Escudos faciais (face shield) estão sendo fabricados no Nordeste e serão doados ao SUS
A Moura adaptou parte de sua fábrica para a produção de máscaras à base de polipropileno, elástico e polietileno (PET). As primeiras 50 mil máscaras produzidas serão doadas a órgãos responsáveis pelo sistema de saúde pública.
A empresa explica que, em uma iniciativa complementar às ações de responsabilidade social estruturadas para contribuir para o enfrentamento do novo coronavírus em Pernambuco, o Grupo Moura inicia em uma de suas fábricas em Belo Jardim/PE a fabricação de máscaras do tipo Face Shield (escudo facial) para profissionais de saúde. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), à base de polipropileno, elástico e PET, também serão doados a órgãos responsáveis pelo sistema de saúde pública.
Para fabricar as máscaras, a Moura fez uma adequação em parte de suas linhas de produção. Em esquema de força-tarefa, a pesquisa e desenvolvimento do produto e o início da produção em fase de testes aconteceram em paralelo ao projeto de máscaras de tecido para doação à população, que seguem em produção em fábricas de confecções do Agreste de Pernambuco. O processo da Face Shield também ficou a cargo do time de engenheiros da Moura.
Momentos de crise econômica atingem em cheio as pequenas empresas de manutenção automotiva. Em uma situação tão dramática para a sociedade como a imposta pela pandemia do novo coronavírus, a tendência é que as consequências sejam duras para as oficinas com uma gestão menos estruturada. Para ter uma percepção da extensão do problema causado pela Covid-19 e quais medidas tomar para sanar os pontos fracos do negócio, conversamos com José Paulo Albanez Ferreira Luscri, coordenador Estadual do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para o setor de manutenção e reposição automotiva. Ele defende que a visão empresarial na gestão é crucial para o mecânico dono de seu negócio manter a saúde e a perenidade da oficina em meio a períodos de instabilidade como atualmente.
REVISTA O MECÂNICO: Em meio à pandemia, oficinas mecânicas foram liberadas para trabalhar em todo o Brasil, com restrições pontuais mais ou menos rígidas em alguns Estados. Porém, o movimento caiu vertiginosamente – há estudos que falam em queda de 50% no uso de carros nos principais centros urbanos do país já na terceira semana de março, no início da quarentena. Como você viu essa mudança de cenário nas empresas de reparo de automóveis que você tem contato?
JOSÉ PAULO ALBANEZ:O cenário foi drástico para a maioria das pequenas empresas deste setor. Apesar de continuarem abertas, o movimento caiu muito. Na primeira semana havia serviços sendo reparados e algumas entregas. Nas semanas seguintes, sentiu-se o impacto com a ausência dos clientes. Principalmente o setor de colisão (oficinas de funilaria e pintura e demais relacionadas) que, com a redução da circulação de veículos, praticamente não ocorreram acidentes, afetando diretamente o envio de veículos para reparos via seguradoras.
Em sua maioria, os proprietários de oficina se consideram mecânicos e não donos de empresa
O MECÂNICO: Evidentemente, não há como se preparar para uma situação como esta que vivemos, sem precedentes na história recente da humanidade. Mas quais medidas uma oficina mecânica deveria já ter implementado que amenizariam não só esse problema como outras possíveis situações de crise econômica menos severas?
ALBANEZ:Ter um relacionamento mais pró-ativo com o cliente, não aguardando seu retorno, mas alertando e divulgando a necessidade de uma manutenção preventiva; oferecer cortesias para indicação de novos clientes; comunicar-se mais os clientes em datas de aniversário, período de férias e feriados, informando sobre o desgaste das peças e a necessidade das revisões (troca de óleo, pastilhas, filtros, higienizar ar-condicionado etc). Outra medida é não aguardar o retorno do cliente espontâneo ou na quebra do veículo e, sim, implantar um conceito de prevenção aos reparos. Fica mais barato e agradável ao cliente ser alertado deste problema.
