Raio x: Nissan Versa 2024

Confira as condições de reparabilidade do sedã japonês; veja detalhes da suspensão e a motorização HR16DE da Nissan

Raio x: Nissan Versa 2024

texto & fotos Vitor Lima 

O Nissan Versa 2024, que chegou ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2023, já teve 7.062 unidades vendidas, segundo a Fenabrave. O sedã japonês, que é vendido por R$ 129.590, na versão Exclusive, avaliada pela Revista O Mecânico, traz novos elementos visuais, mas vem equipado com uma motorização já conhecida dos mecânicos, uma vez que todas as configurações são equipadas com motor 1.6 litros (HR16DE) capaz de gerar 113 cv de potência a 5600 rpm e torque de 15,3 kgfm a 4000 rpm. Em conjunto está o câmbio CVT com seis marchas simuladas (Jatco X-Tronic). Entre os modos de utilização, o modelo conta com o modo Sport, que confere uma resposta mais ágil do motor, quando o condutor aciona o pedal do acelerador.

Visualmente, a versão Exclusive, que foi avaliada, se diferencia das demais pelas rodas de liga leve de 17 polegadas diamantadas, aerofólio traseiro, antena estilo barbatana de tubarão e faróis em LED. O pacote de segurança da configuração conta com Alerta de Colisão Frontal (FCW), Assistente Inteligente de Frenagem (FEB), Alerta de Atenção do Motorista (DDA), Detector de Objetos em Movimento (MOD), Partida em Rampa (HSA), Monitoramento de Ponto Cego (BSW) e Visão 360° (AMV). Por dentro, o sedã traz central multimídia de 8 polegadas com conexão com Android Auto e Apple CarPlay e acabamento em dois tons mesclados entre tecido e couro.

Raio x: Nissan Versa 2024

Para analisar os aspectos de manutenção no Nissan Versa Exclusive 2024, convidamos os mecânicos Camilo Matos e Matheus de Moura Matos, proprietários da oficina Garagem 85, localizada em Guarulhos/SP.

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Por baixo do capô

Ao abrir o capô, Mateus explicou um pouco sobre a questão do espaço encontrado no Nissan Versa. “O espaço lembra muito a manutenção dos modelos anteriores. A parte frontal é tranquila para fazer as verificações e manutenções periódicas”.

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Exemplificando a facilidade de acesso de alguns componentes desse propulsor, é possível ver que o motor de partida (1), pode ser manuseado sem a necessidade de levantar o veículo no elevador. “Você consegue ter o acesso facilitado, carros japoneses têm o costume de manter boa disposição do chicote elétrico, isso facilita muito na manutenção”, comenta Matheus.

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Camilo Matos complementou com sua opinião sobre a disposição dos componentes com o sedã. “Nós percebemos que não houve praticamente mudanças em relação aos modelos anteriores, o que é bom. Pois, se funciona bem, por serem carros confiáveis, deve ter sido um dos motivos de manter a motorização”.

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O acesso ao alternador (2), ou até a retirada do coxim lateral do motor (3) tornam-se uma tarefa simples para o mecânico com o Nissan Versa.

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A correia de acessórios (4) possui boa visualização e acesso para verificação/substituição do componente. De acordo com a Nissan, a inspeção da correia deve ocorrer a cada 40 mil km ou 24 meses. Já a sua substituição deve ocorrer no período de 80 mil km ou 48 meses, o que ocorrer primeiro. “Tanto com o veículo no solo, quanto por baixo, retirando uma capa de proteção, fica simples para fazer uma substituição ou uma simples inspeção”, Informa Camilo.Raio x: Nissan Versa 2024

Partindo para o arrefecimento do motor, o reservatório do líquido de arrefecimento fica localizado ao lado direito do veículo (5), sem dificuldade ao mecânico. O acesso facilitado foi comentado por Matheus. “A parte boa do componente estar visível, além da facilidade de manutenção é a parte da inspeção. É fácil verificar nível, e caso precise retirar para efetuar a limpeza, as duas mangueiras de conexão com o reservatório são simples e há necessidade apenas de retirar um parafuso para remover o reservatório”.
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O fluido utilizado é o Líquido de arrefecimento Genuíno Nissan pronto para uso, caso não encontre, poderá ser utilizado aditivos equivalentes na proporção 65% água desmineralizada e 35% aditivo. A primeira substituição é realizada com 80 mil km ou 8 anos, o que ocorrer primeiro. Após, o período para troca deve ser no intervalo de 80 mil km ou 4 anos. A capacidade do sistema, já contando com o reservatório é de 7,2 litros.

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As válvulas de serviço do ar-condicionado estão de fácil acesso ao mecânico, tanto a linha de alta pressão (6), quanto a linha de baixa (7). O fluído refrigerante (gás) utilizado é o HFC-134a (R-134a) e o lubrificante do sistema do ar-condicionado é do tipo DH-PR (PAG) genuíno Nissan. Matheus chama atenção para um ponto no qual o mecânico precisa estar atento. “Em uma futura substituição do coxim do motor, o mecânico precisa tomar muito cuidado porque a tubulação da linha de baixa é rígida e possui uma mangueira de conexão. Na linha de alta existe um sensor no meio da tubulação, que se for deslocado, pode acabar encostando na carroceria. No momento da substituição do coxim, é melhor o mecânico retirar o reservatório do líquido de arrefecimento, e realizar o manuseio com cuidado, caso consiga movimentar o motor isso pode ajudar na manutenção”.

