Como ocorre a vitrificação das pastilhas de freio?

Superaquecimento gerado por freadas prolongadas e repetitivas, a falta de assentamento adequado das pastilhas novas, a ineficiência do freio traseiro e problemas no disco de freio estão entre as principais situações que podem ocasionar a vitrificação das pastilhas

As pastilhas de freio em bom estado são essenciais para uma frenagem eficiente. Elas geram o atrito necessário com o disco de freio para desacelerar e parar o veículo. Além delas, o sistema de freio inclui fluido, cilindro mestre, servo freio, cilindros de roda, tubulações, tambores e sapatas, todos devem ser verificados nas revisões.

Entre todos os componentes, as pastilhas são as que mais se desgastam. Por isso, é fundamental atenção na hora da substituição para manter o desempenho do sistema. A durabilidade varia conforme o tipo de veículo, o material da pastilha, as condições de uso e o modo de condução. Veículos pesados, uso em ladeiras ou tráfego intenso exigem trocas mais frequentes.

O calor excessivo pode causar vitrificação, que é quando o material de atrito queima, endurece e perde eficiência. Isso reduz a capacidade de frenagem e compromete a segurança.

As principais causas da vitrificação são:

Superaquecimento por freadas longas e repetitivas;
Pastilhas de baixa qualidade;
Falta de assentamento correto após a troca;
Freios traseiros ineficientes;
Discos empenados ou com desgaste irregular.

Sinais de pastilhas vitrificadas:

Aumento da distância de frenagem;
Ruído agudo ao frear;
Pedal duro ou sensação de pouca eficiência;
Disco com brilho excessivo ou coloração azulada;
Superaquecimento constante.

Ao identificar esses sintomas, o ideal é realizar uma avaliação completa do sistema de freio para confirmar a causa e evitar que o problema volte a ocorrer.

Ford abre vagas para programa de estágio

O Programa de Estágio 2026.01 da Ford está com inscrições abertas até 30 de outubro

A Ford anuncia a abertura de seu Programa de Estágio 2026, voltado para estudantes a partir do segundo ano de graduação.

São cerca de 80 vagas destinadas às áreas de Engenharia, Tecnologia e Humanas, especialmente Administração, Direito, TI, Economia, Marketing, Comunicação, Psicologia e correlatas, para atuar nas unidades de Salvador e Camaçari (BA), Tatuí e São Paulo (SP). As inscrições podem ser feitas até 30 de outubro, por meio deste link.

“O Programa de Estágio da Ford foi criado para dar espaço para o aprendizado e desenvolvimento de novos talentos. Buscamos por estudantes que se conectem com a cultura de uma Ford em constante evolução, que abraça a inovação e a tecnologia para construir o futuro da mobilidade e ser protagonista dessa jornada”, diz Cintia Salmazo, diretora de HRBP, Talento, DE&I & Cultura da Ford América do Sul.

ZF nacionaliza produção de câmeras para o sistema ADAS

Componente permite auxílios como controle de cruzeiro adaptativo e frenagem de emergência

A ZF anunciou, em evento realizado em sua unidade de Limeira, no estado de São Paulo, a nacionalização da produção de câmeras frontais inteligentes utilizadas em sistemas de assistência a condução.

O componente conta com mais de 450 peças integradas, pesa apenas 150 g e pode identificar um pedestre a uma distância de 150 m. Ela permite o funcionamento de sistemas de segurança como frenagem autônoma de emergência, alerta de mudança de faixa, detecção de placas de velocidade e controle de cruzeiro adaptativo.

Segundo a ZF, o investimento de nacionalização da fabricação do componente foi de 35 milhões de reais, enquanto a capacidade de produção é de 900 mil unidades por ano.

Com a nacionalização, a empresa espera aumentar a participação de 40% para 78% de veículos nacionais equipados com o componente até 2030.

A câmera se soma a outros itens com produção já nacionalizada pela empresa, como freio de estacionamento eletromecânico, cinto de segurança e a eletrônica do sistema ESC.

De acordo com a ZF, o foco da nacionalização desse componente é o aumento da segurança da frota de veículos. Além disso, a fabricante também anunciou o lançamento da nova geração de câmaras inteligentes já para o ano que vem.

