Moura fabrica máscaras contra a Covid-19 para doar ao sistema público de saúde

Escudos faciais (face shield) estão sendo fabricados no Nordeste e serão doados ao SUS

 

A Moura adaptou parte de sua fábrica para a produção de máscaras à base de polipropileno, elástico e polietileno (PET). As primeiras 50 mil máscaras produzidas serão doadas a órgãos responsáveis pelo sistema de saúde pública.

A empresa explica que, em uma iniciativa complementar às ações de responsabilidade social estruturadas para contribuir para o enfrentamento do novo coronavírus em Pernambuco, o Grupo Moura inicia em uma de suas fábricas em Belo Jardim/PE a fabricação de máscaras do tipo Face Shield (escudo facial) para profissionais de saúde. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), à base de polipropileno, elástico e PET, também serão doados a órgãos responsáveis pelo sistema de saúde pública.

Para fabricar as máscaras, a Moura fez uma adequação em parte de suas linhas de produção. Em esquema de força-tarefa, a pesquisa e desenvolvimento do produto e o início da produção em fase de testes aconteceram em paralelo ao projeto de máscaras de tecido para doação à população, que seguem em produção em fábricas de confecções do Agreste de Pernambuco. O processo da Face Shield também ficou a cargo do time de engenheiros da Moura.

Entrevista Sebrae-SP: Aprendizado em tempos de mudança

José Paulo Albanez

Momentos de crise econômica atingem em cheio as pequenas empresas de manutenção auto­motiva. Em uma situação tão dramática para a sociedade como a imposta pela pan­demia do novo coronavírus, a tendência é que as conse­quências sejam duras para as oficinas com uma gestão menos estruturada. Para ter uma percepção da extensão do problema causado pela Covid-19 e quais medidas tomar para sanar os pontos fracos do negócio, conversa­mos com José Paulo Albanez Ferreira Luscri, coordena­dor Estadual do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para o setor de manutenção e reposição automotiva. Ele defende que a visão empresa­rial na gestão é crucial para o mecânico dono de seu negócio manter a saúde e a perenidade da oficina em meio a períodos de instabilidade como atual­mente.

REVISTA O MECÂNICO: Em meio à pandemia, oficinas mecânicas fo­ram liberadas para trabalhar em todo o Brasil, com restrições pon­tuais mais ou menos rígidas em al­guns Estados. Porém, o movimento caiu vertiginosamente – há estudos que falam em queda de 50% no uso de carros nos principais centros ur­banos do país já na terceira semana de março, no início da quarentena. Como você viu essa mudança de ce­nário nas empresas de reparo de au­tomóveis que você tem contato?

JOSÉ PAULO ALBANEZ: O cenário foi drástico para a maioria das pequenas empresas deste setor. Apesar de con­tinuarem abertas, o movimento caiu muito. Na primeira semana havia serviços sendo reparados e algumas entregas. Nas semanas seguintes, sen­tiu-se o impacto com a ausência dos clientes. Principalmente o setor de colisão (oficinas de funilaria e pintura e demais relacionadas) que, com a re­dução da circulação de veículos, prati­camente não ocorreram acidentes, afe­tando diretamente o envio de veículos para reparos via seguradoras.

Em sua maioria, os proprietários de oficina se consideram mecânicos e não donos de empresa

 

O MECÂNICO: Evidentemente, não há como se preparar para uma si­tuação como esta que vivemos, sem precedentes na história recente da humanidade. Mas quais medidas uma oficina mecânica deveria já ter implementado que ameniza­riam não só esse problema como outras possíveis situações de crise econômica menos severas?

ALBANEZ: Ter um relacionamen­to mais pró-ativo com o cliente, não aguardando seu retorno, mas alertan­do e divulgando a necessidade de uma manutenção preventiva; oferecer cor­tesias para indicação de novos clientes; comunicar-se mais os clientes em da­tas de aniversário, período de férias e feriados, informando sobre o desgaste das peças e a necessidade das revisões (troca de óleo, pastilhas, filtros, higienizar ar-condicionado etc). Outra medida é não aguardar o retorno do cliente espontâneo ou na quebra do veículo e, sim, implantar um conceito de pre­venção aos reparos. Fica mais barato e agradável ao cliente ser alertado deste problema.

