Mecânicos de olho na capacitação

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Se a Automec não foi tão boa para os expositores, os mecânicos que visitaram a feira puderam aproveitar e crescer profissionalmente nas palestras do projeto Atualizar, promovido pela Revista O Mecânico


Carolina Vilanova
Fernanda Lalli
Oswaldo Corneti
Paula Scaquetti

 

Acima das expectativas. Essa foi o resultado do ciclo de palestras do Projeto Atualizar, realizado dentro da terceira edição da Automec Pesados & Comerciais, no espaço da Revista O Mecânico. Essa foi a conclusão dos próprios mecânicos que participaram das apresentações. Desde o primeiro dia de feira, eram muitos os interessados em se atualizar e crescer profissionalmente e mesmo os que vieram de longe aprovaram a programação.

 

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O mecânico com 14 anos de experiência, Adeguimar Fernandes Lima, da Climatech Auto Center, veio de Campo Grande/MS acompanhar a Automec e participou das três palestras promovidas. “Todas foram boas, sem exceção”, elogia. Ele ressaltou a importância de se manter atualizado em um mercado competitivo e que vem mudando muito com relação às tecnologias, mas lamenta a dificuldade de encontrar informação técnica no estado onde mora. “Sofro muito, porque lá não tem palestras. Por isso, não posso perder as edições da Automec”. É a segunda vez que Adeguimar participa do Atualizar e pretende não perder nenhuma edição do projeto daqui para frente.

 

Já os irmãos Rondinelli Luiz Felipe e Robert Ferreira Felipe, que atuam juntos no ramo de reparação de veículos pesados em São Paulo, são participantes cativos do projeto. Os mecânicos assistiram à palestra da Gates sobre características e instalação de correias. “A palestra foi muito boa, pudemos tirar várias dúvidas. Os mecânicos que não estão aqui estão perdendo”, avisa Rondinelli, que credita boa parte de seu sucesso ao estímulo à atualização do setor que a Revista O Mecânico promove. “Quando o mecânico se atualiza, vai saber fazer a aplicação certa, vai saber reduzir custo, tudo isso você tem que pensar para o cliente. Por estas e outras palestras que eu tive no Atualizar, eu me sinto mais preparado para atender. O trabalho fica, vamos dizer, mais técnico, isso graças ao Atualizar”, conta.

 

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Direto de Concórdia/SC, o instrutor de mecânica, Eloir Pramio, que trabalha na Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet), veio à São Paulo só para a Automec. “Com a palestra dá pra tirar várias dúvidas do dia a dia”, afirma. Sobre a necessidade do mecânico se atualizar, ele diz: “É preciso se atualizar muito, o mercado está evoluindo muito e está até difícil de acompanhar. Não podemos nos deixar levar pela cultura de deixar tudo pra última hora. Tem que dividir o tempo em 50% trabalho e 50% treinamento, não tem outra forma. Nós, mecânicos, estamos atrasados”.

 

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O projeto contou mais uma vez com o apoio de três empresas renomadas do segmento: Elring Klinger, Gates e Tecfil, que levaram seus técnicos para fornecer dicas e informações valiosas, voltadas exclusivamente para mecânicos e outros profissionais da reparação.

 

A estrutura do projeto é montada no espaço da Revista O Mecânico dentro do Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, e acomoda dois auditórios, com capacidade para 25 participantes cada um. Foram ministradas palestras gratuitas, simultaneamente, durante todo o dia, com duração média de 30 minutos cada. Todos os participantes ganharam certificados e um ano de assinatura grátis da Revista O Mecânico, além de concorrerem a prêmios e brindes.

 

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Elring Das Original

 

Evolução das juntas automotivas

 

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O palestrante Matheus Michelon, assistente técnico da Elring Klinger, iniciou a apresentação dando um panorama sobre produtos fabricados pela marca e sobre o institucional da empresa. Na sequência, entrou no assunto mais técnico sobre o desenvolvimento das juntas de cabeçote, reforçando a evolução dos motores e das juntas, que mudaram radicalmente nos últimos anos para acompanhar esta evolução.

 

De acordo com Matheus, a tecnologia das juntas atuais foi modernizada para atender o mercado de forma adequada. “Os motores estão ficando cada vez mais leves, econômicos e menos poluentes. Com isso, as tensões internas aumentam, necessitando de materiais de qualidade que suportem as novas tensões de pressão e temperatura para melhor vedação”, explica.

 

Foram abordados os diferentes minérios que compõem as juntas lançadas pela Elring. “Para os propulsores mais antigos utilizamos a conhecida junta soft. Em veículos bicombustíveis aplicamos juntas de material metálico com multicamadas. Já os motores diesel da linha eletrônica contam com componentes feitos de metal borracha. São juntas metálicas com vedação de borracha nas passagens de água e óleo”, detalha. A espessura das juntas de veículos da linha pesada foi outro tópico discutido.

 

Outro assunto em questão foi o novo sistema de injeção de uréia (Arla 32), sobre o seu funcionamento, o motivo de sua adoção e sua importância na redução de emissão de poluentes para veículos da linha pesada.

 

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O técnico reforçou durante a palestra a importância da troca do parafuso de cabeçote ao abrir o conjunto. “A junta não trabalha sozinha, precisa da força aplicada pelo parafuso de cabeçote. Por isso é preciso o aperto exato no parafuso para se atingir a vedação certa do motor”, observa.

 

Garantir segurança e confiança para o mecânico que compra os produtos da marca foi o foco da palestra. “Queremos mostrar que as juntas Elring possuem a mesma qualidade que as juntas fornecidas pelas montadoras e implantadas nos veículos comercializados no mercado”, finaliza.
www.elringklinger.com.br

 

 
Tecfil

 

Filtros Automotivos

 

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Nas apresentações da TecFil, o palestrante João Bezerra de Lucena Filho, técnico da empresa, teve a preocupação de levar informações de forma clara para que o mecânico possa realizar boas aplicações quando o assunto é filtro automotivo.

 

Os produtos em foco foram os filtros ecológicos, uma tecnologia em ascensão, do tipo refil, especialmente para veículos pesados, que atendem às novas normas da ISO 14001, tanto para óleo lubrificante quanto para combustível.

 

“A grande vantagem dos filtros refil é o atendimento dos novos padrões ecológicos, pois são confeccionados com matéria prima plástica, sendo desnecessário trocar todo conjunto que é em aço. Neste caso, somente o refil, ou seja, menos descarte na natureza”, afirma o técnico. Vale lembrar que o caminhão já vem com esse sistema de carcaça em aço embutida no bloco do motor e não pode ser aplicado em veículos que não tenham o filtro ecológico originalmente. Não é recomendado fazer adaptações.

 

Foi falado também sobre os filtros convencionais, salientando a forma correta de utilização, o que é certo e o que não é certo fazer, quais são os mitos e as verdades. “As dúvidas maiores são com relação à aplicação, apesar de ser aparentemente simples, o técnico necessita seguir alguns procedimentos”, comenta.

 

A dica na hora de aplicar é ter certeza de qual é o modelo do caminhão, ano e motor. “Sempre consultar o catálogo de aplicação, pois as maiores reclamações de devolução de filtros são aplicações erradas. Assim, o mecânico pode oferecer um serviço de qualidade para o cliente”, complementa. – www.tecfil.com.br

 

Gates do Brasil

Correias Automotivas

 

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As palestras enfocam a grandeza da marca no mundo inteiro, com destaque para os diferenciais de seus produtos para a linha pesada. O conteúdo abordou alguns detalhes como a construção de correias e tensionadores, os principais problemas na instalação e os cuidados que os mecânicos devem tomar na aplicação, com ênfase para as correias Micro V (correias de acessórios).

 

“Fornecemos com exclusividade uma ferramenta de medição de desgaste das correias Micro V para os participantes das palestras, que serve para inspecionar e diagnosticar o produto com eficiência”, contou o palestrante e técnico, Gilmar Mattos.

 

Ele afirmou que a maior dúvida dos mecânicos está ligada a aplicação das correias, nesse caso, a Micro V, por isso alertou os participantes que a melhor forma de evitar quebras é inspecionar e diagnosticar as falhas corretamente, fazendo a troca pelo produto certo e no prazo determinado.

 

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A marca abordou ainda os diferenciais que a linha de tensionadores apresenta: dentro de sua construção, os itens braço de pivô, rolamentos duplos, sistema de amortecimento e guarda-pó são exclusivos e fazem com que os produtos da linha tenham durabilidade igual ou maior que os originais.

 

A Gates faz a seguinte orientação: “todas as vezes em que o técnico trocar a correia, é obrigatória a inspeção do tensionador e polias, pois o prazo de troca da correia é em media 50 mil km e o tensionador com 80 mil km, então a correia nova pode desalinhar quando utilizada num tensionador desgastado, e sua vida útil é reduzida, causando um prejuízo maior no veículo.

 

Os novos catálogos de produtos foram entregues aos participantes das palestras, com novo visual e conteúdo 100% renovado, além disso, o palestrante enfocou o catálogo eletrônico, disponível na internet.
www.gatesbrasil.com.br

Automec Pesados: afinal, foi boa ou não?

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As opiniões estavam divididas, alguns expositores aprovaram a feira, a maioria nem tanto. Mas de uma coisa podemos ter certeza: não faltaram novidades para o público, que estava seleto e bastante interessado em conhecer as tecnologias que vêm por aí

 

Carolina Vilanova

Fernando Lalli

Oswaldo Corneti

Paula Scaquetti

 

Não tem como evitar, em todo evento de grande porte, sempre que encontramos um conhecido no corredor a pergunta é sempre a mesma: a feira está sendo boa para você? Bom, se considerarmos a terceira edição da Automec Pesados & Comerciais, as respostas se divergiram. Haviam expositores empolgados com novos relacionamentos e muitos outros emburrados por terem gastado dinheiro desnecessário para montar a estrutura da feira.

 

Mas de uma coisa tivemos a certeza: os corredores do Anhembi estavam lotados de novidades em produtos e tecnologias. E isso enche os olhos do público, é exatamente o que ele quer. Assim foi a Automec Pesados 2012 (Feira Internacional de Peças, Equipamentos e Serviços para Veículos Pesados & Comerciais), realizada entre os dias 10 e 14 de abril, no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo/SP.

 

Também não podemos negar que, tirando o primeiro dia, o pavilhão ficou mais lotado do que vazio. Haviam 542 empresas expositoras e cerca de 30 mil pessoas circularam pelos corredores, entre empresários, compradores da indústria automobilística, distribuidores de autopeças e acessórios, frotistas, mecânicos e outros profissionais do setor. Gente que buscava informação e negócios.

 

Um ponto bastante negativo do evento, mais uma vez, foi a quantidade exorbitante de expositores chineses: mais de 230 estandes, ou seja, quase metade da feira. Eles tinham espaços humildes, não ostentavam a grandeza das grandes marcas nacionais situadas no corredor principal, mas vieram na contra-mão do que o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, discursou na abertura oficial, mostrando incentivo à indústria nacional.

 

“O governo está tomando medidas por meio do pacote Inovar-Auto para garantir a expansão da economia brasileira, para que a indústria nacional seja mais forte com produtos de qualidade para enfrentar o mercado competitivo”, disse ele, reafirmando o comprometimento do governo com a evolução do setor de veículos pesados e o incentivo aos empresários nacionais. Será que o levaram para percorrer o pavilhão dos chineses durante a sua visita oficial à feira? Hummmm….