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Sobre o óleo lubrificante de motor, Camilo informa que pelo fato da Nissan manter o mesmo projeto de motorização, não há alterações, o que facilita para o mecânico que já mexeu com este motor anteriormente, tanto na parte de troca de óleo (8), verificação de nível (9) e filtro de ar do motor. “Já que seguiram a instalação do mesmo motor, basicamente é bem tranquilo a troca de óleo do motor, a verificação do nível e a reposição do filtro de ar do motor”.Raio x: Nissan Versa 2024

O filtro de ar do motor (10) deve ser limpo a cada 5 mil km sem a utilização de ar comprimido, e substituído a cada 2 anos, conforme indicado no manual do proprietário do veículo. “Ele ficou em um bom espaço, desta maneira, não sofre interferência no momento da remoção.

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Nós recomendamos que, ao realizar a manutenção e não é algo que ocorrerá nos primeiros anos do veículo, mas por costume retire a braçadeira do mangote para efetuar a remoção da tampa. Nós temos visto que nos modelos mais antigos esses mangotes sofrem com o ressecamento, ocasionando em rachaduras na parte da articulação”, comenta Matheus e alerta o mecânico sobre a abraçadeira de metal na linha de admissão de ar (11).

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Já o acesso ao corpo de borboleta não é facilitado (12). “Ele está na parte de trás do motor e como a proteção inferior que vem do para-brisa, a churrasqueira, cobre um pouco, não é muito simples do mecânico apenas retirar o mangote e verificar se há excesso de sujeira, carbonização. Neste caso, é mais fácil realizar a verificação via scanner”, informa Matheus.

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Matheus comentou sobre o acesso as bobinas de ignição (13). “Só uma bobina consegue sair com o coletor instalado. Para efetuar a substituição das bobinas com vela de ignição é necessário remover o coletor. Porém, isso não é um serviço fora do comum, são 3 parafusos que prendem o coletor”. No manual do veículo, há duas recomendações de velas de ignição que podem ser utilizadas, as velas de platina dupla ou irídio devem ser substituídas a cada 100 mil km. Para as velas de ignição de platina simples, o prazo de troca é de 70 mil km. Porém, vale lembrar que inspeções no momento da manutenção são importantes. “Recomendamos que a cada 30 mil km, seja retirada as velas para realizar uma verificação. Mesmo que as velas utilizadas sejam as de platina simples, há necessidade de verificação. As velas originais vêm com tratamento na rosca para tentar inibir a oxidação com o componente, mas no dia a dia ainda recebemos casos de velas com esse problema”, conclui Matheus.

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Camilo citou sobre a facilidade com o eletroventilador e a remoção da alma superior do radiador (14) do Nissan Versa. “Está simples para mexer no eletroventilador porque facilitaram também na opção de remoção da alma superior do radiador. Ao retirá-la, você consegue realizar uma manutenção mais simples ou até mesmo facilita na remoção dos eletroventiladores”.

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O profissional acrescentou sobre os cuidados com o sistema de arrefecimento. “O aditivo do arrefecimento é importante desde o momento que o carro sai da fábrica, até o fim da sua vida. O que ocorre muitas vezes no meio desse caminho é a variação em relação a manutenção do veículo. O arrefecimento tem que utilizar o aditivo próprio para determinado sistema e jamais misturar com outro tipo de aditivo. Mas, infelizmente nós vemos a situação em que o pessoal para de usar porque acha que é caro, ou usa em um carro que já tinha e passou a não ter, dessa forma aparece os problemas de vazamentos. A pessoa acredita que o problema está no aditivo, mas na verdade não, o problema está na falta de manutenção que deixaram de realizar anteriormente”.

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A proteção realizada pelo sistema de arrefecimento não é apenas ao motor, ele também realiza a troca de calor da caixa de câmbio do veículo. “Além do arrefecimento manter todo o sistema limpo, isento de qualquer tipo de corrosão, há necessidade de atenção com o câmbio. No caso desse veículo, será feita a passagem do líquido por um trocador de calor. Muitos problemas derivam da falta de aditivo correto ou quando não se utiliza nenhum aditivo. Pois, no trocador de calor há passagem do líquido de arrefecimento e óleo lubrificante para que haja a perda de calor. Acontece que há uma corrosão dentro do componente por falta de aditivo, eles acabam se misturando, desta maneira o líquido de arrefecimento vai para dentro da caixa de câmbio e o óleo para dentro do sistema de arrefecimento”, complementa Camilo.

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A caixa do câmbio automático só é possível ser vista por baixo do veículo, porém, o abastecimento do fluído de câmbio pode ser realizado ao abrir o capô. Ao lado do coletor de admissão, está o local para abastecimento (15). “Muitos pensam que esse local é uma vareta para verificação de nível, mas não é. Este veículo, é aferido por um bujão separadamente. Por não conhecerem, é comum ver casos em que este bocal está danificado, devido à falta de manuseio correto. Na maioria das vezes tentam puxar esta tampa, porém ele possui uma trava bem simples para retirada”, informa Camilo. Referente aos componentes eletrônicos, a bateria de 12V é do tipo EFB e possui 47Ah e CCA de 470A (16). A caixa de fusíveis fica localizada na parte de trás da bateria.

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Ao lado da bateria de 12V, está localizado o módulo de injeção do veículo (17). “Ele é um pouco mais difícil de retirar a proteção, é bem protegido. Pois, não é algo que você vai manusear sempre, diferentemente da questão de fusíveis e outros componentes”, informa Matheus.

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O mecânico também comentou sobre a localização do reservatório do fluido de freio (18). “A parte do reservatório de freio da linha Nissan, frequentemente é um pouco mais complicado. Os dois primeiros donos não terão esse tipo de problema, porém, mais para frente quando for necessário realizar uma substituição total de fluido e precisar remover o reservatório, existe uma trava plástica que seu acionamento é virado para a caixa de fusíveis, o que dificulta a passagem da mão”.

