TE Connectivity fornece nova geração de antenas Wi-Fi

TE Connectivity wi-fi carros

Tecnologia que permite conectar aparelhos à internet utilizando o wi-fi do veículo deverá equipar novos modelos em 2021

 

A TE Connectivity informa que começa a fornecer antenas Wi-Fi para automóveis produzidos no Brasil, incluindo os modelos Chevrolet Onix e Cruze. Segundo a empresa, as antenas Wi-Fi já estão previstas para equipar também novos veículos em 2021. O sistema permite que os passageiros conectem smartphones, tablets e outros aparelhos ao veículo, recebendo sinal de internet de uma operadora.

“O Brasil certamente vai seguir a tendência global de oferecer aos consumidores veículos que estejam cada vez mais conectados, principalmente à internet. Se antes era visto como item de luxo, agora a conectividade embarcada passa a ser uma necessidade”, afirma Rodrigo Minghini, Marketing de produto da TE Connectivity.

No mundo, a TE já produziu mais de dois milhões de antenas de WI-Fi, tecnologia que tem forte tendência de crescimento de demanda. Por isso, a TE já está elaborando estudos para a produção do equipamento em sua planta na unidade de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

A intensidade de sinal é garantida mesmo em deslocamentos, pois as antenas TE possuem tecnologia de amplificação dos sinais, pesando 28 gramas e trabalhando com “dual band” em 2.4GHz e 5 GHz.

Artigo: Veículos elétricos e híbridos pegam fogo, sim!

veículos elétricos e híbridos

Nenhum risco de trabalho deve ser ignorado na oficina, mas incêndios de origem elétrica requerem treinamento especial para serem combatidos

 

A profissão do mecânico sempre foi assombrada por alguns riscos: acidentes (cortes, quedas, prensagens, pequenas queimaduras, projeção de objetos, explosões, choques elétricos etc.), contaminações (tétano), alergias, intoxicações e doenças profissionais (Lesões por Esforço Repetitivo). Sim, é um trabalho perigoso.

Lamentavelmente, muitos desses riscos se concretizam, deixando muitos de nossos colegas incapacitados temporariamente ou permanentemente. Outros, infelizmente, não estão mais aqui conosco. Mas esses acidentes poderiam ter sido evitados? Sim, poderiam. Mas ocorreram por uma sequência de fatalidades, temperada por condições de trabalho e atos inseguros.

E a razão disso tudo é simples: tragicamente, a segurança no trabalho, até pouco tempo, nunca foi uma grande preocupação do mecânico. Uma verdade dura, mas que precisa ser dita.

Felizmente, depois de muito trabalho de conscientização, esse quadro tem mudado. O Guerreiro das Oficinas entendeu que certas medidas de segurança, como o uso de EPI e a manutenção dos seus equipamentos e ferramentas, são gastos inúteis e amolações. São investimentos – na vida.

Existe ainda um risco que eu considero o mais trágico de todos: o incêndio. E por essa razão o trato de forma destacada dos demais.

veículos elétricos e híbridos

Fácil de começar, difícil de conter, mesmo para os profissionais, o incêndio já destruiu vidas, famílias e propriedades. E a oficina sempre foi um campo muito fértil para a sua ocorrência e proliferação. Casos e mais casos são comentados nas “rodinhas de bate papo” que ocorrem entre colegas. Aqueles que acabam bem são lembrados com certo ar de humor. Outros não.

O pior é que, somente depois que a tragédia ocorre, o profissional se lembra de recarregar os extintores, deixá-los onde deveriam ficar (não, eles não incomodam nem tomam espaço) e fazer um treinamento de como prevenir e proceder em inícios de incêndio. Treinamento este que pode salvar a propriedade do cliente, o seu negócio, a sua vida e a de seus funcionários. Não, apenas o seguro não basta!

A chegada dos veículos elétricos e híbridos trouxe uma dúvida para dentro das oficinas: será que esses veículos têm risco reduzido de incêndio, devido aos sofisticados sistemas de segurança embarcados?

Realmente, a segurança embarcada, ligada à tração elétrica, é primorosa nesses veículos. O risco de choque elétrico e curtos circuitos na rede de alta potência, desde que sejam obedecidos os procedimentos recomendados e as normas de segurança, é baixo.

