Oficinas e concessionárias já utilizam sistemas integrados para auxiliar no reparo dos veículos. Você está preparado para essa transformação?
Desde o Benz Patent-Motorwagen, primeiro veículo patenteado em 1886, a história do setor automotivo se estrutura no pilar de ser um gerador de tecnologias revolucionárias para o dia a dia da sociedade. Na oficina, não é diferente: a evolução dos veículos leva o mecânico a se renovar e ser detentor de conhecimentos cada vez mais avançados. A oficina independente é um campo aberto que pode absorver tecnologias pouco conhecidas pelo mercado a qualquer momento. Veículos, sistemas e componentes se atualizam cada vez mais rápido, alguns em questão de meses, e o mecânico para não perder a clientela deve sempre buscar se adequar a essas novas demandas.
Hoje, o profissional de reparação que trabalhe com diversas marcas tem que estar preparado para receber um carro dos anos 90 e um modelo híbrido, pois ambos fazem parte da frota em circulação. Para tentar minimizar o uso de tempo na procura por informações ou até mesmo a falta de recurso financeiro por parte do mecânico para se atualizar, algumas soluções já estão sendo pensadas por grandes empresas do setor.
Já usada em outros setores da sociedade, como por exemplo em museus e videogames, a realidade aumentada vem sendo introduzida no mercado automotivo também. Basicamente, a realidade aumentada é a junção, por meio de um dispositivo, de elementos reais e virtuais com a interação do usuário. O presidente da Divisão Automotive Aftermarket da Bosch América Latina, Delfim Calixto, concorda que é essencial que o mecânico conheça essas ferramentas virtuais e pense em usá-las em seu dia a dia na oficina. “No futuro, a realidade aumentada também será outro facilitador para os profissionais, especialmente no reparo de sistemas mais sofisticados”, destaca.
CONECTIVIDADE NA OFICINA
Multinacionais do segmento automotivo estão criando ferramentas com realidade aumentada e alto grau de conectividade para que as oficinas estejam sincronizadas em tempo real com os veículos. Dados da empresa de auditoria e consultoria PwC mostram que haverá mais de 470 milhões de veículos conectados nas estradas até 2025 e validam a preocupação da indústria da manutenção automobilística em desenvolver soluções mais amplas nesse sentido.
Um dos primeiros passos para fazer um “upgrade” no trabalho da oficina é ter o máximo de informações a respeito dos veículos que chegam para a manutenção. A Bosch, por exemplo, oferece o software Connected Repair, que conecta todos os equipamentos da marca já disponíveis na oficina e permite que os dados coletados do veículo fiquem disponíveis para serem acessados em outros computadores e sistemas interligados em rede.
Por meio dessa conexão, o mecânico consegue se antecipar e ter o histórico de manutenção do veículo já disponível antes mesmo dele chegar à oficina, pois os sistemas trocarão automaticamente dados uns com os outros (carro e oficina) e o mecânico poderá acessar, em tempo real, as principais informações do fabricante para não perder tempo com possíveis erros de aplicação.
Nesse processo que busca prevenir erros antes mesmo que a manutenção comece, a Bosch ainda disponibiliza a Plataforma de Realidade Aumentada Comum (CAP). Por meio desta, o profissional consegue visualizar através de um computador, tablet ou óculos inteligentes textos e instruções explicativas, manuais ou diagramas, objetos tridimensionais, fotos ou vídeos sobre os componentes veiculares apenas apontando a câmera para o carro. Desta forma, componentes ocultos ou cabos podem ser exibidos sem a necessidade de mover qualquer peça. Segundo estudos da empresa, é possível chegar a cometer até menos 15% de erros com esse recurso.
Segundo a Bosch, a visualização prévia de componentes ocultos pode ajudar a reduzir o tempo de manutenção de 10% a 15%
A Bosch explica que essa solução de realidade aumentada inicialmente atenderá o pós-venda das montadoras (OES), já começando a ser usada no primeiro semestre de 2021 e com previsão de chegar ao mercado independente a partir da segunda metade do próximo ano.
Outro ponto importante a citar é a transparência que a conectividade na oficina leva ao cliente. Esse é um fator de extrema importância, já que o motorista se encontra cada vez mais engajado por conta da internet. Quanto mais prontamente for realizado o trabalho, menos tempo o proprietário ficará sem o veículo e mais valorizará a oficina em questão.
Engenheiros remotamente mandam informações que são projetados pelos óculos
REALIDADE AUMENTADA NA PRÁTICA
A Ford lançou em 2019 para o seu pós- -venda um projeto piloto chamado “Assistência Técnica Remota com Realidade Aumentada Ford”. A ferramenta é basicamente formada por óculos especiais equipados com uma câmera e microfone integrados a uma plataforma que tem contato direto com os engenheiros na fábrica.
O mecânico da rede se torna literalmente os olhos e ouvidos dos engenheiros durante um procedimento de manutenção, mostrando na tela dos profissionais na fábrica exatamente cada detalhe do veículo que os óculos especiais veem, e em conjunto, executam um trabalho muito mais aprofundado e consequentemente uma solução mais rápida e adequada a cada caso.
Já a BMW trabalha na busca por alternativas de realidade aumentada na oficina desde 2009. Recentemente, a empresa anunciou que seus técnicos automotivos na América do Norte já começaram a usar os óculos inteligentes TSARAVision que projetam informações técnicas e são conectados em tempo real com engenheiros na Alemanha. O especialista na fábrica pode projetar boletins técnicos e desenhos esquemáticos passo a passo no display dentro dos óculos do mecânico, bem como tirar capturas de tela e ampliar imagens para melhor visibilidade. O mecânico ainda pode abrir e visualizar documentos por meio de instruções de voz enquanto trabalha no carro.
