Inspeção veicular: cuidados garantem emissões dentro dos limites permitidos

A regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que determina a volta da inspeção veicular no Brasil tem gerado muitas dúvidas entre os motoristas. Afinal, o que fazer para que o veículo fique dentro dos padrões de emissões exigidos pela lei? De acordo com a Umicore, o fator principal é assegurar que as revisões estejam em dia.

“O principal componente responsável por garantir que o veículo não polua mais do que o permitido pela legislação é o catalisador, uma peça muito prejudicada pela falta de manutenção dos outros itens”, explica o gerente de Aplicação do Produto da Umicore, Miguel Zoca. O catalisador automotivo converte até 98% dos gases tóxicos provenientes da combustão em substâncias inofensivas. Ele é projetado para durar no mínimo 80 mil quilômetros, mas pode ter a sua vida útil abreviada pelo desgaste de outras peças.

Componentes dos sistemas elétrico, de ignição e de injeção com problemas, por exemplo, podem danificar o catalisador comprometendo seu funcionamento. Por isso, é essencial que as revisões estejam em dia para evitar surpresas na hora da inspeção.

Segundo o gerente da Umicore, outra vantagem de realizar as revisões periódicas é que elas costumam ser mais em conta do que o conserto das peças. “Isso porque a troca de componentes que já apresentam desgaste evita que aquele item interfira no funcionamento de outros”, explica.

A utilização de combustíveis de qualidade e de fluídos especificados pelas fabricantes de veículos também ajudam a garantir a vida longa do catalisador, assim como a manutenção das condições originais do carro. Veículos que tiveram o mapa de injeção alterado para maior performance, por exemplo, podem não estar atendendo aos parâmetros do controle de emissões. “O carro bem cuidado, além de passar de forma tranquila pela inspeção, também contribui com a qualidade do ar e, consequentemente, com a saúde da população”, afirma o gerente da Umicore.

Checagens gratuitas do Caminhão 100% acontecerão dia 21 e 22 de março, na Castello Branco



O programa Caminhão 100%, que avalia gratuitamente diversos componentes de caminhões, estará no km 57 (sentido São Paulo) da Castello Branco, que tem posto de atendimento da ViaOeste, nos dias 21 e 22 de março. Desenvolvido pelo GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, em parceria com o Grupo CCR e o programa Estrada para a Saúde, a ação tem como objetivo a conscientização e orientação de motoristas de caminhões sobre a importância da manutenção preventiva como forma de melhorar a segurança no trânsito.

Na ocasião, itens da parte mecânica, de segurança e de emissões dos caminhões serão avaliados por técnicos de fabricantes de autopeças.

Em 2017, o programa realizou 687 inspeções em caminhões e 30% apresentaram defeitos na barra de direção e terminais, que está no topo de ranking de problemas verificados, seguido por falhas na parte de iluminação externa, com 27%, e pneus e cubos de roda/rolamentos – ambos com 19% cada.

Para mais informações e dicas de manutenção, acesse o site www.carro100.com.br. Baixe o aplicativo Carro 100% e faça check-up virtual gratuito do seu carro para avaliar as condições de vários itens.

Alta Roda | Diversificado Salão de Genebra

Por Fernando Calmon*


Tempestades fortes de neve, na semana anterior à abertura, parecem ter proporcionado um alento ao Salão de Genebra, que se encerra no próximo domingo. Essa exibição anual vem sofrendo forte retração de rentabilidade, a exemplo de outros salões, mas mantém seu charme de exposição enxuta e atraente. Esta edição está bem recheada por mais de 20 lançamentos mundiais de peso.

Frenesi elétrico continua como elemento importante em vários estandes, mas começa a perder algum fôlego. Fabricantes – BMW, Nissan, Renault e Tesla – que se anteciparam nessa corrida tecnológica alcançaram, até agora, resultado financeiro bem aquém do imaginado. Jaguar, por exemplo, estreou seu primeiro elétrico, o SUV médio I-Pace baseado no F-Pace, mas tratou de terceirizar a produção para a austríaca Magna Steyr, sem prever volumes. Nissan estreou o crossover elétrico IMx Kuro.



Volkswagen completou sua família conceitual I.D. de modelos elétricos com o Vizzion, previsto para entrar em linha em 2022. Será o modelo topo de gama e graças à arquitetura enxuta típica pode oferecer relação espaço interno/externo bem superior à convencional. Também anunciou início do serviço próprio de transporte compartilhado chamado MOIA. Renault EZ-GO, micro-ônibus autônomo conceitual, igualmente entra nessa onda de mobilidade alternativa.

Ainda na vertente elétrica, Porsche tem o Mission E Cross Turismo de linhas inspiradas no sedã-cupê Panamera e tração 4×4. Espera-se que versão definitiva não se renda à “síndrome dos penduricalhos”, pois o exibido em Genebra recebeu apliques nos arcos de rodas.

Entre os carros convencionais um dos destaques é a nova geração do Audi A6, de linhas equilibradas e atraentes. Mercedes-Benz não ficou para trás. Um dos modelos que mais chama atenção é o sedã-cupê de quatro portas AMG GT-R. Há, também, nova geração do Classe A e revitalização do Classe C a ser produzido em Iracemápolis (SP). BMW reformulou o X4, suavizando as linhas traseiras volumosas, com montagem prevista em Araquari (SC); apresentou, em estágio de pré-produção, o elegante M8 Grand Coupé.

Entre os carros que interessam ao mercado brasileiro de grande volume, destaque para o C4 Cactus, segunda geração. A Citroën confirmou produção em Porto Real (RJ). Lançamento previsto para o terceiro trimestre e vidros de descer nas portas traseiras sem o sistema basculante original. Ford Ka apareceu em espaço meio escondido no estande com retoques visuais também previstos para o modelo brasileiro, inclusive no interior.

Skoda Vision, embora bem disfarçado principalmente na parte interna, antecipa o VW T-Cross a ser produzido em São José dos Pinhais (PR), a partir de janeiro do próximo ano. Ambos usam arquitetura MQB e mesma distância entre eixos do Virtus.

Outros modelos novos em Genebra que serão importados: quarta geração do Hyundai Santa Fe ganhou linhas mais rebuscadas, Peugeot 508 demonstra enriquecimento estilístico da marca francesa e Lexus UX, boa evolução do CT200 Hybrid.

O Salão reserva um bom espaço para supercarros esporte. Este ano, a desconhecida Corbellati promete lançar um cupê de 1.800 cv que seria o de maior potência do mercado, sem revelar pormenores. Se vai vingar, é outra história.

RODA VIVA
VELOCIDADE de mudanças na mobilidade faz surgir previsões surpreendentes. Hoje, Apple é a empresa de maior valor de mercado no mundo, cerca de US$ 900 bilhões. Porém, diversificação dos grupos automobilísticos e seu crescimento na área de serviços podem mudar isso dentro de 10 a 15 anos. Estimativa de Herbert Diess, da VW, em entrevista à Automotive News.

RENAULT inaugurou nova ala na fábrica no Paraná: injeção de alumínio para componentes do motor 1.6 L, que representa 60% das unidades produzidos. Encerra o ciclo de R$ 3 bilhões investidos. Novos aportes só serão definidos após conhecimento do programa federal Rota 2030. “Sem visão de futuro, não dá para saber onde e em que investir”, posição da empresa.