O MECÂNICO: No passado, mecânicos altamente técnicos e competentes se tornaram donos de oficina sem ter a visão de que a oficina é uma empresa prestadora de serviços que demanda uma gestão focada. Muitos deles só procuravam ajuda e/ou especialização em negócios depois que os problemas estavam estabelecidos. Isso ainda continua acontecendo ou o proprietário de oficina atualmente já entende que a oficina é uma empresa e deve ser gerida como tal?
ALBANEZ: Infelizmente, em sua maioria, os proprietários se consideram mecânicos e não donos de empresa. Normalmente, a parte administrativa-financeira é deixada para a esposa ou filha, e a preocupação do empresário é se especializar e atualizar na parte operacional. Poucos têm a visão de acompanhar com zelo os controles financeiros. Exatamente um dos grandes problemas apontados pelas pequenas empresas nesta crise do Covid-19 é a empresa não suportar muito tempo sem faturamento, ou seja, não tem um capital de giro para se manter em tempos difíceis, como estamos vivendo neste instante. Falta de um planejamento eficiente.
Um dos grandes problemas (…) é a empresa não suportar muito tempo sem faturamento, ou seja, não tem um capital de giro
O MECÂNICO: Quais são os principais vícios de gestão que você vê nas oficinas mecânicas e por que esses vícios ainda persistem em nosso mercado?
ALBANEZ: Como comentei, focar muito na parte operacional. Realmente, é um grande desafio se manter competitivo neste mercado de manutenção automotiva. As novidades são constantes, é preciso acompanhar as mudanças tecnológicas constantes, vários modelos, diversas montadoras, é difícil com certeza. Mas o empresário precisa dedicar um tempo todos os dias para acompanhar a situação financeira da empresa. Também, ter uma meta de buscar novos clientes sempre. As gerações estão mudando, não querem adquirir carros, preferem compartilhar. Inclusive os mais velhos se desfazendo dos veículos para utilizar outro modelo de transporte.
O MECÂNICO: Muitos profissionais que sonham em fazer da sua oficina seu meio de vida vão ter que se reconstruir financeira e mentalmente depois que toda essa situação passar. Por onde (re)começar? Quais são as linhas mestras para conseguir fazer da oficina uma empresa perene?
ALBANEZ: A economia como um todo irá refletir e será necessário criar uma nova forma de se posicionar no mercado. No caso das oficinas mecânicas e as de funilaria e pintura, mais ainda. É preciso estabelecer um novo perfil para se comunicar e atrair o cliente, oferecendo confortos como o sistema leva e traz, utilizar muito as redes sociais para ser lembrado e, no caso das Funilarias e Pintura, não depender tanto das seguradoras para prestar seus serviços.
A economia como um todo irá refletir e será necessário criar uma nova forma de se posicionar no mercado
O MECÂNICO: O Sebrae oferece programas específicos para ajudar na gestão de oficinas mecânicas e demais tipos de centros automotivos?
ALBANEZ: Muito importante esta pergunta. O Sebrae tem programas voltados exclusivamente para atender o público da manutenção automotiva. É um programa de 45 horas em 4 meses, no período noturno, onde o empresário receberá informações sobre controles financeiros, planejamento, atendimento ao cliente, gestão das pessoas para evitar conflitos e manter os talentos em sua empresa. Além disso, terá direito a 5 horas de consultoria na sua empresa para esclarecer alguns pontos e tornar o negócio mais competitivo.
O MECÂNICO: Na sua opinião, depois que a Covid-19 passar, oficinas mecânicas ainda serão um negócio lucrativo?
ALBANEZ:Creio que esse período da Covid-19 serviu de alerta para as pequenas empresas, principalmente, que são o nosso público. Vamos utilizar este aprendizado para investir mais no planejamento e nos controles internos, que só ajudam no dia a dia das empresas, tornando-as mais organizadas, com custos controlados, gerando mais lucro aos empresários, este é o caminho.