José Paulo Albanez

O MECÂNICO: No passado, mecânicos altamente técnicos e competentes se tornaram donos de oficina sem ter a visão de que a oficina é uma empresa prestadora de serviços que demanda uma gestão focada. Mui­tos deles só procuravam ajuda e/ou especialização em negócios depois que os problemas estavam estabe­lecidos. Isso ainda continua aconte­cendo ou o proprietário de oficina atualmente já entende que a oficina é uma empresa e deve ser gerida como tal?

ALBANEZ: Infelizmente, em sua maio­ria, os proprietários se consideram mecânicos e não donos de empresa. Normalmente, a parte administrativa­-financeira é deixada para a esposa ou filha, e a preocupação do empresário é se especializar e atualizar na parte ope­racional. Poucos têm a visão de acompa­nhar com zelo os controles financeiros. Exatamente um dos grandes problemas apontados pelas pequenas empresas nes­ta crise do Covid-19 é a empresa não suportar muito tempo sem faturamen­to, ou seja, não tem um capital de giro para se manter em tempos difíceis, como estamos vivendo neste instante. Falta de um planejamento eficiente.

Um dos grandes problemas (…) é a empresa não supor­tar muito tempo sem faturamen­to, ou seja, não tem um capital de giro

O MECÂNICO: Quais são os principais vícios de gestão que você vê nas ofici­nas mecânicas e por que esses vícios ainda persistem em nosso mercado?

ALBANEZ: Como comentei, focar muito na parte operacional. Realmente, é um grande desafio se manter competitivo neste mercado de manutenção automoti­va. As novidades são constantes, é preci­so acompanhar as mudanças tecnológi­cas constantes, vários modelos, diversas montadoras, é difícil com certeza. Mas o empresário precisa dedicar um tempo todos os dias para acompanhar a situa­ção financeira da empresa. Também, ter uma meta de buscar novos clientes sempre. As gerações estão mudando, não querem adquirir carros, preferem compartilhar. Inclusive os mais velhos se desfazendo dos veículos para utilizar outro modelo de transporte.

O MECÂNICO: Muitos profissionais que sonham em fazer da sua oficina seu meio de vida vão ter que se re­construir financeira e mentalmente depois que toda essa situação passar. Por onde (re)começar? Quais são as li­nhas mestras para conseguir fazer da oficina uma empresa perene?

ALBANEZ: A economia como um todo irá refletir e será necessário criar uma nova forma de se posicionar no mer­cado. No caso das oficinas mecânicas e as de funilaria e pintura, mais ainda. É preciso estabelecer um novo perfil para se comunicar e atrair o cliente, ofere­cendo confortos como o sistema leva e traz, utilizar muito as redes sociais para ser lembrado e, no caso das Funilarias e Pintura, não depender tanto das segura­doras para prestar seus serviços.

A econo­mia como um todo irá refle­tir e será necessário criar uma nova forma de se posi­cionar no mercado

O MECÂNICO: O Sebrae oferece progra­mas específicos para ajudar na gestão de oficinas mecânicas e demais tipos de centros automotivos?

ALBANEZ: Muito importante esta per­gunta. O Sebrae tem programas voltados exclusivamente para atender o público da manutenção automotiva. É um programa de 45 horas em 4 meses, no período notur­no, onde o empresário receberá informa­ções sobre controles financeiros, planeja­mento, atendimento ao cliente, gestão das pessoas para evitar conflitos e manter os talentos em sua empresa. Além disso, terá direito a 5 horas de consultoria na sua em­presa para esclarecer alguns pontos e tor­nar o negócio mais competitivo.

O MECÂNICO: Na sua opinião, depois que a Covid-19 passar, oficinas mecâ­nicas ainda serão um negócio lucra­tivo?

