que inspeções no momento da manutenção são importantes. “Recomendamos que a cada 30 mil km, seja retirada as velas para realizar uma verificação. Mesmo que as velas utilizadas sejam as de platina simples, há necessidade de verificação. As velas originais vêm com tratamento na rosca para tentar inibir a oxidação com o componente, mas no dia a dia ainda recebemos casos de velas com esse problema”, conclui Matheus.
Camilo citou sobre a facilidade com o eletroventilador e a remoção da alma superior do radiador (14) do Nissan Versa. “Está simples para mexer no eletroventilador porque facilitaram também na opção de remoção da alma superior do radiador. Ao retirá-la, você consegue realizar uma manutenção mais simples ou até mesmo facilita na remoção dos eletroventiladores”.
O profissional acrescentou sobre os cuidados com o sistema de arrefecimento. “O aditivo do arrefecimento é importante desde o momento que o carro sai da fábrica, até o fim da sua vida. O que ocorre muitas vezes no meio desse caminho é a variação em relação a manutenção do veículo. O arrefecimento tem que utilizar o aditivo próprio para determinado sistema e jamais misturar com outro tipo de aditivo. Mas, infelizmente nós vemos a situação em que o pessoal para de usar porque acha que é caro, ou usa em um carro que já tinha e passou a não ter, dessa forma aparece os problemas de vazamentos. A pessoa acredita que o problema está no aditivo, mas na verdade não, o problema está na falta de manutenção que deixaram de realizar anteriormente”.
A proteção realizada pelo sistema de arrefecimento não é apenas ao motor, ele também realiza a troca de calor da caixa de câmbio do veículo. “Além do arrefecimento manter todo o sistema limpo, isento de qualquer tipo de corrosão, há necessidade de atenção com o câmbio. No caso desse veículo, será feita a passagem do líquido por um trocador de calor. Muitos problemas derivam da falta de aditivo correto ou quando não se utiliza nenhum aditivo. Pois, no trocador de calor há passagem do líquido de arrefecimento e óleo lubrificante para que haja a perda de calor. Acontece que há uma corrosão dentro do componente por falta de aditivo, eles acabam se misturando, desta maneira o líquido de arrefecimento vai para dentro da caixa de câmbio e o óleo para dentro do sistema de arrefecimento”, complementa Camilo.
A caixa do câmbio automático só é possível ser vista por baixo do veículo, porém, o abastecimento do fluído de câmbio pode ser realizado ao abrir o capô. Ao lado do coletor de admissão, está o local para abastecimento (15). “Muitos pensam que esse local é uma vareta para verificação de nível, mas não é. Este veículo, é aferido por um bujão separadamente. Por não conhecerem, é comum ver casos em que este bocal está danificado, devido à falta de manuseio correto. Na maioria das vezes tentam puxar esta tampa, porém ele possui uma trava bem simples para retirada”, informa Camilo. Referente aos componentes eletrônicos, a bateria de 12V é do tipo EFB e possui 47Ah e CCA de 470A (16). A caixa de fusíveis fica localizada na parte de trás da bateria.
Ao lado da bateria de 12V, está localizado o módulo de injeção do veículo (17). “Ele é um pouco mais difícil de retirar a proteção, é bem protegido. Pois, não é algo que você vai manusear sempre, diferentemente da questão de fusíveis e outros componentes”, informa Matheus.
O mecânico também comentou sobre a localização do reservatório do fluido de freio (18). “A parte do reservatório de freio da linha Nissan, frequentemente é um pouco mais complicado. Os dois primeiros donos não terão esse tipo de problema, porém, mais para frente quando for necessário realizar uma substituição total de fluido e precisar remover o reservatório, existe uma trava plástica que seu acionamento é virado para a caixa de fusíveis, o que dificulta a passagem da mão”.
Na tampa do reservatório está a indicação de uso do fluido DOT3, porém, no manual do proprietário há indicação de utilização do DOT3 ou DOT4. A inspeção com o fluido deve ocorrer a cada 10 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. Já a substituição é a cada 2 anos.
