Programa O Mecânico Ao Vivo pelo Facebook e YouTube nesta terça-feira, 6/06

Novidade! O Mecânico Ao Vivo agora é transmitido pelo canal O Mecâniconline do YouTube e pela página da Revista O Mecânico do Facebook.

Nesta TERÇA-FEIRA, 6 de junho, 19h30, transmitiremos o programa “Problemas e soluções em uma oficina moderna”. Bate-papo com Edson Roberto de Ávila, o Mingau, da Mingau Automobilística; Sérgio Ricardo Fabiano, do IQA; e Paulo Bueno, engenheiro automobilístico da Engin Automotiva.



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De Carro por Aí: O surpreendente Fiat Argo

Por Roberto Nasser

Desenvolvi alguns parâmetros nesta vida de convívio com automóveis. Coisa não acadêmica, mas fruto de vivência. Um deles, a batida do fechamento da porta. Pelo som dá para imaginar o cuidado na amarração de forças na carroceria, a rigidez torcional nas curvas, estradas ruins, freadas viris, beirando o pânico.

Foi a primeira surpresa com o Argo, o som seco, firme. Lembrava o Golf. Carro italiano com alguma coisa de alemão, pareceu-me bem.

Andando iniciou moldar conceito. Receptividade auxiliou muito: banco agradável, controles em linha reta visual, comandos próximos. E equipamentos inusuais à faixa de preço e porte do Argo. Passagem por buracos tem resposta firme, um tum! seco, indicando boa rigidez, boa construção. Bem impressionou.

Argo, o melhor da Fiat

Caminho

Para a Fiat o Argo não é mais um, mas o carro para suprir parte das vendas perdidas com a supressão dos produtos idosos – parte dos Palio, Idea, Punto, Bravo. Na prática, iniciar novo ciclo operacional para a marca, hoje com fixação em qualidade em projetos, materiais, métodos. Missão adicional, justificar os investimentos na fábrica Fiat em Betim, MG, pós gastos na usina de Goiana, Pe, de onde saem os atuais queridinhos da FCA, Renegade, Compass, Fiat Toro.

Argo é criação do mesmo time da FCA/Fiat, mecânica liderada pelo eng Claudio Demaria; estilo pelo time de Peter Fassbender, acertos de suspensão, direção e freios pela equipe do eng Robson Cotta. Foram os responsáveis pela formulação dos atuais vencedores. Em design, o conceito do Toro foi aplicado, com linhas retas envolventes, grupos ópticos longos. No interior, miscela de soluções de Fiat Coupé, como a faixa na cor do carro no painel frontal, as saídas de ar, a parte traseira, movimento dos ponteiros de velocímetro e conta giros – ao ligar giram mais de 300 graus para indicar a passagem de energia, lembram Alfa Romeo. Nada a ver com o novo Tipo. Projeto para América Latina, plataforma com parte frontal do Palio, nova daí para trás.

Como a Coluna explicou, foca nos líderes Chevrolet Ônix e Hyundai HB20 e resolveu fazer melhor: desenho, construção, uso de aços especiais, estamparia a quente, bem explorando resistência aos impactos externos, perigosa fraqueza do Ônix. E conseguiu mais espaço interno e porta malas, menor ruído, mais equipamentos, menor consumo, mais disposição.

Rico em composição de itens de segurança e infodiversão, painel arrematado por tela central, projetada como a dos Mercedes, e com 18 cm.

Três motorizações: Firefly 1,0, 3-cilindros, 72/77 cv; torque 10,4/10,9 m-kgf; transmissão mecânica 5M; Firefly 1,3, o 3-cilindros com mais 1, 101/109 cv; 13,7/14,2 m.kgf de torque; transmissão automatizada agora chamada GSR; EtorQ 1,8, 135/139 cv, torque de 18,8/19,3 m.kgf; e caixas mecânica 5M ou automática 6M. Bem completo, com câmera de ré desde a versão básica.

Em resumo, o Argo não é apenas mais um, mas a nova cara da Fiat, mirando oferecer produtos superiores à concorrência – como o é.

Fiat Argo – Quanto

1.0 Drive manual: R$ 46.800

1.3 Drive manual: R$ 53.900

1.3 Drive GSR: R$ 58.900

1.8 Precision manual: R$ 61.800

1.8 Precision auto 6M: R$ 67.800

1.8 HGT manual: R$ 64.600

1.8 HGT auto 6M: R$ 70.600

As versões 1,3 devem ser as mais vendidas.