ALBANEZ: Creio que esse período da Covid-19 serviu de alerta para as pe­quenas empresas, principalmente, que são o nosso público. Vamos utilizar este aprendizado para investir mais no pla­nejamento e nos controles internos, que só ajudam no dia a dia das empresas, tor­nando-as mais organizadas, com custos controlados, gerando mais lucro aos em­presários, este é o caminho.

Mais informações: SEBRAE: 0800-570-0800

Por Fernando Lalli

Fernando Calmon | Estilo e espaço na nova Fiat Strada

Fiat Strada

Trajetória da Strada no mercado brasileiro é uma das mais brilhantes em toda a história da indústria. A Fiat criou o segmento de picapes derivadas de automóveis compactos (no Brasil, pois antes houve um Datsun no exterior), quando apresentou o modelo baseado no 147, no Salão do Automóvel de 1978. Ford, GM e VW responderam depois com Pampa, Chevy 500, Saveiro e não demorou para o modelo da VW assumir a liderança.

A Strada, porém, virou o jogo 22 anos atrás. Levou dois anos para ser a nova líder e e depois nunca perdeu a posição de ponta. Em 2014 completou um milhão de unidades vendidas. O segmento hoje é formado por Saveiro, Duster Oroch e Montana, mas a picape da Fiat domina com participação superior a 50%. A nova geração inclui a inédita versão de cabine dupla e quatro portas com estilo muito atraente e espaço interno.

O capô, perfil e traseira têm semelhança proposital com a Toro, picape de grande sucesso de vendas e maior capacidade de carga. A Strada tem como base o subcompacto Mobi, mas dele só restaram para-brisa e portas. Manteve a suspensão traseira com molas semielípticas ao contrário de seus três concorrentes diretos que utilizam molas helicoidais. O mercado interpreta aquela solução como a melhor, embora tecnicamente os dois tipos de molas apresentem equivalência em robustez.

Fernando CalmonInterior ficou espaçoso para cinco ocupantes e com amplo ângulo de abertura das portas – modelo anterior estava homologado para quatro passageiros e só tinha três portas. Bancos, volante e painel também são novos e a posição de guiar é boa, faltando, porém, regulagem de distância do volante. Central multimídia de 7 pol. é a primeira, entre veículos nacionais, a parear sem fio os aplicativos de rota Android Auto e Apple CarPlay. Esta comodidade seria mais útil se houvesse carregamento por indução do celular. Há duas portas USB, uma delas na parte de trás do console. Agora existem 11 porta-objetos espalhados pela cabine.

A caçamba tem ótimo volume de 844 litros (como referência, Oroch, 683 litros) e 650 kg de carga útil. Sua tampa permite abertura e fechamento com mínimo esforço e sem necessidade de mola a gás. A capota marítima foi projetada para vedar água e poeira com maior eficiência. Estepe, de uso temporário, tem sistema antifurto simples e eficaz.

O motor é o 4-cilindros flex, de 1,33 L, 109 cv (etanol) e 14,4 kgfm, igual ao utilizado no Argo e Cronos. São 11 cv a menos que os principais rivais ou 23 cv, se considerado o motor anterior de 1,75 L. Em princípio indicaria um veículo lento, mas essa sensação não se confirma na prática.

Fiz uma avaliação inicial, em circuito fechado e sem carga. Deixou boa impressão em conforto e dirigibilidade. Ajudam bastante as relações de câmbio curtas (sem nível de ruído incômodo) e peso em ordem de marcha 79 kg menor que a Strada anterior. No entanto, com cargas média e alta, vai se ressentir em razão de valores de torque inferiores.

A nova Strada, cabines simples e dupla, só terá preços anunciados em até um mês depois de fábrica formar estoques. A Fiat promete preços iguais e até menores que os atuais, se a cotação do dólar ajudar.

 

ALTA RODA

 

CRONOGRAMA de lançamento do Nivus, o SUV com teto arredondado com a mesma arquitetura MQB A0 do Polo, não será afetado pela paralisação atual em 95% das fábricas brasileiras. O novo modelo, entre os mais aguardados deste ano, está confirmado para junho. Em 15 de abril próximo, a VW revelará à imprensa detalhes relevantes do carro e sem embargo.

