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Renault Fluence GT: motor de alto torque

Versão esportiva do sedã médio da Renault ganhou novo motor com turbo de duplo estágio para atingir força equivalente a de um legítimo V6

Fernando Lalli

Quem experimenta o pacote “normal” do Renault Fluence tem sempre a mesma impressão: bom carro familiar, espaçoso, conjunto mecânico afinado e equipamentos de série suficientes para convencer qualquer um da racionalidade da compra. Mas para colocar um pouco mais de tempero na linha de modelos, o sedã foi entregue à Renault Sport (divisão esportiva da marca francesa) para que se transformasse em um verdadeiro esportivo, digno de ser chamado de GT, “Gran Turismo”.

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O Renault Fluence GT é equipado com o motor F4Rt 2.0, na versão de 180 cv (a 5.500 rpm), que na Europa é utilizado no Mégane Coupé. Com o nome de mercado TCe 180, o conjunto possui 1998 cm³ de deslocamento, turbo de duplo estágio (twin scroll) e 4 válvulas por cilindro. O grande destaque do motor é o torque máximo de 30,6 kgfm logo aos 2.250 rpm, números comparáveis aos de motores V6 com cilindrada maior. Uma versão ainda mais potente do F4Rt, de 265 cv e 36 kgfm de torque, equipa o Mégane GT europeu.

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O conjunto F4Rt 2.0 descende da linha de motores Renault “F”, com bloco de ferro fundido, e recebeu diversas modificações por parte da divisão Sport para atingir seu alto nível de desempenho. Este motor é derivado do F4R atmosférico, utilizado em veículos como o Duster, Mégane, Scènic e Laguna,

De acordo com a fábrica, graças ao F4Rt 2.0, o modelo atinge 220 km/h de velocidade final e acelera de 0 a 100 em 8 segundos. Ou seja, não é apenas um esportivo na aparência, mas que oferece, sim, bastante desempenho. Apesar de ser menos potente que, por exemplo, o VW Jetta TSI (motor 2.0 de 200 cv), o torque maior faz com que o modelo pareça mais imediato nas arrancadas.

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Boa parte do crédito pelas arrancadas urgentes do Fluence GT é o turbo de duplo estágio, que possui duas câmaras dentro da carcaça da turbina. De acordo com a Renault, os gases de escape que movimentam o turbo são divididos na entrada da turbina, sendo que cada par de cilindros do motor alimenta uma entrada na turbina. O princípio de separação dos gases busca evitar que a pulsação de outros cilindros influencie o comportamento da turbina, possibilitando maior recuperação de energia dos gases e um melhor esvaziamento das câmaras.

Assim, segundo a Renault, o turbo twin-scroll permite maior eficiência de combustão, possibilidade de melhores respostas em baixas rotações, redução na temperatura dos cilindros e na temperatura de exaustão, aumentando a performance e reduzindo os gases poluentes emitidos pelo motor. Vale lembrar que a curva de torque do Fluence GT mostra que quase 80% do total esteja disponível aos 1.500 rpm.

A fabricante detalha que, em relação ao propulsor de origem, a versão do Fluence GT recebeu sistema de admissão de ar otimizado em termos de enchimento de ar; novo cabeçote; bielas em ação forjado; velas de ponta fina com tecnologia de dupla platina; reforço na junta de cabeçote; bomba de óleo com maior capacidade; virabrequim em aço; válvulas com refrigeração; sistema de arrefecimento interno do bloco do motor otimizado; e otimização no sistema de injeção e controle eletrônico do motor.

Cabe lembrar que não se trata, entretanto, do conjunto do Fluence “normal” com adição de turbo, já que, nas versões Privilége e Dynamique, o modelo utiliza o motor MR20DE da Nissan, o mesmo que equipa o sedã Sentra vendido aqui no Brasil pela marca japonesa – que pertence à Renault.

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Câmbio e suspensão
O câmbio manual de 6 marchas do Fluence GT recebeu um diferencial de relação mais longa, amplificando as relações finais de marchas, o que faz com que a transmissão aproveite melhor os 30,6 kgfm de torque do motor. A sexta marcha, especificamente, foi alongada para uso em estrada, fazendo com que o motor trabalhe em rotação mais baixa e economize combustível. A fabricante também detalha que o alto torque demandou a troca do disco de embreagem por um mais reforçado, com 240 mm de diâmetro.

E para manter o carro no chão, a suspensão passou por alterações que resultaram em ótima estabilidade, principalmente em estradas, graças à nova calibração dos amortecedores hidráulicos telescópicos e das molas helicoidais, que ganharam um “toque esportivo”, segundo a Renault, mas sem ficar dura demais para rodar na cidade.

O conjunto de suspensão segue a mesma arquitetura do modelo “civil”: suspensão dianteira independente do tipo McPherson e suspensão traseira semi-independente com eixo de torção. Os pneus, por sua vez, têm medida 205/55 R17. Apesar das alterações, a altura da suspensão é a mesma, mas o spoiler dianteiro reduz a distância da carro em relação ao solo em 4 cm.