Esses sofisticados sistemas de proteção também impedem o superaquecimento da bateria de tração durante a sua operação (carga e descarga). Nesse ponto é importante lembrar que essas baterias podem, em alguns casos, operar com 220 V. Isso sem falar na tensão de tração que pode chegar aos 650 V.

veículos elétricos e híbridos

Mas se houver um descuido não previsto pelos projetistas… Nunca podemos esquecer que a “Lei de Murphy” impera: “Se algo pode dar errado, vai dar”.

Não há nada mais difícil de conter do que incêndio eletricamente provocado. Principalmente aqueles que tem origem em baterias (basta assistir aos vídeos na Internet). Quando essas baterias, por alguma razão, têm a sua resistência interna aumentada, a possibilidade de superaquecimento durante a operação aumenta muito.

Isso sem falar na corrente de curto circuito (de valor infinito) que provoca altíssimas temperaturas no elemento acumulador de carga e no circuito. Corrente essa que só cessa quando o elemento está descarregado. É rápido? Sim, com certeza. Mas o tempo é suficiente para inflamar materiais não metálicos. Daí…

Mas o sistema não tem dispositivos de segurança? Sim, tem! Mas estamos falando daqueles descuidos que não podem ocorrer, mas que infelizmente as vezes ocorrem. Logo, é preciso saber o que fazer para que um incidente não se transforme numa tragédia.

E para isso é preciso treinamento especial, além do técnico na reparação desses veículos, com foco no quesito segurança:

– Treinamento em NR 10;
– Treinamento em combate a incêndio de origem elétrica;
– Primeiros socorros em eletrocussão.

Mas isso não é o bastante. É preciso estar devidamente equipado para trabalhar combater fogo nesse tipo de veículo:

– Ferramentas adequadas;
– EPI adequado;
– Extintores adequados.

Quais equipamentos adquirir e como os usar, com certeza, será indicado nos treinamentos sugeridos.

 

Artigo por Fernando Landulfo

Takao oferece app para tirar dúvidas técnicas dos mecânicos

Takao aplicativo

Aplicativo criado para esclarecer dúvidas técnicas na instalação das juntas da marca terá também novos conteúdos sobre montagem

 

A Takao oferece um aplicativo destinado aos mecânicos, disponível para celular Android e iOS, criado para esclarecer dúvidas técnicas na instalação das juntas da marca, como torque e sequência de aperto. Contudo, a empresa informa que logo adicionará novos conteúdos sobre montagem de pistões, anéis, bronzinas e outras famílias de produtos.

Para utilizar, basta baixar o app gratuitamente e apontar o leitor do código de barras para a embalagem da peça, trazendo todos os dados que o mecânico precisará para instalar a peça. Vale lembrar que a Takao possui um portfólio que atende mais de 1.300 motores e possui cerca de 20 mil itens.

Umicore explica a tecnologia nos catalisadores para motos

Umicore catalisador moto

Empresa explica que os catalisadores nas motos são diferentes, utilizando um substrato metálico mais leve e resistente às vibrações

 

A Umicore destaca a importância dos catalisadores em motocicletas e o quanto eles influenciam na qualidade do ar. A peça fica localizada no sistema de escapamento, e possui substrato metálico mais leve e resistente às vibrações, sendo assim diferente do componente desenvolvido para os automóveis – que empregam substrato cerâmico.

“Além disso, o formato e a composição da peça são adequados às condições específicas da motocicleta, tornando o catalisador muito mais leve e de menor inércia térmica, aquecendo-se e esfriando-se mais rapidamente”, explica Miguel Zoca, gerente de Aplicação de Produto da Umicore, empresa especialista em controle de emissões.

“Seja por razões de durabilidade ou estética, o motociclista deve utilizar um novo sistema de escapamento com catalisador. A retirada da peça é infração grave e passível de multa, conforme o Código de Trânsito Brasileiro. E a informação de que o componente afeta o desempenho das motocicletas é um grande mito”, completa.

Zoca lembra que em uma motocicleta sem o componente, a emissão de poluentes é até nove gramas de monóxido de carbono por quilômetro, enquanto com a peça em perfeitas condições, a emissão é menos de um grama por quilômetro.