Trajetória da Strada no mercado brasileiro é uma das mais brilhantes em toda a história da indústria. A Fiat criou o segmento de picapes derivadas de automóveis compactos (no Brasil, pois antes houve um Datsun no exterior), quando apresentou o modelo baseado no 147, no Salão do Automóvel de 1978. Ford, GM e VW responderam depois com Pampa, Chevy 500, Saveiro e não demorou para o modelo da VW assumir a liderança.
A Strada, porém, virou o jogo 22 anos atrás. Levou dois anos para ser a nova líder e e depois nunca perdeu a posição de ponta. Em 2014 completou um milhão de unidades vendidas. O segmento hoje é formado por Saveiro, Duster Oroch e Montana, mas a picape da Fiat domina com participação superior a 50%. A nova geração inclui a inédita versão de cabine dupla e quatro portas com estilo muito atraente e espaço interno.
O capô, perfil e traseira têm semelhança proposital com a Toro, picape de grande sucesso de vendas e maior capacidade de carga. A Strada tem como base o subcompacto Mobi, mas dele só restaram para-brisa e portas. Manteve a suspensão traseira com molas semielípticas ao contrário de seus três concorrentes diretos que utilizam molas helicoidais. O mercado interpreta aquela solução como a melhor, embora tecnicamente os dois tipos de molas apresentem equivalência em robustez.
Interior ficou espaçoso para cinco ocupantes e com amplo ângulo de abertura das portas – modelo anterior estava homologado para quatro passageiros e só tinha três portas. Bancos, volante e painel também são novos e a posição de guiar é boa, faltando, porém, regulagem de distância do volante. Central multimídia de 7 pol. é a primeira, entre veículos nacionais, a parear sem fio os aplicativos de rota Android Auto e Apple CarPlay. Esta comodidade seria mais útil se houvesse carregamento por indução do celular. Há duas portas USB, uma delas na parte de trás do console. Agora existem 11 porta-objetos espalhados pela cabine.
A caçamba tem ótimo volume de 844 litros (como referência, Oroch, 683 litros) e 650 kg de carga útil. Sua tampa permite abertura e fechamento com mínimo esforço e sem necessidade de mola a gás. A capota marítima foi projetada para vedar água e poeira com maior eficiência. Estepe, de uso temporário, tem sistema antifurto simples e eficaz.
O motor é o 4-cilindros flex, de 1,33 L, 109 cv (etanol) e 14,4 kgfm, igual ao utilizado no Argo e Cronos. São 11 cv a menos que os principais rivais ou 23 cv, se considerado o motor anterior de 1,75 L. Em princípio indicaria um veículo lento, mas essa sensação não se confirma na prática.
Fiz uma avaliação inicial, em circuito fechado e sem carga. Deixou boa impressão em conforto e dirigibilidade. Ajudam bastante as relações de câmbio curtas (sem nível de ruído incômodo) e peso em ordem de marcha 79 kg menor que a Strada anterior. No entanto, com cargas média e alta, vai se ressentir em razão de valores de torque inferiores.
A nova Strada, cabines simples e dupla, só terá preços anunciados em até um mês depois de fábrica formar estoques. A Fiat promete preços iguais e até menores que os atuais, se a cotação do dólar ajudar.
ALTA RODA
CRONOGRAMA de lançamento do Nivus, o SUV com teto arredondado com a mesma arquitetura MQB A0 do Polo, não será afetado pela paralisação atual em 95% das fábricas brasileiras. O novo modelo, entre os mais aguardados deste ano, está confirmado para junho. Em 15 de abril próximo, a VW revelará à imprensa detalhes relevantes do carro e sem embargo.