MARÇO foi o primeiro mês a enfrentar queda de vendas acentuadas no mercado interno em razão da pandemia da Covid-19. Entre a primeira e a última semana do mês passado o ritmo de emplacamentos diários caiu 86,5%, segundo dados da Anfavea. Maior parte desse resultado se deveu ao fechamento de Detrans e concessionárias por decisão de vários governos estaduais.

RECUO foi de 8,1% no primeiro trimestre de 2020, em relação ao mesmo período de 2019. O efeito estatístico será profundo em abril porque haverá três semanas sob influência da paralisação contínua dos emplacamentos, fora as duas do mês passado. Última semana deste mês poderá ser caótica com acúmulo de serviços e filas nos pátios dos Detrans. Isso dificulta fazer previsões confiáveis.

GOVERNO do Estado de Nova York, o mais atingido pelos efeitos do coronavírus nos EUA, autorizou que mesmo na situação de isolamento social muito severo as concessionárias vendessem carros pela internet e fizessem entregas individualizadas no endereço dos compradores. Em escala bem menor isso também está ocorrendo em grandes centros urbanos no Brasil.

NOTÍCIAS da Argentina exageraram os desacordos entre Ford e VW sobre as novas Ranger e Amarok, previstas para 2022/23. Projetos continuam a se desenvolver em paralelo e até o presidente mundial da VW, Herbert Diess, mostrou um esboço, há duas semanas. As picapes poderiam ser feitas, individualmente, em General Pacheco, Buenos Aires, onde as duas fábricas são vizinhas.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Indústria automotiva se une contra o coronavírus

FCA coronavírus

Todo o setor automobilístico se mobilizou para atender a sociedade civil e mitigar os efeitos da Covid-19 no Brasil

 

Até o fechamento desta edição (Revista O Mecânico Ed. 312), doze fabricantes de automó­veis instalados no Brasil divul­garam suas primeiras inicia­tivas para combater a pandemia. Através de esforço coordenado pelo SENAI, oito montadoras participam de uma força-ta­refa para consertar mais de 3.600 ven­tiladores pulmonares que não estão em operação no Brasil por falta de manuten­ção. São elas a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) (foto acima), Ford, General Motors, Honda, Jaguar Land Rover, Renault, Sca­nia e Toyota. Também estão envolvidas a ArcerlorMittal e a Vale.

A FCA ainda destinou recursos para instalar hospitais de campanha em Betim/ MG (200 leitos) e Goiana/PE (100 leitos) e está fabricando cerca de 2 mil proteto­res faciais plásticos em impressoras 3D para profissionais da saúde. Em parceria com fornecedores de Goiana, entregou ao SAMU local 615 macacões de segurança, 2,5 mil pares de luvas nitrílicas, e uma autoclave para esterilização de materiais. Também em Pernambuco, a FCA doou 30 mil máscaras cirúrgicas descartáveis e 50 quilos de álcool em gel para a Secretária de Saúde do Estado. Em Minas Gerais, doou 500 macacões e 2,5 mil pares de luvas para o Serviço Social Autônomo (Servas), além de 30 mil máscaras cirúrgicas descartáveis e 50 quilos de álcool em gel para a Secre­tária de Saúde do município de Belo Ho­rizonte.

Além da iniciativa com o SENAI, a Ford anuncia a produção de pelo menos 50 mil máscaras de proteção facial em suas instalações de Camaçari/BA e Pa­checo/ARG para equipar os profissionais da saúde. As máscaras são feitas em linhas de produção exclusivas, formadas única e exclusivamente por voluntários, respei­tando as regras de distanciamento social e com protocolos de proteção e processos de constante higienização pessoal e desinfec­ção do ambiente de trabalho.