Outro componente que faz parte do sistema de frenagem, e está bem protegido, é o módulo ABS (19). Ele está ao lado da torre do amortecedor do lado direito do veículo. Matheus deu a sua opinião sobre a localização do componente. “As montadoras estão tomando um pouco mais de cuidado com o módulo ABS. Elas tinham o costume de deixar em uma região um pouco mais afastada, por não ser algo que precise de tanta manutenção, mas desta maneira, ele fica mais suscetível ao contato com a água, entre outras coisas e acabam gerando problemas. Esta localização em que o módulo ABS está no Nissan Versa 2024 não tem nenhum problema, as tubulações estão viradas para o mecânico, o que facilita na hora da manutenção”.
Por baixo do Nissan Versa 2024 Ao erguer o veículo no elevador, foi possível ver que o filtro de óleo do motor se mantém simples para o mecânico, assim como em outros veículos. Próximo a ele, está o compressor do ar-condicionado (20). Apesar de ser um componente que não possui manutenções frequentes, o mecânico tem fácil acesso caso necessite realizar alguma intervenção.
O coxim inferior ou restritor de torque (21), como alguns chamam, é bem visível e o mecânico Matheus falou um pouco sobre o componente. “Esse coxim necessita de um pouco mais de cuidado, tem alguns casos que já apareceram em nossa oficina com esse coxim fraturado na parte metálica.
Na parte da transmissão automática, o Nissan Versa possui um câmbio CVT e o cárter tem espaço livre para acesso, assim como o bujão de escoamento do lubrificante (22). “Ele possui um filtro dentro do cárter”, informa Matheus. O óleo de câmbio utilizado é o fluído CVT Nissan NS-3 e, de acordo com o manual, deve ser inspecionado referente a nível e possíveis vazamentos a cada 20 mil km ou 12 meses. A cada 100 mil km deve ocorrer uma inspeção em busca de deterioração do fluido e a substituição só deve ser feita se necessário, conforme a Nissan.
Matheus comentou sobre os períodos informados em manual. “A troca com 100 mil km é bem estendida, nós não recomendamos toda essa quilometragem. Agora, a Nissan recomenda a inspeção a cada 20 mil km, e na oficina nós já vimos dois casos de câmbios CVT com problemas, um antes dos 30 mil km e o outro logo após essa quilometragem, talvez por isso ela pode ter recomendado essa atenção com a inspeção nesse intervalo. Provavelmente essa verificação indicada é através da retirada de uma amostra do fluido pelo bujão, porque você consegue identificar a quantidade de limalha existente e ter uma ideia, mas o recomendado é que seja feito a substituição antecipadamente, principalmente em casos de uso severo do veículo”.
Camilo conta as suas recomendações com o câmbio CVT. “O fato de comentarmos que a substituição do fluido deve ser feita a cada 30/40 mil km, não quer dizer que o câmbio é ruim, até porque o que a transmissão dar problema é justamente a falta de manutenção, tanto na caixa de câmbio, quanto no sistema de arrefecimento. Este sistema danificado, estará ligado diretamente a um futuro problema na caixa de câmbio. O pessoal confunde muito sobre a questão do uso severo, entende que é apenas andar em trilha, fora de estrada, solo acidentado, mas uso severo é quase tudo. Estamos sempre no trânsito, as vezes para rodas 30 km de distância você gasta o tempo de 4 horas. Então devemos ter bastante atenção com o tempo, além da quilometragem. Examine como está a condição do fluido CVT para não danificar o câmbio. É um componente que tem um desgaste maior que o câmbio automático epicicloidal, pois nós temos o contato direto da correia com as polias, gerando um pouco mais de desgaste. Porém, sendo utilizado de maneira correta e tendo a manutenção adequada, dura muitos anos”.
Sobre o conjunto de suspensão dianteira, Matheus elogiou o acesso de alguns componentes do conjunto de suspensão adotado pela Nissan, como a bandeja de suspensão (23), pivô de suspensão (24) e as bieletas. “Boa parte da suspensão, como toda a região próxima a bandeja de suspensão, pivôs, um pouco mais atrás a bieleta, o acesso é tranquilo e simples”.
Porém, um ponto que não agradou o mecânico foi o acesso a bucha da barra estabilizadora da suspensão dianteira. “Nós conseguimos ver a bucha, mas o acesso é ruim. Provavelmente, quando houver a necessidade de efetuar a troca, será necessário deslocar o agregado de suspensão, caso contrário, você não consegue ter acesso ao parafuso de fixação”.
