Veja como analisar os sinais elétricos do sistema EGR – Toyota Hilux 3.0

Sistema recircula os gases de escapamento para reduzir emissão de poluentes

 

 

Nos motores equipados com sistema EGR (Exhaust Gas Recirculation – Recirculação de Gases de Escape), parte dos gases de escape volta para a admissão com o objetivo de reduzir a formação de óxidos de nitrogênio (NOx). Assim, para auxiliar na verificação do funcionamento desse sistema, a revista O Mecânico mostra como analisar os sinais elétricos do conjunto EGR da Toyota Hilux.

Os valores e formatos de onda apresentados são válidos para a picape quando equipada com o motor 3.0 de quatro cilindros de código 1KD-FTV. Esse propulsor tem sistema D4D de injeção direta de alta pressão do diesel e é conhecido pela robustez mecânica, entregando até 171 cv e 36,7 kgfm em suas últimas variações.

Para iniciar o diagnóstico, é preciso verificar os valores de tensão e corrente elétrica consumidos no atuador da válvula EGR, na condição de motor aquecido e em marcha-lenta. O valor do pulso PWM em trigger negativo deve ficar entre 8 e 10% para efetuar a comparação.

 

 

Depois, para auxiliar a encontrar problemas, é útil analisar o formato e valores do pulso de ativação da válvula pneumática de acionamento do radiador dos gases da válvula EGR. Para isso, deve ser feito o acionamento da peça usando a aba de teste de atuadores com scanner automotivo.

 

 

Mecânico Pro

 

BYD terá motor elétrico de 326 cv; destrinchamos a tecnologia

Novo conjunto elétrico passa a equipar veículos entre 100 mil e 150 mil yuans e integra plataformas de 800V e 1000V

 

 

A BYD iniciou a aplicação do motor elétrico TZ200XYAT, de 326 cv de pico, em diversos modelos de médio porte. Registros regulatórios na China confirmam o uso no Seal 07 EV, Seal 06 GT, Seal 06 EV, Qin Max, Han EV e Ti3, abrangendo as linhas Dynasty e Ocean.

Além disso, os documentos apresentam dimensões e configurações mecânicas e posicionam o TZ200XYAT como a principal opção de alto desempenho dentro desse segmento de preço.

Como funciona

O TZ200XYAT é um motor síncrono de ímã permanente com potência nominal de 163 cv e, segundo documentos, tem pico de 326 cv.

O novo sistema é compatível com a arquitetura de 800V e com o Megawatt Flash Charge. Entre os recursos estão arrefecimento direto, estator com bobinas flat-wire de dez camadas, chapas de aço silício de 0,2 mm, sensores de correntes parasitas e tecnologia de fluxo variável.

A BYD também revisou o gerenciamento de energia e o controle eletrônico dos modelos de médio porte para acompanhar o novo conjunto.

Quais modelos terão esse motor

Os novos registros também detalham as aplicações, sendo um deles Seal 07 EV, oferecendo 326 cv e já com opção de LiDAR. O Seal 06 GT utiliza motor traseiro TZ200XYAT de 326 cv. O Seal 06 EV terá versão de 326 cv com opção de 163 cv. O Qin Max EV também terá motor que ultrapassa os 300 cv. O Ti3 substituirá motores traseiros pelo TZ200XYAT e mantém motor dianteiro assíncrono de 48 cv com potência máxima de 183 cv. O Han EV segue com combinações que chegam a 408 cv nominais e 789 cv de máxima.

Ademais, a BYD diferencia o TZ200XYAT dos motores TZ220XYAE e TZ220XYBS, usados na dianteira de veículos maiores ou de foco esportivo. Os modelos com o motor de 326 cv se posicionam até 150 mil yuans, certa de R$ 115,7 mil. O TZ200XYAT integra plataformas como a e-Platform 3.0 Evo e a nova plataforma de 1000V. O projeto utiliza tecnologia de carbeto de silício (SiC) e pode equipar veículos de maior porte, como ônibus.

 

Volvo Caminhões e Ônibus atinge 500 mil unidades produzidas no Brasil

 

A Volvo alcançou a marca de 500 mil caminhões e ônibus produzidos no Brasil, número atingido na fábrica de Curitiba (PR) após 46 anos de operação. O volume acumulado confirma a expansão industrial da unidade, que concentra a produção de veículos pesados do grupo na América Latina.

