Empresa alerta para os sinais de que pode ser a hora de trocar o óleo e ressalta os riscos de rodar com o óleo do motor além do prazo
O óleo do motor é tão importante quanto as demais peças que compõem o motor, visto que ele é responsável por garantir o seu funcionamento de forma eficiente e segura. Além de evitar o contato direto entre duas superfícies metálicas, reduzindo o atrito e o desgaste, ele ainda refrigera o motor evitando o seu superaquecimento e faz a limpeza de impurezas evitando corrosão.
Os mecânicos já sabem que o óleo possui prazo de troca, indicado pela fabricante do veículo no manual do proprietário. Os riscos de rodar com o óleo vencido incluem prejudicar a performance do veículo, aumentar o consumo de combustível e até reduzir a vida útil dos componentes do motor. Vale sempre ressaltar que, em casos mais graves, o motor pode fundir.
Por isso é importante que o condutor fique atento a alguns sinais de problema, como acender a luz de óleo no painel, aumentar o consumo de combustível ou notar ruídos de peças metálicas. Mas além de obedecer o prazo de troca, é fundamental seguir a recomendação quanto ao tipo de óleo a ser usado: existem os lubrificantes sintéticos, semissintéticose minerais, com variações de viscosidade.
Segundo a Promax Bardahl, os óleos sintéticos são desenvolvidos para resistir mais à oxidação, enquanto os minerais são mais suscetíveis à oxidação. Por isso, eles não são mais recomendados para veículos novos.
Em sua linha de produtos, a empresa ressalta o Bardahl B12 Plus, que reduz o desgaste das peças em até 75% e resiste às mais elevadas temperaturas e pressões, podendo ser aplicado em veículos a gasolina, etanol e GNV que usam óleos lubrificantes minerais, semissintéticos e sintéticos.
Outro produto é o Bardahl Prolonga, indicado para motores a gasolina, etanol, flex, GNVe diesel. Ele colabora para o melhor funcionamento de ‘motores cansados’ ao dilatar juntas, selos e retentores, reduzindo o vazamento de óleo, além de garantir o aumento da viscosidade do óleo lubrificante e, assim, reduzir também a fumaça ‘azulada’.
Unidade completa duas décadas em 2020, ano em que sua participação no aftermarket cresceu 15% de janeiro a agosto
A Cummins Filtros completa duas décadas de operações no Brasil em 2020 com a previsão de crescimento de 38% na produção em comparação com 2019, oferecendo produtos para o mercado de reposição e OEM.
Segundo a empresa, de janeiro a agosto deste ano, a participação da Cummins Filtros cresceu 15% no aftermarket em relação ao mesmo período de 2019. Em 2020, um dos destaques foi o lançamento de kits de geradores, além da estreia da linha de elementos filtrantes Fleetguard E-Top, fabricada no Brasil, destinada a caminhões médios e pesados.
Saiba quais problemas você pode detectar no sistema de ignição do motor Kappa 1.0 3-cilindros do compacto da Hyundai utilizando um multímetro e fazendo a análise visual das peças
Pequenos detalhes no diagnóstico ou no reparo podem fazer toda a diferença. Às vezes, um problema insolúvel de detonação no motor pode ser a falta de uma simples guia (ou bucha) de centralização no bloco ou no cabeçote. Ou um problema de falta de carga na bateria, que pode ter diversas origens e levar à troca de componentes caros, mas que na verdade está partindo de um simples mau contato no chicote. O faro investigativo do mecânico sempre foi valioso, mas o conhecimento de autoelétrica passou de ser um fator de distinção para ser regra a todo profissional que repara automóveis hoje em dia.
O motor Kappa 1.0 3-cilindros do Hyundai HB20 utiliza bobinas individuais em cada cilindro, do tipo “lápis” ou “caneta”, que dispensam o uso de cabos para se conectarem às velas. Cada bobina é ligada ao chicote da ignição por um conector com duas travas plásticas, que podem quebrar se este não for desligado adequadamente.
