Coluna Mecânico Pro: Diagnóstico de Redes de Bordo (Parte 1)

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O que são as redes de bordo presentes nos automóveis? Entenda o funcionamento dessas redes de comunicação e aprenda como realizar o diagnóstico correto

artigo por Diego Riquero Tournier   fotos Arquivo Bosch

As redes de bordo automotivas têm se transformado no modelo dominante dentro dos principais fabricantes da indústria (montadoras e sistemistas), as quais passaram a adotar para todos seus projetos a lógica de desenvolvimento de arquiteturas eletrônicas veiculares baseadas em redes de bordo. Inclusive, esta predominância transcende ao mercado dos veículos da linha leve e, também, se consolida fortemente entre as aplicações da linha pesada e agrícola. Mas, o que seriam as redes de bordo?

Bom, as redes de bordo, como a própria palavra diz, são uma forma de interconexão dos circuitos eletrônicos (incluído centrais eletrônicas – ECU), facilitando a forma com a qual trafegam e se compartilham os dados.

Devemos entender este conceito de transmitir dados como o envio e retorno de informações codificadas, ou seja, por mais que a gente esteja vendo condutores elétricos (cabos e fios), o que estes cabos transmitem não é apenas eletricidade. O que verdadeiramente acontece dentro de uma rede de bordo é que de uma maneira a qual poderíamos defini-la como “quase que oculta”, se estabelece um formato de pulsos elétricos previamente modulados e colocados dentro de uma sequência lógica, para posteriormente serem encapsulados dentro de um pacote de dados, os quais seguem uma regra de um determinado protocolo de comunicação para enviar ou receber mensagens.

Para explicar um pouco melhor este conceito de protocolo de comunicação, podemos compará-lo a uma linguagem. Quem se lembra dos filmes antigos de guerra vai recordar o famoso código Morse, sistema mediante o qual se gerava uma sequência de pulsos elétricos produzidos de forma manual. Uma vez recebidos (do outro lado = re­ceptor), esses pulsos eram decodificados e interpretados conforme o que este protocolo tinha definido como regra. Ou seja, de acordo com determinadas sequências lógicas e frequências de pulsos elétricos, eles passavam a ser transformados em letras e posteriormente essas letras colocadas em uma sequência que acabavam formando as palavras que definiam a mensagem.

Desta forma, por meio da utilização de pulsos elétricos, o ser humano já descobriu faz muitos anos que é possível criar protocolos de comunicação, passar mensagens e até criar algoritmos.

Claramente, com a chegada da tecnologia digital, todo este formato de comunicação se potencializou de maneira exponencial. Como não poderia de ser de outra forma, a indústria automotiva “pegou carona” para utilizar este conceito de arquitetura eletrônica de construção de malhas elétricas de dados, a qual permite simplificar a forma de construir chicotes elétricos, sem falar de todas as funcionalidades que não poderiam ser utilizadas dentro de uma arquitetura de chicotes elétricos convencionais (sem utilização de protocolos de comunicação).

A figura 1 mostra de maneira simbólica, a forma que se apresenta uma rede de bordo interconectada, constituindo uma malha de comunicação entre sistemas e centrais eletrônicas (ECU).

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Devido a estas conexões múltiplas,  muitos fabricantes chamam este tipo de arquitetura de “rede multiplexada”, e como mostra a figura acima, os dados desta rede transitam entre diferentes unidades de controle eletrônico. Mas,  para garantir a prioridade dos dados (qual informação é mais importante para cada momento específico), todo sistema multiplexado contará sempre com uma ECU a qual terá a responsabilidade de atuar como uma unidade de eletrônica central. Inclusive, muitas ve­zes esta função pode ser compartilhada por uma ECU que já tem dentro da arquitetura eletrônica.

Outro papel funcional é representado na figura 2, no qual fica claro no esquema elétrico que todas as ECU presentes nesse sistema mantém uma conexão que as interliga com a unidade eletrônica de conforto (ZE), sendo ela quem acumulará a função de unidade de eletrônica central, além de executar suas funções como unidade para os sistemas de conforto.