Mesmo em um contexto de queda de 9% nas vendas internas, o mercado produtor e exportador segue relevante no país e favorece empresas do setor de veículos pesados.

 

 

A planta iniciou suas atividades em 1979 com o chassi de ônibus B58 e, em 1980, passou a fabricar caminhões a partir do modelo N10. Ao longo do tempo, incorporou a produção de motores, transmissões, cabines e a montagem completa dos veículos, além de assumir a gestão regional das operações da marca.

 

 

A linha brasileira participou de desenvolvimentos relevantes, como os ônibus biarticulados produzidos em série a partir de 1992 e a introdução de motores eletrônicos em caminhões nacionais em 1996. O marco de 500 mil unidades ocorre no momento em que a fábrica avança com a linha 2026 do FH, que inclui novos sistemas eletrônicos e atualizações de segurança. Paralelamente, Curitiba se tornou a base global de produção do chassi elétrico BZRT destinado a ônibus articulados e biarticulados, direcionado a aplicações de transporte de alta capacidade.

 

 

O volume acumulado reforça a relevância da operação brasileira e sua participação nas exportações para mercados da região, incluindo Chile, Peru e México.

 

HiTech anuncia ajuste na área comercial para ampliar atuação em 2026

Empresa integra Eduardo Dias à gestão e organiza estrutura para expansão no aftermarket

 

 

A HiTech Produtos Automotivos inicia 2026 com a integração de Eduardo Dias ao time como Gerente Comercial. Ele passa a atuar ao lado de Fábio Rosa na condução das ações comerciais da empresa. A reorganização, conduzida por Viviane Fragata, Diretora Comercial, estabelece uma estrutura equivalente entre os dois executivos, com foco em ampliar presença, fortalecer o relacionamento com distribuidores e preparar a marca para um novo ciclo de expansão.

Com quase trinta anos no setor automotivo, Fábio Rosa reúne experiência em vendas, gestão de contas e operações regionais. Já Eduardo Dias acumula mais de vinte anos em posições comerciais nacionais, com passagem por empresas como Delphi, SYL, Dayco, Gates, Tirreno, Wega e Tekbond (Saint-Gobain). Ambos atuaram com distribuidores, varejo e grandes redes, o que cria uma base técnica alinhada às demandas do aftermarket.

Segundo Viviane Fragata, “o fortalecimento da área comercial faz parte do processo de consolidação e crescimento da empresa”. A HiTech amplia portfólio, atualiza processos e reforça sua presença regional, preparando a operação para uma dinâmica de mercado mais competitiva e tecnológica.

Com a nova configuração, a HiTech entra em 2026 estruturada para ampliar atuação no primeiro semestre, abrir oportunidades regionais e avançar em aditivos, fluidos e soluções químicas para veículos, máquinas e equipamentos na América Latina.

 

Kolbenschmidt, Pierburg e BF adotam tecnologia na embalagem contra falsificação

Sistemas de segurança incluem codificação exclusiva e validação por QR Code

 

 

As marcas Kolbenschmidt (KS), Pierburg e BF passaram a utilizar um sistema de segurança individualizado nas embalagens, baseado em uma etiqueta de identificação que permite verificar a autenticidade de cada peça. A medida foi desenvolvida diante do aumento de itens falsificados no mercado de reposição, o que pode gerar falhas de desempenho e perdas para a cadeia automotiva.

As embalagens adotam coloração azul-escura, logotipos oficiais e uma etiqueta com codificação única para cada produto. Essa etiqueta incorpora até sete níveis de verificação, alguns visíveis e outros ocultos, que podem exigir scanner ou lupa para conferência. “A solução foi criada para ampliar a segurança no processo de identificação das peças”, informa a fabricante.

A validação passou a ser realizada por QR Code, substituindo o código de barras 2-D. A leitura pode ser feita diretamente pela câmera do smartphone, direcionando o usuário para o sistema de checagem. A tela exibe luz verde quando o item é original e luz vermelha quando há indício de falsificação.

A orientação é de que a etiqueta permaneça intacta, já que danos podem prejudicar a autenticação. Nas embalagens menores, ela é aplicada sobre a aba de abertura. Nas maiores, é colada em toda a superfície, acompanhada de um Security Seal adicional para reforço do processo de verificação.