Raio X: Nissan Frontier LE 2.3

raio x Nissan Frontier

Picape média aposta na robustez do motor biturbo diesel e arranjo específico de suspensão

 

A atual geração da Nissan Frontier estreou no Brasil em 2017, com uma única versão vinda do México. Desde o fim de 2018, a picape é produzida na Argentina e vendida por aqui em quatro versões (S, Attack, XE e LE). A unidade aqui avaliada é a topo de linha, tabelada a R$ 223.370.

De fábrica, esta configuração traz controles de tração e estabilidade, assistente de saída em rampa, central multimídia de 8”, tela de 5” no quadro de instrumentos, sistema de câmeras 360°, volante multifuncional em couro, seis airbags, controle de cruzeiro, ar-condicionado digital, faróis em LED, chave presencial, banco do motorista com ajustes elétricos e teto solar.

A variante portenha da picape passou por mais de 300 mil quilômetros de testes para adaptação ao gosto do consumidor local, de acordo com a marca. A suspensão, por exemplo, ganhou nova geometria e molas de duplo estágio, enquanto freios e isolamento acústico foram reforçados.

O motor diesel é o mesmo 2.3 biturbo desde o lançamento, com 190 cv de potência a 3.750 rpm e 45,9 kgfm de torque de 1.500 a 2.500 rpm. O câmbio é automático de sete marchas e a tração, 4×4 com reduzida. A picape conta ainda com bons atributos para o uso off-road, como ângulo de ataque de 30,3°, ângulo de saída de 27,4° e vão livre do solo de 241 mm. O consumo no padrão Inmetro é de 9,2 km/l na cidade e de 10,5 km/l na estrada.

raio x Nissan Frontier
Cássio Yassaka, proprietário da oficina Cássio Serviços Automotivos

A capacidade de carga da versão LE é de 1.000 kg o que, vale ressaltar, inclui todo o peso de ocupantes e de carga na caçamba (de 1.054 litros). Com 3 anos de garantia, esta geração da Frontier já possui unidades circulando sem o período atrelado às revisões em concessionárias. Para avaliar as condições de reparabilidade da Frontier LE, levamos a picape à oficina Cassio Serviços Automotivos, em São Paulo, onde passou pela análise do proprietário e mecânico Cássio Yassaka.

COFRE DO MOTOR

Ao erguer o capô do motor, causa surpresa o reduzido ângulo de abertura da peça (de estágio único), de aproximadamente 45° (1). Apesar disso, a altura da picape acaba por facilitar o acesso aos componentes na região superior do motor, sem que o mecânico precise se encurvar.

raio x Nissan Frontier

O sistema de arrefecimento possui válvula de expansão, como é comum entre os modelos de origem japonesa. “Para checar o nível, é importante verificar por meio da marcação no reservatório e também pela tampa do radiador (2), sempre com o motor frio”, orienta Yassaka.

raio x Nissan Frontier

A tampa plástica superior do motor possui válvula de respiro (3) e de controle de pressão positiva do cárter. A turbina superior (4) possui fácil acesso, pela parte superior do motor. Próximas a ela ficam as válvulas de ar quente. Já a segunda turbina pode ser acessada por meio da caixa de roda dianteira direita. O módulo de injeção eletrônica (5) fica alojado próximo ao para-lama direito e é protegido por uma capa plástica fixada por duas presilhas. “Para remover qualquer plugue, sempre tome o cuidado de desligar a chave de ignição e aguardar alguns segundos”, explica o mecânico.

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

O filtro de ar (6) possui fácil acesso, sendo necessário apenas remover uma abraçadeira metálica para realizar a troca – de acordo com o manual do proprietário, é indicada a limpeza do filtro “sem o uso de ar comprimido a cada 5 mil quilômetros” e a substituição deve ser feita a cada 12 meses ou 20 mil km – em caso de uso severo, o prazo cai pela metade.

raio x Nissan Frontier

“O papel filtrante, com o qual são fabricados os elementos dos filtros de ar , precisa ter uma permeabilidade controlada. Em termos práticos, significa deixar passar uma quantidade de ar, porém reter impurezas maiores que um determinado tamanho. Ao se tentar limpar um elemento de papel com um jato direto de ar comprimido pode ocorrer um aumento da dimensão dos poros. Com isso, o filtro passa a não reter partículas de um certo tamanho”, detalha o professor de Engenharia Mecânica e consultor técnico da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo.