 

Em geral, a indústria nacional de autopeças apesar de animada está cautelosa, tirando os investimentos em desenvolvimento em novas tecnologias e capacidade produtiva, todo budget está sendo vigiado de perto pelo financeiro. Mas os números são bons, de acordo com o Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), fabricantes de autopeças, distribuidores, varejo e reparação de veículos movimentaram o equivalente a R$ 73,8 bilhões em 2011.

 

O setor de reparação cresceu 55% nos últimos sete anos, por isso a cadeia de autopeças para pesados está otimista com o cenário deste ano. Esse resultado, somado às boas perspectivas para 2012, deve estimular investimentos na ordem de 2,5 bilhões de dólares no setor, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores – (SINDIPEÇAS). Agora é arregaçar as mangas e esperar com a oficina de portas abertas pelas reparações que vêm por aí, sempre atualizados e oferecendo um atendimento de primeira para o seu cliente.

 

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Aconteceu nos corredores:

 

Muitas, mas muitas novidades estavam esperando pelos mecânicos em cada um dos estandes montados na Automec Pesados & Comerciais. Em destaque, estavam os avanços tecnológicos na fabricação de peças, acessórios, equipamentos e serviços para veículos pesados e comerciais. Produtos que já estão na reposição, outros que estão por vir, até os que nunca estarão, chamando apenas a atenção do público para uma determinada tecnologia já existente nos dias de hoje. Em geral, o público gostou.

 

O mecânico Agnaldo Silva, da oficina Ideal Bombas, veio de Perdões/MG, para acompanhar a feira. “É a quinta feira do setor que eu venho. Antes, participei da Fenatran, em outubro do ano passado. Estamos vendo muita coisa boa. Estamos fazendo contato com fornecedores novos, conhecendo produtos novos, então está sendo muito bom”, disse. Sobre a invasão dos chineses ele afirma que ainda não trabalha com esse tipo de produto porque não conhece. “Não conheço ainda quem use, mas se for bom, que seja bem vindo”, complementa.

 

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Direto de Monsenhor Paulo, também em Minas, Fábio Xavier Feliciano, da Oficina Nossa Senhora Aparecida, gostou da feira. “É a primeira vez que venho na Automec e estou adorando”. Ele se espantou com o espaço que os chineses ocuparam no Pavilhão do Anhembi: “Se continuar assim, eles vão tomar conta de tudo!”, desabafou.

 

“A feira é muito importante tanto para o mecânico quanto para o pessoal que é o responsável pela compra de material, como caminhões e instrumentos. A feira deveria ser mais divulgada no Brasil todo”, acredita o chefe de manutenção do Batalhão de Engenharia do Exército de Cachoeira do Sul/RS, Luiz Paczek, que cuida da reparação de de viaturas e caminhões, com 25 anos de experiência.

 

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A Automec Pesados tem organização da Reed Exhibitions Alcântara Machado e apoio das principais entidades do setor: SINDIPEÇAS (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), SINDIREPA/SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Associados do Estado de São Paulo), ANDAP (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), SICAP (Sindicato do Comércio Atacadista de Peças e Acessórios para Veículos de São Paulo) e SINCOPEÇAS (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) e SAE BRASIL.

Investindo em treinamento de independentes

Durante a Automec Pesados, o diretor geral da BorgWarner no Brasil, Arnaldo Iezzi Jr., e o diretor de Aftermarket, David Patrício, falaram sobre as novidades da marca em turbos para veículos comerciais e leves, de novos produtos, da expansão dos remanufaturados e da nova fase da empresa que está investindo num novo complexo fabril

 

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Revista O Mecânico: A BorgWarner é reconhecida no Brasil por produzir turbos e embreagens viscosas para veículos comerciais, mas está investindo em turbos para veículos de passeio e novas linhas de componentes…
Arnaldo Iezzi Jr.: Exatamente, estamos nas montadoras com turbos e embreagens viscosas, mas temos planos de crescimento para os próximos anos, e isso inclui a comercialização de turbos para motores menores, seguindo a tendência de downsizing, e novas linhas, como o módulo de resfriamento de gases do EGR, correntes para acionamento da distribuição e o comando de válvulas variável. Todos esses componentes são voltados para redução de emissão de poluentes, que é uma realidade no Brasil e no mundo.

 

O Mecânico: Fale um pouco sobre as novas tecnologias em turbos para veículos leves.
Arnaldo: É uma tendência mundial entre as montadoras o chamado “downsizing”, ou seja, motores de menor cilindrada equipados com turbo, possibilitando gerar a mesma potência de um motor maior com menor consumo de combustível e redução de emissão de poluentes. São motores de 1.0 a 1.2 litros, turboalimentados, com acionamento por corrente e comando de válvulas variável, o que melhora a eficiência do conjunto. As pessoas entendem que turbo é sinônimo de esportividade, mas na verdade é redução de tamanho, sem perder potência, com a redução de emissão de poluentes. Além disso, conseguimos ter de 10 a 15% de economia de consumo de combustível, em média, dependendo da aplicação. Outra tendência é a corrente no lugar da correia dentada, que muitos motores já estão usando. No Brasil, os modelos Peugeot 3008 e 408 já utilizam os turbos da marca.

 

O Mecânico: Em relação aos turbos para veículos pesados, o que tem de mais atual?
Arnaldo: As novidades nesse setor são os turbos de duplo estágio, ou biturbos, como são chamados, desenvolvidos para atender a nova lei de emissão de poluentes vigente no Brasil, o PROCONVE 7, equivalente à Euro 5. Hoje, esses turbos estão entrando no mercado com os novos caminhões e temos que estar preparados para atendê-los na reposição, quando começar a manutenção.

 

O Mecânico: Para atender a essas novas tecnologias e aumentar a capacidade produtiva está sendo construída uma outra fábrica?
Arnaldo: Estamos instalando um novo parque industrial em Itatiba, interior de São Paulo, há cerca de meia hora de Campinas. Todas as instalações serão transferidas para lá até meados de 2013. Fizemos um investimento de 35 milhões de reais na primeira etapa, que inclui aumento da capacidade produtiva de 350 mil turbos e 350 mil embreagens viscosas para 500 mil unidades de cada uma dessas peças. Num segundo momento, a fábrica começará a produzir novos produtos voltados para a linha leve, como turbos para motores pequenos, correntes de acionamento e comando de válvulas variável. A fábrica está sendo instalada num local onde é possível expandir e este é o nosso plano. A planta ainda contará com um moderno Centro de Engenharia.

 

O Mecânico: Qual a importância do mercado de reposição para a BorgWarner?
Arnaldo: Certamente é muito importante. A reposição tem bastante representatividade no faturamento da BorgWarner no Brasil, com a comercialização de turbos e embreagens viscosas para arrefecimento de motores de veículos pesados. Quando começarmos com a nova linha, teremos os produtos na reposição também.

 

O Mecânico: A BorgWarner trabalha com os turbos remanufaturados, o que significa esse modelo de negócio para a empresa?
David Patrício: As peças remanufaturadas têm um conceito ecológico muito forte e isso é importante para nós. É um negócio que já alcança 20% do nosso share de reposição e está cada vez mais forte. Os clientes estão se conscientizando de que o custo-benefício do reman é ótimo. O custo de um turbo remanufaturado está entre 60 e 70% do preço de um novo e a garantia é a mesma. É ambientalmente sustentável.

 

O Mecânico: Em sua opinião, os mecânicos estão familiarizados com os remanufaturados?
David: Muitos ainda não têm informações necessárias para distinguir remanufaturado e recondicionado. Uma peça remanufaturada é aquela que, após ser usada, volta à fábrica para ser reconstruída depois de criteriosa avaliação dos itens que podem ser aproveitados. Para isto são aplicados os mesmos parâmetros de qualidade do produto novo, resultando numa peça mais barata e com a mesma garantia de um produto novo. Os cascos enviados para a fábrica são limpos e suas peças avaliadas. Mancais, anéis e eixo são sucateados sem análise e substituídos por peças novas. Eixos novos são soldados no rotor da turbina e usinados com a medida standard. Os rotores também são substituídos se estiverem danificados. Ainda será sucateada a carcaça central da turbina e do compressor, caso apresentem sinais de superaquecimento, trincas, desgastes ou excesso de depósito de carbono e outras partículas.

 

O Mecânico: Mas muitos mecânicos ainda partem para os recondicionados, qual o perigo de usar essas peças no caminhão?
David: Corre o risco de quebrar e ele vai ter que arcar com os prejuízos. Um turbo recondicionado não mantém a mesma performance de um novo, faz aumentar o consumo de combustível e emissão de fumaça, além de ter vida útil reduzida. Pode ainda danificar outros componentes, como embreagem, pois se o motor não tem potência, o motorista é obrigado a trocar mais marchas. O principal, que o mecânico não pode deixar de lembrar, é que um turbo reman é feito por fábrica, que tem ISO 14000, e dá destino correto às peças descartadas, por exemplo, não as jogam num lixão. Com o reman, o consumidor tem a certeza de adquirir um produto que não polui o meio ambiente. Diferente do recondicionado.

 

O Mecânico: Como é a relação entre a marca e os mecânicos?
David: Estamos investindo no mercado de mecânicos independentes, principalmente, por conta da mudança de normas para a EURO 5. É necessário preparar melhor os mecânicos, por que a tecnologia mudou. A partir de agora, os mecânicos vão começar a falar de catalisador para caminhões e ônibus, que antes era só para carro. É um período de transição, produtos de tecnologia mais alta no mercado. Estamos intensificando treinamento no Brasil e na América latina, individualmente, e por meio da ANRAP. Também começamos um projeto para frotas de ônibus, para divulgar os produtos remanufarurados. Quem quiser participar dos treinamentos, pode ligar para o 0800 7225701 e perguntar quando será realizado em sua região.

 

O Mecânico: A BorgWarner é bastante atuante nas feiras do setor…
David: Acreditamos ser importante participar de feiras, pois é uma oportunidade de mostrar os nossos produtos, expandir a nossa atuação e reforçar a nossa marca. São momentos em que encontramos com os clientes, colegas e amigos. Na Automec Pesados, por exemplo, recebemos clientes do mundo inteiro.

 

O Mecânico: Outra iniciativa da BorgWarner é a participação em competições com os turbos da marca, o que isso traz de benefício para os clientes?
Arnaldo: As competições permitem testar novas tecnologias, podemos verificar como o turbo se comporta em situações extremas, como na Formula Truck. Então, a partir daí, podemos desenvolver os produtos para veículos de série com a maior confiança. Temos também participação atuante na Formula Indy, onde fornecemos um turbo de altíssima tecnologia, com mancais de rolamento de esfera em material cerâmico, rotores de titânio e carcaça de aço inoxidável. Tradicionalmente, participamos também das provas de rally, que são um excelente campo de pesquisa.

 

O Mecânico: Qual a durabilidade de um turbo?
David: Depende do uso e da manutenção do motor. As trocas de filtros e óleo feitas no prazo correto ajudam a manter o turbo em ordem. Então, podemos dizer que um turbo dura entre 100 e 300 mil km. A troca preventiva deve ser feita com o bom senso do cliente, prestando atenção no comportamento da maioria de uma frota, por exemplo. Filtro de má qualidade danifica o turbo, pois deixa entrar sujeira, etc. É uma série de fatores que fazem a durabilidade do turbo mais extensa.