Os óculos inteligentes da fabricante alemã também indicam ao mecânico o passo a passo do procedimento a se realizar, tais como a ordem de retirada de cada componente e a localidade e tamanho dos parafusos que vão ser extraídos.
Para se antecipar aos carros que devem estar chegando na oficina nos próximos anos, com essa mesma plataforma integrada com óculos inteligentes é possível simular um veículo e ver toda a parte elétrica do veículo por setores e ir aumentando ou diminuindo para mais detalhes.
A empresa de tecnologia alemã Re’Flekt juntamente com a Bosch também disponibiliza um aplicativo de realidade aumentada onde auxilia o mecânico a realizar o passo a passo da manutenção automotiva. No pacote de aquisição do aplicativo vem também óculos inteligentes Microsoft HoloLens que passam para o profissional, por meio de suas lentes, as instruções de manuseio e ordem de retirada de cada componente do veículo.
Por enquanto, esse aplicativo não é vendido no Brasil, mas mostra as possibilidades que desembarcarão por aqui em breve. Apesar de parecer que essas soluções estão distantes da atual realidade das oficinas brasileiras, essas ferramentas devem ser enxergadas com carinho pelo mecânico, e mostram a necessidade de o profissional estar plenamente familiarizado com plataformas de informática. Elas podem ajudar a alavancar os lucros em um momento onde a virtualidade e modo de viver está cada dia mais online. Inclusive nos veículos.
Se ainda não se inscreveu, é a sua última oportunidade de se atualizar com palestras técnicas e tirar suas dúvidas ao vivo com os especialistas de montadoras e autopeças
Acontece nesta semana o 4º Congresso Brasileiro do Mecânico, no dia 24 de outubro a partir das 8h30. Nesta edição, você poderá acompanhar tudo online de qualquer lugar do Brasil, e com inscrições GRATUITAS. A programação de palestras inclui os temas da Arena, além dos temas apresentados diretamente pelas próprias empresas participantes. São quase 30 temas para você se atualizar profissionalmente e tirar suas dúvidas com especialistas de montadoras e autopeças.
Se você ainda não garantiu a sua vaga, é só fazer a inscrição pelo site. Na plataforma do Congresso você ainda poderá favoritar as palestras que quer acompanhar para se programar!
Veja a seguir a programação do evento:
ARENA AO VIVO
9:00 – 9:50: Como Precificar seu trabalho
10:00 – 10:50: Diagnóstico de falhas em injetores de injeção direta 11:00 – 11:50: ACC e Sistemas de Auxílio à Condução
13:00 – 13:50: Common Rail
14:00 – 14:50: Motor Puretech 1.2
15:00 – 15:50: Caixa Automática / Transmissão
16:00 – 16:50: Novo Motor GM 1.0 Turbo Flex – Onix/Tracker
17:00 – 18:50: Por que injeção eletrônica ainda é um mito entre os mecânicos?
PALESTRAS EXPOSITORES
Citroën: As Tecnologias Embarcadas da Câmera de Vídeo Multifunções
Continental/VDO: Sistema de sincronismo, produtos e dicas técnicas
Continental/VDO: Diagnóstico do corpo de borboleta na prática
Dayco: Manutenção completa de correia elástica
Delphi Technologies: Diagnóstico sistema de ignição HB20
Fras-le: Dicas para troca e manutenção dos componentes do sistema de freio do veículo
Gates: A bomba d’água mais completa
Gauss: A evolução dos reguladores de voltagem e o protocolo Lin
Hengst: Sistemas de filtragem – Ar, Óleo e Combustível
KYB: Dicas técnicas – KYB do Brasil
Mahle: Equipamentos para manutenção automotiva
Nakata: Saiba como orientar o cliente sobre a importância da substituição do amortecedor
NGK: Sensor Linear NTK
Sabó: Tecnologia em Vedação Sabó
Schaeffler: Dicas para os Sistemas de Distribuição (circuito primário) e FEAD (circuito acessório), componentes do Trem de Válvulas e Bomba d’água
SKF: Ferramentas Mytivac para facilitar o dia a dia da oficina
Takao: O que você precisa saber sobre motores de 3 cilindros
Tecfil: Conhecimento a aplicação dos filtros no VW T-Cross
Texaco: A evolução dos motores e lubrificação
Total: Novo Projeto de Lubrificantes da Total e novas especificações
Urba Brosol: Motor E-torq da Fiat, qual a correta bomba d’água?
Volkswagen: Procedimentos para o diagnóstico em transmissão DSG
4º CONGRESSO BRASILEIRO DO MECÂNICO Quando: sábado, 24 de outubro de 2020 Horário: das 8h30 às 19h
Onde: Transmissão ao vivo pela internet Inscrição: Gratuita Saiba mais:congressodomecanico.com.br
Fundamentais para o sistema de frenagem, os fluidos de freio da empresa atendem veículos das linhas leve e pesada, além de motocicletas
A Cobreq oferece no mercado uma linha completa de fluidos de freio que atende todas as demandas dos veículos nas linhas leve, moto e pesada. Vale lembrar que o fluido é fundamental para o sistema de frenagem, servindo para transmitir a força usada ao pisar no pedal de freio para as pastilhas e lonas de freio, fazendo o veículo desacelerar.
“Escolher um fluido de freio de qualidade como o da Cobreq é fundamental para que o sistema de freios tenha seu melhor desempenho e ofereça segurança na frenagem. Um fluido de qualidade deve ter uma baixa taxa de compressão para garantir que ele não perca volume quando o freio for acionado, cumprindo sua função de parar o carro”, afirma Raulincom Borges da Silva, coordenador de assistência técnica da TMD Friction.
“O ponto de ebulição também é uma característica muito importante na determinação de um bom fluido. Devido ao atrito causado pelas pastilhas e discos de freio o sistema trabalha em altas temperaturas é essencial que o fluido atue sem que suas propriedades sejam modificadas”, completa.