C3, evolução oportuna e renascimento

Câmbio automático 6 marchas relança Citroëns C3 e Aircross


Novo conjunto moto propulsor nos modelos C3 e Aircross: motor 4-cilindros, 1,6, flex, 118 cv com transmissão automática 6M, até então aplicada aos motores turbo. Leitor da Coluna já sabia por antecipação.

Muito evoluiu ante precedente de apenas 4M. Novo agregado, por si só traria ganhos em agilidade, redução de consumo, mas esses tempos de mercado em início de retomada, exigem fazer festa para atrair clientes. É o caso. Deu trato geral no C3: re calibrou o motor e o em volta, como conforto de marcha, em especial quanto a barulhos e vibrações. No pacote versão de entrada Attraction, a iniciais R$ 58.540. Praticou o mesmo para o Aircross, de gradação iniciada pela versão Live, por R$ 67.990, e à irmã Peugeot pegou cor emprestada, aplicando-a às novidades: é Dark Carmin, pomposo marrom metálico.

Todas versões bem fornidas: transmissão Aisin, japonesa, líder no negócio; direção elétrica, ar, multimedia, computador, pneus ecológicos, trio elétrico. No Aircross, luzes DRL – acesas ao virar a ignição; rodas em liga leve aro 16”.

Conjunto

Adequação do conjunto ao sul do Equador, empregou 250 profissionais e 132 protótipos rodando 300 mil km, buscando conforto no reduzir ruídos, rapidez e suavidade na troca de marchas, anular vibrações. Citroën quer criar o rótulo.

Em tal messe alongou a sexta marcha em busca de economia, ante a dosagem de torque do motor, quase 13 quilos a 1.500 rpm, capaz andar em rotações baixas.

Bem dotado: sistema automático de partida a frio; comando de válvulas com aberturas variáveis; bomba de óleo alterna pressão por demanda – gera 1% de economia; cilindros, pistões e anéis com menor atrito; bielas forjadas, de menor peso e alta resistência; tuchos hidráulicos.

Interior com boa vedação térmica e acústica, e infodivertimento. É o caminho sem volta da, como diz Akio Toyoda, líder da empresa familiar, comoditização do automóvel, em transformá-lo num telefone esperto, capaz de transportar o dono.

Via

Uma das marcas com maior queda na recessão nacional, ao combinar motor/caixa confortável, ágil e econômica/estilo/conteúdo lembra os bons atrativos de C3 e Aircross. Manutenção a R$ 1/dia, garantia 3 anos.

Mercedes picape Classe X

Buenos Aires, o 2º. Salão brasileiro


Adefa, associação dos fabricantes argentinos de automóveis, e AMC Promociones organizam o Salón Internacional del Automóvel em Buenos Aires, 10 e 20 de junho. Será no elegante espaço ferial La Rural, em cinco pavilhões, 30 mil m2. Atração usual, veículos antigos, nesta edição enfatizando Rolls-Royces, Antigos Argentinos, e da curiosa classificação Clássicos Modernos. Três museus de automóveis estarão presentes.

É realizado nos anos ímpares, desencontrando com a mostra paulistana, criando cenário para lançar veículos brasileiros, pretendentes ao mercado latino americano. Edição de 2017 caracteriza isto: cearense Ford pré apresentará o EcoSport; paranaense Renault exibirá o Kwid; paulista GM o mexicano importado Equinox; Fiat o recém mostrado Argo, e versão sedã a ser argentina.

Atração separada em três estandes diferentes, espécie de trigêmeos trivitelinos, picapes com pequenas diferenças: Nissan Frontier, Renault Alaskan; e Mercedes Classe X. Os três têm a mesma base e serão produzidos pela Nissan. No segmento Volkswagen exibirá o picape Amarok com motor diesel V6 3,0.

E renca de chineses; Citroëns Cactus; Fiats 500L e Tipo; Alfas Giulia e SUV Stelvio.

Atração mundial, o Iglesias 1907, primeiro carro construido na Argentina por marceneiro com enorme capacidade realizadora.

