Sabó orienta como instalar o retentor traseiro do virabrequim

retentor traseiro do virabrequim da Sabó

Empresa revela cuidados na instalação do retentor traseiro do virabrequim e destaca a importância das verificações dimensionais

A montagem do retentor traseiro do virabrequim é uma etapa que exige atenção para evitar vazamentos de óleo e problemas prematuros no motor. No caso do Duramax 2.8L 16V, de quatro cilindros, a instalação do componente SABÓ 05832GRGH envolve cuidados que vão além do simples encaixe da peça.

Segundo a empresa, a preparação do conjunto, a conferência das medidas do virabrequim e o correto posicionamento do retentor são fundamentais para garantir a eficiência da vedação. Além disso, parâmetros como desalinhamento e batimento radial precisam ser analisados durante o procedimento.

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Limpeza e conferência dimensional

Antes da instalação, o virabrequim e o alojamento do retentor devem ser completamente limpos. É necessário remover resíduos de óleo, contaminantes e restos de junta, que podem prejudicar o assentamento da peça e aumentar o risco de vazamentos.

Outro ponto é a conferência do diâmetro do virabrequim. Para a aplicação no motor Duramax 2.8L, a medida nominal deve ser de 100,00 mm, com tolerância entre 99,92 mm e 100,00 mm. Se o valor estiver fora dessa faixa, a empresa recomenda uma intervenção técnica antes da montagem.

Inclusive, a pista onde o retentor atuará também precisa ser inspecionada. Riscos, sulcos ou marcas de impacto podem comprometer o contato do lábio de vedação e a capacidade de impedir a passagem de óleo.

Além disso, a fabricante chama atenção para o STBM (Shaft-to-Bore Misalignment), que corresponde ao desalinhamento estático entre o eixo e o alojamento. A medição é realizada com uma base magnética na ponta do virabrequim e um relógio apalpador apoiado no alojamento do retentor.

Quando o desalinhamento ultrapassa o limite, a pressão de contato do lábio pode ficar maior de um lado e menor no lado oposto, favorecendo o surgimento de vazamentos.

Montagem do retentor de PTFE

Outro parâmetro destacado é o STRO (Shaft Total Run Out), que verifica o batimento radial dinâmico. Nesse caso, a base magnética é fixada no bloco do motor, enquanto o relógio apalpador fica apoiado na pista do virabrequim. Com uma volta completa de 360°, é possível verificar a variação indicada pelo instrumento.

Na montagem, o lábio de vedação em PTFE e a pista do virabrequim devem permanecer completamente secos, sem óleo ou graxa. A condição é necessária para o correto assentamento e para a formação da película funcional do material.

O retentor deve ser posicionado cuidadosamente, alinhado à face do virabrequim e com as costas voltadas para a sede. A Sabó recomenda ainda a utilização da ferramenta específica de montagem, para aplicar a carga de maneira uniforme e evitar que o componente seja instalado de forma inclinada.

Nos retentores de PTFE, a luva plástica de montagem que acompanha o produto também tem função importante. Ela protege o lábio durante o encaixe e evita cortes, torções ou deformações. Por isso, não deve ser retirada antes da instalação do retentor no eixo.

Por fim, é preciso conferir se a peça ficou paralela e alinhada à face do bloco e do virabrequim, além de verificar a profundidade correta do alojamento. Essa inspeção final ajuda a assegurar o funcionamento adequado do sistema de vedação.

 

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