“A caixa de tomada de ar em posição elevada permite à picape transpor trechos alagados sem dificuldades”, observa o mecânico Cássio. De acordo com a Nissan, a capacidade de transposição da Frontier é de 450 mm, a uma velocidade máxima de 15 km/h. Outros elementos notados por Cássio que ficam em posição bem elevada para evitar problemas no uso off-road são os respiros das caixas de câmbio e de transferência (7) .

raio x Nissan Frontier

O bocal de abastecimento do óleo do motor (8) fica à frente do motor, e não na tampa de válvulas, e conta com uma borracha de proteção a fim de evitar escorrimento do óleo.

raio x Nissan Frontier

Para remover a corrente de sincronismo, é necessário remover todo o sistema de arrefecimento. “O conjunto de arrefecimento possui acoplamento multiviscoso, de baixa manutenção”, observa o mecânico.

As duas caixas de fusíveis principais (9) ficam alojadas atrás do filtro de ar, enquanto a caixa de fusíveis secundária é localizada no lado oposto do cofre, perto à unidade de gerenciamento do ABS/ESC. O recipiente de fusíveis interno (10) é posicionado na região do passageiro, sendo necessário remover o porta-luvas. Para isso, basta pressionar as duas extremidades da peça e soltar as travas laterais, como em outros modelos da linha japonesa. No mesmo local fica o compartimento do filtro de cabine (11), que, de acordo com o manual do veículo, deve ser substituído a cada 20 mil quilômetros ou 12 meses em uso normal (10 mil km ou 6 meses em uso severo).

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

“Assim como o filtro de ar do motor, é de bom tom inspecionar o filtro de cabine a cada 5 mil km. Em ambientes muito úmidos, com baixa incidência de poeira, pode formar bolor no componente”, explica Landulfo. De volta ao cofre do motor, os reservatórios do fluido de freio (de cor amarelada, 12A) e do fluido de direção hidráulica (avermelhado, 12B) ficam em posição elevada, fáceis de checar a quantidade. “Para evitar destampar, verifique o nível com o uso de uma lanterna encostada no reservatório”, explica Cassio. A substituição do fluido de freio é recomendada pelo manual a cada 24 meses em uso normal ou 12 meses em uso severo, devendo ser utilizada a especificação DOT 3 ou DOT 4 (nunca devem ser misturados tipos diferentes de fluidos).

raio x Nissan Frontier

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Entre os dois reservatórios está a bateria (13) de 70 Ah. Mais atrás, é posicionado o filtro de combustível (14). A substituição deste componente é recomendada para cada 24 meses ou 20 mil quilômetros. Antes disso, a cada 10 mil km ou 12 meses, o mecânico deve verificar se há água no filtro e drená-la, se for o caso (há luz-espia de advertência no painel). Em condições severas, a Nissan recomenda a troca aos 12 meses (ou 10 mil km), sem necessidade de verificação na metade deste tempo.

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

“Quando a qualidade do combustível utilizado não é confiável, é de bom tom diminuir ainda mais o período de drenagem do filtro separador de água. Uma operação rápida e simples que pode poupar muitas dores de cabeça para o mecânico”, orienta o consultor técnico da Revista O Mecânico.

FILTRO DE PARTÍCULAS DIESEL

O cuidado com a qualidade do combustível é um dos alertas feitos por Cássio Yassaka. “Usar diesel de má procedência pode causar acúmulo de mais particulados no catalisador e consequente entupimento dos injetores”, alerta. “Além disso, o motorista deve evitar dirigir com nível baixo de diesel no tanque, a fim de evitar sujeira e cavitação no sistema de injeção”, recomenda o mecânico.