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Na tampa do reservatório está a indicação de uso do fluido DOT3, porém, no manual do proprietário há indicação de utilização do DOT3 ou DOT4. A inspeção com o fluido deve ocorrer a cada 10 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. Já a substituição é a cada 2 anos.

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Outro componente que faz parte do sistema de frenagem, e está bem protegido, é o módulo ABS (19). Ele está ao lado da torre do amortecedor do lado direito do veículo. Matheus deu a sua opinião sobre a localização do componente. “As montadoras estão tomando um pouco mais de cuidado com o módulo ABS. Elas tinham o costume de deixar em uma região um pouco mais afastada, por não ser algo que precise de tanta manutenção, mas desta maneira, ele fica mais suscetível ao contato com a água, entre outras coisas e acabam gerando problemas. Esta localização em que o módulo ABS está no Nissan Versa 2024 não tem nenhum problema, as tubulações estão viradas para o mecânico, o que facilita na hora da manutenção”.

Raio x: Nissan Versa 2024

Por baixo do Nissan Versa 2024
Ao erguer o veículo no elevador, foi possível ver que o filtro de óleo do motor se mantém simples para o mecânico, assim como em outros veículos. Próximo a ele, está o compressor do ar-condicionado (20). Apesar de ser um componente que não possui manutenções frequentes, o mecânico tem fácil acesso caso necessite realizar alguma intervenção.

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O coxim inferior ou restritor de torque (21), como alguns chamam, é bem visível e o mecânico Matheus falou um pouco sobre o componente. “Esse coxim necessita de um pouco mais de cuidado, tem alguns casos que já apareceram em nossa oficina com esse coxim fraturado na parte metálica.

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Na parte da transmissão automática, o Nissan Versa possui um câmbio CVT e o cárter tem espaço livre para acesso, assim como o bujão de escoamento do lubrificante (22). “Ele possui um filtro dentro do cárter”, informa Matheus. O óleo de câmbio utilizado é o fluído CVT Nissan NS-3 e, de acordo com o manual, deve ser inspecionado referente a nível e possíveis vazamentos a cada 20 mil km ou 12 meses. A cada 100 mil km deve ocorrer uma inspeção em busca de deterioração do fluido e a substituição só deve ser feita se necessário, conforme a Nissan.

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Matheus comentou sobre os períodos informados em manual. “A troca com 100 mil km é bem estendida, nós não recomendamos toda essa quilometragem. Agora, a Nissan recomenda a inspeção a cada 20 mil km, e na oficina nós já vimos dois casos de câmbios CVT com problemas, um antes dos 30 mil km e o outro logo após essa quilometragem, talvez por isso ela pode ter recomendado essa atenção com a inspeção nesse intervalo. Provavelmente essa verificação indicada é através da retirada de uma amostra do fluido pelo bujão, porque você consegue identificar a quantidade de limalha existente e ter uma ideia, mas o recomendado é que seja feito a substituição antecipadamente, principalmente em casos de uso severo do veículo”.

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Camilo conta as suas recomendações com o câmbio CVT. “O fato de comentarmos que a substituição do fluido deve ser feita a cada 30/40 mil km, não quer dizer que o câmbio é ruim, até porque o que a transmissão dar problema é justamente a falta de manutenção, tanto na caixa de câmbio, quanto no sistema de arrefecimento. Este sistema danificado, estará ligado diretamente a um futuro problema na caixa de câmbio. O pessoal confunde muito sobre a questão do uso severo, entende que é apenas andar em trilha, fora de estrada, solo acidentado, mas uso severo é quase tudo. Estamos sempre no trânsito, as vezes para rodas 30 km de distância você gasta o tempo de 4 horas. Então devemos ter bastante atenção com o tempo, além da quilometragem. Examine como está a condição do fluido CVT para não danificar o câmbio. É um componente que tem um desgaste maior que o câmbio automático epicicloidal, pois nós temos o contato direto da correia com as polias, gerando um pouco mais de desgaste. Porém, sendo utilizado de maneira correta e tendo a manutenção adequada, dura muitos anos”.

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Sobre o conjunto de suspensão dianteira, Matheus elogiou o acesso de alguns componentes do conjunto de suspensão adotado pela Nissan, como a bandeja de suspensão (23), pivô de suspensão (24) e as bieletas. “Boa parte da suspensão, como toda a região próxima a bandeja de suspensão, pivôs, um pouco mais atrás a bieleta, o acesso é tranquilo e simples”.

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Porém, um ponto que não agradou o mecânico foi o acesso a bucha da barra estabilizadora da suspensão dianteira. “Nós conseguimos ver a bucha, mas o acesso é ruim. Provavelmente, quando houver a necessidade de efetuar a troca, será necessário deslocar o agregado de suspensão, caso contrário, você não consegue ter acesso ao parafuso de fixação”.

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Contrário a isso, o acesso aos terminais de direção está simplificado (25). Segundo Matheus, o componente não deveria passar por manutenções recorrentes, porém, indica que há diferentes casos com veículos que trafegam nas ruas e rodovias brasileiras. “Infelizmente, tem se tornado cada vez mais recorrente a troca desse componente, pois as vias muito esburacadas fazem as bieletas e os terminais de direção sofrerem mais. Inclusive, os pneus também têm passado por manutenções recorrentes, diferentes casos aparecem na oficina de pneus com bolhas, por conta dos buracos que estão em boa parte das vias públicas”.