O técnico de Suporte ao Cliente da Delphi Technologies, Fernando Marcelino, mostra as consequências da remoção descuidada das bobinas em um Hyundai HB20 1.0 2018 de apenas 72 mil km rodados: dos três conectores, apenas um estava inteiro. Os outros dois estavam quebrados. Não há qualquer complicação em desligá-los: basta puxar uma trava (“lingueta”) para trás, pressionar levemente o corpo do conector como uma pinça e puxá-lo.
A falta de cuidado (e paciência) na hora de desconectar a bobina, e a consequente quebra da trava do conector, pode levar a mau contato e, obviamente, falhas de funcionamento do motor. “Em caso de trepidação, o conector pode se soltar em funcionamento e levar à perda de potência porque um dos cilindros deixará de funcionar”, aponta Marcelino.
Conector de bobina do HB20…
…pode ser fonte de mau funcionamento por quebra da trava
Outro ponto de atenção neste motor é o torque baixíssimo de aperto do parafuso de fixação da bobina: de 9,8 Nm a 11,8 Nm. Isso porque a bobina é fixada diretamente na tampa de válvulas, que é de plástico de engenharia: ao forçar ligeiramente o aperto além do torque nominal, percebe-se que a tampa flexiona, o que indica o limite de tração do componente. Uma quebra da tampa de válvulas pode levar a diversos problemas decorrentes da falta de estanqueidade da admissão, bem como, de ignição, já que a bobina não estará fixada corretamente.
“Infelizmente, ainda são raras as oficinas que possuem torquímetro para baixos torques”, lamenta o professor de Engenharia da FMU, Fernando Landulfo, também consultor técnico da Revista O Mecânico e da CARRO. “É justamente nas peças mais delicadas que a ferramenta é indispensável. No caso de sensores, como por exemplo o de detonação, torques excessivos e insuficientes prejudicam o seu funcionamento, que passam e enviar sinais incorretos a unidade de comando”.
Com relação a tampas, o professor ressalta que não basta apertar com o torque correto. “Esse torque tem que ser o mesmo em todos os elementos de fixação e aplicado na sequência correta. Se essa regra simples não for obedecida o risco de ocorrência de empenamentos e os consequentes vazamentos são enormes. Uma vez deformada a tampa, é sucata”, adverte.
Torque do parafuso da bobina é de apenas 9,8 a 11,8 Nm: excesso de aperto é prejudicial
“TIROS” PELO ESCAPAMENTO
O HB20 1.0 desta reportagem apresentava explosão de mistura não queimada no escape, o que causa o indesejável efeito de “tiro” pelo cano do escapamento. Esse problema é extremamente prejudicial ao catalisador, já que essas explosões muitas vezes acontecem dentro do próprio componente (que trabalha com temperaturas acima dos 300°C) e o inutilizam, seja por queima (derretimento) ou quebra do elemento. Vale ressaltar que o catalisador é uma peça bastante custosa ao proprietário do veículo.
Quase sempre as causas da mistura não queimada estão relacionadas a falhas do sistema de ignição. Por isso, Fernando Marcelino seguiu uma rotina de testes básicos através de análise visual e testes de multímetro nas bobinas e velas para investigar se havia algum “culpado” (ou “culpados”) pelo problema. “Cuidado com a escala dos multímetros. Elas podem variar de aparelho para aparelho. Caso você selecione a escala errada, a medição também será errada”, alerta o especialista.
IMPORTANTE: Os testes e valores a seguir valem apenas para o modelo apresentado. Outros sistemas de ignição podem ter características que somente permitam sua análise correta com osciloscópio, até para as análises mais básicas. Lembre-se: para cada caso, há a ferramenta adequada. A análise visual e as medições com multímetro são procedimentos iniciais para o entendimento do que está se passando com a ignição do veículo e podem, eventualmente, resolver o problema. Mas, mesmo no HB20 1.0, um diagnóstico aprofundado do comportamento do sistema só é possível com a utilização de um osciloscópio, ferramenta que permite a leitura e o monitoramento dos sinais de tensão de ignição que o multímetro não possui a precisão necessária para identificar.
