6CBM 2023: confira a troca e testes de bicos injetores Common Rail

Palestra técnica foi ministrada pelo Mecânico Pro no Box Técnico Prático

6CBM 2023: confira a troca e testes de bicos injetores Common Rail
Ronaldo Silva – Foto: Revista O Mecânico

Veículos movidos a diesel, que possuem injeção direta de alta pressão Common Rail, estão cada vez mais presentes nas oficinas independentes, dada a necessidade de cada vez mais se diminuir a emissão de poluentes, regulamentos pelo Proconve. Atualmente, a norma P8 para veículos pesados e L7 para leves, a injeção do tipo Common Rail tem papel fundamental para isso, pois a queima do diesel se dá de maneira mais eficiente quando comparado a sistemas convencionais que levam o combustível de maneira individual para cada cilindro.

6CBM 2023: confira a troca e testes de bicos injetores Common Rail
Ronaldo Silva – Foto: Revista O Mecânico

Por ser um sistema de alta precisão, é necessário cuidado especial em relação ao combustível utilizado e as manutenções periódicas, para que haja o correto funcionamento do conjunto. Parte fundamental do sistema de injeção, as válvulas injetoras, popularmente conhecidas como bicos, tem o papel de permitir a passagem do óleo diesel na quantidade correta e no tempo certo para a câmara de combustão.

Para auxiliar os mecânicos que atuam nessa tarefa de testar e substituir os injetores, Ronaldo Silva, consultor técnico da Bosch e parte da operação Mecânico PRO, ministrou palestras no Box Técnico Prático no sexto Congresso Brasileiro do Mecânico 2023 abordando esse assunto. Formado em Sistemas Automotivos e Master Internacional em Diagnose Automotiva, ele possui 35 anos de experiência no segmento automotivo, e detalhou os assuntos abordados: “estamos trazendo hoje informações sobre os testes de injetores Common Rail. Esses testes são feitos com equipamento de alta precisão, e tem grande influência no índice de emissões dos veículos diesel, por isso a importância de o reparador conhecer cada um dos testes, consequências e sintomas que um problema em um injetor pode trazer ao veículo”.

6CBM 2023: confira a troca e testes de bicos injetores Common Rail
Ronaldo Silva – Foto: Revista O Mecânico

Sobre a oportunidade dos mecânicos se aprimorarem no 6CBM, o palestrante comentou: “cada um aqui está procurando um pouco mais de conhecimento para o seu dia a dia nos seus diagnósticos”. Os testes feitos corretamente podem economizar tempo e dinheiro ao mecânico, aumentando sua lucratividade.

6CBM 2023: veja o diagnóstico e procedimento de reparo em veículos híbridos

No evento também foi mostrado os princípios básicos de funcionamento dos conjuntos híbridos

6CBM 2023: veja o diagnóstico e procedimento de reparo em veículos híbridos
Foto: Revista O Mecânico

Os veículos híbridos têm sido cada vez mais vendidos em todo o mundo, sendo divididos em diversas categorias, como os MHEV, ou híbridos leves, em que o motor elétrico apenas auxilia em velocidades muito pequenas ou em manutenção de velocidade, os HEV, ou híbridos convencionais, que já possuem um motor elétrico e bateria mais robustos, sendo a última recarregada pelas frenagens ou pelo motor a combustão, os PHEV, ou híbridos plug-in, em que a bateria pode ser recarregada externamente na tomada e os REEV, ou veículos elétricos com extensor de alcance, que possuem um motor a combustão exclusivamente para gerar energia elétrica, onde os motores elétricos tracionam o veículo em todas as situações.

Dada a crescente popularização desse tipo de motorização, o Mecânico PRO promoveu uma série de palestras em vários horários com Junio Oliveira, consultor técnico da Bosch e parte da operação do Mecânico PRO, em que ele apresentou temas importantes como demonstrações práticas de leituras de parâmetros de funcionamento do sistema híbrido, incluindo valores de tensão de conversor/inversor, motores elétricos e baterias de alta tensão no sexto Congresso Brasileiro do Mecânico 2023.

6CBM 2023: veja o diagnóstico e procedimento de reparo em veículos híbridos
Junio Oliveira – Foto: Revista O Mecânico

Formado em Sistemas Automotivos e Master em Diagnose Automotivo, o profissional comenta o tema da palestra: “Hoje a palestra está composta dos procedimentos de diagnóstico de um veículo híbrido e os cuidados para recebê-lo na sua oficina”. Fator muito importante na hora da manutenção de um veículo híbrido é o cuidado com os sistemas de alta tensão, sendo muito importante o uso de equipamentos de segurança adequados, como complementa Junio: “abordamos os equipamentos de segurança mínimos para receber o veículo e os cuidados necessários para dar a manutenção necessária com segurança”.

