Nova fórmula do Biodiesel e seus desafios serão tema do 8CBM

8º Congresso Brasileiro do Mecânico acontece no próximo dia 25 de outubro

Veículos pesados: 6CBM 2023 debateu cuidados com o biodiesel

A utilização do biodiesel e os problemas decorrentes da nova formulação do combustível estarão em debate no 8º Congresso Brasileiro do Mecânico – 8CBM. O assunto é de grande relevância para as oficinas, já que os efeitos do combustível se refletem diretamente no dia a dia do reparador, com impactos em sistemas de injeção, filtros e componentes do motor.

Fim de falhas na fase fria do motor a diesel; veja quatro benefícios das velas aquecedoras
Foto: Niterra/Divulgação

Durante a palestra, serão apresentados exemplos práticos das falhas mais recorrentes, como entupimento de bicos injetores, degradação prematura de filtros e formação de borras. Além disso, serão discutidas soluções que possam minimizar os danos e orientações sobre manutenção preventiva para clientes que utilizam veículos a diesel.

O evento será realizado no Expo Center Norte, no Pavilhão Amarelo, e reunirá mecânicos e profissionais do setor automotivo para debater práticas, procedimentos e tecnologias aplicadas nas oficinas. A programação contará com mais de 98 horas de conteúdo técnico, incluindo boxes práticos e teóricos, além de palestras no Grande Auditório.

Nos boxes técnicos, os participantes terão contato direto com especialistas e poderão conhecer sistemas, componentes e equipamentos de veículos, enquanto nos boxes teóricos acompanharão explicações detalhadas sobre manutenção e reparo. O 8CBM reforça a importância da atualização profissional e da troca de experiências entre mecânicos de diferentes regiões do país.

Temperatura da transmissão de Polo TSI é normal em alta velocidade? Mecânico Responde

Ulisses Miguel esclarece leitura de temperatura e funcionamento do sistema de arrefecimento

Vanderlei questionou sobre a temperatura do fluído da transmissão do Polo TSI 1.0 automático, que chega a 90º ao atingir 160 km/h, enquanto o sistema de arrefecimento permanece normal. Ulisses Miguel confirma que esse comportamento é esperado. “Esses 90º referem-se ao fluído da transmissão. Para atingir essa velocidade, o sistema exige mais do motor, e a temperatura elevada é normal, não há motivo para preocupação”, explica.

O especialista alerta que entender a diferença entre temperatura do motor e da transmissão é fundamental para manutenção preventiva. Ele explica que o aquecimento do fluído em altas velocidades não indica falha no sistema de arrefecimento, mas sim o esforço exigido pelo veículo.

Ulisses reforça que o comportamento é comum em veículos automáticos. “Não há riscos quando a temperatura do motor permanece estável. Observar o fluído da transmissão ajuda o mecânico a avaliar corretamente o desempenho do veículo e realizar manutenção no momento certo”, conclui.

Modefer anuncia novo coordenador de projetos

Eduardo Milano passou por empresas como Renault e Dafra Motos

 

 

A Modefer, empresa com foco na produção de hélices e embreagens viscosas para veículos, anunciou a chegada de Eduardo Milano como novo Coordenador de Projetos. O profissional é formado em Engenharia de Produção Mecânica pela Universidade Paulista (Unip) e possui mais de 15 anos de experiência em diferentes segmentos, incluindo passagens pelas fabricantes Renault, Dafra Motos e Tachi-S.

Na empresa, Milano será responsável por liderar as equipes de ferramentaria, CNC (montagem de moldes), produto e projetos.

 

 

Segundo ele, “A Modefer está buscando novas técnicas que dialoguem com o que o mercado espera: eficiência, redução do consumo e sustentabilidade. Vejo nesta posição uma oportunidade para tornar os processos mais dinâmicos e assertivos.”

Entre suas metas, o engenheiro destaca a implementação de sistemas de gestão voltados para a performance, para otimizar os processos internos. De acordo com o executivo, os departamentos precisam de mais tempo e recursos para o desenvolvimento de produtos e soluções compatíveis com as tendências da indústria 4.0 e inteligência artificial.