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Se a suspensão garante a estabilidade, a direção elétrica transmite o mesmo nível de segurança para quem dirige o modelo. O sistema elétrico com assistência variável altera progressivamente a dureza do volante conforme a velocidade: em situações de baliza, o volante fica mais leve, e, de acordo com o aumento da velocidade, vai ficando mais firme, eliminando o problema dos sistemas de direção elétricos comuns, em que pode haver a sensação de perda de contato das rodas do veículo com o solo.

Ainda no quesito “segurança”, o Fluence GT traz freios a disco nas quatro rodas com ABS, auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD). O veículo ainda dispõe de sistemas ESP e ASR (controles de estabilidade e de tração, respectivamente), além de seis airbags de série, sendo dois frontais, dois laterais e dois do tipo de cortina.

Pacote de equipamentos completo
Apesar de se tratar de um esportivo, o Fluence GT oferece um pacote de equipamentos de conforto e comodidade de alto nível, começando pela chave de partida substituída por cartão eletrônico e botão Start/Stop no painel, sistema já conhecido em outros modelos Renault. Porém, a diferença desta vez é o sistema handsfree, com o qual o motorista pode acionar o motor sem tirar o cartão eletrônico do bolso, desde que esteja no interior do veículo. O travamento e destravamento automático das portas são comandados pelo mesmo sistema, com sensores que identificam o afastamento ou aproximação do cartão.

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O sistema de navegação do modelo é outro destaque, desenvolvido pela empresa TomTom, com tela de 5 integrada ao painel e acessível por controle remoto via Bluetooth. Já o sistema de som foi desenvolvido pela empresa francesa Arkamys, cujo conjunto integra rádio CD Player MP3 de 140W, duas antenas, 4 alto-falantes e 4 tweeters, conexões USB/iPod, Bluetooth e Auxiliar, tudo controlado pelo comando satélite instalado na coluna de direção.

O Fluence GT ainda possui ar-condicionado digital dual-zone com saídas traseiras; teto solar elétrico com sistema antiesmagamento; e faróis de Xenon com regulagem de altura, acendimento automático e lavadores.

E assim como o restante da linha Fluence, o pós-venda do GT também tem pacote de revisões, com preço fechado nos custos de peças e mão de obra, com intervalos de 10 mil km entre elas. Outro programa de manutenção preventiva feito pela Renault é o Pacote Preço Fechado, que também abrange custos de peças e mão de obra na substituição dos principais itens de desgaste natural, como palhetas dos limpadores do para-brisa e pastilhas de freio. Os proprietários do modelo ainda dispõem nos primeiros dois anos do Renault Assistance, serviço de socorro mecânico com atendimento 24 horas.

FICHA TÉCNICA
Renault Fluence GT 2.0 Turbo

Motor
Cilindrada: 1.998 cm³
Combustível: gasolina
Potência máxima: 180 cv a 5.500 rpm
Torque: 30,6 kgfm a 2.250 rpm

Transmissão
Tipo de tração: dianteira

Caixa de câmbio
Tipo de caixa de câmbio: manual
Velocidades: 6 marchas

Capacidade
Tanque de combustível: 60 litros

Undercar
Rodas e Pneus: 205/55 R17

Peso
Carga útil: 500 kg
Peso em ordem de marcha: 1.341 kg

20 comentários em “Renault Fluence GT: motor de alto torque

  1. Olá Igor,
    Não temos informação a respeito deste tipo de defeito, a qualidade do combustível pode ser um fator determinante para a falha deste componente.
    Atenciosamente,
    Revista O Mecânico

  2. Sabem me dizer se ele tem os mesmos problemas dos motores THP e TSI ? Com a troca das bombas de alta pressão precosse.

  3. O meu faz 11.8 na estrada não marquei na cidade pois 80% que ando é estrada na gasolina aditivada.

  4. lindo carro !! tive o privilegio de comprar um FLUENCE GT SPORT TURBO, estou amando, o carro é uma nave. parabens a RENAULT…

  5. Tenho um Megane 2.0 16v, mecanico, show de bola , anda muito, baixo consumo , vou comprar o fluence.

  6. Tudo leva a crer que foi uma decisão comercial da Renault devido ao alto preço da versão.

  7. Melhor custo-benefício da categoria, tenho um Sandero 2016 e quando tiver cash pra fazer um upgrades pegarei ele, valor de mercado semelhante a uma popular 0km e oferendo isso tudo é realmente um carrão .

    Bruno, o que vc mexeu nele ? Chip, escape e filtro ??

  8. Ah, vale lembra que com este conjunto, em especial caixa manual, é possível “levar” vários carros turbos, como a família vw tsi, thp (Citroen, Peugeot, BMW e mini) e ainda vários outros turbos caseiros.

  9. Tenho um Fluence GT Turbo vermelho! O Carro surpreende e sempre tira olhares atravessados de curiosos (Fluence…turbo?). Fiz alguns up grouds básicos, no que me entregam médios 230cv. Vale muito a pena custo/benefício. Já se pode encontrar alguns disponíveis a venda pela metade do valor pago na concessionária, e ainda com quilometragem baixa. Um ótimo negócio!!! Vale muitíssimo a pena mesmo!

  10. Celio, infelizmente, não dispomos desse material. Recomendamos que você entre em contato com a biblioteca técnica do Sindirepa-SP (0800-554477). Um abraço.

  11. gostaria de obter o esquema eletrico da injeçao do fluence gt cambio manual 2013 como proceder e preço?

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