A crescente demanda por veículos híbridos, impulsionada pelo menor consumo de combustível e autonomia superiores a veículos puramente elétricos ou a combustão, faz com que nos próximos anos sejam cada vez mais comuns veículos com algum nível de eletrificação nas oficinas independentes. O palestrante achou uma oportunidade interessante para os mecânicos se aprimorarem, além de aprenderem com segurança para evitar danos físicos e materiais devido a novidade do sistema de alta tensão: “As palestras são uma introdução muito boa para ajudar a atender o carro na oficina, para que os mecânicos aprendam antes de descobrir mexendo e sofram algum prejuízo”.

6CBM 2023: veja o diagnóstico e procedimento de reparo em veículos híbridos
Foto: Revista O Mecânico

Diversas palestras foram apresentadas nos estandes dos boxes técnicos práticos durante todo o decorrer do Sexto Congresso Brasileiro do Mecânico, promovido pela Revista O Mecânico no dia 21 de outubro deste ano, sendo uma oportunidade a todos os presentes para se aprimorarem em diferentes áreas de atuação.

Como impulsionar a sua oficina nas Redes Sociais? Veja o debate no 6CBM 2023

Painel apontou a importância de levar o conteúdo off-line para o online

Como impulsionar a sua oficina nas Redes Sociais? Veja o debate no 6CBM 2023
Erika Fischer – Foto: Revista O Mecânico

Outro tema importante debatido no sexto Congresso Brasileiro do Mecânico 2023 foi “Como impulsionar a sua oficina nas Redes Sociais?”. Esse painel apontou a importância de levar o conteúdo off-line para o online. Veja como foi o debate.

Para abrir o debate Erika Fischer, especialista em marketing digital e proprietária da agência XK9 Comunicação desde 2009, destacou: “é sempre um prazer falar com os mecânicos, contribuindo com dicas para que eles prosperem cada vez mais, ainda com esse tema, que ajuda muito nisso. Os palestrantes que aqui estavam também trouxeram assuntos de todos os aspectos referente a esse tema. Dessa forma, pudemos contemplar todos os pontos debatidos no dia a dia de uma oficina mecânica”.

Como impulsionar a sua oficina nas Redes Sociais? Veja o debate no 6CBM 2023
Laysa Almeida – Foto: Revista O Mecânico

Na sequência, Laysa Almeida, que é especialista em Comunicação, Marketing e Negócios, além de ser sócia-fundadora da MHP Muscle Cars, disse que esse tema é um divisor de águas na vida dos mecânicos. “Assim como a manutenção é de extrema importância, saber lidar com as redes sociais hoje em dia é fundamental, aliás, é um divisor de águas, uma vez que a parte de divulgação é a alma do negócio. Além disso, quero parabenizar todos os meus colegas, que aqui estiveram comigo, pois elevaram o debate”.

Como impulsionar a sua oficina nas Redes Sociais? Veja o debate no 6CBM 2023
Thiago Shimada – Foto: Revista O Mecânico

Por fim, Thiago Shimada, CEO da Academia da Marca e Mentor de Donos de Negócios, disse que pode traduzir esse assunto para os mecânicos. “Olha, esse tema é muito pertinente para os mecânicos, como informaram meus colegas debatedores. Aqui eu também pude falar com eles sobre o processo de traduzir tudo que é feito no offline para o mundo online. Com isso, eles puderam ver que é possível fazer esse processo sem muita dificuldade, apesar de trabalhoso”.

Mudanças na estrutura: SKF anuncia nova liderança comercial

Michel Vences assume a posição de Diretor Comercial e Maurício Ribeiro assume como Gerente de Vendas

Mudanças na estrutura: SKF anuncia nova liderança comercial
Foto: SKF/Divulgação

A SKF anunciou mudanças na estrutura de liderança comercial para o aftermarket automotivo. Com isso, Michel Vences assume a posição de Diretor Comercial e Maurício Ribeiro assume como Gerente de Vendas. 

Segundo a empresa, que tem 108 anos de atuação no Brasil, Vences chega com o desafio de conduzir a estratégia de crescimento da marca no país. Já Ribeiro tem a missão de liderar a carteira de clientes em âmbito nacional.

“Vamos continuamente agregar valor à nossa cadeia de negócios, fomentando o crescimento do ecossistema composto pela nossa rede de distribuidores, varejistas e oficinas, promovendo uma experiência positiva ao consumidor final”, garante Michel Vences.

“A SKF é uma marca referência global em autopeças e seguiremos focados em alavancar os negócios, fortalecendo as iniciativas e programas que ajudam a reforçar o nosso posicionamento de mercado”, afirma Maurício Ribeiro. 

Carreiras

Michel Vences tem mais de 26 anos de experiência na SKF da França como gestor da Divisão Automotiva, sendo responsável pelo Kit Center, que é uma das operações reconhecidas como modelo de excelência na Europa. Em relação ao Maurício Ribeiro, o executivo tem mais de 20 anos de experiência em liderança de vendas, sendo responsável pela área comercial em multinacional americana de grande porte no setor.

“A chegada do Michel e Maurício deve fortalecer a nossa estratégia de crescimento a partir do know-how e expertises deles em sintonia com o nosso compromisso de oferecer as melhores soluções em produtos e serviços de alta qualidade”, destaca o Presidente da SKF do Brasil, Gustavo Molero.

