
A Freudenberg-Corteco, divisão de reposição automotiva da Freudenberg-NOK Sealing Technologies, comemora em 2017 os 85 anos do retentor. O Simmerring foi criado em 1929 para permitir que motores, eixos e transmissões operassem de maneira mais eficiente e sem vazamentos. Por 85 anos, este anel de vedação tem sido fornecido para as montadoras e para o mercado de reposição no País.
Desde a sua criação o anel passou por diversas transformações tecnológicas que o aprimoraram e permitiram que ele resistisse mais à altas temperaturas e solventes, por exemplo.
E, para comemorar o aniversário, a Freudenberg-Corteco investiu em uma nova tecnologia e lançou o retentor exclusivo de virabrequim lubrificado a ar, o “LEVITEX”, que reduz o atrito em até 90% e emissões de CO2 em 0,5-1 g/km, possui uma alta capacidade de carga e longa vida útil.
Federal-Mogul lança 14 novas sapatas de freio da marca Jurid

A Federal-Mogul ampliou sua linha de sapatas de freio da marca Jurid para automóveis e veículos comerciais leves e médios do mercado de reposição. São 14 diferentes códigos lançados e disponíveis para 37 modelos de veículos.
A supervisora de Vendas e Marketing para a América do Sul, Jaqueline Santos, explica que a estratégia da Federal-Mogul é expandir o leque de opções e garantir ao consumidor produtos nos mais elevados padrões de segurança, qualidade, durabilidade e eficiência.
Segundo Jaqueline, o trabalho de expansão da linha de sapatas continuará em 2018 e em breve serão anunciados novos lançamentos.
De Carro Por Aí | Sem Rumo ou Rota
Por Roberto Nasser*

Desde o princípio do ano o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) promove reuniões com segmentos ligados à indústria automobilística e de auto peças para criar novo regulamento ao setor, o Rota 2030. Sete grupos de trabalho entre indústrias e um do governo, leia-se MDIC.
O horizonte plotado era ter a matéria sancionada pelo Presidente da República até final de novembro, com vigor ao início de 2018, e para isto até o titular do Ministério e os interessados foram ao Planalto fazer lobby junto ao Presidente. Advogado, político, ouviu, deu o maior apoio – mas isto apenas dar-se-á se a norma for consensual.
O Rota 2030 deve substituir o Inovar-Aut. Dito Inovar fez o país perder anos em competitividade ao implementar um aumento de 30 pontos percentuais sobre o IPI dos veículos importados para evitar a concorrência com os nacionais. A soma do imposto de importação de 35% – número de redução prevista há 25 anos, desde a abertura das importações – com a imposição artificial dos 30%, eleva os preços dos importados, e com isto não instiga a concorrência, a melhora nos veículos brasileiros, a competitividade do país.
O projeto do Inovar, uma das pérolas da gestão do processado Fernando Pimentel, era tratado como Lei anti Habib, referindo-se ao estardalhaço feito pelo empresário Sérgio Habib ao importar o chinês JAC e vende-lo, equipado, pagando impostos, a preço inferior aos nacionais pelados.
A situação incentivou a instalação de montadoras por BMW/Mini, Jaguar Land Rover, Audi, Mercedes. Em todas pratica-se – ou comete-se – processo absolutamente simples: a importação dos veículos em grupos de peças para a montagem no Brasil. Em alguns, processo repele a nacionalização, trazendo alguns modelos com a carroceria pintada. Na prática, o método praticado ao início do Século passado, participação nacional inferior ao início do governo JK.
Há curiosidades no processo, como considerar nacionalização todos os gastos da empresa para calcular tal índice: além dos usuais, conta-se, por exemplo, o valor da conta de luz e de água. Num exemplo risível, mas aritmeticamente correto, se necessário aumentar o índice de nacionalização, basta deixar as luzes acesas 24 horas/dia e/ou determinar ao cozinheiro promover um desarranjo digestivo geral, para inflar a conta d’água…
Para manter a barreira protecionista – e incentivar não desenvolver produtividade – os industriais do automóvel sugeriram fórmula pouco criativa: imposição de imposto de 10 ou 15% sobre os importados. E ante ponderações que tal medida seria questionada na Organização Mundial do Comércio – como o foi o InovarAuto – o MDIC, para remover o rótulo de punição aos importados, incidir sobre todos os veículos, nacionais ou importados. Na prática criar um aumento para permitir redução a cada ganho obtido sobre eficiência energética; segurança veicular; investimentos em pesquisa; inovação e produção no país.
A dificuldade maior para aprovar a redação final está em fato básico: a não negociação com o Ministério da Fazenda, que ante a situação das contas do país veda incentivos, desconsiderando a argumentação de o Inovar Auto trouxe vantagens à sociedade pela economia em combustível gerada com a aplicação de tecnologias exigidas como forma de reduzir o IPI. Entretanto outra corrente obsta, pois a normatização da redução do imposto por desenvolvimento de tecnologia pode ser tratada em regra própria. Fonte do Ministério da Fazenda sintetiza: a dificuldade está em como auditar os eventuais ganhos, individualizando as empresas e os alegados ganhos em cada um dos cinco objetivos. E resume: quem precisa de legislação de incentivos ? e quem tomará conta de tantas contas incluindo indústrias de veículos e de auto peças?
Do consenso ainda não há definições sobre dois pontos fundamentais: qual o futuro para o carro com combustível não petrolífero? como se preparar para o Indústria 4.0, a maior revolução industrial mudando conceitos, controles, investimentos, métodos, pessoas e seus empregos ?
Aparentemente, sem consenso, o Rota está sem rumo – sem prazo.
Por pensar
Brasil teve grandes chances de se impor no cenário mundial caso fosse mantido o projeto original do GEIA – grupo executivo para implantação da indústria automobilística. Mudou-se a diretriz e perdeu-se o foco. Já fomos a quinta indústria do automóvel e temos perdido a chance do desenvolver de tecnologia, de conquistar mercados externos – a GM, hoje a maior vendedora doméstica, acabou com seu centro de engenharia e design, significando dizer não há mais adequação às características locais ou seus compradores, pois todas as diretrizes técnicas vem do exterior.
Sem firulas, porque não seguir o melhor adotado por Coreia, China e Índia, em situação inferior à nossa, fizeram sua independência de produtos, qualidade, e nos exportam? Porque não copiar a fórmula que deu certo?

Em março, Mustang
Gostas de Mustang? Tens disponibilidade para uns R$ 300 mil? Se sim, seu dia está chegando. Próxima 2ª feira, dia 11, Ford dirá preços da inicial versão GT Premium, abrindo inscrições para entregas no fim de março.
Preço é focado no concorrente Chevrolet Camaro, hoje R$ 311 mil.
Modelo é da nova safra, alteração em meio de ciclo, marcada pela mudança de grade frontal, trocada por reclamação, pois buscando ser assinatura familiar, penalizou-o dando-lhe similaridade com o sedã Fusion. Nova frente busca identificar-se com o modelo 1967 pluri exibido no filme Bullit, símbolo do Mustang.
No pacote aplicou aerofólio e spoiler aerodinâmicos. No interior mudanças e conectividade pelo bom sistema Sync 3. Suspensões e freios adequados à boa performance oferecida pelo motor V8 5,0 litros, 466 cv de potência; câmbio automático com 10! marchas, com aletas sob o volante. Para artistas do guiar, botão Drift permite derrapagens controladas. Vendas por sítio exclusivo.

Alfa volta à Fórmula 1
É a mais icônica das marcas de automóveis; pioneira em tecnologia; em foco de produto; rica história com suas vitórias. Voltar às corridas de automóveis, onde representou a Itália até a 2ª. Guerra Mundial, e serviu de base à formação da Ferrari, é caminho natural na busca pelo mercado mundial. No caso, estar na enorme vitrine da Fórmula 1 é para cumprir o distante desiderato de vender 430 mil unidades anuais.
Negócio comum. Uniu-se à suíça Sauber, crendo na aliança e na injeção de capital e tecnologia elevá-la ao primeiro time de concorrentes, deixando de usar motores defasados.
Por raciocinar, motor Ferrari será chamado Alfa. Talvez a engenharia Alfa seja convocada a personalizar os cabeçotes, por dentro, operacionalmente, ou na parte externa para exibir o nome Alfa Romeo em letra cursiva.
A FCA quer carona na intensa mídia de cobertura da Fórmula 1 e, deve aplicar-se a eventos internacionais para evidenciar a marca. Maior carga de trabalho recairá sobre o assessor de comunicação.
Alfa pretende re acender formação de torcidas, como havida ao tempo de disputa com Ferrari e Maserati, aproveitando o período de graça de seu principal produto, a Giulia: recordista com o suv Stelvio no circuito norte do anel de Nurbur; e eleita Carro do Ano nos EUA pela revista Car and Driver.
Roda-a-Roda
Pré – Lamborghini exibiu seu primeiro utilitário esportivo, o Urus. Usa o bom motor Audi V8, 4,0 litros, dois turbos e 650 cv, 70,84 Nm, também aplicado ao Porsche Cayenne Turbo em 2019. Não é o primeiro da marca – houve o LM002 entre 1983 e 1992 -, mas será o de produção seriada. 0 a 200 km/h em 12s e final de 305 km/h. Suspensão regula altura livre do solo entre 15 e 25 cm.