Melhores itens de motor, na opinião dos mecânicos

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Na terceira matéria da série, mostramos as marcas de componentes de motor mais usadas e preferidas dos mecânicos, de acordo com a pesquisa elaborada pelo Instituto OPINION & EVOLUTION

Carolina Vilanova

 

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O motor é o coração do veículo e para mantê-lo saudável é preciso de uma boa manutenção, assim como acontece com o ser humano. Todos os componentes trabalham em conjunto, ou seja, se o problema em uma das peças não for resolvido no prazo determinado, pode colocar em risco todo seu funcionamento, influir em consumo de combustível, no desempenho e na emissão de poluentes, uma questão muito importante nos dias de hoje.

 

Por isso, utilizar peças de boa qualidade é tão importante na hora da revisão ou de um reparo. Componentes com a durabilidade comprometida podem causar uma baita dor de cabeça para você e para o seu cliente. E levando em consideração a quantidade de marcas existentes no mercado de reposição, ficar atento é imprescindível. Mecânico esperto sabe muito bem do que estamos falando e tem hábito de utilizar peças de boa qualidade, que ele sabe muito bem quais são.

 

Algumas dicas são procurar sempre por peças originais e de fabricantes renomados, que oferecem assistência técnica, garantia e suporte em geral. É importante ficar atento para a obrigatoriedade da certificação do Inmetro, que já é realidade para alguns componentes.

 

A comprovação desse fato é o resultado da pesquisa realizada pela OPINION & EVOLUTION Pesquisas de Mídia e Mercado, contratada pela Revista O Mecânico, na qual os mecânicos elegeram as marcas preferidas e as mais utilizadas na oficina entre os principais componentes de motor: bombas d’água e de óleo, correias sincronizadora e de acessórios, tensor de polias, juntas de motor e óleo lubrificante.

 

As entrevistas presenciais foram realizadas durante a Expomecânico 2011, entre os dias 17 e 18 de setembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo/SP. Com relação à metodologia, o instituto adotou a quantitativa, ou seja, feita por meio de entrevistas individuais, dentro de uma amostra de 280 mecânicos. Foram utilizadas respostas únicas, ou seja, questões que exigem uma única resposta; e respostas múltiplas para questões que admitem mais de uma resposta.

 

Assim, a pesquisa revelou os hábitos dos profissionais, os índices de “Top of Mind”, conhecimento espontâneo e marcas mais usadas pelas oficinas entre mais de 30 categorias de produtos da reposição automotiva. Nesta matéria, a terceira da série, vamos saber quais foram as marcas eleitas quando o assunto é componentes de motor.

 

Como objetivo, a pesquisa conseguiu obter informações atualizadas dos profissionais da reparação, com ênfase nos mecânicos, que são os aplicadores dos produtos. De acordo com José Iolando Mallegni Filho, diretor de projetos de mídia do instituto, pesquisas presenciais permitem uma identificação em que o entrevistado se apresenta como ele é, ou seja, suas declarações são mais objetivas e ele se sente mais a vontade para dar a sua verdadeira opinião, oferecendo elogios e críticas construtivas.

 

“No senso comum, quando questionamos se uma pesquisa é confiável, estamos querendo saber se ela não é viesada, comprometida com outros interesses ou mesmo desonesta. O que garante o alto padrão de confiabilidade é a ética adotada pelo Instituto que planeja e executa a pesquisa. Os Institutos profissionais aplicam uma série de controles de qualidade, que evitam, por exemplos, os erros não intencionais e até mesmo fraudes”, complementa.

 

Vamos conhecer os componentes de motor eleitos pelos mecânicos:

Bomba d’água

 

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O componente serve para circular o líquido de arrefecimento por dentro das galerias internas do motor e do radiador, permitindo a troca de calor entre o conjunto e o meio ambiente. Seu acionamento é feito por meio da correia de acessórios, correia dentada ou engrenagens, e sempre que é realizado algum tipo de reparo na bomba, todo o sistema deve ser inspecionado.

 

Em geral, o mecânico não encontra grandes dificuldades para adquirir uma bomba d’água, mais um motivo para ficar bastante atento. Apenas modelos muito antigos ou alguns importados justificam uma busca mais apurada. Vale lembrar que a peça, dependendo do modelo, vem com a junta apropriada, que faz parte do kit de reparo.

 

A aplicação exige cuidado, pois em alguns veículos a bomba está instalada em locais de difícil acesso, onde falta espaço para trabalhar. Não se esqueça de utilizar as ferramentas especiais para a troca, evitando a quebra do componente na aplicação.

 

Para entregar um serviço bem feito, se informe previamente quanto ao posicionamento do componente, sincronismo da correia dentada, torques de aperto dos parafusos, seleção e aplicação de aditivo e sangria do sistema de arrefecimento.

 

Fique longe das peças de qualidade duvidosa, pois comprometem a durabilidade e a eficiência do componente, podendo causar vazamento ou superaquecimento. Faça os procedimentos recomendados pelo fabricante, pois a má aplicação provoca vazamentos, superaquecimento do motor, corrosão por falta de aditivo ou aditivo de má qualidade, atropelo de válvulas por erro de sincronismo, baixa durabilidade de componente, etc.

 

Bomba de óleo

 

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Sua função é circular e pressurizar o lubrificante por dentro das galerias internas do motor, garantindo sua lubrificação. Na hora do reparo, é fundamental utilizar peças de boa procedência: originais ou de fabricantes renomados. Peças mais difíceis de adquirir são as de modelos muito antigos ou de alguns importados. Não é recomendado o uso de bombas recondicionadas.

 

Peças de má qualidade provocam baixa durabilidade e ineficiência do componente, o que pode provocar danos sérios como o travamento do motor. Uma aplicação incorreta por parte do técnico pode provocar vazamento e travamento do motor (caso mais grave). Se for utilizado filtro de óleo excessivamente restrito, pode haver desgaste precoce.

 

O acesso em alguns veículos pode ser um pouco complicado por conta da falta de espaço, por isso, se faz necessário o uso de ferramentas especiais. É preciso que o técnico faça a verificação prévia do estado do componente (medir a pressão antes de começar a desmontar). Antes de começar a fazer o serviço, faça sua lição de casa: busque informações sobre posicionamento do componente, torques de aperto dos parafusos, utilização ou não de adesivos nas juntas, sincronismo de correia dentada, etc.

 

Uma dica importante é retirar a bomba da embalagem somente no momento da instalação, evitando assim que entre impurezas ou qualquer outro tipo de material no seu interior. Faça também uma boa limpeza em todo o sistema de lubrificação, começando pelo cárter, passando pelo pescador, respiro e na face do bloco e cavidade onde a bomba é instalada.

 

Óleo lubrificante

 

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É responsável por reduzir o atrito entre peças que fazem contato entre si dentro do motor, proporcionando redução de desgaste, resfriamento, limpeza e proteção de todo o conjunto.

 

O óleo deve ser utilizado na especificação correta do fabricante e ser trocado no prazo determinado pelo manual do proprietário. Isso vai garantir um bom funcionamento de todas as peças internas do motor. São raros os casos de dificuldade para encontrar um tipo determinado de lubrificante, apenas em veículos importados com características muito específicas.

 

A aplicação, em geral, não é difícil, porém, deve ser feita por profissionais qualificados. O acesso em alguns modelos pode ser mais complicado por falta de espaço e de posição. São importantes algumas recomendações: como fazer o armazenamento correto do produto e a seleção do lubrificante correto ao compartimento (especificações). Efetue uma limpeza prévia do local de enchimento e tenha em mãos as informações técnicas necessárias, ou seja, se precisa de substituição de vedadores e torques de aperto dos bujões, etc.

 

A utilização de um óleo lubrificante de má qualidade ou contaminado pode provocar sérios danos às partes internas do motor. Uma aplicação incorreta pode trazer dor de cabeça ao proprietário, com vazamentos e contaminação do lubrificante. O produto incorreto pode levar ao desgaste prematuro, ou mesmo, à destruição do motor.

 

Outro detalhe importante tem a ver com o descarte do óleo usado, que deve ser feito de maneira ecologicamente correta.

 

Correia sincronizadora

 

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Correia sincronizadora ou dentada, como é conhecida, tem a função de sincronizar o movimento das válvulas com a posição dos pistões. Por vezes, movimenta a bomba d’água e a bomba de óleo.

 

Pode ser difícil encontrar correias para alguns modelos muito específicos de carros importados, por isso, tenha sempre mais de um fornecedor e esteja atento aos distribuidores. O acesso na hora de instalar uma correia pode ser um pouco difícil, pois está posicionada do lado do motor, onde falta espaço para se trabalhar.

 

O uso de ferramentas especiais, como a trava de comando e do virabrequim e o relógio comparador, quando recomendado pelo fabricante, é essencial. É importante armazenar o produto em local e de forma adequadas e somente manuseá-lo na hora da instalação. Faça uma verificação prévia do estado dos componentes e tenha informações como posicionamento do componente, torques de aperto dos parafusos, e sincronismo das polias, sempre em mãos.

 

Adquira apenas marcas de renome, pois uma peça de qualidade inferior vai comprometer a durabilidade e pode acarretar em quebra e atropelamento das válvulas. Fazer a aplicação de forma incorreta pode provocar as mesmas avarias, por isso, faça o serviço de acordo com os procedimentos indicados pelo fabricante, no prazo determinado.
Correia

 

Correia de acessórios

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A função da correia de acessórios é movimentar dispositivos ligados ao motor, como o alternador e a bomba d’água, compressor do ar condicionado, direção hidráulica e compressor de ar (caminhões e ônibus). Algumas correias são projetadas para movimentar todos esses itens, mas alguns veículos equipados com itens de conforto podem ter correias de acessórios adicionais.
Em geral, é fácil encontrar a peça para modelos nacionais e até mesmo os importados, mas fique atento e adquira somente marcas de boa qualidade. A instalação pode ser mais complicada em alguns modelos por causa da falta de espaço, por isso, a necessidade de usar ferramentas especiais.

 

Faça o armazenamento correto do componente e a verificação prévia do seu estado. Além disso, abra a embalagem somente na hora de usar. Procure antecipadamente por informações técnicas, como posicionamento do componente e torques de aperto dos parafusos.

 

Peças de má qualidade frequentemente têm baixa durabilidade e podem causar quebra. A aplicação incorreta pode causar a parada do veículo e influenciar a quebra de outros componentes, como travamento dos rolamentos tensionador e de apoio, destruição precoce de rolamentos de bomba d’água e empenamento de rotores de alternadores. Não existem correias recondicionadas.

 

Tensor e Polias

 

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Os tensionadores de correia têm como responsabilidade aplicar carga/pressão constantes nas correias, evitando que se soltem do sistema de polias. Também compensam eventuais folgas ou tensões excessivas que possam prejudicar o sincronismo do motor e o funcionamento dos acessórios do veículo.

 

As peças de qualidade comprovada utilizam ligas metálicas de alto desempenho e matérias primas específicas para atender as condições de uso de cada aplicação. Em geral, não há dificuldades para encontrar peças para reposição, exceto em alguns modelos importados.

 

Marcas renomadas e originais devem ser a primeira opção do mecânico, Afinal, são produtos testados em relação à durabilidade, eficiência, corrosão, ressonância e fadiga. Na troca da peça, deve-se seguir os procedimentos do fabricante, com o uso das ferramentas adequadas. O acesso ao local de trabalho pode ser difícil em alguns veículos. Tenha em mãos informações técnicas sobre posicionamento do componente, torques de aperto dos parafusos e sincronismo das polias.