MARÇO foi o primeiro mês a enfrentar queda de vendas acentuadas no mercado interno em razão da pandemia da Covid-19. Entre a primeira e a última semana do mês passado o ritmo de emplacamentos diários caiu 86,5%, segundo dados da Anfavea. Maior parte desse resultado se deveu ao fechamento de Detrans e concessionárias por decisão de vários governos estaduais.
RECUO foi de 8,1% no primeiro trimestre de 2020, em relação ao mesmo período de 2019. O efeito estatístico será profundo em abril porque haverá três semanas sob influência da paralisação contínua dos emplacamentos, fora as duas do mês passado. Última semana deste mês poderá ser caótica com acúmulo de serviços e filas nos pátios dos Detrans. Isso dificulta fazer previsões confiáveis.
GOVERNO do Estado de Nova York, o mais atingido pelos efeitos do coronavírus nos EUA, autorizou que mesmo na situação de isolamento social muito severo as concessionárias vendessem carros pela internet e fizessem entregas individualizadas no endereço dos compradores. Em escala bem menor isso também está ocorrendo em grandes centros urbanos no Brasil.
NOTÍCIAS da Argentina exageraram os desacordos entre Ford e VW sobre as novas Ranger e Amarok, previstas para 2022/23. Projetos continuam a se desenvolver em paralelo e até o presidente mundial da VW, Herbert Diess, mostrou um esboço, há duas semanas. As picapes poderiam ser feitas, individualmente, em General Pacheco, Buenos Aires, onde as duas fábricas são vizinhas.
Todo o setor automobilístico se mobilizou para atender a sociedade civil e mitigar os efeitos da Covid-19 no Brasil
Até o fechamento desta edição (Revista O Mecânico Ed. 312), doze fabricantes de automóveis instalados no Brasil divulgaram suas primeiras iniciativas para combater a pandemia. Através de esforço coordenado pelo SENAI, oito montadoras participam de uma força-tarefa para consertar mais de 3.600 ventiladores pulmonares que não estão em operação no Brasil por falta de manutenção. São elas a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) (foto acima), Ford, General Motors, Honda, Jaguar Land Rover, Renault, Scania e Toyota. Também estão envolvidas a ArcerlorMittal e a Vale.
A FCA ainda destinou recursos para instalar hospitais de campanha em Betim/ MG (200 leitos) e Goiana/PE (100 leitos) e está fabricando cerca de 2 mil protetores faciais plásticos em impressoras 3D para profissionais da saúde. Em parceria com fornecedores de Goiana, entregou ao SAMU local 615 macacões de segurança, 2,5 mil pares de luvas nitrílicas, e uma autoclave para esterilização de materiais. Também em Pernambuco, a FCA doou 30 mil máscaras cirúrgicas descartáveis e 50 quilos de álcool em gel para a Secretária de Saúde do Estado. Em Minas Gerais, doou 500 macacões e 2,5 mil pares de luvas para o Serviço Social Autônomo (Servas), além de 30 mil máscaras cirúrgicas descartáveis e 50 quilos de álcool em gel para a Secretária de Saúde do município de Belo Horizonte.
Além da iniciativa com o SENAI, a Ford anuncia a produção de pelo menos 50 mil máscaras de proteção facial em suas instalações de Camaçari/BA e Pacheco/ARG para equipar os profissionais da saúde. As máscaras são feitas em linhas de produção exclusivas, formadas única e exclusivamente por voluntários, respeitando as regras de distanciamento social e com protocolos de proteção e processos de constante higienização pessoal e desinfecção do ambiente de trabalho.
A General Motors fez a doação de 5.500 cestas de alimentos, higiene e limpeza nas cidades onde atua no Brasil (Gravataí/RS, Joinville/SC, São Caetano do Sul/ SP, São José dos Campos/SP, Sorocaba/SP, Indaiatuba/SP e Mogi das Cruzes/SP, além da capital paulista), entrega de 3 mil óculos de segurança para uso por profissionais de saúde e cessão por comodato de 105 carros para as autoridades de saúde.