Vendas pela internet: (tienda.mercadolibre.com.ar/salon-del-automovil-)

Roda-a-Roda


De novo – Citroën re importa espanhóis C4 e Gran C4 Picasso, 5 e 7 passageiros. Modelos mais caros da linha no país, marcam-se por espaço interno, cuidados para confortos em viagem. Muita tecnologia – padrão a clientes europeus.

Conjuntos – Motor 1,6 Turbo, desenvolvido com a BMW, 165 cv, transmissão automática 6M. Inova em estilo, espaço, visibilidade, conectividade, e confortos.

Muito – Troca automática de faróis alto/baixo; alerta e correção de mudança involuntária de faixa; lê placas de velocidade; visão 360 graus; Park Assist; sistema ativo de ponto cego; acesso mãos livres.

$ – Cada modelo tem padrões de decoração Seduction e Intensive. Preços a partir de R$ 121.400 versão 5 lugares, e R$ 131.400, com 7.

Variedade – Novo Mini Countryman agora nos revendedores em três versões: Cooper, R$ 145 mil; Cooper S, R$ 165 mil; e já conhecida ALL4, R$ 190 mil.

Kwid – Usualmente bem informado jornalista Marlos Ney Vidal divulgou preço máximo do próximo produto Renault, um hatch suvenizado: R$ 34.900. Em março Coluna apostou em R$ 29.900 para versão de entrada.

Mais – Será mostrado no Salão de Buenos Aires. Bom rendimento por parcos 800 kg e motor de 3-cilindros, 1,0, com maior torque na cilindrada.

Duas Rodas – Guilherme Berg, organizador do tradicional encontro de motos em Tiradentes, MG, criou variante na também mineira São Lourenço. Fórmula vitoriosa expondo marcas, produtos, serviços, e inovou com leilão de motos clássicas.

Mais – Novo Bike Fest reuniu 12.000 pessoas, gerou negócios superiores a R$ 3 milhões, superando expectativas e garantindo futuras edições.

Caminho – Volvo Cars, única montadora de carros Premium sem produção no Brasil, tomou via inexplorada para ampliar vendas: clientes com deficiência. Projeto específico para aproveitar redução de impostos.

Vantagem – Governo federal reduz IPI a 13% nos carros a gasolina e 25% aos diesel. Alguns estados isentam de IPVA. Volvo foca vender SUV XC90.

Alegria – Ano tido como o vale do mercado – vendas de caminhões atingiram nível mais baixo -, Mercedes-Benz festeja: entregou 524 caminhões Atego e Axor, todos 6×4 à Raízen, produtora de álcool, e Borgato, prestadora de serviços.

Pacote – Sócia da Shell, maior exportadora de açúcar de cana no mundo, e Borgato optaram ante capacidade de andar no campo e na estrada, e pacotes de manutenção e rastreamento 24×7, 9 meses por ano.

Sistema – Empresa aplica frota própria e terceirizada, entretanto mantém a gestão da logística sob seu controle. Olho e mão do dono, vacina contra falhas.

Pronúncia – Área de peças e acessórios Chrysler é a Mopar. Nos EUA dizem Môpar, e na FCA tratam-no Mopár ou Môpar. Versão depende do interlocutor.

Regra – Ao lançamento do Argo, ante citação da pronúncia norte-americana, Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto, botou ordem e definiu: aqui é Mopár.

História – Ford festejou referência histórica em maio.: 90 anos do encerrar produção do Modelo T, apresentador do poder da mobilidade. Ao início da década de ’20 o T representava metade da frota mundial.

Conceito – Expôs a mágica da redução de preços por escala. Em 1908 a US$ 800 e ao final em 1927 por US$ 295. Resultava das operações sequenciadas, a linha de montagem. Vendeu mais de 15 milhões de unidades mundo afora.

Derrapagem – Em comunicado Ford Brasil festeja o maio de 1919 citando-o como o início da montagem do T no Brasil. Teria sido à rua Florêncio de Abreu, hoje dedicada a ferramentas chinesas em S Paulo. Nem um, nem outro.

Pioneirismo – Primazia foi do baiano Antônio Navarro Lucas. Conquistou a representação Ford para Bahia, Sergipe e Alagoas, e em Salvador instalou linha de montagem tirando 10 unidades mensais a partir de julho de 1918, dois anos antes da marca iniciar sua montagem na capital paulista.