WIR passa a integrar Grupo Carrera; veja comunicado oficial

Com investimento WIR terá um estoque ainda mais robusto e uma linha de produtos maior

WIR passa a integrar Grupo Carrera; veja comunicado oficial
Foto: WIR/Divulgação

A WIR divulgou um comunicado que passa a integrar o Grupo Carrera, que é um dos principais grupos automotivos do país, que é responsável por representar a Chevrolet, GWM, Nissan, Renault, Bajaj e Volkswagen. Segundo o comunicado, ocorrerão investimentos para consolidar a WIR no aftermarket, que terá um estoque mais robusto e uma linha de produtos maior.

“Esse é um passo importante, que chegou antes do esperado, mas que será aproveitado ao máximo. Estamos prontos para atender esta nova demanda, com a certeza de que este é o começo de uma parceria de grande valor. Achar os parceiros certos é meio caminho andado em toda história de sucesso”, afirma Cassiano Braccialli, Diretor Comercial & Marketing da WIR. 

WIR passa a integrar Grupo Carrera; veja comunicado oficial
Foto: WIR/Divulgação

Já para Mateus Cusatis, diretor de After Sales do Grupo Carrera, observa uma sinergia entre as empresas. “Enxergamos um ótimo potencial de crescimento e de cooperação entre as empresas. Elas passam agora a compartilhar portfólios e reunir processos operacionais, resultando em uma melhor oferta e maior agilidade para o mercado de reposição automotiva”.

Braccialli ainda destacou que maneira alegre e descomplicada de atender a empresa com embalagens roxas. “A simpatia, como a cor roxa, é a cara da WIR e vamos trabalhar para levar esta característica — a de enxergar no simples, o extraordinário — para todo o mercado de reposição automotiva no Brasil”.

Por fim, Gunther Faltin, Diretor Executivo da WIR, acrescentou que a marca tem pilares simples e valores claros. “O jeito de ser da WIR tem pilares simples e valores claros. Criamos e valorizamos o contato pessoal, atuando de maneira descomplicada e eficiente. Investimos com leveza e alegria nas relações, unindo ousadia e humildade para SerWIR. Estamos à disposição dos nossos clientes, sempre atentos, com vontade de resolver e fazer acontecer. A parceria com o Grupo Carrera já nasce com esta pegada, de caminharmos juntos e estarmos próximos”.

Iveco Academy completa primeiro ano

Iveco Academy completa primeiro ano - Foto: divulgação/Iveco
Iveco Academy completa primeiro ano – Foto: divulgação/Iveco

Área de capacitação é voltada para a Rede de Concessionárias da montadora e contou com mais de 1.600 pessoas treinadas

 

A Iveco Academy Latam, área criada para o desenvolvimento dos profissionais da rede de concessionárias da América Latina, completa um ano com mais de 1.600 pessoas treinadas e a realização de cerca de 30 mil horas de treinamentos presenciais e on-lines.

Os 110 novos treinamentos desenvolvidos para a capacitação da Rede (nas áreas Comercial, Peças & Acessórios e Serviços) já resultaram em mais de 130 certificações Master S-Way, maior nível técnico de conhecimento mecânico e eletroeletrônico para esse novo modelo de pesados lançado no final de 2022.

“O nascimento da Iveco Academy vem da necessidade de garantir que a visão centrada no cliente que a Iveco vem desenvolvendo pudesse permear todos os níveis da organização e sua rede de concessionários. Hoje é possível dizer que a área é um dos pilares da evolução do atendimento da marca em toda a América Latina, tanto em vendas quanto pós-vendas. Acredito que as premiações e reconhecimentos que a Iveco vem conquistando, no quesito atendimento ao cliente e satisfação com a marca, demonstram que essa estrutura é fundamental para garantirmos que estamos desdobrando de forma efetiva os valores e os conhecimentos da companhia para nossos stakeholders e público interno, garantindo sempre a melhor experiência para o cliente”, comenta o Diretor Geral de Peças e Serviços da Iveco para a América Latina, Bernardo Brandão.

A Iveco Academy Latam foi desenvolvida para levar inovação às trilhas de aprendizagem das áreas Comercial, Técnica, de Peças & Acessórios, além de implementar novos padrões de atendimento e promover a remodelação do programa Eco Driver, que é a extensão do programa Scuderia para o S-Way. Também inclui a certificação dos técnicos mecânicos e eletroeletrônicos como Master Diagnóstico do S-Way e a criação da função do Coordenador Iveco Academy dentro das Concessionárias, visando a melhoria da qualidade das atividades na Rede.

 “A Iveco preza pela excelência e pelo bom atendimento aos nossos Clientes. Desta forma criou a Iveco Academy com a missão de levar conhecimento, padronização do atendimento, habilidades de gestão e visão de futuro à Rede, por meio dos programas de treinamentos Técnicos, Comerciais, de Peças e Acessórios, Padrões de Vendas e Pós-Vendas, bem como os programas especiais. E nesse primeiro ano, o Iveco Academy soma números incríveis, com mais de 1.600 pessoas treinadas e mais de 30 mil horas de treinamentos, sendo a nota de satisfação total é superior a 9.5”, afirma o responsável pela Iveco Academy para a América Latina, Marcelo Assis.

