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Confira as dicas e orientações do IQA para prestar serviços para grandes frotas de veículos, seja de leves ou pesados, já que são clientes mais exigentes que podem trazer um bom fluxo de serviços para a sua oficina
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Carolina Vilanova

 

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Nada melhor do que olhar para o pátio da sua oficina e ver tudo lotado, com muitos carros sendo reparados pelos seus mecânicos, todos ocupados no serviço, cada um em sua função. Hum… de duas uma: ou você veste a camisa de empresário, se adequa a novos conceitos e ganha muito dinheiro; ou simplesmente deixa todo esse fluxo subir à cabeça de maneira errada, se atrapalha e coloca tudo a perder. O sucesso de uma oficina que atende frotista é, assim, uma linha tênue.

 

Por isso, fomos procurar ajuda de especialistas para orientar você, que já atende empresa de frotas de veículos, seja de leves ou pesados, ou quer começar a atender esse exigente público e fazer render, de verdade, o seu negócio. “A partir do momento em que o reparador fecha contrato com uma empresa que tem frota de veículos, é necessário que se faça uma série de adequações na sua oficina, em relação ao ambiente, aos serviços, aos equipamentos e à parte administrativa. Tudo para prestar um serviço de excelência e fazer render a oficina”, analisa José Palacio, auditor do IQA, Instituto da Qualidade Automotiva.

 

O ganho em grande escala é o sonho de muitos empresários, mas para conseguir essa façanha é preciso investir, se preparar para dar conta do recado, já que frotistas são clientes mais exigentes e, geralmente, tem veículos que não podem ficar parados. “O dono da oficina deve estar consciente de que está assumindo um compromisso muito importante, que suporte o que está sendo exigido. Tem que estar preparado tecnicamente, com equipamentos e ferramentas adequadas, pessoal treinado e um espaço coerente para suportar muitos veículos”, avisa Palacio.

 

É bom frisar que o que faz o frotista procurar um serviço terceirizado é a peculiaridade das frotas, veículos ciclo otto e ciclo diesel, diferentes modelos e local apropriado para reparos. “Seu negócio é outro, não consertar carros, por isso, entrega a uma oficina para que ele possa dar mais foco no negócio dele e ganhar com isso. O que estamos chamando de frotistas são órgãos públicos, locadoras, grandes empresas, transportadoras, correios, empresas de comunicação, gerenciadores de frotas”, afirma.

 

Em relação ao ambiente, a primeira preocupação do reparador deve ser espaço suficiente. Se você atende uma frota de veículos pesados, por exemplo, sua oficina vai precisar de um pé direito bem alto. Identificação e até a recepção são importantes, assim como separar a parte da oficina que faz o atendimento do cliente particular. “Quem leva o carro do frotista na oficina é o motorista da empresa, o do particular é o próprio dono do carro ou sua esposa. Cada cliente tem um estilo diferente, que deve ser respeitado”, avalia o auditor.

 

“Também fique atento ao estoque”, alerta Palacio. Para atender o frotista, o reparador deve conhecer bem a qualidade e a diversidade da frota, para saber quais são as peças emergenciais que precisa ter em numero maior. “Ou um bom parceiro lojista que forneça a peça na hora em que está sendo feito o reparo e com bons preços, lembre-se que o veículo não pode ficar muito tempo parado”.

 

É fundamental estar preparado com os equipamentos necessários de acordo com a marca e o modelo dos veículos da frota. Tenha na sua oficina equipamentos variados: scanner de diagnóstico, elevadores, analisador de gases, opacímetro. “Hoje as frotas estão tão diversificadas que obrigam o mecânico a ter conhecimento de ciclo otto e ciclo diesel, GNV, pois grandes empresas possuem diferentes tipos de veículos. Tenha sempre profissionais preparados e especializados em todos os motores”, explica Palacio.

 

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Estar em ordem com as exigências legais e documentais da sua oficina também é primordial, pois o frotista muitas vezes é um órgão público, que contrata uma oficina por meio de licitação, e se estiver alguma coisa errada na documentação do estabelecimento, fica de fora da concorrência. “Tudo isso para garantir a qualidade fiscal e legal da oficina, junto à prefeitura, à secretária de segurança e do meio ambiente, com mecânicos registrados e efetivados”.