Entre os produtos oferecidos pela Cobreq estão os fluidos DOT 3, recomendado para veículos de linha leve e para uso comum, DOT 4, para veículos de linha leve, pesada e importados como sedãs, caminhões e ônibus, além do DOT 5.1, também para linha leve, pesada e importados, indicado em situações de alta performance que tenha temperaturas mais altas e maior fluidez.
Após passar por experiências desagradáveis como cliente de oficinas, Agda Oliver decidiu estudar tudo sobre mecânica de automóveis para evitar pagar por serviços desnecessários na hora da manutenção de seu próprio veículo.
Ao perceber que havia demanda por um ambiente mais amigável para mulheres, Agda decidiu criar a própria oficina. Fundada em 2010, na região de Ceilândia/DF, a Meu Mecânico foi intitulada pela empresária como “a primeira mecânica para mulheres do Brasil”.
O negócio de Agda deu certo e recebeu o reconhecimento por meio de três premiações do Sebrae voltadas a empreendedores de destaque no Brasil. Este ano, uma década após a criação da Meu Mecânico, Agda é finalista de um prêmio da ONU para mulheres empreendedoras, com cerimônia de premiação prevista para dezembro, em Abu Dhabi. Nesta entrevista, Oliver aborda os desafios de gerir uma oficina, como manter a equipe atualizada e o fluxo de caixa em dia.
REVISTA O MECÂNICO:De onde surgiu a ideia de criar uma oficina mecânica?
AGDA OLIVER: Depois de passar pelo transtorno de pagar por peças que não foram trocadas e por serviços que não foram realizados no meu carro, resolvi estudar para entender um pouco mais sobre o universo e o que deveria ser feito nas revisões. Paralelo a isso, eu já tinha a intenção de empreender, só não sabia em qual área. Após estudar, pesquisar e conversar com outras mulheres, entendi que existia demanda, mas não havia oferta para o público feminino em oficinas. E assim surgiu a ideia (lá no ano de 2008), e em 2010 eu abri a Meu Mecânico – a oficina mecânica da mulher. A 1ª mecânica para mulheres do Brasil.
Existia demanda, mas não havia oferta para o público feminino em oficinas
O MECÂNICO: Qual tipo de formação você procurou para se especializar no ramo automobilístico?
OLIVER: Me formei no SENAI, no curso de mecânica para sistema de injeção eletrônica.
O MECÂNICO: Quais os desafios de gerenciar uma oficina?
OLIVER: O primeiro foi encontrar pessoas que acreditassem no meu projeto e que trabalhassem com o mesmo ideal, de transparência, compromisso e ética. E também encontrar mulheres mecânicas, o que tenho dificuldade até hoje. Tenho apenas uma mulher mecânica na minha empresa, que eu acreditei, formei, paguei cursos e dei a oportunidade para ela se tornar uma mecânica, mesmo sem nenhuma experiência.
O MECÂNICO: E em relação ao preconceito por ser uma mulher em um ambiente ainda predominantemente masculino? Como o público encara uma oficina gerida e com mecânicas mulheres?
OLIVER: Existe ainda muito preconceito e muitas conversas paralelas de clientes, que dizem que não somos capazes. Há ainda aquelas empresas concorrentes que também não acreditam em nosso potencial e tentam manchar a nossa imagem, dizendo que mulher e oficina nunca vão combinar. O público, na sua maioria, admira nosso trabalho e respeita nossa profissão.
O MECÂNICO: Quais estratégias você utiliza para fidelizar os clientes?
OLIVER: Criei a estratégia de ter mulheres trabalhando na oficina para tornar o ambiente mais harmonioso, mais feminino, com segurança e tranquilidade para nossas clientes virem conversar e tirar suas dúvidas. Nossa transparência vai desde o orçamento bem detalhado, impresso e com valores descritos item a item, até a entrega do veículo mostrando tudo o que foi trocado e devolvendo todas as peças antigas ao cliente. Nosso pós-venda é um aliado na fidelidade, uma vez que criamos um relacionamento próximo ao cliente, mandando dicas de cuidados semanais com o carro. Temos um programa de fidelidade de troca de óleo, que nos ajuda a manter um diálogo com o cliente e fazendo com que ele sempre troque o óleo conosco, nos ajudando a fazer a revisão completa do veículo.
Manter o capital de giro é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa
O MECÂNICO:A cada dia novas tecnologias surgem nos automóveis e no segmento de manutenção. Como você procura se manter atualizada? E o treinamento da sua equipe, como é feito?
OLIVER: Fazemos cursos online, assistimos a palestras e estamos sempre trazendo fornecedores para dar treinamentos em nossa empresa, garantindo que a atualização do mercado seja a nossa aliada.
O MECÂNICO:Qual dica você daria para outros donos de oficina em relação a cuidados na gestão, como manter um capital de giro, por exemplo?
OLIVER: Deve-se ter um controle financeiro muito delicado, fazendo o fluxo de caixa diariamente e tomando decisões em cima dos números. Nosso lucro não é só na venda, mas também no momento de compra. Ter uma pessoa na empresa que consiga administrar o financeiro é essencial. Manter o capital de giro é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Não se deve deixar o financeiro para depois, pois é ele quem vai determinar o sucesso ou o fracasso da sua empresa. O Sebrae oferece vários cursos que podem auxiliar o pequeno empreendedor. Eu ofereço um curso que abrange bem essa área, chamado de “ECAF” (“Empreendendo com a Agda no Financeiro”).
O MECÂNICO:Como o seu projeto chegou entre os finalistas da premiação da Organização das Nações Unidas (ONU) para mulheres empreendedoras?