Exclusividade da Frontier em relação às principais rivais com motorização diesel é que ela dispõe de um interruptor na cabine (15) para o acionamento da regeneração do filtro de partículas diesel (conhecido pela sigla DPF). Este filtro é responsável por reduzir a quantidade de materiais nocivos ao meio ambiente por meio da coleta das partículas inclusas nos gases de escape. Em uso normal, as partículas acumuladas no DPF são automaticamente queimadas e convertidas em substâncias inofensivas durante a condução. No entanto, estes materiais não são queimados em caso de uso severo, como uso predominante a baixas velocidades ou distâncias curtas.

raio x Nissan Frontier

Na Frontier, quando o acúmulo de partículas no DPF atingir o limite, uma luz-espia no painel e o botão do interruptor de limpeza acenderão. Quando isso ocorrer, o manual indica que o motorista dirija em alta velocidade (acima dos 80 km/h, em local permitido) para que a limpeza seja feita de forma automática, com duração aproximada de 30 minutos.

Caso não seja possível guiar a essa velocidade, é possível fazer a limpeza do filtro saturado por outro método, com o carro parado (como em outras picapes e veículos diesel). Para isso, estacione o utilitário em local aberto, acione o freio de estacionamento e mova a alavanca de câmbio para a posição P (no caso da Frontier de entrada, com caixa manual, deixe o câmbio em Neutro). Em seguida, basta acionar o botão de limpeza do DPF (à esquerda do volante) e o carro oscilará automaticamente a rotação do motor entre 1.700 rpm e 3.000 rpm, de acordo com a temperatura. Todo este processo leva, em média, 45 minutos, de acordo com a Nissan.

“É uma função interessante, que permite que o próprio motorista faça a limpeza do filtro de partículas”, comenta o mecânico.

UNDERCAR

A Frontier possui o tradicional arranjo das picapes médias, com construção do tipo carroceria sobre chassi de longarinas (ao contrário da estrutura monobloco, utilizada por automóveis e picapes como Fiat Toro e Renault Duster Oroch). E a parte inferior da picape chamou atenção positivamente do mecânico. “O conjunto de longarinas é bastante reforçado, o que mostra a robustez do projeto”, observa.

A suspensão dianteira (16) possui arranjo de braços sobrepostos e barra estabilizadora. “Os pivôs são de fácil acesso e não exigem troca das bandejas”, explica. Na traseira, a picape traz o tradicional eixo rígido de outros utilitários médios, com barra estabilizadora (17). Porém, a Nissan optou por molas helicoidais (em vez de feixe de molas semielípticas). Além disso, o arranjo de suspensão conta com cinco braços, o que a Nissan chama de multilink (multibraço) – vale frisar, o conjunto não é independente (18).

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

Um dos elementos da suspensão traseira é a barra Panhard (19), que ajuda a ancorar lateralmente o eixo rígido. Com isso, há menor sensação de “sacolejo” pelos ocupantes ao transpor obstáculos com a caçamba vazia. Ambas suspensões possuem ajuste de cambagem (20), com marcadores para referência na hora do alinhamento.

raio x Nissan Frontier

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Na seção central do carro, Cássio notou que o eixo cardã possui uma capa protetora (21) para evitar impactos com pedras e outros detritos. A caixa de transferência (22) também possui fácil acesso para manutenção e troca do óleo, além de contar com sensores de gerenciamento eletrônico. O fluido recomendado possui especificação ATF D3M e a capacidade é de 1,5 litro – não há previsão de troca, apenas em caso de vazamento. Na opinião de nosso consultor técnico, é recomendável a substituição preventiva do fluido da caixa de transferência juntamente com o fluido da transmissão.

raio x Nissan Frontier

raio x Nissan Frontier

O cárter do câmbio possui medidor de nível (23). “Para abrir a caixa, é necessário baixar a travessa inferior do câmbio, bem robusta”, observa o mecânico. O fluido indicado para a caixa automática é o Nissan Matic S ATF (a quantidade não é informada pela marca), com troca prevista para cada 40 mil km ou 24 meses em caso de uso severo.

raio x Nissan Frontier

Já o cárter do motor é de alumínio (24). O acesso ao filtro de óleo é feito pela parte inferior, por meio de uma abertura específica no protetor de cárter. “O filtro é do tipo ecológico, onde só se substitui o elemento filtrante”, conta. A troca de óleo e filtro de óleo é indicada para cada 10 mil quilômetros ou 12 meses – ou metade do intervalo em uso severo. O óleo possui especificação SAE 5W-30, ACEA C4 DPF, com 6,3 litros de reabastecimento considerada a troca do filtro. O torque de aperto do bujão de dreno é de 50 Nm. Já o torque de aperto da cobertura do filtro de óleo é de 25 Nm.

raio x Nissan Frontier

O sistema de arrefecimento possui torneira para drenagem, com vida útil prevista no manual de 168 mil quilômetros ou 7 anos. A capacidade do sistema é de 11,1 litros, com indicação de uso do fluido de arrefecimento original Nissan. A sonda lambda é acessível pela caixa de roda dianteira-direita.