 

Fique de olho em produtos de qualidade duvidosa, que proporcionam baixa durabilidade e até mesmo a quebra da correia. Além disso, uma peça de qualidade inferior pode causar ruídos excessivos e desgaste prematuro da correia, podendo provocar sérios danos ao motor. Cuidados com os tensionadores importados de qualidade desconhecida que estão no nosso mercado.

 

Juntas de motor

 

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Outro componente essencial para o bom funcionamento do motor, a junta tem a responsabilidade de proporcionar vedação entre superfícies unidas, suportando as pressões e temperaturas do conjunto, assegurando a estanqueidade entre componentes na condução de gases e fluídos. Existem diferentes tipos: metálicas, borracha, papel, compostas e cortiça. Os fabricantes do item estão sempre investindo em novas tecnologias para melhorar cada vez mais a sua eficiência.

 

Por ter de suportar altas temperaturas, pressões e contato com agentes agressivos, é muito importante que a junta seja de boa qualidade, original ou de fornecedores renomados no mercado de reposição. Vale lembrar que mesmo em boas condições, as juntas de cabeçote devem ser substituídas em todas as intervenções, pois podem ter perdido sua função de vedação. A aquisição pode ser mais difícil para alguns veículos antigos ou importados.

 

Na hora da instalação, o técnico deve ficar atento aos procedimentos de desmontagem, sobretudo do cabeçote do motor. Para montar, faça a preparação prévia das superfícies e saiba exatamente o posicionamento correto do componente e torques de aperto dos parafusos. Uma instalação mal feita pode causar vazamentos e a parada do veículo, além de quebrar parafusos, provocar empenamento de tampas e vazamentos.

 

Peças de má qualidade vão ter baixa durabilidade, correndo o risco de causar vazamentos. Além disso, podem acarretar em obstrução dos dutos de lubrificação, combustível e arrefecimento; vazamento de compressão dos cilindros e pressão inadequada de fluídos.

Retenção de partículas

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Veja nesta reportagem exclusiva os conceitos, as dicas de revisão e a substituição do filtro de óleo do Renault Sandero Vibe EXP 1.6 l, ano de fabricação 2009

Victor Marcondes

 

A correta manutenção dos diversos filtros que equipam um veículo sempre será uma maneira muito eficaz de prevenir problemas no motor. A troca no tempo certo e a utilização de produtos de qualidade contribuem para o aumento da vida útil de todo o conjunto, melhora o desempenho e reduz o consumo de combustível e a emissão de poluentes na atmosfera.

 

Os itens que têm a finalidade de separar as partículas protegem o sistema desde que aplicados da maneira e no período corretos. No caso do filtro do óleo, a sua função é reter os contaminantes sólidos que se encontram em suspensão no lubrificante. Em geral, essas impurezas surgem em razão do ar aspirado, que acaba levando algumas partículas para dentro dos cilindros. Sem contar o desgaste natural pelo funcionamento das peças internas como bronzinas, camisas, anéis e pistões, que acabam deixando resíduos que podem causar danos ao conjunto.

 

Nesta reportagem fizemos a troca do componente no Renault Sandero, com motor 1.6, ano de fabricação 2009. Os períodos de troca do lubrificante e do filtro são definidos pelo fabricante do veículo e constam no manual do proprietário. De acordo com João Bezerra de Lucena Filho, auxiliar técnico comercial da Tecfil, se o veículo exigir um óleo para 5 mil km, o filtro deve atender a necessidade nesse tempo. “Ou seja, a substituição do filtro está atrelada diretamente ao prazo de troca do óleo lubrificante”, afirma.

 

“Dentro do filtro do Sandero existe uma tecnologia chamada de válvula antirretorno, responsável por manter o filtro cheio. Se substituir o óleo e mantiver o mesmo filtro, uma pequena quantidade restante que fica dentro dele pode contaminar o novo lubrificante que está limpo”, orienta.

 

Segundo João, quando se usa um óleo de especificação errada, o motor pode ser prejudicado, assim como o filtro. “O componente é desenvolvido para atender aquele modelo de motor específico, então um óleo diferente do ideal acaba danificando todo o sistema de lubrificação do veículo”, avisa.

 

Na falta do filtro, o técnico diz que, entre os contaminantes que deterioram o motor, está a limalha que surge devido ao desgaste natural das peças internas, e o silício, oriundos das impurezas que passam pelo filtro do ar devido à falta de troca da peça. “Quando o sistema de ar aspira impurezas, elas passam a circular dentro do conjunto e sem o filtro de óleo, o propulsor com certeza vai sofrer algum dano”, completa.

 

Procedimento

 

Ao aplicar o filtro é preciso prestar muita atenção no procedimento correto. “Existem alguns filtros especiais que possuem um sextavado na cabeça e necessitam de um torquímetro para fazer o aperto certo”, recomenda.

 

Antes de trocar o filtro, faça uma inspeção visual na região para analisar se não há vazamento. Uma dica do especialista é observar a luz do óleo no painel do carro, que, caso esteja acesa, pode indicar problemas no sistema, como baixa pressão, que pode ser provocada por falta de lubrificante, folgas internas, bomba de óleo cansada, válvula de alívio da bomba travada aberta e, até mesmo, sensor defeituoso.

 

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Para ele, houve um avanço tecnológico muito grande no setor de filtros, já que os tradicionais blindados já estão dando lugar aos do tipo refil. “É um produto novo e que atende as normas da ISO 14001. Diversas montadoras como Fiat, Renault e Citroën usam esse modelo.” A diferença do filtro refil é que ele é mais ecológico em relação ao anterior. Segundo ele, o produto possui mais partes plásticas para facilitar a reciclagem. Além disso, gera menos desperdício, já que a carcaça está atrelada ao bloco do motor do próprio veículo.

 

Para realizar a troca do filtro, não se esqueça de utilizar os devidos equipamentos de proteção (EPIs), como luvas e óculos.

 

Passo a passo

 

1) Com o motor ainda quente, retire a tampa do bocal de enchimento para facilitar o escoamento do óleo usado. Em seguida, alivie a vareta de medição, para impossibilitar a entrada de ar no motor na hora de colocar o óleo novo.

 

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2) Faça a retirada do protetor de cárter para evitar que fique sujo quando for escorrer o óleo. Assim, o cliente ao chegar em casa não vai achar que houve algum vazamento por descuido do mecânico.

 

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3) Com uma chave quadrada, tire o bujão de cárter e deixe o óleo velho escorrer até o final. Como o óleo deve estar quente na troca, tome cuidado para não deixa-lo cair na pele, a fim de evitar queimaduras. (3a)

 

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Obs: Depois de escorrido o óleo, use um pano limpo para tirar o excesso do óleo que ficou impregnado no local do bujão. Não use estopa para limpar a área, porque os fiapos podem entrar no buraco e prejudicar o motor, podendo até causar o seu travamento.

 

4) Antes de colocar o bujão novamente no lugar, verifique se a arruela ou borracha de vedação está em bom estado. Caso seja preciso, substitua por uma nova. Por fim, observe se não há nenhum vazamento no local.

 

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5) Por estar num local de difícil acesso, utilize uma oitavada e um braço de força para retirar o filtro de óleo velho. Não use ferramentas como chave de fenda, martelo ou marreta para o procedimento.

 

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6) Apenas alivie o filtro com a chave. Coloque um pano limpo por debaixo do componente, para não escorrer óleo no motor do carro. Portando uma lixa fina, solte todo o filtro.

 

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7) Com o filtro em mãos, verifique se a junta de vedação do componente não ficou no alojamento, a fim de evitar uma aplicação incorreta do filtro novo.

 

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Obs: Pegue o filtro novo e compare com o antigo. Caso haja alguma dúvida com relação ao filtro que será aplicado, o técnico recomenda que seja consultado o catálogo de filtros da Tecfil. Permanecendo a dúvida tenha sempre o número do SAC: 0800 11 69 64. Antes de instalar o novo componente, observe se não há nenhum tipo de obstrução na parte interna, sujeira que impeça o procedimento. Também analise o alojamento para identificar algum tipo de contaminante.

 

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8) Com um pano limpo, faça a limpeza da parte da rosca do filtro e da base de assentamento da junta. Passe um pouco de óleo na junta de vedação, com o objetivo de facilitar a aplicação.

 

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Obs: Neste caso, não é necessário preencher o filtro com lubrificante, já que o componente fica na posição horizontal e pode acabar vazando.

 

9) Com o filtro encostado na base, utilize uma lixa fina para apertá-lo. Ao fim da aplicação, use um pano para remover qualquer excesso.

 

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10) Use um funil do tipo cotovelo para aplicar o óleo novo no motor. Despeje devagar para não sujar o conjunto. Lembre-se que o funil não deve encostar nas partes internas do motor, pois poderá danificá-lo.

 

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Obs: Quando o proprietário não souber a quantidade de óleo exata e também não estiver com o manual do carro, verifique o nível de óleo na vareta.

 

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11) Ligue o carro para que o filtro seja preenchido com o lubrificante novo. Fique atento com relação à luz do óleo, que deve acender na partida e apagar logo depois. Lembrando que este procedimento deve ser feito em marcha lenta e não pode de maneira nenhuma acelerar o veículo.

 

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12) Desligue carro e volte observar a vareta para certificar-se que atingiu a medida certa. Neste caso, foi identificada a necessidade de mais 250 ml ou 300 ml de óleo. (12a)

 

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13) Por fim, feche o reservatório de óleo com a tampa. Não se esqueça de fazer o correto descarte das embalagens de lubrificante e do filtro do óleo.

 

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Mais Informações: Tecfil (11) 2145-5876

Setor focado nos pesados

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A terceira edição da Automec Pesados promete colocar em foco as últimas novidades do mercado de reposição, como a nova lei de emissões para veículos diesel, que está mais acirrada

Carolina Vilanova

Arquivo

 

A nova lei de emissões para veículos diesel Proconve P7 (equivalente à norma Euro V) trouxe, junto com a obrigatoriedade, muitas dúvidas na cabeça do mecânico. Por isso que a 3ª Automec Pesados & Comerciais – Feira Internacional Especializada em Peças, Equipamentos e Serviços para Veículos Pesados e Comerciais – não poderia vir em melhor hora: é uma ótima oportunidade para elucidar várias dessas questões com gente que realmente entende do assunto. O evento será realizado entre os dias 10 e 14 de abril, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo/SP, com organização da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

 

Entrando em sua terceira edição, a feira foi um dia parte da Automec e dividiu opiniões no início, que colocavam em cheque a sua realização. Hoje, se consolidou como o principal evento de autopeças e equipamentos para veículos pesados do Brasil, e a cada edição, ganha mais espaço, maior número de expositores e acolhe mais e mais visitantes.

 

O que o mecânico vai encontrar na Automec Pesados são novas tecnologias e soluções para esse importante nicho do mercado brasileiro, que transporta as riquezas do nosso país. De acordo com as projeções do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), as empresas devem investir cerca de 2,5 bilhões de dólares em 2012 em soluções e tecnologias, e muito disso será exposto para os visitantes da feira.

 

Estarão em foco autopeças para veículos pesados, equipamentos de manutenção, acessórios e tuning, distribuidores, fornecedores, equipamentos de logística, distribuidores de petróleo e derivados, entre outros. Como atrativos, o público conta ainda com diversos painéis e debates durante os dias do evento.

 

A Automec Pesados tem como apoiadores as principais entidades do setor: SINDIPEÇAS (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), SINDIREPA (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios de SP), SINCOPEÇAS (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo), ANDAP (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças) e SICAP (Sindicato do Comércio Atacadista Importador, Exportador e Distribuidor de Peças Rolamentos, Acessórios e Componentes Para Indústria e Para Veículos no Estado de São Paulo).