Tecnicamente, essa unidade de ele­trônica central pode aparecer também na literatura técnica com o nome de Gateway.
Como já falado, essa unidade tem a função de interligar todas as redes de dados presente no veículo, lembrando que pode e deve se conectar com todas as redes de dados diferentes presentes no mesmo veículo.

Estas diversidades de redes, por sua vez, utilizam protocolos de dados diferentes, ou seja, que poderíamos dizer que a unidade de eletrônica central ou Gateway, além de se comunicar com todas as outras ECU, deve atuar como uma espécie de “tradutor” de dados dos diferentes protocolos de comunicação presentes no veículo.

A figura 2 simboliza de forma clara a forma como está constituída uma rede de bordo de um veículo moderno e não precisa ser um veículo de alta gama e com muita tecnologia aplicada para ter esta tipologia de rede. Como falamos ao começo, esta forma de arquitetura eletrônica está presente nos veículos populares assim como no resto das categorias automotivas. Este tipo de aplicação somente cresce.

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Mas falamos bastante de protocolos de comunicação e não explicamos muito bem o que isso significa, ou como essa lógica funciona. Vamos ver um exemplo para ampliar a ideia deste conceito.

Existem diversos protocolos de comunicação com sua arquitetura de rede própria e cada um desses protocolos define seus níveis de tensão operacional (tipo de pulso e sinais), os quais uma vez agrupados formam os pacotes de dados.

Por tanto, estes pacotes de dados com seus respectivos níveis de sinais somente passam a ter sentido dentro de um protocolo de comunicação específico.

Entre os principais protocolos utilizados pela indústria automotiva podemos destacar os sistemas CAN, LIN, MOST, FlexRay. Lembrando que existem diversos outros sistemas multiplexados e sem dúvidas, muitos outros serão desenvolvidos ainda.

Vamos tomar como exemplo o sistema de maior aplicação automotiva (Rede CAN BUS), para auxiliar-nos na lógica de interpretação um protocolo.

Na figura 3 se encontra representada a estrutura de um FRAME (mensagem consolidada dentro de um pacote de dados), e como vocês podem ver, essa mensagem consta de várias etapas (campos), sendo que cada uma dessas etapas consome unidades de informação (Bit), como qualquer outro dado informático.

Coluna MecPro-ed.345-Figura3

Para o caso do protocolo CAN BUS, o primeiro campo (Start of Frame), anuncia rapidamente que será iniciada uma transmissão de dados. A seguir, no campo (Arbitration), define-se qual é a prioridade das mensagens: um dado en­viado pela unidade do ABS não é a mesma coisa do que, por exemplo, a temperatura do ar externo, principalmente falando em termos da criticidade e velocidade de variação des­ses dados.

O próximo passo corresponde ao Control, o qual representa a quantidade de dados contidos na mensagem. Na sequência, segue o Data, o qual agora sim representa o conteúdo propriamente dito da mensagem, e do que se trata essa informação (como exemplo uma data pode ser as RPM do motor, a temperatura do óleo, a velocidade da roda dianteira esquerda etc.). Lembrando que a quantidade de bits no campo Data pode variar conforme o tipo de informação.

No campo CRC, se identificam possíveis erros na mensagem, e no campo ACK, se notifica ao emissor que a mensagem foi entregue de forma integra, sendo possível deduzir com base neste campo as comunicações que se realizam em uma rede, funcionam de forma bidirecional.

Para finalizar o pacote de dados FRAME, se fecha o processo com o campo End of Frame, deixando desta forma, a ECU apta para processar uma nova mensagem.

Na parte superior da figura 3, é possível ver a forma de conexão das unidades de controle (ECU), através de 2 fios os quais na prática vamos encontrá-los no veículo em um formato trançado (para minimizar as interferências eletromagnéticas).

A forma de comunicação entre as unidades (barramento) acaba estabelecendo um caminho ou uma rota. Devemos imaginar como se fosse um ônibus que segue uma rota com diferentes pontos pré-estabelecidos nos quais sobem e descem pessoas. Para o caso da nossa analogia, sobem e descem dados desse “ônibus”, por este motivo, este tipo de arquitetura carrega o “sobrenome” de BUS.

A rede CAN BUS, replica a informação em 2 níveis de tensão (High = Alto e Low = Baixo), estes níveis de tensão assim como, os formatos de sinais, são os pontos que vamos analisar desde a perspectiva do diagnóstico.