Linha de montagem da Navarro Lucas, 1918. Pioneira. (reprodução jornal A Tarde)

Gente – Alexandre Biagi, antigomobilista, industrial, reconhecimento. OOOO Sua Uberlândia Refrescos recebeu prêmio de Qualidade Coca-Cola por qualidade, segurança no trabalho, meio ambiente. OOOO Melhor operação nacional dentre as franquias da marca. OOOO Raul Anselmo Randon, empreendedor perfecionista, láurea. OOOO Doutor Honoris Causa em Ingegneria Gestionale pela Universidade de Pádua, Itália. OOOO Randon implantou linha de implementos de transporte, fabricou caminhões fora de estrada, tem intensa produção de maçãs, e recentemente vinhos e queijos RAR. OOOO Segundo brasileiro a receber tal título. Antes, o escritor Jorge Amado. OOOO Renata Carvalho, jornalista, mudou de lado. OOOO Deixou o programa de tv Autoesporte e assumiu Gerência de RP e Imprensa Citroën. OOOO

Ford lança página da Motorcraft com informações para mecânicos independentes



A Ford lançou uma nova página na internet, dentro do site de peças originais Motorcraft, com informações técnicas de seus veículos para mecânicos independentes. Encontrada no endereço www.reparadormotorcraft.com.br, ela foi desenvolvida especialmente para oferecer conteúdo técnico relevante de modelos da marca que já estão fora do período de garantia, de ano-modelo 2009 a 2013.

A ação tem como objetivo capacitar os mecânicos independentes a realizar serviços de manutenção nesses veículos, que representam uma importante parcela da frota circulante nacional. Todo o acervo do site – que terá mais de 2.500 informações técnicas, abrangendo 14 sistemas e oito veículos da Ford – pode ser acessado tanto pelo computador como por smartphones e tablets.

O sistema de busca do portal foi desenvolvido para que a consulta seja rápida e intuitiva, possibilitando a pesquisa por modelo, ano, sistema ou palavra-chave. O programa começa com informações do Fiesta Rocam e vai abordar, nos meses seguintes, os modelos Courier, Ka, Focus, Fusion, Edge, Ranger e EcoSport. Para facilitar a consulta do reparador, também será possível salvar, visualizar e compartilhar as informações por e-mail ou mídias sociais.

“Os reparadores independentes atendem uma parcela significativa da frota de veículos e também são importantes formadores de opinião no mercado”, afirma a supervisora de Comunicação de Serviço ao Cliente da Ford, Rode Alves.

“Por meio da Motorcraft, estamos realizando uma série de ações para atuar de forma mais próxima a esses profissionais e atender as suas necessidades, tanto no fornecimento de peças como de informações técnicas que são importantes para a realização do seu trabalho e satisfação dos clientes”, conta.

Conheça a fábrica de motores da Harley-Davidson em Wiscosin, nos EUA

Na linha de montagem, há sempre um cabeçote preto pré-montado à espera de um motor

Os motores das motocicletas Harley-Davidson ganham vida na Pilgrim Road Powertrain Operations, no estado de Wiscosin, nos Estados Unidos. Esta é a área onde o time de mecânicos transforma o aço forjado em bielas, virabrequim, engrenagens de câmbio, comandos de válvulas e carcaças de alumínio em blocos de motor.

Esses e muitos outros componentes são transformados ao longo das linhas de montagem da Pilgrim Road, esperando para completar uma das 59 diferentes configurações de motores atualmente disponíveis. Dessa fábrica, esses motores e suas transmissões são acoplados a armações para equipar as motocicletas H-D nas linhas de montagem final das cidades norte-americanas de York, na Pensilvânia, e Kansas City, em Missouri.

Localizada em Menomonee Falls, a Harley-Davidson Motor Company’s Powertrain Operations abrange quase 76 mil m² de espaço na cidade. O local sempre esteve relacionado aos motores: o edifício foi construído em 1979 pelo ícone dos pequenos propulsores, Briggs & Stratton e adquirido pela Harley-Davidson em 1996. A montadora permaneceu no endereço até 2006, depois de ter completado a transferência da linha de montagem de motores de sua fábrica da época da 2a Guerra Mundial, localizada em Capitol Drive, há alguns quilômetros de distância dali.