“Um osciloscópio de ignição equipado com os adaptadores adequados proporciona um diagnóstico rápido e preciso em ‘linha viva’ e temperatura normal de funcionamento (muitos componentes elétricos só apresentam mau funcionamento depois de aquecidos e dilatados). Um osciloscópio multicanal permite uma leitura comparativa entre as tensões de disparo das bobinas (equalização). Uma informação poderosa na hora de realizar um diagnóstico das condições de funcionamento do motor. Mas é preciso fazer o devido investimento”, observa Landulfo. Se o defeito no veículo persistir mesmo após os passos a seguir, faça o exame com o osciloscópio.
TESTES NA BOBINA
1)Resistência do circuito primário: Posicione a escala do multímetro em 200 mΩ (miliôhms) para medir a resistência entre os pinos (1a). Como a bobina é de apenas dois pinos (1b), não há complicação em identificar quais devem ser medidos. A resistência nominal é de 0,8 Ω ±15% (0,68 a 0,92 Ω).
2)Resistência do circuito secundário: Usando o multímetro em escala de 1 kΩ (kiloôhm), meça a resistência entre o pino de cima e o contato com a vela. A resistência nominal é de 5,9 kΩ ±15% (5,01 a 6,78 kΩ). A bobina do 3º cilindro no HB20 apresentou problema nesta medição, o que levantou suspeita de que ela fosse a origem do problema.
3)Alimentação de bateria: Neste modelo, só é possível medir a alimentação que chega na bobina se o conector estiver ligado ao componente e a ignição com o contato acionado. Atenção: nunca, jamais fure um fio para fazer qualquer tipo de medição. “Um simples furo pode romper os filamentos internos do fio e com isso causar uma alta resistência”, avisa Marcelino. Por isso, coloque uma ponta de prova bem fina por trás do conector para o cabo positivo e a ponta de prova negativa no polo negativo da bateria.
4) Isolamento da carcaça: “Medir as resistências primária e secundária não atesta em definitivo que a bobina está funcionando corretamente. Ela pode ter um problema de isolamento na carcaça”, aponta o especialista da Delphi Technologies. Para verificar se há esse problema, com o motor ligado, pegue uma ponta de prova com uma extremidade fina para passar em volta da em volta da carcaça da bobina, com muito cuidado, enquanto a outra extremidade toca o polo negativo da bateria. Se a carcaça estiver avariada, vai haver formação de arco elétrico.
5)Aplicação da bobina: Para o Hyundai HB20 1.0 12v de aspiração natural, o código da bobina Delphi é GN10585 (5a). Como já comentamos, o torque de aperto do parafuso é 9,8 Nm a 11,8 Nm(5b).
TESTES NA VELA E APLICAÇÃO
6) Análise visual: Observe a coloração da vela, os depósitos de material e desgaste dos eletrodos. Neste caso, as velas aparentavam desgaste normal: os eletrodos estavam íntegros e com desgaste normal, visto que as velas ainda eram as originais após 72 mil km. A coloração estava levemente marrom, também normal pela quilometragem de uso, e não havia depósitos secos (carbonização excessiva, ferro ou chumbo) ou úmidos (combustível) (6a).
Obs: Este jogo de velas apresentava a chamada “mancha corona” (6b), uma mancha avermelhada em volta da cerâmica formada por partículas de óleo e combustível, que estão dispersas no cofre do motor, atraídas pelo campo magnético gerado em volta das velas. Essas partículas aderem na cerâmica da vela, provocando a mancha, mas não afeta o funcionamento do componente.
7)Abertura de eletrodo: Com um calibre de lâminas, meça a distância entre os eletrodos, que deve ser de 0,8 mm. Neste caso, pelo desgaste, nas três velas, a abertura já se aproximava de 1 mm. Mesmo que as velas estejam funcionando, esse fator por si só já determinaria a necessidade da substituição das velas, porque eletrodos mais distantes do que a medida nominal dificultam a formação do arco elétrico, que é a centelha de ignição em si, e sobrecarregam as bobinas, levando a um desgaste acelerado do conjunto.