Negócio – Elevados incentivos estaduais para ser o Lambo de maior produção. Intenta ser mais rápido ante outro do mesmo grupo, o Bentley Bentaiga. Vendas em 2019 e preço imaginado em 200 mil euros – na Itália.
Não – Paulo Ferraz, empresário, um dos criadores do conceito de picape como veículo de status, ex-sócio da então MMCB, fabricante de Mitsubishis, desistiu de fabricar veículos chineses em Luziânia, GO – a 50 km de Brasília.
Situação – Razões? Pouca instigação de mercado, outros negócios mais rentáveis, dispõe-se a passar à frente o projeto pronto e incentivado.
Dobro – JAC Motors, com operações industriais congeladas, resumindo-se a importações, cresceu 133% no período, com vendas infladas pelo modelo SUV T40, representando quase 2/3 de seus negócios. Números exibem crescer acima do mercado. Em 2017 intenta superar venda de 4 mil unidades.
Plano – Christiano Ratazzi, número 1 da FCA na Argentina, às vésperas do início de produção do Fiat Cronos em Ferreyra, Córdoba – linha industrial será inaugurada dia 14 ante os presidentes Maurício Macri, da Argentina, e Sergio Marchionne, da FCA -, alimenta sonho: transformar a fábrica revista e atualizada em base de exportação para a Europa.
Medida – Mercado doméstico para automóveis O Km deteve a queda e sedimenta ascensão: 13,6% ante 2016, vendendo 197.247 unidades. Seria melhor caso o país fosse operacionalmente organizado. Sequência de feriados reduziu dias úteis de vendas. Loja fechada não fatura nem recolhe impostos. Até o final de outubro mercado cresceu 10%.
Ajuste – Fiat mistura e depura motores em seus produtos. Próximo lançamento do Cronos como sedã da marca, não forçará tirar de produção o Gran Siena, mas simplificá-lo para ser carro de frota, locadoras e trabalho, mantendo apenas versão com motor 1,0.
Troca – Para harmonia industrial, encerrou a produção do Palio, substituindo-o por Argo simplificado – tem ar condicionado, direção elétrica, vidros frontais com acionamento elétrico.
Enfim – VW iniciará vender o Amarok com motor V6, 3,0, 225 cv e 550 Nm de torque. Performance de carro esportivo, versão de topo, Highline, e unidades contadas em 450 unidades para definir mercado. R$ 187.710.
Régua – Ultrapassa o padrão do mercado com o mais forte dos motores disponíveis, e traz a bandeira de ser escolhido Picape do Ano na Europa. Preço balizará o do próximo concorrente a utilizar um V6 com unidade propulsora, o Mercedes Classe X.

História – Fábio Pagotto, engenheiro, antigomobilista, segunda incursão como autor: assina em conjunto com Rogério Ferraresi o livro “Picapes Chevrolet – Robustez que conquistou o Brasil.” Pela Editora Alaúde. Pré venda pela revista Classic Show – assinatura@classicshow.com.br R$ 55 + frete.
Futuro – Após décadas o Brasil não terá piloto da Fórmula 1: falta projeto nacional para estruturar a formação de pilotos e sua ascensão internacional. Na verdade ao Brasil falta projeto para tudo.
Mais – Questão permeia do olimpo da administração (?!) federal às paróquias e interesses inferiores. Isto explica desmanchar o Autódromo do Rio e, agora, vender a ampla área contendo o circuito de Interlagos, como aprovado pela Câmara de Vereadores de S Paulo, de vassalagem fiel ao prefeito João Dória.
E ? – De lá saiu o caminho para o futuro: será cortado. Dória e turma querem transformar o grande espaço em mega condomínio – coisa inadequada por acabar com o maior circuito do país, e pela falta de infra estrutura do bairro e de circulação para o novo afluxo.
Sem futuro – Autódromo carioca foi-se; o de Interlagos ameaça findar-se; o de Brasília, fechado à espera de refazimento da pista, em porvir cinzento ante a postura pouco clara do governo distrital. Políticos são muito sensíveis aos argumentos dos especuladores imobiliários que, pelo lucro do dia comprometem os anos futuros.

Mercedes leva Diretoria à estrada
Em meio à crise cortando suas vendas em 50% e adequações industriais para gerir prejuízos, sob a então nova direção de Philipp Schiemer, a Mercedes foi a campo entender as demandas dos clientes quanto aos seus produtos. Ouviu, fez modificações, trocou partes e tecnologias para obter melhor performance e manutenção mais fácil. Chamou o programa por bom slogan: As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve.
Não se resumiu ao título e tem agido para manter e atrair clientes à marca, com apelos indo do operador, o antigo motorista, ao dono da empresa.
Mais recente fez surpresa: uma camionata com seus modelos Actros e Axor percorrendo 450 km na estrada de segunda categoria entre Uberaba e Araxá, MG, visitando clientes importantes das duas atividades previstas como as de maior expansão no consumo de caminhões: as poderosas CBMM, de extração mineral, e a Usina Santo Ângelo, produtora de açúcar e álcool. Insólito era o grupo descendo das cabines e volantes dos caminhões.
Liderados por Phillip Schiemer, presidente da Mercedes no Brasil e América Latina, estavam os executivos mais afeitos ao setor: Stefan Buchner, chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks; Prof Uwe Baake, chefe mundial do desenvolvimento; Dr. Frank Reintjes, chefe mundial de agregados. Da Mercedes nacional, liderados por Schiemer e Roberto Leoncini, Vice presidente de Vendas, Marketing, Peças e Serviços, Christof Weber, vice-presidente de Desenvolvimento de Caminhões e Agregados; Carlos Santiago, vice presidente de operações; Fernando Garcia, mesmo nível em Recursos Humanos, e Hetal Laligi, no 1 de finanças e controle.
Estrangeiros foram ver parte da realidade da operação nacional, e anfitriões foram provocados pelo anúncio de novidades nos produtos na linha 2018.
ZF premia os seus melhores fornecedores na Europa

A ZF reconhece os seus melhores fornecedores por meio do prêmio ZF Supplier Awards. Sete fornecedores receberam prêmios divididos em quatro categorias durante o evento Global Supplier Summit. Neste ano, o destaque ficou para a estreia do prêmio pelo melhor serviço no setor de digitalização.
Neste ano, cerca de 300 especialistas da ZF e gerentes executivos, junto aos representantes dos mais importantes fornecedores, se reuniram na Global Supplier Summit, no ZF Forum, em Friedrichshafen, Alemanha, onde fica a Sede Corporativa do Grupo. O evento foi uma oportunidade para compartilhar conhecimento e desenvolver estratégias de compras e logística. A equipe de Gerenciamento de Materiais da ZF também usou o evento para honrar seus fornecedores.
Tramontina e Bosch Service anunciam parceria

Visando a padronização dos processos e melhor organização, qualidade e segurança, as mais de 1.600 oficinas da rede Bosch Service passam a contar com os benefícios da parceria firmada com a Tramontina PRO para utilização dos produtos da marca.
A Linha PRO atende principalmente os profissionais do setor automotivo e industrial. São martelos, alicates, chaves de aperto, de fenda, soquetes, torquímetros, sacadores, ferramentas isoladas e solução completa em organizadores modulares como: carros com ferramentas, bancadas, painéis, armários e estantes.
A parceria proporcionou também a personalização dos organizadores e carros de ferramentas na cor verde – a mesma dos equipamentos de teste da Bosch.
Além disso, as oficinas podem acessar o simulador 3D Tramontina PRO www.tramontina.com/pro3d e elaborar um projeto/layout do estabelecimento de modo a visualizar e definir de maneira mais assertiva qual é o melhor organizador para o seu espaço.
Monroe alerta sobre os perigos do amortecedor recondicionado

A Monroe, fabricante e desenvolvedora de amortecedores, alerta para os perigos que os amortecedores recondicionados trazem aos condutores e passageiros, uma vez que é essencial à segurança dos veículos. Por isso, é importante ter atenção com a procedência do componente. As peças recondicionadas, por exemplo, possuem preço atrativo no mercado, mas devem ser evitadas, uma vez que não possuem os padrões de qualidade e especificações exigidos pelas fabricantes de veículos.
“As peças recondicionadas passam apenas por uma ‘maquiagem‘ para que fiquem com aparência de novas. Na maioria das vezes, os componentes são somente lavados e pintados e voltam ao mercado com o mesmo problema de desgaste que fez com que ele fosse substituído anteriormente”, explica o coordenador de Treinamento Técnico da Monroe, Juliano Caretta.
Outra prática comum, conforme o especialista, é substituir o óleo do amortecedor por um fluído diferente do especificado. “Isso compromete a performance e o desempenho do componente, podendo causar sérios acidentes”, alerta Juliano Caretta.
A indicação do coordenador de Treinamento Técnico da Monroe é que o consumidor opte sempre por peças homologadas pelo Inmetro e que possuam certificado de garantia e nota fiscal. “O amortecedor é, em primeiro lugar, um dos principais itens de segurança do veículo. Somente a peça nova pode assegurar os padrões de qualidade exigidos pelas montadoras”, adverte Caretta.
Evento – 1º Congresso Brasileiro do Mecânico