Trabalhando com Redes de Bordo

Para trabalhar no diagnóstico e analisar o correto funcionamento das redes de bordo, devemos levar em consideração tudo o que foi comentado anteriormente com relação à grande diversidade de sistemas presentes no mercado. Neste sentido, o ponto mais importante a ser considerado pelos técnicos automotivos, é a disponibilidade de informação técnica.

E quando falamos de informação técnica, especificamente o mais importante a levar em consideração é a disponibilidade de dados técnicos e esquemas elétricos dos diferentes tipos de redes presentes no veículo, assim como a localização das unidades de controle e o tipo de resistência utilizada no barramento de cada rede.

Inclusive, considerando a informação das resistências que atuam como elemento final de barramento na maioria das tipologias de rede, muitos sistemas, contam com duas resistências de final de barramento de 120 ohms (solução muito aplicada em sistemas CAN-BUS),
resistências as quais a nível de diagnóstico são de grande importância para medir a condição de integridade física da rede. Considerando o valor que deve ser encontrado, produto da associação de resistências em circuitos elétricos conforme a lei de Ohm, é possível realizar uma analise como o apresentado na figura abaixo.

A figura 4 mostra como entre as linhas CAN H e CAN L de um mesmo barramento de uma rede CAN HS (Rede CAN de Alta Velocidade – High Speed), deve existir uma resistência aproximada aos 60 ohms. Desta forma, é possível garantir que o circuito está com os elementos finais (resistências) dentro dos valores especificados e, portanto, o circuito está em boas condições operacionais.

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Caso o circuito conte com um final de linha em aberto, o valor do circuito da rede já não será mais de 60 ohms, devido a que o mesmo passará a assumir o valor individual de uma das linhas (com sua respectiva resistência). Por sua vez, esta resistência já não divide mais os valores por associação de resistências dentro do circuito e passará a mostrar na medição o valor de 120 ohms. Segundo o caso que assumimos como exemplo, esta lógica não poderá ser replicada para qualquer sistema de rede, principalmente sem o conhecimento do funcionamento e especificações do sistema.

Bom, agora que já vimos que é possível medir a resistência da rede, assim como que, para todas aquelas redes que utilizam 2 fios, é possível identificá-los visualmente porque se encontram em formato trançado. Veremos como são feitas as medições dos sinais de uma rede de bordo.

Para isso, será necessária a utilização de um osciloscópio, porque o que vimos ao começo das frequências de pulsos transformados em linguagem (protocolos) é exatamente o que vamos medir e analisar a nível do diagnóstico.

A partir das medições de sinais, não será possível saber nada com relação à mensagem ou conteúdo de um pacote de dados, mas, sim, será possível identificar se o padrão de sinal elétrico corresponde ao tipo de rede que está sendo analisada. Assim como, identificar se os padrões de sinais (que são um reflexo indireto das mensagens) estão trafegando de forma integra dentro da rede, sem alterações que identifiquem as caraterísticas de uma falha.

E falamos que será necessário utilizar um osciloscópio. Esta condição responde a uma necessidade técnica relacionada com a velocidade com a qual acontecem os eventos dentro de uma rede de bordo, já que estes eventos são extremamente rápidos em termos de tempo, portanto, este tipo de medição não pode ser feita com um multímetro devido ao baixo nível de resolução que impossibilita a interpretação dos sinais de este tipo de sistema.

Na próxima edição, analisaremos os sinais de uma rede CAN BUS HS (alta velocidade), uma rede CAN LS (baixa velocidade) e uma rede LIN.

Jurid destaca sapatas de freio com e sem alavanca em seu portfólio

Jurid destaca sapatas de freio com e sem alavanca em seu portfólio - Foto: divulgação/Jurid
Jurid destaca sapatas de freio com e sem alavanca em seu portfólio – Foto: divulgação/Jurid

 

Os componentes podem ser aplicados em diversos modelos de veículos e contam com opções com e sem alavanca 

 

A Jurid do Brasil, fabricante de componentes de freio, destaca as sapatas de freio em seu portfólio. Os componentes podem ser aplicados em diversos modelos de veículos e podem ser encontrados em opções com ou sem alavancas, que diferem entre si em relação à aplicação.  

