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Confira a segunda matéria da série que traz os resultados da pesquisa elaborada pelo Instituto OPINION & EVOLUTION, com as marcas preferidas e mais utilizadas pelos mecânicos entre os componentes de undercar

Carolina Vilanova

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Ser diferenciado, enaltecer o seu produto, fazer aparecer a sua marca e oferecer suporte técnico e comercial para os seus clientes. Todos nós sabemos que essas práticas resultam num objetivo comum para qualquer empresa: crescimento nas vendas. No mercado de reposição não é diferente. A competitividade entre o vasto número de fabricantes e de produtos em oferta ao mecânico é tão acirrada que essas práticas devem ser intensificadas. Afinal, quem escolhe a peça, no final das contas, é o próprio mecânico.

Acompanhe nessa edição a segunda matéria que traz os resultados da pesquisa realizada pela OPINION & EVOLUTION Pesquisas de Mídia e Mercado, contratada pela Revista O Mecânico. As entrevistas presenciais foram realizadas durante a EXPOMECÂNICO 2011, entre os dias 17 e 18 de setembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo/SP. Os componentes abordados nessa edição fazem parte do undercar do veículo.

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De acordo com José Iolando Mallegni Filho, diretor de projetos de mídia do instituto, o objetivo principal da pesquisa foi aproveitar a oportunidade da realização do evento para obter informações junto ao público específico de mecânicos, seus hábitos profissionais, conhecimento e preferências em termos de marcas de produtos da área automotiva e seus principais hábitos de mídia.

“Com a pesquisa pode-se estabelecer um amplo quadro de referências acerca do mercado potencial de determinada categoria de produto, de modo a fundamentar e orientar, através de dados obtidos, suas decisões quanto às estratégias de marketing e comunicação, por exemplo”, analisa José Iolando.

Ele afirma que a pesquisa proporciona grandes vantagens para as empresas, com destaque para:

– Histórico: estabelecendo tendências, avaliando o grau de evolução das marcas com base em critérios predeterminados;

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– Conhecimento: a avaliação de lembrança espontânea da marcas por categorias de produtos num contexto comparativo é realista do mercado, evitando distorções se esta mesma pesquisa fosse realizada em um outro ambiente;

– Índice de Adesão: a atratibilidade do evento em relação à participação “in loco” do seu público consumidor;

– Marketing: oportunidade de criar e promover sob medida a marca de uma forma interessante e relevante dentro do evento;

– Índice de Adequação: o grau de sinergia entre o tipo de evento, os patrocinadores e as áreas de interesse do público alvo.

A metodologia do instituto foi de natureza quantitativa, por meio de entrevistas individuais, dentro de uma amostra de 280 profissionais. Dessa maneira, foram revelados os hábitos desses profissionais, os índices de “Top of Mind”, conhecimento espontâneo e marcas mais usadas pelas oficinas entre mais de 30 categorias de produtos da reposição automotiva. Vamos saber quais são as marcas preferidas e mais utilizadas entre os componentes que fazem parte do undercar do veículo, são eles: amortecedores; molas; metal/borracha; juntas homocinéticas; componentes de direção; pneus; fluido, disco e pastilha de freios.

Todos esses componentes são primordiais para a segurança de um veículo, por isso adquirir uma peça de qualidade para substituir a avariada no reparo exige muita atenção por parte dos mecânicos e vai garantir um serviço de excelência para o seu cliente.

A primeira regra para isso é utilizar peças originais ou de fabricantes renomados, que possam oferecer assistência técnica, garantia e suporte em geral. É importante ficar atento para a obrigatoriedade da certificação do Inmetro, que já é realidade em amortecedores, fluidos de freio e pneus.

Amortecedores

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Um dos itens de maior importância no trabalho da suspensão de um veículo, o amortecedor, merece uma dose extra de atenção na hora da compra. O conjunto de amortecedores tem a função de absorver a oscilação da mola e manter o pneu do veículo em contato permanente com o solo. Quando está desgastado, além da perda de estabilidade do veículo, o amortecedor não absorve os impactos da suspensão, causando ruídos e deformações nos pneus.

