Sistema MHEV alteram as cargas na transmissão por correia e promoveram reviravolta na vida do tensionador de correia
A evolução dos veículos híbridos leves (MHEV) mudou o papel de componentes tradicionais do motor. Agora, os tensionadores passaram a acompanhar as variações de carga provocadas pela interação entre o motor a combustão e a unidade elétrica. Diferentemente dos sistemas convencionais, nos quais as forças aplicadas à correia tendem a ser mais previsíveis, os conjuntos utilizados em veículos híbridos leves precisam lidar com mudanças frequentes no sentido e na intensidade do torque.
Isso ocorre porque a máquina elétrica recupera energia durante desacelerações e auxilia o motor a combustão nas acelerações. Segundo a Litens, essa dinâmica exige soluções específicas para garantir a transmissão adequada de energia, além de preservar a estabilidade operacional e a durabilidade do conjunto.
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Como os híbridos leves mudam o trabalho do tensionador?
Nos veículos MHEV, a unidade elétrica desempenha diferentes funções conforme as condições de condução. Durante as desacelerações e frenagens, absorve torque do motor para gerar energia e recarregar a bateria. Em outros momentos, fornece torque adicional para auxiliar nas acelerações.
Essas mudanças afetam diretamente as forças que atuam sobre a correia. Por isso, o tensionador precisa acompanhar as variações de carga e manter o contato adequado entre a correia e as polias, evitando que o sistema perca a eficiência na transmissão de torque e potência.
De acordo com Alexandre Brigolin, engenheiro de testes da Litens, acompanhar essas mudanças é essencial para assegurar o funcionamento correto do sistema. Assim, o tensionador deixa de atuar apenas como um componente de controle da correia e passa a ter participação direta no desempenho da transmissão por correia em aplicações eletrificadas.
Controle mecânico dispensa eletrônica adicional
Outro aspecto destacado pela empresa é a capacidade de suas soluções de controlar mecanicamente as variações de carga, sem exigir controles eletrônicos adicionais dedicados ao tensionador.
Nessa aplicação, o comportamento do sistema permite que o componente se ajuste às mudanças nas forças atuantes sobre a correia. Desse modo, o tensionador mantém o funcionamento adequado mesmo quando a unidade elétrica alterna entre recuperar energia e fornecer assistência ao motor a combustão. Alexandre comenta que a própria variação de carga faz com que o tensionador atue automaticamente no lado adequado da correia, mantendo o funcionamento correto do sistema sem a necessidade de controles eletrônicos adicionais.
Com o avanço da eletrificação, a tendência é que componentes antes associados principalmente ao acionamento de acessórios assumam responsabilidades mais complexas. Para oficinas e mecânicos, compreender essas diferenças é importante para acompanhar a evolução dos sistemas de transmissão e as novas exigências de manutenção.