NOVO SUV da Jaguar, E-Pace estreia aqui como o modelo de entrada da marca. Motores 2.0 turbo de 250 cv e 300 cv, da recente série Ingenium de projeto próprio (antes eram da Ford). Seu comportamento, na avaliação de pista, é de grande agilidade pois tem apenas 1,65 m de altura e posição ao volante próxima a de um automóvel. Preços de R$ 222.300 a 278.080.

ÂNIMO da Nissan para importar em 2019 a segunda geração do elétrico Leaf – bem melhor que a primeira e com o dobro de autonomia (300 km) – veio de pesquisa encomendada por ela mesma. Até 80% dos compradores do nosso continente aceitariam a alternativa. Problema, como sempre, é preço em patamar desanimador.

PASSAT, agora, é importado em versão única, com um só opcional: teto solar. Preço de 164.620 e recheado de equipamentos (de dois bancos elétricos a quadro de instrumentos digital reconfigurável). Amplo espaço interno, ótimo porta-malas e motor 2-litros turbo de 220 cv de ótimap egada. Compete em segmento de grande oferta e compradores exigentes.

____________________________________________________
fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Hipper Freios é a nova patrocinadora do Criciúma E.C



A Hipper Freios firmou contrato de patrocínio com o Criciúma Esporte Clube, equipe catarinense que disputa atualmente o campeonato estadual e faz parte da série B do Brasileirão. A assinatura foi na última quinta-feira (15/03), com a presença do diretor presidente da Hipper Freios, Gilson João da Silva, e do superintendente do Tigre, Robson Izidro.

A empresa, com sede em Sangão, no Sul de Santa Catarina, faz a fabricação de discos, tambores e cubos de freio e possui mais de 1.100 itens, com distribuição nacional e 20 países pelo mundo.

“Estamos muito felizes em apoiar um dos grandes times de Santa Catarina, estado onde nasceu e está localizada a Hipper Freios. Esta é mais uma ação de marketing importante da empresa, pois teremos ainda mais visibilidade nacional, associada a uma paixão brasileira, a exemplo dos carros. Trata-se de um público que tem tudo a ver com nossos produtos”, justificou Gilson João da Silva.

No acordo, a Hipper Freios irá aparecer na camisa oficial do Tigre. A marca ficará exposta abaixo do número na parte de trás do uniforme. Além disso, terá placas localizada no estádio e no centro de treinamentos. O contrato tem validade até o dia 31 de dezembro da atual temporada.

Nakata investe em canais digitais e apresenta novo site, catálogo eletrônico, blog e aplicativo



A Nakata, que completa 65 anos de trajetória no setor autopeças, vem acompanhando a evolução dos meios digitais que se consolidam e ganham cada vez mais expressividade, interferindo diretamente na forma de consumo das pessoas. Uma das primeiras fabricantes de autopeças a utilizar a internet com conteúdo relevante e estar presente em mídias sociais, a Nakata inicia 2018 com muitas novidades no universo online para oferecer informações sobre produtos, aplicações, dicas de manutenção aos reparadores, balconistas e consumidor final.

O novo portal integra todas as plataformas digitais: site, catálogo eletrônico, mídias sociais, dicas técnicas, catálogos em pdf para download e blog, garantindo acesso rápido às informações. “É notória a importância dos meios digitais no dia a dia dos nossos clientes, já que o hábito de consumo de peças é cada vez mais comum através de uma via digital, o que resultará em transformações importantes para o setor. Por isso, estamos cada vez mais atentos às novas tendências de comportamento e na forma como nossos profissionais estudam, compram, obtêm informações e se distraem no mundo digital”, afirma a gerente de marketing, Sabrina Carbone.

Segundo Sabrina, o novo catálogo eletrônico, disponível no site, reúne uma série de informações sobre os produtos, com fotos, vídeos dicas de aplicação, além de possuir sistema de busca rápido e prático realizado por meio de um sistema responsivo e semelhante à pesquisa no Google. “Ao digitar apenas um item na consulta de produtos logo a informação está na tela, com muito mais conteúdo à disposição do profissional do varejo e reparação e de fácil navegação em tablet, smartphone e computador”, explica.

Além de facilitar o acesso às informações técnicas aos profissionais da cadeia, o portal também conta com blog que oferece dicas sobre manutenção para o dono do carro, visando conscientizar o motorista sobre a importância de cuidar do veículo para garantir segurança. Desta forma, com orientações sobre sintomas e necessidades da troca da peça, o motorista chega à oficina mais bem informado, o que facilita o atendimento do reparador junto ao cliente.

O pacote de soluções em canais digitais da Nakata contempla também aplicativo para fomentar a geração de negócios do varejo no ambiente digital.

De Carro Por Aí | Uma Placa Preta em Amelia Island 2018

Por Carlos E. Garcia, Casé,
enviado especial.
Amelia Island é parada obrigatória para o verdadeiro entusiasta de automóveis antigos, automobilismo histórico ou a pura paixão pelas 4 rodas. Integra o circuito mundial dos Concours d’Élégance, como Villa D’Este, Itália; Autoclasica, Argentina; e Pebble Beach, também EUA. Esses grandes encontros de colecionadores reúnem o créme de la créme das coleções. Infelizmente, no Brasil tal objetivo existe apenas em Araxá, MG, bianualmente.

Infortúnio
Devido à previsão de chuvas para o domingo, o que não ocorreu, na quinta-feira anterior a organização decidiu antecipar para sábado o Amelia Island Concours d’Elégance. Muitos aficionados foram surpreendidos e, ou não compareceram, ou perderam grande parte pela antecipação, impedindo e cancelando o empolgante encontro dos clubes de marcas tradicional aos sábados. Agora só em 2019.

Amelia premia automóveis de uso normal, e incentiva a preservação dos participantes em corridas, e pilotos estelares. Em 2018 homenageou o primeiro brasileiro da nossa era de ouro. Campeão em várias categorias, Emerson Fittipaldi teve brilhante carreira no Brasil, foi o 1º brasileiro campeão na Formula 1 em 1972, repetindo-o 2 anos após; abriu caminho à inclusão do Grande Prêmio Brasil no circo da Formula 1, sendo decisivo na introdução de sequência de brasileiros na categoria, como Piquet e Senna.

Sempre foi apostador all-inner. Com a carreira no ápice em 1975 embarca com seu irmão Wilsinho no sonho de construir um carro e ser dono de equipe de Formula 1. Uma coisa absolutamente improvável. Em 1976 lança à mesa todas as suas fichas e torna-se piloto da própria equipe, a Copersucar Fittipaldi.

Ao contrário do que reza o imaginário popular conseguiu excelentes resultados mas a política matou o sonho em 1982. Ele perdeu a aposta. Arruinado, foi redescoberto como piloto no campeonato da CART de Fórmula Indy, onde em 1989 tornou-se o primeiro piloto a vencer o campeonato, incluindo em seu cartel o 1º lugar na mítica prova Indy 500 daquele ano. No lugar mais alto do pódio da Indy 500 em 1993 protagonizou antológica cena, substituindo protocolar garrafa de leite por outra de suco de laranja, produto brasileiro de exportação, vindo de suas plantações.

