Semana Nacional do Trânsito destaca manutenção preventiva para segurança veicular

Especialista aponta para os cuidados com a suspensão e freios para reduzir acidentes

A Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro, enfatizou a importância da manutenção preventiva de veículos para reduzir riscos no trânsito. Manter direção, suspensão e freios em condições ideais contribui para a segurança de motoristas, ocupantes e pedestres, especialmente durante períodos de maior tráfego, como férias e viagens de final de ano.

Sistemas críticos como direção, suspensão e freios precisam de atenção constante. A direção garante o controle do veículo, a suspensão absorve impactos e mantém os pneus em contato com o solo, e os freios permitem desaceleração previsível. Falhas em qualquer um desses componentes, seja por desgaste, folga ou ruído, podem comprometer o controle do veículo e aumentar o risco de acidentes.

A Viemar Automotive atua na produção de componentes para direção, suspensão e freios com foco em engenharia nacional, qualidade e suporte técnico. “A segurança veicular não é opcional. Direção, suspensão e freios são sistemas que garantem a integridade de motoristas e pedestres. Na Semana Nacional do Trânsito, o nosso chamado é direto: faça a manutenção preventiva e, quando precisar repor, escolha componentes com engenharia e procedência”, afirmou Plínio Fazol, gerente de Marketing da Viemar.

O cuidado inclui revisar barras e terminais de direção, articulações axiais, caixas de direção, pivôs, bandejas, buchas, amortecedores, bieletas, pastilhas, lonas, discos, pinças, tambores e fluido de freio. Problemas como vibração no volante, puxamento do carro, desgaste irregular de pneus, ruídos ao esterçar ou luz de freio acesa indicam necessidade de inspeção imediata.

Stellantis apresenta novo conjunto híbrido com motor 1.6 turbo

Sistema tem potência combinada de 213 cv e será usado no Jeep Cherokee 2026

 

 

A Stellantis mostrou um novo trem de força composto por um motor 1.6 litro turbo de quatro cilindros acoplado a dois motores elétricos, que será utilizado no Jeep Cherokee 2026. O conjunto entrega potência combinada de 213 cv e torque de 31,8 kgfm.

 

 

Segundo a Stellantis, o sistema utiliza uma nova unidade eletrônica chamada de Hybrid Drive Control Unit, que gerencia a distribuição de energia entre motor a combustão, motores elétricos e a bateria, de acordo com as condições de rodagem.

 

 

O motor a combustão, em sua terceira geração e desenvolvido na Europa, vai ser produzido nos Estados Unidos. Chamado de EP6, ele desenvolve 179 cv a 5.500 rpm e 30,6 kgfm de torque entre 2.000 e 3.500 rpm, com pressão máxima de até 38 psi, taxa de compressão de 11,3:1 e ciclo Miller. O bloco e o cabeçote são de alumínio, tendo ainda injeção direta de alta pressão e watercooler.

 

 

O novo sistema híbrido é do tipo HEV, ou seja, sem recarga externa. Ele pode funcionar em modo elétrico em velocidades de até 100 km/h ou em modo híbrido, contando ainda com sistema de regeneração em frenagens.

 

 

A bateria de alta tensão utilizada é do tipo de íons de lítio, com capacidade de 1,03 kWh e refrigeração líquida. O componente também fornece energia para o compressor do ar-condicionado, melhorando a eficiência.

Por fim, o Jeep Cherokee 2026 com esse novo conjunto mecânico híbrido será equipado com tração integral Jeep Active Drive I, além do sistema de seleção de terrenos Selec-Terrain e quatro modos de condução, Auto, Sport, Snow e Sand/Mud.

 

Cuidados com as lonas de freio de caminhões

Respeitar o limite de carga está entre as ações que podem auxiliar a preservar lonas de freio

A lona de freio, fixada na sapata, é a responsável por gerar atrito com o tambor e reduzir a velocidade do caminhão. Por atuar diretamente no processo de frenagem, a peça sofre desgaste natural ao longo do tempo, principalmente em veículos que circulam em tráfego intenso e utilizam com frequência o freio de serviço. “Nessas condições, o desgaste tende a ser maior”, explica Robson Andriel Lipniarski, consultor de Marketing de Produto da Fras-le linha Comercial. Segundo ele, algumas práticas simples podem evitar trocas prematuras e custos desnecessários.

Entre as medidas que ajudam a aumentar a durabilidade das lonas, destaca-se o uso do freio motor. “Ao reduzir marchas, o caminhoneiro utiliza a força do motor para segurar o veículo, preservando as lonas”, orienta o consultor. Também é recomendado antecipar as frenagens, desacelerando gradualmente diante de situações de trânsito parado, em vez de acionar os freios bruscamente.

