Novo compacto da Fiat, o Argo começa a ser vendido a partir de quinta-feira, dia 1º de junho. Com nome inspirado na mitologia grega, o Argo terá três opções de motores e três de câmbio, divididas nas versões Drive (1.0 manual, 1.3 manual e 1.3 robotizado), Precision (1.8 manual e automático) e HGT (1.8 manual e automático).
Os motores são os 1.0 de 3 cilindros e 1.3 de 4 cilindros Firefly que também equipam a linha Uno, mais o motor 1.8 E.torQ (agora, chamado de E.TorQ Evo), cujo sistema flex não tem mais o tanquinho de gasolina. Já os câmbios são o manual de cinco marchas, automatizado GSR de cinco marchas e automático de 6 marchas.
A plataforma do Argo, batizada de MP1, é derivada da usada no Punto nacional (que, por sua vez, tinha base diferente do modelo europeu). Oficialmente, o Argo entra no lugar do Punto, mas o modelo também deve substituir os Palio 1.4 e 1.6, além de poder atrair parte dos potenciais consumidores do Bravo.
A Fiat trabalhou ainda vários outros aspectos do Argo, como um acabamento aprimorado e mais tecnologia, incluindo uma nova central multimídia com projeção para Android e iOS, assistência elétrica da direção com auxílio de correção da trajetória, ESC com vetorização de torque e um sistema de som retrabalhado.
Preços e Versões
Fiat Argo Drive 1.0 Fiat Argo Drive 1.0 Drive 1.0 (R$ 46.800)
Série: Ar-condicionado, rodas de aço de 14”, direção eletroassistida, travas e vidros dianteiros elétricos, Isofix, banco com regulagem de altura e Start-Stop.
Opcional: Rádio, câmera e sensor de ré, retrovisor e vidro traseiro elétrico, central multimídia com tela de 7”
Fiat Argo Drive 1.3 manual Fiat Argo Drive 1.3 manual Drive 1.3 Manual (R$ 53.900)
Série: Mesmos itens da 1.0, mais central multimídia com tela de 7” com duas entradas USB, monitoramento de pressão dos pneus via ABS e comandos do rádio no volante
Opcional: Farol de neblina, roda de liga-leve de 15”, câmera e sensor de ré, retrovisor e vidro elétrico traseiro
Fiat Argo Drive 1.3 GSR Fiat Argo Drive 1.3 GSR Fiat Argo Drive 1.3 GSR Drive 1.3 GSR (R$ 58.900)
Série: Mesmos itens da 1.3, mais controlador de velocidade, ESC com assistente de partida em rampa e vetorização de torque, retrovisor elétrico com tilt-down, luz ambiente no painel e borboletas para trocas de marcha no volante
Opcional: Farol de neblina, roda de liga-leve de 15”, câmera e sensor de ré
Precision 1.8 Manual (R$ 61.800)
Série: Mesmos itens da Drive 1.3, mais rodas de liga de 15”, faróis de neblina, alarme, volante com regulagem de altura e profundidade, vidros traseiros elétricos, banco traseiro bipartido e faróis com DRL em LED.
Opcional: Airbags laterais, sensor e câmera de ré, painel com tela de LCD de 7”, chave presencial, sensor crepuscular e de chuva, rebatimento dos espelhos laterais, banco de couro e retrovisor interno eletrocrômico
Precision 1.8 Automático (R$ 64.600)
Série: Mesmos itens da Precision manual, mais volante de couro, controlador de velocidade e borboletas para trocas de marcha no volante
Opcional: Os mesmos da Precision manual
Fiat Argo HGT 1.8 manual Fiat Argo HGT 1.8 manual Fiat Argo HGT 1.8 manual HGT 1.8 Manual (R$ 67.800)
Série: Rodas de liga-leve de 16”, quadro de instrumentos com tela de 7”, suspensão enrijecida e ESC recalibrado
Opcional: Airbags laterais, sensor e câmera de ré, chave presencial, sensor crepuscular e de chuva, rebatimento dos espelhos laterais, banco de couro e retrovisor interno eletrocrômico
Fiat Argo HGT 1.8 AT6 Fiat Argo HGT 1.8 AT6 Fiat Argo HGT 1.8 AT6 HGT 1.8 Automático (R$ 70.600)
Série: Mesmos itens da versão HGT manual, mais controlador de velocidade e borboletas para trocas de marcha no volante.
Opcional: Os mesmos da HGT manual
A Wix Filters Brasil, uma das marcas do grupo Mann+Hummel, fabricante de sistemas de filtragem, lança neste mês novos filtros destinados a veículos de linha pesada das montadoras MBB, Ford e Volkswagen. Os novos produtos são o Filtro Blindado do Óleo Lubrificante 51748 e o Elemento Filtrante do Óleo Lubrificante WL51142.
Veja abaixo as especificações dos filtros:
Componente: Elemento Filtrante do Óleo Lubrificante – WL51142 Aplicações: MBB: Motor OM 366 e 366A (366 184 01 25, 000 180 08 09)
Componente: Filtro Blindado do Óleo Lubrificante – 51748 Aplicações: FORD: Ford Cargo Cummins 6 CT 8.3 (>92) / VW: motor Cummins 6 CT 8.3 (>92); 6 C 8.3 (>92); 6 CT AA 8.3
A Ford anunciou o marco de produção de 250 mil unidades do New Fiesta na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Esse volume inclui somente o modelo da geração atual, que é montado no ABC paulista desde 2013. Além de atender o mercado interno, o hatch brasileiro é exportado para a Argentina, Bolívia, Peru, Uruguai e Paraguai.
Historicamente, a fábrica de São Bernardo foi a primeira na América do Sul a produzir o Fiesta, montando a quarta geração do carro entre os anos de 1996 e 2002. Depois disso, a linha foi transferida para a fábrica de Camaçari, na Bahia, para o lançamento da quinta geração. Com a chegada da versão global, ele passou a se chamar New Fiesta e voltou a ser produzido em São Bernardo.
No acumulado, somando todas as gerações fabricadas no Brasil, o modelo já passa de 1,8 milhão de unidades vendidas no País e mercados da América do Sul.
“O New Fiesta é uma prova do padrão global de manufatura da fábrica de São Bernardo, com um sistema de produção refinado e eficiente, reconhecido por altos níveis de satisfação dos clientes”, afirma o gerente de Produto da Ford, Fernando Pfeiffer.
O Fiesta chegou ao mercado brasileiro como carro popular de três portas, na década de 1970. Atualmente, o hatch é posicionado no segmento de compactos premium, com motores 1.6 Sigma Flex e 1.0 EcoBoost (somente gasolina).
Já tradicional nas principais feiras do setor, o ciclo de palestras do Projeto Atualizar O Mecânico foi um enorme sucesso, graças à incrível adesão e participação do público. Quase mil pessoas compareceram às 40 palestras promovidas dentro das duas salas no estande da Revista O Mecânico. A 21ª edição do ciclo de palestras gratuitas foi direcionado para os principais temas que o profissional que trabalha com o reparo de veículos procura, abrindo a oportunidade do contato direto entre mecânico e fabricantes de autopeças.
As palestras traziam temas diversos que envolviam freios (ATE/Continental); turbos (BorgWarner); Motores de Partida (Delco Remy/BorgWarner); injeção eletrônica (Delphi); tecnologia em filtragem (Hengst); solucionando diagnósticos complexos (SUN); sensores de oxigênio (VDO/Continental); gestão de frotas (VDO/Continental) e sistemas de filtragem (Tecfil); válvula termostática e sistema de arrefecimento (Wahler/BorgWarner). Ao final de cada palestra, os mecânicos ganharam certificado de participação.
ATE Freios
Marca do Grupo Continental, a ATE levou ao Atualizar as palestras do técnico Henrique Afonso Ernits (foto), que falou sobre aspectos do sistema de freio hidráulico, característica e instalação de discos e pastilhas de freio, além de comentar sobre um produto da marca que permite a redução dos ruídos provenientes da pastilha. O especialista citou as principais dúvidas dos mecânicos. “Eles perguntaram muito sobre a aplicação do fluido de freios e sobre as diferenças entre as especificações deles: DOT3, DOT4 e o DOT5.1. Questionaram também sobre a composição do material de atrito existente nas pastilhas e o motivo da propagação de ruídos nela”, explicou. O técnico espera que, com o Atualizar, o mecânico saia melhor informado, para o seu trabalho do dia-a-dia. “Eu acho uma iniciativa extremamente interessante e válida e, para mim, é algo que deve sempre ocorrer através da parceria da Revista O Mecânico e a ATE Freios. Os mecânicos ainda têm muitas dúvidas, e estamos aqui para informar. Para nós, é importantíssimo este contato direto com o profissional, pois conseguimos instruí-los, apresentar a qualidade dos nossos produtos e, principalmente, fixar a marca para eles”.
Palavra do Mecânico: “Acho que participei de todas as edições da Automec e, desde então, não perco a oportunidade de assistir às palestras. Sempre participo do Atualizar e o técnico que deu esta a palestra sobre freios é muito bom. O que ele trouxe só vem a reforçar a nós mecânicos quais os procedimentos que devem ser adotados na troca de discos, pastilhas e fluidos de freios. Tudo tem um processo a ser seguido pelo profissional.” – Irineu Gonçalves Izzo, gerente de oficina do Centro Automotivo Paradão, de São Paulo/SP.
BorgWarner
BorgWarner apresentou no Projeto Atualizar na Automec 2017 sua palestra sobre turbos “Explicamos desde o funcionamento básico de um turbocompressor, bem como seu regime de trabalho, de temperaturas e pressões, por exemplo. Embora pareça muito simples, houve muitas perguntas à respeito, tanto em linha leve, quanto em linha pesada”, afirmou o Newton Juliato (foto), supervisor de desenvolvimento de aftermarket. Sobre a oportunidade da empresa em ter este contato direto com o mecânico e qualificá-lo, Newton comentou. “É uma ótima oportunidade esta que o Atualizar oferece. O mecânico já vem interessado no assunto da palestra e temos um bate-papo técnico e interativo, facilitando este contato que eles tanto precisam com os fabricantes de autopeças e esclarecendo suas principais dúvidas”, acrescentou Newton.
Palavra do Mecânico: “Muito bacana! Aprendi coisas que, particularmente eu não sabia, como algumas ‘manhas’ de como fazer a lubrificação correta da turbina antes de instalá-la e até algumas dicas de manutenção e diagnóstico de falhas. Para nós, participar de uma palestra deste tipo foi uma grande oportunidade, pois além de gratuita, ser com um técnico gabaritado e que nos qualificou da forma como foi, é uma oportunidade única.” – Bruno Augusto Souza Pinheiro, engenheiro de produção e proprietário da oficina FM Autoparts, de São Paulo.
Delco Remy
Empresa do grupo da BorgWarner, a Delco Remy apresentou a palestra “Alternadores e motores de partida” Nesta, os analistas de vendas Carlos Moreira Ramos da Silva e André Felipe Ribeiro Silva (foto) ficaram com a responsabilidade de disseminar o conhecimento para os mecânicos expectadores. “Nós abordamos, primeiramente, um tema mais institucional, onde falamos sobre a junção da BorgWarner com a Delco Remy, um histórico da empresa e detalhes técnicos dos motores de partida e alternadores. Falamos também da nossa linha de remanufaturados, que é um novo conceito que estamos empregando no mercado, além de comentar sobre as famílias destes motores de partida e alternadores, citando sobre as recomendações de uso e instalação”, explicou Carlos. André ainda acrescentou que os mecânicos puderam sanar todas as dúvidas nas palestras. “Pelo perfil do público nas palestras, bastante seleto, as dúvidas foram bastante técnicas e pontuais. De certa forma, algumas foram desafiadoras para nós, mas conseguimos esclarecer todas. Entre o mais citado, destacaram-se os defeitos característicos dos componentes e sobre o histórico e qualidade da marca no mercado”.