Nos EUA Emerson ficou conhecido como Emmo, e assim foi chamado por seus incontáveis fãs estadunidenses na festa de Amelia Island.

Um homem que fincou tantos fatos inéditos no consagrado automobilismo brasileiro e mundial, reverenciado e homenageado com nome de automóvel, relógio, pela Maclaren Team, Kawasaki e tantos outros, contrasta com a falta de reconhecimento em sua terra natal. Esse reconhecimento agora lá do que não tem cá, o levou às lagrimas em público. Emmo-cionante.

Emerson, ou Rato para os íntimos, foi figura presente e simpática nos dias viáveis nos belíssimos gramados do Campo de Golf do Ritz Carlton, onde ocorre a exposição. Em meio as diversas ilhas temáticas de esportivos, carros pré- guerra das décadas de 20 e 30, elétricos, Cadillacs, Ferraris, Porsches, entre outros e expositores comerciais como Alfa Romeo, MacLaren e Jaguar, reluzia a ilha dedicada ao homenageado onde distribuía sorrisos e autógrafos.

A curiosa Placa Preta
Qual foi a surpresa do restrito grupo de brasileiros presente quando ao longe se vislumbrou o Renault R8 amarelo? Esse automóvel é raro no Brasil, importado para sondagem de mercado, mas integrou a Equipe Willys. É brazuca! E porta placa com letras cinzas, fundo em denso breu, a identificação brasileira de veículo de coleção: “EJC-6045, SP-São Paulo”.

Como isso chegou aqui? Todos se perguntavam. Maurício Marx, colecionador, restaurador e divulgador da atividade, resume: Sempre quis levar um de meus carros a evento nos EUA, mas presumia possíveis dificuldades, pois os grandes colecionadores nacionais nunca expuseram fora do Brasil. Quando li a homenagem ao Emerson, corremos para caracterizar o R8 nos seus dias de glória. Correções, adaptações para a caracterização de corridas, pesquisa e produção de material impresso para fazer um memorial e enviar aos organizadores submetendo a inscrição. Bill Warner, o organizador, foi extremamente sensível, entendendo a importante adição de um carro de corridas do Emerson ao início de sua carreira. E aceitou a inscrição. Voltamos com um prêmio hors-concours. E ano próximo estaremos lá.

Mau Marx e o troféu


Maurício foi com equipe caracterizada de sua atividade, o Universo Marx, seu irmão Guilherme, e Paulo “Louco” Figueiredo, curador de um museu paulista.

Tratando-se do primeiro carro de colecionador brasileiro a participar de um Concours d’Élégance nos EUA, deveria orgulhar o titular da Coluna, Dr. José Roberto Nasser. Sua iniciativa pessoal, nos idos de 1985, para criar legislação reconhecendo essa categoria não só incentivou, como determinou a preservação dos automóveis de interesse histórico. Agora esses salvados do tempo são conhecidos e, principal, reconhecidos internacionalmente.

Maurício, de rara simpatia, sugeriu que deveríamos, como país, ter mais incentivo a esse tipo de participação cultural, sem a burocracia desestimuladora.

e quase inviabilizadora. Ao fim e ao cabo, o empenho pessoal e irrestrito, somado à ousadia do pessoal do Universo Marx empurrou o carro por mais de 5.000 km, e abriu caminho a ser seguido. Como o Emerson fez lá naquele dia quente de julho de ´70 em Brands Hatch. Se mais brasileiros acreditarem e ousarem, a história se repetirá, e em alguns anos teremos tempos incríveis nos Concours do mundo, como aconteceu na F1. A cobertura nacional se restringiu a essa Coluna. Merecia mais.

O show de Bill Warner, idealizador de tudo e chairman da Amelia Foundation que ancora o movimento, foi espetacular mais uma vez.

Uma sequencia de carros fez homenagem a Ed “Big Daddy” Roth. O desenhista, designer e construtor de hot rods, que parecem emergir de um cartoon, lenda nos anos 50 e 60 com icônicos carros povoando o imaginário da juventude Beatnik.

Ilhas de marcas laureadas exibiram suas joias: Martini Racing; Museu Porsche com foi o 917K short-tail de 1971 ganhador de Le Mans naquele ano, nas mãos do Dr. Helmut Marko e de Gijs van Lennep.; relevo para Lancia 037, motor central e carroceria do inovador compósito do então pouco conhecido Kevlar.

O evento demonstrou um claro movimento no crescimento dos classic centers de marca. O já bastante conhecido da Mercedes mandou uma bela Pagoda 280 SL e expos juntamente com sua tríade de flagships, AMG GT – Maybach – G Class; BMW mostrava dois carros de seu Museu e incitava colecionadores da marca a trazerem seus carros para serem cadastrados. Dealer “Classic Partner”, da Porsche, distribuía folders onde a marca reconhecia como clássicos carros a partir de 10 anos.

Claramente as grandes marcas identificam a esteira da Mercedes como bom nicho de mercado, repleto de pessoas dispostas a gastar com seus sonhos.
Os eventos paralelos, quase sempre leilões de clássicos, continuaram lá. Os resultados não foram muito satisfatórios segundo os organizadores. Certamente isso se deve à mudança da data do Concours.

Duas raríssimas pedras preciosas foram reservadas para a apresentação no mais importante evento da Costa Leste. Primeiro, o Mustang imortalizado no filme “Bullit” de 1968, descoberto com uma mesma família há dezenas de anos, sem que soubessem de seu especial protagonismo na tela grande. Outro, foi apresentado pela primeira ao público nesses históricos gramados: o Shelby Lonestar, estudo sobre o chassi de um GT 40 desenvolvido em segredo para substituir o Shelby Cobra 427. Um elegante esportivo, com carroceria targa e traseira no estilo Kamm-Back. Arrancou suspiros da plateia.

O prêmio Best of Show em Amelia para duas categorias: Concours de Sport, e o próprio Concours d’Élégance.

Best Sport o grande vencedor foi a Ferrari 250/275P, de 1963 como “250P” para o recém criado Campeonato Mundial de Protótipos, ganhando os 1000 km de Nürburgring e as 24 Horas de Le Mans. Em 1964, alterado o regulamento, motor original V12 de 3 litros cresceu a 3,3 litros, alterando nome para 275P.

Hibridismo no nome atinge os dois eleitos. O Best do Concours, Duesenberg J/SJ conversível de 1929, originalmente Modelo J, com motor 420 c.i., DOHC, aspirado e, em alguma curva de sua história, o motor foi superalimentado, ganhando a designação SJ. Além disso a carroceria original pela Walter M. Murphy Co., celebrada coachbuilder de Passadena dos anos 20, mas levemente alterada pela empresa Bohman & Schwartz. Por terem sido feitas à época do carro, e para seu proprietário original, Edward Beale McLean, dono e editor do The Washington Post, a alteração não comprometeu a relevância da unidade e garantiu-lhe o merecido prêmio.

Gostou? Pensa em ir para Amelia Island em 2019? Saiba, os brasileiros não a descobriram ainda, mas o resto do mundo sim. Então programe-se.

