Ford EcoSport 1.5 Dragon pode registrar falha P2101 por problema no chicote elétrico

Intermitência no sinal da borboleta pode estar ligada à tensão no ramal e mau contato no conector do PCM

O Ford EcoSport 1.5 Dragon, ano 2017/2018, pode ter registros esporádicos de luz de anomalia do motor, perda de potência e código de falha P2101, relacionado ao corpo de borboleta. A ocorrência nem sempre está ligada a defeito no componente, mas a falha de contato no sistema elétrico.

De acordo com informação técnica do Mecânico Pro, ferramenta de suporte às oficinas e de capacitação para profissionais da Revista O Mecânico, a falha pode estar relacionada ao roteamento do ramal elétrico do sistema de injeção. Em algumas unidades, o chicote permanece excessivamente tensionado. Para acessar conteúdos exclusivos e obter suporte técnico, acesse o site do Mecânico Pro.

Com a movimentação do motor, essa tensão pode provocar o recuo dos pinos no conector do PCM, resultando em perda de contato elétrico intermitente. A falha no sinal da borboleta de admissão gera o código P2101 e pode colocar o veículo em modo de potência reduzida.

 

Antes de substituir o corpo de borboleta, é indicado verificar o estado do chicote, o posicionamento do ramal e a fixação dos terminais no conector do módulo. A correção do roteamento e o ajuste dos pinos podem eliminar a falha sem necessidade de troca de componentes.

Nakata explica como amortecedores impactam segurança e estabilidade

Os amortecedores são peças-chave da suspensão e têm papel direto na estabilidade, segurança e conforto do veículo. Mais do que controlar as oscilações das molas, eles mantêm as rodas em contato com o solo e garantem previsibilidade na condução. Quando desgastados, comprometem o controle do automóvel e aumentam o risco de acidentes.

Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica e Garantia da Nakata, detalha como o componente atua em situações críticas do dia a dia.

Estabilidade em curvas

Em curvas, especialmente em velocidades mais elevadas, há transferência de carga para um dos lados da suspensão. Sem amortecedores em boas condições, o veículo pode apresentar excesso de inclinação lateral e perda parcial de contato das rodas com o solo.

Segundo Leite, os amortecedores controlam esse movimento, distribuem melhor o peso do chassi e reduzem os efeitos da inércia, preservando a estabilidade e a aderência.

Eficiência na frenagem

Durante a frenagem, o peso do veículo é projetado para a dianteira. Os amortecedores dianteiros absorvem essa carga adicional, enquanto os traseiros ajudam a manter as rodas em contato com o solo.

Esse trabalho conjunto com as molas contribui para uma desaceleração mais estável, reduzindo oscilações excessivas e ajudando a manter a trajetória sob controle.

Controle na aceleração

Na aceleração, ocorre o efeito inverso: a dianteira tende a subir e a traseira a baixar. Os amortecedores atuam para minimizar esse balanço, preservando a estabilidade e o conforto dos ocupantes.

Sinais de desgaste

Alguns sintomas indicam comprometimento dos amortecedores:

  • Balanço excessivo em curvas ou frenagens
  • Vazamento de óleo no corpo do componente
  • Aumento da distância de frenagem
  • Instabilidade lateral em curvas

Importância da manutenção

A recomendação é realizar inspeções periódicas na suspensão. O intervalo de substituição varia conforme o estilo de condução e as condições de uso do veículo.

PHINIA encerra 2025 com lucro de US$ 130 milhões e projeta crescimento para 2026

Receita anual soma US$ 3,48 bilhões e companhia amplia retorno aos acionistas

A PHINIA divulgou os resultados do quarto trimestre e do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, com crescimento de receita e avanço no lucro. A empresa também apresentou projeções de expansão para 2026, com estimativa de alta na receita e no EBITDA ajustado.