Vítimas de falsificação e do recondicionamento – uma prática não recomendada pelos fabricantes – os amortecedores agora passam a ter certificação compulsória do Inmetro, o que vai inibir a ação criminosa desse componente. Isso quer dizer o seguinte: quer dar ao seu cliente a segurança de um bom serviço? Use somente marcas com o selo do Inmetro.

A substituição preventiva deve ser a cada 40 mil km, para evitar acidentes. A aplicação para amortecedor coloca muitas dificuldades para os mecânicos, mas alguns cuidados devem ser observados, como fazer o escorvamento antes de instalar a peça e substituir os coxins, rolamentos, coifas e elementos de borracha na mesma revisão. Além disso, o técnico deve sempre trocar a mola quando substitui um amortecedor.

Utilizar peças de qualidade é muito importante, se não o amortecedor não exerce a função que deveria, ou seja, não absorve os impactos. A má aplicação pode acarretar em ruídos durante o funcionamento da suspensão e na soltura da peça, provocando um grave acidente.

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Molas

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A função das molas é suportar o peso do veículo, dos seus ocupantes e da carga transportada. A peça funciona em paralelo com o amortecedor, ou seja, se trocar um tem que trocar o outro. Substituir somente a mola implica que um amortecedor cansado deixe de absorver as oscilações que a nova mola vai provocar. No caso contrário, a mola cansada descarrega o peso do veículo em cima do amortecedor novo, provocando sobrecarga.

Na aplicação, os mecânicos precisam focar no procedimento correto de desmontagem e montagem, além de usar as ferramentas especiais adequadas de compressão da mola para evitar acidentes. A peça ainda não está certificada, então procure sempre fabricantes renomados no mercado.

A troca preventiva da mola segue a regra do amortecedor, aos 40 mil km rodados. Os perigos de usar uma peça incorreta é que o veículo pode começar a assentar e a mola entra em fadiga muito rápido. Já uma aplicação errada pode acarretar os mesmos problemas do amortecedor: acidentes graves. O mecânico não pode escolher o produto errado, pois um carro com ar condicionado, por exemplo, tem a mola mais robusta que sem o equipamento. Se a mola não for compatível, vai trabalhar sobrecarregada e se desgastar mais facilmente, por isso, fique de olho na aplicação correta.

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Metal/Borracha

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Os produtos de metal/borracha -coxins, batentes e buchas de bandeja – fazem o suporte e a articulação do conjunto da suspensão na posição correta, além de sustentar e posicionar o motor e câmbio de maneira adequada. Na aplicação, algumas dificuldades que o mecânico pode encontrar são que algumas buchas necessitam de ferramentas especiais para serem substituídas, assim como os coxins.

As peças ainda não exigem a certificação compulsória do Inmetro, por isso, adquira apenas as marcas originais e renomadas. Peças de qualidade inferior podem se deteriorar de maneira muito mais rápida, danificando também outros componentes que possam trabalhar em conjunto e provocando acidentes.

Existem muitas fábricas paralelas, que não tem a mesma qualidade da original, então lembre-se de que o barato pode sair caro. Na hora da substituição, use as ferramentas e procedimentos corretos, pois montar uma bucha na martelada, por exemplo, vai diminuir a vida útil da peça, causar ruídos e comprometimento da dirigibilidade e do conforto. Como é um material muito sujeito a deterioração, a cada 10 ou 20 mil km faça uma inspeção visual, em busca de trincas, ressecamento, desprendimento do metal da borracha, deslocamento das buchas dos seus alojamentos, etc.

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Componentes de direção

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Itens do sistema de direção, ou seja, caixa de direção, colunas de direção, barras e terminais de direção, têm responsabilidades distintas, mas trabalham em conjunto para o bom funcionamento do carro. A caixa de direção converte o movimento circular em movimento linear. Já a coluna transmite o movimento do volante para a caixa e as barras passam esse movimento para a barra de eixo, enquanto os terminais são as uniões esféricas da ponta do eixo que servem para permitir o movimento de direção do veículo.