OLIVER: Fui selecionada dentro de um universo formado por cerca de 40 empreendedoras de todo o Brasil. Minha trajetória no empreendedorismo foi inicialmente encaminhada pelo Sebrae no Distrito Federal à unidade nacional, que me selecionou junto a outras cinco mulheres dos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins. Os nomes foram repassados para a Unctad (sigla em inglês para Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e um grupo de especialistas técnicos analisou e escolheu quais seriam as dez finalistas dessa nova edição do prêmio. Essa etapa contou com a presença de dezenas de mulheres de 40 países que, assim como o Brasil, são beneficiados pela realização do Empretec (metodologia chancelada pela Organização das Nações Unidas e executada no Brasil pelo Sebrae).
O MECÂNICO: Como está sendo enfrentar o período da pandemia da Covid-19? A demanda por serviços de manutenção caiu, se manteve estável ou aumentou?
OLIVER:Foi bem difícil no começo, ficamos bem assustados pois permanecemos fechados por 10 dias. O meu negócio foi liberado para funcionamento porque era considerado como serviço essencial à população, mas, mesmo assim, nosso movimento caiu mais de 50%, o que nos levou a ter 3 meses seguidos de pior faturamento em 10 anos. Porém, o nosso controle financeiro, nosso capital de giro de 5 meses, nossa clientela fiel e o processo da premiação nos ajudaram a manter o equilíbrio e até mesmo antecipar algumas contas, ganhando descontos em compras com pagamento à vista.
Novos produtos atendem veículos nacionais e importados, oferecendo maior segurança na aplicação em eletroventiladores
A Gauss apresenta novos resistores, somando um total de 91 itens desenvolvidos para automóveis nacionais e importados, incluindo dos modelos mais antigos aos mais modernos. Segundo a empresa, esse novos resistores garantem maior segurança à aplicação em eletroventiladores, com alta precisão e excelente dissipação térmica.
“Uma das estratégias da Gauss é ter seu portfólio cada vez mais completo para as linhas que trabalha. Com esta visão, a Gauss inclui este mês uma nova linha de produtos: os resistores. Eles chegam como um complemento ao eletroventilador, já que as resistências são fundamentais para o seu funcionamento”, afirma a Coordenadora de Marketing da Gauss, Kátia Granadier.
“O lançamento entra no mercado já com 91 itens disponíveis, atendendo desde os carros mais antigos, até os novos e importados. O nosso objetivo é não deixar o consumidor final sem a peça que ele precisa para consertar o seu automóvel. Repor peças eletroeletrônicas, seja nos veículos do Brasil ou em todo mundo, é o nosso negócio”, completa.
A Bright Consulting organizou um webinar para avaliar impactos das decisões e alternativas no Brasil e no mundo para a mobilidade sustentável. O assunto abrange segurança energética, independência tecnológica, criação de empregos e desenvolvimento econômico.
Ficou claro que as medidas discutidas por europeus, chineses, americanos e japoneses implicam vultosos investimentos e incentivos fiscais por parte dos governos, totalmente fora da realidade brasileira e de dezenas de outros países.
Fernando Pfeiffer, da Renault, acredita que veículos elétricos cairão de preço pelo menor custo da bateria. Seriam competitivos no Brasil em 2025 e interessaria ao setor privado investir na infraestrutura de carregamento, sem depender do governo. O vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Edson Orikassa, assinalou que do ponto de vista do aquecimento global não vê veículos elétricos como primordiais. Executivos japoneses com quem tem contatos frequentes, não entendem porque o Brasil que dispõe do etanol, combustível renovável de baixo carbono e sem exigência de novos investimentos, deveria partir para carro elétrico a bateria.
Para Lauro Elias, diretor do Lactec, um dos maiores centros de ciência e tecnologia do País, mobilidade elétrica e biocombustíveis se cruzam e sendo alternativas com diferentes atributos, fica difícil a análise do melhor caminho. Há a terceira via, hidrogênio, vetor importante de armazenamento de energia elétrica desde que de fontes renováveis. Ele acredita existir espaço para veículos elétricos em aplicações específicas: frotas urbanas e corredores de ônibus. Há tecnologias que precisarão ser desenvolvidas localmente, além de um plano para combinar aqueles dois mundos da forma mais interessante para o Brasil, gerando empregos e avanço da engenharia local.
Em posição assertiva, Evandro Gussi, presidente da Unica que congrega produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade, defendeu a necessidade de transparência ao impor regras. Isso só será possível avaliando-se as emissões de CO2 de todo o ciclo de vida dos veículos (da produção de energia ao escapamento), o que as legislações atuais não contemplam. A concentração em emissões pelo escapamento (que os elétricos nem possuem) obriga os fabricantes a se concentrar neste aspecto como objetivo principal.
Observo que tem ficado de fora da equação o meio de geração de energia elétrica. Há um esforço mundial para substituir fontes fósseis (derivados de petróleo e gás natural) por alternativas renováveis como usinas hidroelétricas, solares, eólicas e até das marés. Pilha a hidrogênio, mais uma alternativa, também depende de eletricidade para o processo de hidrólise de obtenção do gás. Sobra a energia nuclear, neutra em carbono, mas com outros problemas.
VW TAOS MOSTRADO SEM DISFARCES
Ainda faltam pelo menos sete meses para o SUV médio Taos chegar ao mercado e enfrentar o principal rival, Jeep Compass. A VW vem usando a tática tanto aqui quanto no exterior de apresentar as linhas externas, sem revelar o interior e pormenores importantes: porta-malas, além de dimensões internas e externas. O Taos avançou um pouco mais no estilo SUV pelo formato das caixas de rodas, frente elevada e para-choque dianteiro.