Outra prática é respeitar os limites de carga. “Exceder o peso permitido ou distribuí-lo de forma incorreta sobre os eixos acelera o desgaste das lonas”, alerta Lipniarski.

ZF nacionaliza produção de ECU para veículos comerciais

A ZF anunciou a nacionalização da produção da Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do sistema de freios para veículos comerciais no Brasil. A ECU integra funções como ABS, controle de tração, assistente de partida em rampa e, principalmente, o controle eletrônico de estabilidade (ESC), que é obrigatório em veículos comerciais pesados produzidos a partir de janeiro de 2025.

O projeto utiliza a mesma arquitetura de hardware e software já consolidada na Europa. Para a ZF, a iniciativa fortalece a cadeia produtiva, posiciona o Brasil como referência em tecnologias eletrônicas para veículos comerciais e prepara o setor para um futuro cada vez mais conectado, eficiente e seguro.

Passo a passo: veja como se inscrever de graça no 8CBM

8º Congresso Brasileiro do Mecânico acontecerá no dia 25 de outubro

O 8º Congresso Brasileiro do Mecânico – 8CBM, que será realizado em 25 de outubro de 2025 no Expo Center Norte, ainda disponibiliza ingressos gratuitos oferecidos pela Loja do Mecânico. Para garantir a entrada, basta utilizar o código LDM2025. Por isso, a Revista O Mecânico preparou um passo a passo para orientar os mecânicos na inscrição de forma correta. Se inscreva neste link.

Passo a passo

1 – Entre no site do 8CBM e clique em “Inscrições aqui”.

2 – No campo “Faça sua inscrição”, digite seu CPF.

3 – Preencha seus dados e clique em “Continuar”.

4 – Em seguida, clique em “Inscreva-se”.

5 – Depois, insira a senha de cortesia: LDM2025.

6 – No final do processo, quando aparecer “Inscrição confirmada”, clique em “OK”.

7 – Por fim, confira os detalhes e o status da sua inscrição.

Projeto Atualizar reuniu palestras técnicas na Autonor 2025; veja como foi

Evento contou com Delphi, Controil, Fras-le, Fremax, Nakata, SEG Automotive, ACDELCO e Mecânico Pro

Fotos: Denise Finamore

Assim como em 2023, o Projeto Atualizar esteve presente na Autonor 2025, realizada entre 17 e 20 de setembro no Centro de Convenções de Pernambuco, e levou uma programação de palestras técnicas voltadas para atualização de mecânicos. As salas 1 e 2 do evento receberam apresentações de especialistas da Delphi, Controil, Fras-le, Fremax, Nakata, SEG Automotive, ACDELCO e Mecânico Pro, com foco em diagnóstico e manutenção automotiva. Ao todo, mais de 424 pessoas durante os quatro dias de evento.

Pedro Valencio, da Delphi, abordou as tecnologias de injeção indireta e direta na alimentação de combustível dos motores a combustão. Já Luiz Costa, da SEG Automotive, apresentou os segredos do alternador e os pontos principais do motor de partida.

Francisco Aldemir participou em diferentes frentes. Representando a Fremax, tratou das tecnologias e do processo de instalação para o desempenho máximo dos freios. Pela Nakata, apresentou diagnóstico e instalação de amortecedores pressurizados. Também pela Controil, explicou a importância dos cuidados com os freios hidráulicos.

Junio Oliveira, do Mecânico Pro, apresentou um passo a passo para identificar falhas de combustão com foco em diagnóstico eficiente. Alan Santiago e Bruno Rufino, da ACDELCO, abordaram diagnósticos de ruídos e desgastes em sistemas de suspensão e também destacaram a relevância do portfólio da marca para os resultados das oficinas.

Com uma programação diversificada, o Projeto Atualizar consolidou sua presença dentro da Autonor 2025 como um espaço de capacitação para os profissionais da reparação.

Troca da corrente de sincronismo: Hyundai Santa Fe 2.4

Sincronização entre válvulas e pistões depende do componente

Por Murilo Marciano Santos fotos Arquivo Bosch

No motor, a sincronização entre a abertura e fechamento das válvulas do cabeçote e o movimento de subida e descida dos pistões deve ser perfeito para evitar choques e danos entre os componentes. No caso do Hyundai Santa Fe 2.4, o componente responsável por transmitir o movimento do virabrequim para os eixos de comando de válvulas e fazer essa sincronia é a corrente. Dessa forma, a Revista O Mecânico exibe o passo a passo de troca dessa peça importante do sistema de sincronismo.