Uma caixa de bielas de aço forjado estão prontas para usinagem

“Temos capacidade de construir em 24 horas um motor encomendado”, diz o engenheiro de processo, Jared Olsen. “Nós conseguimos acompanhar quase que instantaneamente as mudanças de produção nas plantas de Kansas City e de York, ou enviar um motor de P&A (motores do catálogo de acessórios) imediatamente para um concessionário Harley-Davidson”, afirma.

Durante picos de produção, a Pilgrim Road emprega quase mil funcionários. Muitos deles estão envolvidos em usinagem e tratamentos térmicos, duas das competências centrais nas instalações da planta. Fornecedores entregam matéria-prima forjada e fundida, pronta para trabalhos precisos de acabamento, executados pelos operadores das máquinas, que equipam centros de usinagem de ponta, controlados por computadores. As faces e furos de bielas, por exemplo, são fabricados em múltiplos estágios antes que os furos sejam aquecidos por indução de corrente elétrica para um aumento de resistência localizado. Um indicador eletrônico na estação de acabamento mede todos os aspectos de cada biela, assegurando um controle de qualidade preciso para um componente-chave muito importante.

No extremo norte da unidade, uma esteira rolante alimenta as carcaças dos cabeçotes Twin Cam fundidas em um centro de usinagem de cinco eixos, que usina todas as superfícies planas, a câmara de combustão, assentamentos de válvulas; fura e faz a rosca do orifício da vela de ignição; e, em seguida, limpa todos os cavacos de alumínio em uma única operação. Em outro centro de usinagem, um robô gigante é responsável pela união das metades direita e esquerda das carcaças, levantando cada parte sobre um jato de ar para afastar os detritos antes de juntá-los com parafusos e fios, usinando as cavidades dos rolamentos do virabrequim, garantindo alinhamento absoluto das superfícies.

No final da linha de montagem, unidades de motores prontos são fixados em suportes de transporte

Antes de serem usinados, cilindros, cabeçotes, metades das carcaças e a caixa de transmissão são revestidos com um pó preto ou prata. Ele substitui a tinta molhada com um revestimento duradouro de resina de poliéster, aplicado na forma de pó e tratado em altas temperaturas. O revestimento é um processo ecológico que, ao contrário de pintura líquida, produz emissões zero de GCV (Gases de Compostos Voláteis) e quase nenhum resíduo perigoso. A fim de atender às expectativas do cliente, a unidade gera e recicla anualmente mais de 4.500 toneladas de aço e alumínio.

A montagem do motor ocorre ao longo de uma linha de montagem limpa e bastante iluminada na forma de “U” duplicado. A montagem acontece simultaneamente nas linhas internas e externas durante o pico da produção, e em apenas uma linha de montagem quando a demanda é menor, ou pode continuar em qualquer uma, caso haja um problema na outra.

Muitas tecnologias e processos estão presentes nessa planta para ajudar os funcionários da montagem a manter o controle de qualidade. Cada motor é digitalizado para o computador no início da linha de montagem. Um sistema “pick to light” coloca uma câmera sobre caixas de peças pequenas, em cada estação de trabalho, para confirmar que o trabalhador alcance a parte adequada e na ordem correta. As telas de cada estação piscam uma luz verde indicando quando uma etapa de montagem foi concluída com êxito. Em algumas estações, câmeras digitalizam o motor parcialmente montado e podem alertar um operador caso uma parte errada tenha sido colocada por engano, como por exemplo, se a junta do cabeçote foi colocada equivocadamente.

Perto do final da montagem, cada motor é “testado friamente” para verificar seu funcionamento. Ao invés de ligá-lo com combustível, este é girado por um motor elétrico de 60 a 1.600 rpm por cerca de 100 segundos. Dezenas de sensores colocados em torno do motor registram 250 pontos de dados, da pressão de óleo e saída de tensão até o som do comando de válvulas. Todos esses dados são registrados em um histórico digital de cada motor, que pode ser rastreado se quaisquer problemas de serviço ou de garantia surgirem no futuro. Motores que não são aprovados no teste frio são enviados para uma área de reparo. Aqueles que são aprovados ganham um conjunto novo de velas de ignição, uma etiqueta com código de barras e são levados para fora da linha e fixados em pallets de transporte para a viagem até York ou Kansas City.