8)Continuidade das velas: Se houver algum problema de resistência na vela, ela pode ter problemas em formar a centelha e, assim, não queimar a mistura no cilindro. Por isso, obtenha a resistência nominal do componente – neste caso, de 5 a 7 kΩ (kiloôhm). Duas das velas removidas do HB20 estavam com 6,5 kΩ e 7 kΩ, porém a do 3º cilindro apresentou resistência infinita. Isso significa que a vela não está funcionando e deve ser substituída.
9) Aplicação das velas: “Quando uma das velas apresenta problemas, deve ser trocado o jogo completo”, afirma Marcelino. No momento da compra das velas novas, observe a aplicação mediante tabela da fabricante e o seu grau térmico, que é a capacidade de dissipar calor dentro da câmara de combustão. “Cada carro pode ter uma taxa de compressão e isso afeta diretamente a quantidade de calor gerada pela combustão. Isso é compensado por uma vela adequada ao grau térmico”, explica Marcelino. As velas originais do HB20 desde 2016 são de irídio.
10)Torque de aperto: Na hora de rosquear a vela no cabeçote, faça isso manualmente para evitar “mastigar” a rosca, que é bastante fina. A aplicação de torque correto na vela também é muito importante para evitar retrabalho. Para todos os motores utilizados no HB20 desde seu lançamento no final de 2012, o aperto das velas é de 14,7 Nm a 24,5 Nm. Torque excessivo na instalação pode quebrar o isolamento cerâmico e inutilizar o componente, levando a prejuízo no serviço. “Isso sem falar nos danos que podem ocorrer na rosca dos cabeçotes de alumínio”, observa o professor Landulfo”. Por isso, assim como as ferramentas de medição eletroeletrônica, o uso do torquímetro é indispensável.
Mais informações – Delphi Technologies: 0800-011-8135
Confira as empresas que estarão com estande virtual para você conhecer as novidades e interagir em tempo real com os técnicos
Está chegando a quarta edição do Congresso Brasileiro do Mecânico: será no dia 24 de outubro, a partir de 8h30. Você terá um dia inteiro de palestras técnicas com especialistas de montadoras e autopeças, com a oportunidade de acompanhar online de qualquer lugar do Brasil. Então se você ainda não se inscreveu, não perca essa chance, porque o evento acontece dentro de alguns dias e as vagas estão acabando.
Você ainda poderá interagir em tempo real com os técnicos das empresas em estandes virtuais. Nestes estandes, haverá informações dos produtos e dos lançamentos, além de chat e fórum para tirar suas dúvidas na hora. Já são mais de 25 empresas confirmadas. Confira a seguir a lista:
4º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO Quando: sábado, 24 de outubro de 2020 Horário: das 8h30 às 19h
Onde: Transmissão ao vivo pela internet Inscrição: Gratuita Saiba mais:congressodomecanico.com.br
Esta é a segunda loja TRP no Brasil, oferecendo um amplo portfólio de peças genuínas DAF e PACCAR, além da linha multimarcas TRP
O Grupo Sancar inaugura sua primeira Loja TRP, em Divinópolis/MG, atendendo caminhões multimarcas e DAF e um completo portfólio de peças genuínas DAF e PACCAR, além da linha multimarcas TRP.
“O nosso novo Centro de Distribuição possui tecnologia de ponta, o que possibilita reduzir o tempo entre a entrada do pedido e a sua entrega. Com isso, proporcionamos mais agilidade com as peças para nossos parceiros, maximizando o tempo de atividades deles”, diz Carlos Tavares, Diretor da PACCAR Parts.
A nova Loja TRP possui mais de 2.500 metros quadrados de área construída e está localizada na Rodovia MG-050, km 119, Anel Rodoviário Presidente Tancredo Neves, nº 5001. Esta é a segunda loja no Brasil, sendo que a primeira – do Grupo Du Gregório – foi inaugurada em dezembro de 2019, em Estreito, no Maranhão.
Para conhecer a linha TRP, é possível acessar o catálogo online: www.trpparts.com.