No quarto trimestre, a receita líquida atingiu US$ 889 milhões, alta de 6,7% na comparação anual. O lucro líquido foi de US$ 45 milhões, com margem de 5,1%, enquanto o EBITDA ajustado somou US$ 116 milhões, com margem de 13,0%. No período, a companhia retornou US$ 40 milhões aos acionistas, entre recompra de ações e dividendos.

Delphi fábrica de sensores de oxigênio em Piracicaba

No acumulado de 2025, a receita líquida totalizou US$ 3,48 bilhões, crescimento de 2,4% sobre 2024. O lucro líquido foi de US$ 130 milhões, com margem de 3,7%, e o EBITDA ajustado alcançou US$ 478 milhões, com margem de 13,7%. O retorno aos acionistas no ano somou US$ 242 milhões. Entre os destaques operacionais, a empresa firmou contratos nos segmentos aeroespacial e de defesa, renovou acordos com fabricantes globais de veículos comerciais e ampliou negócios na Índia com fornecimento de injetores para veículos a gás natural comprimido. No aftermarket, adicionou cerca de 5.800 novos códigos ao portfólio e ampliou contratos na América do Norte e na América do Sul.

Delphi fábrica de sensores de oxigênio em Piracicaba

Brady Ericson, presidente e CEO da PHINIA, afirmou: “O quarto trimestre encerrou um ano de execução disciplinada. Navegamos em um ambiente de tarifas em constante evolução apoiados pela nossa profundidade operacional e por parcerias sólidas com clientes. Apesar de mercados mais desafiadores, nossos resultados demonstraram resiliência. Para 2026, estamos focados em impulsionar o crescimento orgânico por meio da execução consistente e de inovação direcionada.” A companhia projeta receita entre US$ 3,52 bilhões e US$ 3,72 bilhões em 2026.

Acordo Mercosul–União Europeia deve impulsionar o transporte rodoviário de cargas no Brasil

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, ainda em fase de ratificação, abre um novo ciclo para o comércio exterior brasileiro e tende a gerar impacto direto no transporte rodoviário de cargas.

De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a eliminação de tarifas prevista no tratado pode ampliar as exportações brasileiras em mais de US$ 7 bilhões no curto prazo. Mais de 500 produtos nacionais poderão ter redução tarifária, o que deve elevar o fluxo de mercadorias rumo aos portos e aumentar a demanda por fretes.

Portos do Sul e Sudeste devem concentrar crescimento

O transporte rodoviário, principal elo entre indústria, agronegócio e terminais portuários, tende a registrar aumento no volume de cargas destinadas ao modal marítimo.

A expectativa é de fortalecimento dos corredores logísticos já consolidados, especialmente os que atendem os portos de:

  • Porto de Paranaguá
  • Porto de Itapoá
  • Porto de Itajaí
  • Porto de Navegantes
  • Porto de Santos
  • Porto do Rio Grande

Esses terminais concentram boa parte das exportações industriais e do agronegócio brasileiro para a Europa.

Comércio bilateral já movimenta US$ 100 bilhões

Segundo dados do Governo Federal, o comércio total entre Brasil e União Europeia alcançou cerca de US$ 100 bilhões em 2025. Desse total, US$ 49,8 bilhões foram exportações brasileiras.

Com o novo tratado, a tendência é de redução de custos de acesso ao mercado europeu, maior previsibilidade regulatória e estímulo a investimentos produtivos e logísticos.

Para Luiz Gustavo Nery, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), o acordo cria um ambiente mais seguro para investimentos.

Segundo ele, o cenário favorece a ampliação de frota, modernização tecnológica, adoção de sistemas de rastreabilidade e melhorias operacionais nas transportadoras.

Logística terá de ganhar eficiência

Apesar do potencial de crescimento, o setor precisará se preparar para absorver o aumento de demanda.