 
Segundo a marca, as peças que levam alavancas facilitam a instalação, evitando que o mecânico precise desmontar e fazer o procedimento de encaixe da nova sapata na alavanca usada. Quando a sapata usada é a sem alavanca, é preciso utilizar as que já estavam em uso, desde que elas estejam em boas condições.  

Continental bate marca de 100 milhões de pneus produzidos em Camaçari

Continental bate marca de 100 milhões de pneus produzidos em Camaçari - Foto: divulgação/Continental
Continental bate marca de 100 milhões de pneus produzidos em Camaçari – Foto: divulgação/Continental

 

Segundo a empresa, fábrica localizada na Bahia é fundamental para estratégia da empresa na América Latina 

 

 A Continental Pneus comemorou a marca de 100 milhões de unidades produzidas na unidade localizada na cidade de Camaçari/BA. Segundo a empresa, foram investidos cerca de R$ 2,5 bilhões em maquinários, processos e estrutura para potencializar a produção e a competitividade da marca. A fábrica funciona desde 2006.  

 Seguindo a empresa, a planta de Camaçari está alinhada com o planejamento global do Grupo, que foca na sustentabilidade, qualidade e eficiência. O vice-presidente da Continental Pneus para a América do Sul, Rodrigo Bonilha, falou sobre a importância da unidade Camaçari para o mercado da empresa na América latina.  

 “Camaçari, que em abril celebrará 17 anos de sua inauguração, é uma planta madura e estratégica para a organização. Produzimos pneus que abastecem não apenas o mercado brasileiro de equipamento original e reposição, mas também a região do NAFTA e diversos países da América Latina”, comenta o executivo. 

Cuidados com o catalisador em períodos de chuva

Cuidados com o catalisador em períodos de chuva - Foto: divulgação/Umicore
Cuidados com o catalisador em períodos de chuva – Foto: divulgação/Umicore

 

Em períodos de chuva onde grandes cidades sofrem com alagamentos, é preciso cuidado redobrado para não danificar componentes essenciais para o funcionamento dos veículos. Entre eles está o catalisador, componente responsável por filtrar as partículas de gases nocivos ao meio ambiente. A Umicore, empresa fabricante de catalisadores automotivos, destaca algumas dicas para evitar problemas em dias de chuva. 

 

Alagamentos podem ser o maior inimigo dos catalisadores 

 

Um dos problemas pode acontecer em veículos onde o catalisador é acoplado ao assoalho, entrando em contato com a água ao passar em possíveis alagamentos. Apesar de ser pouco provável, segundo a Umicore. Segundo o vice-presidente da umicore, Stephan Blumrich, o maior problema pode acontecer quando a água entra pelo escapamento e chega até o catalisador. 

 “A água irá vaporizar dentro da colmeia catalítica, que é muito quente. Como consequência, a camada catalítica será destruída”, relata Blumrich que completa: “Catalisadores equipados perto dos motores estão menos propensos a passar por esse tipo de situação, pois a água precisaria invadir o compartimento do motor, o que também causaria muitos outros danos”. 

 Caso o motorista seja surpreendido por um alagamento, a recomendação da Umicore é passar pela água em primeira marcha, mantendo o motor acelerado o tempo todo, evitando a entrada de água pelo escapamento.  

Impactos podem danificar o sistema
 

Para o gerente de Vendas Sênior da Umicore, Cláudio Furlan, outras questões podem danificar o catalisador localizado no assoalho. “Impactos causados por estradas desniveladas ou em um mau estado de conservação podem acarretar a quebra da cerâmica do componente em carros que possuem a peça nesta posição”, conta Cláudio. 

 Em casos de necessidade de substituição, Claudio pontua que é necessário verificar a procedência da peça, que precisa conter o selo do Inmetro. “Um equipamento não confiável não será capaz de converter os gases poluentes, ou seja, não reduz a poluição, e possui uma vida útil muito inferior a outros produtos corretamente certificados”, pontua Cláudio que completa: “Como consequência, o cliente terá que retornar ao centro automotivo para verificar o ocorrido e trocar novamente o catalisador. 