ZF produz a unidade de controle eletrônico do ESC no Brasil

ZF produz no Brasil a eletrônica do ESC - Foto: divulgação/ZF
ZF produz no Brasil a eletrônica do ESC – Foto: divulgação/ZF

 

A unidade de controle eletrônico (ECU) e o dispositivo de segurança ativa, que substitui o ABS e amplia suas funções, começam a ser produzidos na unidade de Limeira, SP

 

A ZF ampliou sua oferta de tecnologias de segurança na região América do Sul com a produção da unidade de controle eletrônico (ECU) do Sistema Eletrônico de Estabilidade (ESC) em sua unidade de Limeira, SP. Até então eles eram importados da matriz, na Alemanha. Com a decisão, a ZF será a única empresa de tecnologia do setor automotivo brasileiro a ter produção local da ECU. O sistema já é obrigatório na Europa e, a partir de 2024, também será no Brasil.

“A ZF localizou a fabricação da unidade de controle eletrônico desse sistema e integrou à montagem final em sua unidade industrial de Limeira, antecipando-se às necessidades de seus clientes na região e ao atendimento da legislação que entrará em vigor em 2024”, comenta o Diretor de Operações de Freios da ZF América do Sul, Renato Orlando.

O ESC amplia as funcionalidades do ABS (Sistema de Frenagem Antibloqueio), e habilita a integração com a tecnologia do ADAS (Sistema Avançado de Assistência ao Motorista).

A ZF estima que até 2027 cerca de 40% dos veículos produzidos no Brasil serão equipados com tecnologias ADAS. “Como globalmente a ZF já tem produção própria de todos os dispositivos que compõem os sistemas avançados de assistência ao motorista, tais como, AEB (Frenagem Automática de Emergência), ACC (Piloto Automático Adaptativo) e LKA (Assistente Eletrônico de Permanência em Faixa), está preparada para dar respostas rápidas às demandas por esses sistemas e, igualmente, produzi-los localmente”, afirma o Gerente Sênior de Engenharia da divisão de Eletrônicos da ZF América do Sul, Plínio Casante.

 

ESC

O ESC é a evolução do ABS e, por meio de diversos sensores instalados em todas as rodas, impede que se perca o controle do veículo, especialmente em manobras extremas. Ao perceber situações que possam comprometer a estabilidade, em milésimos de segundos o sistema entra em ação controlando e dosando as potências de frenagens nos dois eixos (dianteiro e traseiro) e também individualmente em cada roda, até a completa estabilização do veículo na pista. Durante todo esse processo, o ESC assume 100% do controle dos freios e do acelerador, evitando, assim, possíveis falhas humanas.

A engenharia da ZF entende o ESC como uma grande evolução do ABS, uma vez que o sistema percebe, por meio de sensores e inteligência embarcada, qualquer tipo de mudança na trajetória imposta pelo volante, movimentos de pedal ou pelas condições de terreno e passa instantaneamente a atuar assegurando máxima estabilidade.

Além de agir de maneira autonoma nos freios, o ESC também é capaz de reduzir a velocidade do veículo, mesmo que o condutor continue acelerando, graças à eletrônica embarcada que permite que os sistemas de frenagem e aceleração se comuniquem de maneira instantânea e harmoniosa, buscando sempre a condução mais eficiente e segura, especialmente em situações de alto risco, como manobras bruscas e inesperadas, mesmo em pistas escorregadias.

Estudo realizado pelo Instituto de Segurança Viária dos Estados Unidos (IIHS) entre 2004 e 2006 demonstrou que o ESC reduz acidentes fatais em 43%. Outro estudo, feito pelo NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), órgão federal que controla o setor de transportes estadunidense, mostra que o dispositivo já evitou 83% dos capotamentos de SUVs.

Desde de 2016, o Latin NCAP dá cinco estrelas para todos os modelos de automóveis esquipados com esse sistema. De acordo com levantamentos feitos pela ZF, em 90% dos veículos zero km produzidos atualmente no Brasil já são equipados com esse sistema. No ano passado, esse índice era de 78%.

Como utiliza 16 sensores em cada roda, o ESC pode ser calibrado, opcionalmente, para oferecer também outras comodidades como, por exemplo, detectar a calibragem de cada pneu e verificar se há qualquer milimétrica diferença entre eles.

Linha de molas pneumáticas para veículos pesados

Linha de molas pneumáticas para veículos pesados - Foto: divulgação/Marelli Cofap
Linha de molas pneumáticas para veículos pesados – Foto: divulgação/Marelli Cofap

 

A Marelli Cofap Aftermarket também atua no segmento de molas pneumáticas para caminhões e ônibus. Investindo no lançamento de 11 novos itens, conta agora com 35 códigos que atendem os modelos da Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Volvo. A gama também oferece kits de reparos para molas pneumáticas compostos por foles (estruturas de borracha que contêm o ar comprimido dentro da mola), além de tampas e bases. Vale destacar que não se trata de kits de transformação de suspensão com molas metálicas para suspensão pneumática, mas kits de reparo para veículos que já contam com esse tipo de suspensão.