Evento inédito para o setor leva muita informação técnica direcionada a um público altamente qualificado: o mecânico automobilístico
Texto: Alessandro Reis e Raíssa Jorgenfelth
Fotos: Demetrios Cardozo e Rafael Guimarães
No último dia 21 de outubro, exatos 1.304 participantes prestigiaram a primeira edição do Congresso Brasileiro do Mecânico, realizado pela Revista O Mecânico no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, na capital paulista. A iniciativa, voltada a difundir conhecimento e troca de experiências para os mecânicos, além de estimular negócios entre os participantes, reuniu 60 palestrantes, provenientes das principais montadoras, da indústria de autopeças e de equipamentos e também, é claro, donos de oficinas.
O evento teve uma estrutura inovadora, em uma área de mais de 4.000 m², ofereceu quatro auditórios com palestras simultâneas aos participantes, que puderam escolher a qualquer momento os painéis do seu interesse com o uso de fones de ouvido – bastava trocar o canal para acompanhar o assunto desejado. Além disso, os visitantes tiveram a chance de tirar dúvidas com especialistas sobre assuntos relevantes à profissão ao final de cada palestra. Uma oportunidade única no setor.
Cada auditório teve um mediador fixo: o Auditório A “Tecnologias do Futuro“, teve mediação do editor das Revistas O Mecânico e CARRO, Edison Ragassi. Já o Auditório B, “Segredos da Oficina”, teve Fernando Lalli, repórter de ambas as revistas. O Auditório C “Por Dentro da Mecânica “ foi moderado por Fernando Naccari, consultor técnico das publicações. E o Auditório D “Graxa na Internet” teve Gustavo de Sá, também repórter das Revistas O Mecânico e CARRO.
Paralelamente, o Congresso contou com uma feira de negócios com 20 expositores de marcas consagradas, as quais proporcionaram ambiente para fazer relacionamentos e até para encaminhar novas oportunidades de negócio, tudo de forma organizada e com foco no que interessa: a informação técnica, que faz a diferença no dia a dia dos profissionais.
O evento, que contou com a apresentação de Michelle de Jesus, também teve automóveis em exposição, incluindo o Chevrolet Camaro, o novo Volkswagen Polo, Toyota Prius, Audi Q3 e Fiat Argo, que os visitantes puderam conferir de perto, permitindo aos profissionais terem uma ideia da reparabilidade de modelos que recém-chegaram ao mercado – o Polo, inclusive, foi mostrado aos mecânicos no Congresso antes de ser vendido ao consumidor final.
Palestra motivacional

Para abrir os trabalhos, o Congresso contou com uma palestra motivacional com a participação do mágico Marco Zanqueta, que fez um parelelo entre a própria profissão e o dia a dia dos mecânicos nas oficinas, com o desafio de “encantar” e fidelizar seus clientes. “Nunca tinha feito nenhum trabalho com essa magnitude. A profissão do mecânico muitas vezes não é lembrada. Quando fui entender o que realmente o mecânico faz, as suas adversidades no dia a dia, percebi que o mágico é como o mecânico: a gente faz o que parece ser impossível todos os dias”, analisou o palestrante.
Importância dos Mecânicos para a Montadora

Às 11h, aconteceu a rodada inicial de palestras simultâneas. No Auditório A, o público pôde conferir o debate “A Importância dos Mecânicos para a Montadora”, que abordou a necessidade de as montadoras apoiarem o profissional independente dando acesso às informações técnicas dos lançamentos recentes de veículos. Teve as presenças de palestrantes da Ford, FCA-Fiat Chrysler Automóveis, General Motors e Volkswagen.
“A gente sempre sentiu falta de um contato maior com esse mercado de pós-venda. O evento foi fantástico, com tamanho adequado. Uma iniciativa muito legal, espero que prossiga nos próximos anos. Quanto à palestra, a Ford veio com a ideia de divulgar seu novo motor 1.5 Dragon, porque o público aqui realmente é formador de opinião”, avaliou Marcos Fregoneze, supervisor do time de Engine Performance Development da Ford.
Já Rodrigo Facini, gerente de Operações Comerciais e Relacionamento com Cliente da Volkswagen, disse que ficou impressionado com a iniciativa do Congresso. “O mecânico hoje e o mercado independente para nós montadoras é um público extremamente importante. Acredito que os mecânicos podem, sim, ser nossos parceiros no dia a dia para a gente atender juntos toda essa faixa de consumidores que estão utilizando nossos veículos”, opinou o executivo da Volkswagen.
Por sua vez, Ricardo Carreira, líder na área de Marketing de Peças e Acessórios (Mopar) da FCA, parabenizou a realização do Congresso. “Essa iniciativa tem tudo a ver com o território de relacionamento. A gente tem um portfólio muito grande de informação a ser passada e o grande desafio talvez seja como organizar e priorizar o que o mecânico precisa para atender bem o cliente que eventualmente não está mais vindo para nossas concessionárias. Tem que ser uma relação forte de ganha-ganha”, destacou.
Para Marcelo Santiago, líder de e-commerce da marca Chevrolet no Brasil e na América do Sul, o evento “veio de encontro às ações que a General Motors vem executando no mercado, que é criar proximidade com o mecânico independente”, disse “A palestra foi uma oportunidade para mostrar que a GM não só se preocupa não apenas em liderar o mercado e ter o veículo mais vendido do Brasil, como também em criar relacionamento com uma parcela tão importante do negócio que é o mecânico independente”.
Capacitação

Simultaneamente, acontecia no Auditório B a palestra “Capacitação”, que tratou dos desafios para a qualificação e formação de mecânicos automotivos. Teve como palestrante Mauro Alves dos Santos, coordenador pedagógico da Faculdade de Tecnologia SENAI Conde José Vicente de Azevedo. “Para o SENAI é um orgulho participar desse evento. A impressão já na chegada foi muito boa. Tudo muito organizado, com casa cheia e uma multiplicidade de temas pertinentes sendo abordados de forma simultânea. A estratégia de permitir a interação com o público nos intervalos também está de parabéns”, afirmou Azevedo.
Quanto ao tema da palestra, o representante do SENAI esclareceu que “é obvio que um veículo recém lançado terá prioritariamente a manutenção feita na concessionária, mas boa parte da frota, em um segundo momento, passa a ter o serviço realizado pelas oficinas independentes. As montadoras sabem disso e contam com várias iniciativas do SENAI para capacitação de mecânicos, seja proporcionando recursos tecnológicos, veículos e informações técnicas, seja com ferramental específico”, explicou.
Turbos

Já no Auditório C, também às 11h, começou a palestra “Turbos”. A palestra abordou informações técnicas para a manutenção de motores turbinados, tecnologia que tem ganhado força no mercado brasileiro por conta da tendência do “downsizing”, que é criar motores tão ou mais potentes que unidades de maior cilindrada com menor consumo e emissões reduzidas.
“O preconceito com o mecânico já ficou no passado. O mecânico que antes era chamado de ‘bolinho de graxa’ hoje não existe mais. Hoje ele é um técnico altamente especializado, muitos têm nível superior e precisam dessa qualificação porque o veículo atingiu um grau de complexidade tecnológica tão grande que, se ele não tiver essa base, ele não consegue entender os procedimentos de reparação do veículo”, destacou Fernando Landulfo, mestre em engenharia mecânica pela Unicamp, professor da FMU e consultor das revistas O Mecânico e Carro.
Já Newton César Juliato, supervisor de Desenvolvimento de Produtos e Assistência Técnica na BorgWarner. deu sua opinião sobre o evento: “foi ótima a iniciativa, em uma data muito adequada porque tivemos essa semana a Fenatran em São Paulo e muitas pessoas que vieram de fora para visitá-la tiveram a oportunidade de ficar um dia a mais e assim participar do Congresso. Todas as palestras tiveram participação massiva”. Quanto à palestra, Juliato detalhou o funcionamento do turbo, os cuidados principais relativos à manutenção e as novas tecnologias da BorgWarner, especialmente relativas a motores menores e com tecnologia flex.
Leandro Santos Vieira, engenheiro de serviços sênior da Cummins Turbo Technologies, considerou “importante” a oportunidade de esclarecer para os mecânicos independentes dúvidas técnicas sobre os produtos da marca. “O turbo gera muitas dúvidas, especialmente no que se refere aos seus modos de falha. Vai aumentar nos próximos anos a demanda por conhecimento de motores turbo. Hoje não temos somente turbinas mecânicas como também unidades com assessoria eletrônica e o mecânico precisa de maior conhecimento para diagnosticar e resolver o problema do cliente”.
Como Divulgar sua Oficina

Enquanto isso, acontecia no Auditório D a palestra “Como Divulgar sua Oficina”. A apresentação trouxe ao público dicas e orientações para o empreendimento atrair maior visibilidade e fidelizar clientes. “Fiquei bem impressionada com a estrutura, a mecânica dos auditórios simultâneos funcionou como um relógio e tudo esteve bem organizado, sem filas, nota dez”, declarou Erika Fischer, dona da agência de comunicação MXK9, a respeito do Congresso. Quanto ao teor do painel, Fischer explicou como usar as redes sociais como ferramenta de divulgação e promoção de empreendimentos, especialmente a plataforma Google Meu Negócio. “Os mecânicos ficaram superempolgados, depois do painel muitos vieram tirar dúvidas”.
Futuro da Mobilidade

Já no meio-dia, começou nova rodada de palestras simultâneas, mais uma vez com assuntos quentes e pertinentes para o dia a dia dos mecânicos. No Auditório A, houve a apresentação “Futuro da Mobilidade”, tratando dos rumos que os automóveis e o mercado de oficinas mecânicas estão seguindo – como a chegada dos carros híbridos e, daqui a alguns anos, modelos autônomos, capazes de rodar sozinhos.
“O evento é importante porque a oficina independente deveria receber muito mais informação e ser mais apoiada por todas as fabricantes automobilísticas. Se você der um treinamento adequado, ajudar esse profissional, e mostrar a ele que eventualmente tem certos vícios, você estará protegendo a sua própria marca e, principalmente, o próprio cliente. As oficinas pequenas e médias fazem muito esse trabalho de aproximação com o cliente, explicando o que acontece com o carro dele, inclusive os que trazem tecnologias mais avançadas”, opinou Lothar Werninghaus, instrutor internacional certificado pela Audi.
Alex Lourenço Simões, instrutor de treinamentos técnicos e atendimento ao cliente da Toyota, fixou sua palestra mais nas tecnologias presentes do modelo Prius. “Nós da Toyota consideramos um evento como esse importantíssimo. Temos nossa rede de concessionárias, mas todo mundo tem o seu mecânico de confiança, alguém que vou consultar antes de fazer algo no meu carro. Hoje eu vi mais de mil mecânicos independentes aqui que em algum momento vão ser questionados sobre a tecnologia híbrida e devem estar preparados, independentemente da relação com a montadora”.
Gestão

Também às 12h, começava no Auditório B a palestra “Gestão” que teve como tema o mecânico como empreendedor e os fatores cruciais no gerenciamento do seu negócio para aumentar os ganhos e fidelizar clientes, passando por temas como atendimento, marketing e finanças. “O mecânico dono de oficina é um empresário, que, no entanto, também se envolve em um trabalho muito operacional no dia a dia, ainda não lidando de forma efetivamente empresarial com seu negócio. Esse é um dos desafios a serem enfrentados. Também tratei dos controles para avaliar a saúde do empreendimento”, explicou Reginaldo Andrade Santos, gestor de Projetos no Sebrae-SP. Quanto ao Congresso, Santos considerou os temas propostos “muito interessantes”.