Marelli Cofap destaca importância da revisão do ar-condicionado

Marelli Cofap destaca importância da revisão do ar-condicionado - Foto: divulgação/Marelli Cofap
Marelli Cofap destaca importância da revisão do ar-condicionado – Foto: divulgação/Marelli Cofap

 

O ar-condicionado é um item essencial para muitos brasileiros por garantir o conforto térmico dentro do veículo em dias de calor. Porém, sua manutenção é muitas vezes negligenciada, causando situações que vão desde o mau funcionamento do sistema, até problemas respiratórios por conta da proliferação de ácaros, fungos e bactérias.  

Foto: divulgação/Marelli Cofap

Cuidados com o ar-condicionado 

Empresa fabricante de componentes de reposição para ar-condicionado automotivo, a Marelli Cofap destaca a importância de realizar a manutenção preventiva para evitar dores de cabeça no futuro. Segundo a empresa, a verificação deve ocorrer a cada seis meses se o veículo circula em ambientes sem muita poeira, ou em menos tempo, em casos onde a circulação ocorra em grandes centros urbanos.  

 Um dos principais itens que necessitam de atenção é o filtro de cabine, responsável por bloquear a proliferação de fungos, ácaros e bactérias. A perda de eficiência do ar-condicionado, o mau cheiro quando a ventilação está acionada e a presença de pequenas manchas no elemento filtrante podem ser sinais de que está no momento de efetuar a troca do filtro.  

 O compressor e o condensador, responsáveis pela refrigeração do ambiente, necessitam também de atenção especial no momento da revisão para garantir seu bom funcionamento e o conforto térmico dentro do veículo.  

 

Foto: divulgação/Marelli Cofap

Processo de oxisanitização 

 Outro ponto destacado pela Marelli Cofap é o tratamento do habitáculo utilizando equipamentos adequados, como o higienizador de veículos Ozonator, que atua através do processo de oxisanitização, auxiliando na eliminação de vírus, bactérias, ácaros, insetos, mofo, substâncias químicas danosas, fumaças e odores.  

 De forma natural, o procedimento elimina as impurezas que se acumulam dentro do carro e no sistema do ar-condicionado, podendo ser realizado conjuntamente com a troca de filtro. A oxisanitização é um processo que pode levar de 15 a 25 minutos, dependendo do tamanho do veículo. 

Calmon | Novidades em ebulição: duas picapes, um hatch e um SUV em fevereiro

 

Obviamente nada foi combinado entre Chevrolet (Montana), Ford (F-150), VW (Polo Track) e GWM (H6 GT). Porém quatro modelos novos lançados ou apresentados (caso da GWM) neste mês indicam que o consumidor brasileiro terá ainda mais opções no largo intervalo de preço de R$ 80.000 a R$ 500.000.

 

Montana em quatro versões para todos os gostos

Uma picape de cabine dupla intermediária entre as compactas e as médias é o lançamento mais importante da Chevrolet dos últimos anos. A Montana concorre diretamente com a Renault Oroch. As duas têm praticamente as mesmas dimensões, como já havia comentado aqui em 2022, quando o modelo disfarçado chegou a gerar afirmações equivocadas de que estaria próximo ao porte da Toro. Com comprimento de 4.717 mm, 2.800 mm de entre-eixos, 1.659 mm de altura e 1,798 mm de largura a mais nova picape do mercado tem 190 mm menos de entre-eixos e é 228 mm menor em comprimento que a da Fiat.

É fato que no visual dianteiro ambas apresentam semelhanças como a grade hexagonal e as luzes de rodagem diurnas (DRL), embora a GM aponte que alguns de seus modelos no mercado americano tenham sido a inspiração. A Montana também é rival em patamar acima da Strada cabine dupla que, juntamente com a versão de cabine única, focada no uso comercial, foi o veículo mais vendido no Brasil em 2021 e 2022.

A Montana é uma derivação reforçada do SUV compacto Tracker com o mesmo motor de 1,2 L, turbo flex de 133 cv/21,4 kgf.m (E). Oferece duas opções de entrada com câmbio manual (R$ 116.890 e R$ 121.990) e duas versões superiores automáticas (R$ 134.490 e R$ 140.490). Na avaliação inicial, apenas com a versão de topo, em uso urbano e estrada, a sensação é de estar ao volante de um SUV. No banco traseiro espaço para ombros e joelhos supera Oroch e Strada.