A mola pneumática é o principal elemento elástico da “suspensão a ar” e tem como principal função absorver as vibrações, controlar a altura e nivelar diferentes condições e pesos de cargas de modo automático, garantindo o alinhamento e o equilíbrio do chassi.

A mola pneumática trabalha em conjunto com o amortecedor e, juntos, proporcionam um sistema de suspensão eficaz, enquanto as molas pneumáticas sustentam o peso e absorvem os impactos, os amortecedores controlam a velocidade e a extensão do movimento da mola, proporcionando uma dirigibilidade suave, estável e mais segura.

 

Quando trocar as molas pneumáticas?

A troca das molas pneumáticas deve ocorrer conforme as especificações do fabricante do caminhão ou ônibus, porém, isso também depende do tipo de utilização do veículo. Caminhões ou ônibus com aplicações mais severas, por exemplo, podem apresentar necessidade de troca com quilometragem menor do que a recomendada. Seja como for, para saber se chegou o momento da troca, é necessário ficar atento aos sinais de fadiga das molas pneumáticas, eventuais desgastes irregulares, trincas ao redor da borda ou deformações nos componentes de fixação.

O ideal é que as molas sejam substituídas preferencialmente aos pares no sentido de manter o equilíbrio no eixo. Além disso, é preciso assegurar que não haja contato com linhas de ar, pois o atrito entre as mangueiras do sistema de ar comprimido e o fole da mola pneumática pode acelerar o desgaste e, consequentemente, gerar furos no fole.

Raio X: Volkswagen Polo TSI

Raio X: Volkswagen Polo TSI
Raio X: Volkswagen Polo TSI

Conheça os aspectos de manutenção do hatch compacto da marca alemã; saiba sobre os detalhes existentes na suspensão do modelo que está entre os líderes de vendas

texto & fotos Vitor Lima

O Volkswagen Polo é um dos veículos mais vendidos no Brasil, uma vez que teve 62.412 unidades emplacadas até agosto deste ano, segundo a Fenabrave. Atualmente, o hatchback é oferecido nas versões: MPI, TSI, Comfortline, Highline e GTS 250 TSI. Os preços variam entre R$ 89.990 e R$ 149.990.  

A versão de entrada do Volkswagen Polo vem equipado com o motor 1.0 MPI de 84 cv e 10,3 kgfm, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. Já as outras configurações têm sob o capô o motor 1.0 TSI turbo de 116 cv e 16,8 kgfm, com transmissão manual ou automática de seis posições. A opção esportiva traz conjunto motriz 1.4 TSI turbo de 150 cv e 25,5 kgfm, com câmbio automático de seis velocidades.

Portanto, por ser um dos carros mais licenciados no mercado e, também, contar com uma ampla gama de motores a Revista O Mecânico traz o Raio-X completo da versão Polo TSI, que é negociada por R$ 100.990. Essa configuração vem equipada com motor 170 TSI, que entrega até 116 cv a 5.000 rpm e 16,8 kgfm entre a faixa de 1.750 a 4.500 rpm. A transmissão á manual de cinco velocidades. Segundo a Volkswagen, o hatch faz de zero a 100 km/h em 10,1 segundos e atinge a velocidade máxima de até 197 km/h. 

Após passar por um facelift em setembro de 2022, o novo Volkswagen Polo teve poucas mudanças visuais, além de manter 1.471 mm de altura, 1.751 mm de largura, 4.074 mm de comprimento e 2.566 mm de entre-eixos.  

Por dentro, o hatch traz painel de instrumentos digital de 8 polegadas e uma central multimídia de 6,5 polegadas com conexão a Android Auto e Apple CarPlay. Já por fora, a linha 2024 tem faróis e DRL em LED. Na parte de assistência eletrônica que o veículo oferece, estão disponíveis o HHC (Hill Hold Control) que é o assistente para partida em subidas, controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de tração (ASR), bloqueio eletrônico do diferencial (EDS) e sistema de controle de pressão dos pneus e sistema de frenagem automática pós colisão (Post Collision Brake), este último atua com o acionamento automático dos freios após a detecção de um primeiro impacto, com o propósito de evitar colisões secundárias.

Carlos Eduardo Vieira, mecânico da oficina Auto Center Veleiro, em São Paulo/SP
Carlos Eduardo Vieira, mecânico da oficina Auto Center Veleiro, em São Paulo/SP

Para analisar as condições de manutenção do Volkswagen Polo TSI convidamos Carlos Eduardo Vieira, mais conhecido como China, mecânico do Auto Center Veleiro, localizado em São Paulo (SP). 

 

COMO FUNCIONA O CORAÇÃO DO POLO?

Ao abrir o capô do Volkswagen, o mecânico mostra sobre o espaço disponível no cofre para trabalhar (1). “É bem espaçoso, é fácil de ver os componentes a serem avaliados”.