Palavra do Mecânico: “Aprendi muito sobre os alternadores e motores de partida, sobre a melhoria de qualidade dos produtos perante os antigos. Enfim, a oportunidade de participar de uma palestra gratuita que vai me ajudar profissionalmente, foi muito bom.” – Leonardo Braile,
autônomo,
de São Paulo/SP
Delphi
A Delphi participou do Projeto Atualizar da Revista O Mecânico com palestras sobre injeção eletrônica. “Falamos sobre injeção eletrônica focando em sistemas de injeção eletrônica Flex Delphi”, disse Pedro José Valêncio Júnior (foto), coordenador de suporte ao cliente. Pedro ainda acrescentou quais as principais dúvidas abordadas pelos mecânicos durante as palestras. “O que mais me questionaram foi com relação ao funcionamento do sensor de oxigênio no sistema, sobre qual a quantidade ideal de mistura de combustível que ele pode abastecer e como funciona o ciclo de aprendizagem deste combustível”, explicou Pedro. Em sua segunda Automec, o coordenador da Delphi acrescentou que o Atualizar foi de extrema importância para a empresa. “Todos foram bastante participativos e tiraram dúvidas quanto à procedimentos e aos nossos produtos. No fim, isso com certeza irá trazer bons frutos para a Delphi”, acrescentou Pedro.
Palavra do Mecânico: “Este tipo de palestra sempre agrega muito conhecimento para a gente. Muitas vezes ouvimos falar sobre um equipamento, alguma novidade tecnológica, mas não temos um aprofundamento técnico sobre o assunto, o que pode deixar um assunto importante passar despercebido. Assim, participar de uma palestra desta qualidade, com tanta informação, nos ajuda demais, pois tu sabes como funciona cada produto/ equipamento e como aplicá-los corretamente.” – Jean Roberto Schelter, de Balneário Piçarras/SC
Hengst
As palestras da Hengst foram ministradas pelo engenheiro de campo Matheus Michelon (foto). “Nós falamos sobre o gerenciamento de fluidos, desenvolvimento e qualidade na construção dos filtros. Reforçamos sobre a importância da aplicação correta dos elementos filtrantes, orientando sobre as precauções que o mecânico tem que ter na substituição destes”. Sobre as dúvidas levantadas durante as palestras, Matheus explicou que foi necessário quebrar alguns ‘mitos’. “Me perguntaram se, na troca do filtro de ar em linha pesada, se a ausência do filtro de segurança causaria algum problema. Precisei explicar detalhadamente como funciona o sistema para ele entender a importância de cada componente e dos riscos que a adulteração de sua originalidade poderia acarretar na durabilidade do motor. Outra dúvida recorrente foi se era preciso trocar o filtro de cabine no período recomendado, ou se caso utilizasse poucas vezes, era possível estender esta troca. Também expliquei sobre os riscos biológicos neste caso”, acrescentou Matheus.
Palavra do Mecânico: “A palestra da Hengst foi muito boa. O que o palestrante nos ensinou vai me ajudar muito a esclarecer as dúvidas dos meus clientes, principalmente auxiliando no meu processo de venda dos produtos para eles.” – Reginaldo Pereira Caixeta,
representante da Autopeças Cruzeiro de Perdizes (MG).
SUN
Fabricante de equipamentos de testes e diagnósticos automotivos, a Snap-on foi representada pelo gerente de vendas e diagnósticos Alberto Santos da Nova Gomes (foto). Ele ministrou nesta a palestra ‘solucionando diagnósticos complexos’. “Nesta palestra nós abordamos tecnologias de diagnósticos, então, tratamos não somente uma análise via scanner, mas também uma análise mais completa via motor, sensores, trabalho via osciloscópio, além de tratar novas tecnologias vindas para o mercado, como os diagnósticos via termoimagen”, explicou o palestrante. Alberto disse ainda que, em sua palestra, os mecânicos apresentaram dúvidas diversas, mas bastante técnicas. “Eles têm muitas dificuldades em ler e interpretar um diagnóstico, por falta de informação técnica mesmo, principalmente sobre curvas de funcionamento de determinados componentes e como eu visualizo quando há um problema ou não quando vejo um indicador”, sublinhou o palestrante.
Palavra do Mecânico: “Muito bom! Para quem quer ingressar nessa área de diagnóstico, foi ‘top de linha’ (a palestra). Para o meu dia-a-dia, ajudou a esclarecer muita coisa, gostei bastante. A gente sempre tem que estar se atualizando, porque do contrário, a gente fica para trás e não vai conseguir se destacar no mercado. Participar de palestras técnicas do Atualizar com um técnico tão capacitado e disposto a ajudar, é essencial.” – Thiego Morais da Silva, da oficina Nippon Car de São Paulo/SP.
Tecfil
A Tecfil trouxe para o Atualizar sua palestra de “Sistemas de Filtragem”, onde o analista técnico Leo Stevan de Sousa (foto) abordou sobre os tipos de filtro, como devem ser aplicados e algumas dicas de manutenção para a substituição. “(Os mecânicos) perguntaram muito sobre como os filtros eram construídos, do que eram fabricados internamente, além de questionarem quais defeitos poderiam ocorrer no motor do veículo caso os respectivos filtros não fossem trocados. Outra dúvida bastante comentada era se os filtros poderiam ser iguais, caso tivessem a mesma dimensão e rosca, onde expliquei que nem sempre são”, explicou. O palestrante ainda comentou que o Atualizar é uma grande oportunidade de tentar aproximar ainda mais a fábrica dos mecânicos. “Participamos do Atualizar nos aproximando destes nossos clientes, sem custo algum para eles, e capacitando-os e tornando a relação com eles ainda mais próxima. Isso é fundamental para nós”, explicou Leo.
Palavra do Mecânico: ““De todos os estandes, este aqui (da Revista O Mecânico) onde carregaremos as informações técnicas conosco, é algo que não iremos perder, sem contar que a Revista O Mecânico é peça fundamental na nossa empresa, onde a usamos como guia em várias situações.” – Heitor Fonseca, da Tecnoar Consultoria de São Paulo/SP.
VDO
A empresa do grupo Continental participou do Atualizar com duas palestras: sensores de oxigênio e gestão de frota. O responsável pela palestra de sensores de oxigênio foi Werner Heinrichs (foto), analista de suporte técnico da marca, que abordou sobre os tipos de sonda finger e planar. “Notamos que, mesmo após tantos anos destas no mercado, muita gente ainda desconhece como elas funcionam. Assim, as dúvidas eram neste aspecto, além
de como testá-los e como aplicá-los”, contou Werner. “O retorno foi excelente”, ressaltou. Já a palestra de gestão de frota ficou a cargo de Rafael Oliveira (foto), também da VDO. Ele apresentou os equipamentos da VDO que fazem esse trabalho e diferenciou-o da telemetria e do rastreamento. “O feedback dos mecânicos, aqui, ajuda a gente melhorar o software na fábrica. Eles, mais do que ninguém, conhecem os problemas de manutenção que podem ocorrer no veículo”, afirma Rafael.
Palavra do Mecânico: “É uma coisa nova para gente. Cria perspectiva de crescimento na área profissional em outros ramos que queremos nos atualizar. Quando um caminhão ou um veículo está em uma estrada, não é só a segurança do motorista, mas também dos outros ao redor.” – Everton Ferreira e Vinicius Saez, da oficina Collection Motor Import
Palavra do Mecânico: “No ano que vem, pretendo estudar mecânica automotiva e todo o conhecimento válido, portanto acho que isso vai me ajudar.” – Geliane Silva Santos, de São Paulo/SP.
Wahler
Mais uma marca da BorgWarner, a Wahler apresentou sua palestra sobre sistema de arrefecimento ministrada pelo consultor técnico de vendas Heribaldo Gomes de Sousa (foto). Ele explicou sobre os componentes presentes no sistema de arrefecimento e destacou a função da válvula.“O pessoal ainda pergunta como devem aplicar o produto, onde conseguem uma informação específica, caso precise. Também perguntam bastante sobre como conseguem identificar um produto de qualidade perante um que pode lhe trazer prejuízo no futuro”, explicou. Heribaldo ainda sublinhou sobre a importância da participação dos mecânicos nas palestras do Atualizar. “Eu acho que o mecânico moderno se preocupa muito com o seu aprendizado. Por isso, quando eles participam fazendo perguntas, isso nos deixa muito felizes. Com os profissionais devidamente orientados, teremos clientes mais satisfeitos e mecânicos mais bem vistos pelos seus clientes”, comentou.
Palavra do Mecânico: “Hoje é muito importante que os carros trabalhem numa faixa de temperatura adequada e que ela se mantenha controlada. Isso traz benefícios para o meio ambiente e também para o bolso do proprietário, pois afeta no consumo de combustível. A Revista O Mecânico está de parabéns.” – Marcelo Alexandre Bocato, da oficina Marcelinho Auto Car
em Três Lagoas/MS..
Estreando em nova casa, a edição 2017 da Automec comprovou que o mercado de pós-venda está em alta, passando por cima da instável situação econômica do país
Texto: Fernando Lalli e Fernando Naccari
Fotos: Demetrios Cardozo, Leonardo Barboza e Rafael Guimarães
Impressionado com o que viu na Automec 2017, um cliente italiano perguntou ao presidente de uma empresa catarinense: “É este o Brasil que está em crise?”.
Essa percepção positiva resume o evento que aconteceu entre os dias 25 e 29 de abril. Se havia algum cenário econômico instável ou negativo, ficou para fora dos muros do São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, nova casa da maior feira do setor de reposição automotiva. De acordo com a Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizadora do evento, a 13ª Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, recebeu mais de 74 mil visitantes (sendo 9 mil estrangeiros de mais de 60 países). Nem mesmo a greve geral convocada para a sexta-feira, 28 de abril, e o feriado de 1º de maio pareceram ter afetado a visitação.
Em cada um dos 90 mil m² da feira, o clima de otimismo entre expositores e visitantes era evidente. Os corredores permaneceram lotados o tempo todo. O longo pavilhão se estendia por centenas de metros com novidades de todas as principais marcas do mercado pós-venda, apontando os caminhos que deverão seguir pelos próximos anos. Para se ter uma ideia, uma grande fabricante de autopeças garante que registrou nada menos que 5.500 pessoas passando por seu estande apenas no primeiro dia de feira.
INFORMAÇÃO PARA QUEM PÕE A “MÃO NA GRAXA”
Profissionais de todos os elos da cadeia do mercado de reposição automotiva estiveram marcando presença no evento. Mecânicos, dos aprendizes aos já empresários donos de oficina, foram em busca de capacitação técnica e oportunidades de crescimento. Mais do que sedento por informação e bons negócios, um público apaixonado pela profissão.
E foi a paixão pela mecânica que levou Gustavo Mendonça, de Lajeado/ RS até o evento com sua esposa, Mabel Soares. Aos 40 anos, está correndo atrás do sonho de montar sua oficina. “Sempre fui ligado à mecânica, mas como hobby”, contou Gustavo. “Estou mudando de ramo e iniciando uma oficina que é um sonho de guri”. A futura oficina Garagem 27 Eletro Mecânica já vai contar com o pacote de informação que Gustavo levará para sua cidade. “Às vezes a gente reclama de sofrimento na oficina, mas na verdade não busca conhecimento, que é o principal”, reforça.
A feira também é oportunidade de rever amigos. O mecânico Jorge Umbelino, da oficina Total France de São Paulo/SP, passou no estande da Revista O Mecânico para conversar conosco e relatou que a feira ficou “muito grande, com muita informação” e que ele teve que escolher previamente os estandes que visitaria. “Não dá para visitar todo mundo. Mas a feira é muito interessante, motiva demais o profissional. Venho à feira para voltar carregado de informação técnica. Venho buscar o que de melhor existe para o homem: o conhecimento”, declarou.
E conhecimento foi o que motivou Hildebrando Lourenço Gallo, de 62 anos, a trazer uma caravana de 26 estudantes do curso de mecânica Portal de Itajubá/MG para prestigiar a Automec. Com mais de 40 anos de experiência no setor, Hildebrando é professor do curso e trouxe seus alunos para aprender com as palestras do Projeto Atualizar O Mecânico, promovido pela Revista O Mecânico. “Muitos mecânicos têm medo da mudança, têm medo do novo. Eu digo aos meus alunos: tem que ler, tem que estudar, tem que pesquisar o tempo todo”, disse.