Mesmo só com duas pessoas a bordo, o conforto de marcha destaca-se. Para cargas maiores a suspensão traseira por eixo de torção recebeu batente de compressão de rigidez diferenciada. Caçamba de 874 litros (28% maior que a da Oroch; 7% menor que a Toro) e 600 kg de capacidade na versão Premier (50 kg menos que a Oroch) inclui alívio de peso da tampa para manuseio com baixo esforço, além de vedação eficiente contra entrada de água e poeira pela capota marítima manual ou elétrica.

 

Polo Track tem robustez do Gol, além de maior espaço

A versão de entrada do Polo que a VW trata como produto à parte, mas garante o mesmo preço do Gol equivalente (R$ 79.990, anunciado em novembro passado), oferece um produto melhor em termos de segurança, espaço interno em todas as dimensões e porta-malas (300 litros, ou 14% a mais que o antigo campeão de vendas).

O Track tem outras vantagens sobre o Gol como dirigibilidade bem melhor, suspensão recalibrada com novos amortecedores, direção eletroassistida, luzes de rodagem diurna (DRL), assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus e bloqueio eletrônico do diferencial. Entretanto, não tem alças no teto como no modelo aposentado.

Sem dúvida o Track posiciona-se bem entre outros hatchbacks de entrada da concorrência (que é acirrada) e ainda representa o segmento de maior volume do mercado brasileiro. Sua distância entre eixos é marginalmente maior que Onix, HB20 e Argo, mas na aceleração de 0 a 100 km/h em 13,5 s perde para Onix (0,2 s melhor) e Argo (0,1 s) e ganha do HB20 (1 s mais lento). Porém, no uso diário essas diferenças são inexpressivas.

Em viagem de avaliação de São Paulo a São Bento do Sapucaí (SP), 400 km ida e volta, o Polo Track enfrentou os buracos em alguns trechos com galhardia. Potência (77 cv) e torque (9,6 kgf.m) com gasolina limita o desempenho nas subidas, contudo alinhado aos principais concorrentes.

 

Ford F-150: picape grande e superequipada

Picapes grandes estão em um nicho de oferta muito limitada e antes restrita apenas às Ram 1500/2500/3500, a primeira com motor a gasolina e as outras duas a diesel, sendo que estas exigem carteira de motorista (CNH) de caminhão leve (tipo C). A Ford decidiu importar a F-150, líder de vendas nos EUA, porém as entregas estão previstas a partir de maio. São duas versões, Lariat (R$ 470.000) e Platinum (R$ 490.000), ambas com motor V-8 a gasolina de 405 cv e 56,7 kgfm de torque, o mesmo do Mustang.

Uma diferença exclusiva da F-150: caçamba e quase toda a carroceria (montada sobre chassi) é feita em alumínio. Isso economizou 200 kg na massa total, o que traz vantagens em termos de desempenho (0 a 100 km/h, 7,1 s) e consumo de combustível (6,3 km/l, cidade; 8,6 km/l, estrada). A Ram 1500 é uma pouco mais rápida (0 a 100 km/h, 6,4 s), mas perde em consumo. O modelo da Ford permite CNH para automóveis (tipo B).

Entre os equipamentos estão tampa da caçamba de acionamento elétrico, escada de acesso com degrau e barra de apoio escamoteáveis. Dimensões externas são avantajadas: 5.884 mm de comprimento, 2.089 mm de largura, 3.694 mm de entre-eixos e caçamba de 1.370 litros. O tanque de combustível de 136 litros permite alcance de até 1.170 km em estrada.

 

GWM apresenta SUV Haval H6 GT

O Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP) foi escolhido para as primeiras impressões do Haval H6 GT. O SUV cupê é um híbrido plugável com motor 1,5-L turbo a gasolina e dois motores elétricos (um em cada eixo). Potência e torque combinados chegam 393 cv e 77,7 kgfm. É o mesmo trem motriz do H6 Premium revelado no Rio de Janeiro, em novembro passado.