A realização do rodízio de pneus é indicada pela Nissan para cada 5 mil quilômetros, tanto para versões com tração traseira (4×2) como para tração nas quatro rodas (4×4). O rodízio de pneus da Frontier compreende a troca de pneus entre os eixos, sem alteração do lado de rodagem. Na versão avaliada, a Frontier traz jogo de parafusos antifurto nas rodas (25). Por isso, é importante confirmar se o proprietário dispõe do segredo para a remoção, geralmente guardado no porta-luvas ou na região das ferramentas de emergência (macaco/chave de roda/triângulo). O torque de aperto das porcas das rodas é de 133 Nm.

raio x Nissan Frontier

“De modo geral, a manutenção da Frontier é bastante tranquila, com fácil acesso aos principais componentes. O mecânico não terá surpresas”, opina Yassaka. “Pela minha experiência com modelos da Nissan, porém, temo pelo tempo elevado de espera por peças em caso de necessidade de substituição”, ressalta Cassio, que também trabalha com funilaria. Na opinião dele, entretanto, a Frontier se destaca pela ótima robustez do conjunto mecânico e de toda a estrutura sob a carroceria.

 

raio x Nissan Frontier

 

Texto e fotos Gustavo de Sá

Schaeffler apresenta novas embalagens

Embalagens Schaeffler

Produtos das marcas da Schaeffler estão disponíveis no Brasil nas embalagens atuais e nas novas, adotando as cores características de cada uma delas

 

A Schaeffler, detentora das marcas LuK, INA e FAG, anuncia a chegada de um novo layout a suas embalagens, em conformidade com a atualização gradual que acontece em todo o mundo na divisão de Aftermarket Automotivo da marca. Por enquanto, os clientes no Brasil encontram os produtos tanto nas atuais embalagens quanto nas novas.

Entre as mudanças estão as faixas de cores características de cada uma das marcas: amarelo da LuK, verde da INA e vermelho da FAG. “É importante saber que todas as versões de embalagem contêm os mesmos produtos, com a mais alta qualidade, assistência técnica, confiabilidade e sempre com a garantia Schaeffler”, afirma Thiago Martins, Gerente de Produto e P&D Schaeffler América do Sul.

Segundo a empresa, a substituição total das atuais embalagens deve ocorrer de forma gradativa e em longo prazo. Em caso de dúvidas, o cliente pode entrar em contato com o SAC da Schaeffler pelo sac.br@schaeffler.com, pelo 0800 11 10 29 ou pelo WhatsApp 9 99798-6385.

Valeo cria equipamento que elimina mais de 95% dos vírus em ônibus

Valeo purificador de ar

Sistema é compatível com ônibus de todos os tipos e tamanhos, permitindo matar mais de 95% dos vírus, inclusive da Covid-19

 

A Valeo desenvolveu um sistema de esterilização de ar que, segundo a empresa, em um único ciclo de fluxo de ar, é capaz de eliminar mais do que 95% dos vírus, inclusive o da Covid-19. O sistema para cabines de ônibus também age sobre qualquer bactéria ou mofo presente no ar que circula no interior do veículo.

Esse dispositivo pode ser integrado diretamente no sistema de ar-condicionado e foi projetado para ser compatível com ônibus de todos os tipos e tamanhos, equipados com ar-condicionado ou não. Inclusive, já está em uso como equipamento original por uma fabricante brasileira de ônibus.

Ele utiliza luz ultravioleta (UV) como bactericida e germicida para matar micróbios, como vírus e patógenos. A Valeo ressalta que a eficácia virucida dessa tecnologia foi validada pelo Instituto de Virologia Médica, do Hospital Universitário Goethe, em Frankfurt (Alemanha) em julho deste ano. Agora a empresa trabalha para implementar essa tecnologia para veículos de passageiros.