Contrário a isso, o acesso aos terminais de direção está simplificado (25). Segundo Matheus, o componente não deveria passar por manutenções recorrentes, porém, indica que há diferentes casos com veículos que trafegam nas ruas e rodovias brasileiras. “Infelizmente, tem se tornado cada vez mais recorrente a troca desse componente, pois as vias muito esburacadas fazem as bieletas e os terminais de direção sofrerem mais. Inclusive, os pneus também têm passado por manutenções recorrentes, diferentes casos aparecem na oficina de pneus com bolhas, por conta dos buracos que estão em boa parte das vias públicas”.
Uma diferença que pode ser notada é com os semieixos. Alguns veículos apresentam oxidação com o componente, o que não é visto no Nissan Versa 2024. Matheus comentou sobre e acrescentou com o sistema de tulipa e trizeta (26). “O semieixo deve ter recebido algum tipo de tratamento. Não que uma oxidação externa fosse influenciar muito, mas o ideal é que não haja vazamento de graxa da coifa do sistema de tulipa e trizeta. Para manutenções futuras, é analisar a coifa que vai sofrer um ressecamento e verificar se não há vazamentos. Perto dos 80 mil km, os mecânicos vão perceber que ocorre a manutenção ligada a lubrificação do componente. Um detalhe importante, a tulipa e a trizeta devem voltar sempre na mesma posição, caso contrário terá problemas de vibração no veículo a partir de determinadas velocidades”.
A caixa de direção do Nissan Versa é mecânica (27), mas possui acionamento elétrico na coluna de direção. “É uma caixa mecânica comum, pois você não vê nenhum motor ou chicote nela. O motor elétrico vai ficar lá dentro da coluna de direção. Caso seja necessário realizar a manutenção com a caixa, isso facilita muito, pois sem a presença da parte eletrônica passando pela caixa, fica mais fácil de realizar este tipo de reparo, você tem menos preocupação. Geralmente, quando o motor fica acoplado na caixa, os sensores também ficam, então há um cuidado maior no momento da desconexão dos componentes”, explica Matheus.
Ao analisar o sistema de exaustão, ao longo da tubulação é possível ter acesso fácil a sonda pós catalisador (28). “A sonda pós é quem faz o controle para saber se o catalisador está funcionando corretamente. Ela não ajuda na mistura ar/combustível, apenas indica se o catalisador está ou não com algum tipo de problema”, informa Matheus.
No que diz respeito as tubulações de freio e combustível, o mecânico Matheus salientou sobre as travas que fazem o suporte das tubulações (29). “É legal quando nós temos essas travas, pois são de fácil manutenção. Por exemplo, caso você precise realizar uma manutenção que seja necessário descer o tanque de combustível, você abre essas travas para não forçar a linha de combustível o e até a de frenagem. Essas linhas são rígidas, por isso é bom ter o cuidado e evitar que elas possam sofrer algum tipo de amassamento”.
O tanque de combustível (30) possui uma espécie de recuo no que diz respeito ao alinhamento dos componentes abaixo do carro. Comparando com o sistema de escape do veículo, o tanque está acima, minimizando qualquer tipo de problema que possa existir do contato do solo diretamente no componente.
“Seguindo as tubulações que partem do tanque de combustível, é possível ver que outro componente que está bem protegido é o cânister que está atrás de uma capa protetora. A Nissan se preocupou bastante em proteger tudo e deixar bem fixado. Lembrando que, pelo cânister, passa vapores de combustível”, comenta Matheus ao falar sobre o filtro cânister (31).
Do outro lado do veículo, mais um componente que está bem protegido e possui boa localização é o filtro de combustível (32). “Esses filtros que são externos ao tanque não costumam ser difíceis para manutenção, com exceção de alguns modelos, mas no caso do Versa, basta soltar o parafuso que prende o suporte e utilizar o alicate específico para soltar a trava da conexão da tubulação”, informa Matheus que acrescenta
sobre o que pode acontecer no caso da não utilização da ferramenta correta. “Algumas pessoas retiram essa trava com a utilização de uma chave de fenda e, caso afunde essa trava, costuma ocorrer o problema no momento da conexão. Pois, na hora de conectar ela fará o encaixe, mas na hora que entra a pressão na linha, essa conexão escapa. É bem comum isso acontecer”.