Lubrificação
A faixa horária do meio-dia também teve, no Auditório C, a palestra “Por Dentro da Mecânica – Lubrificação”. Ele tratou das novidades para o setor de lubrificantes automotivos e procurou esclarecer dúvidas dos mecânicos após a apresentação. “O evento foi muito importante para tirar dúvidas e trazer a informação técnica ao mecânico, que é formador de opinião e aquele que está em contato todos os dias com os lubrificantes, o motor e todos os seus componentes. Também foi uma oportunidade de mostrar a tecnologia que está por trás dos lubrificantes. Abordei a lubrificação geral de motores a combustão interna, especialmente de viscosidade mais baixa, além das principais especificações e a importância de seguir as recomendações no manual do fabricante do veículo”, disse Fábio Giovani da Silva, especialista na gestão e desenvolvimento da Total Lubrificantes.
Comprando e Vendendo Autopeças pela Internet

Já no Auditório D aconteceu, na faixa horária do meio-dia, a palestra “Comprando e Vendendo Autopeças pela Internet”, que tratou da tendência de comércio on-line e das suas vantagens no cotidiano dos mecânicos independentes. “Na palestra, abordei a compra e venda de autopeças pela internet, hoje uma realidade no mercado brasileiro. É um setor que tem muito a crescer e já é importante no dia a dia para consulta de preços”, analisou Vinicius Dias, CEO do Canal da Peça.
Leandro Ribeiro, do Mercado Livre, também viu no Congresso uma chance para troca de informações e experiências entre colegas do setor. “A gente precisa de eventos como esse para mostrar um pouco do potencial da internet, aqui está nosso público e buscamos uma sinergia entre quem compra e quem vende, não só os mecânicos, como a indústria como um todo. Precisamos de mais iniciativas como essa”, disse Leandro Ribeiro, chefe da categoria autopeças do Mercado Livre.
Por sua vez, Fabrizio Cascianelli, diretor de Vendas Corporativas da VTEX, considera “um dos pilares fundamentais de qualquer segmento de negócios o compartilhamento de informações porque você ter um público, no caso o mecânico mais preparado aumenta a produtividade do setor como um todo”. O palestrante destacou que o Congresso também foi uma oportunidade de fazer “networking” e fechar negócios dentro da sua área de atuação, que é o comércio on-line de autopeças.
Futuro da Manutenção

Depois do intervalo para almoço e troca de experiências e informações entre os participantes do 1º Congresso do Mecânico, a maratona de palestras foi retomada às 14h30 com mais quatro temas simultâneos nos quatro auditórios do Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte. No Auditório A, o painel “Futuro da Manutenção”, retomou o tema da evolução tecnológica dos veículos, com foco específico nos desafios da manutenção automotiva.
“Fiquei impressionado com a estrutura do Congresso, com a quantidade de participantes e com a forma como os temas foram organizados”, disse Estevam Barna Junior, responsável pelo Marketing de Produto da Magnetti Marelli. A respeito da palestra, Barna Junior destacou que “o consumidor está com acesso a mais informações sobre o automóvel e, com isso, ficou mais exigente. A oficina tem que acompanhar essa mudança de comportamento do cliente, suas expectativas, que não são mais as do passado”.
José Roberto Silveira, consultor técnico da Continental, elogiou o público que compareceu ao Congresso. “Empresas como a nossa gostam de estar em eventos como esse porque têm um público focado, que vem buscando conhecimento”, declarou. “Tratamos na palestra do conceito que está mudando nas oficinas, que precisa ser diferenciado, até pelo tipo de carro e de público. Abordamos, por exemplo, novas tecnologias de correias, como as banhadas em óleo”, contou o especialista.
Amaury Oliveira, diretor executivo de aftermarket da Delphi, avalia que “é muito importante os profissionais se darem as mãos para quando o futuro chegar, que está vindo muito mais rapidamente e desafiador do que no passado”. “Tive a oportunidade de falar de mobilidade no futuro e dessa fase de transição, com várias vertentes e teorias sobre como será o setor automotivo. Nessa nova fase, com muito mais tecnologia, a eletrônica embarcada será muito grande, mas ainda haverá a necessidade de manutenção e de profissionais qualificados.”
Já Marcelo Lima, gerente de Marketing de Produto e Engenharia da Bosch, acredita que o Congresso e sua proximidade com o mecânico foram importantes “no sentido de trazer tendências, mostrar novas tecnologias e como isso vai gerar novos negócios para as empresas e oficinas. Boa parte do público presente é formada por proprietários, gestores de oficinas que vieram no intuito de aprender e olhar o futuro”. Na palestra, Lima abordou “como a conectividade do nosso mundo e as novas tecnologias nos carros vão impactar a manutenção”.
A Voz do Mecânico

No mesmo horário, acontecia no Auditório B o painel “Segredos da Oficina – A Voz do Mecânico”, um dos mais concorridos por trazer como palestrantes representantes do público ao qual o Congresso foi criado: os próprios mecânicos. “Existem várias empresas prestadoras de serviço que acreditam no ideal. O ideal é o básico, é o ético que tanto prego. Temos de reaprender que o errado é errado e o certo é o certo no atendimento a nossos clientes. Encontrei aqui profissionais altamente qualificados, éticos, além de outros que estão procurando fazer a diferença”, avaliou Edson Roberto de Ávila, o Mingau, proprietário da oficina Mingau Automobilística de Suzano/SP.
O colega Roberto Turatti, dono do Centro Automotivo Investauto, do Balneário Camboriú/SC seguiu a mesma linha ao falar da palestra e do Congresso. “O evento foi uma oportunidade de aprendizado para o mecânico, o fabricante e o distribuidor. Se a gente souber aproveitar o que esse encontro tentou nos mostrar, se conseguirmos colocar em prática o que falamos aqui nas nossas empresas, vamos ter uma evolução muito grande. Não dá para cobrar dos organizadores melhor evento que esse”, disse o mecânico e empresário.
Ricardo Cramer dos Santos, sócio-proprietário da oficina Aires & Filhos, localizada em Santos/SP destacou que a palestra “foi exatamente o que a gente precisava discutir. No Brasil inteiro é a mesma coisa: existe falta de união da categoria. Sem isso, a gente não consegue compartilhar como gostaria a informação, a experiência de atendimento e a ética. Achei o Congresso superdinâmico, adorei os fones e a possibilidade de acompanhar várias palestras ao mesmo tempo”, opinou.
Alberto Martinucci Junior, sócio-proprietário do centro automotivo Motorfast, de São Paulo, fez coro aos colegas de profissão. “O Congresso já é um sucesso. Não existe hoje no Brasil uma iniciativa com essa objetividade e foco no atendimento ao mecânico, aposto que hoje a Automec perdeu esse sentido. Foi uma responsabilidade muito grande participar do painel porque ele representou a voz da maioria dos profissionais do setor”, avaliou. “Nossa categoria precisa de mais representatividade e união que represente os anseios do mecânico, que trabalha muito sozinho”, concluiu.
Elétrica e Eletrônica Embarcada

Na faixa das 14h30, o Auditório C recebeu o painel “Por Dentro da Mecânica – Elétrica e Eletrônica Embarcada”, tratando especificamente de informações referentes à manutenção de veículos modernos, cada vez mais auxiliados e gerenciados por computadores embarcados. “O profissional da área mecânica é carente de informações e Congressos como esse são uma forma de vários fabricantes levarem informação ao cliente ao mesmo tempo”, apontou Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK do Brasil. “Até por conta do Inovar-Auto, nos últimos cinco anos tivemos uma grande evolução tecnológica dos motores no Brasil, trazendo sistemas como start-stop e flex start, novidades para as quais o profissional precisa estar qualificado”, afirmou o especialista.
Já Werner Heinrichs, analista de Engenharia Sênior e especialista em Treinamentos da ATE Freios e VDO, considera que “o Congresso foi de altíssimo nível” e considerou fundamental transmitir conhecimento aos mecânicos, o que foi possível com a presença das fabricantes convidadas. “Minha palestra versou sobre os sensores de oxigênio, as sondas lambda, dos tipos ‘finger’ e ‘planares’, além dos universais. Hoje o grande desafio dos profissionais de manutenção é o correto diagnóstico desses sensores”, explicou o especialista.
Para Arnaldo Leonardo, diretor Comercial da Delphi Soluções em Produtos e Serviços, sua palestra no Congresso foi uma chance de mostrar ao público “o que o mecânico fazia, o que o profissional atual está fazendo e o que o do futuro fará. Nós, da indústria, temos participação expressiva nisso e viemos mostrar quais são as tendências de mercado”. A respeito da palestra, Leonardo tratou de temas como as tecnologias que já estão presentes em automóveis na Europa e que no futuro estarão também nos veículos produzidos em massa no Brasil.
YouTube: Uma Ferramenta de Transformação para o Setor Automotivo