————————————————————————————————-
Citroën C4 Lounge, sob medida
Citroën foi a campo para entender as vendas desproporcionais de seu modelo C4 Lounge feito na Argentina. Difícil concordar com a falta de competitividade do automóvel em seu segmento, quando olhadas suas linhas e sentidas suas características. O automóvel é bem arrumado visualmente, confortável para sentar e para o rolar, ótimo rendimento com o motor 1,6 THP, T de turbo, desenvolvido em sociedade finalmente assumida com a BMW. Preço muito bom, vendas baixas.

Pesquisas indicaram o óbvio para as marcas francesas – falta de confiança -, e a marca centrou em processos de envolvimento com o usuário, serviços bem pensados, facilidades, visando apagar esta impressão. Outras constatações foram a necessidade de atender às modas sino-sul-americanas – as mudanças foram desenvolvidas por equipe com franceses, chineses, latinos, brasileiros. Nestas avultam a conectividade, atendida por implementação nos sistemas de comunicação; design, bem marcado com a mudança da frente, do grupo óptico frontal e traseiro, das mudanças no visual e na eficiência da iluminação com luzes e assinatura visual em LEDs. Em estilo, pelo visto as equipes de olhos puxados tiveram prevalência: o carro tem uns traços coreanos.

Na prática aparência elaborada, espaço interno, agradabilidade de uso, tecnologia de comunicação, bom preço, três versões de decoração, todas equipadas em nível superior, serviços para facilitar a vida do proprietário. Espera-se, decole.

Quanto custa
Versão Live R$ 69.990 (PcD; Feel R$ 93.220 e Shine R$ 102.970.

Ambas as versões superiores tem revestimento em couro, rodas em liga leve. A inferior destina-se a pessoas com deficiência e o preço indica o desconto legal. É a única com revestimento em tecido.

Citroën C4 Lounge, revisto, melhora


Roda-a- Roda
Multi – Ford iniciou fazer o EcoSport no Vietnã, sexto país a produzir o modelo, global assinalador de mercados primários em ascensão. Opção de motor 1,0 EcoBoost – maneira da companhia indicar uso de turbo -, ou 1,5 litro, três cilindros, transmissão manual de cinco velocidades ou automática com seis.

Também – Grupo PSA associou-se ao governo da Naníbia para produzir veículos Opel GrandiantX e Peugeot 3008 a partir de agosto deste ano. Coisa pouca, 5.000 unidades/ano em 2020, mas importante para a marca ao ampliar sua internacionalização. PSA manteve a marca Opel após comprá-la à GM.
Melhor – Toyota incrementou Etios 2019 seu primeiro degrau da marca no Brasil. Agregou, antes de ser tornado obrigatório, o controle de estabilidade e tração e, como item de conforto condutivo, o assistente de partida em rampa.

Mais – Criou versão inicial, simplória, economizando na composição, a X Std (de standard, termo inglês, antes identificando padrão, agora simplificação), para vendas diretas, a frotistas ou governo.

Como – Para identificar a modelia, visualmente moldura preta na grade frontal.

Mercadologicamente, cada versão está melhor caracterizada em preços, abrindo o leque com o Std duas portas, motor 1,3, transmissão manual, em R$ 47.270, fechando-o, após 13 versões, com o 1,5, 16V, sedã, automático a R$ 67.320.

Etios 2019, mais segurança e versão pelada


Mistura – Governo federal quer liberdade para aumentar a mistura de álcool anidro à gasolina em proporção ao seu gosto. Há arrepios na equipe econômica por significar queda de arrecadação.

Russos – Jogada bem estruturada, interessa aos produtores de álcool, e é interessante a coincidência de surgir num ano eleitoral. Mas falta combinar conosco, os russos. Qual o iluminado advogado ou economista, funcionário do Governo, que garante a mistura como produtiva aos motores?

Física – Os motores endotérmicos, os com ignição por velas, foram transformados em Flex. E como em física não há milagre ou decreto, não rendem idealmente, seja com as misturas gasálcool a 25%, seja com álcool e um pouquinho de água – como disse o Sérgio Habib, importador da JAC, o motor flex é um pato: nem anda nem voa bem.

Questão – Aumentar a adição de álcool não significa melhorar o rendimento, pois partir de 20% de não é aproveitada pelo motor, ou seja, gera aumento de consumo sem gerar energia adicional. Na prática o consumidor paga pelo que não recebe, e o usineiro sorri.

Trava – A defesa para os milhões de donos de automóveis é caso para a área de proteção ao consumidor do Ministério da Justiça? Para o Procon? Procuradoria Geral da República? Quem freia as perigosas e inexplicadas bobagens oficiais?

Ônibus – Marcopolo vendeu 300 ônibus à Nigéria. Base Scania em 250 urbanos Viale. 50 micros Volare com chassis próprio. No país desde os anos ’80, empresa criou imagem de resistência, confiabilidade e conforto superiores.

Conselho – Mercado se reaquece crescendo 20% nos dois primeiros meses; há pontos de favorecimento à aquisição de carros O km; e pergunta maior: você pode – e deve – comprar um O Km?

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros fez vídeo sobre o tema. Está em Youtube Dinheiro à Vista.
Festa – Fábrica de motores da FCA em Campo Largo, Pr, adquirida à extinta.

Tritec – joint venture entre Daimler Chrysler e a BMW -, completou 10 anos de operação com produtos Fiat. Os motores EtorQ, de Fiats e Jeeps são BMW desenvolvidos. Foi a primeira a utilizar robôs para os motores, e os princípios do processo Indústria 4.0. Tem láureas de operação limpa.

Tecnologia – Moura, em colaboração tecnológica com a norte-americana East.

Penn, desenvolveu bateria para motoniveladoras e pás carregadeira Caterpillar. Encomenda inicial 4.000 unidades/ano. Trabalho exige resistência, e comprador, qualidade. 6v, 12 v, 24 v ? Fábrica não informa.

Realidade – Vendo o carro autônomo como realidade até 2020, especialistas lançaram primeiro livro científico sobre o tema: Direção autônoma: como a revolução autônoma mudará o mundo. Autores de elevada qualificação acadêmica Andreas Herrmann, Walter Brenere e Rupert Stadler, este presidente do Conselho de Gestão da Audi. Interessado em cópia de revisão? julia.wegner@jvm.ch

Saiba como combustível de má qualidade pode afetar seu veículo



Com o preço médio da gasolina 2,75% mais alto em 2018, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a busca por postos com preços mais competitivos aumenta. Porém, é preciso que o motorista fique atento também à procedência e qualidade da gasolina e etanol. Combustíveis adulterados ou de má qualidade podem causar carbonização ou superaquecimento das velas de ignição, alerta a NGK, marca especialista na fabricação do componente.

“Dificuldades na partida, falhas no motor e perda de potência são alguns problemas que podem ser causados pela ação do combustível de má qualidade nas velas de ignição”, explica o consultor de Assistência Técnica da NGK, Hiromori Mori.