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Uma diferença que pode ser notada é com os semieixos. Alguns veículos apresentam oxidação com o componente, o que não é visto no Nissan Versa 2024. Matheus comentou sobre e acrescentou com o sistema de tulipa e trizeta (26). “O semieixo deve ter recebido algum tipo de tratamento. Não que uma oxidação externa fosse influenciar muito, mas o ideal é que não haja vazamento de graxa da coifa do sistema de tulipa e trizeta. Para manutenções futuras, é analisar a coifa que vai sofrer um ressecamento e verificar se não há vazamentos. Perto dos 80 mil km, os mecânicos vão perceber que ocorre a manutenção ligada a lubrificação do componente. Um detalhe importante, a tulipa e a trizeta devem voltar sempre na mesma posição, caso contrário terá problemas de vibração no veículo a partir de determinadas velocidades”.

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A caixa de direção do Nissan Versa é mecânica (27), mas possui acionamento elétrico na coluna de direção. “É uma caixa mecânica comum, pois você não vê nenhum motor ou chicote nela. O motor elétrico vai ficar lá dentro da coluna de direção. Caso seja necessário realizar a manutenção com a caixa, isso facilita muito, pois sem a presença da parte eletrônica passando pela caixa, fica mais fácil de realizar este tipo de reparo, você tem menos preocupação. Geralmente, quando o motor fica acoplado na caixa, os sensores também ficam, então há um cuidado maior no momento da desconexão dos componentes”, explica Matheus.

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Ao analisar o sistema de exaustão, ao longo da tubulação é possível ter acesso fácil a sonda pós catalisador (28). “A sonda pós é quem faz o controle para saber se o catalisador está funcionando corretamente. Ela não ajuda na mistura ar/combustível, apenas indica se o catalisador está ou não com algum tipo de problema”, informa Matheus.

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No que diz respeito as tubulações de freio e combustível, o mecânico Matheus salientou sobre as travas que fazem o suporte das tubulações (29). “É legal quando nós temos essas travas, pois são de fácil manutenção. Por exemplo, caso você precise realizar uma manutenção que seja necessário descer o tanque de combustível, você abre essas travas para não forçar a linha de combustível o e até a de frenagem. Essas linhas são rígidas, por isso é bom ter o cuidado e evitar que elas possam sofrer algum tipo de amassamento”.

Raio x: Nissan Versa 2024

O tanque de combustível (30) possui uma espécie de recuo no que diz respeito ao alinhamento dos componentes abaixo do carro. Comparando com o sistema de escape do veículo, o tanque está acima, minimizando qualquer tipo de problema que possa existir do contato do solo diretamente no componente.

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“Seguindo as tubulações que partem do tanque de combustível, é possível ver que outro componente que está bem protegido é o cânister que está atrás de uma capa protetora. A Nissan se preocupou bastante em proteger tudo e deixar bem fixado. Lembrando que, pelo cânister, passa vapores de combustível”, comenta Matheus ao falar sobre o filtro cânister (31).

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Do outro lado do veículo, mais um componente que está bem protegido e possui boa localização é o filtro de combustível (32). “Esses filtros que são externos ao tanque não costumam ser difíceis para manutenção, com exceção de alguns modelos, mas no caso do Versa, basta soltar o parafuso que prende o suporte e utilizar o alicate específico para soltar a trava da conexão da tubulação”, informa Matheus que acrescenta

Raio x: Nissan Versa 2024

sobre o que pode acontecer no caso da não utilização da ferramenta correta. “Algumas pessoas retiram essa trava com a utilização de uma chave de fenda e, caso afunde essa trava, costuma ocorrer o problema no momento da conexão. Pois, na hora de conectar ela fará o encaixe, mas na hora que entra a pressão na linha, essa conexão escapa. É bem comum isso acontecer”.

Problemas com a bateria? Saiba identificar os sinais

Fatores como horas de trabalho do veículo podem diminuir a vida útil do componente

Como é de conhecimento de todos a bateria é uma peça fundamental na engrenagem do veículo. Contudo, poucas pessoas sabem utilizá-la de maneira correta, o que contribui para o aumento da vida útil desse equipamento. Vale lembrar que fatores como horas de trabalho do veículo podem diminuir a vida útil do componente. 

 

Além disso, veículos que ficam parados com o acessórios ligados, entre eles ar-condicionado, climatizadores, geladeiras, rádios, entre outros, podem diminuir a vida útil da bateria. Por sua vez, veículos que trafegam em rodovias têm ventilação maior, o que ajuda na durabilidade do componente, o que é diferente dos carros que andam em baixa velocidade.

O dono do veículo também deve manter o estado de carga da bateria sempre superior a 80% da bateria para que o desempenho seja alcançado. Ademais, cabos elétricos e o sistema de carga e partida têm um papel importante na passagem da energia que entra e sai da bateria. Portanto, é indicado observar o estado desses componentes com frequência. 

 

Motivos como temperatura, vibração e armazenamento também podem comprometer o funcionamento e, ainda, causar danos irreversíveis à bateria. Para evitar esses problemas, cuidados simples como controle de carga no armazenamento antes da instalação, fixação do conjunto no alojamento do veículo, limpeza dos terminais, verificação dos níveis de solução ácida, entre outros, irão ajudar a manter a vida útil. 

Clarios amplia o fornecimento de baterias avançadas para as montadoras
Clarios amplia o fornecimento de baterias avançadas para as montadoras – Foto: divulgação/Clarios

Por fim, sinais como partida “pesada”, oscilações em lâmpadas e aquecimento excessivo na bateria podem ser um indicativo de que esse componente está chegando ao final da vida útil. Por isso, é necessário fazer a substituição com um profissional especializado e olhar o manual do veículo para utilizar a bateria correta para o carro.