Também às 14h30, começou no Auditório D o painel ” YouTube: Uma Ferramenta de Transformação para o Setor Automotivo”, trazendo como palestrante um mecânico “youtuber”, que se especializou em produzir vídeos didáticos de mecânica na rede social e com isso agregou à profissão o papel de comunicador, multiplicando possibilidades de negócio.
“Vejo o Congresso como o primeiro passo para um novo momento do setor, discutindo a união do profissional de manutenção automotiva, questionando processos e estimulando a troca de informações, tudo com a participação da indústria”, foi a avaliação dada por Tales Domingues, o “Doutor Carro”, dono do canal de mesmo nome que traz dicas técnicas automotivas para consumidores e profissionais de oficinas independentes. O “Doutor Carro” também destacou o canal de YouTube como “uma ferramenta muito boa para divulgar o trabalho do próprio profissional, bem como uma forma de evoluir tecnicamente com os comentários dos internautas. Todos os mecânicos do Brasil deveriam ter seu canal no Youtube”, concluiu.
Revolução da Transmissão e dos Eixos

Às 15h30, o Auditório A retomou o assunto “Tecnologias do Futuro”, dessa vez voltado especificamente à “Revolução da Transmissão e dos Eixos”. “Acredito que esse seja o primeiro evento no país voltado ao aplicador e essa iniciativa, além de trazer as novidades do mercado, abre um relacionamento mais próximo com os profissionais da ponta, trazendo informações e dicas”, foi a opinião de Eduardo Manzano Lazzari, supervisor de Vendas e Assistência Técnica da Meritor do Brasil. “Hoje, o profissional que busca excelência precisa investir em equipamentos e capacitação, sair da zona de conforto”, complementou o especialista.
Marcelo Ricardo Ernesto, gerente de Serviços de Campo para a América do Sul da Eaton, se disse impressionado com o tamanho do evento e a estrutura de palco com palestras simultâneas. “Na palestra, passamos a mensagem que as novas tecnologias estão chegando e o profissional tem de se preparar e se atualizar. Tratei de transmissões automatizadas, cuja base mecânica é a mesma das manuais, porém o diagnóstico tem de passar por treinamento, literatura e ferramentas especiais, sem espaço para aventureiros”, complementou.
Já Peter Herbsthofer, responsável por treinamentos e suporte técnico da ZF Aftermarket América do Sul, avaliou o evento como “muito positivo”. “Em nosso estande, nos surpreendeu que muita gente veio pedindo informação técnica, queriam de fato saber das coisas. Bem diferente de outros eventos do tipo, nos quais os visitantes vão para beber cerveja e encher o bolso de panfletos. Aqui vem a nata, o pessoal que trabalha com isso no dia a dia, e não meros curiosos”, disse o especialista, que abordou na palestra a evolução das transmissões, passando pela mecânica, a automatizada e a automática.
Crédito

Também às 15h30, teve início no Auditório B a palestra “Segredos da Oficina – Crédito”, que tratou de um assunto importante para os donos e gestores de oficina: como obter acesso a crédito para a manutenção e a realização de investimentos para a ampliação do negócio. “Crédito é um assunto delicado, principalmente para o microempreendedor, que precisa tanto desse auxílio”, declarou Maria Clara Moraes Arra, diretora Comercial da First Data Corp., responsável pela marca BIN. “O que fica de recado aos profissionais que assistiram à palestra é que o mecânico tem de aprender usar uma máquina para fazer a cobrança do seu serviço, pois proporciona segurança em receber o dinheiro, poder receber esse dinheiro antecipadamente e ter poder de negociação com fornecedor, aumentando seu mix de produtos e seu faturamento, sem contar a satisfação do cliente em não precisar pagar com dinheiro, o que ajuda a fidelizá-lo.
Equipamentos de Diagnóstico

No mesmo horário, começou no Auditório C a palestra “Por Dentro da Mecânica – Equipamentos de Diagnóstico”. Entre todos os palestrantes, um tema em comum: ficar por dentro das últimas novidades sobre scanners e equipamentos de diagnóstico, hoje uma ferramenta fundamental no dia a dia do mecânico.
“O Congresso foi uma grande oportunidade do mecânico conversar com outros mecânicos e com os fornecedores, essa interação no campo é extremamente importante. Aqui foi uma coisa muito mais focada no profissional”, analisou Alberto Gomes, gerente de Vendas e Suporte ao Cliente da Snap-On e da SUN Diagnósticos. Na palestra, o especialista apresentou o Zeus, novo equipamento de diagnóstico dotado de banco de dados baseado em boletins técnicos e informações de outros mecânicos já usado no exterior, que a empresa planeja lançar futuramente no Brasil.
José Carlos Barreira, gerente de Projetos da Raven, avaliou o Congresso como “uma iniciativa que tem de se repetir mais vezes”. Na palestra, ele tratou do novo Osciloscópio que a empresa apresentou na edição deste ano da Automec. “Viemos falar das vantagens do aparelho, que traz como vantagem a conexão a uma rede social para compartilhamento de informações entre todos os reparadores que utilizam o equipamento”, explicou.
Rafaelle Ventieri Neto, gerente Comercial da Alfatest, saudou o clima de seriedade e busca por informações que viu de parte do público que compareceu ao evento. “Foi fantástico ver esse compartilhamento de conhecimento de parte do público. Na palestra, passamos uma mensagem de segurança, pois, por mais que as tecnologias estejam evoluindo, a Alfatest está acompanhando as novidades para manter essa parceria que já dura 25 anos com o mecânico”, ressaltou o especialista.
Para Rodrigo Jacob, chefe de Vendas de Equipamentos de Teste da Bosch, a organização foi “bem feliz no formato e no conteúdo do evento, a plateia está realmente ligada nas palestras. Juntar a parte da informação com uma feira de negócios também foi algo proveitoso tanto para o mecânico quanto para nós, fornecedores. “Procurei demonstrar o quão importante é o meu produto para o negócio do mecânico”, completou.
Lorenzo Piccolli, diretor executivo da Tecnomotor, afirmou que “o mecânico veio em peso ao Congresso. Essa roupagem moderna, conectada à internet e com conteúdos pertinentes, é algo de que o mecânico independente precisa e se interessa”, analisou. “Há 30 anos, os mecânicos se adaptaram à injeção eletrônica e agora o grande desafio é se adaptar a novas tecnologias que virão, como carro compartilhado, que não é mais de uma pessoa e sim de uma empresa. Atender esse cliente será um dos desafios das oficinas”.
Ferramentas para Fidelizar o Cliente

Também às 15h30, o público pôde acompanhar no Auditório D o painel “Graxa na Internet – Ferramentas para Fidelizar o Cliente”, com a participação do palestrante Eliel Bartels, gestor do CTTI (Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação Automotiva), vinculado à rede de serviços automotivos DPaschoal. “O público aqui presente é extremamente profissional, que está em busca de verdade de conhecimento, que veio na ânsia de sair diferente do que chegou. Isso estimula os palestrantes e os expositores nos estandes a contribuir para uma performance ainda melhor neste evento”, opinou Bartels. Na sua palestra, o representante do CTTI tratou do novo sistema “KD a Peça”, que, de acordo com ele, permitirá localizar a peça desejada de forma rápida e fácil, inclusive com precificação, classificada por ele como uma “plataforma de gerenciamento de estoque”.
Caso de sucesso

Às 17h30 o Grande Auditório, formado pela plateia dos quatro auditórios, recebeu a apresentação “Caso de Sucesso” a cargo do mecânico Alexandre Dias Generoso, o “ADG”, dono da franquia de oficinas mecânicas High Torque, que ganhou fama e milhões de acessos com seus vídeos técnicos veiculados pelo YouTube. A palestra justamente focou a importância crescente das redes sociais para o dono de oficina ganhar mais clientes e para o mecânico divulgar e compartilhar conhecimento, além de divulgar seu ganha-pão.
“O que me chamou a atenção é que foi um evento voltado de fato para o mecânico, com tantos eventos que se dizem direcionados a esse profissional que na verdade foram criados para as empresas. No Congresso os mecânicos puderam trocar experiências, ouvir de outros colegas conhecimentos e, com isso, aprender um pouco mais. O primeiro evento foi maravilhoso, imagina como será o segundo”, opinou Generoso. Sobre a palestra, ADG contou “um pouco sobre a experiência com a High Torque e dizer para o mecânico não desanimar, para acreditar no caminho da honestidade, de prestar um bom serviço e de procurar se diferenciar no mercado”.
Cambagem: Fazer Ou Não Fazer?

