Queda do dólar não aquece vendas de carros importados

As empresas filiadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) fecharam o mês de abril com a comercialização de 601 unidades, 25,7% menos em relação a março, quando foram vendidas 809 unidades. No quadrimestre, no entanto, com vendas totais de 2.382 veículos, houve crescimento de 52,8% em relação ao mesmo período do ano passado, época em que foram comercializados 1.559 veículos.

Por outro lado, o setor de carros importados no Brasil, incluindo aqueles trazidos pelas próprias montadoras, significou no quadrimestre 54.137 unidades contra 31.702 unidades em 2006, um aumento de 70,77%. “Para se ter uma noção do absurdo, as empresas associadas à Abeiva comercializaram no mês de abril 601 unidades, de um total do mercado interno de 186.719 carros vendidos, o que significa um market share de 0,32%. No quadrimestre, enquanto a Abeiva comercializou 2.382 unidades, somente 0,34% de um total de 687.934 unidades vendidas no País”, explica José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.

“Na realidade, essa disparidade de resultados comerciais do segmento se deve ao fato de, no mesmo mercado, existirem dois tipos de carros importados. Os nossos, com alíquota de importação de 35%, e aqueles procedentes do Mercosul e do México, trazidos pelas próprias montadoras, com alíquota zero”, argumenta. “É um absurdo trabalharmos no mesmo País com duas alíquotas distintas no mesmo segmento”, avalia.

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