A General Motors fez a doação de 5.500 cestas de alimentos, higiene e limpe­za nas cidades onde atua no Brasil (Grava­taí/RS, Joinville/SC, São Caetano do Sul/ SP, São José dos Campos/SP, Sorocaba/SP, Indaiatuba/SP e Mogi das Cruzes/SP, além da capital paulista), entrega de 3 mil óculos de segurança para uso por profissionais de saúde e cessão por comodato de 105 carros para as autoridades de saúde.

Enquanto a divisão de automóveis participa da força-tarefa coordenada pelo SENAI, a Moto Honda assinou termo de cooperação técnica para o desenvolvimen­to de respiradores artificiais com o Gover­no do Amazonas e a Universidade do Esta­do do Amazonas. O intuito é viabilizar um protótipo de respiradores de transporte, utilizado em pacientes que necessitam de suporte respiratório temporário ou en­quanto são deslocados em curtos e médios trajetos.

A Hyundai Motor Brasil abril o uso da frota de test-drive das concessionárias para transporte sem custo da população, mediante agendamento por telefone, com preferência a idosos e profissionais de saúde. A primeira cidade a ser atendida é Florianópolis/SC. Na sequência, outras concessionárias vão aderir à iniciativa, que pode chegar a disponibilizar mais de mil carros em todo o território nacional, se­gundo a empresa.

A Mercedes-Benz do Brasil iniciou no final de março testes para produzir venti­ladores mecânicos utilizando como maté­ria-prima peças da indústria automotiva. Começou também a impressão em 3D de máscaras de proteção facial em suas ins­talações. Os equipamentos estão sendo desenvolvidos e testados em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia e com a Universidade de São Paulo. A fabricante se comprometeu ainda com doação de 1 mil óculos de proteção para o Pronto Socorro Municipal de São Bernardo do Campo/ SP, além de 700 pares de luvas, 30 óculos de proteção e cerca de 540 máscaras respi­radoras para Pronto Atendimento de Ira­cemápolis/SP. Além disso, estão previstas doações de luvas, máscaras e 2 mil testes do Covid-19 para hospitais próximos às plan­tas da empresa.

A PSA Peugeot Citroën anunciou que vai fazer em impressão 3D os componen­tes dos protetores faciais que são usados pelas equipes médicas que têm contato com os pacientes da Covid-19. Para isso, serão usadas impressoras 3D em parceria com o FabLab da escola SENAI de Resen­de/RJ. Os conjuntos de protetores comple­tos e já montados serão doados às autori­dades públicas de saúde.

Além de também participar da inciati­va na recuperação dos respiradores, a Re­nault do Brasil passou a produzir másca­ras utilizadas em atendimento hospitalar para entrega à Secretaria de Saúde de São José dos Pinhais/PR. Além disso, cedeu dez veículos à Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Estado do Paraná via co­modato.

A Toyota, também envolvida na força­-tarefa dos respiradores, anunciou a doa­ção de quatro Hilux adaptadas como am­bulâncias, além de 30 mil frascos de álcool gel ao Governo do Estado de São Paulo.

A Volkswagen do Brasil doou duas mil máscaras faciais protetoras 3M PFF- 2 (S) de seu estoque para as quatro cida­des onde mantém suas operações fabris: São Bernardo do Campo/SP, Taubaté/SP, São Carlos/SP e São José dos Pinhais/PR. Também disponibiliza 100 veículos para utilização das Prefeituras das mesmas ci­dades e para o Governo do Estado de São Paulo apoiar o deslocamento de médicos e enfermeiras, bem como realizar o trans­porte de medicamentos e equipamentos de saúde.

Outras empresas do espectro automo­tivo também cederam suas expertises em diferentes frentes. A Continental Pneus oferece oxi-sanitização (técnica de limpe­za automotiva sem resíduos que emprega ozônio como germicida) gratuita dos veí­culos para profissionais de saúde no Es­tado de São Paulo. Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde podem realizar o serviço de higienização até o dia 15 de maio em 53 lojas de sua rede de revende­dores oficiais em SP.