O avanço nas exportações deve impactar toda a cadeia logística, incluindo:

  • armazenagem
  • terminais retroportuários
  • consolidação de cargas
  • serviços aduaneiros

Além disso, a integração com a União Europeia, bloco com elevado padrão regulatório, tende a aumentar as exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade.

Empresas que investirem em tecnologia, eficiência operacional e integração da cadeia logística devem sair na frente.

Novo ciclo para o TRC

Se confirmado, o acordo Mercosul–União Europeia pode representar não apenas aumento de volume, mas um salto qualitativo para o transporte rodoviário de cargas no Brasil.

Mais exportações significam mais caminhões nas estradas, maior giro de frota e necessidade de profissionalização do setor, fatores que reforçam o papel estratégico do TRC na competitividade do país no comércio internacional.

Pesquisa O Mecânico 2025 amplia mapeamento do mercado com novas categorias

Levantamento conclui edição com inclusão de componentes de suspensão, ignição, freio, eletrônica e equipamentos de diagnóstico 

 texto Felipe Salomão   fotos Ipsos-Ipec e Diego Cesilio 

 Pesquisa O Mecânico 2025 chegou à sua etapa final ampliando o escopo de análise do mercado de reposição automotiva nacional. Após apresentar, nas edições anteriores, o panorama geral do estudo e categorias como bateria, bomba de óleo, bucha e calço de suspensão, combustível, junta de motor, mola, pneu, radiador e retentor, o levantamento avançou na edição passada com itens como bomba d’água, bomba de combustível, correias, embreagem, amortecedor, filtros, fluidos, componentes de freio, junta homocinética, rolamento e ferramentas. 

Na fase final, a pesquisa incorporou novas categorias estratégicas para o dia a dia das oficinas, incluindo bandeja, barra, bieleta, pivô e terminal de suspensão e direção, bobina e vela de ignição, sonda lambda, sensor de temperatura, sistema de freio, lona e sapata de freio, lâmpada automotiva, palheta de para-brisa, tensionador e polias, além de scanner automotivo. Com isso, o estudo consolida um recorte mais amplo sobre peças, sistemas e equipamentos utilizados na manutenção da frota circulante. 

O levantamento seguiu os padrões da ABEP e da ESOMAR, com processos conduzidos por equipes de Estatística, Operações, TI e parceiros de campo. Foram entrevistados 1.063 mecânicos de todos os estados e do Distrito Federal, entre 11 de julho e 22 de setembro de 2025. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e a amostragem considerou a distribuição da frota nacional. 

Torque de aperto do motor Hurricane 4 da Rampage, Compass e Commander: veja os principais valores

Tabela de especificações reúne os torques de aperto do motor 2.0 GME usado na picape fabricada a partir de 2023

O motor 2.0 GME, conhecido comercialmente como Hurricane 4 Turbo Gasolina, equipa a Rampage 2.0 Turbo GME bem como algumas versões do Jeep Compass e Commander e já começa a marcar presença nas oficinas independentes.

Com 272 cv a 5.200 rpm e 400 Nm de torque a 3.000 rpm, o conjunto motriz exige atenção redobrada aos procedimentos de montagem, especialmente em intervenções que envolvem desmontagem parcial ou total do conjunto da picape fabricada a partir de 2023 bem como nos Jeep fabricados a partir de 2024. Diante da complexidade construtiva do Hurricane 4 Turbo, especialmente por se tratar de um motor com injeção direta, turbocompressor e comando variável, o uso de torquímetro calibrado e o cumprimento rigoroso das etapas angulares são indispensáveis para evitar retrabalho e garantir a confiabilidade do serviço.

Lembrando que, para o mecânico, ter em mãos esses valores é fundamental para manter o padrão técnico exigido por um motor moderno de alta performance. Para ter mais conteúdos exclusivos, acesse o site Mecânico Pro e tenha à disposição cursos e também apoio técnico online na oficina.