Enquanto a divisão de automóveis participa da força-tarefa coordenada pelo SENAI, a Moto Honda assinou termo de cooperação técnica para o desenvolvimento de respiradores artificiais com o Governo do Amazonas e a Universidade do Estado do Amazonas. O intuito é viabilizar um protótipo de respiradores de transporte, utilizado em pacientes que necessitam de suporte respiratório temporário ou enquanto são deslocados em curtos e médios trajetos.
A Hyundai Motor Brasil abril o uso da frota de test-drive das concessionárias para transporte sem custo da população, mediante agendamento por telefone, com preferência a idosos e profissionais de saúde. A primeira cidade a ser atendida é Florianópolis/SC. Na sequência, outras concessionárias vão aderir à iniciativa, que pode chegar a disponibilizar mais de mil carros em todo o território nacional, segundo a empresa.
A Mercedes-Benz do Brasil iniciou no final de março testes para produzir ventiladores mecânicos utilizando como matéria-prima peças da indústria automotiva. Começou também a impressão em 3D de máscaras de proteção facial em suas instalações. Os equipamentos estão sendo desenvolvidos e testados em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia e com a Universidade de São Paulo. A fabricante se comprometeu ainda com doação de 1 mil óculos de proteção para o Pronto Socorro Municipal de São Bernardo do Campo/ SP, além de 700 pares de luvas, 30 óculos de proteção e cerca de 540 máscaras respiradoras para Pronto Atendimento de Iracemápolis/SP. Além disso, estão previstas doações de luvas, máscaras e 2 mil testes do Covid-19 para hospitais próximos às plantas da empresa.
A PSA Peugeot Citroën anunciou que vai fazer em impressão 3D os componentes dos protetores faciais que são usados pelas equipes médicas que têm contato com os pacientes da Covid-19. Para isso, serão usadas impressoras 3D em parceria com o FabLab da escola SENAI de Resende/RJ. Os conjuntos de protetores completos e já montados serão doados às autoridades públicas de saúde.
Além de também participar da inciativa na recuperação dos respiradores, a Renault do Brasil passou a produzir máscaras utilizadas em atendimento hospitalar para entrega à Secretaria de Saúde de São José dos Pinhais/PR. Além disso, cedeu dez veículos à Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Estado do Paraná via comodato.
A Toyota, também envolvida na força-tarefa dos respiradores, anunciou a doação de quatro Hilux adaptadas como ambulâncias, além de 30 mil frascos de álcool gel ao Governo do Estado de São Paulo.
A Volkswagen do Brasil doou duas mil máscaras faciais protetoras 3M PFF- 2 (S) de seu estoque para as quatro cidades onde mantém suas operações fabris: São Bernardo do Campo/SP, Taubaté/SP, São Carlos/SP e São José dos Pinhais/PR. Também disponibiliza 100 veículos para utilização das Prefeituras das mesmas cidades e para o Governo do Estado de São Paulo apoiar o deslocamento de médicos e enfermeiras, bem como realizar o transporte de medicamentos e equipamentos de saúde.
Outras empresas do espectro automotivo também cederam suas expertises em diferentes frentes. A Continental Pneus oferece oxi-sanitização (técnica de limpeza automotiva sem resíduos que emprega ozônio como germicida) gratuita dos veículos para profissionais de saúde no Estado de São Paulo. Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde podem realizar o serviço de higienização até o dia 15 de maio em 53 lojas de sua rede de revendedores oficiais em SP.
Já a fabricante de baterias Moura vai produzir 100 mil máscaras faciais desenvolvidas pelas equipes de Engenharia da Moura. É uma máscara com duas camadas de tecido à base de algodão e um filtro de lã sintética, seguindo o modelo usado pela população chinesa para proteção individual. As máscaras serão destinadas à população, aos colaboradores do Grupo Moura e suas respectivas famílias e aos profissionais das revendas da marca. A empresa destaca que as máscaras de tecido não são indicadas para uso hospitalar e, por isso, não serão destinadas aos profissionais de saúde.