 

Inmetro visita GAC, na China, para cooperação em eletromobilidade e veículos autônomos

Comitiva brasileira esteve em Guangzhou para fortalecer parceria e alinhar ações em mobilidade elétrica e transição energética

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) avança em sua atuação internacional e amplia parcerias estratégicas para preparar o Brasil para as novas tecnologias do setor automotivo. Na sexta-feira (26), o presidente da autarquia, Márcio André Oliveira Brito, acompanhado de uma comitiva, realizou uma visita técnica à GAC Motor, em Guangzhou, na China, com o objetivo de fortalecer a cooperação em mobilidade inteligente e na transição energética, no âmbito do Memorando de Entendimento (MoU) firmado entre as instituições.

A programação se estendeu até sábado (27) e incluiu apresentações sobre pesquisa, desenvolvimento e testes de veículos autônomos, motores a hidrogênio, motores flex e flex-híbridos adaptados ao mercado brasileiro, cálculo de autonomia de veículos elétricos e regulamentação de baterias. Estão previstas, ainda, sessões de intercâmbio técnico entre as equipes e um encontro dedicado ao setor energético.

“Vivemos um momento ímpar no Inmetro, com a oportunidade de contribuir para a regulamentação de veículos autônomos, baterias e infraestrutura de recarga no Brasil”, destacou Márcio André. “A parceria com a GAC nos proporciona acesso a conhecimento de ponta e reforça o compromisso do governo em oferecer soluções seguras e inovadoras aos consumidores”, acrescentou.

Cooperação técnica e regulatória

Durante o encontro, a GAC ressaltou seus mais de 70 anos de experiência na indústria automotiva e três décadas de parcerias estratégicas com Toyota e Honda. A empresa apresentou seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias próprias e destacou que o Brasil é considerado um mercado prioritário, revelando que há um projeto avançado para a instalação de uma fábrica no país.

“Queremos que o Inmetro continue sendo um parceiro estratégico, contribuindo para a desburocratização de processos e para a introdução segura de novas tecnologias no mercado brasileiro”, afirmou Wayne Wei, presidente da GAC International.

Próximos passos

A expectativa é de que os trabalhos avancem no fortalecimento da cooperação tecnológica em baterias e infraestrutura de recarga para veículos elétricos e autônomos, incentivando a produção local e atraindo investimentos estratégicos para o Brasil.

Funcionários da Toyota aprovam layoff com manutenção de salários

Proposta recebeu 96% de aprovação em assembleia digital

 

 

Os trabalhadores da Toyota aprovaram em assembleia digital a proposta de layoff apresentada pela montadora para evitar demissões em massa após a tempestade que destruiu a unidade de motores em Porto Feliz (SP). O acordo foi aceito por 96,3% dos colaboradores que participaram da votação.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, dos 4.492 funcionários aptos a votar, 3.709 participaram da assembleia virtual.

 

 

Como será o layoff

 

O plano prevê inicialmente férias coletivas até 21 de outubro. Na sequência, os contratos de trabalho serão suspensos, mas os funcionários seguirão recebendo os salários — até R$ 10 mil mensais — por um período máximo de 150 dias.

A medida foi considerada essencial para preservar empregos diante da paralisação das linhas de produção. Sem motores, a fabricação do Corolla e do Corolla Cross em Sorocaba e Indaiatuba está suspensa, assim como o fornecimento de propulsores para o Yaris, produzido na Argentina. O aguardado lançamento do Yaris Cross, previsto para outubro, também foi adiado.

 

 

O que aconteceu em Porto Feliz

 

No dia 22 de setembro, uma tempestade com ventos de até 90 km/h atingiu a cidade de Porto Feliz e arrancou o telhado do galpão de motores da Toyota, onde trabalhavam cerca de 800 funcionários. No total, a montadora emprega 4.500 pessoas no Brasil.

