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Acompanhe a manutenção completa, diagnóstico, dicas e substituição do conjunto de exaustão do modelo mais popular e mais vendido da Fiat no Brasil e mantenha a saúde do carro, a sua e a do meio ambiente

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Um catalisador funcionando perfeitamente ultrapassa o benefício de manter um veículo em ordem no quesito da manutenção preventiva; a saúde de pessoas e do meio ambiente também agradecem, já que a emissão dos gases que fazem mal é reduzida pela ação do componente. Seu uso é obrigatório em veículos leves e pesados, como parte integrante do sistema de exaustão.

De acordo com a Umicore, o catalisador é formado por um núcleo cerâmico composto de metais preciosos, como o Ródio, Platina e Paládio. Esses elementos combinados com outros produtos químicos são os agentes ativadores das reações com oxigênio, conseguindo reduzir gases nocivos provenientes da queima de combustível – monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos – em substâncias não poluentes, como vapor d’água, gás carbônico e nitrogênio. Está localizado depois do coletor de gases de escape do motor.

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Humberto Moreira Cescon, supervisor de engenharia da Scapex, fabricante de escapamento e catalisadores, afirma que a inspeção do catalisador é um item obrigatório no check list de manutenção preventiva do veículo. “Para saber a hora correta de trocar o catalisador ou constatar que seu funcionamento está sendo eficiente na conversão dos gases, é preciso verificar alguns fatores”, complementa.

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O técnico orienta que se constatado alguma avaria no catalisador, a peça deve ser trocada. “Um catalisador original (genuíno) tem durabilidade mínima de 80 mil km ou 5 anos (o que ocorrer primeiro) e o catalisador para reposição tem durabilidade mínima de 40 mil km”.

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Mas não se pode esquecer que essa vida útil depende da correta manutenção preventiva de outros componentes do motor, como:

• Velas e cabos de velas (faísca).
• Bobina de Ignição (carga elétrica).
• Ponto de ignição (marcha lenta).
• Sensor de temperatura do motor (óleo).
• Sensor de oxigênio (sonda lambda).
• Bicos Injetores (injeção eletrônica).
• Filtro de ar.
• Vazamento no sistema de escapamento anterior ao catalisador.

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Outras dicas da Umicore são: manter a parte elétrica revisada, não usar aditivos no combustível ou no lubrificante que não sejam recomendados pela montadora, não deixar que entre água pelo escapamento, não fazer pegar no tranco e não instalar acessórios que não sejam recomendados.

Na hora da troca

Simples assim: todo catalisador deve ser comercializado com o selo do Inmetro, estampado tanto na embalagem quanto na peça. Portaria do Inmetro tem força de lei, portanto, se não constar a identificação, é porque sua venda não é permitida e você vai adquirir um produto ilegal.

“Usar um catalisador falso, com defeito ou oco, desencadeia problemas no veículo bastante prejudiciais, como aumento do consumo de combustível, perda de rendimento, desregulagem do sistema de injeção eletrônica, alteração da contrapressão do escapamento, além da grande quantidade de emissões que será jogada na atmosfera”, afirma Carlos Caetano, vendedor da Umicore. Também é totalmente proibido transitar sem a peça.

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Humberto orienta que, além do selo do Inmetro, o aplicador deve estar atento a uma peça que atenda as especificações e a motorização do veiculo, mesmo que seja um catalisador universal, muito comum nos dia de hoje.

Não esqueça que o catalisador deve ser reciclado, e que isso deve ser realizado por empresas idôneas. A Umicore se coloca à disposição para mais orientações.

1) Catalisador de qualidade e procedência: com selo do Inmetro, cerâmica e manta que envolve a cerâmica.

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2) Catalisador falso: possui um abafador e é oco, não tem nada dentro.

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3) Catalisador derretido: quando combustível não queimado chega ao catalisador, (pegar no tranco), por exemplo, sistema de injeção mal regulado, sonda danificada e mistura rica do veículo.