Existem procedimentos específicos de determinados modelos de veículos no reparo do sistema, o que exige ferramentas especiais, sobretudo no alinhamento depois da montagem. Essas peças ainda não são certificadas, por isso, o técnico deve ter ainda mais cuidado na aquisição. Peças de má qualidade podem causar sérios acidentes.

Se o técnico instalar alguma dessas peças de maneira errada, muitos problemas podem vir a surgir: o veículo fica com a dirigibilidade prejudicada, pode haver ruídos e danos em outros componentes. Se montar um terminal de direção na marretada, por exemplo, a peça pode desmontar e o veículo fica sem direção. Além disso, se for instalada uma barra incorreta vai avariar a caixa de direção.

Como é um material muito sujeito a deterioração, a cada 10 ou 20 mil km fazer uma inspeção visual de folgas, principalmente, nas caixas e nos terminais esféricos, na fixação da caixa e nas coifas de proteção. Existe a remanufatura da caixa de direção, um processo feito pela própria fábrica, que vem com garantia e pode ser uma opção mais barata e segura para o cliente.

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Juntas Homocinéticas

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Com a missão de transmitir o movimento do semi-eixo ao cubo da roda, a junta homocinética não prevê um período de manutenção específico, variando de acordo com cada fabricante. Em torno de 30 e 40 mil km deve ser feita a troca da graxa das juntas, utilizando sempre a aplicação correta.

Uma inspeção visual é recomendada a cada 10 ou 20 mil km para verificação do estado das coifas. Não se esqueça de usar os processos e ferramentas adequadas para instalação, caso contrário, a durabilidade do conjunto fica comprometida.

Aplicar peças de má procedência pode deixar a durabilidade baixíssima, além disso, não caia no conto do recondicionado. Esses produtos provocam perda da tração podendo causar acidentes no meio de uma estrada, por exemplo. Como as peças ainda não são certificadas, fique atento aos fabricantes de renome e aos que são originais na montadora.

Os perigos da má aplicação são os mesmos, ou seja, podem causar acidentes. Marcas de pancadas podem indicar a má aplicação da peça, assim como a graxa errada, coifas mal fixadas com abraçadeiras incorretas, etc. Tudo isso deve ser evitado para que o cliente tenha um bom serviço no reparo.

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Disco de freios

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Essencial para garantir a segurança do veículo, o disco de freios tem a função de fazer contato com a pastilha e transformar energia cinética em calor, dissipando o mais rápido possível para fazer a frenagem. A recomendação de manutenção não é por tempo ou quilometragem, mas sim por espessura. Quando o disco atinge a espessura mínima – cada modelo tem uma especificação – deve ser trocado imediatamente. É previdente fazer uma inspeção no estado da peça, ver se há trincas desgaste irregular ou empenamento, assim como na espessura a cada 10 ou 20 mil km, fazendo uso do micrômetro.

Alguns cuidados devem ser tomados na aplicação, quando o carro é equipado com freios ABS ou quando o disco é integrado ao cubo e necessita de pré-carga do rolamento na hora da montagem. Tudo isso deve ser feito com as ferramentas corretas. Esse componente está em vias de ser certificado, então, pelo menos por enquanto, adquira somente as marcas de renome.

Usar peça de má qualidade pode acarretar em empenamento, vibrações, trincas e quebra. Existem ainda muitos fabricantes de má qualidade, que devem ser evitados para não comprometer a eficiência do sistema. O maior perigo da má aplicação é usar um disco com espessura abaixo da recomendada.

Muitas oficinas fazem a retífica do disco, ou o passe, como é chamado, para regularizar as supeerfícies e melhorar o contato da pastilha com o disco. Tome cuidado para não desgastar o disco demais, respeitando as medidas mínimas exigidas. Lembre-se: recondicionar com solda nem pensar!

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Fluido de freios

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O fluido de freio transmite a pressão gerada no cilindro mestre até os atuadores de rodas. Sua importância, sobretudo está em seu ponto de ebulição. Se está com o ponto de ebulição baixo e o sistema é pressurizado, a temperatura aumenta e o calor dos elementos de frenagem é absorvido, podendo causar fervura. Como todo líquido, o fluido de freios é do tipo incompressível, ou seja, não varia o seu volume em função da pressão aplicada. No entanto, quando entra em ebulição forma bolhas de ar, que são compressíveis e fazem com que o pedal ceda durante a frenagem.