Vendas em maio crescem 24,7% em relação a abril



A venda de automóveis e comerciais leves novos cresceu 24,7% em maio, na comparação com abril. Foram emplacadas 190.131 unidades no quinto mês do ano, contra 152.366 no mês anterior. Na comparação com maio de 2016, o avanço é de 17,2%. No acumulado do ano, o saldo também é positivo: aumento de 2,2% sobre o mesmo período de 2016. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) na tarde desta quinta-feira (1º).

A média diária de vendas para automóveis e comerciais leves cresceu 2,1% entre abril e maio deste ano, passando de 8.465 unidades para 8.642 no último mês. “Se mantivermos este volume de crescimento nas vendas diárias, encerraremos 2017 com o crescimento de 2,04% nas vendas destes segmentos”, afirma o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Se somarmos todas as categorias do setor da distribuição de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), houve queda de 7,59% no acumulado do ano. Nos primeiros cinco meses deste ano, foram emplacadas 1.228.275 unidades, contra 1.329.100 entre janeiro e maio de 2016.

Mais vendidos

Entre os automóveis, o Chevrolet Onix se manteve na liderança, com 15.007 unidades emplacadas em maio. O compacto da GM é seguido de longe por Ford Ka, com 9.326 unidades, e Hyundai HB20, com 8.981 emplacamentos.

Entre os SUV’s, o Jeep Compass fechou mais um mês na liderança do segmento, com 4.458 emplacamentos, seguido de Honda HR-V (4.408) e Hyundai Creta (3.751). Destaque para o Ford EcoSport (3.096), que conseguiu ficar à frente do Jeep Renegade (2.869).

Alta Roda: MUDAR OU DESAPARECER

Por Fernando Calmon

Que a indústria automobilística mundial terá de se reinventar nas próximas duas décadas ninguém mais duvida. Alguns especialistas acreditam em prazo ainda mais curto – talvez 10 anos – para mudanças profundas em direção à mobilidade diversificada e onipresente. A consolidação, porém, seria gradual e irreversível porque certamente a produção tende a se acomodar não muito acima de 120 milhões de veículos/ano (hoje em torno de 85 milhões).

Uma das pesquisas interessantes sobre esse futuro foi publicada recentemente pela consultoria inglesa Ernst & Young (EY). Traça um quadro sobre barreiras a superar em mercados cada vez mais integrados e compartilhados. EY identificou cinco desafios que os fabricantes devem superar. Em resumo, os seguintes:

1. Inovação: Apesar de a indústria acumular histórico de aperfeiçoamentos e de os veículos de hoje serem muito avançados, poucas companhias demonstram abordagem sólida para desenvolver e avaliar novas ideias. Portanto, há necessidade de maneiras verdadeiramente disruptivas para revolucionar o próprio negócio.



2. Conectividade: Necessário ver os consumidores como indivíduos para quem experiências, produtos e serviços devem ser personalizados. Este tema é crítico, principalmente para as novas gerações que se acostumaram com serviços móveis e sob demanda. Fundamental aprofundar o relacionamento contínuo com os consumidores. Após a venda, interações com clientes são infrequentes e impessoais e, em muitos casos, gerenciadas apenas pelas concessionárias.

Em contrapartida, potenciais operadores no mercado e os principais fornecedores de transporte compartilhado se beneficiam de uma ligação muito mais estreita com clientes, por meio de avaliações diretas e respostas pessoais nos aplicativos e nas redes sociais. Como a escolha dos consumidores está cada vez mais baseada nas suas experiências, a conectividade entre empresas e consumidores será a chave para o sucesso. Por isso, é prudente a indústria melhorar drasticamente a capacidade de interação e de oferecer novos serviços.

3. Colaboração externa: Por décadas houve relação muito rígida entre mercado e parceiros. A nova indústria de mobilidade, porém, requer trabalho de colaboração mais amplo, envolvendo todo o ecossistema. Apesar de motivações e objetivos diferentes, todas as engrenagens desse universo devem compartilhar experiências e informações, a fim de oferecer serviços focados e personalizados aos clientes.

4. Novos talentos: A indústria automobilística sempre buscou os melhores engenheiros do mercado, porém a aposta agora é em inteligência artificial e cientistas de dados. Organogramas tradicionais e modelos de compensação e incentivos impedem as empresas de atrair e reter o talento necessário para inovar e sustentar um negócio disruptivo. Pesquisa com jovens profissionais de tecnologia e startups apontou que eles não enxergam o mercado de veículos como inovador.