Lembrando, respeitar os torques de aperto especificados pelo fabricante não é apenas uma formalidade técnica, mas condição fundamental para garantir vedação correta, integridade estrutural e durabilidade dos componentes. No cabeçote, por exemplo, os parafusos M11 seguem sequência em cinco etapas, começando com 20 Nm, passando por duas fases de 55 Nm, seguidas de aperto angular de 180° e finalização com parafusos M8 a 28 Nm. Já os mancais do comando de válvulas e a tampa de válvulas trabalham com torque de 10 Nm, enquanto os atuadores fixados à tampa exigem apenas 4 Nm.

No sistema de distribuição, o tensionador da corrente de comando recebe 9 Nm e o parafuso guia 22 Nm. A tampa da corrente de comando tem aperto inicial de 5 Nm seguido de aplicação angular de 40°. O braço do tensor primário é fixado com 28 Nm. Componentes ligados ao sincronismo e à lubrificação, como a polia do virabrequim, também exigem atenção: o procedimento prevê 50 Nm na primeira etapa e, posteriormente, mais 80° de aperto angular.

No conjunto inferior, os mancais do virabrequim seguem sequência em múltiplas etapas, com aperto inicial de 14 Nm, depois 45 Nm e 90° nos parafusos de 1 a 10, além de 23 Nm nos parafusos de 11 a 20. Já o mancal de biela recebe 20 Nm mais 100° adicionais. O cárter de óleo trabalha com 25 Nm nos parafusos principais e 9 Nm na tampa, enquanto o bujão de drenagem deve ser apertado a 27 Nm.

O sistema de alimentação de combustível também requer precisão. As porcas da linha do rail são apertadas com 30 Nm, o sensor de pressão do rail com 33 Nm e os parafusos de fixação do rail com 23 Nm. A bomba de alta pressão utiliza parafusos M6 com torque de 11 Nm e sua proteção recebe 23 Nm.

No conjunto do turbocompressor, os parafusos de fixação ao cabeçote seguem duas etapas, 12 Nm e depois 25 Nm. As linhas de óleo e arrefecimento da turbina variam entre 9 Nm e 11 Nm, enquanto o defletor térmico trabalha com 9 Nm. Sensores como o de oxigênio e o de pressão e temperatura do óleo exigem 50 Nm, e o sensor de detonação e o de temperatura do líquido de arrefecimento são fixados com 28 Nm.

O conjunto da bomba d’água deve ser apertado com 25 Nm nos parafusos de fixação ao bloco, enquanto o tubo da bomba utiliza 11 Nm. Já o parafuso da polia da bomba de óleo M8 segue 20 Nm na primeira etapa, acrescidos de 45°.

 

Fiat Uno 1.0 8V Fire EVO: confira a sequência de torque do cabeçote e componentes do motor

Guia reúne os valores e estágios de aperto para manutenção do motor aplicado ao modelo a partir de 2010

O procedimento correto de torque do cabeçote é etapa obrigatória na manutenção do motor 1.0 8V Fire EVO do Fiat Uno, produzido a partir de 2010. A aplicação dos valores e ângulos indicados evita falhas de vedação, empenamento de componentes e retrabalho na oficina. Veja os dados e sequência.

No caso do cabeçote, o aperto deve seguir sequência e estágios definidos. O primeiro estágio é de 30 Nm. Em seguida, aplicar 90°. No terceiro estágio, acrescentar mais 90°. O cumprimento da ordem de aperto é necessário para garantir a distribuição uniforme da carga sobre a junta e a superfície do bloco.

Para a polia do comando, o procedimento prevê dois estágios: 25 Nm no primeiro aperto e, na sequência, mais 50°. Já a engrenagem do virabrequim deve receber 20 Nm no primeiro estágio e, depois, 90°.
A polia do virabrequim exige torque direto de 122 Nm. Nas capas de biela, aplicar 20 Nm no primeiro estágio e acrescentar 40° no segundo.