 

Scania apresenta novos trens de força para ônibus

Plataforma tem conjunto somente a combustão e híbrido plug-in

 

 

A Scania apresentou sua nova plataforma de trens de força desenvolvida para ônibus e veículos rodoviários, baseada na arquitetura Super, que chega em versões a combustão e híbrida plug-in (PHEV). O foco é oferecer flexibilidade de acordo com as necessidades operacionais.

 

 

Já utilizada em caminhões, o sistema de propulsão a combustão Super combina um motor diesel de 13 litros com a transmissão Opticruise de nova geração, reduzindo o consumo de combustível e emissões de CO₂ em até 8% em relação à geração anterior. O conjunto também já atende a futura norma de emissões Euro 7.

 

 

 

Segundo a Scania, o novo motor foi projetado para atingir uma vida útil de até dois milhões de quilômetros. Para facilitar a manutenção, os filtros são posicionados no lado “frio” do motor, ajudando no acesso e reduzindo o tempo de troca.

 

 

Já o sistema híbrido plug-in (PHEV) adiciona um motor elétrico na transmissão de seis marchas, possibilitando autonomia elétrica de até 80 km e potência máxima em modo elétrico de 394 cv. Há quatro modos diferentes, sendo elétrico, híbrido, manutenção de carga e recarga forçada.

 

 

De acordo com a fabricante, os novos trens de força chegam para atender as demandas por soluções mais eficientes, com foco na sustentabilidade e rentabilidade.

 

Cuidados e sinais de problemas com os sensores CTS

Monitoramento correto da temperatura do motor garante desempenho, economia e proteção contra falhas e superaquecimento do motor

Com o avanço dos sistemas eletrônicos de gerenciamento, o sensor CTS (Coolant Temperature Sensor), responsável por medir a temperatura do líquido de arrefecimento, tornou-se um dos componentes mais importantes para o desempenho e a eficiência dos motores modernos.

Ele envia informações precisas para a injeção eletrônica, permitindo ajustes na partida a frio, no controle de arrefecimento, na economia de combustível e na proteção contra superaquecimento.

Sinais de falha no sensor CTS

A NTK, marca da Niterra (empresa japonesa responsável também pela NGK), destaca os principais sintomas e soluções:

-Dificuldade na partida a frio: leituras incorretas alteram a mistura ar/combustível.
Solução: diagnóstico com scanner, comparação de temperaturas e substituição do sensor, se necessário.

-Falha no acionamento do arrefecimento: defeito pode afetar o eletroventilador, a válvula termostática ou bombas d’água auxiliares.
Solução: verificar instalação, resistência do sensor e circulação do fluido.

-Alertas falsos de superaquecimento: leituras erradas reduzem a potência ou desligam o ar-condicionado.
Solução: checar sensor, instalação e conexões.

-Problemas após manutenção: instalação incorreta, uso de peças erradas ou fluido inadequado.
Solução: seguir o catálogo de aplicação e especificações do fabricante.

-Vazamentos no sistema de arrefecimento: podem oxidar conectores e causar falhas elétricas.
Solução: inspecionar nível do fluido e possíveis pontos de vazamento.

Diagnóstico e funcionamento

O sensor CTS utiliza tecnologia NTC (Negative Temperature Coefficient), a resistência diminui conforme a temperatura aumenta. O diagnóstico pode ser feito por:

-Medição de resistência conforme tabela do fabricante;
-Monitoramento via scanner, comparando temperaturas reais e lidas pelo sistema.

Alguns veículos possuem mais de um sensor CTS, exigindo testes completos para garantir o correto funcionamento do arrefecimento.

Cuidados na substituição

-Fazer diagnóstico preciso antes da troca;
-Utilizar peça correta conforme o catálogo;
-Limpar o sistema e aplicar o torque adequado;
-Retirar o ar do sistema (sangria) quando aplicável;
-Testar válvula termostática e bomba d’água elétrica após o serviço.

“O sensor CTS é decisivo para a eficiência e segurança do veículo. Falhas podem comprometer o motor e outros sistemas. O ideal é sempre usar peças originais ou equivalentes de qualidade”, reforça Hiromori Mori, consultor técnico da Niterra.