5. Modelos operacionais desatualizados: As grandes companhias preferem alavancar seus antigos processos operacionais e sistemas em vez de investir em novas formas de executar essas ações.

Então está na hora de mudar.

RODA VIVA



LANÇAMENTO do Citroën Cactus, importado da França, semana passada na Argentina. Estratégia estranha, pois o carro será produzido no Brasil (início de 2018) e sairá mais barato, sem imposto de importação, para os argentinos. Já a VW prepara prévia de imprensa do novo Polo, na Alemanha, em meados de junho próximo. Para o público alemão em agosto e no Brasil, setembro.

SINDIPEÇAS confirma que frota brasileira de veículos leves e comerciais estagnou em 42,8 milhões de veículos, em 2016, apenas 0,7% acima de 2015. Há ainda 14 milhões de motocicletas. Este ano, muito provavelmente, frota total começará a encolher, como ocorreu nos EUA, após a crise financeira de 2008/2009. Outro aspecto ruim: envelhecimento da idade média dos veículos.

CARROS da MINI continuam a ser anabolizados pela BMW. Novo crossover Countryman tem 45% a mais de comprimento (hoje, 4,3 m) em relação ao primeiro modelo inglês de 1959. Três versões chegam ao mercado: Cooper, Cooper S e ALL4 (tração integral). Motores turbo de 1,5 L (3 cilindros), 136 cv e de 2,0 L (4 cilindros), 192 cv. De R$ 144.950 a 189.950.

CITROËN C3 e C3 Aircross finalmente estreiam o câmbio automático de seis marchas, da japonesa Aisin, como a Coluna antecipou. Seu funcionamento é suave e tem três modos, além de seleção sequencial. Motor de 1,5 L saiu de linha. Como a potência do motor de 1,6 L caiu 4 cv as respostas ao acelerador ficaram algo mais lentas. Preços entre R$ 58.540 e R$ 76.400.

MINICIDADE da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), de São Paulo, foi modernizada em colaboração com o Instituto Renault. Faz parte da ação “O Trânsito e Eu”, incluindo sala digital e realidade virtual. CET estima que 14.000 crianças anualmente visitem as novas instalações. Em 24 anos, mais de 200.000 jovens passaram por essa experiência meritória.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Saiba como evitar problemas ao ligar o carro abastecido com etanol em dias frios



Com o preço mais competitivo do que o da gasolina em algumas regiões, o etanol tem sido a primeira opção de muitos motoristas na hora de abastecer carros com motor flex. Porém, a chegada dos dias frios pode fazer com que essa escolha signifique mais transtorno na hora de ligar o carro, especialmente para veículos sem manutenção. Para evitar o problema, é necessário que os sistemas auxiliares de partida a frio estejam com a revisão em dia, assim como com os componentes da ignição.

Segundo o consultor de Assistência Técnica da NGK, Hiromori Mori, velas de ignição desgastadas também podem causar dificuldades na partida, por isso, é importante que os motoristas façam a checagem do componente periodicamente. “Para que o sistema auxiliar de partida funcione de maneira adequada é preciso que o sistema de ignição esteja em ordem”, explica o especialista.

Em veículos mais modernos, os sistemas auxiliares de partida têm a função de pré-aquecer o combustível quando a temperatura do motor é inferior a 14ºC e o abastecimento ocorreu com etanol. Como esse sistema precisa de grande potência para funcionar, forçar seu uso com a vela desgastada pode causar problemas na bateria e provocar a sua falha. O mesmo ocorre nos carros que possuem reservatório para gasolina, conhecido popularmente como “tanquinho”.

“Neste caso, uma dica importante é que o dono do carro faça a limpeza do reservatório e substituição da gasolina com a chegada das temperaturas mais baixas, para garantir o bom funcionamento do sistema”, comenta Hiromori Mori.

A NGK recomenda que a vela de ignição seja inspecionada conforme orientação do manual do veículo, a cada 10 mil quilômetros ou anualmente. Também é importante checar as condições dos cabos – responsáveis por conduzir a alta tensão produzida pela bobina até as velas – sempre que o sistema passar por revisão.