Tecnologia atende nova regulamentação que reduz o limite de emissões evaporativas dos gases tóxicos provenientes do tanque de combustível
A Eaton oferece a tecnologia de válvulas de combustível para o sistema ORVR (On-Board Refueling Vapor Recovery) visando atender a nova regulamentação que reduz o limite de emissões evaporativas dos gases tóxicos provenientes do tanque de combustível para veículos de passeios e pick-ups no país.
Esse sistema reduz as emissões poluentes evaporativas nas diversas situações de uso do veículo, como quando está estacionado, exposto ao sol, em movimento no trânsito e, principalmente, no abastecimento em posto. Segundo a empresa, essa solução já é utilizada nos Estados Unidos há mais de 20 anos.
Através de um sistema de válvulas acopladas ao tanque ou módulo de combustível, redimensionamento de dutos de abastecimento e do filtro de carbono, o sistema não permite que os vapores de combustível escapem para a atmosfera. Com isso, eles ficam armazenados e, posteriormente, são usados no momento da partida do motor do veículo possibilitando também ganhos na economia de combustível.
De acordo com a Eaton, o ORVR é capaz de reduzir o uso anual de combustível em 176 milhões de litros no Brasil. “A economia de combustível excede o custo do equipamento. O valor do vapor capturado pelo ORVR e utilizado como combustível pelo veículo durante sua vida útil é mais do que o dobro do custo do equipamento”, afirma Marcio Seleghin, gerente de Estratégia de Crescimento da EATON.
Empresa é eleita Fornecedor GM do Ano em premiação que contou com 116 empresas indicadas de 15 países
A BorgWarner foi nomeada Fornecedor GM do Ano no 28º Prêmio Fornecedor do Ano da empresa. Na premiação, foram indicados 116 fornecedores de 15 países, reconhecidos por terem excedido as expectativas no ano-calendário de 2019 pelos critérios: Compra de Produtos, Compras Globais e Serviços de Produção, Atendimento ao Cliente e Pós-Venda e Logística.
As empresas foram eleitas por uma equipe global de executivos de compras, engenharia, qualidade, fabricação e logística da GM. No ano passado, a BorgWarner foi nomeada um dos quatro vencedores do Prêmio de Inovação GM 2018 por seu turbocompressor Dupla Voluta para motores a gasolina.
“Nossos fornecedores desempenham um papel fundamental no fornecimento de produtos, serviços e experiências que nossos clientes merecem − e esses fornecedores premiados excederam em muito as nossas expectativas”, afirma Shilpan Amin, vice-presidente de Compras Globais e Supply Chain da GM.
Há uma meta ambiciosa que a Jeep deseja alcançar em todos os países onde atua. De cada cinco SUVs vendidos no segmento pelo menos um deve ostentar sua conhecida grade de sete fendas verticais, ou seja, 20%. No Brasil este objetivo foi atingido antes de qualquer outro país. E assim a marca ganhou o direito de projetar aqui seu terceiro lançamento, no segundo semestre de 2021. Um SUV inteiramente novo, de sete lugares, que não será simples derivação do Compass.
Não é a primeira vez que a Jeep projeta um produto novo fora dos EUA. O Grand Commander com sete lugares e o Commander, de cinco estrearam na China em maio de 2018. A marca americana ainda esconde o nome do modelo brasileiro, mas dessa vez haverá uma ofensiva exportadora para toda a América Latina. Certo é a oferta de motor turbodiesel importado e também do novo turboflex de 1,33 L e 180 cv produzido em Betim (MG). A central multimídia de 10 pol. deverá ter conexão totalmente sem fio, se o smartphone permitir carregamento por indução.
A Jeep se prepara para comemorar 80 anos do surgimento do nome (registrado posteriormente) em 2021, quando importará da Itália o Renegade híbrido e revitalizará o Renegade brasileiro sem seguir exatamente as linhas do modelo europeu. Este ano a marca mantém a liderança entre os SUVs, suas vendas caíram menos que a média da indústria e seus dois produtos estão entre os dez mais vendidos. Faltando um trimestre para fechar o ano, o cenário atual deve se confirmar em 2020.