Já a fabricante de baterias Moura vai produzir 100 mil máscaras faciais desen­volvidas pelas equipes de Engenharia da Moura. É uma máscara com duas cama­das de tecido à base de algodão e um filtro de lã sintética, seguindo o modelo usado pela população chinesa para proteção in­dividual. As máscaras serão destinadas à população, aos colaboradores do Grupo Moura e suas respectivas famílias e aos profissionais das revendas da marca. A empresa destaca que as máscaras de teci­do não são indicadas para uso hospitalar e, por isso, não serão destinadas aos profis­sionais de saúde.

Fabricante de alternadores, motores elétricos paras várias aplicações e sistemas de repintura automotiva, a WEG vai uti­lizar a estrutura das suas fábricas de Jara­guá do Sul/SC para produzir respiradores artificiais com base técnica no aparelho de ventilação mecânica pulmonar “Luft-3” da empresa de aparelhos hospitalares Leis­tung. O plano é inicialmente fazer 500 res­piradores com peças avulsas e, assim que instalada a linha WEG, ter capacidade de produção de 50 respiradores por dia e fa­zer entregas na segunda quinzena de maio. Por sua vez, a divisão de Tintas e Vernizes da empresa conseguiu autorização para produzir álcool gel 70% para abastecer os hospitais públicos de Jaraguá do Sul e Gua­ramirim/SC.

O Mecânico Ao Vivo retorna com programação para toda a semana

Transmissões acontecerão todos os dias da semana, sempre às 17h30, e você poderá acompanhar pelo Facebook da revista O Mecânico

 

Para você se manter atualizado nesse período de quarentena devido à pandemia do novo coronavírus, a Revista O Mecânico retoma suas transmissões Ao Vivo com uma grade completa de temas. O Mecânico Ao Vivo será transmitido por nossa página no Facebook, todos os dias da semana, sempre às 17h30.

Confira a seguir a programação desta semana:

Segunda-feira, dia 13, às 17h30 – Tecfil

Tema: Filtros de ar-condicionado e cabine
Palestrante: Roberto Rualonga

Gerente do Suporte Técnico e Pós Vendas da Tecfil Filtros, Roberto possui formação em Automação e MBA em Gestão Empresarial pela FIA. É especialista em sistemas de filtragem, atuando como palestrante há 20 anos e, há 24 anos, atuando no mercado de filtros.


Terça-feira, dia 14, às 17h30 – Sebrae-SP

Tema: Gestão de Oficinas em meio à pandemia
Palestrante: José Paulo Albanez
Coordenador Estadual do Sebrae-SP para o setor de manutenção automotiva


Quarta-feira, dia 15, às 17h30 – Dayco

Tema: Troca da correia embebida em óleo no motor 3-cilindros da Ford
Palestrante: Nelson Morales e Davi Cruz

Morales possui mais de 25 anos de experiência no setor automotivo, onde atuou como mecânico durante 15 anos, além de vivenciar experiências em diversas indústrias de autopeças. Ele faz parte do time Dayco desde 2014, com formação em Técnico Automotivo, Técnico em Administração e Marketing. O consultor técnico é especialista em sistema de distribuição e treinamento para aplicadores de todo o Brasil e países da América do Sul.

Com mais de 35 anos de experiência como mecânico, profissão que aprendeu com o seu pai, Davi Cruz já está no time Dayco há mais de 15 anos, onde atua como Supervisor Técnico. Sua formação é de Técnico em Automobilística e Publicidade e Marketing.


Quinta-feira, dia 16, às 17h30 – ElringKlinger

Tema: Juntas metálicas, parafusos de cabeçote e juntas líquidas
Palestrante: Rogério Graco

Técnico Aftermarket na ElringKlinger há dois anos, Rogério Graco atuou como Técnico em Mecânica por seis anos e como Mecânico linha leve por 35 anos.


Sexta-feira, dia 17, às 17h30 – Delphi Tecnologies

Tema: Principais dúvidas sobre injeção eletrônica
Palestrante: Fernando Marcelino

Técnico de suporte ao cliente da Delphi Technologies, Fernando possui mais de 25 anos de experiência no mercado automotivo, com grande expertise sobre motores do ciclo Otto e Diesel, além de ser especialista em desenvolvimento de Data Set, telemetria e scanners. Na Delphi Technologies, ministra cursos de sistemas Diesel e Injeção Eletrônica

 

Anote na agenda para não se esquecer e fique ligado no Facebook da revista O Mecânico para saber todas as novidades e as programações das próximas semanas.

