Veja os sinais de problemas nas velas de ignição

Defeitos nas velas podem afetar os demais componentes do sistema de ignição

 

Manutenção preventiva carro parado

 

As velas de ignição têm a função de gerar a centelha que inflama a mistura ar-combustível, realizando a combustão. Dessa forma, para ajudar a identificar os sinais de problemas nesse componente, a revista O Mecânico mostra os principais indícios de que é hora de trocar as velas de ignição.

Um dos principais sinais de desgaste é uma dificuldade na partida, especialmente com o motor frio, pois uma a vela gasta ou com folga excessiva não consegue gerar uma centelha adequada para iniciar a combustão.

Outro indicativo comum de problemas na vela é uma marcha lenta irregular ou instável, pois as combustões podem apresentar falhas intermitentes ocasionadas pela vela. Também, é possível que haja perda de potência e aumento no consumo de combustível derivados da ineficiência das velas.

 

 

No diagnóstico, velas com eletrodo central arredondado, com desgaste irregular ou folga excessiva indicam necessidade de troca. Na análise, excesso de depósitos de carbonização podem sinalizar mistura rica ou queima incompleta, enquanto resíduos claros podem apontar superaquecimento ou mistura pobre. Já a presença de óleo na rosca ou no eletrodo indica possível falha de vedação ou desgaste nos anéis do pistão ou retentores de válvula.

Outra análise a ser feita do componente é a medição da folga entre os eletrodos, visto que ela deve estar dentro do especificado, pois folgas fora do padrão afetam diretamente a centelha. Também é importante observar trincas na cerâmica isolante, que podem causar fuga de corrente e prejudicar a ignição.

Por fim, a troca das velas de ignição deve ser feita nos períodos recomendados pela montadora, para evitar problemas nos demais componentes do sistema de ignição, como as bobinas. Além disso, é fundamental o uso de combustível de qualidade, para evitar desgaste prematuro das velas.

 

Guia de aperto dos principais componentes do motor – Mini Cooper S 1.6 N18

Aplicar valores recomendados auxilia no aumento da vida útil dos componentes

 

 

Utilizar o torque adequado durante as intervenções mecânicas no motor é fundamental para que as peças trabalhem na especificação definida pela montadora, o que aumenta a durabilidade do conjunto. Pensando nisso, a revista O Mecânico exibe os principais valores de torque para o motor N18 do Mini Cooper S.

Os valores apresentados são válidos para os veículos fabricados entre 2010 e 2014, equipados com o motor 1.6 da família N18. Esse propulsor tem quatro cilindros, turbocompressor, injeção direta e desenvolve 175 cv e 26,5 kgfm de torque, com código N18B16.

 

Parte superior do motor

 

 

Parafusos M10 (de 1 a 10): Aperto feito em três etapas, com 30 Nm + 90° + 90°.

Parafusos M8x95 (de 11 a 12): Aperto feito em três etapas, com 15 Nm + 90° + 90°.

Parafuso M8x35 (13): Aperto de 30 Nm.

Parafuso M8: Aperto de 19 Nm.

 

Parte inferior do motor

 

 

Parafusos M9x115 (de 1 a 10): Aperto feito em duas etapas, com 30 Nm + 150°.

Parafusos M6x35/55 (de 11 a 28): Aperto de 9 Nm.

Capas de biela: Aperto feito em duas etapas, com 15 Nm + 130°.

Defletor de óleo: Aperto de 10 Nm.

 

Por fim, é importante que seja feita a substituição dos parafusos do cabeçote após sua remoção, pois eles sofrem deformação plástica conforme o torque é aplicado.

Mecânico Pro

 

Veja como identificar problemas nos anéis sincronizadores do câmbio

Engates de marcha dependem desses componentes

 

 

Os anéis sincronizadores são componentes do câmbio manual responsáveis por igualar a rotação das engrenagens internas da transmissão, permitindo trocas mais suaves e maior vida útil das peças do conjunto. Dessa forma, a revista O Mecânico mostra como identificar problemas nos sincronizadores.

