Motor 2.4 Kia G4K (Sorento e Optima): veja como diagnosticar falha de lubrificação

Procedimento com manômetro, análise de pressão e histórico de manutenção são decisivos para preservar motores Kia após 10 anos de uso

A identificação precoce de falhas de lubrificação no motor 2.4 G4K, que equipa os modelos como Kia Sorento e Kia Optima, depende de medição técnica da pressão de óleo e comparação com parâmetros do fabricante. Segundo Cleyton André, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, o diagnóstico correto evita intervenções desnecessárias e reduz risco de danos internos. Veja o vídeo completo do Mecânico Responde.

O procedimento padrão para verificação de falhas no sistema de lubrificação consiste na instalação de um manômetro no ponto de teste do motor. A pressão aferida deve ser comparada com os valores especificados na literatura técnica. “Procedimento padrão de verificação de falhas de lubrificação consiste em conectar o manômetro de pressão no motor e verificar se essas pressões estão de acordo com a literatura técnica do fabricante”, explica Cleyton André.

Pressão abaixo do especificado pode indicar desgaste em bomba de óleo, bronzinas ou folgas excessivas. Pressão dentro da faixa recomendada indica funcionamento adequado ou possível estágio inicial de desgaste, que deve ser acompanhado. Sobre confiabilidade, Cleyton destaca que motores asiáticos apresentam histórico consistente de durabilidade, desde que o plano de manutenção seja seguido. “De maneira geral, motores asiáticos costumam ser confiáveis. Vale lembrar que as manutenções recomendadas devem ser respeitadas, principalmente após 10 anos de uso”, afirma.

BMW Group inicia uso de robôs humanoides na produção na Alemanha

O BMW Group dará início ao primeiro projeto-piloto com robôs humanoides na Europa, na planta de Leipzig. A iniciativa marca a introdução da chamada “Physical AI” no sistema produtivo da marca no continente, integrando inteligência artificial a máquinas e robôs físicos em ambiente industrial real.

O objetivo é aplicar a robótica humanoide à produção em série já existente e avaliar novas possibilidades na montagem de baterias de alta tensão e na fabricação de componentes.

Segundo Milan Nedeljković, membro do Conselho de Administração da BMW AG responsável por Produção, a digitalização é fator-chave para a competitividade global da companhia, combinando engenharia e inteligência artificial para ampliar eficiência e flexibilidade industrial.

Physical AI e produção orientada por dados

A IA já está presente em praticamente todas as etapas do sistema produtivo do BMW Group, da fábrica virtual com gêmeos digitais ao controle de qualidade assistido por algoritmos e à intralogística com transporte autônomo.

A base dessa estratégia é um modelo unificado de TI e dados, que substituiu estruturas isoladas por uma plataforma integrada, padronizada e acessível em tempo real. Isso permite a atuação de agentes digitais autônomos capazes de executar tarefas complexas e aprender continuamente, formando o conceito de Physical AI quando combinados à robótica.

A digitalização é um dos pilares da estratégia industrial BMW iFACTORY, voltada a uma produção mais flexível, sustentável e preparada para o futuro.

Parceria com a Hexagon e testes com o robô AEON

O projeto europeu é conduzido em parceria com a Hexagon AB, por meio da divisão Hexagon Robotics. O robô humanoide AEON, apresentado em junho de 2025, será utilizado em aplicações multifuncionais graças ao seu design modular, que permite o uso de diferentes ferramentas e mobilidade sobre rodas.

Após testes laboratoriais e uma primeira validação na planta de Leipzig em dezembro de 2025, uma nova fase de integração está prevista para abril de 2026. A fase piloto efetiva começa no verão europeu de 2026.

O BMW Group também criou um Centro de Competência para Physical AI na Produção, consolidando conhecimento técnico e estabelecendo critérios rigorosos para validação de parceiros tecnológicos antes da implementação em escala.

Experiência prévia nos Estados Unidos

Antes da Alemanha, o BMW Group já havia realizado um piloto na planta de Spartanburg, em parceria com a Figure AI.

Em 2025, o robô Figure 02 atuou na produção do BMW X3, realizando a remoção e o posicionamento de peças metálicas para soldagem. Em dez meses, apoiou a fabricação de mais de 30 mil unidades, movimentando cerca de 90 mil componentes em aproximadamente 1.250 horas de operação.

Complemento à automação existente

A BMW destaca que a robótica humanoide não substitui os sistemas atuais, mas complementa o portfólio de automação. O foco está em tarefas monótonas, ergonomicamente exigentes ou críticas à segurança, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho e aumentar a eficiência operacional.