Se você quiser se aprofundar ainda mais, os cursos online oferecidos pelo Curso do Mecânico estão disponíveis, quase todos, gratuitamente neste mês. E você recebe um certificado após a conclusão. Não perca tempo e aproveite a quarentena para atualizar seus conhecimentos e se destacar no mercado.

 

Marelli Cofap tem nova embalagem para a linha de bombas de combustível

embalagens Marelli bomba de combustível

Além das embalagens com visual atualizado, houve alteração em alguns códigos com a inclusão do sufixo “A”

 

A Marelli Cofap Aftermarket apresenta uma nova embalagem para a sua linha de bombas de combustível, adotando um visual mais moderno e atualizado, mas ainda com as cores tradicionais das marcas Magneti Marelli (amarelo e azul) e Weber (branco e vermelho).

Além da embalagem, houve alteração também em alguns códigos, com a inclusão do sufixo “A”. Eles então ficaram assim: de MM145, MM218, MM224, MM228, WB007 para, respectivamente, MM145A, MM218A, MM224A, MM228A, WB007A.

A Marelli ressalta que foi pioneira no desenvolvimento de kits refil de bomba de combustível, uma solução que oferece economia e versatilidade ao mecânico na hora de substituir o componente. Ao todo, são 25 itens, sendo seis com a marca Weber e 19 Magneti Marelli, com opções dependendo do sistema aplicado: bombas tipo turbina, tipo engrenagens, in-line.

A bomba de combustível é responsável por deslocar o combustível que está no tanque para o sistema de alimentação do motor, podendo ser de dois tipos: mecânica; para veículos carburados, movida por um eixo; e elétrica, para carros com injeção eletrônica, acionada por um motor elétrico, com pré-filtro e filtro que impedem que as impurezas do combustível cheguem aos injetores e ao motor.

A recomendação da empresa é fazer a verificação e eventual substituição do filtro a cada 15 mil quilômetros – o prazo pode variar de acordo com a qualidade do combustível utilizado. Também são necessárias a limpeza periódica do pré-filtro e a troca do filtro de combustível para que a bomba tenha uma vida útil mais longa e um funcionamento adequado.

Dayco ajuda na produção de respiradores para combater o coronavírus

Dayco coronavírus

Empresa está produzindo a válvula Charlotte, que permite a conversão de máscaras de mergulho em um ventilador artificial

 

A Dayco anuncia que colocou seus recursos à disposição para ajudar na batalha contra a pandemia de Covid-19, convertendo máscaras de mergulho em um ventilador artificial. Segundo a empresa, a adaptação é feita com máscaras, normalmente, fornecidas pela loja de esportes Decathlon, e já está sendo usado em hospitais no norte da Itália e pela Cruz Vermelha Italiana.

A Dayco se disponibilizou para produzir um componente chave deste projeto: a válvula Charlotte, que permite que essas máscaras sejam convertidas em um dispositivo respiratório médico. A produção está sendo realizada em impressoras 3D, na fábrica da Dayco de San Bernardo d’Ivrea, no norte da Itália.

“Ser capaz de contribuir na luta contra esse terrível vírus foi uma decisão fácil de tomar, pois temos as instalações e o maquinário necessários para fabricar a válvula Charlotte nos números exigidos, bem como o dever de responder à emergência nacional e internacional”, disse o presidente Global de Operações Powertrain da Dayco, Michael Weiss.

A Dayco também disponibilizou um link de acesso a todos os arquivos necessários para produzir a válvula impressa em 3D em seu website.