Um filete horizontal de LED ligando os faróis dá aspecto de sofisticação, assim como desenho das rodas. No interior terá materiais de acabamento mais nobres e inserções em couro no painel ausentes no T-Cross e Nivus, aproximando-se neste aspecto do Tiguan Allspace. Oferece ainda o carregamento de celular por indução para telefones compatíveis juntamente com a central multimídia já conhecida de 10,1 pol.
Outros recursos de segurança foram acrescentados: sistema de frenagem autônoma de emergência que agora detecta pedestres, monitoramento de tráfego traseiro com frenagem automática e os faróis de LED que ajustam o facho para evitar ofuscamento.
Motor é o conhecido 1,4 L turbo de 150 cv e 25,5 kgfm.
ALTA RODA
ANO DE 2020 terá números menos negativos do que a Anfavea previa em relação a 2019. Em julho a entidade projetou quedas de 40% (vendas), 45% (produção) e 53% (exportações). Agora, reviu para 31%, 34% e 35%, respectivamente. Outro fator positivo é que os estoques nas fábricas e concessionárias atingiram em setembro apenas 20 dias. Nos últimos anos os estoques mensais variaram de 35 a 40 dias ou até um pouco mais, considerados “normais”. Em janeiro a entidade anunciará suas previsões para 2021.
HYUNDAI desenvolverá uma investigação completa sobre o fato de o Latin NCAP ter rebaixado a nota de quatro estrelas no teste de colisão lateral do HB20 para apenas uma. A empresa afirma que nada mudou no modelo entre o teste original em setembro de 2019 e o de auditoria realizado agora. Latin NCAP atua como entidade infalível. Nunca admite que algo pode ter saído errado nos seus testes.
Dia 24 de outubro acontece o primeiro evento 100% online para o mecânico com palestras ao vivo com muita informação de autopeças e montadoras
Primeiro evento do segmento totalmente online e gratuito, o 4º Congresso Brasileiro do Mecânico será um dia inteiro de conteúdo técnico exclusivo no sábado, 24 de outubro. Será uma grande oportunidade para você estar mais próximo das montadoras e autopeças, atualizando-se com os especialistas em palestras e demonstrações ao vivo.
E tudo isso para acompanhar de onde estiver, pelo celular ou computador. No dia, basta acessar o evento utilizando seu CPF e a senha cadastrada no momento da inscrição. Mas não deixe de conferir alguns dias antes a programação completa e “favoritar” as palestras e estandes que queira conferir para não perder nada. Programe-se antes!
Seremos digitais, mas ofereceremos a mesma experiência do evento presencial. Você poderá fazer as suas perguntas online durante as apresentações na Arena, conversar com as empresas nos estandes via chat e se atualizar sobre as novas tecnologias e produtos do segmento. Depois de mais de 10 horas de muito aprendizado, você poderá baixar o certificado do 4º Congresso Brasileiro do Mecânico, além dos certificados de cada palestra que acompanhar ao longo do dia.
Durante o evento, você, amigo mecânico, poderá conferir palestras das empresas expositoras. Até o fechamento da edição, são elas a Continental/VDO, Dayco, Delphi Technologies, Fras-le, Gates, Gauss, Groupe PSA, Hengst, KS Kolbenschmidt, KYB, Mahle, Nakata, MecânicoPro, Nakata, NGK, Rede PitStop, Sabó, Schaeffler, SKF, Takao, Tecfil, Texaco Lubrificantes, Total Lubrificantes, Urba Brosol e Volkswagen.
Linha conta com mais de 40 códigos atendendo utilitários, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas das principais marcas e modelos
A MarelliCofap Aftermarket lança uma linha de produtos batizada de Sistemas de Alimentação Diesel, incluindo 40 códigos de bicos injetores destinados a veículos utilitários, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Os produtos atendem motores diesel das principais marcas e modelos, desenvolvidos para a reparação de propulsores que utilizam tecnologias UIS® (Sistema de Unidade Injetora), UPS® (Sistema de Bomba Unitária), Common Rail® e Piezoelétricos Common Rail®.
A empresa lembra que os bicos injetores de combustível trabalham com altíssima precisão, pulverizando o diesel de modo adequado no interior do cilindro, aumentando potência e rendimento do motor. Esse componente pode apresentar problemas provocados por má qualidade do combustível ou por entupimento. Por isso, o motorista deve ficar atento a sinais como emissão de fumaça preta, marcha lenta irregular, consumo excessivo de combustível, dificuldades na hora de dar partida, perda de potência do motor, ruído excessivo do motor ou batida de pino.
Por trabalharem dentro da câmara de combustão, os bicos injetores devem suportar as severas condições de temperatura e pressão às quais são submetidos, o que por rua vez exige o uso de matérias primas com alto grau de pureza e ligas metálicas especiais. Os bicos injetores Magneti Marelli são fabricados na Itália e recebem tratamento DLC (Diamond-Like Carbon), sendo 100% testados e calibrados de acordo com as especificações dos produtos genuínos.
Truck Center oferece peças e serviços para clientes de caminhões, ônibus e vans; já são três pontos em operação e planos para mais três até o final de 2021
A Mercedes-Benz amplia a cobertura de serviços para caminhões, ônibus e vans com o Truck Center, uma estrutura inédita e funcional de peças e serviços para atendimento rápido em postos de combustíveis.
A primeira unidade já está em operação na BR 101 na cidade de Tanguá, ponto de interligação do Rio de Janeiro com o Espírito Santo e outras regiões. Há ainda outras duas em Roseira/SP (De Nigris) e Patos/PB (Unidas), com planos de expandir para outros três pontos até o final de 2021.
“Estamos inovando com esse conceito de posto avançado de atendimento a clientes de caminhões. O Truck Center oferece assistência básica, como revisões preventivas e serviços previstos nos planos de manutenção, que não dependem de uma estrutura completa como a do concessionário, sem, no entanto, abrir mão da qualidade que é um atributo da nossa marca”, diz Silvio Renan, diretor de Peças e Serviços ao Cliente da Mercedes-Benz do Brasil.