SEG Automotive amplia portfólio de alternadores e motores de partida para linha leve e pesada

Expansão anunciada em março de 2026 reforça cobertura no aftermarket e inclui aplicações agrícolas, ônibus e veículos de passeio

A SEG Automotive anunciou, em março de 2026, a ampliação do portfólio com novos alternadores e motores de partida para aplicações leves e pesadas. A estratégia amplia a cobertura no mercado de reposição e fortalece a presença da empresa no aftermarket automotivo, com produtos desenvolvidos sob padrão OEM.

Na linha pesada, os lançamentos contemplam alternadores de alta capacidade para aplicações agrícolas, comerciais e ônibus. O modelo HD10PB inclui os PNs 124625201 (14V – 60/240A) e 124625105 (28V – 60/240A), destinados a máquinas como CR6.80, CR7.90 e FR480. Já o HD10LEB, PN 124655519 (28V – 55/120A), equipa o Mercedes-Benz O 500 M 1728 com motor OM 906 LA.

Para veículos de passeio, a empresa amplia a oferta de motores de partida com aplicações para modelos como Audi A1 e A3 (EA888 e EA211), Toyota Etios e Yaris, Honda Civic, CR-V, Fit e HR-V, além de Ford Ka, Ka Sedan, EcoSport e Focus. Também há aplicações para Hyundai Creta, Elantra, IX35 e Volkswagen Amarok e Fusca 2.0.

A linha de alternadores para veículos leves também foi ampliada, com códigos que atendem modelos como Nissan Kicks 1.6, Kia Cerato, além de aplicações para Corolla, HB20, HB20S, HB20X e I30. Segundo a empresa, os novos componentes seguem especificações de engenharia equivalentes às de equipamento original e visam assegurar desempenho e durabilidade no mercado de reposição. Para ver todos os códigos acesse o catálogo digital da empresa neste link.

Renault Sandero 1.0 2019: falha no sincronismo gera DTC P0340 e P0365 e impede partida

Quebra dos pinos-guia das polias do comando altera sinal do sensor de fase e corta pulso dos injetores

Um Renault Sandero 2019, equipado com motor 1.0 Flex SCe 12V, apresenta condição de motor que não entra em funcionamento, sem ignição, e registro dos DTCs P0340 e P0365, ambos relacionados ao sensor de posição do comando de válvulas do bloco 1.

Diante dos códigos de falha, foi realizada a verificação do sincronismo do motor com o uso de osciloscópio. A análise identificou que o sinal do sensor de fase estava fora da faixa de trabalho, condição que resultava na ausência de pulso elétrico nas bobinas dos injetores. Com a desmontagem das polias do comando, foi constatado que os pinos-guia estavam quebrados, comprometendo o sincronismo do conjunto. A substituição das polias restabeleceu o funcionamento do motor e eliminou os DTCs.

O modelo é equipado com motor 1.0 Flex SCe 12V, que entrega 82 cv com etanol e 79 cv com gasolina a 6.300 rpm, além de torque de 10,5 kgfm (etanol) e 10,2 kgfm (gasolina) a 3.500 rpm. A transmissão é manual de cinco marchas. As informações técnicas foram divulgadas pelo Mecânico Pro, ferramenta de suporte às oficinas e de capacitação da Revista O Mecânico.

Hyundai Creta 2.0: como medir a pressão de combustível no motor 16V

Procedimento inclui despressurização da linha, instalação de manômetro e análise da pressão residual após desligar o motor

O Hyundai Creta equipado com motor 2.0 16V, fabricado entre 2016 e 2020, exige procedimento específico para medição da pressão de combustível. A verificação é indicada em casos de falha de funcionamento, dificuldade na partida ou suspeita de baixa pressão na linha.

Antes de instalar o manômetro, é necessário despressurizar o sistema. O primeiro passo é remover o cabo negativo da bateria e, em seguida, retirar o fusível responsável pela bomba de combustível, localizado na caixa elétrica no cofre do motor. Depois, reconectar o cabo negativo e dar partida até que o motor pare por falta de combustível na linha.

Com o sistema despressurizado, remover a tubulação de entrada de combustível no tubo distribuidor dos injetores ou na saída da bomba e instalar o manômetro com as conexões adequadas. Em seguida, reinstalar o fusível da bomba e dar partida no motor.

Durante a medição, verificar se não há vazamentos e registrar os valores indicados. A pressão de trabalho deve ficar entre 323 e 363 kPa (3,3 a 3,7 kgf/cm² ou 46,8 a 52,6 psi). Se o valor estiver abaixo do especificado, as causas podem incluir filtro de combustível obstruído ou válvula reguladora de pressão sem vedação ou travada.