ESTANDE MOVIMENTADO
A Revista O Mecânico se fez presente em várias ações durante a Automec 2017. O estande na Rua H virou até estúdio de rádio. A Rádio Transamérica Light montou ali a estrutura para fazer a transmissão ao vivo dos spots do programa Auto Agora, comandado pelo editor da Revista, Edison Ragassi. No sábado, o programa de uma hora foi transmitido ao vivo, das 11h às 12h, entrevistando nomes importantes do setor e passando dicas técnicas aos ouvintes de Curitiba/PR e Feira de Santana/BA.
Já na área externa do São Paulo Expo, pela primeira vez o evento teve uma pista de kart graças à ação O Mecânico Experience. Neste espaço, a Revista montou uma pista de kart para o entretenimento dos mecânicos profissionais. Toda a estrutura foi montada para diversão e segurança dos participantes, incluindo sala de briefing, vestiários, instrutores, pódio, fiscais de pista, mecânicos de kart, ambulância, extintores e cronometragem. A iniciativa contou com o apoio da Automec e o patrocínio de Delphi, Hengst, KYB, Mercado Livre, Mann-Filter, Ranalle, Sun, Tecfil e VDO.
CONFIRA A COBERTURA DOS PRINCIPAIS ESTANDES DA AUTOMEC 2017
AMPRI
Fabricante de componentes para sistemas de direção, a Ampri apresentou na Automec sua linha de reservatórios de fluido de direção hidráulica. “O mercado está carente de fornecedores de reservatórios. A gente viu essa brecha. Começamos com poucas aplicações, de 80 a 100 aplicações, para avaliar como vai ser a entrada dessa linha no mercado”, disse Jane de Castro, coordenadora de marketing. Ainda, a empresa levou o reforço do portfólio de axiais de direção, lançado anteriormente na feira Autop 2016.
BORFLEX
Especializada em metal-borracha, a Borflex lançou na feira coxins de amortecedor, coxins de câmbio, coxins de motor e buchas de suspensão para aplicações Fiat, Ford, Chevrolet e Honda. “Acho que foi a melhor Automec que eu participei de todos os tempos. A união entre as duas, leves e pesados, para mim foi o casamento perfeito”, afirmou Rubens Roberto Nespolo, presidente da Borflex. A empresa comemorou 30 anos em plena Automec, com direito a bolo no estande e tudo o mais, surpreendendo o próprio presidente. “Foi uma das surpresas mais lindas da minha vida”, comentou Rubens, emocionado, durante a festa.
BOSCH
A Bosch mostrou diversos lançamentos: injetores Common Rail remanufaturados; sensor de velocidade para veículos com ABS; bobina plástica para Agile, Cobalt, Spin e S10; bomba de combustível para Cobalt, Onix e Prisma; sonda lambda para Fiat, Ford e Jeep; e relé de acendimento automático de faróis. O destaque do estande, no entanto, estava nos recursos de conectividade para oficinas, com os serviços baseados na web e a aplicação da realidade aumentada. “A Automec é uma feira muito importante para o nosso segmento. Esperamos sim crescimento (do mercado) e a Automec é um dos fatores para isso. É uma grande feira e, naturalmente, vai trazer um aquecimento”, opina Camila Loureiro, chefe de marketing da Bosch na América Latina. A feira foi palco para o lançamento da nova campanha de marketing da empresa “Com Bosch Eu Me Garanto”, que busca valorizar a relação entre o cliente e a marca. “É o empoderamento do cliente, valorizando a marca”, afirma Camila.
BOXTOP
Especializada no desenvolvimento e fabricação de elevadores automotivos, a Boxtop veio para a Automec com seus lançamentos em elevação para as linhas leve e pesada. “Trouxemos um elevador para caminhões, com capacidade de carga para até 28 mil kg e o elevador pantográfico para a linha leve, fabricado no Brasil e o único no país a ser vendido pelo BNDES. Trouxemos ainda um elevador que cumpre à todas as normas de segurança do NR12 e outros equipamentos, como balanceadoras e desmontadoras de pneus para as linhas leve e pesada”, afirmou Fábio Celso Raucci, gerente de vendas da Boxtop. Segundo ele, “a empresa está muito satisfeita com o retorno dos clientes com relação aos produtos lançados”.
CHIPTRONIC
Especializada em equipamentos de diagnósticos, a empresa lançou na Automec lançou produtos para testes de módulos da linha leve e pesada, inclusive leitura de arla. “A unificação da Automec leve e pesados foi interessante, já que abriu oportunidade para divulgar produtos de ambos os segmentos”, declara André Miura, diretor da Chiptronic.
CONTINENTAL
Mostrando a integração entre as diversas linhas do grupo Continental, o estande da empresa expôs os kits completos para correias dentadas Contitech, pneus Continental, pastilhas de freio ATE, tensores e bolsas pneumáticas para sistemas de suspensão para caminhões e ônibus e tacógrafos VDO. Destaques para a apresentação da linha de sondas lambda com 54 modelos e o sistema de gestão de frota VDO. “Estamos trabalhando para mostrar ao mercado que, além do hardware, a marca agora está indo para o mercado de serviços”, conta a analista de marketing da VDO, Luana dos Anjos Lopes. “Acreditamos que temos que marcar presença nas feiras e alavancar a ideia de que estamos no mercado. Quando o mercado voltar a reagir, as pessoas vão lembrar que sempre estivemos lá”, opina Luana.
CUMMINS
Reconhecida no mercado de veículos comerciais como fornecedora de motores, a Cummins levou para seu estande na Automec os motores ReCon, agora com posicionamento de mercado mais competitivo. Sua marca de filtros Fleetguard também esteve presente. “A gente percebe o começo de um reaquecimento do mercado, mas ainda é muito leve. Só em 2018 que a gente vai ver isso mais consolidado” opinou Luciana Giles, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Cummins América Latina, apontando que, no entanto, a feira já transparecia a reação do mercado. “Há alguns anos não participávamos da Automec. Colocamos no papel as principais feiras e vimos que este ano a Automec era fundamental para nós porque estamos com uma estratégia de pós-venda muito mais forte”, relatou.
DANA
A Dana expôs quatro linhas de produtos com destaque na Automec 2017. Os três primeiros fazem parte da gama conhecida da empresa: tratam-se dos produtos componentes de eixos, cardã e homocinética. A principal novidade, no entanto, é o retorno da linha de suspensão para automóveis e comerciais leves e pesados. E para marcar este lançamento, a Dana está reeditando a fabricação da suspensão original do Chevrolet Opala, em edição limitada, para comemorar os 70 anos de empresa no Brasil. Carlos Dourado, diretor de vendas da Dana, explicou que a empresa está vivendo “um momento diferente” ao retornar aos negócios diretos com o consumidor e que gostou da “receptividade do mercado”. “Voltamos para valer e estamos muito felizes com isso”, exaltou Dourado.
DAYCO/NYTRON
A empresa lançou na Automec seus novos itens direcionados ao sistema de arrefecimento dos veículos, além de apresentar sua gama de produtos já conhecida das marcas Nytron e Dayco: “Trouxemos novas mangueiras de arrefecimento que, à princípio, devem atender praticamente toda a ‘curva A’ de veículos do mercado. Além disso, focamos na apresentação dos nossos kits de bomba d’água, outro item de recente lançamento da Dayco”, explicou Gustavo Pulis, representante das marcas Dayco/Nytron (dir.) no evento.
DELPHI
A Delphi Automotive Systems mostrou o futuro da reparação de veículos. Em seu estande um conceito de carro autônomo para o qual fornece softwares e hardwares avançados conhecido como Delphi RoadRunner. Além disso levou sistemas de diagnósticos a distância com jogos interativos que auxiliaram a demostrar como funciona. Também lançou a linha de velas de ignição e produtos remanufaturados para linha diesel e ciclo otto. “A Delphi veio para a Automec para mostrar suas tecnologias e receber clientes. Nosso estande não tem bebida alcoólica, o objetivo é realizar negócios”, declarou Amauri Oliveira, Diretor Executivo da Delphi.
DENSO
A DENSO, fabricante de produtos para o mercado automotivo, trouxe para a Automec 2017 diversos lançamentos da sua linha de produtos. “Além de novos Filtros de Cabine e Velas de Ignição” com centenas de aplicações de veículos no Brasil, trouxemos nossa linha completa de componentes de Sistemas de Ar-Condicionado, fornecendo agora para o mercado uma linha completa em Compressores, Condensadores, Evaporadores e Radiadores, atendendo a praticamente 100% da frota brasileira e 70% do total da América Latina”, ressaltou Thiago Lombardi, Supervisor de Vendas da DENSO.
A aproximação da empresa com o público também foi um ponto de grande destaque. “ “Nossas salas de negociações permaneceram ocupadas durante todo o evento” acrescentou Thiago Lombardi, satisfeito com os resultados.
DS
Fabricante de componentes para os sistemas de alimentação de combustível e injeção, a DS expôs no evento a atualização da linha de sensores de nível, que está com 183 modelos com aplicações nas principais montadoras do mercado. “Recebemos muitas visitas de público final, dos nossos clientes. A feira foi muito positiva. Pessoal está acreditando bastante no segmento, todo mundo está motivado”, disse Higor Mattos, do Marketing da DS, ressaltando que a DS “não tem do que reclamar” neste momento econômico. “Estamos em crescimento, expandindo a fábrica de 4.300 para 7.000 m², o que vai gerar maior produção e mais contratações”, contou.
EATON
A grande novidade da Eaton na Automec foi a transmissão Ecobox, que está em processo de revitalização de comercialização. “A ideia é trazer produto competitivo de preço, mais do que era praticado”, explicou Fernando Píton, gerente nacional de vendas da Eaton. Serão 10 modelos de transmissão Ecobox para o mercado. Fernando comemorou a união dos setores Leve e Pesado no evento de 2017. “Esse novo modelo da Automec estimulou os clientes a estarem presentes. É como se a gente estivesse começando tudo de novo. Para nós que somos do segmento pesado, a gente se sentia até meio sozinho. Com essa fusão dos dois segmentos, a gente teve quantidade de público qualificado muito maior. Nossos principais clientes, os canais de distribuição, trabalham com as duas linhas”, contou.
EMASTER
A fabricante nacional de elevadores automotivos, trouxe para a Automec seus elevadores “pórtico” e outro já adaptado às normativas da NR12. “O pórtico vem com um sistema único de transmissão mecânica superior e com fabricação 100% nacional, ao invés dos hidráulicos e de origem importada, atualmente disponíveis no mercado”, explicou Flavio Fornasier, gerente de Marketing da Emaster. Já segundo Dione Fornasier, gerente comercial, a mudança da Automec para um novo endereço, assustou somente de início. “Tínhamos receio, mas a estrutura do evento foi excelente. O retorno em vendas já no primeiro dia também, coisa que nunca foi normal em outras edições”.
FEDERAL-MOGUL
Fabricante das pastilhas de freio com as marcas Ferodo, Bendix, Jurid, a Federal-Mogul teve como principal novidade na feira a exibição da primeira pastilha de freio fabricada no Brasil em cerâmica, a Ferodo Top Brake. Em entrevista coletiva, o diretor-geral da Federal-Mogul, José Roberto Alves falou sobre a joint-venture com a Fras-le, que está sob avaliação do CADE. Segundo o executivo, a futura união de forças entre as duas empresas vai combinar as vantagens competitivas de ambas, no caso, a tecnologia de fabricação Fras-le com a tecnologia de produto da Federal-Mogul. Sobre a feira, também viu de forma positiva a mudança para o São Paulo Expo. “Estamos vendo um espaço maior, um nível de organização maior, e já no segundo dia tivemos o nosso estande cheio pela manhã toda. Conseguimos bons contatos aqui e acreditamos que a feira está mais agitada que o evento anterior, que para nós já tinha sido muito boa”, afirmou.