Desempenho é seu ponto forte, com aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e respostas ágeis, embora carroceria incline bastante nas curvas como a maioria dos SUV. A marca chinesa promete média de consumo de até 27 km/l e alcance de 1.052 km, podendo rodar até 170 km no modo elétrico (a corrigir pelo padrão Inmetro).

Bateria de 34 kWh pode ser recarregada de 10 a 80% em meia hora em estação de carregamento rápido. Desenho é bonito, ainda que com linhas um pouco genéricas. Interior impressiona pelo acabamento de boa qualidade e duas telas de alta resolução. Principais funções do carro são controladas pela central multimídia, incluindo comandos de climatização e assistentes de condução.

Os dois H6 serão os primeiros modelos importados pela fabricante no País, a partir de março próximo. Preços ainda não estão estabelecidos.

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Fras-le lança serviço de geolocalização para pesquisa de peças em plataforma

Fras-le lança serviço de geolocalização para pesquisa de peças em plataforma - Foto: divulgação/Fras-le
Fras-le lança serviço de geolocalização para pesquisa de peças em plataforma – Foto: divulgação/Fras-le

Nova ferramenta tem como objetivo de facilitar a procura por peças de reposição  

 

A Fras-le adicionou uma nova funcionalidade em sua plataforma digital, a Auto Experts, que reúne o catálogo de peças das marcas Fras-le, Controil, Fremax, Lonaflex e Nakata. A nova funcionalidade permite a localização de peças através de geolocalização, indicando os locais mais próximos em que o componente pesquisado está disponível.  

Dentro da plataforma, foi adicionado um campo com uma função chamada “Onde Encontrar”, para o consumidor inserir palavras-chave e localizar o produto desejado, informando posteriormente sua localização para receber uma lista de estabelecimentos mais próximos que tenham a peça disponível.  

Outra funcionalidade disponível na ferramenta é a possibilidade de conexão direta entre o cliente e o distribuidor, que podem concluir a transação utilizando canais eletrônicos como Whatsapp e lojas virtuais. Mais de 7,4 mil referências como lonas e pastilhas de freio, aditivo para radiador e amortecedores estão disponíveis na plataforma. 

Para o diretor-superintendente da Fras-le, Anderson Pontalti, o objetivo da nova ferramenta é facilitar a experiência do cliente na busca pelas peças. “Com essa solução inédita, queremos facilitar ainda mais a experiência do nosso cliente, desde o proprietário do veículo ao reparador automotivo, com precisão, agilidade e assertividade”, afirma. 

Mobil lança lubrificante sintético com viscosidade 0W-30

Mobil lança lubrificante sintético com viscosidade 0W-30 - Foto: divulgação/Mobil
Mobil lança lubrificante sintético com viscosidade 0W-30 – Foto: divulgação/Mobil

Mobil Super 0W-30 Sintético chega ao mercado para atender veículos das marcas Peugeot, Fiat e Jeep 

 

A Mobil anunciou o lançamento do Mobil Super 0W-30 Sintético, desenvolvido para atender veículos das fabricantes Peugeot, Fiat e Jeep. O novo lubrificante recebeu as aprovações PSA B71 2312 e PSA B71 2302, além de níveis solicitados por Fiat e Jeep para motores flex turbo. 

 Segundo a empresa, o Mobil Super 0W-30 foi desenvolvido para prolongar a vida útil do motor e manter a eficiência dos sistemas de redução de emissões de escape dos carros movidos a diesel, gasolina ou flex. Além disso, o produto pode potencializar a economia de combustível, conta com a aprovação ACEA C2 e é compatível com a maioria dos filtros de partículas diesel DPF e conversores catalíticos.  

 Ainda segundo a fabricante, o lubrificante possui excelentes capacidades a baixa temperatura para um arranque confiável, permitindo uma rápida proteção do motor e do sistema elétrico, além de promover uma proteção contra desgaste de alto desempenho e reduzir depósitos e acúmulos de lama. 

 Para a coordenadora de marketing da Mobil, Marina Teixeira, o novo lubrificante chega para oferecer uma melhor tecnologia para os clientes em um mercado que apresenta uma crescente tendência por óleos de viscosidade 0W-30. “Estamos em constante otimização dos nossos produtos para oferecer o melhor em tecnologia e a mais alta performance para os nossos clientes. Foi pensando nisso, que trazemos para nosso portfólio uma nova oferta de lubrificante sintético”, afirma Marina. 