As capas de mancal principal seguem o padrão de 20 Nm no primeiro estágio e mais 90° no segundo. A capa do comando de válvula deve ser apertada com 15 Nm.

Outros componentes também exigem atenção durante o fechamento do motor. A tampa de válvulas recebe 9 Nm. O cárter deve ser fixado com 10 Nm, enquanto o bujão do cárter requer 20 Nm. A bomba d’água utiliza torque de 9 Nm e a bomba de óleo, 10 Nm.

Carro puxando para o lado ao frear? Confira as principais causas

O carro puxar para a direita ou esquerda durante a frenagem é um sinal claro de desequilíbrio. Embora fatores externos possam influenciar, na maioria dos casos o problema está relacionado ao sistema de freios ou à suspensão e exige verificação imediata.

Principais causas do veículo puxar ao frear

1. Problemas no sistema de freio

Qualquer falha que provoque frenagem desigual entre as rodas pode fazer o veículo desviar lateralmente. Entre as causas mais comuns estão:

  • Desgaste irregular de pastilhas e discos
  • Vazamento no sistema hidráulico
  • Pinça de freio travada
  • Cilindro de roda com mau funcionamento

Segundo Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Fras-le, danos que gerem diferença de força entre as rodas são suficientes para causar o desvio durante a frenagem.

2. Pneus com calibragem incorreta

Diferença de pressão entre os pneus do mesmo eixo altera o contato com o solo e pode provocar instabilidade ao frear.

3. Condições da via

Mudanças de aderência entre os lados da pista — como trechos molhados, areia ou irregularidades — também podem causar o desvio momentâneo do veículo.

4. Excesso de carga

Peso acima do recomendado compromete o equilíbrio do sistema de frenagem, reduz a estabilidade e aumenta o risco de acidentes.

5. Alinhamento e geometria da direção

Desalinhamento altera os ângulos da suspensão e interfere diretamente na estabilidade durante a frenagem, favorecendo o desvio lateral.

Ford admite fragilidade global e discute joint venture com montadoras chinesas nos EUA

A disposição da Ford Motor Company em discutir, ainda que de forma informal, a entrada de montadoras chinesas nos Estados Unidos por meio de joint ventures marca um ponto sensível na estratégia global da empresa. Mais do que um movimento isolado, a iniciativa revela o reposicionamento forçado de uma montadora que perdeu competitividade nos principais eixos da indústria automotiva mundial — especialmente frente à ascensão da BYD.

A imprensa internacional destaca uma reunião do CEO Jim Farley ocorrida em janeiro com o alto escalão do governo Trump no Salão de Detroit. Segundo a imprensa norteamericana a Ford propôs um modelo de parceria com controle das empresas dos Estados Unidos.

Na Europa, a estratégia elétrica da Ford revelou suas limitações. Modelos como o Mustang Mach-E e derivados elétricos baseados em plataformas compartilhadas não conseguiram sustentar volumes nem margens em um ambiente altamente competitivo, dominado por marcas chinesas e por fabricantes europeus já adaptados à transição energética.

Diante do enfraquecimento na Europa e da irrelevância estrutural na China, a América Latina passou a ser um dos poucos pilares estáveis da Ford. Brasil, Argentina e México sustentam volumes relevantes graças a produtos a combustão bem posicionados, como picapes, SUVs médios e veículos comerciais.

Conteúdo da proposta

A proposta apresentada por Jim Farley ao governo Trump — permitir que montadoras chinesas produzam nos EUA por meio de joint ventures controladas por empresas americanas — deve ser lida como um sinal explícito de que a Ford reconhece sua desvantagem estrutural frente à indústria chinesa.

O modelo espelha exatamente aquilo que a China exigiu por décadas das montadoras ocidentais: parcerias locais como condição para operar. A diferença é que, agora, são as empresas americanas que buscam esse arranjo para sobreviver à nova ordem industrial.