Após desligar o motor, observar a pressão residual. O valor deve se manter por cerca de cinco minutos. Se a pressão cair lentamente, há indício de vazamento no injetor. Se a queda for imediata, verificar a válvula da bomba de combustível presa aberta. Finalizada a análise, desligue a ignição e remova o manômetro seguindo a ordem inversa da instalação.

O Hyundai Creta 2.0 16V Flex é equipado com motor de quatro cilindros em linha, com injeção multiponto e duplo comando de válvulas com variação (Dual-CVVT). A potência é de 166 cv com etanol e 157 cv com gasolina, ambas a 6.200 rpm. O torque máximo é de 20,5 kgfm com etanol e 19,2 kgfm com gasolina, disponível a 4.700 rpm. A transmissão é automática de seis marchas com conversor de torque. As informações técnicas foram divulgadas pelo Mecânico Pro, ferramenta de suporte às oficinas e de capacitação da Revista O Mecânico.

ZF lança cilindro mestre de freio TRW para Volkswagen

Aplicações abrangem modelos produzidos entre 2005 e a atualidade

A ZF Aftermarket amplia seu portfólio para veículos comerciais da Volkswagen com o lançamento de um novo cilindro mestre de freio da marca TRW.

O componente chega ao mercado de reposição sob a referência PMN5000, correspondente ao código original Volkswagen 2P0611011, e amplia a cobertura da linha Delivery.

Aplicações

O novo cilindro mestre de freio atende os seguintes modelos:

  • Volkswagen Delivery 5-140 (2005 a 2016)
  • Volkswagen Delivery 8-150 (2005 a 2016)
  • Volkswagen Delivery 10-160 (a partir de 2012)
  • Volkswagen Delivery 5-150 (a partir de 2012)
  • Volkswagen Delivery 8-160 (a partir de 2012)
  • Volkswagen Delivery 9-160 (a partir de 2012)

Com a novidade, a ZF Aftermarket reforça sua estratégia de ampliar cobertura no segmento de veículos comerciais, oferecendo ao mercado independente componentes alinhados às especificações originais e aos padrões de segurança exigidos para sistemas de freio.

Cofap amplia linha de pivôs de suspensão para Citroën, Hyundai, Kia, Peugeot e Iveco

A Marelli Cofap Aftermarket anuncia a ampliação do portfólio de pivôs de suspensão da marca Cofap. Os novos códigos atendem modelos das montadoras Citroën, Hyundai, Iveco, Kia e Peugeot.

Função estratégica na segurança

O pivô de suspensão conecta a carroceria ou o chassi a componentes como amortecedores e mangas de eixo. Sua principal função é permitir o movimento angular das rodas, garantindo o esterçamento correto e o funcionamento adequado do sistema de direção e suspensão.

Quando apresenta desgaste, o componente pode comprometer estabilidade, dirigibilidade e segurança.

Novos códigos e aplicações

PSC32013M

  • Hyundai Azera (2012/2015)
  • Santa Fé 3.3 V6 (2013/2019)
  • Grand Santa Fé 3.3 V6 7 lugares (2014/2019)
  • Sonata (2012/2015)
  • Kia Optima 2.0/2.4 (2013/2017)
  • Kia Soul 1.6 G2 (2015/2022)

PSC55007M

  • Citroën C3 1.0 (2023/…)

PSC17001M

  • Peugeot 208 Allure 1.6 (2023/…)

PSC12001M

  • Iveco Daily 2.8 8V (1997/2007)
  • Iveco Daily 3.0 16V (2008/…)

Avaliação periódica é fundamental

A empresa recomenda que, durante a substituição do pivô, sejam verificadas também as condições das barras de direção e dos terminais axiais. Caso haja necessidade de troca da barra de direção, o alinhamento da geometria deve ser realizado para garantir estabilidade e precisão na condução.

Pivôs, terminais axiais e barras de direção atuam de forma integrada no sistema de direção. A manutenção preventiva desses componentes é determinante para preservar desempenho, segurança e vida útil do conjunto.

VW Constellation celebra 20 anos

A Volkswagen Caminhões e Ônibus celebra os 20 anos da linha VW Constellation, hoje considerada a família mais completa da categoria, com 18 modelos que atendem operações entre 14 e 74 toneladas.

Em duas décadas, o Constellation acumulou mais de 365 mil unidades emplacadas no Brasil, consolidando-se como um dos maiores sucessos comerciais da marca.

Presença nacional e internacional

No mercado externo, a linha soma mais de 47 mil unidades exportadas, com destaque para Argentina, México e Chile.

Em 2025, foram mais de 15 mil emplacamentos no Brasil, com forte desempenho nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. No segmento de pesados 6×2, a família iniciou o ano mantendo a liderança, com mais de 280 unidades registradas apenas em janeiro.

Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, o sucesso da linha é resultado de um desenvolvimento alinhado às demandas do transportador brasileiro, combinando engenharia nacional, robustez e soluções sob medida.

Atuação em setores estratégicos

Ao longo dos anos, o Constellation consolidou presença em segmentos essenciais da economia:

  • Bebidas: chassis preparados para operações de alta demanda
  • Construção civil: aplicação severa, com foco em resistência e durabilidade
  • Coleta de resíduos: robustez estrutural, ergonomia e baixo custo operacional

Modelos que marcaram época

A trajetória começou em 2006 com o lançamento do VW Constellation 24.250, que rapidamente assumiu protagonismo no segmento graças à versatilidade e facilidade de manutenção.

Outro marco foi o Constellation Titan, reconhecido pelo conceito “Menos você não quer. Mais você não precisa.”, reforçando a proposta de eficiência operacional sem excessos.

Linha do tempo Constellation

2006 – Início das vendas com 19.320 Titan Tractor, 17.250 e 24.250
2007 – Expansão da linha, dos médios aos rodoviários
2013 – Lançamento dos 19.420, 25.420 e 26.420 V-Tronic
2015 – Chegada dos 23.230 6×2 e 24.330 6×2 com opção V-Tronic
2016 – Série Prime com 24.280 e 25.420 6×2
2019 – Lançamento dos Robust 17.260 e 24.260
2023 – Nova geração Euro 6
2024 – Pacote Highline com cluster digital e central multimídia
2026 – 20 anos da família Constellation

Heliar projeta expansão em 2026

A rede Heliar Service encerrou 2025 com a inauguração de 20 novas unidades em oito estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

A marca integra o portfólio da Clarios, líder global em soluções de baterias de baixa tensão e detentora da Heliar no Brasil.

Segundo Kleber Badu, gerente de Projetos de Cliente da Clarios no País, a estratégia combina presença em grandes centros e cidades estratégicas para ampliar capilaridade logística e proximidade com o consumidor.

Expansão segue em 2026

O plano de crescimento continua em 2026 com duas novas unidades já em operação:

  • Salvador (BA), em parceria com a Master Franquia Trokbat
  • Ribeirão Preto (SP), em parceria com a Original Distribuidora

A movimentação reforça a presença da rede no mercado de reposição automotiva.

Foco no aftermarket

As lojas Heliar Service oferecem revisão gratuita da bateria, venda com entrega e instalação sem custo adicional, além de serviços de manutenção preventiva.

Nissan Kicks 1.6: sequência de aperto do cabeçote e torques do motor HR16DE

Procedimento de montagem exige substituição de parafusos estruturais e atenção às etapas de torque no motor 1.6 16V Flex

O Nissan Kicks e Kait equipado com motor 1.6 HR16DE, produzido a partir de 2016, exige atenção na sequência de aperto do cabeçote e nos torques de fixação dos principais componentes do conjunto. O procedimento inclui a substituição obrigatória de parafusos do cabeçote, mancais principais e mancais de biela.

Na montagem do cabeçote, os parafusos devem seguir a seguinte sequência: 40 Nm + 60°, soltar 360°, reapertar 40 Nm + 75° + 75°. A recomendação é substituir todos os parafusos do cabeçote, bem como os dos mancais principais e de biela.

Para as capas de biela, aplicar 27 Nm, soltar totalmente e reapertar com 20 Nm + 60°. Nos mancais principais do virabrequim, o torque é de 32 Nm + 60°. Os mancais do comando de válvulas devem receber 10 Nm + 60°. Já as engrenagens dos comandos são apertadas com 78 Nm.

Nissan Kait, Resende, RJ, Novembro/2025.
FOTO: Pedro Danthas/Divulgação Nissan

Outros torques previstos no procedimento incluem: volante do motor (108 Nm), polia do virabrequim (35 Nm + 60°), bomba de óleo ao bloco (25 Nm) e bujão de drenagem de óleo (34 Nm).

No cárter superior, deve ser aplicado cordão de massa vedante com diâmetro entre 4,0 mm e 5,0 mm, garantindo ressalto de 2,0 mm. A montagem deve ocorrer em até cinco minutos após a aplicação. O aperto dos parafusos segue sequência específica com torque de 25 Nm, variando o comprimento conforme a posição. Na fixação do cárter à caixa de velocidades, o torque é de 48 Nm.

Para o cárter inferior, aplicar cordão de vedante com o mesmo diâmetro, aguardar cinco minutos para montagem e apertar os parafusos a 10 Nm. Após o fechamento, aguardar 30 minutos antes de abastecer o motor com óleo.

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