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4) Catalisador com cerâmica solta ou fragmentada: ocorre com batidas no catalisador, pelo derretimento também.

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Ao que interessa

Nesta matéria fizemos a troca do catalisador do modelo mais popular da Fiat, o Uno Mille, nesse caso ano 2012/2013, que é do tipo closed couple, ou seja, está mais perto do motor, então aquece mais rápido. O procedimento contou com a ajuda do analista de desenvolvimento da Scapex, Ezequiel da Silva Games, que começa instruindo a colocação dos EPIs: sapato de biqueira, óculos e luvas.

O primeiro passo é passar um scanner automotivo e checar o estado de outros componentes, como filtros, velas, sensores de temperatura e de oxigênio etc. Detectado que o problema é do catalisador, vamos partir para a substituição da peça.

Obs.: Antes de começar, aplique um spray desingripante nos parafusos nas porcas da flange do catalisador, nos parafusos da capa de proteção, nas duas sondas lambda e na abraçadeira, e esperar por mais ou menos 5 minutos até que faça efeito.

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1) Remova o suporte fixado na caixa de câmbio que une o catalisador e o abafador intermediário.

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2) Agora é necessário soltar os coxins de todo sistema de exaustão, pois não tem espaço para retirar o catalisador pela frente. Assim, o sistema será arrastado para trás para poder remover o catalisador. Utilize uma ferramenta apropriada ou uma chave de fenda para remover os coxins.

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3) Retire o defletor de calor do catalisador por meio dos cinco parafusos que foram desengripados. Use uma chave 10 mm com catraca para facilitar o trabalho. São três em cima e dois embaixo, por isso o carro deve estar no elevador.

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4) O próximo passo é desparafusar as duas sondas lambda, a pré e a pós-catalisador.

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5) Tire o parafuso da abraçadeira de fixação do abafador intermediário com o catalisador e solte a conexão.

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6) Desça o elevador para soltar os parafusos da flange do coletor de escapamento com uma chave 12 mm. São oito parafusos e a dica é soltar apenas a pressão primeiramente e depois removê-los. Outra dica é apertar um pouco antes de soltar, para evitar espanamento da rosca. O local é bem apertado e dificulta a visualização com a câmera.

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7) Suba o elevador para remover o catalisador por baixo do carro. Tem que ter jeito e paciência, pois por conta da barra estabilizadora, o catalisador demora a sair. Não é necessário remover a barra.

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Obs.: Sempre que houver uma intervenção, trocar a junta entre o flange do coletor de escapamento e bloco do motor.

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8) Coloque o catalisador novo e depois aperte os parafusos da flange gradativamente, após aplique o torque de 15 Nm.

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9) Realize a montagem seguindo a ordem inversa da desmontagem. Aperte a sonda com a mão até que encoste na flange e depois dê o torque de 40 Nm.

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10) Atenção para colocar o suporte fixado na caixa de câmbio para assegurar o catalisador e o abafador intermediário, que sofre muita vibração

11) Coloque o vedante na junção do abafador intermediário com o catalisador para evitar vazamentos.

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Observações finais:

• Verifique se os coxins do escapamento estão em boas condições para serem reutilizados.

• Com o sistema montado, deixe o motor de 10 a 15 minutos funcionando em marcha lenta, para que a manta aqueça o suficiente para travar o monolito cerâmico.

• Cheque se não há vazamento no coletor do motor e no encaixe com o abafador intermediário.

• Preencha sempre o certificado de garantia na frente do consumidor.

• Os modelos Uno Fire com catalisador do tipo underfloor, que eram adotados até o ano de 2008, tendem a apresentar problema no sistema, pois trabalha com temperaturas menores e o catalisador demanda uma temperatura mínima de trabalho de 200º a 250ºC para converter os gases. Muitas vezes, na inspeção, o carro fica desligado ou andou pouco, e o catalisador não aquece suficientemente e acaba reprovando o veículo.