Fabricante de alternadores, motores elétricos paras várias aplicações e sistemas de repintura automotiva, a WEG vai utilizar a estrutura das suas fábricas de Jaraguá do Sul/SC para produzir respiradores artificiais com base técnica no aparelho de ventilação mecânica pulmonar “Luft-3” da empresa de aparelhos hospitalares Leistung. O plano é inicialmente fazer 500 respiradores com peças avulsas e, assim que instalada a linha WEG, ter capacidade de produção de 50 respiradores por dia e fazer entregas na segunda quinzena de maio. Por sua vez, a divisão de Tintas e Vernizes da empresa conseguiu autorização para produzir álcool gel 70% para abastecer os hospitais públicos de Jaraguá do Sul e Guaramirim/SC.
Transmissões acontecerão todos os dias da semana, sempre às 17h30, e você poderá acompanhar pelo Facebook da revista O Mecânico
Para você se manter atualizado nesse período de quarentena devido à pandemia do novo coronavírus, a Revista O Mecânico retoma suas transmissões Ao Vivo com uma grade completa de temas. O Mecânico Ao Vivo será transmitido por nossa página no Facebook, todos os dias da semana, sempre às 17h30.
Confira a seguir a programação desta semana:
Segunda-feira, dia 13, às 17h30 – Tecfil
Tema: Filtros de ar-condicionado e cabine Palestrante: Roberto Rualonga
Gerente do Suporte Técnico e Pós Vendas da Tecfil Filtros, Roberto possui formação em Automação e MBA em Gestão Empresarial pela FIA. É especialista em sistemas de filtragem, atuando como palestrante há 20 anos e, há 24 anos, atuando no mercado de filtros.
Terça-feira, dia 14, às 17h30 – Sebrae-SP
Tema: Gestão de Oficinas em meio à pandemia Palestrante: José Paulo Albanez
Coordenador Estadual do Sebrae-SP para o setor de manutenção automotiva
Quarta-feira, dia 15, às 17h30 – Dayco
Tema: Troca da correia embebida em óleo no motor 3-cilindros da Ford Palestrante: Nelson Morales e Davi Cruz
Morales possui mais de 25 anos de experiência no setor automotivo, onde atuou como mecânico durante 15 anos, além de vivenciar experiências em diversas indústrias de autopeças. Ele faz parte do time Dayco desde 2014, com formação em Técnico Automotivo, Técnico em Administração e Marketing. O consultor técnico é especialista em sistema de distribuição e treinamento para aplicadores de todo o Brasil e países da América do Sul.
Com mais de 35 anos de experiência como mecânico, profissão que aprendeu com o seu pai, Davi Cruz já está no time Dayco há mais de 15 anos, onde atua como Supervisor Técnico. Sua formação é de Técnico em Automobilística e Publicidade e Marketing.
Quinta-feira, dia 16, às 17h30 – ElringKlinger
Tema: Juntas metálicas, parafusos de cabeçote e juntas líquidas Palestrante: Rogério Graco
Técnico Aftermarket na ElringKlinger há dois anos, Rogério Graco atuou como Técnico em Mecânica por seis anos e como Mecânico linha leve por 35 anos.
Sexta-feira, dia 17, às 17h30 – Delphi Tecnologies
Tema: Principais dúvidas sobre injeção eletrônica Palestrante: Fernando Marcelino
Técnico de suporte ao cliente da Delphi Technologies, Fernando possui mais de 25 anos de experiência no mercado automotivo, com grande expertise sobre motores do ciclo Otto e Diesel, além de ser especialista em desenvolvimento de Data Set, telemetria e scanners. Na Delphi Technologies, ministra cursos de sistemas Diesel e Injeção Eletrônica
Anote na agenda para não se esquecer e fique ligado no Facebook da revista O Mecânico para saber todas as novidades e as programações das próximas semanas.