O especialista explica que apenas com uma simples análise visual do componente é possível identificar indícios que o combustível utilizado pode não ter uma boa qualidade. Por esse motivo, é importante que o mecânico sempre verifique as condições da vela em uma revisão. “No caso da carbonização, a ponta ignífera da peça fica totalmente coberta com resíduos de carvão. Já em situações onde há acumulo de resíduo vermelho na ponta da vela, indica o uso de combustível com óxido de ferro”, explica Hiromori Mori.

Vela em ordem, mais economia
De acordo com o consultor, a dica para o motorista que deseja economizar combustível é garantir que as velas de ignição estejam em ordem. “A vela de ignição é responsável por garantir que o combustível seja queimado de forma correta, sem desperdício. Por isso, o bom funcionamento da peça influencia diretamente no consumo de gasolina ou etanol”, alerta.

A recomendação da NGK é que a peça seja inspecionada anualmente, a cada 10 mil quilômetros ou conforme orientação da montadora.

Outra solução interessante para quem busca economia é investir em uma vela especial. A NGK disponibiliza no mercado de reposição as velas G-Power, feitas em platina, e Iridium IX, de irídio. Ambas possuem a ponta do eletrodo mais finas do que as velas convencionais, proporcionando uma queima otimizada e, consequentemente, maior economia de gasolina ou etanol. “Além disso, por terem mais facilidade em gerar centelha, as velas especiais melhoram o desempenho do veículo, sem que seja necessário fazer grandes transformações no motor” afirma Mori.

Entrevista: Futuro à vista

 

Texto: Gustavo de Sá e Fernando Lalli

 

Recentemente, a Toyota confirmou os testes com veículos híbridos flex no Brasil. Isso mostra que há uma realidade local sendo levada em conta dentro dos próximos passos rumo a modelos de propulsão cada vez mais eficientes e menos poluentes. Nesta entrevista exclusiva, a fabricante de automóveis deu detalhes sobre a parceria com universidades locais e a expectativa por uma nova legislação que incentive a produção de híbridos em nosso país.

 

Revista O Mecânico: De acordo com dados apresentados na comemoração aos 60 anos da Toyota do Brasil, a fidelidade entre os clientes da marca no País vem crescendo ano a ano (em curva superior até mesmo à dos EUA). Em 2016, o Brasil ficou atrás apenas do Japão na análise desse índice. A que a Toyota brasileira atribui essa marca?

Rafael Chang, Presidente da Toyota do Brasil: A Toyota aplica no Brasil uma estratégia de produto definida para atender aos anseios de nossos consumidores locais. A marca busca, mais do que números, entregar em cada modelo o potencial máximo de segurança, qualidade, durabilidade e confiabilidade. É assim que conquistamos a preferência dos brasileiros. A rede de distribuidores Toyota complementa esta estratégia, pois é por meio dela que concedemos aos clientes a experiência de compra e propriedade que fazem da nossa marca um diferencial em excelência.

 

Revista O Mecânico: Testes com o primeiro híbrido flex do mundo foram confirmados recentemente pela empresa. Esse é um indicativo da popularização da tecnologia em nosso país, onde o sistema flex mostra-se fundamental para a competitividade de modelos de volume. Podemos esperar a fabricação nacional de carros com essa tecnologia?

Anderson Suzuki, Gerente Geral do Comunicação da Toyota do Brasil: Embora a Toyota do Brasil não comente sobre planos futuros para a produção local de seus produtos, a empresa anunciou recentemente que está estudando a tecnologia híbrida flex em território nacional. A companhia vem trabalhando, desde a introdução dessa tecnologia no País, em ações para a disseminação de seu funcionamento e benefícios em prol da eficiência de combustível e do meio ambiente.

 

O Mecânico:Quais os desafios para os mecânicos na manutenção de modelos híbridos no futuro? Que tipo de capacitação eles devem receber?

Anderson Suzuki: A Toyota vem realizando um intenso trabalho para disseminar o conhecimento a respeito da tecnologia híbrida no País, bem como seu funcionamento e benefícios ao consumidor e ao meio ambiente. Em 2016, a Toyota firmou uma parceria com a USP São Paulo com o empréstimo de um Prius para incentivar a disseminação da tecnologia híbrida para o desenvolvimento acadêmico. Também estamos alinhando uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB) com os mesmos fins. Atualmente, a Toyota aplica treinamentos específicos sobre a tecnologia somente para os técnicos da rede autorizada Toyota. À medida que essa e outras tecnologias de propulsão tornarem-se mais populares no mercado nacional, a fabricante acredita que instituições acadêmicas as incluirão em suas grades curriculares.

 

O Mecânico: Qual a expectativa da Toyota em relação ao novo regime automotivo Rota 2030?
Anderson Suzuki:Aguardamos com expectativa os detalhes do programa que está sendo discutido com o governo. O Programa nos dará margem e visão de longo prazo para prosseguir com os planos e investimentos para as operações da Toyota no País.

 

O Mecânico: A Anfavea projeta crescimento de 11,7% nos emplacamentos de veículos novos em relação ao ano passado. Com o lançamento de novos produtos, como o Yaris, qual a projeção de crescimento das vendas da Toyota para este ano?

Anderson Suzuki: Em 2017, a Toyota obteve a segunda melhor performance em vendas em uma trajetória de 60 anos na indústria automobilística brasileira. Com um pouco mais de 190 mil unidades zero-quilômetro negociadas, o resultado foi 5% superior ao registro obtido em 2016, com 180.881. Para 2018, estimamos manter o mesmo ritmo de crescimento.

 

Transmissão: Manutenção periférica da caixa Aisin AT6 da PSA

 

Confira os detalhes internos da caixa de câmbio automática de seis velocidades aplicada desde 2011 em veículos das marcas Peugeot e Citroën

Texto: Fernando Lalli
Foto: Lucas Porto

 

Desde 2017, a PSA vem substituindo em seus modelos à venda no Brasil a antiga caixa de câmbio automática AL4/ AT8 de quatro marchas pela nova AT6, de seis velocidades, fabricada pela Aisin. Atualmente, já está em quase todos os modelos tanto da linha Peugeot (208, 2008, 308, 3008 e 408) e Citroën (C3, Aircross, C4 Lounge, C4 Picasso, DS4 e DS5).

 

A maioria das unidades produzidas no Brasil está equipada com a caixa AT6 de terceira geração (20GE19). A versão de segunda geração (20GA03) equipou os sedãs Peugeot 408 e Citroën C4 Lounge, além dos esportivos 308 CC, RCZ, DS4 e DS5. Confira a tabela de aplicação

 

ed-268-motor

 

ed-268-motor

 

Nesta reportagem, o instrutor técnico Silvio da Cruz Silva explica os detalhes dessa caixa, focando os procedimentos de manutenção periférica preconizados pela fabricante dos veículos. A PSA não estimula o mecânico independente a abrir a caixa para manutenções internas. “Um alerta ao mecânico: caso você vá fazer algum reparo interno na caixa e cometa algum erro, isso pode causar a destruição total desse componente”, adverte o especialista.

 

Caso haja necessidade de uma reparação interna, a fabricante de automóveis orienta a enviar a caixa a uma oficina autorizada e especializada em reparo de caixas automáticas. Dentro da própria concessionária, Silvio explica que explica que quando a caixa precisa de reparação interna, atualmente, ela não é reformada, mas, sim, substituída em garantia nos primeiros 3 anos do veículo.