Atualmente, a Rede Mercedes-Benz conta com quase 280 pontos de atendimento em todo o País, sendo 180 concessionários, 99 oficinas dedicadas em clientes e 9 lojas da SelecTrucks, unidade de seminovos.
Sincronismo da família dos motores Volkswagen EA211 causa dúvidas no mercado; veja como fazer a substituição da correia dentada no modelo Polo 1.0 MPI. Atenção: a correia pode sofrer contaminação pelo uso
Uso severo é um conceito geralmente associado apenas a táxis, ambulâncias, viaturas policiais e demais veículos de frota. Porém, se carros de serviço trafegam em ambientes de muito trânsito, obviamente, é porque há veículos de uso comum em demasia ocupando as ruas. O uso diário de qualquer modelo em meio a forte trânsito, como na ida e volta do trabalho em grandes centros urbanos, já configura uso severo por si só. Assim como, circular por ruas e estradas não- -asfaltadas com frequência, mesmo que seja em trechos curtos.
O Volkswagen Polo 1.0 MPI 2019 desta reportagem, de uso pessoal para o trajeto “casa-trabalho-casa”, tinha 40 mil km rodados e circulava diariamente sobre piso de terra batida. Como os outros motores da família EA211 (que se tornou padrão em praticamente todos os modelos da VW), este possui correia de sincronismo teflonada – uma tecnologia parecida com a das correias embebidas em óleo, mas neste caso ela roda a seco. Ao contrário das correias que trabalham úmidas, porém, a dos motores EA211 não trabalha em ambiente estanque. Suas tampas não são feitas para vedar por completo a área de sincronismo.
Poeira invadiu área do sincronismo e contaminou a correia com apenas 40 mil km rodados
Ao remover a tampa superior da correia de sincronismo no Polo, ficou evidente a quantidade de sujeira que o sistema acumulou em menos de dois anos de uso devido ao trajeto de rodagem. Resultado: tanto a correia quanto os rolamentos-guia e tensor foram contaminados com poeira e precisavam ser substituídos preventivamente, bem antes do prazo. Eis o uso severo.
CÓDIGOS DAS PEÇAS:
Correia: 163SP7M200HT
Tensor: ATB2636
Rolamento-guia: ATB2637
PRECAUÇÕES COM A CORREIA
Em condições normais de uso, a previsão de troca preventiva desta correia é de 120 mil km ou 4 anos e meio. Juntamente com ela, devem ser substituídos obrigatoriamente o tensor e o rolamento-guia do sincronismo, os parafusos de fixação das polias dos eixos comandos de válvulas, a pequena correia dentada que move a bomba d’água, a correia de acessórios e seu respectivo tensor.
A Dayco, fabricante original da correia de sincronismo dos EA211 para a Volkswagen, recomenda fazer a inspeção visual no sistema, removendo a tampa superior, a cada 15 mil km. Constatado o uso severo, corte o período de troca previsto pela fabricante do motor pela metade: de 120 mil km para 60 mil km (ou de 4 anos e meio para 2 anos e 3 meses).
Neste caso do Polo, mesmo com apenas 40 mil km, a troca foi feita por questão de segurança, dado o nível de contaminação no ambiente de trabalho da correia e a coloração do próprio componente, totalmente impregnado de terra, o que denotava atrito constante de sujeira por muito tempo. Por sorte, as polias dos eixos comandos e do virabrequim não sofreram desgaste parecido e puderam seguir instaladas no veículo.
O procedimento a seguir foi executado pelo consultor técnico da Dayco, Nelson Morales, e já considera feitas as remoções do módulo do filtro de ar, velas, roda dianteira-direita, proteção da caixa de roda e desconexão do polo negativo da bateria. Nelson recomenda ao mecânico utilizar na operação o kit que é vendido para este motor com correia, tensor e rolamento-guia (código KTB 819).
REMOÇÃO DAS TAMPAS SUPERIORES
1) Para retirar a tampa superior da correia de sincronismo, que cobre as polias dos comandos de válvula, remova primeiro as tubulações do cânister e da mangueira de combustível, soltando as travas cuidadosamente.
2) Solte as travas laterais da tampa. Depois, retire o parafuso de fixação com soquete hexalobular (torx) T30. Remova a tampa.
3) Siga para a correia da bomba d’água, que fica do lado oposto do cabeçote, movimentada por uma polia ligada ao comando de exaustão. Para remover sua tampa, há dois parafusos e duas presilhas de apoio do chicote elétrico. Solte tudo e tire a tampa.
4) A correia da bomba d’água não foi trocada neste procedimento porque, ao contrário da correia de sincronismo, estava em boas condições, sem qualquer sinal de contaminação (4a). Para fazer a sua substituição, esgote o sistema de arrefecimento e remova o corpo da bomba d’água. Na instalação, o tensionamento é feito por um sextavado no lado esquerdo inferior do corpo da bomba d’água, que deve ser torqueado com 20 Nm (4b). A vida útil prevista para essa pequena correia é a mesma do sincronismo: 120 mil km ou 4 ½ anos.
5) Ao lado da polia da correia da bomba d’água, fica a tampa de acesso à fasagem do comando de admissão, presa por um parafuso de cabeça hexalobular T30. Para ajudar a sacar a tampa, use com cuidado uma chave de fenda. A tampa possui vedação por o’ring, que pode ressecar. Troque o anel a cada remoção.
REMOÇÃO DA CORREIA DE ACESSÓRIOS E TRAVAMENTO DO VIRABREQUIM
6) Levante o carro e remova a proteção da caixa de roda para visualizar a área da correia de acessórios. Para quebrar o torque da polia do virabrequim, trave-a com ferramenta adequada (neste procedimento, foi usada uma Raven 121011) e solte o parafuso com soquete estriado 21 mm. O torque é bastante alto.