O procedimento mostrado é válido para os veículos equipados com o motor 2.4 da família Theta, de código G4KE. No SUV, esse propulsor de aspirado de quatro cilindros em linha entregava 180 cv a 6000 rpm e torque máximo de 22,4 kgfm a 4200 rpm. A tração era dianteira e o câmbio utilizado possuía conversor de torque e seis marchas.

Procedimento de desmontagem da corrente de sincronismo

A) Remova a tampa de válvulas, tomando cuidado para não cair sujeira no cabeçote.

B) Posicione o motor em PMS, girando a polia do virabrequim até alinhar a marca de sincronismo da tampa da corrente de distribuição (1), colocando o primeiro cilindro no ponto morto superior (PMS) do curso de compressão.

C) Remova a tampa frontal da corrente de distribuição.

D) Confirme que a chaveta do virabrequim está alinhada com a superfície de contato da tampa do mancal principal (2), confirmando que o primeiro cilindro está em PMS.

E) Com uma haste fina, pressione a catraca do tensionador para baixo e comprima o pistão do tensionador e insira um pino de bloqueio (A) no orifício para manter o pistão recuado. Em seguida, remova o tensor da corrente de distribuição (B). (3)

F) Remova o braço guia de tensionamento e apoio da corrente (4).

G) Remova a corrente de sincronismo da engrenagem do virabrequim e dos comandos de válvulas (5).

H) Retire o guia da corrente de distribuição (6).

I) Remova a engrenagem da corrente do virabrequim e o jet oil da corrente (7).

J) Retire a corrente auxiliar do eixo de equilíbrio do virabrequim.

Procedimento de montagem da corrente de sincronismo

A) Instale a nova corrente auxiliar do eixo de equilíbrio do virabrequim.

B) Monte a engrenagem da corrente do virabrequim. Após, instale e aperte o parafuso do jet oil (8) com 1,0 kgfm.

C) Alinhe a chaveta do virabrequim com a superfície do mancal principal (9).

D) Posicione os comandos de admissão e escape de forma que as marcas de PMS das engrenagens CVVT estejam paralelas à superfície do cabeçote (10), confirmando o PMS do primeiro cilindro no curso de compressão.

E) Instale guia da corrente de sincronismo (11) e aperte os parafusos com 1,2 kgfm.

F) Monte a nova corrente de sincronismo, seguindo a sequência (12): Virabrequim (A) → Guia da corrente (B) → Polia CVVT de admissão (C) → Polia CVVT de escape (D).

Observação: Certifique-se de que os elos marcados da corrente coincidam com as marcas de sincronismo das polias (13) e da engrenagem do virabrequim (14).

G) Instale braço de tensionamento e apoio da corrente, apertando o parafuso com torque de 1,2 kgfm (15).

H) Monte o tensionador automático da corrente (B) e remova o pino de bloqueio (A). Aperte os parafusos com 1,2 kgfm (16).

I) Gire o virabrequim duas voltas no sentido horário e verifique se as marcas de PMS das polias CVVT permanecem alinhadas com a superfície superior do cabeçote (17).

J) Instale polia do virabrequim, aplicando torque de 17,9 kgfm na instalação.

L) Monte a tampa frontal da corrente de distribuição e depois a tampa de válvulas, finalizando o procedimento de troca da corrente de sincronismo.

Também é importante destacar que a corrente de sincronismo costuma ter vida maior do que as correias dentadas. Porém, conforme o veículo envelhece, podem aparecer alguns sinais que indicam que é hora de trocar a corrente, como um aumento do ruído metálico na parte frontal do motor, especialmente em marcha lenta ou na partida a frio e dificuldade de partida ou falhas de ignição, ocasionadas pelo descompasso entre o comando de válvulas e o virabrequim derivado de folga excessiva na corrente, por exemplo. Dessa forma, a troca da corrente e tensionadores quando eles apresentam desgaste é fundamental para evitar danos nas válvulas do cabeçote e nos pistões, que podem se chocar caso o sincronismo saia do especificado durante o funcionamento do motor.

Recall Remoto: Xiaomi convoca 116 mil unidades do SU7 por falhas na China

Montadora registrou problemas com o piloto automático

Assim como acontece com os celulares, o veículo SU7 Standard Edition da Xiaomi apresentou problemas na China. Diferente dos carros convencionais, o recall do modelo será realizado de forma semelhante ao reparo em smartphones, com falhas corrigidas remotamente por meio de atualizações. A montadora registrou falhas no sistema de piloto automático.