 

RELAÇÕES DE MARCHA DA CAIXA AT6III:
1ª: 4,044
2ª: 2,371
3ª: 1,556
4ª: 1,159
5ª: 0,852
6ª: 0,672
Ré: 3,193

 

FERRAMENTAS DE TRABALHO

 

Existem dois cofres com as ferramentas específicas para o reparo periférico da caixa AT6: C-0336-ZU e P.0336/2, ambos disponibilizados para as concessionárias Peugeot e Citroën.

 

ed-268-motor

 

DIFERENÇAS ENTRE 2ª E 3ª GERAÇÕES DA AT6

 

Há pouca diferença prática entre as duas caixas. Visualmente, as caixas de câmbio são semelhantes, mas cinco pontos distinguem uma geração da outra:

 

1. Calculador: Possui cobertura plástica no câmbio de 3ª geração

 

ed-268-motor

 

2. Identificação na caixa seca: A AT6 de 3ª geração possui na caixa seca a identificação “3FA”. A de 2ª geração, “2FA”.

 

ed-268-motor

 

3. Pontos de tomada de pressão de óleo: No câmbio de 3ª geração, os bujões estão dispostos de forma assimétrica. No de 2ª geração, estão dispostos de forma diferente, quase paralela um ao outro.

 

ed-268-motor

 

4. Trocador de calor do óleo: Componente no câmbio de 3ª geração é preso ao câmbio por três parafusos, enquanto no câmbio de 2ª geração a fixação é por apenas um parafuso central.

 

ed-268-motor

 

5. Respiro: No câmbio de 3ª geração, há uma mangueira prolongando a saída do respiro para evitar a contaminação da caixa por água.

 

ed-268-motor

 

LUBRIFICAÇÃO

 

6. O bujão de enchimento de óleo possui a identificação do óleo que deve abastecer a caixa AT6. Porém, o óleo AW1 foi abolido pela PSA desde dezembro de 2017 em favor da especificação JW3324 (Motul ATF VI), 100% sintético
 

Obs: A fabricante de automóveis ressalta que não há necessidade de troca do lubrificante, a não ser em caso de reparo na caixa.

 

ed-268-motor

 

TROCA DO BLOCO HIDRÁULICO E IDENTIFICAÇÃO DAS ELETROVÁLVULAS

 

Obs: Antes de qualquer intervenção na transmissão ou em qualquer sistema que envolva sensores e calculadores ligados ao sistema elétrico do veículo, a PSA Peugeot Citroën recomenda esperar 5 minutos após o desligamento da ignição do motor para desconectar
a bateria.

 

7. Escoe o óleo pelo bujão de nível e escoamento. Utilize chaves torx 40 e allen 17. Faça a desconexão das mangueiras de arrefecimento ligadas ao trocador de calor.

 

ed-268-motor

 

8. Solte os 13 parafusos do cárter do bloco hidráulico com chave torx 40. É recomendável soltar os parafusos de forma cruzada para evitar empenamento da tampa.

 

ed-268-motor

 

9. A tampa do cárter é vedada com junta líquida. Remova a tampa com o auxílio de uma espátula de nylon e um martelo de borracha. Não utilize espátulas de metal, que podem danificar a face de contato entre a tampa e a caixa, prejudicando a vedação.

 

ed-268-motor

 

10. Identificação das eletroválvulas: A maioria delas são eletroválvulas de modulação controladas por PWM. De acordo com Sílvio, a vantagem desse recurso são os engates e desengates feitos de forma modular, sem trancos, quase imperceptível.

 

a. Eletroválvula modulação de pressão da ponte do conversor
b. Eletroválvula de sequência “S2”
c. Eletroválvula modulação da pressão da embreagem “C2”
d. Eletroválvula modulação da pressão da embreagem “C3”
e. Eletroválvula de modulação de pressão de linha
f. Eletroválvula do stop/start
g. Eletroválvula modulação de pressão do freio “B1”
h. Eletroválvula de sequência “S1”
i. Eletroválvula modulação da pressão da embreagem “C1”

 

Obs: A PSA Peugeot Citroën ainda não disponibiliza nenhum veículo com sistema stop/start, mas o câmbio AT6 já está predisposto para a adoção do sistema no futuro.

 

ed-268-motor

 

11. Comece a soltar o chicote elétrico do bloco hidráulico pelos conectores nas 9 eletroválvulas do bloco, mais o conector do chicote do sensor de velocidade de saída. Puxe sempre pelo conector para evitar o rompimento dos fios.

 

ed-268-motor

 

12. Retire o sensor de temperatura de óleo, que é solidário ao chicote e preso com parafuso 8 mm em um suporte que o trava.

 

ed-268-motor

 

13. Para proteger o chicote elétrico no momento da remoção do bloco hidráulico, utilize fita adesiva para prendê-lo à carcaça do câmbio.

 

ed-268-motor

 

14. Solte os oito parafusos sextavados 10 mm que fazem a fixação do bloco hidráulico. Siga a ordem de remoção dos parafusos em cruz, indicada na imagem. Soltá-los fora de ordem pode causar o empenamento do bloco hidráulico.

 

Obs: Apesar da cabeça dos oito parafusos ser da mesma medida de 10 mm, seus comprimentos são diferentes. De acordo com a ordem de soltura, o parafuso nº 1 tem 51 mm, os nº2 e 5 são de 31 mm e os demais, 21 mm.

 

ed-268-motor

 

15. Suspenda e remova o bloco hidráulico com as mãos, com cuidado para não danificar o chicote do sensor de rotação de entrada da caixa. Posicione a mão na direção do parafuso nº 1. Depois, levante a parte perto do parafuso nº 5 (15a). Por fim, solte a haste da válvula manual do bloco hidráulico ligada à alavanca seletora de marchas (15b).

 

ed-268-motor

 

16. Identificação dos sensores:
a) Sensor de velocidade de rotação de entrada da caixa
b) Sensor de velocidade de rotação de saída
c) Sensor de temperatura do óleo

 

Obs: Os sensores são passíveis de substituição, mas se houver qualquer problema com o sensor de temperatura do óleo, é necessário trocar o chicote completo.

 

ed-268-motor

 

REMOÇÃO E RECOLOCAÇÃO DO CHICOTE ELÉTRICO E DO CALCULADOR DA TRANSMISSÃO

 

17. Para soltar o calculador, remova os 3 parafusos 12 mm. Mantenha-o na posição “N”.

 

ed-268-motor

 

18. Remova a trava que fixa o conector do chicote, em formato de grampo. Basta puxar

 

ed-268-motor

 

19. Remova o chicote, puxando-o no sentido do calculador (19a).

 

Obs: Cuidado com os anéis de vedação. São dois: um do conector para o calculador e outro do conector para a carcaça da caixa, que devem ser substituídos a cada remoção. A troca evita a oxidação dos contatos no calculador e o vazamento de óleo da CVA pelo conector do chicote e (19b).

 

ed-268-motor

 

20. Na montagem do chicote, preste atenção à fenda de encaixe do conector na caixa. Não se esqueça da trava do conector

 

ed-268-motor

 

21. Na montagem do bloco hidráulico, siga a ordem de aperto dos parafusos como descrito na imagem. Aplique torque de 10 Nm nos parafusos de fixação.

