Grau térmico da vela de ignição varia conforme as características do motor e influencia a dissipação de calor
Embora tenham aparência semelhante, as velas de ignição não trabalham necessariamente da mesma forma. A diferença no grau térmico é um dos pontos que devem ser considerados na hora de definir a aplicação correta, já que o componente precisa operar dentro de uma faixa adequada de temperatura.
A escolha errada pode favorecer problemas como carbonização, superaquecimento e até pré-ignição. Por isso, a NGK explica como funcionam as chamadas velas quentes e frias e em quais condições cada tipo é utilizado.
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Qual é a diferença entre vela quente e fria?
O grau térmico da vela é definido de acordo com a quantidade de calor gerada pelo motor e sua capacidade de dissipação. Essa especificação é determinada a partir de testes de engenharia para que o propulsor trabalhe dentro dos parâmetros previstos.
A vela fria dissipa mais calor e é mais utilizada em motores modernos de maior potência. Já a vela quente apresenta menor capacidade de dissipação térmica e costuma ser aplicada em motores que geram menos potência. A NGK pontua que suas velas possuem um núcleo de cobre embutido no eletrodo central. Desse modo, há uma dissipação térmica e o componente trabalha em uma ampla faixa de temperatura de trabalho.
Segundo a fabricante, essa faixa fica entre 450°C e 850°C. É dentro desses limites que a vela consegue trabalhar de maneira adequada, mantendo o funcionamento do sistema de ignição.
A temperatura também está diretamente relacionada à capacidade de autolimpeza do componente. Quando a vela ultrapassa aproximadamente 450°C, os resíduos de carbono acumulados no eletrodo são queimados, reduzindo a possibilidade de carbonização.
Por outro lado, temperaturas acima de 850°C podem transformar a vela em um ponto quente dentro da câmara de combustão. Como consequência, pode ocorrer a pré-ignição, fenômeno de queima anormal e que pode causar danos ao motor.
Quando usar cada tipo de vela?
A aplicação depende diretamente do projeto do motor e de fatores como taxa de compressão, faixa de rotação, presença de turbocompressor e condições de utilização do veículo.
Motores que trabalham em rotações mais baixas ou possuem menores taxas de compressão tendem a gerar menos calor. Nesses casos, são necessárias velas mais quentes para ajudar a manter a ponta ignífera limpa.
Em contrapartida, motores com alta taxa de compressão, turbo ou submetidos constantemente a rotações elevadas exigem velas mais frias. Neste caso, o propulsor exige maior necessidade de dissipação de calor. Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra, contou que a escolha da vela de ignição para um motor é baseada em rigorosos testes de engenharia. Mori reforça que a aplicação ideal pode ser conferida nos manuais dos fabricantes, catálogos de peças das montadoras e catálogos de velas NGK.