Nova gasolina: muda algo no diagnóstico de motores?

Nova gasolina

Com mudança no padrão de octanagem mínima, combustível promete evitar ocorrência da detonação

 

Desde o início de agosto, a gasolina comercializada no Brasil passou a obedecer novos critérios de qualidade, o que inclui exigência de massa específica mínima e octanagem em novo padrão. O objetivo é evitar a ocorrência de detonação em motores mais modernos e melhorar os índices de eficiência energética, de acordo com a Resolução nº 807/2020, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Uma das mudanças é a necessidade de octanagem mínima de 92 para gasolina comum e aditivada e 97 para gasolina premium pela metodologia RON (Research Octane Number), padrão já utilizado na Europa. Anteriormente, era utilizada a classificação MON (Motor Octane Number), a mesma dos Estados Unidos. A octanagem RON não era um parâmetro regulado pela ANP, que limitava apenas o MON e o IAD (Índice Anti-detonante), que é a média entre MON e RON.

Na prática, todos estes índices são referentes à octanagem, que é a capacidade de resistência da gasolina às altas pressões e temperaturas dentro da câmara de combustão. Quanto maior o valor da octanagem, maior é a resistência à detonação.

Nova gasolina

“Os veículos de tecnologias mais modernas são muito mais sensíveis à octanagem RON e algumas montadoras chegaram a ter problemas de detonação em alguns modelos novos”, explica o especialista em novos produtos da Petrobras, Rogério Gonçalves.

Já para veículos mais antigos, não haverá prejuízo. “Não há qualquer inconveniente de utilizar a nova gasolina por motores mais antigos ou com taxa de compressão mais baixa. Devido à octanagem RON mais alta, os motores estarão ainda mais protegidos. A octanagem MON, mais representativa dos motores antigos, continuará com seu valor mínimo anterior, de 82”, ressalta o especialista. A Petrobras, inclusive, já padronizou a produção de gasolina comum com octanagem RON 93, valor será exigido por lei somente a partir de 2022.

Outra alteração da chamada “nova gasolina” é a exigência de densidade mínima de 715 kg/m³, o que ajudará na diminuição do consumo. “Quanto maior a massa específica do combustível em termos de hidrocarbonetos, maior é a densidade energética do combustível, ou seja, para o mesmo volume de combustível injetado no motor haverá a geração de maior quantidade de energia no momento da queima do combustível. Com isso, esperamos que proporcione maior rendimento, gerando diminuição do consumo”, detalha a especialista em regulação da ANP, Ednéa Caliman.

Nova gasolina

“No passado havia muita ocorrência de gasolinas leves no mercado, principalmente de origem importada, o que prejudicava muito o consumo dos veículos, fossem eles novos ou antigos. O estabelecimento da massa específica mínima irá acabar com isso”, acrescenta Gonçalves.

A redução no consumo pode chegar a 5%, de acordo com testes realizados pela Petrobras com carros com diferentes tipos de injeção (multiponto e direta). “Os veículos mais modernos, principalmente os flex, com sistemas avançados de controle de detonação, podem ter vantagens ainda maiores”, revela o especialista da Petrobras.

A opinião é compartilhada pelo professor de Engenharia Mecânica e consultor técnico da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo. “O novo padrão é bom para os motores flex e os de alta performance, que operarão com valores de avanço de ignição mais acentuados sem detonar. Isso implica em mais rendimento e menor consumo. As altas taxas de compressão dos motores flex obrigam as unidades de comando a atrasar a ignição em determinadas situações – quando o motor opera apenas com gasolina – a fim de evitar ou eliminar a detonação”, explica Landulfo.

Nova gasolina

O novo padrão não muda a durabilidade da gasolina, que teve o nível de estabilidade mantido. “É muito difícil estabelecer prazo de validade de uma gasolina depois que ela sai da refinaria e fica sujeita a variações de temperatura, umidade, manuseios incorretos e armazenamento inadequado”, ressalta Rogério Gonçalves. Outro benefício da nova gasolina é a maior dificuldade de adulteração. “A nova especificação possui requisitos mais rígidos, que dificultam a chance de fraudes”, relembra.