Se você quiser se aprofundar ainda mais, os cursos online oferecidos pelo Curso do Mecânico estão disponíveis, quase todos, gratuitamente neste mês. E você recebe um certificado após a conclusão. Não perca tempo e aproveite a quarentena para atualizar seus conhecimentos e se destacar no mercado.
Além das embalagens com visual atualizado, houve alteração em alguns códigos com a inclusão do sufixo “A”
A Marelli Cofap Aftermarket apresenta uma nova embalagem para a sua linha de bombas de combustível, adotando um visual mais moderno e atualizado, mas ainda com as cores tradicionais das marcas Magneti Marelli (amarelo e azul) e Weber (branco e vermelho).
Além da embalagem, houve alteração também em alguns códigos, com a inclusão do sufixo “A”. Eles então ficaram assim: de MM145, MM218, MM224, MM228, WB007 para, respectivamente, MM145A, MM218A, MM224A, MM228A, WB007A.
A Marelli ressalta que foi pioneira no desenvolvimento de kits refil de bomba de combustível, uma solução que oferece economia e versatilidade ao mecânico na hora de substituir o componente. Ao todo, são 25 itens, sendo seis com a marca Weber e 19 Magneti Marelli, com opções dependendo do sistema aplicado: bombas tipo turbina, tipo engrenagens, in-line.
A bomba de combustível é responsável por deslocar o combustível que está no tanque para o sistema de alimentação do motor, podendo ser de dois tipos: mecânica; para veículos carburados, movida por um eixo; e elétrica, para carros com injeção eletrônica, acionada por um motor elétrico, com pré-filtro e filtro que impedem que as impurezas do combustível cheguem aos injetores e ao motor.
A recomendação da empresa é fazer a verificação e eventual substituição do filtro a cada 15 mil quilômetros – o prazo pode variar de acordo com a qualidade do combustível utilizado. Também são necessárias a limpeza periódica do pré-filtro e a troca do filtro de combustível para que a bomba tenha uma vida útil mais longa e um funcionamento adequado.
Empresa está produzindo a válvula Charlotte, que permite a conversão de máscaras de mergulho em um ventilador artificial
A Dayco anuncia que colocou seus recursos à disposição para ajudar na batalha contra a pandemia de Covid-19, convertendo máscaras de mergulho em um ventilador artificial. Segundo a empresa, a adaptação é feita com máscaras, normalmente, fornecidas pela loja de esportes Decathlon, e já está sendo usado em hospitais no norte da Itália e pela Cruz Vermelha Italiana.
A Dayco se disponibilizou para produzir um componente chave deste projeto: a válvula Charlotte, que permite que essas máscaras sejam convertidas em um dispositivo respiratório médico. A produção está sendo realizada em impressoras 3D, na fábrica da Dayco de San Bernardo d’Ivrea, no norte da Itália.
“Ser capaz de contribuir na luta contra esse terrível vírus foi uma decisão fácil de tomar, pois temos as instalações e o maquinário necessários para fabricar a válvula Charlotte nos números exigidos, bem como o dever de responder à emergência nacional e internacional”, disse o presidente Global de Operações Powertrain da Dayco, Michael Weiss.
A Dayco também disponibilizou um link de acesso a todos os arquivos necessários para produzir a válvula impressa em 3D em seu website.
Catálogo oferece às empresas automotivas a oportunidade de exporem seus produtos
O catálogo eletrônico Busca na Rede é uma forma de as empresas do setor automotivo exporem seus produtos, com acesso simples sem necessidade de instalação de programas. Também é possível ao usuário gerar um arquivo em PDF com seus produtos favoritos, para baixar e imprimir se desejar. Existe ainda um aplicativo para smartphones que inclui o detalhamento dos produtos.