Veja os principais sinais de problemas no tensor da correia

Componente deve ser trocado junto com a correia para evitar desgaste prematuro

 

 

No motor, o tensor da correia tem função de manter a tensão adequada da correia de acessórios ou da correia dentada, permitindo que o sincronismo e funcionamento dos periféricos sejam corretos. Pensando nisso, a revista O Mecânico mostra os principais sinais de problemas nesse componente.

Um dos principais sinais de problema no tensor é um ruído anormal, como uma espécie de “assobio” ou “chiado” vindo da região das correias. Esses sons normalmente aparecem quando o rolamento interno do tensor começa a se desgastar, e tendem a aumentar conforme a rotação do motor.

 

 

Outro indício possível é o desalinhamento da correia, visto que um tensor desgastado ou sem ação pode fazer a correia trabalhar fora do alinhamento ideal, gerando desgaste irregular e risco de ela escapar. Esse desalinhamento da correia normalmente pode ser visto ao fazer uma análise visual do componente.

Uma vibração excessiva também pode sinalizar falha no tensor, gerado por uma movimentação irregular da correia ocasionado pelo desgaste do tensor. Também, o sincronismo entre o virabrequim e comando de válvulas pode ser afetado, causando falhas no funcionamento do motor e até risco de contato entre pistões e válvulas.

Por fim, para evitar os problemas de maneira preventiva, é recomendada a troca do tensor quando a correia for substituída, evitando o desgaste prematuro do conjunto. Além disso, a troca dos componentes deve ser feita seguindo os prazos estabelecidos pelo fabricante.

 

Volvo Caminhões chega a um milhão de veículos conectados no mundo

Serviços digitais ajudam a aumentar o tempo de operação e eficiência dos veículos

 

 

A Volvo Caminhões atingiu a marca de um milhão de caminhões conectados em circulação ao redor do mundo. Esse número faz parte da estratégia da marca de utilizar a conectividade e os serviços digitais como base para melhorar o desempenho, a segurança e a produtividade de seus veículos pesados.

A fabricante organiza suas soluções digitais em duas áreas principais, o de Produtividade e o de Tempo de Atividade. Os serviços da área de Produtividade incluem ferramentas de gestão de frota, planejamento de rotas e soluções que ajudam a melhorar a eficiência de combustível e a segurança na condução.

 

 

Já os serviços de Tempo de Atividade utilizam conectividade para monitorar e rastrear remotamente os veículos, antecipando possíveis falhas e reduzindo paradas inesperadas. Eles também permitem atualizações de software à distância e a criação de planos de manutenção personalizados, de acordo com o desgaste real dos componentes.

 

 

Segundo a fabricante sueca, todos os recursos digitais estão integrados na plataforma Volvo Connect, que reúne as funções de monitoramento, gestão e suporte aos clientes.

 

Saiba identificar quando o fluido de transmissão está contaminado e degradado

Os fluidos de transmissão são fundamentais para o bom funcionamento e a durabilidade das transmissões automáticas e CVT. Eles lubrificam, controlam a pressão hidráulica e ajudam na troca de calor. Com o tempo, esses fluidos envelhecem, perdem eficiência e podem se contaminar, o que causa falhas sérias se não forem trocados a tempo.

Um fluido novo tem cor vermelha ou rosada e aparência translúcida. Após 40 a 60 mil km, tende a escurecer, o que é normal e indica apenas desgaste dos aditivos. Nesse ponto, a troca preventiva é suficiente.

O alerta vem quando o fluido tem cheiro de queimado, partículas metálicas, perde transparência ou fica muito viscoso. Esses sinais indicam degradação avançada e possíveis falhas como patinação, superaquecimento, perda de pressão e desgaste interno. Nas transmissões CVT, o problema costuma aparecer como um “zumbido”, causado pelo desgaste de rolamentos e correias.

A transmissão também sofre com superaquecimento e contaminação. Como o sistema de arrefecimento é compartilhado com o motor, qualquer superaquecimento também afeta o fluido. Se ele não for trocado após a manutenção do motor, pode causar danos meses depois.