Por fim, para fechar o Congresso, nada melhor que um tema relevante e também polêmico, igualmente realizado no Grande Auditório: “Cambagem: Fazer Ou Não Fazer?”, na verdade uma mesa redonda que contou com a participação de nove convidados. Edison Ragassi foi o mediador do debate, que teve como objetivo estimular a troca de opiniões e de diferentes pontos de vista sobre um assunto que tem ganhado muita atenção dos mecânicos após veiculação de reportagem no programa “Auto Esporte” defendendo que o serviço não é aplicável em veículos novos – apesar de ser largamente oferecido nas oficinas. A cambagem, basicamente, consiste em ajustar a inclinação das rodas em relação ao plano vertical, onde fica a banda de rodagem dos pneus, para evitar seu desgaste irregular.
De um lado, Adilson Garcia, diretor comercial da Gaho Ferramentas e Eliel Bartels, da DPaschoal, defenderam que a cambagem é um procedimento que, sim, pode ser realizado e defenderam seus benefícios. “Represento uma das empresas fabricantes de ferramentas que faz exatamente esse serviço, que colegas criticam, porque querem trocar peças. Respeito as opiniões, mas essa é uma prática realizada há 27 anos”, afirmou Garcia, cuja empresa fabrica os equipamentos chamados popularmente de “ciborgues”, usados para desentortar componentes da suspensão que eventualmente afetam a cambagem, evitando, com isso a substituição dos componentes defeituosos. “Há componentes que empenam e isso pode ser revertido, dentro de um limite, e isso é apenas uma forma de executar o serviço. São 70 mil equipamentos funcionando, fazendo esse serviço”.
Eliel Bartels, da DPaschoal, também defende que a cambagem é um serviço real e que traz benefícios concretos ao consumidor. “Fazemos cambagem há 68 anos nas nossas quase 170 oficinas que fazem atendimento a carros de passeio. Fazemos alinhamento em uma média de 52 mil veículos por mês, utilizando ferramenta de desempenamento hidráulico, em um percentual pequeno, de 1 a 2%, bem como ferramentas específicas para correção, além da experiência técnica da companhia. A cambagem é fundamental e faz parte da geometria veicular, fazemos o alinhamento total”, defendeu o especialista.
O gerente de Engenharia de Amortecedores da Magneti Marelli Cofap para o Aftermarket, Manoel Farias, afirma que o fato da ferramenta hidráulica acertar o ângulo do pneu não quer dizer que o problema da suspensão foi corrigido. “As possíveis pancadas que afetam os elementos da suspensão criam deformações em vários planos diferentes. Essa ferramenta faz uma nova deformação para acertar paliativamente o ângulo no plano em que se mede o câmber. Só que o problema da suspensão pode estar em outro plano, ou mesmo na carroceria. O proprietário vai ficar com o câmber corrigido, mas com um potencial de problema de segurança, de durabilidade e de performance da suspensão”, observa.
O professor Fernando Landulfo, por outro lado, defendeu que fazer ou não cambagem depende de alguns fatores. “Cada caso precisa ser analisado. O ângulo de câmber existe, mas não é ajustável na maioria dos carros mais novos. Se o carro estiver fora das medidas aceitáveis, primeiramente deve-se analisar como foi feita a medição, pois cada modelo de veículo tem um procedimento específico. Também é preciso observar o estado do equipamento utilizado para o diagnóstico, se está aferido e funcionando corretamente. A terceira coisa a se observar é a causa da cambagem estar fora das especificações, os componentes que podem estar causando isso”, alerta o especialista.

Já Cesar Urnhani, piloto de testes do programa “Auto Esporte” da TV Globo, foi um dos palestrantes a ver o serviço de cambagem com ressalvas. “Se o carro tiver regulagem de cambagem original de fábrica, ela deve ser feita. Se o veículo não tiver esse ajuste e a cambagem estiver fora das especificações de fábrica, o profissional deve identificar o componente que está tirando as rodas do posicionamento correto e trocá-lo, sem cobrar pela cambagem”, opinou o piloto de testes, repetindo o teor da reportagem do programa “Auto Esporte”, da qual participou. Quanto ao Congresso, saudou o evento por tratar o mecânico como protagonista, promovendo troca de informações e experiências.
Denis Marum, engenheiro, colunista do G1, consultor técnico do “Auto Esporte” e ex-dono de oficina, ponderou que “tecnicamente não se deve fazer a cambagem”. “O grande problema não está em executar ou não. O problema está no fato de o mecânico não ser seduzido para comprar equipamento muito caro, com preço em torno de R$ 80 mil, mediante financiamentos, para oferecer a cambagem aos clientes. Muitos não conseguem pagar e ficam ‘amarrados’, precisam vender o serviço para pagar as prestações”, destaca.


Já Lothar Werninghaus, da Audi, afirma que os modelos recentes da marca e também de outras fabricantes não trazem ajuste de cambagem, que, portanto, não deve ser oferecido nas oficinas. “Quando está fora das especificações, algum componente da suspensão ou até o monobloco está entortado ou fora do padrão. Colocar um sistema hidráulico e entortar tudo não está certo. Existe a resistência dos materiais. Se você desentortar, aquele metal estará muito mais fraco do que quando entortou e a possibilidade de novo empenamento é muito grande”, opinou.
Por sua vez, Diego Riquero, responsável pelo Centro de Treinamento Automotivo da Bosch, também contesta a oferta do ajuste. “Como responsável por um centro de treinamento automotivo, sempre sigo o procedimento técnico. Claramente fazer uma intervenção não programada no projeto original do veículo o descaracteriza, ainda mais por se tratar de um sistema de segurança, que é a suspensão”, defendeu. Riquero aproveitou a polêmica para defender uma padronização dos procedimentos mais comuns nas oficinas. “Está mais que na hora de trabalhar em conjunto com a indústria e especialistas automotivos para trazer uma série de regulamentações normativas, que hoje não existem”, completou.

Juliano Caretta, gestor das áreas de atendimento, treinamento e pós-vendas da Tenneco/Monroe, disse que “a gente sabe que a cambagem existe, hoje qualquer máquina de alinhamento traz o ângulo para ser corrigido. O que a gente defende é que a forma mais usual de fazer a cambagem é utilizar aquela ferramenta hidráulica para entortar o amortecedor e outros componentes. Quando você entorta o amortecedor, você automaticamente desvia toda a linha de trabalho dele, o ângulo em relação ao coxim, desgastado a haste e forçando outros elementos. Na verdade, você transfere o problema para outros componentes, você não corrige. O correto é substituir as peças defeituosas ou desgastadas”, recomendou.
Tales Domingues foi outro crítico do procedimento. “Estamos falando de segurança, de colocar em risco familiares por conta dessa prática com um acidente causado pela deformação de componentes, que perdem sua resistência e durabilidade e podem se romper com o veículo em movimento”, alertou.

EXPOSITORES
Além de todo esse conteúdo, o 1º Congresso Brasileiro do Mecânico também visou a aproximação dos profissionais presentes com a indústria automotiva. Por meio de estandes, os patrocinadores puderam expor suas peças, produtos, serviços, equipamentos e interagir diretamente com os mecânicos.
BIN
Apresentaram condições especiais de pagamento para os convidados do Congresso que tivessem interesse em adquirir máquinas de cartão de débito e crédito. “O segmento de oficinas mecânicas é um setor bom para a nossa empresa e está em expansão. A gente acredita que pode ser uma boa parceria, tanto para nós, quanto para os mecânicos conseguirem crescer em 2018”, declarou o gerente de Marketing da First Data Brasil, Lucas Mancini Guedes.

BOSCH
Exibiu filtros de ar, óleo e combustível, pastilhas e fluído de freio, e o aparelho de diagnóstico KTS 590, preparado para tecnologias futuras, como o DOIP (Diagnostic Over IP). Outro dispositivo apresentado é o leitor de OBD que permite a entrada no diagnóstico eletrônico do veículo. “Para 2018, o setor de equipamentos Bosch pretende trazer soluções para transmissões automáticas. Nós percebemos esse mercado em crescimento e pretendemos trazer máquinas para a manutenção dessas transmissões”, declarou o gerente de Marketing de Produto da Bosch, Marcelo Lima.

CONTINENTAL
Apresentaram o lançamento mais recente: kit com bomba d’água, que é tendência no mercado de reposição. Para o consultor técnico da Continental, Denis Marques Ferreira, o evento foi bom e demonstrou o interesse dos mecânicos em entender os produtos da empresa. “Nós esperamos crescimento do mercado para o ano 2018, principalmente com os kits, que são os produtos que estamos apostando desde 2014”, completou.

DAYCO
Apresentaram a linha de mangueiras de arrefecimento, kits com bomba d’água e correias teflonadas. O coordenador do Departamento Técnico da Dayco, Davi Cruz, explica que a empresa está otimista com o mercado de reposição, que tem apresentado crescimento e que eventos como o Congresso contribuem muito com isso. “O encontro é muito bom porque a gente está frente a frente com os mecânicos que podem dar um feedback dos nossos produtos”, completou Cruz.

DELPHI
Como novidade, mostrou velas de ignição importadas da Europa e o portfólio completo de filtros e ignição. “Para o próximo ano, estamos apostando na continuidade dessa fase boa porque, neste segundo semestre de 2017, tivemos um aumento considerável. A Delphi tem a sua composição de aproximadamente 50% de leves e 50% de pesados e a tendência é que nós continuemos com esse equilíbrio”, afirmou o diretor executivo da Delphi, Amauri Ferrari de Oliveira.

GATES
Levaram as principais ferramentas de auxílio para os mecânicos e um folheto com toda a extensão da linha, que abrange desde correias, tensionadores, kits e mangueiras até ferramentas de apoio, como medidores de desgaste de correia, cartões de indicação de dicas técnicas e pôsteres técnicos. “Nossa intenção é multiplicar e difundir a informação técnica que o mecânico precisa para poder utilizar bem o nosso produto”, explicou o gerente de marketing para a América da Sul da Gates, Fabio Murta.

