Diferente das versões de competição, modelos cerâmicos para uso comum não exigem alta temperatura para funcionar
A aplicação de pastilhas cerâmicas em carros de uso urbano ainda gera dúvidas sobre eficiência com o sistema frio. Segundo Cleyton André, consultor técnico da Revista O Mecânico, o comportamento desse material no uso diário é diferente das versões voltadas para a pista. A análise foi informada durante o quadro Mecânico Responde no YouTube.
Pastilhas cerâmicas destinadas ao uso comum não dependem de aquecimento elevado para atingir desempenho adequado. “Diferente de algumas pastilhas de competição, as pastilhas de cerâmica desenvolvidas para o uso automotivo comum não dependem de temperaturas muito altas para funcionar bem”, afirma Cleyton André. O consultor confirma que o coeficiente de atrito é menor em relação às semimetálicas, mas dentro da faixa prevista para veículos de rua. “O coeficiente de atrito é mais baixo que o das semimetálicas, porém para o uso urbano atendem perfeitamente”, explica.
Além da frenagem compatível com a aplicação, há outras características relevantes. “Elas tendem a gerar menos ruído, menos sujeira e apresentam boa durabilidade durante o uso”, conclui. Para oficinas, a escolha deve considerar a especificação do fabricante do veículo, perfil de condução e compatibilidade com discos e sistema de freio.