 

O mecânico pontuou que gostou da localização do sensor de etanol (2), facilitando o diagnóstico para verificar o tipo de combustível utilizado pelo veículo.

Ao lado direito do veículo, o reservatório do líquido de arrefecimento está destacado (3). “Hoje, a substituição é um dos pontos mais importantes na hora da revisão. É necessário ter atenção a manutenção do sistema como um todo, pois ele é crucial para o bom funcionamento do motor”, informa o profissional.

O líquido de arrefecimento é composto na proporção de 60% de água desmineralizada e 40% de aditivo G12 evo (TL-VW774L). A Volkswagen faz um alerta em seu manual para que não seja misturado com os fluídos G13 (TL-VW 774J), G12 plus (TL-VW 777G) ou (TL-VW774F) e G12 na coloração vermelha.

Acima do coletor de admissão, há um watercooler (4) que tem a função de refrigerar o ar que vem da turbina e melhora o desempenho do motor, pois quanto mais frio o ar estiver maior será a massa de ar injetada dentro do cilindro, e assim, beneficiando o ganho de potência.

O acesso para o mecânico chegar as válvulas de serviço do sistema de ar-condicionado é simples, tanto a linha de baixa pressão (5) quanto a linha de alta pressão (6). “Está fácil para conectar a recicladora de gás. Não vejo nenhuma dificuldade para esse tipo de manutenção com o ar-condicionado na região do cofre do motor”, pontua China.

Referente ao óleo do motor, a vareta para verificação de nível (7) está ao lado do bocal de enchimento do lubrificante (8). O óleo recomendado pela marca alemã é o Maxi Performance 5W-40 API SN com a norma 508 88. A substituição do fluido deve ocorrer a cada 10 mil km ou 12 meses, o que acontecer primeiro. O sistema possui capacidade de 4 litros e o consumo de óleo máximo permitido pelo motor, pode chegar até 500 ml em 1.000 km. Vale ressaltar que, em casos de o motor consumir essa quantidade de lubrificante frequentemente há necessidade de averiguar se o conjunto está com algum problema.

O motor TSI da Volkswagen, que é turboalimentado, tem uma bomba de vácuo, já que trabalha com pressão positiva no coletor de admissão. O componente está localizado ao lado do suporte do motor, e serve para auxiliar o sistema de frenagem (9).

As linhas de ar em que a turbina está conectada existe um sensor de pressão positiva (10). “Com esse sensor, é possível obter a informação se a turbina está gerando a pressão necessária para o motor”.

Fazer o diagnóstico ou remoção para limpeza do corpo de borboletas não é complicado, uma que o componente está localizado na parte da frente, dentro do cofre do motor, (11). O componente está localizado na parte da frente, dentro do cofre do motor, ficando próximo ao watercooler do coletor de admissão.

Ainda sobre as linhas de ar, a caixa do filtro de ar do motor está localizada acima do conjunto motriz (12) e possui recomendação para substituição do filtro a cada 30 mil km ou 24 meses, ou o que ocorrer primeiro. Vale ressaltar que em caso de uso severo do veículo, reduza os períodos pela metade.

Além disso, uma bomba de combustível para o motor TSI tem um valor sugerido de R$ 3 mil na rede autorizada Volkswagen. Por isso, é muito importante que o mecânico recomende ao cliente o abastecimento com combustível de boa qualidade. As sondas lambdas são de fácil acesso. A do pré catalisador, por exemplo, está localizada atrás do motor (13), abaixo da proteção plástica que fica próxima ao para-brisa do veículo.

 

Quando o assunto é a correia, é possível verificar que a inspeção visual pode ser feita pela parte de cima. “Mas vale lembrar que a substituição deve ser feita apenas pela parte de baixo”, comenta o profissional (14). No manual, é recomendado a troca da correia de acessórios a cada 60 mil km ou 60 meses, o que ocorrer primeiro.

Com a caixa do filtro de ar do motor instalada, é possível apenas visualizar uma das bobinas do motor. O prazo recomendado para troca das velas de ignição é a cada 40 mil km ou 48 meses, ou o que acontecer primeiro.

Outro componente que fica localizado abaixo da caixa do filtro de ar do motor, é a bomba de combustível de alta pressão (15). Porém, diferentemente das bobinas, o acesso à bomba de alta é simples. China comentou qual é um dos maiores causadores de problemas desse componente. “É comum a manutenção desse equipamento, uma vez que a bomba de alta sofre pela má qualidade do combustível. Contudo, ao utilizar um produto de boa qualidade, a vida útil da bomba de alta pressão é ampliado, assim como do conjunto inteiro”.

O reservatório do fluido de freio possui a indicação na tampa do fluido DOT4 (16) e a substituição deve ocorrer a cada 24 meses, sem informação de quilometragem. Compondo o sistema de frenagem, o módulo do ABS está próximo da parede corta-fogo (17), mas não há dificuldades de acesso.