QUER VENDER SEU CARRO? O MOMENTO É AGORA
Veículos usados no segmento de automóveis e comerciais leves (94% do total) continuam a surpreender positivamente, segundo a Fenabrave. No comparativo entre setembro de 2019 e de 2020, as transações apresentaram alta de 8,41%. No acumulado dos primeiros nove meses dos dois anos a retração é de 24%, abaixo do que caiu o mercado de novos (33%).
O especialista Luca Cafici, CEO da Instacarro, explica a valorização dos usados:
“Combinação de dois fatores (maior demanda com redução da oferta) está gerando aumento significativo nos preços dos seminovos e usados. Assim, é um bom momento para quem deseja vender. Situação inédita pois normalmente automóveis se depreciam em vez de valorizarem. As pessoas estão evitando transporte público e carros de aplicativos em razão da pandemia.
“Em janeiro, por exemplo, o preço médio de um Volkswagen Fox 1.0 com 90 mil km rodados, era de 81% da Tabela Fipe – em agosto, subiu para 85%. Um Ford Ka 1.0 com baixa quilometragem foi negociado por 96% da Tabela Fipe em agosto, valorização de oito pontos percentuais em relação ao início do ano. Carros bem conservados e de alto giro com baixa quilometragem chegam a ser negociados por 100% da Tabela Fipe – ou até mais.
“Outra razão: locadoras venderam seus estoques logo nas primeiras semanas da pandemia e, agora, só operam no varejo porque não conseguiram ter acesso a novos veículos, uma vez que a produção das fábricas foi paralisada. Isso, evidentemente, não vai durar para sempre. Quando as locadoras começarem a renovar suas frotas novamente e vender o estoque no atacado, a oferta aumentará bastante e os preços voltarão a cair”, conclui Cafici.
ALTA RODA
OUTRA situação que foge do normal: a boa reação dos carros importados em meio à crise sanitária e à queda do PIB. De acordo com a Abeifa (associação de importadores), em setembro deste ano as vendas (2.834 unidades) foram apenas 0,4% inferiores ao mesmo mês de 2019. Além dos compradores terem renda maior, houve antecipação de compras para aproveitar estoques de carros importados com dólar mais baixo do que hoje. Previsão da entidade é redução de 15% este ano sobre 2019, contra 30% do mercado como um todo.
REED Exhibitions confirmou a Automec, de 6 a 10 de abril de 2021, no pavilhão São Paulo Expo. Reservada para fabricantes e clientes do setor de autopeças será uma feira híbrida: presencial e com forte interação digital. Haverá cuidados especiais para evitar aglomerações, o que implica uma diminuição de 15% no número de visitantes. A fórmula híbrida indica o caminho para o Salão do Automóvel de 2022.
STRADA (nova e antiga gerações) levou a picape leve da Fiat a liderar o mercado geral em setembro pela quarta vez em seus 20 anos de história. As outras três vezes foram no primeiro trimestre de 2014. A diferença para o Onix foi simbólica: 163 unidades. Inédita versão de cabine dupla e quatro portas ajudou a atrair novos interessados. Versões de trabalho, como a Endurance Plus (cabine simples), responderam por mais de 50% da comercialização no mês passado. Caçamba tem 1.354 litros, 1,71 m de comprimento e pode transportar até cadeira espreguiçadeira com a tampa fechada, agora bem mais leve de manusear.
Carros não param de evoluir e consequentemente a forma de repará-los também tem que mudar, e é aí que estes instrumentos de diagnóstico entram em cena
Veículos atuais, principalmente os de alta gama, às vezes mais parecem robôs com tanta tecnologia embarcada. No cotidiano, o motorista pode achar que alguns problemas são simples de achar, mas só o mecânico sabe o “sacrifício” que é encontrar o erro exato em meio a tantos sistemas mecatrônicos e chicotes elétricos. Para ajudar a vida do profissional de manutenção automotiva, existem ferramentas de diagnóstico que, em apenas alguns minutos, poupam não só o tempo do mecânico, mas também agilizam a finalização do serviço e na fidelização do cliente.