FRAM
Marcelo F. Silva, diretor Comercial da Sogefi, empresa dona da Fram Filtros, afirma que a feira superou a expectativa. “Devido à crise econômica que o nosso país está passando, estávamos duvidosos quanto ao volume de público. Mas tem sido um sucesso”. O executivo conta que a Fram levou à feira lançamentos em filtros de moto, linha automotiva, filtros de cabine, de óleo e de ar. “Estamos conseguindo novos negócios, estancando nossa queda em equipamento original. O crescimento na reposição está em 20%”, estima. “Um dos lados da crise que nos ajuda é que, com a menor venda de veículos novos, os usuários dos veículos se preocupam um pouco mais com a manutenção do seu veículo. A dificuldade de trocar o carro com mais frequência obriga o usuário do veículo a fazer mais manutenções. Então o mercado de reposição é uma grande aposta da Sogefi para projetar o crescimento”, conclui.
FREMAX
Antes fabricante somente de discos de freio, a Fremax, utilizou a Automec como a grande vitrine de dois lançamentos importantes, que agregam ao portfólio da marca no mercado de reposição: pastilhas de freio e cubos de roda. “São duas linhas que a Fremax ainda não trabalhava. Então, a partir de agora, a Fremax deixou de ser monoproduto e quebramos um paradigma de 30 anos com estas novas linhas”, explicou Adriana Samulewski, coordenadora comercial da Fremax. Adriana acrescentou ainda que, esta edição da Automec trouxe bons frutos à empresa. “Nós gostamos muito. A estrutura do evento estava bem melhor e nossa localização ajudou bastante, já que estávamos na rua principal. Para nós foi tudo perfeito, tivemos muitas visitas, muitos novos contatos comerciais”, acrescentou.
GATES
A Gates trouxe 47 novas mangueiras de radiador à 13ª edição da Automec, que, segundo Sidney Aguilar Jr., diretor de vendas e marketing da América do Sul rketing da América do Sul da empresa, correspondem a sete milhões de veículos da frota nacional. Além das mangueiras, outros 60 kits de correias e tensionadores completaram o portfólio da Gates na feira. Aguilar comemorou os resultados obtidos pela companhia em 2016, que cresceu 29% em comparação ao ano anterior, e espera que para 2017 a Gates encerre o período com um incremento de 20%.
GAUSS
A Gauss foi à Automec para reforçar a atuação nas linha de sistemas elétricos, exibindo regulador de voltagem e placa retificadora, e de injeção eletrônica, aumentando o portfólio de bobinas de ignição de 20 para 160 itens. “O mercado de reposição em si continua num ritmo razoável”, afirma Claudio Doerzbacher Jr., CEO da Gauss. “O que acontece que a crise afetou as empresas, o aplicador, o distribuidor e afetou muitas vezes os nossos concorrentes, porque muitos deles são importadores. Com mais restrições financeiras, você tem dificuldades operacionais, então houve falta de peças e dificuldade em manter uma política preço estável no mercado por causa do dólar. E a Gauss conseguiu a todo momento atender o mercado, com uma linha de produtos aprofundada e uma entrega constante, sempre acima de 95%. Com isso, a gente abriu muitos clientes nos últimos dois anos”, garantiu.
GEDORE
A Gedore esteve com diversas atrações para os mecânicos que visitaram a feira. Uma delas, a exposição do Gol GT, protótipo da Volkswagen que fez sucesso no Salão do Automóvel, e foi gentilmente emprestado ao estande da fabricante de ferramentas. Luiz Abílio Marques, Supervisor de Marketing, disse que a feira é tradicional no mercado. “Para mim ela é a melhor do segmento, principalmente para veículos leves”, declarou Luiz. “Esta feira é uma comunhão entre o mecânico e o nosso distribuidor, que são as duas pontas: o cara que vende e o cara que compra. Para nós é o elo de união entre o cara que mexe e os nossos pontos de venda que vêm nos prestigiar na feira”, observou. A Gedore ainda lançou na feira a linha de carrinhos de ferramenta com os berços em EVA, para facilitar a organização no dia a dia da oficina; e o jogo de ferramentas 5000S, kit com variedade de ferramentas voltado para mecânica automotiva.
HIPPER FREIOS
A Hipper Freios trouxe para a Automec de 2017 sua gama de produtos com novas tecnologias agregadas. “O Hipper Grind é uma nova maneira de retificar nossos discos, processo antes utilizado somente em grandes fabricantes na Europa. Além disso, trouxemos para toda linha de produtos o Hipper Carbon, que traz alto índice de carbono nos produtos, o que ajuda a dissipar o calor”, explicou Jefferson Pereira, responsável pela comunicação da marca. Jefferson acrescentou ainda que, com o novo endereço da Automec e com presença de um piloto conhecido, o público teve bons motivos para visitá-los na feira. “A estrutura do pavilhão e todas as novidades foram benéficas ao público. Também para nós, que ainda trouxemos o pentacampeão Cacá Bueno, que tem assinado a nossa marca e comprovado a qualidade dos nossos produtos na pista”, disse Jefferson.
IGUAÇU
A Iguaçu utilizou seu estande para divulgar, como destaque, seus canais de interação com o cliente: “Nós lançamos um aplicativo com catálogo eletrônico offline para o mecânico, além de um novo site totalmente adaptado para mobile. Além disso, trouxemos nossos produtos para apreciação do público”, explicou João Henrique Cunha, coordenador de marketing da empresa. “Esta Automec prometia ser um marco, pela mudança do pavilhão e principalmente pela junção da Automec Leve com a Pesada. Ficamos muitos satisfeitos com o nível de visitação do público, muito maior do que a média de outras edições”, acrescentou.
ISAPA
Importador de autopeças com marcas próprias, a Isapa aproveitou a oportunidade para divulgar as marcas das embreagens MecArm, amortecedores Allen, peças de suspensão DLZ, além das marcas Frontier, ROC Genuine Parts e Autotec. “É muito importante a participação no evento. Não é barato, mas a feira é bem produtiva”, declarou o diretor da Isapa, Roland Setton. De acordo com executivo, a feira serve não só ao visitante como às próprias empresas para conhecer o mercado que há para ser explorado. “E é até importante estar aqui, pois, tem muitos fabricantes estrangeiros. Às vezes achamos até um produto novo que não temos em linha aqui na Automec”, reforça.
JAHU BORRACHAS
A Comercial Jahu Borrachas e Auto Peças esteve presente na Automec com sua linha completa de produtos, além de ampliar sua gama para o mercado de reposição com uma novidade: “Além dos nossos produtos de suspensão, arrefecimento e guarnições de borrachas para os veículos novos, estamos entrando com produtos semelhantes para a linha pesada”, explicou Alcides Arcebi Neto, diretor comercial da empresa. Segundo Neto, a Automec de 2017 foi surpreendente do ponto de vista de quantidade e qualidade do público frequentador.
KING TONY/RAVEN
A King Tony, junto com a Raven, levou para o seu estande seus principais lançamentos no setor de ferramentas e equipamentos para diagnóstico automotivo. “A maior novidade da Raven para a feira é o Scanner III, que vem com osciloscópio. Além disso, trouxemos produtos da nossa marca Scan Grip, que traz produtos desde a iluminação da área de trabalho até itens que imitam a luz do sol, auxiliando os profissionais nos reparos de funilaria e pintura. Na King Tony, os destaques ficam para os carrinhos de ferramentas e os torquímetros digitais e nosso elevador pantográfico”, explicou Bruno Pinheiro Ratão, assessor de marketing das empresas. “Para nós, a Automec surpreendeu. Imaginávamos um fluxo menor de pessoas, mas o público foi excelente”, acrescentou Bruno.
KYB
Com forte operação no mercado original e investindo no aftermarket brasileiro há 3 anos, a KYB esteve na Automec para reforçar sua marca frente ao público de mecânicos, lojistas e distribuidores. É a segunda vez que a marca expõe suas cores na Automec desde que se estabeleceu no mercado de reposição de autopeças. “Essa feira desse ano, sim, a gente considera uma feira bem importante porque, agora, temos de fato a nossa rede completa, e conseguimos usar deste momento para melhorar o relacionamento com nossos clientes”, afirmou Koji Takase, presidente da Divisão Aftermarket da KYB do Brasil.
LNG
Especializada em itens para veículos pesados, a empresa recebeu, além dos clientes brasileiros, vários visitantes do exterior. Aproveitou a unificação para demonstrar os produtos da linha leve que começa a trabalhar.Fundada no ano de 2002, a LNG atualmente está em Cabreúva/SP e conta com 9.000 m² de área construída. Com um portfólio de mais de 10.000 itens com soluções para freios, cardãs, entre outros.
MAGNETI MARELLI COFAP
Uma das grandes atrações da Automec foi a Ferrari de Fórmula 1, uma SF15-T de 2015, que a Magneti Marelli Cofap levou para o evento. Já no primeiro dia, a empresa registrou a passagem de mais de 5 mil pessoas pelo estande, que por si só já era o maior da feira. “Na crise, nem sempre o produto barato é o mais vendido. É o produto que dura mais, porque o dono não vai trocar de carro. É uma compra consciente. Não sentimos os efeitos da crise nos números, mas sentimos que aumentou nosso trabalho de campo, que tem que ser assertivo e responsável. Nosso cliente é um consumidor mais exigente”, disse Monica Cassaro, diretora de Marketing e Comunicação da Magneti Marelli Cofap Autopeças.
MANN-FILTER/WIX
Além de expor a tecnologia empregada na fabricação das peças da marca Mann-Filter, a Mann+Hummel aproveitou o evento para relançar perante o público os filtros Wix, com aumento de portfólio de produto, novas embalagens e alteração dos códigos de produto. Para isso, usou dois estandes separados, mas próximos entre si. “O mercado automotivo brasileiro, principalmente o mercado de reposição, é um dos maiores do mundo. É um excelente mercado. A Mann+Hummel acredita muito no mercado brasileiro e o nosso intuito é de investimentos no Brasil para fazer crescer as nossas marcas no mercado de reposição”, declarou Pedro Ortolan, diretor de aftermarket da Mann+Hummel.
MAX GEAR
A Max Gear Indústria de Autopeças compareceu com sua linha de produtos. “Trouxemos um eixo completo para aplicações de pequeno porte, algo que os fornecedores atuais não têm capacidade de produção para um baixo volume. Hoje, podemos oferecer 50 itens, enquanto as demais só acima de 600 pedidos. Trouxemos ainda a linha polias, bombas hidráulicas, garfos de embreagem e pares de mangas de eixo que, embora não sejam de transmissão, será nossa linha fora de série. Expandimos ainda nossas caixas de transmissão para exportação em quatro modelos”, explicou Marcelo Sidoti, diretor comercial. “A feira ‘bombou’, nos surpreendeu. Foi muito intensa a visitação, principalmente dos nossos clientes e futuros clientes, o que nos permitiu repactuar algumas coisas, alguns novos negócios”.
MERCADO LIVRE
Pela primeira vez a plataformas de comércio eletrônico participou da mostra em São Paulo. “A participação do Mercado Livre na Automec foi um grande sucesso. Nosso estande recebeu centenas de empreendedores de autopeças que conheceram a importância do comércio eletrônico para ampliar mercado e vender em todo o Brasil”, afirma Leandro Ribeiro, head de AutoParts do Mercado Livre no Brasil.
MERITOR
A Meritor aproveitou a Automec 2017 para lançar um produtor inovador, do qual ainda não há correspondência em qualquer outro mercado onde atua. Trata-se de uma inédita linha de óleos minerais e sintéticos (85W140 e 75W90, respectivamente) de um, cinco ou 20 litros, com proteção anti-desgastante. O produto foi desenvolvido pela própria empresa para lubrificar seus componentes de eixo e diferencial, especialidade da Meritor. Luiz Marques, gerente sênior de vendas e marketing da empresa, fez questão de elogiar a “melhor Automec que ele já viu”, exaltando as oportunidades de prospecção de novos negócios com diversos países da América do Sul, além de mostrar confiança para 2017. “Acho que o mercado virou positivamente, e estamos numa tendência de crescimento”, resumiu o gerente.