 

ed-268-motor

 

22. Na montagem do suporte (placa) do sensor de temperatura de óleo, aplique torque de 7 Nm. Já o torque de aperto no parafuso de fixação do sensor de velocidade de entrada é de 6 Nm.

 

ed-268-motor

 

23. Na montagem da tampa do cárter do bloco, aplique cordão de junta líquida (pasta de estanqueidade) de índice E10 para vedação. Nos parafusos, aplique torque de 13 Nm, seguindo ordem cruzada de aperto.

 

Obs: Todos os parafusos do cárter devem ser trocados. Para a sua instalação, eles já vêm com trava química para evitar suas solturas em trabalho.

 

ed-268-motor

 

24. Na montagem do calculador, aplique torque de 24 Nm nos parafusos de fixação.

 

ed-268-motor

 

TROCA DOS RETENTORES E VEDAÇÕES DA CAIXA

 

25. Para remover os dois retentores de semieixo, faça uso do sacador de retentor 70336-C. Perfure o retentor para instalar os dois parafusos soberbos para sacar o retentor.

 

ed-268-motor

 

26. Após a instalação da ferramenta, utilize chave 22 mm para sacar o retentor. Isso evita danificar a galeria onde o retentor está alojado.

 

ed-268-motor

 

27. Para a instalação do retentor novo, tanto direito quanto esquerdo, é preciso usar a ferramenta interna 7-0336-Y para centralizar o retentor (27a). Já as ferramentas externas de instalação têm profundidades de introdução diferentes para cada lado (27b).

 

Obs: Antes da instalação, lubrifique o lábio do novo retentor com óleo do próprio câmbio ou vaselina.

 

ed-268-motor

 

28. No lado direito (passageiro), encaixe a ferramenta externa P-0336/2-B no retentor e instale a peça com martelo de neoprene. A ferramenta deve facear a carcaça da caixa.

 

ed-268-motor

 

29. Já no lado esquerdo (motorista), o retentor fica posicionado de forma invertida. Dá a impressão de aplicação errada, o que não é verdade (29a). Por isso, utilize outra ferramenta externa (P-0336/2-A) com profundidade menor de introdução, com martelo de neoprene, para instalar o retentor. A ferramenta externa também deve facear a carcaça da caixa (29b).

 

ed-268-motor

 

REMOÇÃO E RECOLOCAÇÃO DO CONVERSOR DE TORQUE E DO RETENTOR DA BOMBA DE ÓLEO

 

30. Para remover o conversor de torque da caixa de câmbio, é necessário instalar as pegas de montagem do conversor (duas ferramentas C-0338-B).

 

ed-268-motor

 

31. Com as duas mãos, basta puxar para desencaixar o conversor. Se o mesmo conversor for posteriormente instalado, não é necessário desmontar as ferramentas

 

ed-268-motor

 

32. Retire o retentor da bomba de óleo utilizando a mesma ferramenta 7-0336-C dos retentores do semieixo. Apenas são necessários parafusos soberbos maiores. Para colocação do retentor novo, use a ferramenta P-0336/2-C.

 

ed-268-motor

 

33. O posicionamento do conversor deve obedecer a três encaixes diferentes em seu eixo. O mais profundo é o rotor da bomba de óleo, que possui dois ressaltos que devem coincidir com os dois rasgos no conversor. O encaixe estriado do meio deve encaixar no estriado do estator. O mais externo é a turbina do conversor de torque.

 

ed-268-motor

 

34. Antes da instalação do conversor de torque, confira o nível de óleo. O conversor deve estar abastecido parcialmente de óleo, isto é, até próximo da metade. No caso de substituição do conversor de torque por um novo, o mesmo virá vazio e segue a mesma recomendação.

 

ed-268-motor

 

35. Para aferir o correto encaixe do conversor de torque, utilize a ferramenta P-0336-D. Ela mede a profundidade do conversor em relação à carcaça. Ao ser instalada, se ficar faceada à carcaça e encostada com sua extremidade no conversor, significa que este está bem encaixado.

 

ed-268-motor

 

CONTROLE DO NÍVEL DO ÓLEO

 

Capacidade de óleo caixa de velocidades seca: Cerca de 7 litros. Volume restante após o esvaziamento pelo bujão de escoamento de óleo: Cerca de 4 litros. Quantidade de óleo após mudança: Cerca de 3 litros.

 

Obs: Para ter acesso ao bujão de enchimento do óleo da transmissão no veículo, é necessário remover a caixa ressonadora de ar. No caso do Peugeot 3008 desta reportagem, não precisa de nenhuma ferramenta: é apenas encaixada.

 

36. A PSA recomenda o uso de uma ferramenta específica, semelhante a um funil pendurado no capô, para monitorar o escoamento do óleo para a transmissão em seu enchimento. Na verificação de nível, coloque meio litro do óleo. Abra o bujão do câmbio e a válvula da ferramenta: deixe o óleo escorrer para o câmbio.

 

ed-268-motor

 

37. Dê partida no veículo, passe a alavanca da CVA por todas as posições e depois deixe o câmbio em posição P (“park”) e espere que o óleo do câmbio atinja 58 graus. Levante o veículo no elevador, abra o bujão de nível (menor), que fica dentro do bujão de escoamento, e observe. Quando começar o gotejamento de óleo, o nível está correto. Reinstale o bujão de nível.

 

Obs: O torque de aperto no bujão de nível é de 7 Nm. Já no bujão maior de escoamento (inferior) é de 47 Nm. Já o tampão de enchimento de óleo superior é de 39 Nm. Os anéis de vedação devem ser substituídos a cada remoção dos bujões.

 

ed-268-motor

 

38. Em caso de troca (parcial ou completa) do lubrificante no reparo do câmbio, após completar o nível, é necessário plugar o scanner ao veículo e zerar o contador de desgaste do óleo na memória do gerenciamento eletrônico da transmissão

 

AJUSTE DO CABO DE SELEÇÃO E INICIALIZAÇÃO DO PONTO NEUTRO

 

39. Na eventual substituição do comando elétrico de controle das marchas ou do calculador do câmbio, há a necessidade de se fazer a regulagem no cabo de seleção (varão). Coloque a alavanca seletora de marchas na posição “N” (neutro), bem como o seletor de marchas no calculador também deve estar no “N”.

 

ed-268-motor

 

40. Para soltar o cabo de seleção de sua conexão no calculador do câmbio, levante a trava de regulagem amarela com uma chave de fenda. Depois, aperte o botão para soltar a trava de conexão. Perceba que a extremidade do varão se movimenta, dando uma folga para a regulagem.

 

ed-268-motor

 

41. Para encaixar de volta o varão, basta fazer o procedimento anterior de forma inversa. Tanto a haste de seleção do calculador quanto a alavanca de câmbio dentro do veículo devem estar em “N”.

 

ed-268-motor

 

42. Após esse procedimento, faça o reconhecimento (aprendizagem) do sistema pelo scanner. Primeiro, deve ser feito o procedimento de aprendizado da posição neutra. Depois, a recentralização total dos aprendizados e, também, o aprendizado da posição das demais marchas – sempre de acordo com a ferramenta de diagnóstico.