HENGST
Levou seu portfólio de linha leve, com destaque para o filtro de cabine BlueCare, que é capaz de filtrar partículas ainda mais finas de poeira. Os filtros WM, conhecidos como multi, e a linha completa para pesados também foram expostos. “Nossa ideia de participar do Congresso é se aproximar do público final. Como somos uma marca recente no Brasil, queremos nos aproximar do mecânico e tirar dúvidas técnicas que eventualmente eles possam ter”, acrescentou o supervisor de Vendas da Hengst, João Bernardo Leal Ayroso.

KD A PEÇA
O foco da DPK no Congresso foi apresentar o KD a Peça, um catálogo eletrônico que inclui a venda e revenda de peças. “Nosso objetivo é ter uma ferramenta que facilite o acesso do aplicador às peças. Nosso catálogo tem mais de 70 fabricantes, onde o mecânico pode buscar peças por meio de uma busca Google e o sistema mostra para ele todas as opções. Ele também consegue observar quanto pagou e gerir os preços de compra e venda”, explicou a gerente de Marketing da DPK, Marcia Helena Bonfim Carinhana.

KYB
Apresentaram alguns modelos da linha de amortecedores que integram o portfólio de mais de 650 peças. “Esperamos conseguir mais reconhecimento no setor porque atuamos no Brasil há 15 anos, mas só há quatro no mercado de reposição. Então esperamos que através dos eventos e do dia a dia da atuação dos consultores nós consigamos expandir nosso nome”, declarou o gerente regional de vendas da KYB, Lauro Gomes.

SUN
Divulgou sua linha de aparelhos de diagnóstico, entre eles o termovisor, que foi sorteado no final do evento. Além disso, a linha de químicos também esteve no estande com o CAR80, Carlube, Carflusing, limpa contatos e os silicones que são lançamentos. “O evento vai de encontro com a filosofia da SUN que é estar em contato direto com o cliente. Nós não temos um distribuidor, então todas as nossas ações são pensadas no cliente final e o Congresso do Mecânico vem fazer isso de uma forma em massa”, declarou o gerente de Produto da SUN, Rafael Bissoto.

TAKAO
Levou os itens que são mais procurados na empresa, como bomba d’água, correia, tensor de correia, pistões, anéis, kit de corrente, jogo de juntas, válvulas e guia de válvula. “Dentro da nossa categoria de especialistas em motor, em uma venda técnica com um produto técnico, estar perto do mecânico é fazer com que a gente leve mais informação e atualização em cima das tecnologias que a gente tem no nosso negócio. No próximo ano, a Takao irá entrar no segmento de linha pesada”, declarou o diretor de Marketing e Relações Institucionais da Takao, Cassiano Braccialli.

TECFIL
Levaram filtros, entre eles os de curva A e curva B, e apresentaram as novas embalagens dos produtos. “Nós estamos bastante otimistas para 2018, esperamos crescer ainda mais e o evento tem o mesmo foco que a empresa. Nós queremos atingir a ponta final do mercado e o Congresso facilita nosso contato com os mecânicos”, acrescenta do Marketing da Tecfil, Ricardo Araujo.

TOTAL
Levaram para o Congresso a linha de lubrificante automotivo para motores flex e GNV. “Nossa expectativa para 2018 é ter um crescimento de 5% a 10% no segmento de reposição já que pudemos observar um aquecimento da economia e um crescimento do setor este ano”, declarou o assessor comercial da Total, Eduardo Simplício Alves.

URBA e BROSOL
Mostraram um item que, pelo menos na reposição, resiste ao tempo: o carburador da marca Brosol. Além disso, levaram bomba de óleo e bomba d’água do Volkswagen up!, que segundo o engenheiro mecânico da assistência técnica da Urba e Brosol, Orlando Fernandes, tem tido alguns problemas e tem sido bastante requisitada no mercado de reposição.

VDO
Apresentou bobina e cabo de ignição, corpo de borboleta, sensor de oxigênio, pastilhas de freio, cilindro de rodas e cilindro-mestre da linha VDO. A empresa recentemente lançou a linha diesel e pretende em 2018 divulgá-la ainda mais. “Nosso maior foco é atingir o canal do mecânico, mostrar mais a nossa marca porque trabalhamos a parte de mercado original também e às vezes a ampliação da linha não chegou até o mecânico ainda”, afirmou a analista de produtos na VDO, Daiane de Oliveira Pereira.

VOLKSWAGEN
Mostrou a linha Economy Parts, que são peças voltadas a veículos fora do período de garantia da fábrica (com três anos de uso ou mais). As peças são vendidas nas concessionárias e têm o preço competitivo se comparado com as peças de série. “Muitos mecânicos ainda não conheciam a linha Economy e o evento está nos ajudando a divulgar. A linha atende toda a frota de veículos leves da Volkswagen, desde o Santana até Gol, Parati e alguns importados. Os principais itens são os de desgaste natural, como pastilhas, óleos, aditivos e palhetas”, explicou o consultor de Produto da Volkswagen, Antonio Alexandre Feleto.

WIX FILTERS
Mostraram os principais lançamentos da marca de filtros, tanto da linha leve quanto pesada. “Nós viemos falar do relançamento da marca no Brasil, além de trazer as novidades das aplicações e
fazer uma interação com o público para ficar mais próximo e conhecer um pouco melhor o mercado”, relatou a analista de marketing da Wix Filters, Luciana Steffen.

ZF
Levou para o estande algumas ferramentas para freios que ajudam no dia a dia da oficina e agilizam o serviço de diagnóstico, como o Teste Fácil e o Sangra Fácil. “Além disso, apresentamos o Amigo Bom de Peça, que é um programa de suporte a mecânicos com vídeos, palestras e passo a passo da manutenção das linhas que a ZF trabalha”, acrescentou a head de Marketing na América do Sul da ZF, Fernanda Giacon. Por meio do site www.amigobomdepeca.com.br, é possível se cadastrar e ter acesso gratuito a todo o conteúdo.

Schaeffler
Levou o kit de aplicação de rolamento SmartSET e rolamento de roda da FAG, kit de polia da INA, Biela da Ruville e embreagem dupla e sistema de acionamento semi-hidráulico da LuK. “Estamos muito confiantes em relação a 2018. O mercado está mostrando uma boa recuperação, inclusive ultrapassando as expectativas de crescimento para o setor. Por isso, nossa aposta prossegue com o bom desempenho no Aftermarket”, afirmou o Vice Presidente Sênior de Aftermarket da América do Sul, Rubens Campos.











Orgãos de trânsito devem implantar a Inspeção Veicular até 2019

O Conselho Nacional de Trânsito do Ministério das Cidades (CONTRAN) publicou nesta manhã (8) a regulamentação do art. 104 da lei 9.503-97, que estabelece as condições de implantação e operação do Programa de Inspeção Técnica Veicular. De acordo com o documento, os órgãos de trânsito de todos os estados brasileiros terão até 31 de dezembro de 2019 para implantar o programa. O objetivo do é evitar acidentes pela falta de manutenção dos veículos.
Fica agora definido que a Inspeção Técnica Veicular (ITV) deve ser realizada a cada dois anos em todos os veículos, com o cronograma definido pelo Departamento de Trânsito (Detran) de cada ente federativo. A ITV será pré-requisito para o licenciamento anual.
Os veículos zero quilômetro com capacidade para até sete passageiros e que não tenham sofrido acidente graves, farão a primeira Inspeção apenasapós três anos de emplacamento. Para veículos de transporte de cargas e passageiros, o prazo será menor, a depender da finalidade do veículo. O certificado da ITV terá validade de dois anos e dois licenciamentos.
Outra novidade é a realização da inspeção ambiental para o controle de emissão de gases poluentes e ruído em conjunto com a inspeção veicular tradicional.
Reprovação
Serão reprovados no primeiro ano de operação da ITV os veículos que apresentarem Defeitos Muito Graves (DMG); Defeito Grave (DG) no sistema de freios, pneus, rodas ou nos equipamentos obrigatórios ou utilizando equipamentos proibidos; ou quando reprovado na inspeção de controle de emissão de gases poluentes e ruído. No segundo ano de operação, somar-se-á DG no sistema de direção.
Caso configure a reprovação, a primeira reinspeção será isenta da remuneração do serviço no mesmo operador, desde que obedecidos os prazos estabelecidos pelo órgão executivo de trânsito responsável.
Alta Roda | Renovabio é estratégico
Por Fernando Calmon

Um projeto de lei importante para manter sob controle – ou mesmo diminuir – as emissões de gases de efeito estufa foi aprovado há uma semana pela Câmara dos Deputados. Acredita-se que a tramitação pelo Senado do chamado RenovaBio será tranquila e, finalmente, o País terá um mecanismo moderno para limitar a liberação de CO2 na atmosfera.
Os meios de transporte (terra, mar e ar) respondem por cerca um quarto das emissões totais deste gás capaz de provocar mudanças climáticas, segundo a grande maioria dos cientistas. Há os que discordam, porém está bem difícil convencer os seus pares do contrário, ou seja, considerar o gás carbônico de efeito neutro sobre o clima do planeta.