 

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP, ressalta a importância da feira para os mecânicos. “Há grande expectativa para esta 3ª edição que trará as novas tecnologias com a chegada do Euro V no País. O mecânico está ávido por informação e também para conhecer as tendências deste importante segmento que está em constante evolução. Com reflexos diretos na reparação. O mecânico necessita estar atualizado constantemente”. Ele convida a todos para participar do Congresso da Reparação de Veículos que chego á 7ª edição e será realizado simultaneamente ao evento.

 

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Atualizar em pauta na feira dos pesados

 

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Mais uma grande atração da Automec Pesados será o ciclo de palestras do Projeto Atualizar O Mecânico, promovido Revista O Mecânico para os profissionais da reparação. São esperados mais de 500 mecânicos no espaço da publicação dentro do Pavilhão do Anhembi, durante os quatro dias de feira. Dessa vez, o Atualizar terá a parceria das seguintes empresas: Elring Klinger, Gates e Tecfil, trazendo em suas palestras muitas informações sobre seus produtos e aplicações.

 

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O programa tem como intuito levar dicas e orientações técnicas para os mecânicos, trazendo os mais variados temas, sempre focando as exigências do setor como a manutenção preventiva, o uso de peças originais e as dicas de aplicação. Serão realizadas palestras técnicas, ministradas por profissionais renomados das empresas participantes.

 

O público contará com a estrutura tradicional do Atualizar, ou seja, duas salas auditórios, com capacidade para comportar 25 participantes cada. O esquema vai apresentar palestras simultâneas com duração média de 40 minutos. Os profissionais que frequentarem os cursos ganharão um certificado de participação e 1 ano grátis de assinatura da Revista O Mecânico. Além disso, no final de cada dia, os participantes concorrem a vários prêmios.

 

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Qualidade em Série: Oficina diesel nota 10

Existem diferenças nos processos entre uma oficina de veículos leves e outra de pesados. Confira as dicas do IQA em relação às instalações, treinamento de funcionários, equipamentos e tudo mais que você precisa saber para ter uma oficina diesel com qualidade superior

 

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Uma oficina para veículos pesados deve ter tudo o que uma especializada em carros de passeio deve ter e mais um pouco. Muito cuidado deve ser tomado, começando pelo veículo, que é mais complexo em termos de revisão e reparo – não podemos esquecer que o caminhão ou o ônibus é uma ferramenta de trabalho – e ainda com o próprio cliente, que é diferenciado por ser uma pessoa com mais conhecimento sobre mecânica.

 

Fizemos essa reportagem com as sugestões do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), para que os proprietários de oficinas para veículos pesados possam trabalhar com mais qualidade e com a certeza de estar gerindo um estabelecimento de sucesso e destaque no mercado da reparação. “São detalhes sobre vários pontos da oficina que vão ajudar o empresário a manter um negócio rentável, oferecendo a excelência nos serviços para os seus clientes”, afirma José Palacio, auditor do Instituto.

 

O primeiro ponto para manter uma oficina diferenciada para veículos pesados é o local das suas instalações, que deve ter espaço apropriado para atender não só um cavalo-mecânico, mas uma carreta ou um ônibus, que são bem maiores. “Como não é possível levantar um caminhão num elevador, é necessário que o local tenha valas para fazer serviços na parte de undercar”, orienta, ressaltando a necessidade de ter a altura do pé direito condizente com os tipos de veículos a ser reparados.

 

Também é importante contar com um pátio ou estacionamento para guardar o veículo, pois o caminhão não pode ser deixado na rua, o que acaba influenciando na localização da oficina. “É difícil manter uma oficina grande no centro da cidade, por exemplo, além disso, é necessário que esteja em local de fácil acesso, de preferência próximo de estradas, ou entrada e saída da cidade, o que facilita”, comenta Palacio.

 

Como preocupação, o empresário deve pensar na acomodação de espera para o motorista do caminhão. “Às vezes ele está de passagem e tem que esperar o veículo ficar pronto para seguir viagem. Então, seria um diferencial ter um lugar com alojamento, banho, mais conforto para o motorista”, recomenda o auditor.

 

A oficina diesel que quer se destacar tem que ter equipamentos específicos para veículos diesel, principalmente, quando faz serviços de undercar. Para quem presta serviço de reparo em pneus, na hora da calibração, a gaiola é importantíssima para evitar sérios acidentes. “Se o anel da roda espirrar na hora que está enchendo o pneu, pode ocasionar sérios acidentes e machucar o operador ou alguém próximo seriamente”, diz Palacio.

 

Além disso, o empresário deve investir em máquinas pneumáticas (apertadeira) utilizando-se de balancins quando se tratar de máquinas pesadas para aperto das rodas, cavaletes de acordo com o peso do caminhão, scanner para diesel, opacimetro, ferramentas convencionais e especiais. “Deve ter também condições de manuseio desses equipamentos, então, os mecânicos têm que saber operar os equipamentos, para isso é importante ter treinamento”.

 

O estoque tem que ter pelo menos as peças de mais uso na oficina, tais como filtros, bicos injetores, cabos, correia, lona, etc. É recomendável ter parceria com uma loja de autopeças que possa atendê-lo em tempo hábil, para o item que não tiver em estoque. De acordo com Palacio uma reparadora de pesados, tem que ter mais estoque que uma oficina para carros, o que demanda um espaço maior para isso, até porque as peças são maiores. “O veículo não pode ficar parado por muito tempo. Então, quanto mais rápido, melhor, mais reconhecimento em qualidade e atendimento”, garante.

 

Outro ponto importante de uma oficina diesel diz respeito ao treinamento dos funcionários. Mais atuante, pois a tecnologia do veículo pesado é tão ou mais rápida do que os veículos da linha leve. Palacio explica que é importante fazer treinamentos específicos em todos os segmentos de reparação. “Imagine uma carreta carregada e o freio não funciona. O mecânico precisa estar apto a efetuar reparos também em carreta”.

 

De acordo com Palacio, uma série de critérios tem que ser levados em consideração. “Atualização tem que ser constante, pois muda muito e rápido. As mudanças para Euro 5 é um exemplo que vai exigir que eles se atualizem, pois o projeto do motor é outro. Inclusive outras manutenções que devem ser feitas, como o filtro do Arla, etc”, comenta.

 

O perfil do cliente muda em relação aos motoristas de veículos leves. “Os esclarecimentos técnicos para explicar para o cliente, que entende de caminhão, têm que ter nível mais técnico. O motorista já sabe o que quebrou, ou chega falando que sabe. Inclusive, o mecânico tem que ter tato para dialogar com o motorista quando ele estiver errado”, avalia Palacio.

 

A uniformização é importante, por isso os mecânicos devem manter um padrão, com uniformes limpos, crachá de identificação e equipamentos de segurança. Entendemos que o veículo pesado vai chegar mais sujo que um veículo da linha leve na oficina, mas não é motivo para trabalhar com roupas sujas. Por isso, a preocupação com a troca de uniforme é mais acentuada em função do tipo de serviço. “Sempre que possível efetuar a lavagem do caminhão antes de desmontar facilita a execução do serviço e favorece na emissão do diagnóstico”, lembra Palacio.

 

Saúde e segurança são duas vertentes de primeira estância: óculos, luvas, sapatos de biqueira de aço e protetor auricular. “É importante fazer o uso deles além de manter todo cuidado, pois a peça do caminhão pesa bem mais e pode causar sérios acidentes”.

 

Para a oficina que está preocupada em ter um diferencial de mercado, é importante se preocupar com o bem estar e a segurança dos funcionários, para isso é importante que os equipamentos de trabalho estejam em bom estado de utilização, com a manutenção em dia. “Para equipamentos muito pesados, disponibilizar balancim de sustentação da ferramenta, assim o mecânico não precisa segurar na mão. Isso vai se refletir na qualidade do serviço e ser um diferencial para o cliente”, comenta o auditor.

 

Em relação ao meio ambiente, a oficina deve contar com um opacímetro homologado pelo Inmetro para constatar o nível de emissões do veículo. Deve ter também caixa separadora de água e óleo, fazer descarte ecológico de resíduos sólidos e líquidos por empresas credenciadas.

 

Palácio explica que o mecânico deve tomar cuidado com a aplicação das peças, para que sejam sempre originais e de boa procedência. “A incidência de peças recondicionadas e remanufaturadas é maior em função do preço, por isso tem que tomar cuidado com a procedência delas e de que forma foi feito o retrabalho”, orienta.

 

A gestão da oficina se assemelha a de uma mecânica de veículos leves, ou seja, deve ter o software de gerenciamento e de gestão de estoque. Os processos de trabalho, atendimento de reclamações mudam muito pouco. O empresário deve se atentar ao check list de entrega, procedimento de recepção, o tipo de reclamações etc. “O tratamento com o cliente será diferenciado, pois muitas vezes é um cliente que está passando por ali, e tem que sair fidelizado da mesma maneira, pois numa próxima viagem caso necessite recorrer a uma oficina, certamente se lembrará do atendimento que teve. Por isso, não se esqueça de fazer o cadastro e pesquisa de satisfação depois do serviço”.

 

Em relação ao investimento do empresário, é maior em função dos custos de peças, equipamentos e das instalações. “Daí a necessidade de uma boa gestão para concluir num retorno compensador”, observa Palacio. “Por outro lado, a margem de ganho também é maior, por conta de ter mais reparos e da mão de obra mais cara. O faturamento passa a ser maior”.

 

O empresário também tem um papel importante na orientação dos motoristas, tanto em relação a manutenção quanto em questões de segurança. Oferecer um treinamento para o motorista, passar informações para ele é válido, para ajudá-lo a tirar mais proveito da ferramenta de trabalho dele. “Isso poderia ser feito no tempo em que ele está esperando, pode ser por meio de parceria com fabricantes, palestras, audiovisual, informações técnicas etc.”

 

A certificação de serviços ajuda em tudo isso, pois o IQA tem requisitos específicos para oficinas da linha de pesados e que vão de encontro com o objetivo de crescimento do empresário. “Esses requisitos foram ajustados para atender as diferentes exigências dos processos de reparo dos veículos comerciais”, finaliza Palacio.

 

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Mecânicos elegem as melhores marcas de undercar

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Confira a segunda matéria da série que traz os resultados da pesquisa elaborada pelo Instituto OPINION & EVOLUTION, com as marcas preferidas e mais utilizadas pelos mecânicos entre os componentes de undercar

Carolina Vilanova

 

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Ser diferenciado, enaltecer o seu produto, fazer aparecer a sua marca e oferecer suporte técnico e comercial para os seus clientes. Todos nós sabemos que essas práticas resultam num objetivo comum para qualquer empresa: crescimento nas vendas. No mercado de reposição não é diferente. A competitividade entre o vasto número de fabricantes e de produtos em oferta ao mecânico é tão acirrada que essas práticas devem ser intensificadas. Afinal, quem escolhe a peça, no final das contas, é o próprio mecânico.

 

Acompanhe nessa edição a segunda matéria que traz os resultados da pesquisa realizada pela OPINION & EVOLUTION Pesquisas de Mídia e Mercado, contratada pela Revista O Mecânico. As entrevistas presenciais foram realizadas durante a EXPOMECÂNICO 2011, entre os dias 17 e 18 de setembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo/SP. Os componentes abordados nessa edição fazem parte do undercar do veículo.