MONROE
Expondo suas três marcas no estande – Monroe, Monroe Axios e Walker –, a Tenneco destacou o Quick-Strut, coluna de suspensão montada de fábrica. Também anunciou o realinhamento global das linhas de amortecedor, que passam a ser apenas três: a MonroMatic Plus e a OES Spectrum (ambas para leves) e a Magnum, para pesados. Outra novidade foram os terminais axiais de direção, com 250 aplicações. “Aquela fase de queda, estagnação, está acabando. Conversando com outras fábricas, o pessoal tem sido bastante positivo. E todos os nossos clientes falando em crescimento, e querem o auxílio e o relacionamento da fábrica para poder crescer”, declarou Juliano Caretta, coordenador de treinamento da Tenneco.
MS MOTORSERVICE
A MS Motorservice, divisão da Rheinmetall Automotive que comercializa as peças das marcas KS, BF e Pierburg no Brasil, levou para a feira itens exclusivos para equipamentos da marca John Deere, como bronzina de biela, bronzina de mancal, bronzina flangeada, kit, válvula de admissão, válvula de escape e bucha de comando. Também teve lançamentos (pistão com anel, bronzina de biela, bronzina de mancal, filtro de ar, filtro de óleo e camisa) para veículos leves das marcas Chevrolet, Ford, Peugeot e Citroën. “A gente vê o mercado de forma bastante cautelosa, na visão geral, mas passamos já do ponto mais baixo. Vemos vários indicadores que mostram indicação para crescimento, seja do ponto de vista de PIB, seja de quilometragem das estradas, pedágios, utilização de combustível. Todos esses indicadores estão mostrando um patamar bastante baixo, mas o direcionamento está indo para o lado positivo”, observou Claus von Heydebreck, diretor-geral da MS Motorservice Brasil.
MTE-THOMSON
A crise não afeta todos os setores da mesma maneira. Quem sabe bem disso é Alfredo Bastos, diretor de marketing da MTE-Thomson que admite que “o mercado de reposição vive da desgraça da economia”. E é verdade. Enquanto as vendas de carros 0 km coleciona quedas e demora a se recuperar, o mercado de reposição fez a MTE crescer “mais de um dígito” em 2016 e o cenário deve se repetir em 2017. “A previsão é boa para este ano, mas a partir de 2020 haverá um arrefecimento na demanda”, ponderou Bastos. De qualquer maneira, os componentes termostáticos são as forças motrizes da companhia, que lançou dois novos sensores de temperatura e pressão para escapamento de veículos diesel na Automec 2017.
MWM
Tradicional fabricante de motores diesel, a MWM foi para a Automec divulgar sua linha de produtos voltados ao mercado de reposição. Thomas Poschel, diretor de vendas e marketing da MWM comenta que, “trabalhamos conceitos, fornecedores, embalagens, distribuição e expomos estes produtos na Automec para mostrar ao mercado nossas ações no segmento de aftermarket”. Lançou três linhas de produtos, as peças genuínas, linha opcional e multimarcas. Segundo divulgado a MWM tem 500 pontos distribuídos pelo território nacional para atender a demanda.
NAKATA
A Nakata levou extenso portfólio de produtos para a Automec. Entre as linhas expostas que continham lançamentos estavam os sistemas de freios (bandejas, cubos de rodas, sapatas) e componentes do cardan. Sérgio Montagnoli, diretor de vendas e marketing da empresa, destacou que o “grande diferencial da Nakata é a oferta de pacotes de suspensão e transmissão”. Montagnoli também exaltou a importância da Automec, pela “oportunidade de estar em contato com clientes que não fazem parte do dia a dia”, e celebrou os “ventos a favor da economia” em 2017. “Mesmo que esse ano não haja crescimento, isso já é favorável para o país.”
NGK/NTK
A NGK lançou durante a feira nove novos tipos de bobinas de ignição que atendem a 39 aplicações, contemplando veículos importantes da frota brasileira. “São componentes com demanda muito potencial, como linha Toyota, HB20, Civic e Onix. São linhas que chamam bastante a atenção”, afirma Marcos Mosso, chefe de Marketing da NGK do Brasil. Também exibiu no estande seu portfólio de sensores de oxigênio da marca NTK, a linha de velas aquecedoras para motores diesel (fabricadas no Japão) e a vela especial G-Power. O executivo também comentou sobre a Pesquisa de Conhecimento de Marca e Hábitos de Consumo promovida pela Revista O Mecânico, em parceria com o IBOPE Conecta, na qual a NGK ficou em segundo lugar entre as marcas que os mecânicos mais gostam. “Se considerarmos que a NGK é uma marca conhecida basicamente por apenas dois produtos, vela e cabo, ser a segunda marca mais lembrada, é um resultado muito forte. É o reflexo trabalho de muito tempo. Sempre estivemos muito próximos do mecânico”, opinou Mosso.
PERFECT
Em sua primeira feira como “Indústria Automotiva”, a Perfect apresentou seu novo vídeo institucional apresentado no evento, mostrando toda parte de maquinários e fabricação de autopeças. A empresa expôs ainda lançamentos na linha de bieletas, que recebeu forte investimento, e na linha de trizetas. De acordo com Thuanney dos Santos de Castro, analista de Marketing da Perfect, o mercado de reparação cresceu com a crise dos carros novos porque os proprietários de veículos começaram a se preocupar mais com a manutenção preventiva. “A gente percebe por meio de ações de ‘pit stop’ que as pessoas fazem o checklist do carro para ver o que o carro está precisando para não ter problemas financeiros futuros”, contou Thuanney.
PHILIPS
A Philips levou três novos tipos de lâmpadas halógenas para a Automec 2017, cada uma com um foco diferente: a ExtremeVision entrega mais segurança, a CrystalVision atribui um visual mais refinado ao veículo e a Longlife EcoVision tem durabilidade maior. No entanto, o principal lançamento da marca na feira foi a H4 LED, que, de acordo com Juliana Gubel, gerente de marketing da Philips, une todos os benefícios das melhores lâmpadas halógenas da companhia. Gubel também comentou que a expectativa da empresa para este ano é de crescimento, assim como foi em 2016.
PRO AUTOMOTIVE
Em sua primeira participação na Automec, a PRO Automotive lançou seu catálogo de peças atualizado, com 160 páginas e portfólio de 1.800 peças contemplando componentes de arrefecimento, freio, transmissão, suspensão e rolamentos. A empresa aproveitou o evento para lançar polias tensoras, autotensionadores, dampers e rodas-livres. “Por ser a primeira vez que participamos na feira, recebemos muitas visitas. Esperamos bons resultados pós-feira. Com certeza, foi muito interessante para nós essa participação, a marca aparecendo para o mercado, tivemos muitas visitas muita curiosidade. Por ser uma marca nova, pessoal estava interessado nos produtos e na marca”, relatou José Ricardo Dias da Rocha, gerente Comercial da PRO Automotive.
OLIMPIC
A Olimpic levou para a Automec sua linha de interruptores e cabos de vela, além de um lançamento exclusivo: “Os interruptores de freio, óleo e ré suprem à grande maioria de veículos do mercado nacional. Trouxemos também cabos de vela, que atendem 90% do mercado e nosso lançamento para o evento, nossos novos produtos de bobinas de ignição”, explicou Ricardo Mota Rechenbergas, diretor comercial da Olimpic. Rechenbergas ainda ressaltou que a mudança de pavilhão foi vista com insegurança, mas os dias do evento mostraram que a grande visitação e o fechamento de novos negócios provaram que foi uma escolha acertada.
RAJA AUTO PEÇAS
Importadora, a Raja teve como principal destaque em seu estande os amortecedores SenSen, fabricados na China com o selo do Inmetro. Novidades incluíram as buchas das bandejas de suspensão do Volvo XC60 e da Land Rover Freelander 2, de 2006 até 2014. Sócio-proprietário da Raja, João Paulo de Souza afirma que mesmo com o câmbio desfavorável e atendendo a uma linha de veículos importados, a empresa não sofreu queda de faturamento, pelo contrário. “Para nós, não alterou nada, não. Está até melhor, porque as pessoas não estão trocando de carro. Estamos com crescimento este ano por volta de 7 a 8%”, garantiu João Paulo.
RANALLE
A Ranalle veio para a Automec de 2017 com 60 novos lançamentos em sua linha de produtos para a linha leve. “Destacamos itens para o VW up!, Chevrolet Cruze e kits de distribuição para a VW Amarok”, explicou Leticia Ranalle Eleutério, analista de Marketing da empresa. Leticia acrescentou ainda que o público foi maior do que esperavam para o evento. “Todo mundo que veio para a Automec, chegou com uma esperança diferente. Recebemos muitos mecânicos, estudantes e fechamos novas parcerias. Esta Automec foi positiva para todos”, sublinhou.
RANDON
A empresa especialista em implementos rodoviários aprovou a unificação da Automec de veículos leves com a de pesados e comerciais. As empresas do Grupo como a Fras-le atuam em ambos os segmentos, o que para nós foi positivo. Prospectamos vários clientes do Brasil e exterior, graças a abrangência da feira”, afirma Sérgio Carvalho, CEO da Randon Autopeças. Apesar da situação econômica do País, a empresa acredita que mantém os resultados de 2016.
RENAULT
Também participando pela primeira vez do evento, a Renault do Brasil levou para a Automec uma equipe preparada para orientar os mecânicos sobre o pós-venda da fabricante de automóveis. Além de expor a linha genuína de peças, destacou a marca Motrio, que atende parque multimarcas. “No ano passado nós tivemos crescimento com a linha Motrio e esperamos duplicar esse crescimento em 2017”, declarou Pablo Lopes Ferreira, chefe de Produto da Renault do Brasil. A Renault expôs ainda os novos motores 1.0 3 cilindros e 1.6 4 cilindros da linha SCe e o modelo Renault Zoe, de propulsão 100% elétrica. “É a primeira vez que participamos da Automec aqui no Brasil, e o resultado está sendo maior do que a expectativa, com os mecânicos querendo saber de preço, saber de produto e aplicação. Para a gente, está sendo uma surpresa muito grande”, comentou Pablo.
RENOVA
A primeira empresa a reciclar veículos no Brasil, esteve na Automec para divulgar seu sistema de negócios. Pertencente ao Grupo Porto Seguro, utiliza jovens mecânicos alunos do Senai no processo. “A empresa iniciou atividades em 2012, já reciclou mais de 5.000 veículos. Ainda atuamos só em São Paulo, o projeto é de ampliar e chegar a outros Estados”, fala Fabio Frasson, gerente da Renova.
SABÓ
Celebrando 75 anos de sua fundação, a Sabó expôs em seu estande desde seu primeiro carro de entregas (uma Ford F1, 1951) até displays com tecnologias recentes em retentores, juntas e pistões hidráulicos, com peças aplicadas em motores três cilindros nacionais e transmissões automáticas híbridas. Ainda houve lançamentos de retentores, juntas e sua linha de Sabó Total (Rolamentos de Cardã, Parafuso para Fixação de Cabeçote, Coifas para Reparo de Juntas Homocinéticas, Linha Metal Borracha (Buchas, Batentes e Coxins), Kits para Cubo de Roda) entre outros. “Muito bacana esse astral da feira, esse é o Brasil. Independentemente das dificuldades, temos que ir em frente. Não só a Automec, como o mercado brasileiro também, embora seja lenta a recuperação das montadoras, devagarzinho, ele está começando a se movimentar outra vez”, comemora Lourenço Agnello Oricchio Junior, diretor geral da Sabó Américas.
SCHADEK
A Schadek, empresa localizada em Porto Feliz/SP, apresentou novidades em bomba de óleo e bomba d’água para as linhas leve e pesado. “A união das duas linhas nesta edição da Automec é muito positiva. A infraestrutura do novo pavilhão é excelente”, afirma o CEO da Schadek, Carlos Magalhães Jr. (esq.) “Com um portfólio completo de 150 itens, as aplicações atingem 88% de cobertura da frota atualmente. Para 2018, a projeção é de 95%”, revela o diretor Comercial da Schadek, Marcelo Pereira Sérgio.