De acordo com a Xiaomi, o recall inclui 116.887 unidades do SU7 Standard Edition, que foram produzidos entre 6 de fevereiro de 2024 e 30 de agosto de 2025. O comunicado foi registrado em 19 de setembro junto à Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR).

Segundo a fabricante, o chamado está relacionado ao sistema de assistência à condução em rodovias de nível L2. Em determinadas situações, o recurso pode não identificar ou responder corretamente a cenários incomuns de tráfego, aumentando o risco de colisão caso o motorista não intervenha a tempo.

A Xiaomi informou que a correção será feita por meio de atualização de software remota (OTA), sem custo para os proprietários. Os clientes serão avisados por mensagens de texto e pelo aplicativo da marca.

Mecânico é peça-chave pois é ele quem dá o veredito final na escolha da peça, diz executiva da Rheinmetall

Talita Peres, gerente de Marketing e Comunicação Corporativa da divisão de reposição do Grupo Rheinmetall, conversou com exclusividade com a Revista O Mecânico, falando sobre estratégia de marketing, desafios enfrentados pelas mulheres e outros assuntos importantes para o dia a dia das oficinas

por Felipe Salomão fotos Rheinmetall/Divulgação

Quem acha que o mecânico é apenas um trocador de peças está enganado, uma vez que, para o Grupo Rheinmetall, o mecânico é uma peça-chave para que a empresa possa vender cada vez mais. Segundo Talita Peres, gerente de Marketing e Comunicação Corporativa da divisão de reposição da companhia, “o mecânico é peça-chave dessa cadeia porque é ele quem dá o veredito final na escolha da peça. Por isso, a comunicação precisa ser simples, direta e próxima. Temos investido em ações educativas, vídeos práticos e, principalmente, presença em campo, mostrando que não estamos apenas vendendo um produto, mas apoiando o dia a dia da oficina”.

Ainda de acordo com Peres, a empresa tem buscado ouvir cada vez mais esses profissionais, entendendo as dores, as expectativas e a rotina das oficinas. “É nessa troca que as nossas marcas ganham força, porque o mecânico percebe que não está sozinho e que existe uma marca que realmente o apoia e valoriza”.

Além de falar sobre a importância dos mecânicos para o Grupo Rheinmetall, Peres abordou temas como marketing estratégico, marketing H2H, os desafios existentes para as mulheres em cargos de alta gestão, entre outros assuntos, como a tradição das marcas KS e Pierburg. Veja a entrevista completa nas próximas páginas.

O Mecânico: Talita, você atua em áreas como marketing estratégico, neuromarketing e liderança humanizada. Na prática, como esses pilares se encontram no seu dia a dia como executiva?
Talita Peres: Na verdade, esses são pilares que eu busquei durante a minha carreira para complementar meus conhecimentos e conseguir uma conexão maior e mais efetiva com os públicos do nosso mercado. Eram uma inquietação minha. Nem sempre foram vetores da minha atuação.

Tenho mais de 20 anos de mercado e sempre percebi que o aftermarket era movido por pessoas e o relacionamento entre elas, então fui me desenvolvendo em disciplinas de gestão estratégica e de pessoas e recentemente encontrei o conceito do Marketing H2H e do neuromarketing que validam tudo o que eu sempre acreditei sobre as relações humanas no mercado de reposição. O marketing estratégico me dá visão de longo prazo, o neuromarketing traz embasamento científico sobre como tomamos decisões e percebemos valor, e a liderança humanizada garante que essa visão não seja apenas números, mas também vínculo, confiança e propósito. No meu dia a dia, isso se traduz em campanhas que tocam a razão e a emoção em decisões de branding ancoradas, em ciência do comportamento e, principalmente, em liderar equipes de forma que se sintam vistas e pertencentes.

O Mecânico: Atualmente, o termo Marketing H2H (Human to Human) está cada vez mais presente. Na sua visão, como aplicar essa abordagem em um setor tão técnico e competitivo quanto o automotivo?
Talita Peres: Quando fiz o curso diretamente com o Kotler esse foi exatamente o meu ponto de decisão. Como usar a teoria que pra mim fazia tanto sentido no meu mercado especificamente. O H2H é justamente o que humaniza um setor, muitas vezes, percebido como frio. No mercado automotivo, aplicar essa abordagem significa olhar para além dos itens comercializados e enxergar a pessoa por trás da compra, da manutenção e da decisão. É falar com o mecânico não só sobre especificações, mas sobre como o produto facilita a vida dele; é entender que a cadeia é feita de gente:  engenheiros, distribuidores, vendedores e reparadores. Quando tratamos cada ponto de contato como oportunidade de gerar confiança e vínculo, mesmo em um setor altamente técnico, conseguimos transformar a relação em algo memorável e de longo prazo.