 

Veja como rebitar corretamente a lona de freio de caminhões

Rebitagem deve seguir sempre o sentido do centro da lona para fora

pneu caminhão

Tudo começa com a verificação do modelo correto de rebite, de acordo com o ângulo e a furação da lona de freio, além de adequar a pressão da rebitadeira. Esse procedimento é realizado em caminhões, utilizando um jogo de lonas, um jogo de rebites, um patim de freio e a rebitadeira, que é um equipamento de auxílio na correta rebitagem de lonas em sapatas de freio, que pode evitar danos às peças.

 

Após esse começo, é fundamental adequar a pressão da rebitadeira, conforme o manual de instruções, e posicionar a lona de forma correta no patim de freio, sempre observando as referências de lonas cônicas, o jogo é composto por uma lona de freio mais fina e uma mais grossa.

Pneu caminhão Goodyear

A lona mais fina deve ser colocada na parte da ancoragem do patim, já a mais grossa na parte superior do patim, onde consta o eixo atuador da câmara de freio, ficando na posição adequada. Após fazer esse procedimento, basta colocar todos os rebites nas lonas de freio.

 

Ademais, vale lembrar que a rebitagem deve sempre ser feita no sentido do centro da lona para fora, pois assim irá obter assentamento no patim e não evitará trincas nas lonas de freio.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículo

Indicações mostram para o motorista possíveis falhas e danos no carro

O feridão da virada do ano já é semana que vem. Por isso, é preciso ficar atento com as luzes de alerta no painel de instrumentos, que identificam possíveis falhas e danos no veículo. Veja o que cada alerta quer dizer.

 

Pedro Valêncio, técnico de suporte ao cliente do time de Aftermarket da Delphi, as luzes do painel são classificadas pelas cores amarela, vermelha, verde e azul. As amarelas indicam um problema de gravidade moderada. “Neste caso, é possível rodar com o veículo por um tempo, mas é recomendado levá-lo à oficina para análise.” Por sua vez, as vermelhas indicam problemas graves.  “Quando isso acontecer, é preciso levá-lo urgentemente à oficina para verificação do defeito”, afirma Valêncio. Já as luzes verdes e azuis indicam que algum dispositivo está ligado. Por exemplo, faróis, piscas, piloto automático ou luz de neblina.

 

Principais luzes 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículo

Luz do freio: indica que o freio de mão está acionado, uma vez que pode ter falhas no sistema. A luz é vermelha porque existem riscos de o freio não funcionar adequadamente.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz de temperatura do motor: acende quando há aumento da temperatura do motor e, eventualmente, sinais de problema no sistema de resfriamento. Nesta situação, primeiro, pare o veículo o mais breve possível e espere o motor esfriar. Em seguida, verifique o nível do fluido de arrefecimento, observe quaisquer vazamentos sob o motor e se o ventilador do radiador está funcionando corretamente. Havendo necessidade, procure o mais rapidamente possível uma oficina mecânica, para verificar e reparar eventuais falhas ao sistema

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do óleo: avisa sobre falha no sistema de lubrificação, ocasionada pelo baixo nível de óleo ou falta de pressão. “Se o motor trabalhar muito tempo com deficiência de lubrificação, teremos desgaste acentuado das peças móveis e aumento da temperatura, que pode fundi-lo”, alerta Valêncio


Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz de carga da bateria:
é exibida na ocorrência de problemas na bateria do carro. “Também pode indicar inconvenientes no sistema elétrico e falta de carregamento de energia pelo alternador. Caso permaneça acesa, poderá dificultar a próxima partida do motor”, informa o técnico da Delphi.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz dos airbags: mostra que o sistema de segurança passivo do airbag poderá apresentar falhas em caso de acidente. “É muito importante ficar atento neste ponto. Se a luz acender, deve-se procurar uma oficina.”

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz de reserva do tanque de combustível: ela indica que o tanque de combustível está na reserva e que o veículo tem apenas alguns quilômetros de autonomia.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz da injeção eletrônica: é um alerta sobre algum defeito no motor. “Não é possível especificar em qual componente apenas pela luz, mas o veículo pode apresentar falhas no funcionamento, alto consumo de combustível e elevação dos níveis de emissão”, avalia Valêncio. O técnico também explica que caso a luz acenda após o abastecimento, a central eletrônica pode não ter reconhecido o novo combustível, ou ele tem baixa qualidade. “Se a luz permanecer acesa mesmo após o abastecimento em um posto de combustível de confiança, é importante buscar o auxílio de uma oficina para análise corretiva do sistema.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do ABS: desde 2014, símbolo obrigatório em veículos novos vendidos no Brasil. O sistema é responsável por evitar o travamento das rodas em uma frenagem de emergência. É importante ficar atento se o ABS apresenta alguma irregularidade, que poderá ocasionar falhas na frenagem.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do EPS: trata-se de um sistema de direção com assistência elétrica, permitindo maior maciez ao movimentar o volante.

 

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do ESC: Valêncio explica que o ESC, também conhecido como ESP, é o controle de estabilidade que utiliza os dados de alguns sensores, como o de velocidade de cada roda e o de posição do volante para manter o veículo em sua trajetória, fazendo a distribuição da frenagem em cada roda. O sistema pode ser desativado por meio de um botão no painel. Uma luz indicará que ele está desligado. Entretanto, o técnico recomenda esta ação apenas quando o motorista estiver em um terreno de baixa aderência, como areia, cascalho ou terra, para facilitar a movimentação inicial do veículo.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoLuz do imobilizador: representa uma falha de comunicação entre a chave de ignição eletrônica e a antena instalada no miolo da chave. A antena informa para a central se a chave é a correta. Os desenhos deste símbolo podem ser de uma chave apenas, de um carro com uma chave ou um cadeado. “Caso esteja acesa, pode dificultar a partida. O correto é procurar um chaveiro ou eletricista para verificar o defeito”, sinaliza Valêncio.