SCHAEFFLER
O Grupo Schaeffler esteve na Automec com suas quatro marcas: LuK, INA, FAG e Ruville. Entre as novidades do grupo, estavam no estande o volante bimassa (DMF); o sistema de dupla embreagem LuK 2CT; os kits de manutenção de caixas de transmissão INA GearBOX; rolamento de roda de 3ª geração; kit de distribuição de polias; o kit de dois rolamentos FAG SmartSet para manutenção de cubos de roda de veículos pesados; e rolamentos agrícolas. “É uma solicitação nossa de muito tempo para mudarmos de pavilhão, havia umas dificuldades técnicas no outro”, observou Rubens Campos, vice-presidente senior aftermarket automotivo da Schaeffler América do Sul. “Para nós, este ano foi um dos melhores em nossas participações na Automec. Tivemos gente do mundo inteiro, praticamente. É uma feira internacional, e o mercado brasileiro é muito atrativo para muita gente no mundo”, declarou Rubens.
SKF
A multinacional divulgou seu catalogo interativo eletrônico, promoveu as plataformas virtuais, e-commerce junto aos distribuidores. “Na linha de ferramentas mostramos o alicate para homocineticas. Também os rolamentos de 3ª geração, assim como a flange conectada ao anel externo do rolamento. A Automec trouxe bons negócios para a empresa”, comenta Fabio Fabri, coordenador de marketing e comunicação.
SUN
A Sun, do grupo Snap-On Brasil, trouxe como destaque três equipamentos inéditos de diagnóstico. Na linha de scanners, são dois novos produtos: PDL 3100, que passa a ser o de entrada, com foco nas fabricantes nacionais, e o PDL 4100, que complementa a linha (composta, ainda, pelo PDL 4000 e PDL 5500). A Sun também lançou o Termovisor Automotivo, equipamento que permite diagnóstico por imagem no motor, ar-condicionado e até no teto-solar (em caso de infiltrações), entre outras funções. “Tudo que emite calor ou gera diferença de temperatura pode ser identificado por meio do termovisor”, explica o gerente de Produto da Sun, Rafael Bissoto. Sobre o mercado, a expectativa é positiva para o mercado de reparação neste ano. “A gente também vê uma mudança no perfil do cliente, que está mais atento à qualidade em detrimento ao preço”, afirma Bissoto.
SUPORTE REI
Especialista em suporte de cardã, a Suporte Rei lançou sua nova embalagem de peças dentro da feira. Também levou para seu estande seus batentes, coxins e suportes, e exibiu um portfólio específico para linha americana de pesados. Pela marca Rei Auto Parts, além dos componentes de cardã em aço, que é uma característica da marca, mostrou a linha de componentes para cardã de picapes. Conversando com clientes do Irã, Paquistão e Índia, o gestor de Marketing da Suporte Rei e Rei Auto Parts, Everton Aguiar de Souza atestou que o Brasil é um fator de influência no mercado internacional de autopeças. “A perspectiva global é de que, quando o mercado brasileiro aquece, o mercado mundial aquece por algum motivo na área de reposição. Lógico, existem fatores macroeconômicos que influenciam, como dólar e subsídios do governo, mas a gente sente que, principalmente no Oriente Médio, África e Ásia, quando o mercado brasileiro vai bem, eles compram mais”, declarou Everton.
TAKAO
Com mais de 17 mil itens em estoque, a Takao oferece peças para mais de 1.200 motores diferentes. Na Automec 2017, a empresa reforçou seu programa de treinamentos, o Academia do Motor. “Nosso objetivo é dar capacitação para formar mão de obra especializada em todo o Brasil, com as plataformas móvel e online”, afirma o diretor executivo da Takao, Cassiano Braccialli. A expectativa da empresa é de alta nas vendas em 2017 e nos anos seguintes, com o aquecimento do mercado de reposição.
TARANTO
A Taranto aproveitou a Automec 2017 para estreitar o relacionamento com o público e apresentar toda sua gama de produtos. Entre as novidades, estão o kit de reparos de injeção eletrônica, tuchos e cabeçotes, além das linhas de atuadores hidráulicos de embreagem e de ferramentas, que chegaram para completar o portfólio da empresa. A Taranto oferece, ainda, retentores, juntas, parafusos e embreagens. “Recebemos clientes de todo o Brasil nessa edição”, comemora a coordenadora de Marketing da Taranto, Débora Prezotto.
TECFIL
A Tecfil recheou seu estande na 13ª edição da Automec com 80 novos produtos, incluindo filtros para a nova Toyota Hilux, cuja demanda aumentou, conforme pontuou Marcelo Felix, supervisor de Novos Produtos da empresa. Além disso, a companhia também apresentou um novo site de treinamento online e novas embalagens de seus produtos. A Tecfil bateu recorde de produção este ano, fabricando seis milhões de unidades de filtros em um mês na fábrica da Guarulhos. O bom momento é comemorado por Felix, que prevê crescimento 7% para empresa em 2017. “Como o consumidor está trocando menos de carro, ele passa a fazer mais a manutenção”, explica o supervisor ao justificar a boa fase da Tecfil.
TRAMONTINA
Tradicional fabricante de ferramentas e organizadores, a empresa não participou da Automec em 2015. Nesta edição lançou os organizadores modulares e aprovou, pois recebeu clientes e prováveis compradores de todas as regiões do País e exterior. Espera manter o faturamento obtido em 2016.
URBA-BROSOL
Comemorando 70 anos de mercado, a URBA-BROSOL apresentou diversos lançamentos durante a Automec 2017, além de reforçar que virão mais até o fim do ano. “A Urba-Brosol trouxe 40 lançamentos nas linhas de bombas de óleo e bombas d’água para as linhas leve e pesada. Até o fim deste ano, totalizaremos 100 itens novos”, disse Luiz Tocci, diretor comercial da Urba-Brosol. Tocci ainda ressaltou que, mesmo com 27 anos de mercado e muitas feiras no setor de aftermarket no currículo, a Automec deste ano foi diferenciada. “Esta me surpreendeu. Estou muito feliz com os resultados, com muitos negócios sacramentados desde o primeiro dia”, acrescentou.
VALCLEI
A fabricante de peças para sistemas de arrefecimento, a Valclei trouxe para a Automec 60 lançamentos, sendo 43 apresentando exclusivamente na feira: “Entre eles, temos novas válvulas termostáticas, tubos de refrigeração, flanges e conexões, dentre outros”, contou Rodrigo Manzini, gerente comercial da Valclei. “O primeiro dia já foi muito importante, onde fizemos muitos contatos para exportação, clientes grandes. Assim, com o andar dos dias, a feira se mostrou muito mais ‘profissional’ que as anteriores”, acrescentou Rodrigo, sobre o quanto esta Automec propiciou novos negócios para a Valclei.
VALEO
Estendendo o novo posicionamento de marca de sua divisão de aftermarket, a Valeo trouxe extenso portfólio para seu estande. Quanto aos lançamentos, houve as 15 novas referências da linha CX de palhetas convencionais de limpador de para-brisa, além das palhetas flatblade com um novo conector que garante maior cobertura dos veículos que saem de fábrica com esse componente. Também lançou embreagens para caminhões VW Constelation e Scania e 350 referências de componentes para alternador e motor de partida. “Comparando com outras indústrias, trabalhar na reposição de autopeças é um privilégio. Esta é uma indústria blindada. Hoje eu não enxergo nenhum risco para o mercado de reposição”, analisou o diretor geral da Valeo Service na América do Sul, Fernando Ribeiro.
VIEMAR
Com um portfólio de 1.500 peças, entre pivôs, terminais e axiais, a Viemar lançou na Automec peças de reposição para Jeep Renegade, Renault Captur e Ford Ranger, além de duas novas linhas de nicho: uma específica para veículos off-road e a outra para veículos esportivos, chamada de Motorsport. “Investimos em melhorias no processo produtivo, para oferecer produtos com melhor custo-benefício e aumentar a competitividade no setor de peças para suspensão e direção. A expectativa é de crescimento para os próximos anos”, conta a coordenadora de Marketing da Viemar, Daniela Goulart.
VP
A VP, especializada em peças plásticas para as linhas leve e pesada, lançou novos componentes na 13ª edição da Automec. Entre os itens inéditos, destaque para os sensores de nível de combustível, flanges da bomba de combustível e flautas do bico injetor para ambas as linhas. “A mudança de local ajudou a atrair mais público este ano”, avalia a assistente de Marketing da VP, Ana Cláudia Varelo.
WEGA
A Wega está buscando a vice-liderança do mercado de reposição de filtros no Brasil. Quem estipulou esta meta foi Cristian Rodriguez, CEO da empresa no país. Atualmente em 4º lugar, a Wega conseguiu aumentar sua participação no mercado de 7% em 2015 para 10% hoje. A expectativa da empresa é crescer 50% em relação este ano, em relação a 2016. Para isso, o portfólio da empresa, exposto na Automec 2017, traz uma variedade de filtros automotivos, incluindo filtro de combustível da Volkswagen Amarok e filtro de ar do motor da nova geração do novo Honda Civic.
ZEN
Sediada na cidade de Brusque/SC e tradicional fornecedora de componentes voltados ao canal autoelétrico, a ZEN aproveitou a feira para reforçar seu portfólio de produtos de sistemas mecânicos. Em seu estande, apresentou 20 novos modelos de tensores para correias de sincronismo de motor, incluindo aplicações na VW Amarok, Chevrolet Cruze e Hyundai Tucson. Ainda exibiu novos impulsores de partida, polias de alternador, mancais de alternador e planetárias. “A gente acredita numa retomada, numa melhoria do cenário econômico, mas não a curto prazo. Acreditamos no trabalho de reconstrução de confiança. Esperamos começar a enxergar melhorias a partir do ano que vem”, opina o presidente e CEO da ZEN, Gilberto Heinzelmann.
ZF TRW
A Automec 2017 foi a feira mais importante para a ZF desde que ela começou a operar no Brasil, afirmou Fernanda Giacon, head de marketing para o aftermarket América do Sul da ZF TRW. Isso porque a América do Sul foi a primeira região do mundo onde o processo de integração com a TRW foi consolidado. Para resumir todas as novidades das cinco marcas do grupo (ZF, Sachs, Lemförder, TRW e Openmatics), o estande contou com diversas atrações interativas, inclusive teatro holográfico interativo. “Nunca vi uma feira como essa, que começou com um púbico tão grande”, declarou Fernanda. “Somos os patrocinadores oficiais da feira. Não posso ter certeza maior de que foi uma decisão assertiva mostrar esse apoio ao mercado. Toda essa movimentação e esse clima bom, acho que é um divisor de águas e mostra para o mercado que a tendência é boa”, completou.
Chama-se de Flex o veículo que opera com gasolina, álcool ou qualquer mistura entre esses dois combustíveis. Mas isso não é nenhuma novidade. Já faz alguns anos que essa tecnologia se encontra disponível no mercado. Ou seja, atualmente a sua reparação é corriqueira para o Guerreiro das Oficinas.
Mas, no princípio, quanta dor de cabeça, não foi? É assim mesmo com todas as novidades. Apanha-se um pouco no começo, mas depois não tem o que dar errado.
Pois bem, mesmo sendo já bastante difundido o seu princípio de funcionamento, é importante mencionar algumas particularidades do sistema, que podem ajudar na hora de fazer um diagnóstico rápido e preciso, ou mesmo, evitar dores de cabeça futuras.
Uma das condições necessárias para o bom funcionamento de um motor é que o combustível apresente propriedades físicas e químicas constantes em todo o seu volume. Ou seja: seja lá qual for, deve constituir uma mistura homogênea. E isso é exatamente o que ocorre com a gasolina e o etanol fornecido nas bombas de abastecimento idôneas. Afinal de contas, esses produtos não são substancias puras. A gasolina é um produto complexo, resultado da mistura de diversos hidrocarbonetos com álcool etílico anidro (isento de água) e outros produtos químicos (aditivos). Já o etanol tem na sua composição básica o álcool etílico e a água, podendo ser aditivado com outros produtos químicos.
Esses dois combustíveis, quando não adulterados, ao serem misturados, formam misturas homogêneas em qualquer proporção, viabilizando a sua utilização. E a homogeneização se dá quase que instantaneamente após o abastecimento.