 

Outro ponto decisivo nos dias de hoje tem a ver com as questões de meio ambiente, reciclagem e descarte de peças, sendo que alguns frotistas exigem inclusive certificação nesse sentido. “A empresa quer saber se a oficina está preocupada com o meio ambiente, e como atende mais carros, produz mais resíduos e o volume de descarte é maior, por isso tudo deve ter o cuidado com o destino ecologicamente correto”, avisa Palacio.

 

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A oficina precisa se qualificar não somente na parte técnica, mas na estratégia de marketing e de vendas para oferecer esse serviço às empresas, um relacionamento que tem que ser feito através de uma equipe qualificada para isso. “Se você tem uma oficina estruturada e quer buscar clientes, tem que batalhar, não pode ficar esperando o cliente cair do céu. Tenha alguém que consiga entender o perfil das empresas que a oficina pretende atender e trace um perfil. Depois entre em contato e mostre seus planos, apresente sua oficina, mostre os seus diferenciais e equipamentos, etc”, sugere.

 

Esteja preparado para não receber o pagamento na hora, pois empresas grandes geralmente faturam as notas com prazo para pagamento, o que demora um pouco mais. Além disso, estruture-se para atender a domicilio, no local onde o cliente precisar. Para isso você pode ter um veículo equipado com equipamentos, ferramentas e peças. “Esse é outro diferencial que você pode mostrar para o cliente”, completa.

 

Da mesma maneira que a empresa faz uma série de exigências para ter a sua oficina como fornecedora, você precisa saber negociar contratos, regras para horário de entrega e de saída, prazos, etc. “Tem que ter rapidez e agilidade, pois o veículo tem hora pra entrar e hora pra sair. Por isso, recomendamos que a oficina tenha uma boa gestão de frota, que é mais complexa de controlar, pois tem que saber os procedimentos de manutenção, horários, check list diferenciado, etc”.

 

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Uma tendência nesse mercado é a customização de veículos, o que vai influenciar na manutenção, é claro. “Desde pintura até adesivos colados, a oficina tem que estar preparada para fazer esses serviços. Muitas vezes o veículo tem limitador de velocidades tacógrafos, por isso é importante conhecer a especialização da empresa do cliente para se aparelhar”.

 

A oficina tem que se preocupar em fazer um check list na frente do motorista que entrega o carro. Pode ainda dar dicas para esse motorista cuidar melhor do carro. “Se a oficina detecta que um determinado veículo está constantemente na oficina através do seu histórico de registros, pode caracterizar mau uso por parte do motorista, e o seu cliente deve ser avisado para que providências sejam tomadas quando a um treinamento”, avisa Palacio.

 

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Uma certificação pode ajudar nesse sentido, uma exigência em alguns casos, pois na hora de fechar um contrato, você pode mostrar para o frotista que trabalha de acordo com as normas e procedimentos, que segue processos determinados, que preza pelo meio ambiente, utiliza peças de boa qualidade e pessoal treinado. Isso é cada vez mais percebido por empresas e órgãos públicos, que cada vez mais exigem esse diferencial como requisito obrigatório para contratação de fornecedores. “Tudo isso é exigido na certificação e monitorado pelos auditores periodicamente, e acaba se tornando uma garantia para a empresa de que está contratando uma oficina idônea”, completa.

 

Mas se não se estruturar bem, com qualidade e solide z, pode colocar tudo a perder. “Não adianta abraçar uma oportunidade dessas se não estruturar e não entender bem o desafio. Todo cuidado é pouco para não acontecer o pior, já houve casos de proprietários que se afundaram porque não se organizaram o suficiente e a conquista de um cliente de maior porte acabou gerando tamanhos problemas que o obrigaram a fechar a oficina. Todo cuidado é pouco nesse negócio”, finaliza.

 

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Colaboração técnica: Grupo Uzêda