Luzes: saiba o que significa cada aviso no painel do veículoIndicador de aquecimento de combustível: surge no painel quando o sistema de partida a frio está ativo e aquecendo o combustível. O tempo que a figura permanece ligada pode variar de acordo com a condição da bateria e a temperatura do ar e da água.

 

Responda se puder: Relembre o quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023

Norival e Douglas foram eliminados por Giovana e Nilton

Responda se puder: Relembre o quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

O quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023 trouxe diversas perguntas sobre o dia a dia de uma oficina mecânica. Passaram direto para a próxima fase Julio e Leandro, enquanto Giovana, Nilton, Douglas e Norival foram para a prova de eliminação preparada pela Authomix.

Na eliminação Giovana e Nilton mantiveram a dupla e conseguiram ir melhor na prova de troca dos rolamentos traseiros de um Hyundai HB20. Desta forma, Douglas e Norival foram para casa mais cedo. Além disso, Giovana e Nilton receberam um Kit da Authomix, que patrocinou a prova de eliminação.

Responda se puder: Relembre o quarto episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Julio, Giovana, Leandro e Nilton foram para o Top 4. No quinto episódio eles tiveram ajuda do Mecânico Pro para fazer a manutenção do veículo.

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

A importância da regulagem de válvulas vai muito além de um possível incomodo provocado pelo barulho metálico caraterístico de um motor com um trem de válvulas desregulado

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

artigo por Diego Riquero Tournier   fotos Arquivo Bosch

Para começar podemos ressaltar que um motor com válvulas desreguladas pode ser considerado dentro desta condição essencialmente por duas alternativas:

  1. a) Motor com folga de válvulas
    acima do especificado.
  2. b) Motor com folga de válvulas
    abaixo do especificado.

Mas, antes de entrar no específico da regulagem de válvulas, vamos lembrar o porquê da necessidade da regulagem das folgas de válvula de um motor? Seja este, com sistema de regulagem manual ou automático (tuchos hidráulicos).

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

E a resposta para este ponto, está relacionada com a necessidade de compensar os diferentes coeficientes de dilatação dos diversos materiais e suas respectivas ligas de materiais presentes no conjunto dinâmico conhecido como trem de válvulas.

Neste sentido, a figura 1 mostra o comportamento térmico típico de uma válvula de motor durante o funcionamento normal do mesmo; a escala de cores que vai desde o azul (mais frio), até o vermelho (mais quente), permite identificar as temperaturas normais de funcionamento que vão desde os 100°C até os 550°C dependendo da região específica da válvula.

Claramente, a região mais quente da válvula será sempre aquela que está em contato direto ou mais próxima da câmara de combustão, ou seja, em contato com temperaturas instantâneas superiores aos 1.500°C.

Como é possível imaginar, não são muitos os materiais que contam com a capacidade de suportar este tipo de ambiente independentemente da sua liga; por este motivo, as válvulas  ao estar em contato direto com a região mais quente do motor, além da sua função especifica de regular a entrada e saia dos gases da câmara de combustão mantendo a mesma sempre de forma hermética durante o curso da compressão, também acumularão a importante responsabilidade de dissipar as altas temperaturas presentes na câmara de combustão através da transferência térmica que os matérias das válvulas (admissão e escapamento), proporcionam mediante o contato metálico entre as sedes das válvulas incertas no cabeçote do motor e as próprias válvulas.

Dentro de todo este cenário de altíssimas temperaturas, existe um fenômeno caraterístico dos materiais conhecido como dilatação térmica, mediante o qual dimensões de comprimento, área ou volume dos materiais são alteradas.

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

E como todos os componentes metálicos que conformam o trem de válvulas se encontrarão sometidos a esta condição, em alguma medida os mesmos estarão sujeitos a mudanças dimensionais, aumentando seu tamanho em contato com temperaturas quentes (dilatação), e diminuindo seu tamanho quando sometidos a temperaturas mais frias (contração).

Na figura 2 estão representados os principais pontos que são afetados pelo fenômeno da dilatação e contração térmica em uma válvula de motor, mas, longe de tratar-se de uma situação especifica no conjunto de válvulas, devemos recordar que este fenômeno está presente em todos os materiais e componentes que conformam um motor de combustão interna.

Seguindo as indicações da figura 2, é possível deduzir que uma das medidas mais afetadas pela dilatação térmica seja o diâmetro da cabeça da Válvula (D), justamente por ser uma das partes em contato direto com região mais quente da câmara de combustão; mas, não será muito distante o efeito de dilatação térmica ao qual estarão sujeitas as sedes das válvulas (S), incertas no cabeçote do motor, assim como, o próprio pescoço da válvula (I).

Mas há outra parte da válvula a qual estará sujeita a uma modificação da sua dimensão, principalmente por tratar-se de uma caraterística resultante da sua forma mais alongada; estamos falando da haste da válvula (1).

A haste da válvula sometida aos efeitos de uma dilatação térmica, passará a contar com um dimensional mais alongado, aumentando a altura total de abertura da válvula; esta mudança na altura da haste da válvula, afetará a medida do curso da válvula (H), modificando a distância que separa a válvula totalmente aberta com relação à sede da válvula no cabeçote. Ou seja, estamos falando do curso total da válvula, ou quantos milímetros abre a válvula.

Esta condição da abertura máxima da válvula, tem impactos em duas condições extremante importantes do funcionamento do motor; por um lado a abertura efetiva das válvulas, a qual determinará a condição real de enchimento dos cilindros (eficiência volumétrica), e por outro lado, a mencionada condição de transferência térmica a qual afetará de forma decisiva a condição de dissipação das altas temperaturas presentes na câmara de combustão.