Um dos primeiros sinais de desgaste em sincronizadores é um ruído de “arranhão”, que ocorre quando o sistema não consegue igualar as rotações dos componentes internos. Esse problema se torna mais evidente em trocas rápidas ou em altas rotações. Além disso, em alguns casos, o motorista pode perceber um pequeno tranco ou dificuldade ao tentar engatar determinada marcha.

Para diagnosticar problemas nos sincronizadores, é possível realizar um teste com o carro parado e motor ligado, engatando todas as marchas lentamente e observando a suavidade das trocas. Outro teste recomendado é verificar se há dificuldade para reduzir ou subir marchas sob carga em rodagem.

Também, ao abrir a caixa de câmbio, os anéis sincronizadores devem ser inspecionados quanto a desgastes nos dentes internos, presença de queima ou escurecimento por atrito excessivo, trincas e perda de material. Se houver dificuldade no encaixe, é sinal de que o sincronizador não está mais conseguindo realizar sua função de acoplamento.

Outro ponto a ser observado é a folga axial e o desgaste nas engrenagens sincronizadas, visto que a perda de material nos dentes de engate ou o arredondamento das pontas compromete a capacidade do conjunto de manter a marcha engatada.

Por fim, para evitar o desgaste precoce dos anéis sincronizadores, é fundamental evitar o uso incorreto da embreagem, não fazer trocas de marcha de maneira agressiva ou utilizar o óleo de câmbio manual inadequado (ou não realizar sua troca conforme recomendado pela fabricante).

 

ZF desenvolve IA para medição de temperatura em motores elétricos

Solução elimina a necessidade de sensores adicionais

 

 

A ZF apresentou uma solução baseada em inteligência artificial que permite medir com precisão a temperatura dentro de motores elétricos, chamada de TempAI. A tecnologia dispensa sensores adicionais e utiliza apenas dados já disponíveis em um modelo de IA, aumentando a potência máxima utilizável do motor e elevando a eficiência energética do sistema.

O modelo de previsão térmica do TempAI é baseado em dados físicos, sendo construído de forma automática a partir de medições reais. De acordo com a ZF, isso permite uma melhora de mais de 15% na precisão das previsões de temperatura dentro do motor elétrico, otimizando seu uso térmico sem aumentar de maneira significativa o custo final.

Dr. Stefan Sicklinger, chefe de IA da ZF, disse: “Essa tecnologia nos permite aumentar ainda mais a eficiência e a confiabilidade de nossos motores. Ao mesmo tempo, o TempAI demonstra como o desenvolvimento baseado em dados pode ser não apenas mais rápido, mas também mais sustentável e poderoso.”

Nos testes realizados pela fabricante, como o motor elétrico pode operar mais próximo do limite térmico, há um aumento de até 6% a mais de potência máxima. Além disso, em testes no circuito de Nürburgring, na Alemanha, o consumo de energia foi reduzido entre 6% e 18%, dependendo das condições de carga.

Segundo a ZF, a tecnologia já está pronta para ser implementada em produção em série, e já será integrada na próxima geração de motores elétricos da marca.

 

Safety Center South America é inaugurado por Antonio Filosa

Centro de testes de colisão do hemisfério sul é destinado a veículos híbridos e elétricos

 

 

Em sua primeira visita oficial ao Brasil como CEO global da Stellantis, Antonio Filosa inaugurou, no Polo Automotivo de Betim (MG), uma nova estrutura do Safety Center dedicada a realizar testes de colisão em veículos híbridos e elétricos.

No Safety Center, uma equipe especializada com mais de 50 engenheiros conduz os protocolos de avaliação. Os testes de colisão para veículos híbridos e elétricos seguem procedimentos similares aos aplicados em veículos a combustão, mas com foco em aspectos críticos relacionados às baterias e sistemas elétricos.

 

 

Antes da realização dos testes de impacto, é feita uma inspeção completa das baterias, com análises visuais, testes elétricos e verificação de isolamento. Durante os ensaios, tecnologias monitoram sinais de curto-circuito, fuga térmica e risco de incêndio, garantindo controle total do processo.