7) Para remover a correia de acessórios, primeiro, remova a tampa de proteção do tensor. Em seguida, use um soquete hexalobular T55 para movimentar o tensor em sentido anti-horário, liberando a correia de acessórios e permitindo sua retirada.
Obs: Como a correia não é elástica, ela pode ser reinstalada, desde que esteja sem marcas de desgaste. Mesmo trabalhando em ambiente exposto, curiosamente, ela se encontrava em condições bem melhores do que foi observado mais tarde na correia de sincronismo, o que permitiu sua reinstalação.
8) Use uma chave 16 mm para soltar o parafuso de fixação do tensor da polia de acessórios. Remova-o.
Obs: A vida útil tanto da correia de acessórios quanto a de seu tensor, neste motor, é a mesma da correia de sincronismo: 120 mil km ou 4 ½ anos.
9) Utilize uma ferramenta especial (equivalente a Raven código 111113) para travar o virabrequim. Solte o bujão lateral com chave 18 mm (9a) e a instale (9b). Gire o motor no sentido horário até o virabrequim encostar na ferramenta. Em alguns modelos, pode não haver espaço suficiente para a instalação do bujão por causa da interferência do semieixo; neste caso, o bujão deve ser acessado com o veículo ainda no chão. No Polo MPI, não houve esse problema. (9c).
Importante: Este passo não significa que o 1º cilindro esteja em PMS (ponto morto superior). Ele também pode estar em PMI (ponto morto inferior). Para ter certeza, verifique no cabeçote se os encaixes da ferramenta especial de travamento dos comandos estão na horizontal, o que atesta o PMS. Caso fiquem na diagonal, significa o 1º cilindro está em PMI, ou seja, é necessário remover a ferramenta do virabrequim, dar mais uma volta no motor e colocar a ferramenta de volta.
10) Com o virabrequim travado, remova a polia de acessórios com soquete estriado 21 mm (10a). Apesar de seu encaixe com a polia de sincronismo ter um estriado semelhante a pequenos gomos (10b), a polia de acessórios não é chavetada, mas possui referência da posição na capa plástica da correia de sincronismo. Lembre-se que a montagem correta de todas as polias é importantíssima, entre outros motivos, devido aos diferentes balanceamentos de peso de cada peça para compensar a vibração do número ímpar de cilindros.
11) Solte os cinco parafusos da capa plástica inferior da correia de sincronismo com soquete hexalobular T30.
REMOÇÃO DO SUPORTE DO COXIM
12) Desça o veículo para soltar o suporte do coxim lateral do motor, que também tem a função de proteger (cobrir) a capa da correia de sincronismo. Antes, calce o motor por baixo com um cavalete ou macaco.
13) Solte os parafusos do suporte do motor no coxim com soquete sextavado 18 mm.
14) Retire o parafuso de sustentação do alternador, que também é preso à tampa da correia sincronizadora, com chave 13 mm.
15) Depois, solte os três parafusos do suporte do coxim no motor com soquete sextavado 16 mm.
16) Removidos todos esses parafusos, o suporte estará solto. É mais fácil tirar o suporte do coxim pela caixa de roda, por baixo (16a).
Importante: É possível fazer o procedimento sem a remoção do suporte. Porém, como se trata de uma correia de sincronismo menos flexível que a convencional (16b), ao ser manipulada para passar por trás do suporte, ela pode vincar e sofrer o rompimento dos cordonéis de sua estrutura, o que inutiliza a peça. Se for colocada em uso mesmo assim, vai quebrar e causar danos extensos ao motor. “Os cordonéis são feitos de fibra de vidro. Por esse motivo, a correia aguenta tração, só que não pode ser dobrada”, explica Nelson. Outro problema no procedimento sem remoção da tampa é a necessidade de usar um torquímetro especial para aplicar o torque do tensor e do rolamento-guia. Aqui, a demonstração segue o procedimento mais adequado e seguro (16c).
REMOÇÃO DA CORREIA DE SINCRONISMO
17) Para inserir a ferramenta de fasagem dos eixos comandos de válvulas (equivalente a Raven código 111112), observe o encaixe excêntrico na extremidade do comando de admissão. O semicírculo menor sempre deve estar voltado para cima (17a). Veja também os orifícios próximos ao centro da polia da bomba d’água (comando de exaustão). Na instalação, tome cuidado com tubulações e chicotes na área, que podem ficar bem justos com a ferramenta (17b).
Obs: Existem duas ferramentas diferentes no mercado para fasagem dos comandos: uma para o EA211 1.0 de aspiração natural (base reta, acima) e outra para o TSI (base curvada, abaixo, equivalente a Raven código 111115) (17c).
18) Solte o tensor com chave 13 mm para folgar a correia.
19) Remova a correia de sincronismo. Mesmo sem a ação do tensor, ela ainda estará um pouco justa pela característica do projeto (19a). Análise: Basta colocar a correia retirada do veículo ao lado da correia nova para perceber a diferença de coloração entre ambas (19b). O aspecto escuro e empoeirado da correia velha foi causado pela contaminação por terra. O pó se estendia por todas as polias, mas havia a necessidade apenas de trocar o rolamento-guia de apoio e o tensor.
20) Remova o tensor (20a) e solte o rolamento-guia (20b) com chave 16 mm.
21) Limpe o ambiente de trabalho da correia antes de dar sequência.
FASAGEM DAS POLIAS DOS COMANDOS
22) Para colocar o motor EA211 no ponto correto a cada troca de correia, é obrigatório soltar as polias de comando, tanto de admissão quanto escape. As polias são triovais para que, em funcionamento, a polia estabilize a correia, esticando-a na hora da abertura das válvulas. O posicionamento correto de trabalho das polias também respeita o correto balanceamento de peso para compensar o número ímpar de cilindros e evitar vibrações. “Por isso, não adianta nada fasar o virabrequim e os comandos, mas não soltar as polias para colocá-las no ponto”, afirma Nelson Morales.