Coluna Mecânico Pro: Qual a relevância da regulagem de válvulas?

E este fenômeno da mudança da condição de dissipação térmica, se explica de forma simples através da mudança do tempo efetivo no qual a válvula permanece em contato com sua respectiva sede; isto é, se a válvula “abre muito” (curso muito longo), contará como menos tempo para ficar em contato metálico com a sede de válvulas e consequentemente contará com menos tempo para fazer a troca térmica.

Esta condição, determina a necessidade especifica de cada motor para estabelecer um tempo mínimo no qual a válvula permanecerá fechada (em contato metálico com a sede de válvulas), com tudo o que isso envolve em termos de variáveis dinâmicas do funcionamento do motor, as quais vão desde a capacidade de permitir um maior fluxo de gases nas diferentes condições de carga e RPM do motor (condição que melhora com uma maior abertura de válvulas), até a necessidade manter um controle térmico do conjunto (condição que melhora com um menor tempo de apertura de válvulas); estabelecendo-se de esta forma, a necessidade de um equilíbrio entre estas duas condições para cada projeto de motor.

Dessa forma, um dos fatores funcionais mais importantes para garantir a permanência deste equilíbrio dinâmico projetado pelo fabricante do motor, no sentido do respeito dos parâmetros e tolerâncias, estará determinado pela regulagem de válvulas.

Em poucas palavras podemos dizer que, a regulagem de válvulas e responsável por garantir a melhor condição de fluxos de gases (eficiência volumétrica), dentro de um rango de temperatura operacionalmente seguro, evitando danos mecânicos por estresse térmico em válvulas, cabeçote, pistões e outros componentes do motor.

Na figura 3 é possível identificar as diferencias construtivas e funcionais dos dois sistemas, mas comuns de regulagem de válvulas aplicado pela indústria automotiva; a direita da imagem é possível ver um esquema do sistema de regulagem mecânica, o qual está baseado na intervenção direta (física), em determinados elementos do conjunto, para a realização do ajuste da folga de válvulas conforme as especificações e períodos de manutenção estabelecidos pelo fabricante.; para este fim, existe um regulador mecânico (4), o qual determina a distância (folga de contato), entre o balancim (3), e a válvula do motor.

Conforme o sistema possui mais componentes mecânicos no trem de válvulas, como pode ser o caso de um sistema OHV (Overhead Valves), com árvore de comando no bloco (5), tuchos de válvula mecânicos (1), varetas de válvula (2), balancim (3); maior será a incidência do efeito da dilatação térmica de todos esses componentes, e portanto, maior será a necessidade de ajustes periódicos na regulagem de válvulas.

Por outro lado, o desenho do lado esquerdo da figura 3, mostra os principais componentes de um sistema de regulagem automático de válvulas, baseado na incorporação de um componente hidráulico (Tucho hidráulico), o qual conta com a função de realizar um ajuste dinâmico a partir da geração de um efeito de amortecimento gerado pelo ingresso de óleo proveniente do circuito de lubrificação forçada do motor, chegando ao tucho hidráulico pelo orifício de entrada (1), sendo regulado no ingresso na câmara interna do tucho pela válvula (3), permitindo a saída controlada através de um orifício calibrado (2), controlando desta forma, a folga de contato entre o came (4) e o balancim.

Com base neste sistema hidráulico de regulagem, a folga de válvulas é controlada de forma dinâmica absorvendo as mudanças dimensionais dos componentes do trem de válvulas, produto dos efeitos da
dilatação térmica.

Para o caso dos sistemas de regulagem hidráulicos, fatores como pressão do sistema de lubrificação, limpeza dos componentes (já que os orifícios dos tuchos hidráulicos são muito pequenos), assim como, a correta aplicação da especificação do óleo do motor estabelecida pelo fabricante, são elementos de extrema importância para o correto funcionamento do sistema.

Manutenção da suspensão: saiba como evitar dores de cabeça

Sistema é responsável pela estabilidade e, também, boa dirigibilidade do veículo

A suspensão é responsável por absorver as irregularidades do tipo de piso que o veículo trafega, proporcionando segurança e conforto aos ocupantes do carro durante a viagem. Esse sistema também é responsável pela estabilidade e, também, boa dirigibilidade do automóvel. Por isso, é fundamental manter a manutenção preventiva desse equipamento em dia.

 

Dito isso, é necessário levar o veículo em uma oficina com profissionais capacitados para verificar os amortecedores, molas, entre outros itens do sistema de suspensão. Com isso, o mecânico irá detectar vazamentos ou danos nas hastes e borrachas dos componentes da suspensão.

 

Caso o amortecedor tenha vazamento, será necessário realizar a substituição deste componente e, também, das molas, uma vez que ambos trabalham de forma conjunta e se um estiver mais desgastado que o outro irá acelerar o processo de desgaste do componente mais novo.

 

Outra dica importante para observar possíveis sinais de desgaste do sistema da suspensão é pressionar uma das pontas do carro para baixo. Caso o veículo balance por mais de duas vezes será necessário fazer a manutenção, pois o comportamento normal do amortecedor é estabilizar o carro de imediato.

Pneu furou? Veja o que fazer nessa situação

Vazamento de ar causado por objeto perfurocortante geralmente ocorre de forma gradual  

Pneu furou? Veja o que fazer nessa situação

Pneu furado é sinal de transtorno e dor de cabeça, ainda mais nessa época de festas, em que quase todos os estabelecimentos estão fechados. Geralmente, o vazamento de ar causado por objeto perfurocortante ocorre de forma gradual e, em alguns casos, o motorista só percebe que o pneu está comprometido de um dia para o outro.

