A NGK esclarece as principais dúvidas sobre os componentes do sistema de ignição, presente nos motores a combustão interna. O sistema, que afeta o desempenho do motor e pode reduzir a vida útil de outras peças, deve ser checado a cada 10 mil quilômetros ou anualmente, no caso de automóveis, ou 6 meses ou 3 mil quilômetros, no caso das motocicletas.

A primeira dica diz respeito ao uso de combustível de má qualidade, que pode causar carbonização (no caso da gasolina) ou contaminação das velas de ignição, levando a dificuldades na partida, falhas no motor e perda de potência. Além disso, caso o combustível fique armazenado por muito tempo, especialmente a gasolina, poderá haver formação de gomas e verniz que dificultam a sua queima e contaminam as velas de ignição.

A NGK alerta também que problemas na partida em dias frios podem ter relação com velas de ignição desgastadas ou falhas em outros componentes do sistema. Para aqueles que acreditam que as velas têm vida útil longa e não exigem manutenção preventiva, a fabricante lembra que, a cada “faísca”, a vela sofre um pequeno desgaste nos eletrodos, aumentando a distância entre os mesmos e exigindo maior tensão de trabalho em todo o sistema de ignição. E se as velas estiverem desgastadas, haverá também perda de conforto na partida em veículos com sistema Start/Stop e até alteração no desempenho do turbo.

Além disso, velas desgastadas podem diminuir a vida útil de outros componentes, como cabos, bobinas e catalisadores. “A bobina e os cabos, por exemplo, podem ser sobrecarregados, provocando o “Flash over”, que é quando a corrente elétrica passa pelo lado externo da vela de ignição. Para evitar problemas, a recomendação é que, no momento da checagem das velas, também se faça uma inspeção das bobinas e dos cabos”, orienta Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK.

Na revisão do sistema de ignição, a empresa afirma que a primeira checagem visual é importante para detectar trincas, rachaduras, oxidações ou infiltração de óleo e de fluido de arrefecimento na câmara de combustão. Contudo, pode ser necessária uma segunda etapa utilizando equipamentos específicos, como a medição de resistência e isolação das velas, bem como a medição da tensão no sistema secundário de ignição.