Apesar da gravidade dos danos, não houve feridos. A empresa informou que todos os colaboradores e prestadores de serviço estão bem e vêm recebendo apoio.

 

 

Comunicado oficial da Toyota

 

Em nota, a Toyota afirmou que o levantamento dos danos estruturais ainda está em andamento e que a retomada da produção de motores deve levar meses. Para reduzir os impactos, a montadora estuda a possibilidade de importar motores de outras fábricas da Toyota no exterior, permitindo reativar gradualmente a produção de veículos no Brasil.

A companhia também agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas de fornecedores, concessionários, governo, fabricantes e clientes, e destacou que a segurança das pessoas segue sendo a prioridade máxima.

 

 

Contexto e próximos passos

 

Com a aprovação do layoff, a Toyota ganha fôlego para reorganizar sua operação sem a necessidade de desligar funcionários. A decisão também dá tempo para que a empresa defina como suprirá a falta de motores enquanto reconstrói a unidade de Porto Feliz.

O acordo com o sindicato foi formalizado nesta segunda-feira (29/09), e as medidas emergenciais começam a valer imediatamente.

 

Magneti Marelli lança sensores ABS para modelos Mitsubishi

Sistema de freios ABS evita o travamento das rodas durante frenagens bruscas

A Marelli Cofap Aftermarket anunciou a ampliação de seu portfólio com o lançamento de dois novos códigos de sensores ABS para veículos da Mitsubishi.

Os códigos ABSMM960-TE e ABSMM960-TD são destinados aos modelos:
– ASX 2.0 16V, 4×4, 2011 – 2016;
– Lancer 2.0 16V, 4×4, produzido a partir de 2011;
– Outlander 2.0 16V, 4×4, e 2.4 16V, fabricados desde 2011.

O sistema de freios ABS, obrigatório em todos os veículos produzidos no Brasil desde 2014, para a segurança veicular. Sua função é evitar o travamento das rodas durante frenagens bruscas.

A função do sensor é captar e monitorar a velocidade de rotação de cada roda e transmitir essas informações ao módulo eletrônico de controle.

Com base nos dados recebidos, o módulo identifica variações bruscas de velocidade e ajusta a pressão do sistema hidráulico de freio, regulando a frenagem individualmente em cada roda para evitar o bloqueio.

Além disso, nos veículos equipados com sistemas de controle de tração (TCS) e estabilidade (ESC), o sinal enviado pelos sensores ABS é indispensável para o correto funcionamento desses recursos de segurança ativa.

Por desempenhar um papel crítico, o sensor ABS deve ser inspecionado regularmente durante as revisões preventivas, e não apenas quando há indícios de falhas. Um sensor danificado ou com mau funcionamento compromete a eficiência dos sistemas de segurança ativa e pode colocar em risco a proteção dos ocupantes do veículo.

Devido à sua posição, próxima à suspensão e aos freios, o sensor está mais exposto a impactos causados por detritos das vias, como pedras ou sujeira. Quando ocorre algum problema, o próprio sistema ABS costuma acionar a luz de advertência no painel.

VW Caminhões e Ônibus e EcoRodovias iniciam testes com biocombustível 100% vegetal

A Volkswagen Caminhões e Ônibus em parceria com a EcoRodovias, iniciou testes para avaliar o desempenho e a confiabilidade do B100, biodiesel 100% renovável de origem vegetal, na frota de atendimento rodoviário da concessionária Ecovias do Noroeste Paulista, no interior de São Paulo.

O objetivo do estudo é analisar a eficiência do B100 em condições reais de operação rodoviária, observando fatores como desempenho, consumo, impacto no ciclo de manutenção (desgaste do motor e troca de componentes) e confiabilidade em uso contínuo.