Neste ponto é importante lembrar que misturas hómogêneas têm propriedades constantes para todo o volume. Misturas de 2 fases possuem propriedades diferentes, o que dificulta o controle do sistema.
No entanto, a quantidade de água presente no álcool deve ser limitada, ou haverá separação de fases. O mesmo fenômeno ocorrerá se a temperatura da mistura for muito reduzida.
O comportamento dessas misturas pode ser visualizado pelo chamado Ternário de Gibbs, que separa a miscibilidade das misturas pela temperatura de referência de -10°C.
Como as temperaturas no Brasil raramente ficam abaixo dos -10°C, as misturas sempre são homogêneas. No entanto, em países mais frios (EUA), a quantidade de água no etanol deve ser reavaliada de acordo com o ternário de Gibbs, a fim de não produzir misturas não homogêneas, o que impossibilitaria o funcionamento dos motores.
Assim, como a homogeneidade da mistura é um fator decisivo no bom funcionamento do motor, a mesma deve ser verificada pelo mecânico sempre que o veículo apresentar falhas de funcionamento.
Outro fator decisivo é a temperatura de funcionamento do motor. Ou seja, o Guerreiro das Oficinas deve ficar atento ao sistema de arrefecimento, principalmente à válvula termostática, que, nesses casos, não só deve estar obrigatoriamente presente como funcionando perfeitamente. Sobretudo as mais modernas, de controle eletrônico.
Para gerenciar corretamente o funcionamento do motor, a unidade de comando precisa conhecer a quantidade de álcool presente na mistura. Uma das estratégias é a utilização, na linha de combustível, de um sensor que consegue distinguir, de forma imediata, as diferentes concentrações de etanol presente na mistura. A outra, é a utilização do chamado sensor lógico, que faz a distinção das quantidades de álcool presente na mistura através da análise dos gases de combustão.
MAS COMO FUNCIONA ESSE TAL DE SENSOR LÓGICO?
Como já é sabido, um motor quando funcionado admite: ar + combustível
Ar = O2 + N2
O N2 não participa, a princípio. Já o O2 ao reagir com o combustível, forma CO2 e H2O. A concentração de cada um desses gases varia diretamente com a relação ar/combustível da mistura com que o motor está sendo alimentado.
A queima de uma mistura estequiométrica forma apenas CO2 e H2O. Já as misturas pobres lançam no sistema de escapamento também o NOx, além de excesso de ar (O2). Por sua vez, as misturas ricas tendem a lançar CO e HC (muito pouco O2). Na prática, não há como fazer uma combustão estequiométrica – e as relações ar/combustível variam de acordo com o regime de funcionamento.
No entanto, estudos práticos mostram que nos regimes de funcionamento mais frequentes, uma pequena quantidade de O2 presente no escape (misturas levemente pobres) garantem baixos níveis de poluentes e uma boa eficiência do motor. A sonda lambda faz o monitoramento dessas quantidades de O2 presentes nos gases de escape.
Monitorando a quantidade de O2, é possível controlar o desempenho da combustão independente do combustível utilizado. Ou seja, o sensor lógico faz uso do sinal da sonda lambda para adaptar o sistema a qualquer proporção da mistura gasolina/etanol.
Quando se adiciona etanol à gasolina (um abastecimento que é informado a unidade de comando pela leitura do medidor de nível do tanque), a nova mistura apresenta O2 na sua composição (o etanol tem O2 na sua molécula). Quando queimado, esse O2 vai para o escapamento, pois, está em excesso.
A sonda lambda, ao detectar esse O2 excedente, envia um sinal de mistura pobre para a unidade de comando, que a corrige rapidamente até um ponto levemente rico e, em seguida, empobrece gradativamente a mistura até que a quantidade de O2 presente nos gases de escape volte a ser o característico de lambda igual a 1. A partir desse ponto, volta a monitorar lambda normalmente.
Ou seja: o sistema compara esse nível de O2 com os obtidos anteriormente, em condições de funcionamento similar. Reconhece este novo tempo de injeção como referência para uma nova quantidade de álcool no combustível. A partir daí monitora e corrige o fator lambda a fim de mantê-lo próximo de 1.
A cada novo abastecimento, uma nova comparação é feita. Essa correção será feita até que o sistema reconheça 100% de etanol. O segredo está na velocidade de reconhecimento da sonda lambda (até 100 m/s) e tempo de reação da unidade de comando.
Logo é imprescindível garantir que a as sondas lambda estejam operando corretamente, assim como, o sistema de ignição.
MANUTENÇÃO
Um outro ponto importante que deve ser observado é o sistema de partida a frio. Os sistemas mais modernos não dispõem mais de reservatório de gasolina. A partida a frio é facilitada através do enriquecimento da mistura e do atraso da ignição. Existem casos onde aquecedores elétricos são utilizados.
Mas os sistemas mais antigos dispõem de um reservatório de gasolina, que deve ser abastecido com gasolina Premium, que apresenta maior resistência a deterioração. O reservatório também precisa ser limpo periodicamente a fim de evitar a formação de resíduos que podem prejudicar seriamente o funcionamento do motor. O ideal é gastar toda a gasolina antes de reabastecer. Mas se a gasolina não for gasta em 30 dias, é melhor esgotar e limpar o sistema.
Na versão Joy, motor e câmbio foram atualizados, o visual continua o mesmo do Chevrolet Prisma de segunda geração e mantém as condições de reparabilidade
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Vanderlei Vicário
Em 2016 a General Motors promoveu re-estilização de todos os modelos da linha Chevrolet, mas manteve em linha o Prisma Joy com o visual anterior para ser o modelo de entrada no segmento de sedãs.
Motor e câmbio evoluíram, o 1.0 SPE/4 ECO teve os pistões, bielas e anéis redesenhados, além disso, ficaram mais leves. Para otimizar o processo de lubrificação, o tipo de óleo foi alterado para 0W20. Evoluíram o módulo eletrônico, responsável por controlar as diversas funções do motor, segundo a GM, está 40% mais rápido e potente.
Ainda são novos os sistemas de arrefecimento e de gerenciamento de cargas elétricas com monitoramento continuo da bateria e utilização otimizada do alternador de alto rendimento. O sistema de arrefecimento ganhou novo módulo com central de controle multivelocidades, trocadores de calor mais modernos e menor quantidade de líquido refrigerante.
Com estas modificações, o propulsor entrega potência de 80 cv (E)/78cv (G) a 6.400 rpm e torque de 9,8 kgfm (E)/9,5 kgfm (G) a 5.200 rpm. O câmbio manual de cinco velocidades foi substituído por um de 6 marchas.
As mudanças no motor e câmbio não alteraram as facilidades oferecidas ao realizar as manutenções preventivas ou corretivas. “Por fora o motor parece o mesmo. O mecânico precisa ter atenção caso seja necessário trocar peças das partes móveis e adquirir os itens específicos para ele”, afirma Nilson Patrone da Power Class, oficina localizada em São Bernardo do Campo/SP. Ele trabalha como mecânico há 20 anos e dirige a oficina no mesmo local desde 2005.
No sedã de entrada, a GM evolui a eletrônica embarcada, “neste caso, o mecânico deve ficar atento e atualizar o equipamento, assim consegue fazer o diagnóstico correto”, fala.
A velas têm bobinas individuais com cabos. “Não há dificuldades para retirar, o equipamento de diagnóstico avalia qual está comprometida e com o osciloscópio é possível medir cada uma. O ideal quando uma deixa de funcionar é substituir as quatro, elas trabalham em conjunto e se uma apresenta desgaste a tendência é de que as outras tenham a vida comprometida”, explica Patrone.
Itens como linha de combustível, alternador, filtro de ar e correias têm acesso facilitado por causa do espaço no cofre do motor. E a direção utiliza assistência elétrica progressiva.
A suspensão dianteira do Onix Joy é independente tipo McPherson, sem barra estabilizadora. As molas são helicoidais com carga lateral linear. A parte traseira utiliza sistema semi-independente, com eixo de torção, também sem a barra estabilizadora. As molas são helicoidais com constante elástica linear. Os quatro amortecedores são telescópicos pressurizados, os freios são a disco ventilado e tambor na traseira.
Todos itens simples para diagnóstico e manutenção. “As ferramentas utilizadas são as de uso comum na oficina, não há necessidade de ferramental especifico para este carro. É simples e fácil de entender”, complementa Nilson Patrone.
O Prisma Joy tem preço sugerido de R$ 44.490 traz entre os itens de série, monitoramento de pressão de pneus, para-choques pintados na cor do veículo, roda de aço aro 14” com calotas integrais, ar condicionado, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas e OnStar – Pacote Safe.
Ficha técnica
CHEVROLET PRISMA JOY
Motor Tipo: Dianteiro transversal, Gasolina e Etanol Número de cilindros: 4 em linha Número de válvulas: 8 (SOHC) Taxa de compressão: 12,6 Injeção eletrônica de combustível: M.P.F.I. Potência: 78 cv (G)/ 80 cv (E) a 6.400 rpm Torque: 9,5 kgfm (G)/ 9,8 kgfm a 5.200 rpm
Câmbio
Manual, 6 marchas
Suspensões Dianteira: Independente, McPherson Traseira: Eixo de torção
Revisão de 60 mil Km no Fiat Mille 07/08 (parte 1)
Ferramentas de medição, processos de serviços, cuidado ao condenar os componentes facilitam o dia a dia de trabalho e fidelizam o cliente
Por: Edison Ragassi
Uma oficina mecânica é a extensão da casa do cliente. O ambiente deve ser limpo, confortável e agradável. Além disso, o empresário mecânico de automóveis tem que orientar, atualizar sua equipe e utilizar procedimentos claros que expliquem a real necessidade de realizar o serviço e trocar as peças. Isso porque, atender bem é essencial para conquistar e fidelizar clientes.
A rede de lojas DPaschoal desenvolveu em seu CTTi (Centro de Treinamento Técnico e de Inovação), localizado em Campinas/SP, ferramental e técnicas que auxiliam a equipe a trabalhar melhor.
Estes procedimentos e as ferramentas desenvolvidas foram utilizados nesta matéria, feita pelo técnico da empresa Danilo Ribeiro. Ele faz o diagnóstico e a substituição das peças em um Fiat Mille 2007/2008, o qual passou pela revisão de 60.000 km
Diagnóstico
A DPaschoal trabalha com o conceito ‘medir e testar antes de trocar’, assim, tendo como base as recomendações do manual do proprietário o processo de diagnóstico segue a seguinte ordem:
1. Verificar etiqueta do óleo. A última troca foi feita em 23/10/2015 e a quilometragem era de 54.800. Até dezembro de 2016, o carro completou 60.000 km. Neste caso a substituição deve ser feita, pois ultrapassou um ano de uso. A recomendação é de trocar o óleo a cada 15.000 km ou 1 ano.
2. Também é necessário substituir os filtros: ar, óleo e combustível.
3. Verificar as borrachas e braço das palhetas. No caso da borracha estar quebradiça, ressecada ou torta é necessário substituir. Verificar o braço. Se estiver torto é preciso substituir. Teste a eficiência no vidro. Lave a borracha e o vidro e acione o limpador. Neste caso o final do curso da palheta apresenta vibração, o que representa borracha ressecada.
4. Com equipamento apropriado teste a bateria e o alternador. O teste mostra que o alternador envia a carga corretamente (12,59 V) e a vida útil da bateria está comprometida, assim é recomendada a troca.
5. Verificar o fluido de freio. O primeiro passo é checar o nível, caso esteja abaixo do recomendado não completar. Cheque todo o sistema para saber se há vazamento. Com o aparelho verifique a contaminação. O líquido está no nível, porém, contaminado, assim é necessário substituir. O fluido do freio deve ser checado a cada 10.000 km e a substituição feita uma vez por ano.
6. Verificar o óleo do motor. Caso esteja abaixo do nível é necessário avaliar se há vazamento.
7. Verificar o filtro de ar. Avaliar as aletas. Não limpe com ar comprimido, pois além de abrir os poros do filtro, o ar comprimido tem partículas de água que comprometem o elemento filtrante.