 

ed-268-motor

Undercar: Substituição das juntas homocinéticas do Cobalt 2013

 

Veja como fazer a troca das juntas homocinéticas em um Chevrolet Cobalt 1.4 2013

Texto: Alessandro Reis
Foto: Renan Serva

 

Trocar as juntas homocinéticas do Chevrolet Cobalt é um procedimento relativamente simples, desde que o profissional siga os passos corretos. Inicie identificando a peça correta através do catálogo, na maioria das vezes a peça também é utilizada em outros modelos da marca, como Onix, Prisma e Spin.

 

“Os erros mais comuns são, após a instalação da nova peça, não aplicar o torque correto na porca, fixação incorreta das abraçadeiras e quantidade de graxa insuficiente. Outro detalhe é alinhar a direção após o procedimento”, ensina o supervisor de treinamento da Nakata, Eduardo Guimarães.

 

Segundo o técnico, a homocinética do Cobalt tem duração média de mais de 100 mil km, porém, alguns sintomas indicam que está na hora de substituí-la, como coifa rasgada e/ou graxa contaminada. “Quando o carro, em movimento, dá estalos ao esterçar, é sinal que a homocinética precisa ser substituída. Excesso de carga aplicada ao conjunto ou coifa rasgada são fatores que podem reduzir a vida útil do componente”, explica.

 

Guimarães explica que, em condições normais, não é necessário remover todo o semieixo para proceder com o reparo. Somente a homocinética, também conhecida como junta fixa, pode ser retirada. “Algumas vezes, o anel-trava de fixação da homocinética no eixo pode se deformar, dificultando a retirada do componente. Nesses casos, pode ser preciso remover o semieixo inteiro para depois trocar a junta fixa na bancada. Porém, é preciso ter cuidado. Ao tirar o semieixo pode vazar parte do óleo do câmbio, que precisa depois ser reposto”, ensina.

 

O kit de reparação da Nakata é composto pela própria homocinética, por um par de abraçadeiras (grande e pequena), travas, porca, mola-prato, coifa e bisnaga de graxa.

 

Nos casos onde a coifa esta cortada mas a junta está em boas condições pode-se fazer a substituição do kit composto pela coifa, graxa e abraçadeiras.

 

ed-268-motor

 

REMOÇÃO DA HOMOCINÉTICA

 

1. Antes da remoção, constatava-se a necessidade de troca da junta: a coifa estava cortada, denunciando o fim da vida útil do componente

 

ed-268-motor

 

2. Com a roda no chão e o freio acionado, solte a porca da junta em seguida, os parafusos da roda. Geralmente, é necessário desfazer o remanche de fábrica com a ajuda de uma talhadeira para liberar a rosca e retirar a porca. A retirada da porca deve ser feita com soquete de 36 mm com cabo de força.

 

ed-268-motor

 

3. Com o veículo suspenso no elevador, remova a porca e depois os parafusos da roda.

 

ed-268-motor

 

4. O passo seguinte é soltar o terminal de direção, utilizando soquete de 19 mm para soltar a porca. Em seguida, é usado um extrator capelinha para sacar o terminal de direção.

 

ed-268-motor

 

5. Depois, solte o pivô da manga de eixo, utilizando duas chaves de 15 mm para soltar o parafuso. Em seguida, faça uma alavanca para desprender o pivô da manga de eixo. Após desencaixar, gire a direção para o lado para desprendê-la totalmente, puxando para baixo.

 

ed-268-motor

 

6. O ideal para a retirada da homocinética é utilizar um sacador de impacto, puxando a peça para fora em movimentos repetidos, em posição bem alinhada com o semieixo. Mas, atenção: enquanto um profissional retira a junta fixa, outro deve segurar o semieixo para ele não se desprender da caixa de câmbio. Caso seja preciso remover o semieixo completo, use duas alavancas na operação.

 

ed-268-motor

 

7. Depois, solte a abraçadeira menor da coifa.

 

ed-268-motor

 

8. Após retirar a junta, limpe a ponta do semieixo e remova o anel-trava.

 

ed-268-motor

 

PREPARAÇÃO

 

9. Antes de instalar a nova junta fixa, é hora de lubrificá-la, bem como a nova coifa. Utilize a graxa que vem no kit de reparação . Cerca de 50 g vão na junta, na parte das ranhuras, e o restante vai no interior da coifa. “Preencha todas as pistas de trabalho”, recomenda Eduardo Guimarães.

 

ed-268-motor

 

10. Instale a trava de fixação que acompanha o kit de reparo. Utilize alicate específico para fixar a nova trava, com cuidado para não danificá-la.

 

ed-268-motor

 

11. Em seguida, fixe a coifa no semieixo com a abraçadeira menor, obedecendo a marcação. Uma dica: a abraçadeira tem uma saliência, onde deve ser encaixado o alicate.`

 

ed-268-motor

 

INSTALAÇÃO DA NOVA HOMOCINÉTICA

 

12. Encaixe a nova homocinética no eixo alinhando as estrias. Utilize novamente o sacador de impacto, no sentido reverso, para fixar a homocinética, deixando-a bem alinhada. Tome cuidado para a junta não passar pela trava sem quebrá-la. Depois, puxe a junta para fora a fim de verificar se ela está bem travada.

 

ed-268-motor

 

13. Agora é o momento de fixar a coifa na junta, com a abraçadeira de maior diâmetro

 

ed-268-motor

 

14. Antes de fixar a abraçadeira, novamente com o alicate do tipo ponte, deixe entrar ar na coifa com uma ferramenta lisa, que não danifique a borracha.

 

ed-268-motor

 

15. Depois, prenda com o mesmo alicate do tipo ponte a abraçadeira de menor diâmetro.

 

ed-268-motor

 

16. Coloque o espaçador de volta sobre a homocinética (use o antigo, ele não vem no kit). Na sequência, coloque a porca de fixação, sem apertar.

 

ed-268-motor

 

17. Encaixe a junta homcinética no cubo da roda.

 

ed-268-motor

 

18. Na sequência, com o carro ainda erguido, coloque a porca de fixação da homocinética, sem aplicar o torque definitivo.

 

ed-268-motor

 

19. Com uma alavanca, encaixe novamente o pivô na manga de eixo e fixe-os com o respectivo parafuso e porca. Utilize duas chaves de 15 mm, uma para o parafuso e outra para a porca.

 

ed-268-motor

 

20. Fixe o terminal de direção, colocando a porca, com soquete de 19 mm.

 

ed-268-motor

 

21. Uma dica: com álcool isopropílico, limpe o disco de freio para não restarem resíduos de graxa e sujeira.

 

ed-268-motor

 

22. Ponha a roda e os respectivos parafusos, sem apertar. Com o carro no chão, é hora de apertá-los. Em seguida, aperte a porca da junta, usando torquímetro e seguindo a especificação informada no kit de reparo.

 

ed-268-motor

 

23. Com o carro no chão, faça o remanche na porca para garantir uma fixação segura.

 

ed-268-motor

 

24. Rode com o carro para ver se o serviço ficou como o esperado. Não se esqueça de fazer o alinhamento da direção logo após o serviço.

 

ed-268-motor

css.php