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De acordo com José Iolando Mallegni Filho, diretor de projetos de mídia do instituto, o objetivo principal da pesquisa foi aproveitar a oportunidade da realização do evento para obter informações junto ao público específico de mecânicos, seus hábitos profissionais, conhecimento e preferências em termos de marcas de produtos da área automotiva e seus principais hábitos de mídia.

 

“Com a pesquisa pode-se estabelecer um amplo quadro de referências acerca do mercado potencial de determinada categoria de produto, de modo a fundamentar e orientar, através de dados obtidos, suas decisões quanto às estratégias de marketing e comunicação, por exemplo”, analisa José Iolando.

 

Ele afirma que a pesquisa proporciona grandes vantagens para as empresas, com destaque para:

 

– Histórico: estabelecendo tendências, avaliando o grau de evolução das marcas com base em critérios predeterminados;

– Conhecimento: a avaliação de lembrança espontânea da marcas por categorias de produtos num contexto comparativo é realista do mercado, evitando distorções se esta mesma pesquisa fosse realizada em um outro ambiente;

– Índice de Adesão: a atratibilidade do evento em relação à participação “in loco” do seu público consumidor;

– Marketing: oportunidade de criar e promover sob medida a marca de uma forma interessante e relevante dentro do evento;

– Índice de Adequação: o grau de sinergia entre o tipo de evento, os patrocinadores e as áreas de interesse do público alvo.

 

A metodologia do instituto foi de natureza quantitativa, por meio de entrevistas individuais, dentro de uma amostra de 280 profissionais. Dessa maneira, foram revelados os hábitos desses profissionais, os índices de “Top of Mind”, conhecimento espontâneo e marcas mais usadas pelas oficinas entre mais de 30 categorias de produtos da reposição automotiva. Vamos saber quais são as marcas preferidas e mais utilizadas entre os componentes que fazem parte do undercar do veículo, são eles: amortecedores; molas; metal/borracha; juntas homocinéticas; componentes de direção; pneus; fluido, disco e pastilha de freios.

 

Todos esses componentes são primordiais para a segurança de um veículo, por isso adquirir uma peça de qualidade para substituir a avariada no reparo exige muita atenção por parte dos mecânicos e vai garantir um serviço de excelência para o seu cliente.

 

A primeira regra para isso é utilizar peças originais ou de fabricantes renomados, que possam oferecer assistência técnica, garantia e suporte em geral. É importante ficar atento para a obrigatoriedade da certificação do Inmetro, que já é realidade em amortecedores, fluidos de freio e pneus.

 

Amortecedores

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Um dos itens de maior importância no trabalho da suspensão de um veículo, o amortecedor, merece uma dose extra de atenção na hora da compra. O conjunto de amortecedores tem a função de absorver a oscilação da mola e manter o pneu do veículo em contato permanente com o solo. Quando está desgastado, além da perda de estabilidade do veículo, o amortecedor não absorve os impactos da suspensão, causando ruídos e deformações nos pneus.

 

Vítimas de falsificação e do recondicionamento – uma prática não recomendada pelos fabricantes – os amortecedores agora passam a ter certificação compulsória do Inmetro, o que vai inibir a ação criminosa desse componente. Isso quer dizer o seguinte: quer dar ao seu cliente a segurança de um bom serviço? Use somente marcas com o selo do Inmetro.

 

A substituição preventiva deve ser a cada 40 mil km, para evitar acidentes. A aplicação para amortecedor coloca muitas dificuldades para os mecânicos, mas alguns cuidados devem ser observados, como fazer o escorvamento antes de instalar a peça e substituir os coxins, rolamentos, coifas e elementos de borracha na mesma revisão. Além disso, o técnico deve sempre trocar a mola quando substitui um amortecedor.

 

Utilizar peças de qualidade é muito importante, se não o amortecedor não exerce a função que deveria, ou seja, não absorve os impactos. A má aplicação pode acarretar em ruídos durante o funcionamento da suspensão e na soltura da peça, provocando um grave acidente.

 

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Molas

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A função das molas é suportar o peso do veículo, dos seus ocupantes e da carga transportada. A peça funciona em paralelo com o amortecedor, ou seja, se trocar um tem que trocar o outro. Substituir somente a mola implica que um amortecedor cansado deixe de absorver as oscilações que a nova mola vai provocar. No caso contrário, a mola cansada descarrega o peso do veículo em cima do amortecedor novo, provocando sobrecarga.

 

Na aplicação, os mecânicos precisam focar no procedimento correto de desmontagem e montagem, além de usar as ferramentas especiais adequadas de compressão da mola para evitar acidentes. A peça ainda não está certificada, então procure sempre fabricantes renomados no mercado.

 

A troca preventiva da mola segue a regra do amortecedor, aos 40 mil km rodados. Os perigos de usar uma peça incorreta é que o veículo pode começar a assentar e a mola entra em fadiga muito rápido. Já uma aplicação errada pode acarretar os mesmos problemas do amortecedor: acidentes graves. O mecânico não pode escolher o produto errado, pois um carro com ar condicionado, por exemplo, tem a mola mais robusta que sem o equipamento. Se a mola não for compatível, vai trabalhar sobrecarregada e se desgastar mais facilmente, por isso, fique de olho na aplicação correta.

 

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Metal/Borracha

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Os produtos de metal/borracha -coxins, batentes e buchas de bandeja – fazem o suporte e a articulação do conjunto da suspensão na posição correta, além de sustentar e posicionar o motor e câmbio de maneira adequada. Na aplicação, algumas dificuldades que o mecânico pode encontrar são que algumas buchas necessitam de ferramentas especiais para serem substituídas, assim como os coxins.

 

As peças ainda não exigem a certificação compulsória do Inmetro, por isso, adquira apenas as marcas originais e renomadas. Peças de qualidade inferior podem se deteriorar de maneira muito mais rápida, danificando também outros componentes que possam trabalhar em conjunto e provocando acidentes.

 

Existem muitas fábricas paralelas, que não tem a mesma qualidade da original, então lembre-se de que o barato pode sair caro. Na hora da substituição, use as ferramentas e procedimentos corretos, pois montar uma bucha na martelada, por exemplo, vai diminuir a vida útil da peça, causar ruídos e comprometimento da dirigibilidade e do conforto. Como é um material muito sujeito a deterioração, a cada 10 ou 20 mil km faça uma inspeção visual, em busca de trincas, ressecamento, desprendimento do metal da borracha, deslocamento das buchas dos seus alojamentos, etc.

 

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Componentes de direção

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Itens do sistema de direção, ou seja, caixa de direção, colunas de direção, barras e terminais de direção, têm responsabilidades distintas, mas trabalham em conjunto para o bom funcionamento do carro. A caixa de direção converte o movimento circular em movimento linear. Já a coluna transmite o movimento do volante para a caixa e as barras passam esse movimento para a barra de eixo, enquanto os terminais são as uniões esféricas da ponta do eixo que servem para permitir o movimento de direção do veículo.

 

Existem procedimentos específicos de determinados modelos de veículos no reparo do sistema, o que exige ferramentas especiais, sobretudo no alinhamento depois da montagem. Essas peças ainda não são certificadas, por isso, o técnico deve ter ainda mais cuidado na aquisição. Peças de má qualidade podem causar sérios acidentes.

 

Se o técnico instalar alguma dessas peças de maneira errada, muitos problemas podem vir a surgir: o veículo fica com a dirigibilidade prejudicada, pode haver ruídos e danos em outros componentes. Se montar um terminal de direção na marretada, por exemplo, a peça pode desmontar e o veículo fica sem direção. Além disso, se for instalada uma barra incorreta vai avariar a caixa de direção.

 

Como é um material muito sujeito a deterioração, a cada 10 ou 20 mil km fazer uma inspeção visual de folgas, principalmente, nas caixas e nos terminais esféricos, na fixação da caixa e nas coifas de proteção. Existe a remanufatura da caixa de direção, um processo feito pela própria fábrica, que vem com garantia e pode ser uma opção mais barata e segura para o cliente.

 

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Juntas Homocinéticas

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Com a missão de transmitir o movimento do semi-eixo ao cubo da roda, a junta homocinética não prevê um período de manutenção específico, variando de acordo com cada fabricante. Em torno de 30 e 40 mil km deve ser feita a troca da graxa das juntas, utilizando sempre a aplicação correta.

 

Uma inspeção visual é recomendada a cada 10 ou 20 mil km para verificação do estado das coifas. Não se esqueça de usar os processos e ferramentas adequadas para instalação, caso contrário, a durabilidade do conjunto fica comprometida.

 

Aplicar peças de má procedência pode deixar a durabilidade baixíssima, além disso, não caia no conto do recondicionado. Esses produtos provocam perda da tração podendo causar acidentes no meio de uma estrada, por exemplo. Como as peças ainda não são certificadas, fique atento aos fabricantes de renome e aos que são originais na montadora.

 

Os perigos da má aplicação são os mesmos, ou seja, podem causar acidentes. Marcas de pancadas podem indicar a má aplicação da peça, assim como a graxa errada, coifas mal fixadas com abraçadeiras incorretas, etc. Tudo isso deve ser evitado para que o cliente tenha um bom serviço no reparo.

 

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Disco de freios

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Essencial para garantir a segurança do veículo, o disco de freios tem a função de fazer contato com a pastilha e transformar energia cinética em calor, dissipando o mais rápido possível para fazer a frenagem. A recomendação de manutenção não é por tempo ou quilometragem, mas sim por espessura. Quando o disco atinge a espessura mínima – cada modelo tem uma especificação – deve ser trocado imediatamente. É previdente fazer uma inspeção no estado da peça, ver se há trincas desgaste irregular ou empenamento, assim como na espessura a cada 10 ou 20 mil km, fazendo uso do micrômetro.

 

Alguns cuidados devem ser tomados na aplicação, quando o carro é equipado com freios ABS ou quando o disco é integrado ao cubo e necessita de pré-carga do rolamento na hora da montagem. Tudo isso deve ser feito com as ferramentas corretas. Esse componente está em vias de ser certificado, então, pelo menos por enquanto, adquira somente as marcas de renome.

 

Usar peça de má qualidade pode acarretar em empenamento, vibrações, trincas e quebra. Existem ainda muitos fabricantes de má qualidade, que devem ser evitados para não comprometer a eficiência do sistema. O maior perigo da má aplicação é usar um disco com espessura abaixo da recomendada.

 

Muitas oficinas fazem a retífica do disco, ou o passe, como é chamado, para regularizar as supeerfícies e melhorar o contato da pastilha com o disco. Tome cuidado para não desgastar o disco demais, respeitando as medidas mínimas exigidas. Lembre-se: recondicionar com solda nem pensar!

 

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Fluido de freios

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O fluido de freio transmite a pressão gerada no cilindro mestre até os atuadores de rodas. Sua importância, sobretudo está em seu ponto de ebulição. Se está com o ponto de ebulição baixo e o sistema é pressurizado, a temperatura aumenta e o calor dos elementos de frenagem é absorvido, podendo causar fervura. Como todo líquido, o fluido de freios é do tipo incompressível, ou seja, não varia o seu volume em função da pressão aplicada. No entanto, quando entra em ebulição forma bolhas de ar, que são compressíveis e fazem com que o pedal ceda durante a frenagem.

 

Como são certificados pelo Inmetro, compre somente as marcas que apresentarem o selo, e sempre na especificação correta, recomendada pela montadora. A dificuldade na aplicação seria o procedimento de sangria de freios ABS, que em alguns fabricantes exigem procedimentos especiais. Se não for feito, pode prejudicar uma unidade hidráulica do ABS, que custa caríssimo.