Segundo Nelson Fernando, consultor técnico da NEO, partículas metálicas podem danificar o filtro e a bomba de óleo, reduzindo a pressão de trabalho. Já a contaminação por água ou aditivo do radiador é ainda pior: os discos de composite absorvem o líquido, se degradam e perdem a capacidade de atrito e lubrificação.

Temperaturas elevadas também reduzem a vida útil da transmissão. Um aumento de apenas 3 ou 4 ºC já acelera o desgaste. A falta de manutenção pode gerar verniz e depósitos que prejudicam o funcionamento dos discos.

Enquanto o reparo de uma transmissão pode custar mais de R$ 25 mil, a manutenção preventiva tem custo muito menor. O ideal é seguir os intervalos de troca, normalmente entre 40 e 60 mil km, ou menos em uso severo e substituir o filtro quando necessário.

“A troca de fluido é uma ação preventiva. Verificar cor, cheiro, transparência e partículas, junto com diagnóstico por scanner e teste de rodagem, garante o bom desempenho e a vida útil da transmissão”, conclui o consultor.

Como analisar os sinais do atuador da válvula wastegate – Caoa Chery Tiggo 3x Pro

Modelo é equipado com controle eletrônico da válvula wastegate

 

 

A válvula wastegate é responsável por controlar a pressão de sobrealimentação do turbocompressor, de acordo com a demanda de torque. Nos veículos equipados com uma válvula de controle eletrônico, a ECU comanda o componente através de sinais elétricos, como no caso do Tiggo 3x Pro. Dessa forma, para ajudar em seu diagnóstico, a revista O Mecânico mostra como analisar os sinais elétricos de atuação da válvula wastegate.

Os valores e formatos de onda apresentados são válidos para o Caoa Chery Tiggo 3x Pro, que foi vendido entre 2021 e 2023. Ele vinha equipado com um motor 1.0 turbo de três cilindros, com potência máxima de 102 cv e torque de 17,1 kgfm. O código desse motor é SQRW4T15C.

Para iniciar o diagnóstico, é preciso analisar os sinais de tensão elétrica de ativação do motor elétrico do atuador. Nos gráficos de referência, o sinal azul é referente ao pino 2 e o vermelho ao pino 6 do componente. A tensão do sensor de posição será de 2,5 V na condição de marcha lenta.

 

 

O teste deve ser repetido agora na condição de aceleração pulsada e de desaceleração do motor, sempre com o propulsor aquecido. Além de comparar os valores, é útil analisar o formato de onda registrado, para ajudar a identificar falhas no atuador.

 

 

Mecânico Pro

 

Lubrificação das peças móveis do freio aumenta vida útil e evita travamentos, diz especialista

Aplicação correta evita travamentos, desgaste das pastilhas e contaminação por água e sal

A Jurid, fabricante de componentes para freio, recomenda a lubrificação das peças móveis, como pinças e guias de pastilhas, durante a manutenção do sistema de freio. A prática ajuda a proteger contra corrosão, evita travamentos e atrito, e preserva a vida útil das pastilhas, sapatas/lonas e das partes móveis do sistema.

Segundo Ana Paola Sartori, gerente de operações da Jurid, o travamento pode causar o espelhamento do material de atrito da pastilha por superaquecimento, gerando desgaste da peça e interferindo na eficiência da frenagem. “A lubrificação também protege as peças de contaminação por água e sal e outras substâncias”, destaca. No freio a tambor, o lubrificante deve ser aplicado nas áreas laterais da sapata que terão contato com o prato defletor. “Durante a aplicação, o reparador deve ter cuidado para não colocar em contato o lubrificante com discos, tambores de freio e o material de atrito das pastilhas e sapatas”, acrescenta.

A Jurid oferece em seu portfólio o lubrificante BL 20, com base sintética e alto conteúdo cerâmico, resistente à água, sal e sujeira, suportando temperaturas de -50°C a 1650°C. O produto reduz ruído, cria barreira protetora entre as partes móveis do freio e evita desgaste, corrosão e oxidação. É comercializado com pincel aplicador, facilitando a aplicação, e não contém petróleo, silicone ou teflon, garantindo a durabilidade dos componentes de borracha ou plástico do sistema.

css.php