Após a colisão, a área é isolada e equipes técnicas, junto à brigada de incêndio, seguem diretrizes especiais para veículos de alta voltagem. São realizadas inspeções visuais e medições com equipamentos não invasivos para verificar a integridade do compartimento da bateria, enquanto a temperatura e possíveis gases liberados são monitorados continuamente.

 

 

Qualquer sinal de instabilidade aciona automaticamente sistemas de contenção e supressão de incêndio, garantindo a segurança da equipe e a validade dos dados coletados.

Os modelos seguem, então, para uma Zona de segurança, onde são monitorados por pelo menos 24 horas, utilizando câmeras térmicas e registradores de temperatura conectados a sistemas online.

 

 

Esses dados ficam acessíveis ao Corpo de Bombeiros e à equipe do Safety Center, garantindo resposta rápida em caso de qualquer irregularidade.

Caso seja detectado risco de incêndio ou falha no isolamento elétrico, o protocolo prevê o resfriamento do veículo com água, por meio de um tanque de imersão, desenvolvido especificamente para conter emergências envolvendo baterias de alta voltagem.

 

GWM e SENAI abrem 240 vagas em curso gratuito; veja como se inscrever

Aulas terão carga horária de 32 horas e serão realizadas no SENAI Iracemápolis

 

 

A GWM Brasil, em parceria com o SENAI Iracemápolis, abriu inscrições para o curso gratuito de Operador de Lean Manufacturing, com foco na formação de montadores de veículos. A iniciativa integra a etapa final do processo de contratações da nova fábrica da montadora em Iracemápolis, no interior de São Paulo. Para se inscrever clique neste link – https://sp.senai.br/unidade/iracemapolis/gratuidade

Serão 240 vagas distribuídas em seis turmas, com início previsto para 21 de julho. As aulas terão carga horária de 32 horas e serão realizadas no SENAI Iracemápolis, nos períodos da tarde e da noite. As inscrições devem ser feitas presencialmente na secretaria da unidade, localizada na Rua Camilo Ferrari, 765, de segunda a sexta-feira das 8h às 20h e aos sábados das 8h às 12h.

“Acreditamos no potencial transformador da educação técnica e queremos oferecer uma oportunidade concreta para quem deseja se preparar para os desafios da mobilidade do futuro”, afirma Gabriel Perucci, Head de RH da GWM Brasil.

 

Como diagnosticar o variador de fase – Motor Nissan HR16DE

Componente auxilia no desempenho e consumo de combustível

 

 

O sistema de variação de fase permite que o motor tenha mais torque em baixas rotações e mais potência em altos regimes. Dessa forma, o funcionamento desse sistema pode interferir no comportamento do motor e, pensando nisso, a revista O Mecânico mostra como diagnosticar o atuador do sistema de variação de fase do motor HR16DE da Nissan.

Esse propulsor é aspirado e tem quatro cilindros com 1.6 litro, atualmente entregando 113 cv de potência máxima e 15,2 kgfm de torque. Ele equipou modelos como o Nissan Kicks, Versa, March e outros. O procedimento e valores apresentados são válidos para os veículos com esse motor e a central ME 17.9.57.

Para começar o diagnóstico, o primeiro passo é verificar a condição do componente e se existem danos no corpo. Depois, é preciso medir a resistência elétrica entre os pinos 1 e 2, que em 80 °C deve ficar próximo de 8 Ω.

 

 

 

Depois, com osciloscópio, verifique o comportamento do sinal e do formato de onda do componente, comparando o veículo em teste com o sinal padrão da imagem abaixo.

 

 

Mecânico Pro

 

Kolbenschmidt lança componentes para Chevrolet, Ford e Toyota

Novidades estão disponíveis para Chevrolet Onix, Joy e Prisma, Toyota Hilux, além Ford Ka e EcoSport

A Kolbenschmidt (KS) lança componentes para linha leve, linha utilitários e para motores de três cilindros, que atendem aos modelos Chevrolet Onix, Joy e Prisma, Toyota Hilux, além Ford Ka e EcoSport.