 

Os perigos de adquirir um produto de má qualidade é a ebulição que vai provocar que o pedal abaixe e que outros componentes internos dos freios sejam prejudicados, comprometendo a frenagem.

 

Perigos da má aplicação é formar bolha de ar no sistema ou ter vazamentos. E se colocar o fluido errado? A seleção incorreta ou de categoria inferior pode fazer com que o fluido entre em ebulição. Sempre fique atento à especificação do fabricante.

 

O prazo de troca do fluido varia de fabricante para fabricante, mas em geral fica em torno de 10 mil km ou uma vez ao ano. Isso é necessário pois o fluido absorve água e abaixa o ponto de ebulição com o tempo. O reservatório pode ser completado, mas isso indica que os elementos de frenagem podem estar desgastados, aí não recomenda completar e sim verificar todo o sistema. O nível pode abaixar também por conta de vazamento, por isso cheque os flexíveis, os atuadores da roda e o interior do servofreio.

 

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Pastilhas de freios

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As pastilhas são materiais de fricção que atritam com o disco para fazer a frenagem, por isso é importante adquirir pastilhas de qualidade para não comprometer todo o funcionamento do sistema.

 

Ainda não existe certificação das pastilhas, o que vai acontecer em breve, então, compre sempre de bons fornecedores. Mantenha os olhos abertos, pois existem no mercado uma variedade muito grande de marcas, nem todas de boa procedência. Uma pastilha mal construída se desgasta muito rápido e ainda danifica o disco, podendo provocar ruídos e deixar o freio “borrachudo”.

 

Entre 10 mil e 20 mil km faça a revisão periódica das condições da pastilha, principalmente, em relação à espessura. Quando a camada do elemento de fricção estiver baixa, significa que tem que ser substituído. Não existem dificuldades na aplicação, apenas a necessidade de utilizar o produto correto e as ferramentas adequadas na instalação. Faça o aperto correto das peças para não deixar a pinça solta, assim como abrir o sangrador, para evitar estragar um cilindro mestre, o que pode causar acidentes.

 

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Pneus

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A função do pneu é fazer o contato do veículo com o solo, por isso o produto tem que estar sempre em ordem sem deformações e apto a drenar água. O pneu também não pode ter trincas, bolhas, desgaste acentuado ou desigual da banda de rodagem. Ou seja, tudo isso influi na estabilidade e dirigibilidade do veículo, além de danificar outros componentes do undercar que trabalham em conjunto.

 

Existem muitas marcas de pneus no mercado, muitas importadas e até contrabandeadas. Mas como a peça é certificada pelo Inmetro, para garantir uma boa compra, procure pelo selo da instituição. Pneus de má qualidade podem explodir, deformar ou ter desgaste excessivo em pouco tempo.

 

No momento da montagem, não coloque tudo a perder utilizando procedimentos inadequados, como no caso de uma roda de aro grande, na qual um erro pode rasgar o talão. Faça o rodízio em 10 mil km e não deixe de fazer o alinhamento e balanceamento depois de uma eventual troca, o que pode influir em todo o conjunto. Assim como pneu sem câmara em rodas em mau estado ou válvula velha com pneu novo. Operação inadequada, a falta de calibragem são outros problemas que podem estragar o pneu.
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Neste segmento, os mecânicos não encontram dificuldades para encontrar as peças de reposição, a não ser aplicações para veículos mais antigos ou importados. A dica nesse caso é ter sempre mais que um fornecedor e consultar sempre os distribuidores. Ao adquirir um desses produtos, o mecânico deve pensar que está em suas mãos a integridade física e até a vida dos ocupantes do veículo que será reparado. Fique atento e faça a coisa certa.

 

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Entrevista: O mecânico sugere e aplica o melhor produto

Daniel Randon, diretor-presidente da Fras-le, acredita que o trabalho junto ao mecânico reforça o reconhecimento dos seus produtos e conta sobre os planos da marca no Brasil e no mundo, sempre investindo em tecnologia e sustentabilidade

 

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Revista O Mecânico: A Fras-le cresceu nos últimos anos. Como estão os negócios da empresa hoje, onde são as fabricas e onde mantém operações?
Daniel Randon: Em 2008 traçamos como planejamento fazer da Fras-le uma empresa global com faturamento de 1 bilhão de reais com sustentabilidade até 2013. Tínhamos um posicionamento muito forte em exportação, por conta da nossa história. Em 2008 adquirimos uma fábrica de pastilhas comerciais no Alabama, EUA, e em 2009 começamos a fabricar na China e abrimos um centro de distribuição na Europa, com estrutura técnica e comercial. Nossa meta era investir não somente no Brasil, mas no mundo, com fábricas e escritórios comerciais. Na parte de sustentabilidade, separamos nossas metas em três vetores: 1) econômico, ou seja, trazer retorno para os nossos investidores; 2) social, elaborar projetos para a comunidade e melhoria para colaboradores; e 3) meio ambiente: com implementação e manutenção de programas para reduzir resíduos, reduzir consumo de energéticos e reaproveitar água e outros materiais. A nossa empresa tem trabalhado nesse sentido, estamos entre as 150 melhores empresas para se trabalhar e em 2011 com destaque em saúde.

 

O Mecânico: Quais componentes a Fras-le produz e qual a capacidade produtiva das fábricas?
Daniel: A Fras-le produz materiais de fricção, sendo 60% lonas para automóveis e veículos comerciais, 30% pastilhas para todos os tipos de veículos e 10% de outros produtos: revestimentos de embreagem, sapatas ferroviárias, aplicações industriais e pastilhas para pequenas aeronaves. Temos uma fábrica em Caxias do Sul, uma nos EUA e uma na China. A capacidade global de produção é de 130 milhões de peças por ano. Cerca de 80% desse total sai da linha de produção brasileira, mas nosso objetivo é aumentar o volume das outras fábricas.

 

O Mecânico: Desse total, quanto é destinado para a reposição? Esse é um mercado importante para a marca?
Daniel: Cerca de 70% do nosso volume global vai para o mercado de reposição. No Brasil, temos liderança na reposição, principalmente, por conta da nossa história de tradição e da qualidade dos nossos produtos. Estamos num ritmo de crescimento forte também no exterior, principalmente no mercado de lonas. Nas montadoras, temos 95% do market-share no segmento de caminhões e ônibus e 50% na reposição. A qualidade de nossos produtos é reconhecida pelos clientes, sejam mecânicos, frotistas, distribuidores ou varejistas. Assim, em 2011 o mercado brasileiro de reposição representou 35% do nosso faturamento.

 

O Mecânico: A Fras-le é uma empresa brasileira que se tornou internacional, qual a sua história?
Daniel: A Fras-le completou 58 anos de história em fevereiro. Foi fundada pelo Sr. Francisco Stedile, em Caxias do Sul/RS, e fazia parte do grupo da Agrale. A marca já se destacava no mercado interno e externo quando foi aquirida pelo Grupo Randon em 1996. A partir daí, continuamos a trabalhar o crescimento nas montadoras e mercado brasileiro de reposição e global. Atingimos a liderança mundial em lonas para veículos comerciais e continuamos investindo em tecnologia e aprimorando os nossos produtos. A Fras-le é uma empresa de capital aberto, com produtos reconhecidos no Brasil e no exterior.

 

O Mecânico: A empresa trabalha diretamente na montadora, como é o desenvolvimento das peças nesse sentido?
Daniel: Normalmente, as montadoras desenvolvem as plataformas que vão ser lançadas entre 3 e 5 anos. Dentro desse processo, chamam os sistemistas, como a Fras-le, e descrevem as especificações dos seus projetos. A partir daí, desenvolvemos o produto mais adequado para o veículo, sempre dentro de rigorosos padrões de qualidade. Depois, fazemos a cotação desses produtos, que passam para os testes de campo e são feitos os ajustes necessários. Depois de aprovado, vai para a montadora e para o mercado de reposição.

 

O Mecânico: Essa peça é a mesma que vai para a reposição?
Daniel: Sim, a mesma peça desenvolvida para a montadora vai para o mercado de reposição. E por outro lado, também desenvolvemos produtos que vão somente para a reposição, e mesmo assim passam por todos os controles de qualidade de uma peça feita para montadora.

 

O Mecânico: Recentemente o Grupo Randon inaugurou um campo de provas para ser utilizado pelas suas empresas, localizado a 4 km da Fras-le. No que esse espaço ajuda a empresa?
Daniel: Nosso campo de provas conta com uma série de pistas que juntas somam 15 km de extensão, além de vários laboratórios e equipamentos de testes de última geração. Na parte técnica, nos ajuda no desenvolvimento dos produtos, melhorando a realização de testes de uma maneira mais rápida e segura. Assim, podemos fazer simulações de situações reais, dando mais confiabilidade aos produtos. No quesito segurança, há a garantia de que as avaliações são efetuadas de forma padronizada, proporcionando maior rapidez no lançamento de novos produtos, sendo um diferencial competitivo. Além disso, permite uma aproximação maior com alguns clientes, que utilizam as nossas instalações para realizar os seus próprios testes. Nosso campo de provas é o único na América Latina com capacidade de 16 toneladas por eixo, ou seja, atende todos os tamanhos de veículos comerciais. É bom para a Fras-le ter clientes do mundo inteiro que utilizam nossa estrutura e a nossa tecnologia.

 

O Mecânico: Falando um pouco sobre o nosso público, como é a relação da marca com os mecânicos? Você acha que o mecânico influi na escolha da peça?
Daniel: Acreditamos que temos uma boa relação com os mecânicos, isso é confirmado pelos prêmios que já conquistamos junto a eles. Para nós, o mecânico é um profissional de extrema importância, pois é ele quem sugere e aplica o melhor produto no veículo do consumidor. Nossa liderança na reposição está diretamente ligada ao reconhecimento dos mecânicos à nossa marca. Ele influencia muito na escolha da peça.

 

O Mecânico: Que ações a marca tem para esse público?
Daniel: Trabalhamos com equipes de campo para prestar atendimento para os mecânicos e varejistas. Promovemos treinamentos, palestras técnicas e oferecemos suporte técnico em todo o Brasil. Esse trabalho próximo do mecânico reforça a liderança da nossa marca. Além disso, fazemos um trabalho de divulgação da marca em ações como a Fórmula Truck, por exemplo.

 

O Mecânico: Qual é a política de garantia?
Daniel: Oferecemos ao mercado garantia total contra defeitos de fabricação, e temos uma equipe de assistência técnica qualificada que acompanha as eventuais reclamações detectando se o problema gerado foi de fabricação ou de aplicação. Os treinamentos constantes que oferecemos evitam justamente que aconteçam problemas de aplicação.

 

O Mecânico: A participação em feiras ajuda a aproximação com o mecânico?
Daniel: Os eventos do setor, assim como as feiras regionais, são os momentos mais oportunos para ouvir, buscar opinião e interagir com o público. Fazemos pesquisas junto aos nossos clientes para saber como estão posicionados os nossos produtos, além de mostrar nossas novidades e tecnologias. Torna-se necessário ressaltar que o trabalho desenvolvido por nossos consultores técnicos visitando sistematicamente este público em suas empresas solidifica uma relação de confiança.