Separamos cinco ferramentas de diagnóstico que são interessantes para o mecânico e a oficina terem em sua bancada.
Multímetro
O instrumento é usado para fazer medições básicas de corrente elétrica, tensão, amperagem, resistência, continuidade e fazer testes de transistores em componentes eletrônicos do veículo. Existem no mercado os analógicos e os digitais. Por meio dessa ferramenta o mecânico pode fazer algumas medições de eletrônica sendo mais assertivo na hora do diagnóstico. O preço varia de R$ 300 até R$ 1.000 dependendo do modelo e suas funções.
Termovisor
Saber a temperatura exata dos componentes não só auxilia em casos emergenciais como, também, facilita na hora de encontrar anomalias. Como o nome mesmo já diz, o aparelho tem a missão de medir a temperatura por meio da câmera que passa a informação ao visor, diagnosticando se aquele local está quente ou frio. O mecânico pode aderir a ele para realizar uma inspeção elétrica, procurar por vazamentos no sistema de arrefecimento, entre outros. Alguns modelos no mercado conseguem armazenar as imagens e dados para que a entrega de um serviço seja mais detalhada quando chega ao cliente. A ferramenta parte de R$ 700 e pode chegar até R$ 7.000.
Osciloscópio
Essa ferramenta é capaz de medir sinais elétricos de componentes e sistemas elétricos do motor. É um instrumento essencial para o mecânico, já que faz análises de itens importantíssimos como os do sistema de ignição. Os com mais informações e gráficos mais específicos podem passar dos R$ 2.000.
Relógio comparador
Esse item tem como intuito auxiliar o mecânico na hora da montagem de peças. Com ele é possível realizar uma projeção de pistão na linha diesel, por exemplo, ou medir o empenamento de cubo e/ou disco de freio. O instrumento tem grande precisão e possui bastante sensibilidade, sendo usado na centragem de peças na usinagem, na hora de verificar o alinhamento de máquinas, excentricidade e empeno, além de outras medidas de comparação. A média de preço varia de R$ 100 até R$ 300.
Scanner
Como o nome mesmo diz, o scanner faz uma leitura completa de todos os sistemas eletrônicos do veículo, seja ele leve ou pesado. Modelos como os da família KTS da Bosch contam com informações de mais de 230 mil modelos diferentes de veículos de 120 montadoras. Para a maioria dos mecânicos, o scanner não só facilita a vida por ter outros instrumentos inclusos em seu sistema, como por exemplo o osciloscópio, como também fornece uma navegação simples e intuitiva, o que ajuda aqueles que têm dificuldades em interpretar gráficos mais complexos. Modelos, como o citado KTS da Bosch custam em média R$ 9.000.
Empresa alerta para os cuidados e os riscos, visto que a correção de uma falha no sistema pode variar de um reset dos parâmetros até a troca do conjunto do EPSC
A ZF Aftermarket fornece algumas dicas para ajudar os mecânicos quanto ao manuseio e montagem de direção eletricamente assistida na coluna, mecanismo assistido por um motor elétrico que oferece vantagens em relação ao mecanismo de direção hidráulica. Os benefícios incluem economia de energia, redução de peso, menores consumo de combustível e emissão de gases poluentes e redução nos custos de manutenção quando comparado a outros sistemas.
Segundo a empresa, o sistema Electric Powered Steering Column (EPSC) é o mais utilizado atualmente, com assistência na coluna e arquitetura adaptável para atender uma variedade de veículos, de utilitários a carros de passeio. Ele consiste no uso de direção mecânica com assistência por um motor elétrico instalado na coluna de direção. O torque então exercido no volante do veículo é transmitido para uma ECU (Eletronic Control Unit) por meio de sensores de ângulo, permitindo identificar a movimentação do veículo e determinar o nível de assistência necessária.
“A ZF Aftermarket não recomenda qualquer tipo de intervenção ou manutenção nos sistemas eletrônicos de controle (ECU) ou na coluna do EPSC, sob risco de comprometer a segurança do condutor, assim como a realização de programações na ECU, comprometendo a integridade dos seus dados (Cyber Security)”, afirma Tales Miranda, Gerente Sênior de Desenvolvimento de Produtos.