As camisas de cilindro KS atendem os motores SPE/4 1.0 litro 8V SOCH L4, que equipa a linha da Chevrolet. Já o conjunto motor pistão com anel atende ao motor 1GD-FTV 2.8 litros 16V DOHC L4, que equipa a Hilux.

Por fim, o conjunto motor pistão com anel disponível nas medidas STD e 0,50 foi projetado para a motorização Dragon 1.5 litro 12V DOCH L3.7.

Reparo na suspensão de carro com ADAS exige atenção à recalibração

Procedimento é necessário para garantir que os sensores e câmeras operem com precisão

A cada dia que passa ouvimos falar mais sobre o ADAs, que são sistemas de assistência à condução, como o controle de cruzeiro adaptativo. Enfim, essas tecnologias também precisam de manutenção, inclusive em componentes como direção, suspensão e freios. O procedimento é necessário para garantir que os sensores e câmeras operem com precisão. Vale lembrar que a Revista O Mecânico já fez uma matéria completa de como calibrar esses sistemas com a Bosch, que pode ser visto neste link e, também, no vídeo, que está nesta matéria.

Sistemas dependem de dados estruturais precisos
Isto posto, os recursos de assistência ao condutor utilizam sensores, câmeras e radares para executar funções como controle de estabilidade, frenagem automática e assistente de permanência em faixa. Alterações na suspensão, direção ou alinhamento impactam diretamente a leitura desses dispositivos.

sistemas de assistência ao motorista (ADAS)

“Esses equipamentos dependem da configuração estrutural do conjunto rodas, freios, suspensão e direção para operarem com precisão. Componentes que estiverem fora das especificações afetarão diretamente a leitura das informações e, consequentemente, o funcionamento do sistema”, afirma Juliano Caretta, supervisor técnico da DRiV.

Ajustes simples exigem nova calibração
Trocas de peças como amortecedores, pivôs, bandejas e coxins podem alterar o posicionamento dos sensores, comprometendo funções do ADAS, mesmo que pequenas mudanças no alinhamento da direção ou na montagem da barra de direção já interferem no sensor de ângulo, que precisa estar corretamente ajustado à trajetória em linha reta do veículo.
“No caso da barra de direção, a instalação de uma nova peça pode alterar a convergência do veículo, o que pode causar uma leitura fora das especificações e afetar a precisão do sensor de ângulo de direção quando o veículo está sendo conduzido em linha reta”, explica Caretta.

Procedimento depende do tipo de reparo
A recalibração pode ser feita com o veículo parado, diante de alvos calibradores, ou em movimento, com leitura dinâmica por scanner. A escolha do método depende do tipo de reparo realizado. Em alguns casos, as duas etapas são exigidas para garantir a precisão dos sensores. Se a oficina não contar com os equipamentos adequados, o reparador deve informar o cliente sobre a necessidade do serviço e encaminhar o veículo para um centro especializado. Sem esse processo, os sistemas de assistência não operam corretamente, o que compromete a condução.

ZF inicia produção em série de novo sensor de altura

Componente fornece informações para ajuste dinâmico de suspensão e faróis

A ZF começou a produzir em série seu novo sensor que monitora a altura do veículo, denominado Smart Chassis Sensor (Sensor de Chassi Inteligente). O componente fica Integrado diretamente acima dos pivôs de suspensão, com dois sensores na parte dianteira e dois na parte traseira.

O novo sensor tem como função principal de medir a altura da carroceria em relação ao solo, para que sistemas como amortecimento eletrônico e nivelamento automático dos faróis utilizem essa informação e modifiquem seu comportamento de acordo.

 

 

De acordo com a ZF, o Smart Chassis Sensor utiliza algoritmos para analisar variações no ângulo do pivô, que se altera conforme o curso de compressão e extensão da suspensão, medindo essas variações e determinando a altura do veículo.

Por ser integrado diretamente na suspensão, o sensor elimina a necessidade de suportes ou componentes adicionais, reduzindo peso e tempo de montagem.

O primeiro veículo a utilizar o novo Smart Chassis Sensor será o sedã elétrico Celestiq, da Cadillac.

 

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