Veja como identificar o uso de combustível contaminado por óxido de ferro em uma inspeção visual
A NGK esclarece uma dúvida que recebe frequentemente de mecânicos e clientes pelos canais de atendimento: o que causa o aumento do consumo de gasolina em motocicletas, principalmente em motos com sistemas de injeção? Primeiro, a empresa explica que essas motocicletas com sistemas de injeção tendem a se adaptar às condições de funcionamento do motor. Por isso, muitas vezes, pequenas falhas de ignição não são percebidas, mas logo causam diferença no consumo de combustível.
Segundo a NGK, a mudança no consumo de combustível pode ser relacionada ao óxido de ferro, um aditivo que pode ser utilizado para aumentar a octanagem da gasolina de baixa qualidade, mas que faz com que a vela perca isolação elétrica e gere pequenas falhas de ignição.
“A forma mais fácil de identificar o uso de combustível contaminado por óxido de ferro é por meio de uma inspeção visual. A ponta do isolador, parte cerâmica da vela de ignição vermelha, o eletrodo lateral e o castelo metálico, parte da rosca da vela, vermelhos são indicativos de contaminação da vela”, alerta Hiromori Mori, consultor da assistência técnica da NGK do Brasil.
Aparência da vela que sofreu desgaste com a presença de óxido de ferro no combustível
O que fazer ao identificar a contaminação nas velas de ignição?
A NGK orienta que, a primeira coisa a fazer é substituir as velas de ignição, alertando o cliente sobre o combustível contaminado. É possível oferecer ela algumas dicas para evitar que o problema volte a ocorrer, como abastecer em postos de confiança, evitar combustíveis com preços muito baixos e sempre pedir a nota fiscal do combustível.
“É importante reforçar que, nem sempre o último combustível abastecido é o causador do problema. A contaminação é um processo gradativo e, no momento da revisão ou inspeção, é que constatamos a ocorrência”, finaliza Mori.
O catalisador pode deixar de funcionar corretamente, por exemplo, devido ao uso de combustível adulterado ou problemas nas velas e cabos de ignição
Essenciais para o controle de emissões de poluentes, os catalisadores automotivos também podem perder sua função por diversos motivos, como desativação química, desativação térmica e desativação física/mecânica.
“A perda de atividade é um processo normal e gradativo a partir do quilômetro zero. Porém, os catalisadores são projetados para atender à legislação específica de durabilidade mínima, que no Brasil é de 80 mil km, até o PL6, e de 160 mil km, a partir do PL7”, explica Miguel Zoca gerente de Aplicação de Produto da Umicore.
Veja as causas mais comuns da perda de atividade do catalisador automotivo:
Desativação química Ocorre devido à contaminação excessiva de substâncias presentes no óleo lubrificante, como cálcio, magnésio, fósforo e zinco, causada ao utilizar lubrificante diferente daquele especificado. Outros motivos podem ser o uso de combustível adulterado ou devido ao enxofre presente na gasolina, que também pode reduzir momentaneamente a atividade do catalisador. Contudo, em temperaturas de uso mais altas (em alta velocidade), a peça se regenera.
Desativação térmica É causada por falhas no sistema de suprimento e de ignição de combustível, seja pelo excesso de combustível não queimando na câmara de combustão – que acaba sendo queimado dentro do catalisador -, pelo uso de combustível de má qualidade ou ainda por problemas nas velas e cabos de ignição (vida útil excedida ou procedência de má qualidade).
Desativação física/mecânica Ocorre devido a um choque ou batida muito forte do automóvel, danificando o catalisador.
Como saber se o catalisador perdeu a atividade?
De acordo com a Umicore, as falhas no catalisador podem ser identificadas por uma luz acesa no painel, em formato de motor. Também é possível observar perda de potência do automóvel no caso de desativação térmica. “O melhor é fazer todas as revisões do veículo, utilizar sempre o óleo lubrificante correto, conforme o manual do automóvel, e não abrir mão do combustível de qualidade”, orienta Miguel Zoca, da Umicore.
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