Bosch fornece sistemas de segurança para Fiat Argo



O Fiat Argo chega ao mercado equipado com tecnologias Bosch que priorizam a segurança no trânsito e a redução no consumo de combustível e desgaste dos pneus. Além do Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP), o novo hatch conta também com o sistema de saída em rampa (Hill Holder) e o Sistema de Monitoramento de Pressão de Pneu (iTPMS), que visa verificar a pressão dos pneus de forma constante.

Com sensores de velocidade ligados às rodas e à carroceria (que indica as forças laterais e longitudinais), além da leitura do ângulo de esterço do volante e da velocidade, o ESP monitora a todo instante o comportamento dinâmico do veículo. Se a tecnologia detectar uma situação crítica, o sistema reage de imediato – independentemente da ação do motorista, utilizando o sistema de frenagem do veículo para auxiliar na volta à trajetória.

O ESP também auxilia o veículo em saídas bruscas, pois atua em conjunto com a unidade de comando eletrônica do motor reduzindo o torque direcionado para as rodas. Já o Hill Holder evita que o veículo volte para trás em uma subida sem que haja intervenção do motorista.

Outro diferencial do Argo é Sistema de Monitoramento de Pressão de Pneu (iTPMS), que ajuda na redução do desgaste dos pneus, evitando o risco de acidente em caso de um pneu murcho ou furado.

Ford comemora 98 anos de Brasil e 90 anos do fim da produção do Model T



A Ford registrou, em maio último, dois marcos importantes que fazem parte da história da indústria automotiva no Brasil e no mundo: os 98 anos de instalação da empresa no Brasil e os 90 anos do fim de produção de seu primeiro produto montado no País, o lendário Modelo T.

O Modelo T é considerado o principal responsável pela inserção do carro em várias sociedades mundiais no início do século XX, entre elas a brasileira, formada principalmente, na época, por cafeicultores e comerciantes. Introduzido nos Estados Unidos no final de 1908, o Modelo T começou a ser montado no Brasil quando a Ford se instalou no País, em 1919, há quase um século, em um galpão no centro de São Paulo. O veículo impulsionou a expansão da marca e em 1925 estabeleceu o recorde anual de 24.250 unidades no mercado local.

Vendido pelo equivalente a US$ 850, foi o primeiro carro de massa acessível, usando peças padronizadas e intercambiáveis. O preço da versão básica do “Lizzie” – um dos apelidos mais populares do carro – caiu para apenas US$ 260 no final dos anos 30, como resultado dos ganhos de eficiência na montagem e da redução de custo repassada para os clientes.

Carro Universal

O Ford Modelo T vendeu no mundo mais de 15 milhões de unidades durante seus 19 anos de vida. Como parâmetro do seu sucesso, basta dizer que em meados da década de 1920 o “carro universal” da Ford representava mais da metade dos veículos existentes no mundo. Antes do lançamento do Modelo T, que foi o nono veículo criado por Henry Ford, a marca tinha produzido só 25.000 veículos.

Para diferenciar o sucessor do Modelo T a Ford foi buscar um nome no lado oposto do alfabeto, e optou por Modelo A, que já havia usado nos seus primeiros anos. Mesmo trazendo muitos aprimoramentos em relação ao Modelo T, principalmente nos aspectos de conforto, segurança e design, o Modelo A ainda era um carro acessível. Seu preço variava de US$ 385 na versão “roadster” até US$ 1.200 na configuração urbana.

Entre os avanços de segurança, tinha vidro com proteção contra estilhaçamento, freios nas quatro rodas e para-choques de série. Ele também produziu mudanças na estrutura da Ford, que criou os primeiros departamentos de cor e design para o seu desenvolvimento.

Nakata lança amortecedores HG para Toyota Hilux



A Nakata lança amortecedores HG para várias versões da Toyota Hilux, com ano de fabricação entre 1996 e 2014.

Os itens, com códigos HG 30924 e 30923, atendem o modelo Hilux 4X4 (janeiro de 1996 a dezembro de 2004), esquerda/direita, exceto SW, traseiro e dianteiro, respectivamente.

Já os códigos HG 31145 e 31144 devem ser aplicados na Hilux 4X4/4X2 (janeiro de 2005 a dezembro de 2014), esquerda/direita, exceto SW4, traseiro e dianteiro, respectivamente.

Os códigos HG 41105 e 41106 são indicados para o modelo Hilux SR5 (janeiro de 1997 a dezembro de 2004), direita/esquerda, dianteiro e traseiro, respectivamente.

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