 

Veja os principais sinais de problemas na bomba de alta pressão de combustível

Falhas no componente podem ser confundidas com defeitos na bomba de baixa pressão

 

 

Nos veículos com injeção direta de combustível, a bomba de alta pressão é responsável por aumentar a pressão que é proveniente da bomba de baixa, para que o combustível seja injetado diretamente na câmara de combustão. Pensando nisso, a revista O Mecânico exibe os principais indícios de problemas na bomba de alta pressão.

Um dos principais sinais de defeitos nesse componente é a dificuldade de partida, principalmente após o motor permanecer desligado por longos períodos, visto que se a bomba não consegue manter ou gerar a pressão adequada no momento da ignição, o motor demora mais tempo até entrar em funcionamento, e pode até não ligar em alguns casos.

Outro indício comum é a perda de potência, principalmente em acelerações ou alta carga. Isso ocorre porque a bomba não entrega o volume ou a pressão de combustível necessária, prejudicando a mistura ar-combustível e sua queima na câmara de combustão.

 

Bomba de combustível do sistema GDi de 500+ bar Delphi Technologies

 

Também, podem surgir falhas durante a aceleração, como “cortes” durante situações de alta demanda como retomadas, causadas por uma queda de pressão na linha. Em motores modernos, normalmente um código de falha (DTC) relacionado com a pressão de combustível costuma ser gerado nessa situação.

No diagnóstico, é fundamental fazer uma análise visual da bomba de alta pressão, verificando se não há vazamentos de combustível. Além disso, fazer a medição da vazão de combustível, com scanner por exemplo, ajuda a identificar possível falhas na alimentação.

Por fim, o mecânico deve ficar atento quando houver indícios de falha na bomba de alta pressão, principalmente quanto a vazamentos, pois podem causar incêndios no veículo. Também, no longo prazo, ignorar problemas na bomba de alta pode prejudicar os cilindros, devido ao aumento da temperatura de câmara causado pela mistura pobre derivada da falta de combustível.

 

Fiat Argo chega a 700 mil unidades produzidas em Betim

O Fiat Argo atingiu a marca de 700 mil unidades produzidas desde 2017 no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG), consolidando sua relevância dentro da linha Fiat e no mercado brasileiro. Sucessor do Palio e já com oito anos de mercado o compacto vive seu melhor momento de vendas em 2025.

No acumulado do ano, o hatch soma mais de 92 mil unidades vendidas e ocupa a 3ª posição entre os carros mais comercializados do país.

Desde sua estreia em 2017, o Argo foi projetado para abranger diferentes perfis de consumidores e rapidamente se firmou como um dos modelos de maior peso da categoria. O foco na versatilidade, aliado a atualizações de projeto e eficiência mecânica, contribuiu para que o veículo se mantivesse competitivo mesmo em um segmento disputado.

Uma das principais evoluções recentes ocorreu em 2023, quando o Argo passou a oferecer câmbio CVT de sete velocidades junto ao motor 1.3 Firefly de 107 cv. A combinação ampliou o alcance do modelo e o colocou entre os automáticos mais econômicos do mercado, com consumo urbano declarado de até 12,8 km/l. O ajuste reforçou o posicionamento do hatch como opção racional para uso cotidiano.

Na linha 2026, o modelo manteve a estratégia de atualizações pontuais e incorporou conectividade com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay nas versões equipadas com central multimídia. A inclusão do recurso aproxima o Argo das soluções tecnológicas já presentes em segmentos superiores e melhora a experiência de uso no dia a dia.

Para Frederico Battaglia, vice-presidente das marcas Fiat e Abarth na América do Sul, o marco produtivo confirma a importância do Argo no portfólio da marca. Segundo ele, o desempenho reflete a confiança do consumidor e a capacidade da Fiat de oferecer um produto alinhado às demandas atuais de tecnologia, eficiência e custo total de propriedade.

Além de abastecer o mercado brasileiro, o Argo também é exportado para países da América do Sul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, ampliando sua participação regional.