Combustível contaminado provoca aumento no consumo em motocicletas

NGK vela de ignição contaminada

Veja como identificar o uso de combustível contaminado por óxido de ferro em uma inspeção visual

 

A NGK esclarece uma dúvida que recebe frequentemente de mecânicos e clientes pelos canais de atendimento: o que causa o aumento do consumo de gasolina em motocicletas, principalmente em motos com sistemas de injeção? Primeiro, a empresa explica que essas motocicletas com sistemas de injeção tendem a se adaptar às condições de funcionamento do motor. Por isso, muitas vezes, pequenas falhas de ignição não são percebidas, mas logo causam diferença no consumo de combustível.

Segundo a NGK, a mudança no consumo de combustível pode ser relacionada ao óxido de ferro, um aditivo que pode ser utilizado para aumentar a octanagem da gasolina de baixa qualidade, mas que faz com que a vela perca isolação elétrica e gere pequenas falhas de ignição.

“A forma mais fácil de identificar o uso de combustível contaminado por óxido de ferro é por meio de uma inspeção visual. A ponta do isolador, parte cerâmica da vela de ignição vermelha, o eletrodo lateral e o castelo metálico, parte da rosca da vela, vermelhos são indicativos de contaminação da vela”, alerta Hiromori Mori, consultor da assistência técnica da NGK do Brasil.

NGK vela de ignição contaminada
Aparência da vela que sofreu desgaste com a presença de óxido de ferro no combustível

O que fazer ao identificar a contaminação nas velas de ignição?

A NGK orienta que, a primeira coisa a fazer é substituir as velas de ignição, alertando o cliente sobre o combustível contaminado. É possível oferecer ela algumas dicas para evitar que o problema volte a ocorrer, como abastecer em postos de confiança, evitar combustíveis com preços muito baixos e sempre pedir a nota fiscal do combustível.

“É importante reforçar que, nem sempre o último combustível abastecido é o causador do problema. A contaminação é um processo gradativo e, no momento da revisão ou inspeção, é que constatamos a ocorrência”, finaliza Mori.

Veja as causas mais comuns da perda de atividade do catalisador automotivo

catalisador automotivo Umicore
Crédito: Umicore

O catalisador pode deixar de funcionar corretamente, por exemplo, devido ao uso de combustível adulterado ou problemas nas velas e cabos de ignição

 

Essenciais para o controle de emissões de poluentes, os catalisadores automotivos também podem perder sua função por diversos motivos, como desativação química, desativação térmica e desativação física/mecânica.

“A perda de atividade é um processo normal e gradativo a partir do quilômetro zero. Porém, os catalisadores são projetados para atender à legislação específica de durabilidade mínima, que no Brasil é de 80 mil km, até o PL6, e de 160 mil km, a partir do PL7”, explica Miguel Zoca gerente de Aplicação de Produto da Umicore.

Veja as causas mais comuns da perda de atividade do catalisador automotivo:

Desativação química
Ocorre devido à contaminação excessiva de substâncias presentes no óleo lubrificante, como cálcio, magnésio, fósforo e zinco, causada ao utilizar lubrificante diferente daquele especificado. Outros motivos podem ser o uso de combustível adulterado ou devido ao enxofre presente na gasolina, que também pode reduzir momentaneamente a atividade do catalisador. Contudo, em temperaturas de uso mais altas (em alta velocidade), a peça se regenera.

Desativação térmica
É causada por falhas no sistema de suprimento e de ignição de combustível, seja pelo excesso de combustível não queimando na câmara de combustão – que acaba sendo queimado dentro do catalisador -, pelo uso de combustível de má qualidade ou ainda por problemas nas velas e cabos de ignição (vida útil excedida ou procedência de má qualidade).

Desativação física/mecânica
Ocorre devido a um choque ou batida muito forte do automóvel, danificando o catalisador.

Como saber se o catalisador perdeu a atividade?

De acordo com a Umicore, as falhas no catalisador podem ser identificadas por uma luz acesa no painel, em formato de motor. Também é possível observar perda de potência do automóvel no caso de desativação térmica. “O melhor é fazer todas as revisões do veículo, utilizar sempre o óleo lubrificante correto, conforme o manual do automóvel, e não abrir mão do combustível de qualidade”, orienta Miguel Zoca, da Umicore.

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