O Mecânico: Quais os maiores desafios que ainda existem para mulheres em cargos de alta gestão na indústria automotiva?
Talita Peres: O primeiro é romper barreiras culturais em um setor ainda muito masculino. Muitas vezes, a mulher precisa provar mais, falar mais alto ou mostrar resultados mais consistentes para ser ouvida na mesma intensidade que um homem. Outro desafio é equilibrar vulnerabilidade e firmeza, trazendo a humanização para a mesa sem que isso seja confundido com fragilidade. Eu acredito que esse é justamente o diferencial feminino: liderar com empatia e visão sistêmica. Mas ainda é um movimento em construção. É por isso que iniciativas de networking e representatividade, como a AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo, são tão necessárias, pois mostram para o setor que liderança feminina é uma complementaridade e não exceção.

O Mecânico: A KS e Pierburg têm tradição na produção de componentes automotivos e, ao mesmo tempo, buscam expandir sua atuação em novas tecnologias. Como o marketing pode reforçar essa imagem de tradição e inovação ao mesmo tempo?
Talita Peres: Esse equilíbrio é um dos maiores ativos das nossas marcas. O marketing tem o papel de contar nossa história de tradição como uma base sólida, que dá credibilidade e confiança, e ao mesmo tempo mostrar que essa tradição é o trampolim para a inovação. A gente quer mostrar que domina o passado e o presente, mas estamos prontos para o futuro. Isso se traduz em narrativas visuais e verbais que valorizam herança técnica, mas com linguagem moderna, com relacionamento e exemplos práticos de como essa experiência histórica está sendo aplicada em novas soluções.

O Mecânico: A KS vem ampliando seu papel no Brasil dentro da cadeia de fornecedores automotivos. Como vocês têm trabalhado a comunicação para aproximar a marca dos mecânicos?
Talita Peres: O mecânico é peça-chave dessa cadeia  porque é ele quem dá o veredito final na escolha da peça. Por isso, a comunicação precisa ser simples, direta e próxima. Temos investido em ações educativas, vídeos práticos e principalmente presença em campo, mostrando que não estamos apenas vendendo um produto, mas apoiando o dia a dia da oficina. Também buscamos escutar esses profissionais: entender suas dores, expectativas e rotina. É nessa troca que as nossas marcas ganham força porque o mecânico percebe que não está sozinho e que existe uma marca que realmente o apoia e valoriza.

O Mecânico: Como a empresa está se posicionando frente às transformações da indústria, como a eletrificação e a busca por soluções mais sustentáveis?
Talita Peres: A Rheinmetall tem mais de um século de tradição em engenharia, e é justamente essa herança que nos permite liderar a transição para o futuro da mobilidade. Hoje, estamos posicionados como um parceiro global em eletrificação, eficiência energética e novas soluções de propulsão, incluindo sistemas voltados para hidrogênio. Isso mostra que não estamos apenas acompanhando tendência, mas investindo de forma estruturada em tecnologias que unem performance, segurança e sustentabilidade.

No Brasil, esse posicionamento também é comunicado de maneira clara: reforçamos a confiabilidade já reconhecida das nossas marcas, mas mostramos que a mesma expertise aplicada aos motores a combustão está sendo direcionada para soluções limpas e inovadoras. Sustentabilidade, para nós, não é uma ação paralela, mas parte central da estratégia de negócios, guiada pelo propósito de entregar tecnologia que respeite o meio ambiente e prepare a indústria para as próximas gerações.

 

Segundo lote do 8CBM: ingressos com custo reduzido disponíveis vão até 10 de outubro

Ingressos de R$ 251,00 podem ser adquiridos já no dia 21 de setembro

O segundo lote de ingressos para o 8º Congresso Brasileiro do Mecânico está disponível até o dia 10 de outubro, com preço de R$ 251,00. A compra deve ser realizada pelo link oficial do evento.

O 8CBM será realizado em 25 de outubro, sábado, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo. O congresso tem como objetivo oferecer aos profissionais da mecânica um espaço para atualização técnica, troca de informações e aprendizado sobre os sistemas e tecnologias aplicados nos veículos vendidos no mercado nacional.

A programação do congresso inclui boxes técnicos e teóricos, que abordam sistemas e componentes de veículos, e palestras no Grande Auditório com especialistas do setor automotivo. O conteúdo técnico totaliza mais de 98 horas, permitindo que os participantes obtenham informações detalhadas para o dia a dia das oficinas.

O segundo lote é uma oportunidade para mecânicos que não conseguiram o primeiro lote garantirem sua participação e acompanharem os conteúdos programados para o evento.

 

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