 

O Mecânico: Qual é o seu conselho para esse público?
Daniel: O material de fricção é um item de segurança, por isso reforçamos a importância de se utilizar produtos de qualidade. Trabalhamos junto ao mecânico, ao Sindipeças através de campanhas e aos órgãos do governo para regulamentar o setor para garantir que o cliente final tenha acesso a um produto de qualidade garantida. Por isso, para os mecânicos, reforçamos a necessidade de treinamentos, palestras e cuidados na aplicação desses produtos, evitando a utilização de materiais de baixa qualidade e procedência duvidosa. O mecânico vai economizar alguns reais comprando um produto mais barato, mas ele precisa lembrar que o risco é grande e ele é responsável pela vida do seu cliente. Então, o mecânico consciente é aquele que compra um item de segurança pela qualidade e não pelo preço. Isso é o mais importante.

 

O Mecânico: Quais os planos da marca para o futuro?
Daniel: Os planos da Fras-le como marca são de continuar investindo de 3 a 4% do seu faturamento em tecnologia. Manter o reconhecimento de qualidade dos nossos produtos, além de oferecer o melhor custo-benefício. Como empresa global, queremos crescer não somente no Brasil, mas nos outros mercados onde atuamos. Nossos produtos estão em 5 continentes, em mais de 80 países. Queremos reforçar mundialmente que a Fras-le é uma empresa que investe em tecnologia e sustentabilidade.

 

O Mecânico: Recentemente a Fras-le adquiriu a Controil. Por que e quais os planos para esse negócio? Vai manter o nome?
Daniel: Ao adquirir a Controil nosso objetivo foi aumentar o nosso portfólio de produtos no Brasil e América Latina, ofertando cilindros de freios e produtos de borracha. A Fras-le tem uma rede de distribuição bem estruturada no mercado externo e isso vai facilitar a entrada desses novos produtos. Vamos manter o nome Controil, que é reconhecido tanto no mercado de equipamentos originais quanto na reposição por seus produtos de qualidade.

Troca da bomba d’água do Palio

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Acompanhe o procedimento de manutenção do sistema de arrefecimento do Fiat Palio 1997, com a substituição da bomba d’água

Carolina Vilanova

Roney Peterson

 

Xiiii… O motor esquentou! O veículo ficou parado no meio da rua soltando fumaça pela tampa do reservatório de expansão. Graças a Deus, ninguém se queimou com o vapor quente. Agora, só o guincho pode ajudar. Tremenda dor de cabeça para o seu cliente, não é mesmo? Uma dor de cabeça que pode perfeitamente ser evitada com procedimentos simples de manutenção e um belo check-up no sistema de arrefecimento.

 

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Cheio de componentes vitais para a saúde do motor do veículo, o arrefecimento é um sistema razoavelmente simples de ser mantido em ordem, se o cliente atentar-se, em primeiro lugar, em utilizar o aditivo correto para o líquido, mantendo o nível sempre no limite estipulado do reservatório.

 

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Não podemos esquecer que a função do arrefecimento é de extrema importância para o funcionamento do motor, pois controla sua temperatura e, nos veículos modernos, pode influenciar na economia de combustível e no desempenho. Na prática, quando o arrefecimento trabalha na temperatura ideal, garante maior durabilidade ao motor, menor desgaste e atrito das peças internas e, consequentemente, reduz a emissão de poluentes.

 

Os componentes que fazem parte do sistema são: mangueiras, radiador, reservatório e tampa, válvula termostática, eletroventilador e bomba d’água. Nesta reportagem avaliamos um modelo Fiat Palio ano 1997 com motor 1.0 litro 8V, que apresentava sintomas de superaquecimento do motor. Para isso, contamos com a ajuda dos técnicos Aelson Rios e Eduardo Guimarães, ambos da área de assistência técnica da Affinia.

 

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A primeira providência a ser tomada nesse caso é fazer um teste em todo o sistema. Não se esqueça de utilizar luvas de proteção, óculos de segurança e aplicar apenas peças originais, se necessitar de alguma substituição. Em primeiro lugar, é importante fazer uma verificação minuciosa no estado de todos os componentes envolvidos. Este procedimento deve ser feito com o motor frio.

 

Check-up do sistema

 

1) Comece verificando se há vazamento no sistema. Para isso, solte a tampa do reservatório de expansão e coloque a ferramenta de teste de estanqueidade e pressão. Em seguida, pressurize o sistema. Observe que, quando não há vazamento, o ponteiro fica parado. É normal uma pequena queda de pressão logo após a pressurização, devido à dilatação das mangueiras. No entanto, após isso a pressão deve ficar estável por tempo maior do que 15 segundos.

 

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Obs: O teste de estanqueidade é feito antes e depois de qualquer procedimento de troca de componentes do sistema.

 

2) É também um item da verificação completa checar se o radiador não se encontra com suas aletas sujas ou deformadas, impedindo que o ar passe. Quanto aos eletroventiladores, verificar a corrente de acionamento e ruídos estranhos.

 

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3) No nosso caso, a ferramenta mostra que o ponteiro desceu, ou seja, existe vazamento no sistema e temos que saber onde está. Para isso, devemos fazer uma análise visual em mangueiras, radiador, selos, abraçadeiras e bomba d’água. Se o veículo for equipado com aquecimento interno (ou climatizador), o trocador de calor da cabina de passageiros também deve ser examinado.

 

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Obs: Outros pontos críticos são: as juntas do cabeçote e do coletor de admissão. Quando aquecido por água, a válvula termostática e a tampa do reservatório também devem ser testada, quanto à sua pressão de abertura e fechamento.

 

4) Coloque a mão no furo de dreno da bomba. Se estiver molhado, o vazamento é detectado e a bomba deve ser trocada.

 

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5) O próximo passo é esgotar o líquido de arrefecimento do sistema por meio da mangueira inferior, então, solte a abraçadeira e deixe o líquido escorrer dentro de um reservatório apropriado.

 

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Obs: Não esqueça que o motor deve estar frio antes de drenar o líquido, para evitar danos ao motor, além de ser perigoso para o mecânico. Observando as condições do líquido, o técnico pode verificar se há impurezas, contaminação e excesso de ferrugem no sistema. O descarte desse conteúdo deve ser feito de maneira correta e não na rede de esgoto.

 

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6) O próximo passo é soltar os periféricos para ter acesso à bomba. Em alguns veículos, a bomba é acionada pela correia dentada, mas neste caso, seu funcionamento é feito pela correia auxiliar.

 

7) Comece soltando a caixa do filtro de ar e, em seguida, a correia auxiliar, para isso, solte o esticador.

 

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Obs: A correia auxiliar está ligada na polia do motor, no alternador e na bomba d’água.
Aproveite e faça a avaliação de todos esses itens. Veja se a correia apresenta marcas e se as estrias e os dentes estão em bom estado. Se estiver boa, podemos montar a mesma correia.

 

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8) Solte os dois parafusos e retire o tensionamento. Aproveite e verifique também o estado do tensionador da correia.

 

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9) Na sequência, remova o sensor de rotação que está bem ao lado da bomba d’água e, por isso, precisa ser removido para evitar danificar a peça.

 

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10) Agora, o próximo passo é soltar a presilha das mangueiras de combustível presas na carenagem, também chamada de capa protetora das correias. Neste caso, são duas, a superior e a inferior. Solte nessa ordem. (10a)

 

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11) A partir dessa operação, já se observa a posição de montagem da bomba d’água. O próximo passo é soltar a peça, que está presa ao bloco por meio de quatro parafusos. Coloque a vasilha de volta porque sempre fica um pouco de água.

 

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12) Após remover os quatro parafusos, é só puxar a bomba, com cuidado. Não é recomendado usar ferramenta para bater na peça. Caso esteja colada, use uma alavanca para desencaixar. Termine de esgotar o líquido.

 

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Obs: O técnico da Affinia explica que a melhor maneira de aumentar a vida útil dos componentes do sistema é a manutenção preventiva, substituindo o líquido uma vez por ano, utilizando sempre um aditivo de boa qualidade e na proporção correta. Para veículos mais antigos a tensão adequada da correia também é importante, deve-se checar também o funcionamento das válvulas da tampa do reservatório de expansão.

 

13) Faça uma minuciosa análise na bomba d’água, componente mecânico que tem um selo e um rolamento responsáveis pela sua vida útil. Se encontrar vazamento, o selo está danificado.

 

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14) Avalie ainda se existem corrosões nas flanges da bomba e se tem contato com o aditivo. Ruídos na bomba d’água podem ser gerados por conta do rolamento danificado.

 

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15) Não esqueça de trocar a junta que vem no kit da bomba. Não é recomendado utilizar cola nessa junta.

 

Montagem da bomba nova

 

1) Antes de começar o processo de instalação da nova bomba, faça uma limpeza no alojamento com a ajuda de uma espátula.

 

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2) Dando sequência, vamos fazer a instalação da bomba nova, que permite apenas um encaixe, mas por via de dúvidas, use como referência o furo de dreno, que é sempre voltado para baixo. O aperto deve ser por igual em todos os parafusos, fazendo com que a bomba esteja bem encostada para ajudar na vedação. O torque pode ser entre 2,5 e 3 Nm, sem sequência de montagem.

 

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3) Em seguida, encaixe a carenagem inferior para depois instalar o sensor de rotação. Faça esse processo com bastante cuidado.

 

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4) Agora coloque o sensor de rotação, observando que a folga entre a roda fônica e o sensor tem que ser de 0,4mm, para medir use um cálibre de lâminas. Caso essa folga fique superior a essa medida, o carro pode não funcionar. (4a)

 

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5) Vamos colocar agora o esticador da correia, para isso, encaixe os dois parafusos. Na hora de colocar a correia, a tensão deve ser regulada com uma chave 19 mm, torcendo a correia meia volta.

 

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6) Agora nos vamos colocar a carenagem superior, ou seja, a proteção da correia dentada. Tenha bastante cuidado com as pinças onde são presas as mangueiras de combustível.

 

7) Por fim, instale corretamente a caixa e as mangueiras do filtro de ar.

 

Na medida certa

Pela avaliação que foi feita no líquido de arrefecimento que foi retirado, identificamos que houve a manutenção preventiva no período determinado. O próximo passo é preparar o líquido, verificar se não há vazamento, checar o alinhamento da correia, recolocar o filtro e liberar o carro.

 

1) Começamos pela preparação do liquido, sempre seguindo as instruções da montadora, descritas no manual do proprietário. Utilize o aditivo recomendado na seguinte proporção: 40 a 60% de aditivo mais água desmineralizada. Não é recomendado colocar a mistura direto no reservatório, faça a preparação num galão limpo. Vamos diluir dois litros de aditivo em três litros de água.

 

Obs: O técnico deve obedecer a proporção indicada para evitar a oxidação no sistema. Outros problemas que podem ser causados pela mistura incorreta é cavitação, aeração e eletrolise. Vale lembrar que nos veículos com injeção eletrônica, os aditivos interferem na condução elétrica da água. A cavitação ocorre dentro do sistema, na região do rotor da bomba, onde ocorre depressão.
2) Não esqueça de reapertar as mangueiras de todo o sistema antes de colocar o líquido, para evitar vazamento.

 

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3) Após o enchimento do sistema com o novo líquido, faça novamente o teste de estanqueidade, com a ferramenta adequada, gerando uma pressão de no máximo 0,5 bar.

 

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4) Complete o reservatório e certifique-se de que não há ar no sistema.

 

5) Em seguida, funcione o veículo para que o líquido circule em todo o sistema e o nível do reservatório abaixe, permitindo que se coloque mais aditivo.

 

6) Por fim, deixe o motor funcionar até disparar o eletroventilador. Pronto o sistema está com a manutenção em dia.

 

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Mais informações: Affinia (11) 3206-8081

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