China informou que o motor TSI do Volkswagen Polo possui duas polias variáveis, uma para admissão e outra para exaustão, que são responsáveis pela variação de fase do motor. Para acessar o solenoide de controle é necessário a retirada de uma conexão referente a tubulação da linha de alta pressão do veículo (18). O profissional pontua sobre a importância da utilização do óleo de motor correto. “É primordial utilizar o óleo correto, não só neste motor, mas em todos os outros motores. O lubrificante é fundamental para a vida útil do motor”.

Na parte eletrônica do veículo, os componentes como bateria 12V (19) e caixa de fusíveis (20) estão acessíveis. Todavia, o que chamou a atenção do mecânico foi o módulo de injeção do motor, que está com uma capa protetora com rebite. “Talvez, essa proteção seja para proteger o módulo da Volkswagen de possíveis furtos”, comenta China (21).

 

UNDERCAR 

Com o veículo no elevador, o profissional analisou a parte inferior do VW Polo. “É fácil a troca do filtro de óleo. Esse modelo do Polo já vem sem o protetor de cárter. Portanto, é muito fácil para ter o acesso ao componente”, informa China (22). Já o bujão de escoamento de óleo do cárter é voltado para a parte de trás do veículo (23).

O acesso ao coxim inferior, que também é conhecido como restritor de torque, sustenta a caixa de transmissão manual de 5 marchas, o que é de fácil acesso (24). Assim como é simples chegar ao motor de partida do veículo (25), no qual a sua visualização é possível ser feita pela parte de cima. Porém, vale lembrar que pela parte debaixo o componente pode ser melhor analisado.

Olhando para o início do sistema de escapamento, o mecânico consegue ver o turbocompressor do motor TSI (26) e, também, a sonda lambda pós catalisador (27) que está próxima à malha da tubulação do sistema de escape.

Ao analisar o sistema de suspensão, um detalhe que chamou atenção do profissional foi a oxidação com o semieixo (28), uma característica que acontece nos carros com o eixo de transmissão.

“A bieleta de polímero presente no Volkswagen Polo (29) ajuda a reduzir um pouco o peso dos carros”, informa China.

Acima do agregado da suspensão dianteira, está a caixa de direção (30). “É uma caixa mecânica que possui assistência elétrica”, comenta o mecânico.

Logo à frente do eixo traseiro do veículo, está posicionado o tanque de combustível. “Por ser um veículo que tem injeção direta, ele possui duas bombas de combustível. Dentro do tanque está a bomba de baixa pressão e no motor está a bomba de alta pressão”, explica China. Já o posicionamento do filtro de combustível é ao lado direito do tanque (31) e possui recomendação para substituição a cada 10 mil km ou 12 meses, ou o que ocorrer primeiro.

Com relação à suspensão traseira do Polo, o modelo utiliza o conjunto de eixo de torção com molas helicoidais (32). “O mecânico terá facilidade no caso da troca de molas, a substituição dos amortecedores, tanto na fixação inferior quanto superior. Não há necessidade de intervenção com a parte externa do veículo”, explica o profissional.

O sensor do ABS nas rodas traseiras traz facilidade ao mecânico caso seja necessário a substituição do componente (33). China comentou sobre a localização do sensor. “Por ser um local que recebe bastante impacto, é mais fácil o sensor desenvolver algum tipo de defeito, porém, a sua manutenção é fácil”.

Ao final da análise, China aprovou a manutenção geral com o hatch da Volkswagen. “É um carro muito bonito. Na parte de manutenção não é difícil, porém, para o mecânico há necessidade de um pouco mais de atenção, cuidado, mas nada complicado”.

Sistemas de medição de ar admitido (Parte 2)

Sistemas de medição de ar admitido (Parte 2) - Foto: Arquivo Bosch
Sistemas de medição de ar admitido (Parte 2) – Foto: Arquivo Bosch

 

Aprenda a diagnosticar o sistema de medição direta da quantidade de ar que é admitida pelo motor

artigo por Diego Riquero Tournier   fotos Arquivo Bosch

Nas próximas linhas você vai entender como se deve fazer a medição da quantidade de ar que é admitida pelo motor. Antes de iniciar, vale lembrar que o sensor MAF é o mais representativo dentro dos sistemas de medição com base em métodos de cálculo direto. O nome deste sensor deriva da sigla em inglês (Mass Air Flow) que pode ser traduzido como sensor de massa de ar admitido. Para que o método de cálculo da quantidade de ar admitido possa ser considerado com um método de medição direto, o mesmo deve cumprir uma premissa fundamental, estar relacionada com a capacidade de entregar uma medição processada em uma unidade de medida que possa ser interpretada pela central de controle de motor (ECU) e sem necessidade de processamentos de dados; ou seja, o sensor MAF deve entregar uma medição pronta para a ECU.

Justamente por isso, a caraterística dos sensores MAF (principalmente os das gerações a partir de 2005) consiste na capacidade de entregar o valor de quantidade de Ar expressado em medida de massa (Gramas ou Quilogramas) relacionados a uma unidade de tempo, já entregues em um formato de sinal digital.

Desta forma, a medição de um sensor MAF entrega um valor já processado para a ECU que ele consequentemente vai corresponder à quantidade de Ar exata que o motor está admitindo em cada momento específico do funcionamento; exemplo hipotético: 0,5 g/s (gramas por segundo).