De acordo com a ANP, o novo padrão da gasolina atende aos atuais requisitos de consumo de combustível dos veículos e de níveis de emissões que serão exigidos pelas futuras fases L-7 e L-8 do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve), do Ibama, e do Programa Rota 2030.

E PARA O MECÂNICO?

 

A chegada do novo padrão da gasolina irá mudar o diagnóstico de problemas em motores na oficina? Na visão do professor Fernando Landulfo, não haverá alteração na hora da manutenção. “Para o mecânico pouco muda, pois ele não tem como identificar a octanagem da gasolina. O que importa, e mais influencia, é a qualidade do combustível. A exceção fica por conta da ocorrência de detonação. Se o mecânico tiver certeza de que o combustível utilizado é de alta octanagem, pode procurar a razão da ocorrência da detonação em outros lugares. Mas isso é muito difícil”, opina.

Nova gasolina
Avanço de ignição indica o momento da emissão da centelha pela vela de ignição

“É esperada uma menor ocorrência de problemas de quebra de motor por detonação, uma vez que a nova especificação deverá reduzir a ocorrência de fraudes na gasolina”, conta Gonçalves. Em caso de consumo elevado, será mais fácil identificar combustível de má qualidade. “O mecânico consegue medir a massa específica da gasolina e detectar combustível adulterado, que pode estar provocando maior consumo”, explica Landulfo.

O cuidado com a qualidade do combustível escolhido pelos motoristas é justamente uma das recomendações do especialista da Petrobras. “Sendo a gasolina utilizada pelo usuário de boa procedência e seguindo as recomendações do fabricante em relação às manutenções periódicas, não é esperada nenhuma anomalia nos motores decorrente de combustível. Por isso recomenda-se sempre procurar abastecer em postos de serviço de boa reputação”, alerta Gonçalves.

 

Texto Gustavo de Sá

YPF lança aplicativo com informações de troca de óleo

aplicativo celular

Disponível para Android, app traz informações para clientes e centros automotivos encontrarem facilmente o óleo certo para cada veículo

 

A YPF Brasil lança o aplicativo “Meu óleo ideal”, que indica o produto correto para cada veículo, além de informar o ponto de venda mais próximo. Disponível com download gratuito na Google Play, para smartphones com sistema Android, o aplicativo conta com mais de 30 marcas de veículos e mais de 7.700 modelos com informações a respeito da troca de óleo.

“O aplicativo é uma facilidade tanto para os centros automotivos que realizam a troca de óleo, como ao usuário final do produto, que deseja saber mais sobre o lubrificante indicado ao veículo”, diz a gerente de Marketing e Comunicações da YPF Brasil Giovanna Grassi.

Tecfil apresenta laboratório móvel mais moderno

laboratório móvel Tecfil

Veículos usados para dar suporte aos clientes agora conta com sistema áudio visual mais moderno e equipamentos com novas tecnologias

Tecfil apresenta a quinta geração de seus laboratórios móveis, veículos que dão suporte a clientes em campo, agora equipados com sistema de áudio visual de última geração e equipamentos com tecnologias mais modernas, entregando resultados mais precisos.

São quatro unidades que irão circular pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, realizando visitas técnicas, homologações e diversos testes de filtros.

“Os laboratórios móveis são estruturados com equipamentos de ponta, que oferecem testes de desempenho e funcionalidade dos filtros de todas as linhas, e também algumas análises estruturais de matéria prima. Com isso, temos a possibilidade de realizar demonstrações e treinamentos práticos, visando a correta manutenção preventiva dos produtos e a capacitação técnica dos profissionais reparadores”, afirma Roberto Rualonga, Gerente do Suporte Técnico e Pós-Venda da Tecfil.

A primeira versão dos laboratórios móveis foi criada em 2004, sendo a única fabricante de filtros com esse tipo de laboratório. De acordo com a Tecfil, nos últimos dois anos, essas unidades móveis realizaram mais de 2,5 mil visitas a clientes em diferentes cidades brasileiras. Os clientes interessados podem solicitar uma visita por meio dos canais de atendimento da empresa ou via consultores comerciais e técnicos da região.

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