23) A polia da admissão possui um tampão, que deve ser removido com soquete hexalobular T55 (23a). Como o sistema variador de fase trabalha com câmaras de óleo dentro da polia, pode vazar lubrificante pela região. Observe e limpe (23b).
24) Solte as polias de admissão e escape com soquete multiestriado M12. No momento da soltura, trave cada polia com a ferramenta adequada (na foto: Raven 121011). Nunca utilize somente a ferramenta de fasagem para segurar os comandos ao soltar ou apertar os parafusos das polias.
Importante: Como é necessário soltar as polias para colocá-las no ponto correto na instalação, torna-se obrigatório trocar os parafusos, uma vez que são elásticos e sofrem alto torque com etapa angular no aperto.
25) Para obter o ponto correto das polias dos eixos comandos, observe alguns pontos de referência. O primeiro é o ressalto na tampa dos comandos de válvulas, que possui um ressalto vertical que deve coincidir entre dois pontos da polia de admissão (25a). Há um terceiro ponto à esquerda, que deve coincidir com outro ponto na polia de exaustão. Uma ferramenta especial (equivalente a Raven código 111114) é responsável pela marcação correta. Observe que ela possui um pino que deve se encaixar em um ressalto na polia de exaustão (25b e 25c).
Obs: Os motores da família EA211 que possuem variador de fase em ambos os comandos (1.0 TSI e 1.4 TSI) têm marcação vertical para as duas polias. Já os 1.0 e 1.6 de aspiração natural, não (25d).
INSTALAÇÃO DA CORREIA E CONFERÊNCIA DO PONTO DO MOTOR
26) O tensor possui um ponto de ancoragem no bloco (26a) no qual deve ser encaixado (26b). Apenas encoste o parafuso de fixação neste momento.
27) Instale o novo rolamento-guia, também apenas encostando o parafuso.
28) Instale a correia de sincronismo. Vista os componentes na ordem: polia do virabrequim, rolamento-guia, tensor, polia de exaustão e polia de admissão. A acomodação é bastante justa e requer cuidado.
Obs: A correia de sincronismo não tem lado de montagem, exceto na reinstalação de uma correia que já estiver em uso: neste caso, a correia deve ser montada no mesmo sentido de rotação em que estava trabalhando antes.
29) Antes de tensionar a correia, remova a ferramenta de ponto das polias.
30) Com uma chave especial (equivalente a Raven código 111116), gire a chapa reguladora de tensão do tensor no sentido horário (30a), até o ponteiro atingir a marca do tensionamento ideal: uma fenda próxima a seu encaixe no bloco (30b). Ainda não aplique o torque de fixação do tensor. Os pontos das polias vão se desencontrar um pouco, o que é normal.
31) Tire as ferramentas de fasagem dos eixos comandos de válvula e do virabrequim e dê duas voltas no motor. Depois, verifique o ponto por essas mesmas ferramentas dos comandos e do virabrequim. Não tome como base os pontos das polias de comando, pois, eles não se casarão mais.
32) Faça novamente o tensionamento da correia. Desta vez, aplique o torque de aperto definitivo no parafuso de fixação do tensor: 25 Nm.
33) Siga para o rolamento-guia e aplique o torque de aperto no parafuso de fixação em 45 Nm. Obs: Tire de novo as ferramentas de fasagem antes de dar sequência ao procedimento.
34) Por segurança, monte o suporte do coxim/tampa da correia para apertar as polias de comando e do virabrequim. Remova o cavalete que estava sustentando o motor até agora.
35) Aplique o torque de ambas as polias dos eixos comandos de válvulas utilizando torquímetro adequado e ferramenta de travamento de polias. São duas etapas: 50 Nm + angular 90°. Obs: Nunca utilize as ferramentas de fasagem como único travamento dos componentes para a aplicação de torque. O aperto é tão alto que pode causar danos às ferramentas.
36) Não se esqueça de reinstalar a tampa do variador de fase da admissão.
37) Suba o carro novamente e reinstale o bujão da fasagem do virabrequim. Ele será necessário para manter o ponto do virabrequim no restante da montagem, mas, como comentado anteriormente, nunca o utilize como único travamento no momento da aplicação do torque do parafuso de fixação da polia de acessórios.
38) Reinstale a tampa de proteção da correia de sincronismo. Observe a marca “OT”, que será a referência de montagem da polia da correia de acessórios.
39) A posição de montagem da polia de acessórios segue as estrias (39a), que se encaixam com a polia dentada do virabrequim, e a marcação “OT”. Perceba que a polia possui um pequeno rasgo e uma seta, que devem coincidir com a marca na tampa (39b). Obs: Se as marcações não baterem, confira novamente o ponto com as ferramentas de fasagem.
40) O torque na polia da correia do virabrequim deve ser aplicado em duas etapas: 150 Nm + angular 180°. Como não havia espaço para aplicar o torque angular em apenas um movimento, ele foi dividido em duas etapas (90° + 90°).
41) Instale novamente o tensor da correia de acessórios e a correia na sequência. Para encaixar a correia, gire o tensor no sentido anti-horário. Depois, gire o tensor no sentido horário até o ponto de tensão e aperte o parafuso de fixação. A folga de trabalho da correia não pode ultrapassar 1 mm entre os lados.
42) Reinstale as capas da correia de sincronismo e da correia da bomba d’água.
43) Ao reinstalar as velas de ignição, o torque de aperto é 23 Nm.
Mais informações – Dayco: 0800-772-0033
Texto: Fernando Lalli Fotos: Fernando Lalli e Lucas Porto
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