Fatores como horas de trabalho do veículo podem diminuir a vida útil do componente
Como é de conhecimento de todos a bateria é uma peça fundamental na engrenagem do veículo. Contudo, poucas pessoas sabem utilizá-la de maneira correta, o que contribui para o aumento da vida útil desse equipamento. Vale lembrar que fatores como horas de trabalho do veículo podem diminuir a vida útil do componente.
Além disso, veículos que ficam parados com o acessórios ligados, entre eles ar-condicionado, climatizadores, geladeiras, rádios, entre outros, podem diminuir a vida útil da bateria. Por sua vez, veículos que trafegam em rodovias têm ventilação maior, o que ajuda na durabilidade do componente, o que é diferente dos carros que andam em baixa velocidade.
O dono do veículo também deve manter o estado de carga da bateria sempre superior a 80% da bateria para que o desempenho seja alcançado. Ademais, cabos elétricos e o sistema de carga e partida têm um papel importante na passagem da energia que entra e sai da bateria. Portanto, é indicado observar o estado desses componentes com frequência.
Motivos como temperatura, vibração e armazenamento também podem comprometer o funcionamento e, ainda, causar danos irreversíveis à bateria. Para evitar esses problemas, cuidados simples como controle de carga no armazenamento antes da instalação, fixação do conjunto no alojamento do veículo, limpeza dos terminais, verificação dos níveis de solução ácida, entre outros, irão ajudar a manter a vida útil.
Clarios amplia o fornecimento de baterias avançadas para as montadoras – Foto: divulgação/Clarios
Por fim, sinais como partida “pesada”, oscilações em lâmpadas e aquecimento excessivo na bateria podem ser um indicativo de que esse componente está chegando ao final da vida útil. Por isso, é necessário fazer a substituição com um profissional especializado e olhar o manual do veículo para utilizar a bateria correta para o carro.
Rebitagem deve seguir sempre o sentido do centro da lona para fora
Tudo começa com a verificação do modelo correto de rebite, de acordo com o ângulo e a furação da lona de freio, além de adequar a pressão da rebitadeira. Esse procedimento é realizado em caminhões, utilizando um jogo de lonas, um jogo de rebites, um patim de freio e a rebitadeira, que é um equipamento de auxílio na correta rebitagem de lonas em sapatas de freio, que pode evitar danos às peças.
Após esse começo, é fundamental adequar a pressão da rebitadeira, conforme o manual de instruções, e posicionar a lona de forma correta no patim de freio, sempre observando as referências de lonas cônicas, o jogo é composto por uma lona de freio mais fina e uma mais grossa.
A lona mais fina deve ser colocada na parte da ancoragem do patim, já a mais grossa na parte superior do patim, onde consta o eixo atuador da câmara de freio, ficando na posição adequada. Após fazer esse procedimento, basta colocar todos os rebites nas lonas de freio.
Ademais, vale lembrar que a rebitagem deve sempre ser feita no sentido do centro da lona para fora, pois assim irá obter assentamento no patim e não evitará trincas nas lonas de freio.
Indicações mostram para o motorista possíveis falhas e danos no carro
O feridão da virada do ano já é semana que vem. Por isso, é preciso ficar atento com as luzes de alerta no painel de instrumentos, que identificam possíveis falhas e danos no veículo. Veja o que cada alerta quer dizer.
Pedro Valêncio, técnico de suporte ao cliente do time de Aftermarket da Delphi, as luzes do painel são classificadas pelas cores amarela, vermelha, verde e azul. As amarelas indicam um problema de gravidade moderada. “Neste caso, é possível rodar com o veículo por um tempo, mas é recomendado levá-lo à oficina para análise.” Por sua vez, as vermelhas indicam problemas graves. “Quando isso acontecer, é preciso levá-lo urgentemente à oficina para verificação do defeito”, afirma Valêncio. Já as luzes verdes e azuis indicam que algum dispositivo está ligado. Por exemplo, faróis, piscas, piloto automático ou luz de neblina.
Principais luzes
Luz do freio: indica que o freio de mão está acionado, uma vez que pode ter falhas no sistema. A luz é vermelha porque existem riscos de o freio não funcionar adequadamente.
