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Quais as causas de ruídos em amortecedores novos? Veja opinião de um especialista

Ruídos podem indicar o final de vida útil do equipamento ou problemas com outros componentes do sistema de suspensão

 

 

Os ruídos vindos dos amortecedores podem indicar o final da vida útil do produto, mesmo em componentes novos. Por isso, quando o veículo retorna à oficina após a substituição dos kits de amortecimento, apresentando ruídos nos componentes da suspensão, a suspeita é que tenha algum defeito nas peças recém-instaladas, como aponta Juliano Caretta, supervisor técnico da DRiV Tenneco.

De acordo com o supervisor técnico, ruídos metálicos podem indicar a existência de componentes soltos ou desgastados. Portanto, o mecânico deve fazer uma inspeção minuciosa no conjunto da suspensão, procurando por sinais de avarias e degradação, uma vez que todas as peças do sistema funcionam em conjunto. Além disso, ao substituir os amortecedores é sempre recomendável realizar a troca dos componentes de fixação e demais equipamentos que demonstrem sinais de desgaste. “Um coxim solto ou gasto pode permitir o movimento entre o parafuso e as peças de fixação, fazendo com que o amortecedor se mova para cima e para baixo”, afirma Caretta.

Outro fator para os ruídos pode estar na fixação do conjunto. Desta forma, é importante verificar se o pivô ou uma bucha estão realmente fixados. Para isso, é necessário utilizar ferramentas adequadas e parafusos e porcas novas, o que irá conferir segurança ao veículo. Agora, se o barulho for percebido durante a condução em terrenos irregulares, o coxim de fixação superior terá que ser avaliado e trocado, caso necessário. Já se o ruído aparecer durante uma curva, o conjunto do rolamento superior poderá ser a causa do problema e deverá também ser substituído.

Por fim, se os ruídos são dos amortecedores, o mecânico poderá solicitar a troca da peça ao fabricante, claro, dentro do período de garantia. Segundo a lei, esse prazo é de 90 dias a partir da data de emissão da nota fiscal. Contudo, a Monroe oferece 24 meses ou 50 mil km para veículos leve e seis meses ou 50 mil km para linhas de utilitários e pesados. “É importante que, assim que for realizada a instalação, o mecânico preencha corretamente o certificado de garantia que acompanha o produto e o entregue, juntamente com a nota fiscal de compra, ao cliente. Isso garantirá a possibilidade de sua substituição nos prazos estendidos, se comprovado vício de fabricação”, alerta Juliano Caretta.

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