Stellantis acelera modernização das fábricas para lançar 6 híbridos em 2026

 

Grupo de seis marcas quer vender 1 milhão de veículos na América do Sul no próximo ano

A Stellantis está em um processo de modernização das fábricas no Brasil para lançar seis veículos híbridos em 2026. Além de 16 novidades entre carros novos e atualizações, a Stellantis que é líder de vendas com a Strada, líder no segmento de SUVs com a Jeep e de picapes premium com a RAM, o grupo quer chegar a 1 milhão de veículos vendidos na região.

Mas essa estratégia passa necessariamente pela modernização de algumas fábricas. A Stellantis está em um processo de introdução da plataforma híbrida Bio-Hybrid especialmente em Goiana/PE e também em Betim/MG.

“Seremos a primeira montadora na América do Sul a superar 1 milhão de unidades e essa vai ser mais uma conquista que iremos celebrar no ano que vem”, disse Herlander Zola, CEO da Stellantis.

O executivo não deu mais detalhes sobre os modelos híbridos mas a Stellantis tem no mapa sistemas eletrificados para os modelos da Jeep, híbridos leves para a Citroën e mais híbridos para a Fiat.

“Temos 22,8% de participação na América do Sul
E teremos mais de 906 mil unidades vendidas até o fim de novembro”, disse Zola. O executivo lembrou que a Stellantis tem autonomia para desenvolver veículos na região e continuará fazendo isso em 2026.

Herlander Zola destacou que a Stellantis e o grupo que mais gera emprego sendo 35 mil postos de trabalho diretos em seis plantas na região
“Somos uma referência global em engenharia
O que nos dá o aval para desenvolver produtos aqui pensando no consumidor sul-americano e brasileiro”, disse.

Entre as novidades já confirmadas estão o novo Jeep Avenger e em 2026 modelos como a linha C3 da Citroën, Fiat Strada e também o Fiat Panda estão no mapa do grupo.

FPT celebra 25 anos de produção em Sete Lagoas/MG

A FPT Industrial celebra 25 anos de operação da fábrica de Sete Lagoas (MG). Desde sua inauguração, em 25 de novembro de 2000, a unidade já produziu 725 mil motores, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento industrial da América Latina e para a transição energética.

A planta fabrica motores para os segmentos rodoviário, off-road e de geração de energia, incluindo as linhas F1, NEF e S8000, aplicadas em veículos comerciais, máquinas agrícolas, equipamentos de construção e G-Drives.

“Sete Lagoas é o coração da FPT na América Latina. Cada conquista reflete o talento e o comprometimento das pessoas que impulsionam nossa eficiência, inovação e sustentabilidade”, afirma Carlos Tavares, presidente da FPT para a América Latina.

Com 250 colaboradores e área total de 68.372 m², a fábrica reúne linhas de produção de última geração e abastece clientes como IVECO, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Marcopolo, Agrale, New Holland, Case IH, CASE CE, Himoinsa, Generac, PowGen e Pramac.

Além da produção, a unidade se destaca por iniciativas sociais e educacionais. Entre elas, o Programa Educar FPT, em parceria com a Escola Técnica Municipal de Sete Lagoas, já capacitou mais de 100 jovens desde 2024, incentivando novas gerações de profissionais.

No Brasil, 40% dos motores produzidos pela FPT abastecem o Iveco Group e 60% são destinados a outros clientes, apoiados por uma rede de 150 distribuidores e pontos de serviço em todo o país.

YPF lança Hidro 19 Plus, lubrificante para máquinas agrícolas

A YPF Lubrificantes apresentou ao mercado brasileiro o Hidro 19 Plus, seu novo lubrificante multifuncional premium para equipamentos off-highway. O produto, já fabricado na planta da Usiblend, em Diadema (SP), amplia o portfólio de fluidos funcionais da empresa.

Segundo Erika Guedes, analista de Produtos da YPF Lubrificantes, a modernização do agronegócio exige lubrificantes mais eficientes. “As operações estão mais tecnológicas e robustas, o que demanda formulações que mantenham o sistema limpo, estável e protegido”, afirma.

O Hidro 19 Plus representa a nova geração de UTTO (Universal Tractor Transmission Oil), desenvolvido para atender às necessidades atuais do campo. Trata-se de um fluido capaz de atuar simultaneamente na transmissão, no sistema hidráulico e nos freios e embreagens imersas, sistemas que geralmente compartilham o mesmo reservatório nos tratores agrícolas.

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