 

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO:

Os sensores MAF trabalham segundo o princípio de Filme Aquecido (Hot Film Mass), onde há a criação de zonas aquecidas eletronicamente, das quais temperaturas são transferidas conforme se desloca a massa de ar, permitindo que mediante ao contato físico entre o ar (mais frio) e o elemento de aquecimento acabe-se estabelecendo uma troca térmica, esfriando as superfícies aquecidas.

Conforme o ar se desloca (sentido do fluxo QLM), ele acaba naturalmente realizando uma troca térmica maior (esfriando mais). O elemento de aquecimento (H), no local mais próximo da entrada do AR (Exemplo na figura 1) estabelece uma temperatura diferente da temperatura apresentada nos dois extremos, sendo elas mensuradas pelos sensores (S1 e S2).

A diferença entre os aquecedores geralmente corresponde a um valor de equilíbrio aproximado de 120°C (este número pode variar conforme cada fabricante). E para que o equilíbrio térmico se mantenha o mais estável possível, um circuito eletrônico fica encarregado de regular a temperatura e entregar mais ou menos uma corrente elétrica (controlada em miliamperes) para o aquecedor, conforme a variação da massa de ar que atravessa o sensor MAF.

Desta forma, a variação da massa de ar que passa pelo sensor MAF, será proporcional à variação da corrente necessária para manter o equilíbrio térmico entre o elemento de aquecimento; sendo essa variável equiparada ao valor processado pelo circuito eletrônico incorporado ao sensor MAF (CI) e entregue para a ECU em formato de sinal digital processado; com isso, esse valor será representativo para uma medição de massa de ar por unidade de tempo.

 

O sensor MAF, além do circuito de processamento digital, também incorpora um sensor de temperatura de AR; sendo esta informação, de grande importância para a realização de correções da massa de ar teórica conforme as diferentes variações de temperatura as quais resultam de um motor em funcionamento.

Atualmente, a grande maioria dos sensores MAF conta com a capacidade de poder medir e corrigir a massa de ar admitida pelo motor, considerando os dois possíveis sentidos de fluxo de ar admitido pelo motor; ou seja, o sensor MAF consegue medir contrafluxos produzidos por oscilações/pulsações no coletor de admissão, produto do abrir e fechar das válvulas de admissão, as quais geram pressões variáveis no coletor.

A figura 2 mostra as caraterísticas construtivas de um sensor MAF. Nela, é possível apreciar os canais de entrada e saída de Ar que têm a função de capturar uma amostra representativa do total do ar que está passando pelo conduto de admissão.

Desta forma, é fácil compreender a importância da ausência de falsas entradas de Ar no coletor de admissão; já que elas não são contabilizadas pelo sensor MAF e muitas vezes acabam gerando falhas de funcionamento difíceis de ser detectadas.

Outro ponto importante que deve ser levado em consideração é o cuidado com relação ao acúmulo de impurezas, conhecido como efeito Blow-by, assim como a correta condição do filtro de Ar.

A recomendação é não funcionar o motor com os tubos de admissão desconectados (mesmo que seja por períodos muito curtos), uma vez que existe um alto potencial de geração de danos irreversíveis no elemento de medição do sensor MAF, principalmente levando em consideração que o próprio Ar circulante se encarrega de esfriar o elemento de aquecimento. Lembrando que diante de uma eventual falta de fluxo de ar, o elemento de aquecimento pode ser queimado.

 

Como mostra a figura 3, a maioria dos sensores MAF e os de temperatura do Ar integrado contam com alimentação nominal de 12 Volts; os conexionados devem ser sempre conferidos conforme a informação dos fabricantes, já que existem sensores MAF com 4, 5 e 6 pinos de conexão. Cada localização dos pinos segue o padrão e critério específico de cada fabricante.

DIAGNÓSTICO E MEDIÇÕES:

Os Sensores MAF podem ser analisados de duas perspectivas, seguindo uma lógica de diagnóstico. Leituras eletrônicas feitas com Scanner de diagnóstico (figura 4), e em um passo mais avançado, utilizando um osciloscópio para a realização de medições diretas dos sinais gerados pelo sensor (figura 5).

 

A figura 4 está mostrando um exemplo de leituras de parâmetros de funcionamento de um sensor MAF em situação de marcha lenta.

Mediante a utilização de Scanner, é possível realizar comparação de valores de funcionamento com base em valores referenciais, assim como, realizar testes em diferentes situações de carga.

A figura acima mostra um exemplo de medições diretas feitas com osciloscópio; o exemplo corresponde a um sensor MAF da Bosch, da geração HFM7 com processamento de dados digitais.

O sinal apresentado é do tipo PWM (Pulse With Module), tendo como caraterística a modulação dos pulsos correspondentes ao tipo de carga (massa de ar), conforme a situação de funcionamento do motor.

Como é possível apreciar na figura 5, os períodos de pulsos longos correspondem à situação de baixa carga do motor, e os períodos curtos de pulsos PWM (exemplo; 75:25) correspondem às situações de alta carga do motor.

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