Entrevista: Futuro à vista

 

Texto: Gustavo de Sá e Fernando Lalli

 

Recentemente, a Toyota confirmou os testes com veículos híbridos flex no Brasil. Isso mostra que há uma realidade local sendo levada em conta dentro dos próximos passos rumo a modelos de propulsão cada vez mais eficientes e menos poluentes. Nesta entrevista exclusiva, a fabricante de automóveis deu detalhes sobre a parceria com universidades locais e a expectativa por uma nova legislação que incentive a produção de híbridos em nosso país.

 

Revista O Mecânico: De acordo com dados apresentados na comemoração aos 60 anos da Toyota do Brasil, a fidelidade entre os clientes da marca no País vem crescendo ano a ano (em curva superior até mesmo à dos EUA). Em 2016, o Brasil ficou atrás apenas do Japão na análise desse índice. A que a Toyota brasileira atribui essa marca?

Rafael Chang, Presidente da Toyota do Brasil: A Toyota aplica no Brasil uma estratégia de produto definida para atender aos anseios de nossos consumidores locais. A marca busca, mais do que números, entregar em cada modelo o potencial máximo de segurança, qualidade, durabilidade e confiabilidade. É assim que conquistamos a preferência dos brasileiros. A rede de distribuidores Toyota complementa esta estratégia, pois é por meio dela que concedemos aos clientes a experiência de compra e propriedade que fazem da nossa marca um diferencial em excelência.

 

Revista O Mecânico: Testes com o primeiro híbrido flex do mundo foram confirmados recentemente pela empresa. Esse é um indicativo da popularização da tecnologia em nosso país, onde o sistema flex mostra-se fundamental para a competitividade de modelos de volume. Podemos esperar a fabricação nacional de carros com essa tecnologia?

Anderson Suzuki, Gerente Geral do Comunicação da Toyota do Brasil: Embora a Toyota do Brasil não comente sobre planos futuros para a produção local de seus produtos, a empresa anunciou recentemente que está estudando a tecnologia híbrida flex em território nacional. A companhia vem trabalhando, desde a introdução dessa tecnologia no País, em ações para a disseminação de seu funcionamento e benefícios em prol da eficiência de combustível e do meio ambiente.

 

O Mecânico:Quais os desafios para os mecânicos na manutenção de modelos híbridos no futuro? Que tipo de capacitação eles devem receber?

Anderson Suzuki: A Toyota vem realizando um intenso trabalho para disseminar o conhecimento a respeito da tecnologia híbrida no País, bem como seu funcionamento e benefícios ao consumidor e ao meio ambiente. Em 2016, a Toyota firmou uma parceria com a USP São Paulo com o empréstimo de um Prius para incentivar a disseminação da tecnologia híbrida para o desenvolvimento acadêmico. Também estamos alinhando uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB) com os mesmos fins. Atualmente, a Toyota aplica treinamentos específicos sobre a tecnologia somente para os técnicos da rede autorizada Toyota. À medida que essa e outras tecnologias de propulsão tornarem-se mais populares no mercado nacional, a fabricante acredita que instituições acadêmicas as incluirão em suas grades curriculares.

 

O Mecânico: Qual a expectativa da Toyota em relação ao novo regime automotivo Rota 2030?
Anderson Suzuki:Aguardamos com expectativa os detalhes do programa que está sendo discutido com o governo. O Programa nos dará margem e visão de longo prazo para prosseguir com os planos e investimentos para as operações da Toyota no País.

 

O Mecânico: A Anfavea projeta crescimento de 11,7% nos emplacamentos de veículos novos em relação ao ano passado. Com o lançamento de novos produtos, como o Yaris, qual a projeção de crescimento das vendas da Toyota para este ano?

Anderson Suzuki: Em 2017, a Toyota obteve a segunda melhor performance em vendas em uma trajetória de 60 anos na indústria automobilística brasileira. Com um pouco mais de 190 mil unidades zero-quilômetro negociadas, o resultado foi 5% superior ao registro obtido em 2016, com 180.881. Para 2018, estimamos manter o mesmo ritmo de crescimento.

 

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