No caso de acender a luz de advertência no painel, a solução pode ir desde um simples reset nos parâmetros até a troca do conjunto completo do EPSC. Por isso, a ZF Aftermarket recomenda a sua troca, visto que uma intervenção incorreta na coluna do sistema pode causar o comprometimento parcial ou total. Da mesma forma, não é indicado utilizar o conjunto EPSC de carros usados ou batidos – tanto que itens da coluna são proibidos de serem comercializados pela Lei dos Desmanches do Estado de São Paulo.
A empresa destaca que é necessário ter cuidado com o airbag ao remover a caixa de direção do veículo, adotando ações como: centralização do volante e da caixa de direção, travamento do volante, retirada da chave do contato e desconexão do polo negativo da bateria. Além disso, é importante aguardar a descarga da eletricidade armazenada no módulo do sistema. “O tempo adequado para o processo de descarga deve ser verificado no manual de cada veículo”, completa Miranda.
Depois da montagem da coluna do sistema EPSC, a ZF alerta que é preciso usar um scanner de diagnóstico para realizar a parametrização na ECU, como calibração do sensor de ângulo de direção, definição da posição absoluta da direção (Set absolute steering position – ASP) e programação do número de chassis (VIN programming).
“É importante lembrar que também é necessário realizar a parametrização do sistema quando houver qualquer alteração no alinhamento e geometria das rodas ou manutenção na suspensão do veículo. A bateria nunca pode ser desconectada enquanto o sistema de direção estiver ativo, pois há o risco de perder os parâmetros, sendo necessário realizar novo procedimento”, diz Tales.
Confira a seguir as principais dicas:
Manuseio do sistema EPSC
Recomendações:
Nunca carregar a coluna de direção eletricamente assistida segurando pela ECU, eixo cardan, alavanca ou cabos
Mover e segurar a coluna de direção com as duas mãos, uma na parte superior da coluna e outra na caixa de redução
Riscos:
Danos invisíveis resultam em falhas mecânicas e elétricas prematuras associadas a ruídos, folgas, pane elétrica, perda de assistência e perda de dirigibilidade
Montagem
Recomendações:
Não retrabalhar a coluna de direção eletricamente assistida
Riscos:
Alteração do correto funcionamento do EPSC e alteração do nível de segurança na condução do veículo
Recomendações:
Não modificar o torque da porca de ajuste da alavanca
Riscos:
Alteração do nível de segurança em caso de colisão
Esforço baixo/excessivo de ajuste de altura da coluna
Recomendações:
Não modificar o torque do parafuso da arruela guia de colapso
Riscos:
Ruído e folga
Alteração do nível de segurança em caso de colisão
Quebra ou deformação do parafuso
Recomendações:
Não arranhar ou remover o tratamento superficial do tubo interno da coluna de direção
Riscos:
Degradar absorção de energia durante impacto
Elevar o esforço de ajuste, em colunas com ajuste de profundidade
Recomendações:
Não expor a coluna de direção eletricamente assistida a ambientes excessivamente úmidos (chuvas/enchentes)
Não limpar a coluna de direção utilizando jato d’água, solventes, desengraxantes ou qualquer produto químico não autorizado
Riscos:
Perda de assistência
Risco de oxidação e danos elétricos
Recomendações:
Não conectar a coluna de direção eletricamente assistida à bateria ou fonte de tensão fora do veículo antes da montagem
Riscos:
Danificar componentes eletrônicos, resultando em pane elétrica, perda de assistência e falhas na programação da ECU
Desconfigurar ou corromper a memória
Recomendações:
Não utilizar conectores e chicotes que não sejam originais
Riscos:
Danificar componentes eletrônicos
Risco de curto circuito ou circuito aberto
Descarga elétrica
Recomendações:
Não tocar nos pinos dos conectores da ECU
Riscos:
Danificar componentes eletrônicos com descarga eletrostática
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