 

Contudo, em caso de perda da pressão de ar repentina, o motorista pode enfrentar dificuldade para manter a direção do carro, uma vez que haverá trepidação de toda carroceria do veículo. Portanto, a primeira atitude é reduzir a velocidade e manter o controle seguro da direção, para logo em seguida estacionar em um local seguro. Feito isso, sinalize corretamente a área onde o automóvel está parado e, se necessário, solicite ajuda para realizar a troca do pneu pelo estepe.

 

Além disso, antes de arrumar o pneu furado é importante conferir a profundidade de sulco da rodagem igual ou menor que 1,6 mm. Também é necessário verificar o tamanho do dano causado por rodagem e a degradação do pneu, os danos no ombro, lateral ou talão, se o reparo feito está de acordo com a norma e, por fim, a separação entre camadas de borracha e cintas na região da banda de rodagem.

 

Em relação aos pneus Run Flat e Extended Mobility Tire, é fundamental levar para um técnico capacitado para examinar e avaliar as condições do pneu, pois somente depois dessa análise será possível determinar se o pneu atende a todos os critérios para ser reparado.

 

Acabou a brincadeira: Relembre o terceiro episódio do Batalha do Mecânico 2023

Giovana e Julio superaram Ricardo e Eder na prova de eliminação patrocinada pela KYB

Acabou a brincadeira: Relembre o terceiro episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

O terceiro episódio da Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 testou o conhecimento dos participantes na prova de lubrificantes. Nilton e Douglas passaram em primeiro lugar com seis pontos. Logo atrás ficaram Norival e Leandro com cinco acertos. Com isso, Ricardo, Eder, Giovana e Julio foram para a prova de eliminação patrocinada pela KYB.

Na prova eliminatória, que foi patrocinada pela KYB, Giovana teve que fazer a troca do amortecedor em um Toyota Corolla Cross junto com Julio. Os dois superaram Eder e Ricardo e, também, ganharam uma maleta de ferramentas e macacões da KYB.

Acabou a brincadeira: Relembre o terceiro episódio do Batalha do Mecânico 2023
Foto: Revista O Mecânico/Divulgação

Desta forma, continuaram na Segunda Temporada do Batalha do Mecânico 2023 Julio, Giovana, Nilton, Douglas, Norival e Leandro, que tiveram que trocar rolamentos no quinto episódio para continuar no maior reality show de mecânica do Brasil.

 

Calorão: veja como cuidar do veículo em dias quentes

Motor trabalha muito perto dos limites de especificações durante um calor intenso 

Calorão: veja como cuidar do veículo em dias quentes

Por conta do El Niño, o verão terá dias mais quentes com ondas de calor extremas atingindo o Brasil. Por isso, é fundamental cuidar do veículo nessa época do ano, uma vez que o motor trabalha muito perto dos limites de especificações, que é de 50ºC. Veja o que fazer para manter o carro em dia no calorão do verão 2024.

O líquido de arrefecimento tem a função de controlar a temperatura do motor, não o deixando aquecer, além de proteger contra a corrosão. Portanto, é fundamental verificar o nível do líquido regularmente, que está dentro do reservatório, geralmente, posicionado na parte superior do propulsor, nele há indicações de nível máximo e mínimo para preenchimento do fluido. 

Ademais, não abasteça o reservatório com água da torneira e sem a adição do fluido de arrefecimento, pois irá danificar a bomba d’água do carro, ocasionando vazamentos e, consequentemente, aquecendo as partes internas do bloco do motor, devido a perda do fluido de arrefecimento. Em vista disso, é fundamental seguir a recomendação do manual do veículo sempre utilizando o fluido de arrefecimento na proporção correta. 

Outro ponto para ter atenção é com as mangueiras ressecadas e, também, afrouxamento das presilhas de fixação. Sem um fluido de arrefecimento adequado, esses componentes não conseguiram fazer o controle adequado de temperaturas internas do motor, além de causar vazamentos e prejudicar o bom funcionamento do conjunto motriz. 

A famosa válvula termostática, que tem função de controlar o fluxo do líquido de arrefecimento através do motor, geralmente falha em uma posição fechada, não permitindo que o líquido de arrefecimento flua de forma correta pelo propulsor, o que gera um aumento de temperatura interna do conjunto motriz, causando deficiência no sistema de refrigeração.

Em relação ao filtro de ar, é fundamental que não esteja em péssima qualidade, pois esse componente sujo pode reduzir a eficiência do motor. Portanto, é importante verificar esse componente e trocá-lo sempre que estiver sujo ou danificado.

Assim como o líquido de arrefecimento é importante para refrigeração do motor, o óleo do motor também é fundamental para deixar o conjunto funcionando em plena forma. Caso isso não aconteça, o lubrificante terá menor viscosidade, prejudicando sua eficácia.

O calor intenso também afeta a pressão dos pneus. Por esse motivo, é indicado verificar a pressão dos pneus pela manhã, quando o clima estiver mais ameno, uma vez que pneus com pressão inadequada podem superaquecer, acelerando o processo de desgaste e colocando a segurança dos passageiros e motorista em risco. 

Embora o atrito dos freios gere calor e aumento de temperatura neste sistema somado ao calor extremo, podem causar vitrificação das pastilhas e perda parcial da função do sistema de frenagem. Também é fundamental a estanqueidade do sistema para que não haja vazamento do fluido de freio.          

Por fim, fique atento com o ressecamento de borrachas em situações comuns a veículos que sofrem muita exposição ao sol, pois a durabilidade dessas peças pode ser reduzida, como do limpador de para-brisa.

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