Como são certificados pelo Inmetro, compre somente as marcas que apresentarem o selo, e sempre na especificação correta, recomendada pela montadora. A dificuldade na aplicação seria o procedimento de sangria de freios ABS, que em alguns fabricantes exigem procedimentos especiais. Se não for feito, pode prejudicar uma unidade hidráulica do ABS, que custa caríssimo.

Os perigos de adquirir um produto de má qualidade é a ebulição que vai provocar que o pedal abaixe e que outros componentes internos dos freios sejam prejudicados, comprometendo a frenagem.

Perigos da má aplicação é formar bolha de ar no sistema ou ter vazamentos. E se colocar o fluido errado? A seleção incorreta ou de categoria inferior pode fazer com que o fluido entre em ebulição. Sempre fique atento à especificação do fabricante.

O prazo de troca do fluido varia de fabricante para fabricante, mas em geral fica em torno de 10 mil km ou uma vez ao ano. Isso é necessário pois o fluido absorve água e abaixa o ponto de ebulição com o tempo. O reservatório pode ser completado, mas isso indica que os elementos de frenagem podem estar desgastados, aí não recomenda completar e sim verificar todo o sistema. O nível pode abaixar também por conta de vazamento, por isso cheque os flexíveis, os atuadores da roda e o interior do servofreio.

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Pastilhas de freios

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As pastilhas são materiais de fricção que atritam com o disco para fazer a frenagem, por isso é importante adquirir pastilhas de qualidade para não comprometer todo o funcionamento do sistema.

Ainda não existe certificação das pastilhas, o que vai acontecer em breve, então, compre sempre de bons fornecedores. Mantenha os olhos abertos, pois existem no mercado uma variedade muito grande de marcas, nem todas de boa procedência. Uma pastilha mal construída se desgasta muito rápido e ainda danifica o disco, podendo provocar ruídos e deixar o freio “borrachudo”.

Entre 10 mil e 20 mil km faça a revisão periódica das condições da pastilha, principalmente, em relação à espessura. Quando a camada do elemento de fricção estiver baixa, significa que tem que ser substituído. Não existem dificuldades na aplicação, apenas a necessidade de utilizar o produto correto e as ferramentas adequadas na instalação. Faça o aperto correto das peças para não deixar a pinça solta, assim como abrir o sangrador, para evitar estragar um cilindro mestre, o que pode causar acidentes.

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Pneus

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A função do pneu é fazer o contato do veículo com o solo, por isso o produto tem que estar sempre em ordem sem deformações e apto a drenar água. O pneu também não pode ter trincas, bolhas, desgaste acentuado ou desigual da banda de rodagem. Ou seja, tudo isso influi na estabilidade e dirigibilidade do veículo, além de danificar outros componentes do undercar que trabalham em conjunto.

Existem muitas marcas de pneus no mercado, muitas importadas e até contrabandeadas. Mas como a peça é certificada pelo Inmetro, para garantir uma boa compra, procure pelo selo da instituição. Pneus de má qualidade podem explodir, deformar ou ter desgaste excessivo em pouco tempo.

No momento da montagem, não coloque tudo a perder utilizando procedimentos inadequados, como no caso de uma roda de aro grande, na qual um erro pode rasgar o talão. Faça o rodízio em 10 mil km e não deixe de fazer o alinhamento e balanceamento depois de uma eventual troca, o que pode influir em todo o conjunto. Assim como pneu sem câmara em rodas em mau estado ou válvula velha com pneu novo. Operação inadequada, a falta de calibragem são outros problemas que podem estragar o pneu.
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Neste segmento, os mecânicos não encontram dificuldades para encontrar as peças de reposição, a não ser aplicações para veículos mais antigos ou importados. A dica nesse caso é ter sempre mais que um fornecedor e consultar sempre os distribuidores. Ao adquirir um desses produtos, o mecânico deve pensar que está em suas mãos a integridade física e até a vida dos ocupantes do veículo que será reparado. Fique atento e faça a coisa certa.

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