Phinia inaugura nova linha de produção de injetores GDI

Planta de Piracicaba fabricará injetor Delphi GDi de 350 bar


A Phinia inaugurou uma nova linha de produção em sua fábrica de Piracicaba (SP) dedicada à fabricação dos injetores Delphi GDi de 350 bar. Com o investimento, a unidade se torna a única do Brasil a produzir essa tecnologia de injeção direta de combustível de alta pressão.

A novidade coloca a planta paulista entre um grupo restrito de fábricas da Phinia no mundo capazes de fabricar componentes de ultra precisão para sistemas de injeção direta de última geração. Atualmente, apenas unidades localizadas no México, China e Romênia produzem a mesma tecnologia.

Tecnologia amplia eficiência dos motores

Os injetores Delphi GDi de 350 bar são utilizados em motores a combustão de alta eficiência e também em aplicações híbridas HEV e PHEV em diversos mercados internacionais.

Segundo a empresa, os sistemas de injeção direta representam uma evolução significativa em relação aos sistemas multiponto convencionais. Enquanto a injeção tradicional opera entre 3 e 5 bar, a tecnologia GDi atinge até 350 bar de pressão, proporcionando pulverização muito mais precisa do combustível dentro da câmara de combustão.

A solução é baseada na tecnologia proprietária Multec 14, desenvolvida para aplicações de alta pressão. O sistema gera partículas de combustível extremamente pequenas, favorecendo a queima mais eficiente, a redução de emissões e o aumento do desempenho dos motores.

Produção exige ambiente de alta precisão

Para fabricar os novos injetores, a Phinia desenvolveu uma sala limpa climatizada de 1.500 m² certificada na ISO Classe 8.

A estrutura conta com processos avançados de perfuração a laser, análise de dinâmica dos fluidos, monitoramento dimensional, inspeção automatizada e rastreabilidade completa da produção.

A nova linha também segue padrões internacionais de qualidade automotiva e controle ambiental, atendendo às certificações IATF 16949:2016 e às normas ISO voltadas para ambientes controlados.

Outro diferencial está no revestimento especial aplicado aos componentes internos dos injetores. A tecnologia utiliza uma camada de carbono semelhante ao diamante, projetada para suportar altas pressões e garantir maior durabilidade.

Segundo a Phinia, os injetores podem superar 500 milhões de ciclos de funcionamento, com algumas aplicações chegando perto de 1 bilhão de ciclos.

Nacionalização fortalece operação brasileira

Até então, os injetores Delphi GDi utilizados por veículos comercializados no Brasil eram importados da fábrica da Phinia no México. Com a nacionalização da produção, os programas atuais passarão a ser abastecidos pela unidade de Piracicaba.

A expectativa da empresa é ampliar gradualmente a produção para atender novos projetos automotivos que utilizarão a tecnologia no mercado brasileiro.

De acordo com Giovani Benato, diretor-geral da planta da Phinia em Piracicaba, o investimento reforça a capacidade tecnológica da operação nacional e posiciona o Brasil em um novo patamar dentro da estrutura global da companhia.

Com a nova linha, a Phinia amplia sua competitividade em uma das tecnologias mais estratégicas para a evolução dos motores a combustão e dos sistemas híbridos nos próximos anos.

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