Cofap lança linha de amortecedores Safegate para portas traseiras de picapes

Cofap lança linha de amortecedores Safegate para portas traseiras de picapes - Foto: divulgação/Cofap
Cofap lança linha de amortecedores Safegate para portas traseiras de picapes – Foto: divulgação/Cofap

Novos códigos chegam para ampliar portfólio da marca na reposição 

 

A Cofap lançou a linha de amortecedores Safegate, que chega ao mercado para ampliar a cobertura do portfólio da marca na reposição. Ao todo, seis novos códigos se juntam aos outros 1800 códigos ativos para atender 98% da frota brasileira. 

 
Composto por kit que contém o amortecedor, parafusos de montagem, arruelas de fixação, cabos de aço, chave auxiliar e trava química para as roscas, os amortecedores Safegate da Cofap têm como função desacelerar a abertura das portas traseiras das picapes, sendo montados entre a porta e a caçamba.  

 
Confira os novos códigos disponibilizados pela empresa: 
 

  • (ATC39001): Amortecedor de tampa de caçamba Mitsubishi L200 Triton 2008/2019; 
  • (ATC01001): Amortecedor de tampa de caçamba Volkswagen Amarok 2011/2019; 
  • (ATC04001): Amortecedor de tampa de caçamba Chevrolet S-10 2013/2015; 
  • (ATC04002): Amortecedor de tampa de caçamba Chevrolet S-10 2016/..; 
  • (ATC08001): Amortecedor de tampa de caçamba Ford Ranger 2013/2019; 
  • (ATC22001): Amortecedor de tampa de caçamba Toyota Hilux 2005/2015. 

Controil destaca cuidados com o cilindro-mestre na manutenção dos freios

Controil destaca cuidados com o cilindro-mestre na manutenção dos freios - Foto: divulgação/Controil
Controil destaca cuidados com o cilindro-mestre na manutenção dos freios – Foto: divulgação/Controil

Vazamentos na linha hidráulica, perda das propriedades do fluido e variação no curso do pedal podem indicar problemas com o cilindro-mestre 

 

Responsável por pressurizar o fluido de freio e distribuí-lo por todo o sistema, o cilindro-mestre é um dos componentes de segurança do veículo que necessita de atenção na hora da revisão veicular. Para garantir o bom funcionamento da peça, é fundamental que ela esteja em boas condições para obter uma boa eficiência de frenagem em situações de emergência. 

 
O consultor de Marketing de Produto da Controil, Vagner Marchiniak, falou sobre um dos sintomas que pode indicar a necessidade de troca da peça. “É muito importante que os motoristas fiquem atentos a qualquer indício de que a peça possa estar danificada. Um dos sintomas que indicam que o cilindro mestre possa estar com problemas é a descida do pedal até o final de curso pelo desgaste das vedações”, afirma Vagner. 

 

Vazamentos na linha hidráulica podem indicar também que a peça não está em seu melhor estado de funcionamento, o que pode causar dificuldades no momento da frenagem. Composta por tubulações rígidas e flexíveis, a linha hidráulica conecta o cilindro-mestre às pinças e cilindros auxiliares nas rodas.  

 
Segundo a Controil, podem ocorrer desgastes na linha ocasionados pela corrosão, acarretando no aparecimento de fissuras que geram vazamentos ou inchamento dos flexíveis. O resultado pode ser o aumento no curso do pedal de freio e a perda da capacidade de frenagem.  

 
Outro fator que pode causar o mau funcionamento do circuito hidráulico do freio são as bolhas de ar, que deixam o pedal esponjoso e com maior distância de parada. Para evitá-las, é necessário realizar a sangria dos freios sempre que o circuito for aberto na hora da manutenção.  

 
O fluido de freio ao acumular umidade e as pastilhas/lonas são outros importantes itens que precisam de verificação no momento da revisão. Ao ser detectado algum sinal de desgaste, é recomendado procurar seu mecânico de confiança para efetuar a revisão do sistema para obter o diagnóstico preciso do que precisa ser substituído.  

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