Produzido integralmente a partir de soja, o B100 é uma alternativa à descarbonização proposta pela Volkswagen Caminhões e Ônibus. Em comparação ao diesel fóssil tradicional, pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂, segundo estudos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), da Abiove e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Os testes terão duração de 12 meses e envolverão quatro caminhões Volkswagen: um Meteor 29.530 (aplicação guincho), dois Delivery 11.180 (aplicação guincho) e um Constellation 17.190 (aplicação pipa).

A iniciativa também está alinhada às metas de redução de emissões da Agenda ESG 2030 da EcoRodovias, que prevê cortes de 25% até 2026 e de 42% até 2030 nas emissões de Escopo 1 (diretas, das operações) e Escopo 2 (indiretas, da energia adquirida).

Como será realizado o teste

O abastecimento será feito por um caminhão comboio da Petroservice, subcontratada da F8 Fuel, utilizando um tanque instalado na base do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU 2), em Araraquara (SP). O biodiesel é fornecido pela Brejeiro, tradicional produtora de combustível renovável a partir da soja.

Todos os veículos participantes receberão as adaptações necessárias para o uso do B100 e passarão por acompanhamento técnico contínuo realizado pela Volkswagen Caminhões e Ônibus e pela EcoRodovias.

Fremax lança discos e tambores de freio para Polo Track e Montana

Novos componentes atendem os modelos Volkswagen e Chevrolet Montana fabricados partir de 2023

 

 

A Fremax anunciou a ampliação de seu portfólio no mercado de reposição com a inclusão de novos discos e tambores de freio. Os lançamentos abrangem aplicações para veículos da Volkswagen e Chevrolet.

Para o Volkswagen Polo Track, produzido a partir de 2023, a fabricante passa a oferecer o tambor de freio traseiro BD5655 e o disco de freio dianteiro ventilado BD5656. Já para a Chevrolet Montana 1.2, também a partir de 2023, a novidade é o tambor de freio traseiro BD8064.

Os novos códigos complementam a linha de componentes de freio da Fremax, voltada ao atendimento do mercado de reposição automotiva.

 

Como analisar o sinal elétrico de injeção de combustível – Volkswagen Golf 1.4 TSI

Injeção incorreta pode causar falhas de combustão no motor

 

 

Na câmara de combustão, para uma queima adequada, é necessária a quantidade correta de ar e de combustível. Para a correta dosagem desse último, o injetor tem um papel fundamental. Pensando nisso, a revista O Mecânico mostra como analisar o sinal de injeção do Volkswagen Golf.

Os valores e formato de onda apresentados são válidos para o hatch fabricado entre 2014 e 2016 com motor 1.4 TSI na configuração à gasolina, da família EA211. Com injeção direta, ele entrega 140 cv de potência e torque de 25,5 kgfm.

Para iniciar o diagnóstico, é preciso verificar os valores de tensão e corrente elétrica do pino 2 dos injetores de alta pressão na condição de marcha lenta e, depois, de 2.500 rpm. Além disso, é útil comparar o formato de onda encontrado no veículo testado com o formato de referência.

 

 

Mecânico Pro

 

Schaeffler desenvolve novo eixo de tração para veículos elétricos

Componente tem arquitetura modular e pode ser usado em diferentes modelos

 

 

A Schaeffler apresentou seu novo eixo de tração elétrico, chamado de EMR4. O componente é mais uma solução desenvolvida após a aquisição da Vitesco Technologies, buscando aumentar a oferta de produtos para o segmento de veículos elétricos.

O EMR4 (Electronics Motor Reducer – Motor Redutor Eletrônico de 4ª geração) é um sistema integrado que combina motor síncrono de ímã permanente, eletrônica de potência e transmissão em um único módulo mais compacto.

 

 

Por ter arquitetura modular, o componente pode ser aplicado em diferentes veículos, desde compactos até de maior porte. Também é possível configurar diversos elementos do sistema, como inversores, redutores, rotores, estatores e carcaça, de acordo com cada projeto das montadoras.

Segundo a Schaeffler, o novo eixo EMR4 faz parte da estratégia da empresa de reforçar sua posição como fornecedora de soluções para eletromobilidade.

 

css.php