8. Checar o estado dos amortecedores. A DPaschoal desenvolveu um equipamento para avaliar a eficiência das peças através de sons. Faça também a avaliação visual, verifique se há vazamentos. Neste carro é necessário trocar.
9. Testar as condições do amortecedor da tampa do porta-malas. Baixe até a metade do curso, se ele descer está comprometido e verifique se não há vazamento.
10. Levantar o carro para verificar as peças do undercar. Inicie verificando as folgas. Balance manualmente a roda para os lados. Com este procedimento é possível verificar o estado da barra axial, pivô, terminais, buchas e barra de direção.Deve ser feito com outro profissional. Enquanto um balança a roda, o outro checa as condições dos itens.
11. Para verificar a caixa de direção, esterce a roda. Com a mão verificar se a cremalheira apresenta folga. Caso positivo, como neste carro, é necessário trocar a caixa.
12. Movimente a roda verticalmente e observem a haste do amortecedor. Se toda a estrutura movimentar, representa fadiga do coxim. Levante a coifa do amortecedor e verifique se há umidade.
13. Verifique o batente do amortecedor.
Obs: Para ganhar tempo, faça a analise em movimento circular. Se iniciou pela roda dianteira direita, na sequência faça a traseira, depois a traseira-esquerda e termine na dianteira-esquerda.
14. Girar a roda e segurar no corpo do amortecedor para verificar o rolamento. Caso apresente vibração, é sinal de que a peça precisa ser substituída.
15. Verificar as molas. Ao apresentar quebra, cor fosca ou batendo os elos, é sinal de fadiga.
16. Checar as bandejas, buchas e borrachas da parte de baixo do carro. O procedimento é feito com a espátula. As buchas devem ser verificadas uma a uma.
17. Verificar as coifas da homocinética.
18. Verificar os terminais da barra tensora.
19. Com a espátula faça movimento no pivô de baixo para cima e verifique se há folga.
20. Testar os coxins de câmbio e motor.
21. Verificar os coxins do escapamento, se há vibrações, trincas ou furos no abafador e silencioso traseiro.
22. Verificar a coifa do câmbio. Caso esteja ressecada ou rachada é necessário substituir.
23. Verificar as buchas traseiras uma a uma.
24. Checar o estado dos batentes dos amortecedores traseiros.
25. Verificar o feixe de molas, se as fitas não estão desgastadas.
26. Verificar o cabo do freio de estacionamento.
Obs: Para tirar as rodas, nos veículos da linha Fiat, Peugeot e Citroën evite a máquina pneumática, pois a rosca é fina (passo 1,25 mm), já que eles podem espanar por causa do torque da máquina de impacto. O ideal é soltar com a chave de roda.
27. Cheque o estado dos parafusos das rodas. Ao apresentar fadiga, substitua.
28. Faça o diagnóstico do sistema de freio. Pergunte ao cliente se ele percebe barulhos, vibrações no volante ou dificuldades na frenagem.
29. Girar a roda para verificar se não trava.
30. Verificar o desgaste das pastilhas.
31. Fazer a medição de empenamento dos discos de freios com o relógio comparador. Por ser uma ferramenta sensível, trave o disco com os parafusos da roda. Pode oscilar até 0,1 mm. Oscilação maior significa que o disco está empenado.
32. A medição do desgaste é feita pela espessura do disco. No caso da DPaschoal utiliza-se um paquímetro com 4 mm de vista (vão superior entre os encostos da ferramenta), ao invés do micrometro. A empresa justifica que: “adotou como padrão que, se a rebarba do disco interferir no contato do paquímetro com o disco, ou seja, se as rebarbas ultrapassaram os 4 mm da vista, significa que o disco atingiu o limite de desgaste e deve ser substituído”.
33. Verificar os flexíveis do freio, se há rachaduras ou trincas. É um item importante, pois se falhar os freios deixam de atuar.
34. Dentro do veículo verifique a altura do freio de estacionamento e pedal do freio. Caso o pedal ceder significa que o cilindro mestre está comprometido.
35. Cheque o reparo da pinça. A peça deslocada necessita ser substituída.
36. Testar o servo freio (hidrovácuo). Verificar se a válvula segura o vácuo com o carro desligado.
37. Verificar o sistema traseiro que é composto por tambor, lonas ou sapatas, cilindro de roda e as molas de ancoragem das lonas.
38. Checar se o sistema está travado ou apresenta vazamento. Com as mãos movimente lateralmente, se apresentar resistência ele está travado.
39. Apertar as coifas do cilindro. Ao verter óleo significa que necessita substituir o cilindro.
Obs: A sapata pode vitrificar, o material endurece e não desgasta, assim escorrega no tambor e sobrecarrega os freios dianteiros.
40. Fazer analise visual da lona. Verificar se não está trincada, quebrada e se o material de atrito encosta no rebite. Medir a lona com o paquímetro, o limite de troca é de 2 mm.
41. O cubo de roda não pode estar oxidado. Caso esteja, lixe-o para garantir melhor assentamento do tambor
42. Verificar os flexíveis traseiros. Cheque se não estão ressecados, quebrados, cortados ou se incham ao pisar no pedal.
43. Checar o cabo do freio de estacionamento. Caso esteja torto ou cortado é necessário
substituir.
44. Medir com o paquímetro o diâmetro do tambor. A marcação impressa na peça indica qual o diâmetro máximo, neste caso é de 199,7 mm, ele está com 199 mm.
45. Verificar o desgaste dos pneus. Com uma ferramenta chamada ‘profundimetro’ faça a medição da profundidade dos sulcos dos pneus. Ele não deve ser utilizado na área acima do TWI. O mínimo permitido pela Legislação brasileira é 1,5 mm. Os pneus devem ser avaliados a cada 6 meses ou 10.000 km.
Obs: Na lateral do pneu há a sigla TWI- Indicador de desgaste do pneu. Ela direciona a visualização de desgaste no centro do pneu. Ainda na lateral, checar a validade. Ao lado das letras ‘DOT’ há várias inscrições e quatro números. Os dois primeiros indicam a semana que foi fabricado e os dois últimos o ano. Neste caso os números são 3613, ou seja, 36ª semana de 2013. A validade do pneu é de 5 anos.
46. Avaliar as condições do sistema de injeção eletrônica. Para isso é necessário retirar a tampa de proteção. As velas estão colocadas na parte de trás do cabeçote. Retirar as velas. A retirada deve ser feita com uma chave soquete 16 mm específica para este fim, ela é imantada. Isso evita que a vela caia, pois em caso de queda ela está condenada.
47. Depois de retirar a vela do primeiro cilindro, verifique se ela está corroída ou suja de óleo. Veja também se a cerâmica está trincada, quebrada ou apresenta oxidação. O eletrodo deve ser medido com o cálibre. Utilizar a tabela que é fornecida pelo fabricante de velas. No caso do Mille 2007/2008 a medida é 0,8 mm e a tolerância é de 0,9 mm. Esta vela não atende as especificações, por isso é necessário substituir.
Obs: Não ajuste o eletrodo manualmente, essa prática só serve para esconder o problema.
48. Verificar a contaminação da câmara de combustão. O equipamento para esta finalidade é o boroscópio. A câmera do aparelho deve ser colocada no primeiro cilindro.
49. Checar as condições de contaminação do TBI (Corpo de borboleta). Ao apresentar sujeira, manchas escuras é necessário fazer a limpeza.
50. Aos 60.000 km a Fiat recomenda avaliar as condições da correia sincronizadora (correia dentada). O diagnóstico é feito visualmente. Os dentes não podem estar quebrados ou ressecados. A borracha não deve estar desfiada ou apresentar folga.
Obs: Se uma correia apresentar fadiga e a outra não, recomenda-se a troca das duas.
51. Verificar a correia do alternador, o procedimento deve ser feito pela parte de baixo do
carro.
Obs: Se uma correia apresentar fadiga e a outra não, recomenda-se a troca das duas.
Substituição das Peças.
52. Substituir a palheta. Verifique se o adaptador está correto. A palheta utilizada tem um adesivo que ao ser removido deixa a mostra um indicador de desgaste. Quando aparecer a cor amarela indica o momento da troca. Monte com a trava para baixo.
53. Checar o liquido de arrefecimento. Caso esteja abaixo do mínimo, verificar se há vazamento no sistema, as condições da tampa e completar. Siga as instruções do fabricante sobre a proporção água/ líquido de arrefecimento.
54. Antes de colocar as velas novas, utilizar o cálibre. A medida certa é 0,8 mm. Caso esteja fora é necessário abrir ou fechar o eletrodo até atingir o ponto correto. Na vela nova este procedimento é permitido
55. Com a chave soquete 16 mm coloque as velas. Inicie o aperto manualmente. Rosquear com cuidado, se sentir resistência pare e reinicie o processo, pois ao forçar, a rosca pode espanar. Para o aperto final o ideal é utilizar o torquimetro, caso ele não esteja disponível, utilize a catraca. Leve a chave até o zero e aperte até a metade. Repita o processo. (técnica conhecida como aperto 30 minutos- 15+15).
56. Substituir os cabos das velas. Aos 60.000 km a fabricante recomenda trocar os itens. Fique atento ao tamanho dos cabos, eles indicam em qual cilindro deve ser utilizado. Para não instalar errado, retirar individualmente o desgastado e colocar o novo.
Obs: Após a troca das velas e cabos, conecte o equipamento de diagnóstico, cheque se há falhas no sistema e corrija.
57. Fazer a limpeza do TBI com produto especifico para este fim. Utilizar também produto no tanque para auxiliar a limpeza
58. Trocar o filtro de ar. Após retirar o filtro saturado limpe a caixa e depois coloque o filtro novo.
59. Para fazer a troca de óleo não é necessário retirar totalmente o protetor de cárter. Ao soltar três parafusos há acesso ao bujão e filtro de óleo. O esgotamento do óleo por gravidade deve ser feito com óleo em temperatura média. O bujão ou o anel deve ser trocado.
60. Retirar o filtro do óleo. O procedimento pode ser feito manualmente ou com ferramenta própria.
61. Verificar se o anel de vedação saiu com o filtro. Se não saiu retirar, pois o novo filtro tem anel. Se colocar anel sobre anel haverá vazamento.
62. Antes de aplicar o filtro novo verifique se ele é compatível, compare com o que foi retirado. Molhe com óleo novo o anel. O filtro deve ser colocado com a mão. Se estiver deslizando utilize uma lixa para auxiliar e gire até travar.
63. Após o óleo escorrer recoloque o bujão. Aperte suavemente para não espanar a rosca e limpe o excesso.
64. Avaliar se não há outros vazamentos. Verifique se o protetor de cárter não está amaçado ou torto, pois gera barulho. Recolocar a peça e apertar com chave. Não utilizar máquina de impacto, ela pode comprometer a rosca.
65. Colocar o óleo do motor, a quantidade é de 2,7 litros com o filtro.
Obs: Após colocar o óleo ligue o motor deixe funcionar por alguns minutos e desligue. Em seguida retire a vareta do óleo e cheque o nível.
66. Trocar o filtro de combustível. Soltar a proteção e em seguida soltar a abraçadeira que segura o elemento filtrante. Ao instalar utilize a seta impressa na carcaça do filtro para identificar a posição do fluxo.
Confira nas próximas edições a continuação da manutenção preventiva de sistemas de direção, freios e suspensão deste Uno Mille
Para esclarecer e ter uma ampla mostra de como o mecânico de automóveis se comporta,a Revista O Mecânico, em parceria com o instituto IBOPE CONECTA, realizou uma pesquisa feita com profissionais de todo o Brasil.
No universo pesquisado (1.150 entrevistados), o estudo comprovou que 35% dos participantes são proprietários e mecânicos na oficina. Outros 21% trabalham como mecânico, enquanto que 17% são apenas proprietários. Gerentes (5%), supervisores (4%), ajudante/auxiliar (4%), pessoas que trabalham na área administrativa (3%), balconista (1%), comprador (1%) e outros (8%), responderam as questões por listagem do mailing da Revista O Mecânico, portal omecanico.com.br e facebook.com/omecanico
Nesta última parte publicamos o perfil destes entrevistados e as marcas mais lembradas em lâmpadas automotivas.
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