Checklist evita prejuízo e garante confiança na oficina, afirma especialista

Na Louricar LM, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, empresário detalha rotina de atendimento, controle de entrada de veículos e gestão de imprevistos; vídeo está disponível no YouTube da Revista O Mecânico

A rotina dentro da oficina exige método, registro e comunicação clara com o cliente. Na Louricar LM, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Maurício Marcelino reforça que o checklist na entrada do veículo é etapa obrigatória para evitar prejuízos e conflitos. O conteúdo faz parte da série “Direto da Oficina” e está disponível no YouTube da Revista O Mecânico.

Segundo Maurício Marcelino, proprietário da Oficina Louricar LM, o primeiro passo é ouvir o cliente e identificar a queixa junto com ele. “Primeira coisa é ouvir o que o cliente quer. Se ele fala que tem um barulho, a gente dá uma volta para identificar qual é o barulho que incomoda ele”, explica.

Após essa etapa, o veículo só é recebido com checklist completo. O controle é feito de forma manual e inclui verificação em 360 graus da carroceria e dos principais itens externos. “Receber o carro é uma dica de ouro. A gente faz o checklist e marca qualquer problema que já esteja no veículo”, afirma.

Marcelino ainda relata dois casos em que a ausência do registro gerou prejuízo. Em um deles, um pequeno dano no para-choque não foi identificado na entrada. Em outro, um veículo deixado antes do horário de funcionamento, em dia de chuva, também não passou pelo procedimento. “Tivemos que pagar dois carros. Não fizemos o checklist e assumimos o prejuízo”, diz.

Autorização antes de qualquer serviço adicional

Durante a visita da Revista O Mecânico, Marcelino apresentou três veículos em atendimento: um Volkswagen Polo, um Volkswagen Nivus e um Fiat Uno.

No caso do Polo, o problema inicial era o reservatório do sistema de arrefecimento ressecado e com conector danificado. Durante a inspeção, a equipe identificou também falha em um conector do cânister. O cliente foi comunicado antes da substituição. “Quando acontece esse tipo de coisa, é ligado para o cliente, passado o valor e perguntado se ele autoriza. Nesse caso, ele autorizou”, explica.

Já no Nivus, a cliente relatou ruído que cessava ao encostar o pé no freio. A equipe desmontou o conjunto de pastilhas, que ainda apresentava mais de 50% de material. A investigação seguiu para outros pontos. “Percebemos o para-choque um pouco solto e o protetor do cárter também. Fizemos o reaperto e vamos testar novamente”, relata.

No Uno, cliente antigo da casa, a visita foi para revisão periódica. O histórico indicava troca de correia dentada há dois anos e 30 mil km. Foram identificadas necessidade de troca de filtros, fluido de freio, óleo do motor e reparo de vazamento no radiador.

Como agir em situações fora do controle

Marcelino também comentou um episódio recente de falta de energia na região, após forte ventania em São Paulo. Com veículos suspensos nos elevadores e prazos de entrega em andamento, a oficina precisou reorganizar a rotina. “Quando deu 5 horas da tarde, eu liguei para o cliente e falei: ‘Infelizmente eu não consigo entregar o carro’. Sempre é ser rápido e falar a verdade”, afirma.

Um dos elevadores permitiu a descida manual do veículo, mas outro permaneceu travado até o retorno da energia. Segundo ele, a comunicação imediata evitou conflitos com os clientes.

Método de trabalho

A Louricar LM é uma oficina familiar, com atuação de pai e filho. A gestão inclui envio de informações por WhatsApp durante os serviços, com fotos e atualizações. “Trabalhamos com transparência. Usamos o WhatsApp para passar confiabilidade para o cliente e deixar ele ciente do que estamos fazendo. Isso agrega confiança para nós e para ele”, destaca Maurício.

A experiência completa na oficina, com demonstração prática dos casos e orientações voltadas ao dia a dia dos mecânicos, pode ser conferida no canal da Revista O Mecânico no YouTube.

css.php