RenovaBio é um programa estratégico bem estruturado e recebeu aperfeiçoamentos em sua tramitação. Uma das mudanças desconsiderou metas anuais obrigatórias de adição de etanol à gasolina ou de biodiesel ao diesel, para aliviar pressões oportunistas. Estas mais atrapalham do que ajudam. O Brasil assumiu diretrizes de descarbonização dos transportes previstas na Conferência Mundial do Clima. Precisava mesmo de legislação sem subsídios ou renúncia fiscal para biocombustíveis.
A ideia teve inspiração nas leis do estado americano da Califórnia. Para cumprir as metas cria-se o comércio de créditos de carbono (CBios). As grandes emissoras (petrolíferas, em essência) compram créditos dos produtores de biocombustíveis. Estes são estimulados a buscar máxima produtividade e assim gerar mais Cbios. Fabricantes de veículos também se sentiriam estimulados a investir em motores mais eficientes.
Na verdade, essa é uma tendência em curso e só precisava de um empurrão estratégico. Desde 2014, Unicamp, USP, ITA e Instituto Mauá de Tecnologia receberam o apoio do Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e Opel) e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para fundar o Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) Professor Urbano Ernesto Stumpf. O nome homenageia o cientista falecido em 1998, considerado o pai do motor a etanol no Brasil.
Com o RenovaBio abre-se a possibilidade de autossustentação de CPEs que, além de oferecer resultados práticos, possam absorver riscos ao pesquisar algo inédito e avançado, como já acontece nos EUA, Europa e Japão. Aliás, colaboram com o Centro acima citado cientistas da França, Itália, Inglaterra e Alemanha.
A própria Fapesp promoveu, quinta-feira passada, em São Paulo, o seminário Eficiência Energética e Biocombustíveis. Um dos trabalhos apresentados, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi sobre o desenvolvimento em laboratório de um motor exclusivamente a etanol. Depois de 14 anos, chegou a um resultado surpreendente ao aproveitar todo o potencial e características específicas do biocombustível.
Esse motor turbo de 1 litro entrega 185 cv de potência e seu consumo de etanol é até 10% inferior a um equivalente a gasolina. “O etanol sempre superou a gasolina em termos de eficiência energética. A novidade aqui é a paridade de consumo de combustível”, explicou o professor José Baeta.
A viabilidade comercial dependerá de mais estudos e investimentos, agora viabilizados, em tese, pelo RenovaBio.
RODA VIVA
ESTRATÉGIA da Ford para importar o Mustang incluía, desde o início, a versão repaginada da última geração. Em geral isso ocorre depois de quatro anos, mas neste caso a previsão era mudar no terceiro ano. Pré-venda em 11 de dezembro na faixa dos R$ 300 mil e versão única GT Premium. Motor V-8, 466 cv e câmbio automático de 10 marchas. Aceita provocações…
PROJETO Berlineta deve se materializar em 2019. Trata-se de um carro de competição brasileiro em colaboração com a ítalo-germânica MICLA. Apenas 850 kg de peso, motor central, tração traseira e mecânica a definir. Seu estilo é um tributo ao inesquecível Willys Interlagos, a versão nacional do Alpine A108, cuja releitura moderna acaba de estrear na Europa.
ATMOSFERA interna e motor 1.0 turbo são os grandes destaques do novo Polo. Bancos com assentos generosos, painel bem projetado, espaço para pernas na parte traseira, precisão de direção e ótimo câmbio automático de seis marchas completam o conjunto. Rodas de aro 17 da versão Highline tornam o rodar bem mais áspero do que as de aro 15 da Comfortline.
FARÓIS de LED (Diodos Emissores de Luz) vão substituir de forma mais rápida do que se pensava os de xenônio. Embora a tecnologia de LED seja cara, o aumento de produção está diminuindo seu custo. Além disso, ao contrário de lâmpadas de xenônio, dispensam sistemas de regulagem automática de altura dos fachos e de limpeza das lentes por jato de água.
PARA inibir o uso do celular enquanto se está ao volante, a GM decidiu entrar no ramo de comércio eletrônico, nos EUA, por meio da central multimídia no painel. De início a oferta de itens é pequena: apenas reservas em restaurante, teatro e pequenas compras. Faz parte da estratégia de evitar distrações. Já disponível e aos poucos em toda a linha de modelos naquele mercado.
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Raio X – VW Saveiro Cross: Veterana no lazer e trabalho
Veterana no lazer e trabalho

VW Saveiro possui reparação simples e rápida para não perder tempo na oficina
texto e fotos Leonardo Barboza
Derivada do Volkswagen Gol há 35 anos, a Saveiro foi feita para o lazer e trabalho bruto. Com capacidade para carregar até 615 kg de carga e 5 ocupantes, a picape possui algumas características particulares em relação ao seu irmão como suspensão reforçada, freios a disco nas quatro rodas e motor EA211 1.6 16V de 120 cv (E) e 110 cv (G).
A versão da Saveiro avaliada foi a Cross Cabine Dupla (R$ 78.990) e toda equipada com pintura metálica, bancos em couro sintético, rodas de liga leve aro 15” Atacama e sistema infotainment “Discover Media” indo para (R$ 82.270).
No geral, Sandro dos Santos, mecânico e proprietário da oficina Dr. American Car, considerou que a VW Saveiro Cross tem reparabilidade bem fácil e tranquila, não exigindo muitas ferramentas especiais com exceção da troca da correia de sincronismo do motor.





ARREFECIMENTO/AR CONDICIONADO
O sistema de arrefecimento é bem simples, possui fácil acesso ao radiador e eletroventilador, as abraçadeiras das mangueiras são todas de pressão, o reservatório de arrefecimento é de fácil acesso e simples manutenção.
O maior cuidado fica no conjunto da bomba d’ água que fica no lado oposto da correia dentada no cabeçote e é composta por duas válvulas termostáticas.
O compressor do ar-condicionado é de fácil acesso e as mangueiras do sistema possuem conexões já conhecidas pelos especialistas.
COXINS
Mesmo com o novo motor EA211 os coxins se mantiveram na mesma posição e com fácil acesso para troca.
DIREÇÃO
Manutenção bem tranquila: é fixada no quadro da suspensão por apenas 4 parafusos.
A bomba hidráulica mudou de posição ficando na parte de trás do motor. Sua manutenção também não possui dificuldade.
ELÉTRICA
Motor de arranque, bateria, módulo da injeção eletrônica e motor do limpador de para-brisas estão bem localizados e não requerem muitos malabarismos na hora de reparar.
A troca de lâmpadas dos faróis dianteiros são fáceis devido ao bom espaço para as mãos.
EMBREAGEM
O sistema de embreagem é acionado através do atuador hidráulico que fica na parte externa do câmbio.
O câmbio está bem localizado e não requer muitas remoções de outros componentes. Os eixos são retirados através dos parafusos estriados 8 mm.
Os cabos da alavanca de marchas são de engates rápidos, facilitando muito a sua remoção e instalação.
FREIOS
Utiliza o mesmo sistema convencional de outros veículos Volkswagen, com fácil acesso e sem necessidade de ferramenta especifica na parte dianteira.
No eixo traseiro, há sistema de freios a disco, exclusivo em picapes dessa categoria. A pinça faz o papel de frear o veículo e segurá-lo quando estacionado.
Assim é necessário o uso de uma ferramenta especial já conhecida pelos mecânicos, que retorna o embolo ao seu ponto inicial na hora da instalação de novas de pastilha de freio.
Uma curiosidade legal é que o parafuso da pinça pode ser retirado tanto com a chave Torx quanto com a sextavada.
A regulagem do freio de mão é feito por baixo, assim como nos demais veículos da linha Gol.
O sistema de hidrovácuo, cilindro- mestre e reservatório do fluido de freio estão bem localizados e de fácil acesso.
A bomba do ABS está localizada próxima ao painel corta-fogo do motor. Além do ABS, ela é responsável pelo ASR, modo OffRoad e sistema de auxílio em subida de rampa.






INJEÇÃO ELÉTRICA
O sistema de injeção eletrônica está bem acessível e fácil reparo. Removendo facilmente a tampa do elemento filtrante do motor, você já tem acesso ao corpo de borboleta e a flauta dos bicos injetores juntos com as resistências aquecedoras que eliminam o uso do “tanquinho de partida a frio”
A remoção dos bicos injetores é feita através de parafusos Torx e o engate dos conectores do chicote é tranquilo.
Sondas lambdas 1 e 2 têm fácil acesso.

SUSPENSÃO
Muito simples e de rápida reparabilidade, não requer ferramenta especial.
A barra estabilizadora possui bieletas de ferro mais resistentes e as buchas são fixadas com apenas dois parafusos sextavados de cada lado e de fácil remoção.
Na parte traseira, o sistema amortecedor é muito simples e de rápida troca.

TANQUE DE COMBUSTÍVEL
Com um bom acesso, o tanque de combustível pode ser removido facilmente. O filtro de combustível está bem localizado e seus conectores são de engate rápido.
A bomba de combustível fica localizada embaixo do banco traseiro, com fácil acesso após retirar o assento. Sua reparação é simples.
TROCA DE ÓLEO
Filtro de óleo fica na “cara do gol” e o bujão é com porca sextavada.
UNDERCAR
O sistema de escapamento é bem simples e de fácil manutenção, apenas necessitando de uma maior mão de obra na hora da retirada do catalisador, que passa por cima do quadro da suspensão dianteira.
Para removê-lo é necessário descer o quadro da suspensão e caixa de direção.
Ficha técnica
| SAVEIRO CROSS |
| Motor Posição: Dianteiro, transversal, Gasolina/Etanol Cilindros: 4 em linha Válvulas: 16V Taxa de compressão: 11,5:1 Injeção de combustível: Injeção eletrônica multiponto Câmbio: Manual, 5 marchas
Freios
Direção
Suspensões
Rodas e Pneu
Dimensões
Capacidades |