Luz de temperatura do motor: acende quando há aumento da temperatura do motor e, eventualmente, sinais de problema no sistema de resfriamento. Nesta situação, primeiro, pare o veículo o mais breve possível e espere o motor esfriar. Em seguida, verifique o nível do fluido de arrefecimento, observe quaisquer vazamentos sob o motor e se o ventilador do radiador está funcionando corretamente. Havendo necessidade, procure o mais rapidamente possível uma oficina mecânica, para verificar e reparar eventuais falhas ao sistema
Luz do óleo: avisa sobre falha no sistema de lubrificação, ocasionada pelo baixo nível de óleo ou falta de pressão. “Se o motor trabalhar muito tempo com deficiência de lubrificação, teremos desgaste acentuado das peças móveis e aumento da temperatura, que pode fundi-lo”, alerta Valêncio
Luz de carga da bateria: é exibida na ocorrência de problemas na bateria do carro. “Também pode indicar inconvenientes no sistema elétrico e falta de carregamento de energia pelo alternador. Caso permaneça acesa, poderá dificultar a próxima partida do motor”, informa o técnico da Delphi.
Luz dos airbags: mostra que o sistema de segurança passivo do airbag poderá apresentar falhas em caso de acidente. “É muito importante ficar atento neste ponto. Se a luz acender, deve-se procurar uma oficina.”
Luz de reserva do tanque de combustível: ela indica que o tanque de combustível está na reserva e que o veículo tem apenas alguns quilômetros de autonomia.
Luz da injeção eletrônica: é um alerta sobre algum defeito no motor. “Não é possível especificar em qual componente apenas pela luz, mas o veículo pode apresentar falhas no funcionamento, alto consumo de combustível e elevação dos níveis de emissão”, avalia Valêncio. O técnico também explica que caso a luz acenda após o abastecimento, a central eletrônica pode não ter reconhecido o novo combustível, ou ele tem baixa qualidade. “Se a luz permanecer acesa mesmo após o abastecimento em um posto de combustível de confiança, é importante buscar o auxílio de uma oficina para análise corretiva do sistema.
Luz do ABS: desde 2014, símbolo obrigatório em veículos novos vendidos no Brasil. O sistema é responsável por evitar o travamento das rodas em uma frenagem de emergência. É importante ficar atento se o ABS apresenta alguma irregularidade, que poderá ocasionar falhas na frenagem.
Luz do EPS: trata-se de um sistema de direção com assistência elétrica, permitindo maior maciez ao movimentar o volante.
Luz do ESC: Valêncio explica que o ESC, também conhecido como ESP, é o controle de estabilidade que utiliza os dados de alguns sensores, como o de velocidade de cada roda e o de posição do volante para manter o veículo em sua trajetória, fazendo a distribuição da frenagem em cada roda. O sistema pode ser desativado por meio de um botão no painel. Uma luz indicará que ele está desligado. Entretanto, o técnico recomenda esta ação apenas quando o motorista estiver em um terreno de baixa aderência, como areia, cascalho ou terra, para facilitar a movimentação inicial do veículo.
Luz do imobilizador: representa uma falha de comunicação entre a chave de ignição eletrônica e a antena instalada no miolo da chave. A antena informa para a central se a chave é a correta. Os desenhos deste símbolo podem ser de uma chave apenas, de um carro com uma chave ou um cadeado. “Caso esteja acesa, pode dificultar a partida. O correto é procurar um chaveiro ou eletricista para verificar o defeito”, sinaliza Valêncio.
Indicador de aquecimento de combustível: surge no painel quando o sistema de partida a frio está ativo e aquecendo o combustível. O tempo que a figura permanece ligada pode variar de acordo com a condição da bateria e a temperatura do ar e da água.
Norival e Douglas foram eliminados por Giovana e Nilton
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação
O quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023 trouxe diversas perguntas sobre o dia a dia de uma oficina mecânica. Passaram direto para a próxima fase Julio e Leandro, enquanto Giovana, Nilton, Douglas e Norival foram para a prova de eliminação preparada pela Authomix.
EPISÓDIO 4 – Responda se puder | TEMP 02 | BATALHA DO MECÂNICO
Na eliminação Giovana e Nilton mantiveram a dupla e conseguiram ir melhor na prova de troca dos rolamentos traseiros de um Hyundai HB20. Desta forma, Douglas e Norival foram para casa mais cedo. Além disso, Giovana e Nilton receberam um Kit da Authomix, que patrocinou a prova de eliminação.
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